quarta-feira, 3 de julho de 2013

Orientações aos que desejam se tornarem membros da IPB, vindo de outras igrejas evangélicas.

O que é uma igreja cristã verdadeira? Uma igreja verdadeira é caracterizada pelas suas crenças principais, e não por costumes e práticas locais (que não transgrida algum principio bíblico). Essa deve pregar fielmente a Palavra de Deus. Se você pertenceu a alguma igreja evangélica que ensina a Palavra de Deus – sem misturas, a inerrância bíblica, a doutrina da trindade e a salvação pela graça de Deus por meio da fé, e foi batizado, A IPB aceita seu batismo como válido, não sendo necessário um novo batismo para que você se torne Presbiteriano.

ü  A INERRÂNCIA, A SUFICIÊNCIA E A INFABILIDADE DA BÍBLIA: Is 55.10,11; Jo 17.17; Tm 3.14-17.

ü  A DOUTRINA DA TRINDADE: Dt 6.4,5; Is 6.1,9,10 Compare com Jo 12.40 e At 28.26,27.

ü  SALVAÇÃO PELA GRAÇA DE DEUS POR MEIO DA FÉ EM JESUS: Jo 3.16,36; Rm 11.6; Ef 2.1-10

Esses assuntos são essenciais, indispensáveis para compreendermos que o grupo religioso ao qual estamos afiliados é ou não uma igreja cristã verdadeira. Mesmo tendo defeitos em algumas doutrinas e práticas, pois nenhuma igreja é perfeita, devemos ter em mente que os pontos cardeais da Fé Cristã não estão distorcidos. Mas isto não significa que não existam diferenças entre a Igreja Presbiteriana do Brasil das demais denominações evangélicas. É necessário que você saiba quais são:

De onde veio a IPB? O presbiterianismo nasceu na Reforma Protestante no século XVI. Um cristão de nome John Knox, que entrou em contato com Reformadores Cristãos, dedicou-se em pregar a Reforma Protestante no país da Escócia, onde se iniciou o que denominaram de Igrejas Presbiterianas, por causa do governo composto por presbíteros eleitos pela igreja, para serem representantes nos concílios maiores e governo local. De Genebra para Escócia e para todo o mundo. A Igreja Presbiteriana iniciou suas atividades missionárias em solo brasileiro no ano de 1859 com a vinda do missionário americano Ashbel Green Simonton. Hoje, o presbiterianismo está em quase todo território nacional. A teologia presbiteriana é mais conhecida como Teologia Reformada.

1) A IPB adota como exposição doutrinária a Confissão de Fé de Westminster (e os Catecismos baseados em tal Confissão). Esse é um produto teológico do século XVII. Não são inspirados. Mas acreditamos que nesse documento existe uma fiel exposição da Doutrina Cristã.

2) A IPB tem uma Constituição que rege todas as disposições internas da Igreja. Nessa Constituição também temos o Código de Disciplina, por meio dos quais os membros da igreja local são corrigidos e admoestados.

3) A IPB é governada por Concílios: 1. Conselho, 2. Presbitério, 4. Sínodo e 5. Supremo Concílio. Todos formados por Pastores ordenados e Presbíteros. Além do presbíteros, regentes e docentes (Ministros/Pastores), a IPB tem como oficiais os Diáconos que servem nas causas de necessidades.

4) O sustento local e de toda IPB são advindos de ofertas e dízimos que todo membro tem o privilégio de entregar na igreja local. Não se coage, nem se ameaçam as pessoas. Elas são incentivadas a sustentarem a obra do Senhor Jesus (1 Co 9.10-14).

5) O Pastor local não é autoridade única sobre a igreja. Ele faz parte do Conselho local, que são delegados para tomarem decisões para a glória de Deus e benefício da igreja. Um presbítero e um pastor têm mesmo poder de voto dentro do Concílio (At15.2).

6) A igreja elege por votos os que serão Presbíteros e Diáconos. Os presbíteros que convidam os Pastores formados em Seminários para ministrarem na igreja o ensino, o batismo e a santa ceia (At 14.23). Enquanto uma Congregação local não possuir condições de eleger e manter homens para a liderança, não é uma igreja organizada.

7) A IPB não é uma igreja pentecostal. Sabemos e cremos que Deus realiza milagres conforme Sua santa vontade. Mas entendemos que os dons revelacionais tiveram objetivos temporários. Também cremos que todo cristão salvo, regenerado, é batizado com o Espírito Santo sem haver necessidade de falar em línguas (2 Tm 3.16,17; 1 Co 12.13).

