segunda-feira, 28 de novembro de 2016

AUGUSTUS NICODEMUS: O INFERNO É ESPIRITUAL OU FÍSICO?

A natureza do inferno é um tema carregado de curiosidades, temores e debates. Ninguém melhor que o rev. Augustus Nicodemus, não apenas uma voz de peso para a igreja reformada no Brasil, aos calvinistas em geral, mas também para os crentes ortodoxos de nosso país - para apontar alguns parâmetros bíblicos para o tema.


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Por que o Adventismo não crê na inspiração verbal das Escrituras?

Quando colocamos lado a lado aquilo que chamamos de ortodoxia cristã protestante,com a teologia adventista, e avaliando seus pressupostos menos conhecidos, sua reflexão acadêmica teológica, é inevitável algumas conclusões: O Adventismo do Sétimo Dia não é ortodoxo em assuntos de peso - na salvação pela graça na suficiente mediação de Cristo – quando pesado as implicações da doutrina de 1844 e do sábado como selo escatológico; não é ortodoxo na doutrina da Trindade, - quando pesado suas implicações de uma nova definição trinitariana com base nas visões de Ellen White e na rejeição da teologia trinitariana tradicional; não é ortodoxo na sua eclesiologia -quando pesado em sua medíocre crença de que são os ‘remanescentes’; não são ortodoxos na rejeição da inerrância da Escritura, ao recorrem a isso para justificar os erros de Ellen White, e consequentemente o assunto dessa postagem – também não são ortodoxos na crença na inspiração verbal da Escritura Sagrada.

Mais uma vez tal postura se deve à cega crença de Ellen White era/é profetisa dessa igreja, e visto que ela rejeitou a inspiração verbal (obviamente por causa de seus tropeços como escritora ‘inspirada’), eles também rejeitam a doutrina da inspiração verbal da Escritura. Ainda assim, a IASD se declara ‘protestante’:

“Numa resposta mais detalhada, pode-se dizer que os adventistas são uma corporação protestante e conservadoras de cristãos evangélicos [...]” (Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, p. 1).

Mas como é comum entre os adventistas, ‘falar com dois lados da boca’, como dizia o Pastor Natanael Rinald, prática iniciada no livro Questões Sobre Doutrina, você encontra autores adventistas, e a própria teologia oficial adventista, dizendo que as palavras da bíblia foram inspiradas (Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, p. 45). Mas quando dizem isso, dizem como produto geral e final, não as palavras usadas imediatamente pelo autor inspirado; [ou talvez façam isso para evitar problemas – ‘um dilema desnecessário’ (ibidem, p. 45)]. Porém, veja o que afirmava Ellen White:

“Não são as palavras da Bíblia que são inspiradas, mas os homens é que foram. A inspiração não atua nas palavras do homem ou em suas expressões [...]” (Em Busca de Identidade, p. 137).

“Não por acaso que a maioria dos líderes adventistas mais próximos de Ellen White rejeitaram a inerrância e o verbalismo tanto da Bíblia como dos escritos dela.” (Em Busca de Identidade p. 140).

A Crença Fundamental 1da comunidade adventista não entra em detalhes sobre o processo de inspiração, mas suas explicações oficiais preenchem o vácuo:

“1. As Escrituras Sagradas. As Escrituras Sagradas, o Antigo e o Novo Testamentos, são a Palavra de Deus escrita, dada por inspiração divina por intermédio de santos homens de Deus que falaram e escreveram ao serem movidos pelo Espírito Santo.”

“Tampouco o conceito de inspiração verbal ou mecânica. Já os conceitos de inspiração plena e conceitual foram amplamente aceitos, mas a igreja nunca formulou uma doutrina exata sobre inspiração ou revelação. Por mais de 100 anos, os adventistas repetiram e refinaram as convicções adotadas por seus pioneiros em declarações de crenças fundamentais.” (Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, p. 60).

A Bíblia, diferentemente de Ellen White, afirma categoricamente que não apenas as pessoas, mas as palavras que seus autores usaram, foram inspiradas por Deus. Ambos!!! Alguns textos confirmam isso. Por exemplo, O Senhor Jesus disse que nenhum ‘til’ da lei cairia sem se cumprir (Mt 5.17), que a Escritura não pode ser falhar (Jo 10.35) ao mesmo tempo que afirma a autonomia do autor humano (Mt 8.4). Pedro disse que homens santos falaram da parte de Deus (II Pe 1.21), enquanto Paulo também disse a Timóteo que a Escritura e as sagradas letras, foram inspiradas por Deus para a salvação (I Tm 3.15-17).