8) A IPB adota como modo correto de administrar o batismo um simples derramamento de água sobre a cabeça da pessoa (observe como a palavra batismo é usada em Atos 11.15,16). Mas a IPB não rejeita o batismo realizado de outra forma. Quer sejam em rios ou piscinas.

9) A IPB entende que o batismo substituiu a circuncisão e por isso administra o batismo nos filhos dos crentes (Rm 4.11; Cl 2,11,12; 1 Co 7.14; At 2.39; 16.14,15).

10) A IPB prega que Deus é Soberano e predestinou os que serão salvos em Cristo antes da fundação do mundo (Rm 9.14-29; Jo 6.44; Ef 1).

11) A IPB não crê que o arrebatamento da igreja será secreto, nem que a grande tribulação ocorrerá depois da volta de Cristo. Cremos que o Senhor voltará e dará inicio ao Dia do Juízo, ocorrendo o fim de todas as coisas e o inicio dos Novos Céus e da Nova Terra (Mt 24.29-31; 25.31-46; Ap 21).

12) A IPB não crê na teologia da prosperidade. Não cremos que Deus enriquecerá seus servos, nem que Deus tenha obrigação em fazer algo por nós, embora sempre o faça. Ensinamos que o Evangelho que o Nosso Senhor Jesus Cristo ensinou é negar a si mesmo a cada dia e segui-lo (Lc 9.23).

13) Para a IPB só existem dois símbolos visíveis da graça de Deus: A Santa Ceia e o Batismo com água em nome da Trindade. Assim, um presbiteriano jamais unge objetos, nem ora por água, etc. Nem usamos objetos como meios místicos (Hb 9.6-14).

14) A vida presbiteriana deve ser marcada pela oração, santidade, leitura da Palavra de Deus, união, evangelização e influência na sociedade (Cl 3-4.6).

15) Os que usufruem da união conjugal devem legalizá-la diante do Magistrado Civil. E só existe casamento bíblico entre um homem e uma mulher. Relação sexual fora do casamento é pecado.

16) A IPB possui em sua estrutura Sociedades Internas que devem ser organizadas: UPH [União Presbiteriana de Homens], SAF [Sociedade Auxiliadora Feminina], UMP [União da Mocidade Presbiteriana], UPA [ União Presbiteriana de Adolescentes] e UCP [União das Crianças Presbiterianas]. Existem também os Obreiros-Evangelistas que desempenham trabalhos em Campos Missionários, Congregações e Igrejas.

Para um estudo mais detalhado das doutrinas presbiterianas recomendamos o livro Teologia Concisa e para informações históricas o livro O que todo presbiteriano inteligente precisa saber. Nestes livros existem mais informações úteis para seu desenvolvimento como presbiteriano.

Se você não aceita os pontos colocados (ou alguns), incentivamos a continuar cultuando a Deus junto conosco, e prosseguir seus estudos*, pedindo a Deus iluminação. Não impomos nossas crenças. Cremos na liberdade individual e aceitamos entre nós pessoas com opiniões diferentes, mas que se sentem atraídas ao nosso modo cristão de ser e estão dispostas a viverem em unidade (1 Co 8.2,3; Rm 14). Nunca ensinaremos que os detalhes de nossa fé são requisitos para a salvação.  Convidamos a todos a comungarem a fé cristã conosco.
Portanto, conforme define a Constituição da IPB:

"A Igreja Presbiteriana do Brasil (I.P.B.) é uma federação de igrejas locais, que adota como única regra de fé e prática as Escrituras Sagradas do Velho e Novo Testamentos; e como sistema expositivo de doutrina e prática a Confissão de Fé de Westminster e os Catecismos Maior e Breve. Exerce o seu governo por meio de concílios e indivíduos, regularmente instalados. A I. P.B. tem por fim prestar culto a Deus, em espírito e verdade, pregar o Evangelho, batizar os conversos, seus filhos e menores sob sua guarda e ensinar os fiéis a guardar a doutrina e prática das Escrituras na sua pureza e integridade, bem como promover a aplicação dos princípios de fraternidade cristã e o crescimento de seus membros na graça e no conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo." Constituição, art. 1° e 2°.

Evangelista Luciano Sena



* Para um estudo mais detalhado das doutrinas presbiterianas recomendamos o livro Teologia Concisa e para informações históricas o livro O que todo presbiteriano inteligente precisa saber. Nestes livros existem mais informações úteis para seu desenvolvimento como presbiteriano.




16 comentários:

  1. Graça e paz, estou entrando agora em um IPB e eu gostaria de saber todas as doutrinas que tenho obrigação de saber, como: cessacionismo, amilenismo, pedobatismo, preterismo, etc...

    Qual site ou livros você me recomenda pra eu estudar?

    Obrigado e fique com Deus.

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  2. Saudações em Cristo, prezado irmão Anderson.

    Indicaria três livros interessantíssimos:

    Teologia Concisa, J. I. Packer (Edittora Cultura Cristã).

    O que todo Presbiteriano Inteligente precisa saber, (Editora SOCEP).

    Fundamentos da Teologia Reformada, Herminsten Maia (Editora Munda Cristão).

    Com esses vc terá uma visão panorâmica satisfatória.

    Caso demore encontrar em alguma livraria, baixe o PDF que tem nesta página intitulado DOUTRINAS DISTINTIVAS DA FÉ REFORMADA, muita coisa da fé reformada: https://sites.google.com/site/estudosbiblicossolascriptura/Home/apostilas-1

    Abraços

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  3. Graça e paz, obrigado irmão Luciano, glórias a Deus por este blog.

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  4. Olá Luciano Sena.
    Eu estou a procura de uma igreja cristã, pois hoje sirvo a Jeová Deus independentemente, ja fui TJ, mas me libertei, tambem ja conheci o neo-pentecostalismo e o pentecostalismo que para mim hoje são heresias.
    Oque gostaria de saber é se posso congregar em uma IPB mesmo não concordando com certos pontos de vista de suas crenças. Obrigado dez de já.

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    1. Sim.

      Poderia me enviar um e-mail?

      blogapologetico@gmail.com

      Deus te fortaleça.

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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    3. Boa tarde meu irmão, já visitou uma igreja adventista? faça-nos uma visita, ficaremos felizes em tê-lo conosco, abraço.
      Encontre a igreja mais próxima: http://igrejas.adventistas.org/

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  5. Cláudia Gonçalves26 de janeiro de 2015 11:20

    Oi, sempre me simpatizei com a Igreja Presbiteriana do Brasil, inclusive já a visitei algumas vezes e gostei muito. Mas gostaria que me informasse se a IPB aprova o casamento gay à semelhança da Presbiteriana dos EUA? A IPB tem alguma ligação com a instituição de lá? Ficarei grata pela resposta.

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  6. Bom dia Sena, gostaria se fosse possível me enviasse um estudo Bíblico por email. No momento não tenho como estar numa iigreja presbiteriana, sempre ouvi dizer que a Igreja presbiteriana é muito forte neste ponto. Desde já agradeço. rodrigob-drops@hotmail.com

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  7. é muito, mas, MUITO complexo mesmo... ser PRESBITERIANO e ser apologético ao mesmo tempo (ter a obrigação de criticar e analisar, mesmo que positivamente as demais denominações, usos, costumes, doutrinas, teologias e etc.), visto que, a própria sistemática doutrinária e teologia presbiteriana (calvinismo para ser simplista), carece também de análise e críticas. Penso que é um desafio e tanto que nosso irmão Luciano se propõe. Ser de uma denominação, defende-la, mas, ao mesmo tempo, ousar atacar as outras.... vida difícil aquela de um apologista. OREMOS, por ele.

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  8. É perigoso entrar numa igreja dessas, observe os erros doutrinários e ensinamento erróneos: leia a Bíblia inteira e depois conhecereis a verdade.

    9) A IPB entende que o batismo substituiu a circuncisão e por isso administra o batismo nos filhos dos crentes (Rm 4.11; Cl 2,11,12; 1 Co 7.14; At 2.39; 16.14,15).

    10) A IPB prega que Deus é Soberano e predestinou os que serão salvos em Cristo antes da fundação do mundo (Rm 9.14-29; Jo 6.44; Ef 1).

    11) A IPB não crê que o arrebatamento da igreja será secreto, nem que a grande tribulação ocorrerá depois da volta de Cristo. Cremos que o Senhor voltará e dará inicio ao Dia do Juízo, ocorrendo o fim de todas as coisas e o inicio dos Novos Céus e da Nova Terra (Mt 24.29-31; 25.31-46; Ap 21).


    7) A IPB não é uma igreja pentecostal. Sabemos e cremos que Deus realiza milagres conforme Sua santa vontade. Mas entendemos que os dons revelacionais tiveram objetivos temporários. Também cremos que todo cristão salvo, regenerado, é batizado com o Espírito Santo sem haver necessidade de falar em línguas (2 Tm 3.16,17; 1 Co 12.13).

    1) A IPB adota como exposição doutrinária a Confissão de Fé de Westminster (e os Catecismos baseados em tal Confissão). Esse é um produto teológico do século XVII. Não são inspirados. Mas acreditamos que nesse documento existe uma fiel exposição da Doutrina Cristã.