A crença cristã protestante e conservadora – excetuando-se os liberais, neo-ortodoxos, etc – é que a ‘inspiração da Escritura Sagrada é plenária, dinâmica, verbal e sobrenatural.’ (A Inspiração e Inerrância das Escrituras, pp. 99,100).Essa é a mesma posição de um reconhecido teólogo pentecostal, Myer Pearlman e afirma que a inspiração da Escritura é “Verbal, não apenas conceitual.” (Conhecendo as Doutrinas da Bíblia, pp. 29-33). A Declaração de Chicago resume bem o pensamento cristão a respeito da inspiração verbal:

VI. Afirmamos que a totalidade das Escrituras e todas as suas partes, chegando às próprias palavras do original, foram por inspiração divina. Negamos que se possa corretamente falar de inspiração das Escrituras, alcançando-se o todo, mas não as partes, ou algumas partes, mas não o todo. 

VIII. Afirmamos que Deus, em Sua obra de inspiração, empregou as diferentes personalidades e estilos literários dos escritores que Ele escolheu e preparou. Negamos que Deus, ao fazer esses escritores usarem as próprias palavras que Ele escolheu, tenha passado por cima de suas personalidades [uma explicação das implicações e afirmações da Declaração de Chicago pode ser visto em – Havendo Deus Falado, de J. I. Packer].

A Confissão de Fé de Westminster diz:

[...] foi o Senhor servido, em diversos tempos e diferentes modos, revelar-se e declarar à sua Igreja aquela sua vontade; e depois, para melhor preservação e propagação da verdade, para o mais seguro estabelecimento e conforto da Igreja contra a corrupção da carne e malícia de Satanás e do mundo, foi igualmente servido fazê-la escrever toda.

O Velho Testamento em Hebraico (língua vulgar do antigo povo de Deus) e o Novo Testamento em Grego (a língua mais geralmente conhecida entre as nações no tempo em que ele foi escrito), sendo inspirados imediatamente por Deus e pelo seu singular cuidado e providência [...]

CONCLUSÃO

Diferentemente da Igreja Adventista do Sétimo Dia, as Igrejas Cristã – com o verdadeiro Espirito de Profecia, não tendo um (falso) profeta para ‘justificar’, nem mesmo o mundo secular para temer, não baixa sua posição a respeito da Inspiração para salvar um profeta ou sua aceitação do mundo. No conhecido ditado ‘um abismo chama outro abismo’, percebemos que o Adventismo entrou no mais no abismo herético. Aceitaram uma profetisa inspirada, com isso a suficiência da Escritura foi abalada. Ao depararem com os erros dessa falsa profetisa, detonaram a inerrância da Bíblia. Mas para fazerem isso, precisaram ‘diluir’ a doutrina da inspiração. A Igreja Adventista é uma falsa igreja, é uma seita no pleno sentido*. Lamento que vários no Brasil estão caindo na malha do marketing dessa seita, abrindo o aprisco para as heresias.


*Há alguns apologistas cristãos de renome internacionais que não compartilham a ideia de que a IASD seja uma seita. No Brasil,a maioria das igrejas continua mantendo a postura de que a IASD é uma seita, à medida que a TV Novo Tempo age, e ganha terreno em crentes incautos. Mas até mesmo pastores e pesquisadores no Brasil, já demonstram uma tendência de mudarem de opinião, ou já mudaram. Os que acham que a IASD é uma igreja cristã ortodoxa, não tem condições de defender essa postura em relação aos adventistas sem prejuízos à ortodoxia cristã, nem mesmo sem prejuízos ao que é o adventismo de fato, e até mesmo a essa posição ‘ecumênica’.Já que um dos votos para o batismo na IASD reza: “13. Aceita e crê que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é a igreja remanescente da profecia bíblica e que pessoas de toda nação, raça e língua são convidadas afazer parte de sua comunhão e são nela aceitas? Deseja ser membro desta congregação local da Igreja mundial?”

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Por que você deve orar?

1)    É um mandamento divino, não orar incorre em desobediência (I Ts 5.17).  A oração é ordenada na Escritura. Jesus contou parábolas para nos ensinar ‘o dever de orar’. Na oração do Pai Nosso, ele pressupõe que isso é algo natural de seus discípulos, pois disse ‘quando orares’. ‘Buscai, batei, orai’, são imperativos claros encontrados no Livro do Espírito. Podemos dizer que o crente que não ora está em desobediência. Um crente que não ora, não é um crente de verdade, ainda.


2)    Imitaremos a Jesus Cristo (Mt 26.40).
Imitar a Jesus Cristo, sermos conformados com a Sua imagem, seguir a Cristo, andar como ele andou, crescer à Sua estatura, sermos seus alunos, entre outros termos que nos classificam como cristãos, não podem deixar de lado a verdade de que Cristo orou, e orou muito. Como seremos seus imitadores se não orarmos? Impossível. Você não tem direito de dizer que segue a Cristo se não o segue na oração. Ele advertiu a seus discípulos certa vez ‘não podeis vigiar comigo por uma hora?’