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  9. É perigoso entrar numa igreja dessas, observe os erros doutrinários e ensinamento erróneos: leia a Bíblia inteira e depois conhecereis a verdade.

    9) A IPB entende que o batismo substituiu a circuncisão e por isso administra o batismo nos filhos dos crentes (Rm 4.11; Cl 2,11,12; 1 Co 7.14; At 2.39; 16.14,15).

    10) A IPB prega que Deus é Soberano e predestinou os que serão salvos em Cristo antes da fundação do mundo (Rm 9.14-29; Jo 6.44; Ef 1).

    11) A IPB não crê que o arrebatamento da igreja será secreto, nem que a grande tribulação ocorrerá depois da volta de Cristo. Cremos que o Senhor voltará e dará inicio ao Dia do Juízo, ocorrendo o fim de todas as coisas e o inicio dos Novos Céus e da Nova Terra (Mt 24.29-31; 25.31-46; Ap 21).


    7) A IPB não é uma igreja pentecostal. Sabemos e cremos que Deus realiza milagres conforme Sua santa vontade. Mas entendemos que os dons revelacionais tiveram objetivos temporários. Também cremos que todo cristão salvo, regenerado, é batizado com o Espírito Santo sem haver necessidade de falar em línguas (2 Tm 3.16,17; 1 Co 12.13).

    1) A IPB adota como exposição doutrinária a Confissão de Fé de Westminster (e os Catecismos baseados em tal Confissão). Esse é um produto teológico do século XVII. Não são inspirados. Mas acreditamos que nesse documento existe uma fiel exposição da Doutrina Cristã.

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  10. ola , em relação a morte , o que vcs pensam a respeito? acham que é um sono em Cristo ou uma viagem (como algumas igrejas pregam) agradeço a resposta

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  11. Existe quem pensa que ensinar um estado intermediário é contraditório ao ensino da ressurreição. Além disso, argumentam eles, ‘se já existe após a morte, paraíso e tormento, por qual motivo haveria juízo final’?

    Temos que começar nossa resposta mostrando que apesar da insatisfação de alguns, não existe tensão entre esses ensinos, de maneira alguma. No estado intermediário temos um prévia demonstração ao espírito/alma, do que ele receberá após a ressurreição juntamente com o corpo. Em nenhum caso é a retribuição plena do que foi estabelecido para ele, mediante sua fé ou não no Evangelho, segundo a graça de Deus (Lc 23.43; 16.19-31). É um estado de espera (Hb 12.23; Ap 6.9,10).

    Em segundo lugar, devemos destacar que o estado intermediário não é apresentado como esperança escatológica na Bíblia. Tal como a morte não era do plano de Deus, em sua proposta no pacto de obras com Adão, o estado intermediário é um esquema temporário a isso que surgiu por causa da morte (Gn 3.19; Ec 12.7 [veja Mt 25.41]).

    Em terceiro, destaco que é impossível uma alma sem corpo desfrutar do Novo Céu e da Nova Terra, sem ter seu corpo glorificado. Somos pessoas com alma/espírito e corpo. Um todo, e não apenas partes, é a imagem de Deus. De igual maneira, é impossível uma punição aos ímpios plena, sem deflagrar também contra o instrumento da alma – o corpo (Mt 10.28; I Co 6.13). Só não temos muitas evidências bíblicas de como serão os corpos do ímpios, mas Cristo prometeu que os ímpios ressuscitarão (Lc 11.29-32).

    Portanto, a promessa escatológica só pode ser desfrutada após o retorno do Senhor, quando Ele glorificar os santos – dando-lhes um corpo glorificado- unindo a alma e o corpo (I Ts 4.16-18). Então, ele será capaz de desfrutar da presença de Deus de uma maneira que sua alma não podia. Afinal, agora ele está com um corpo semelhante ao que o Senhor Jesus tem! (I Jo 3.2).

    Já que o céu é chamado de paraíso na Bíblia (Lc 23.43; II Co 12.4; Ap 2.7) é correto dizer que quando um cristão morre ele vai para o paraíso. Ou mesmo dizer “estar com Cristo”, é aceitável nos dizeres bíblicos (Fl 1.23). Os termos “descanso” ou “sonos dos justos” (I Ts 4.13), são linguagens figuradas que representam o descanso que nosso corpo recebe em relação aos trabalhos e sofrimentos no estado atual [nesse caso, até mesmo o ímpio], e a completa inconsciência de nossa alma para com as tribulações desse mundo (Ec 9.4-6,10).


    Esse é o testemunho bíblico.

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