3)    Sermos cheio do Espírito Santo (Ef 5.18).
A Bíblia diz que devemos estar cheios do Espírito Santo. Aliás, é uma ordem, ‘enchei-vos do Espírito’. Lembrando que em pentecostes os discípulos estavam orando, que a igreja em Atos vivia em oração, e percebemos a presença do Espírito Santo no relato histórico da igreja apostólica, não resta duvida de que a oração é meio para que o Espirito nos torne mais cheios Dele. A Palavra usa os termos ‘orando no Espirito Santo’, e diz que ele intercede por nós com gemidos inexprimíveis.

4)    Para afinar nossa espiritualidade, nos colocando em contato com Deus (Mt 6.6).
A sensibilidade espiritual, a noção do mundo espiritual, a comunhão com Deus, o meditar na Palavra, se torna um exercício mais valioso e significativo quando nossa vida de oração é mais constante e intensa. Crentes que não oram não tem um espirito contagiante, não há vida em suas convicções, não tem poder em sua vida. Claro, que a oração não é fonte de nossa vitalidade espiritual, apenas o meio, mas um meio que Deus decidiu usar. Um dos maiores vitupérios que um pastor ou teólogo pode cometer é achar que pode falar de Deus sem falar com Ele. Isso revela a arrogância e a autoconfiança carnal de quem faz da vocação uma profissão, um mercenário, caso não seja um momento de fraqueza espiritual.

5)    Confessar e pedir perdão pelos nossos pecados (Sl 32.5).
Uma das melhores coisas para combater o pecado, é confessá-los diante de Deus, nome por nome, ato por ato. Diga suas intensões. Sente-se diante dele e conte suas práticas imundas, egoístas, mentirosas, dissimuladas, covardes e irresponsáveis. Uma das coisas que você precisa dizer a Deus em oração é que você se comporta como um ateu, pois a onisciência e onipresença de Deus não te intimidam. Não faria diante de seu cônjuge o que faz longe dele, de seus irmãos em Cristo, pais e pastor, mas o faz diante de Deus. Você praticaria o pecado que pratica em um culto no templo? Mas o faz com o Espirito Santo dentro de si... não te incomoda de fazer diante dos anjos. Ore com ira contra suas práticas, não use Romanos 7 para suas intensões carnais. Lute em oração.

6)    Conformar-nos com a vontade divina (Lc 22.42).
Muitas coisas acontecem em nossas vidas, boas e ruins, todas essas cooperam para o bem. Cooperam pra nos moldar, para fortalecer nossa fé ou nossa gratidão, não há uma gripe, nem um câncer, nem uma cura ou uma benção, que Deus não ordene para realizar Seu proposito em nós. Ainda que seja uma bofetada do diabo, apenas após a oração entenderemos que ‘a graça nos basta’! A oração nos ajuda a nos conformar com a vontade Divina.

7)    Agradecer a Deus por tudo que temos, visto ser Ele o doador de tudo (Cl 4.2).
Bebemos água, comemos arroz e feijão, todos os dias, mas parece que nosso senso de gratidão é apenas profundo quando conseguimos uma casa, um carro ou uma alta de um hospital. Reserve tempo em sua oração para agradecer coisas corriqueiras, que nos são certas. Mas a providência divina não é apenas em casos extraordinários, mas especialmente ordinários também. Já que esses estão sempre conosco. Já deu algo a alguém e a pessoa não agradeceu? Já deu um copo de água a alguém na porta da sua casa e essa pessoa disse “muito obrigado”? Comportemo-nos assim, pois nada nesse mundo é finalmente nosso.

8)    Para lançar sobre Deus toda nossa ansiedade, problemas, desafios e medo (I Pe 5.7).
Deus é maravilhoso, pois trata um pedido de oração de uma criança com medo do escuro a um cristão fugindo de assassinos. Ele tem cuidado de nós, e diferente de nossos conselheiros, não minimiza nem aumenta nossos problemas. Ele entende e assim recebe desde um pedido de oração por uma prova para se adquirir uma CNH, bem como a um concurso público de alto grau de dificuldade. O Nome de Seu Espirito é “Consolador”, pois está em nosso ‘solo’, conosco, em nossas realidades.

9)    Interceder por nossos irmãos, participando em oração de seus sofrimentos e alegrias (Tg 5.16).
A começar por sua família, você deve orar pela esposa e filhos, ou outros familiares. Ore pelo bem deles e pelo crescimento espiritual deles. Um por um. Orar por irmãos nos impede de criticá-los, nos dá mais afinidade pelo bem estar deles, além de nos dar empatia por seus sofrimentos. Quando o Mestre nos ensinou a orar ele começou com a afirmação de nossa fraternidade “Pai nosso”.

10)                      Abater nosso orgulho, pois demonstramos que não confiamos em nossas forças (Dn 9.4-19).
Nada mais poderoso contra o orgulho e soberba do que dizer a outro que você não é capaz! E o Senhor Jesus nos disse “sem mim nada podeis fazer”. Em oração revelamos a nossa pequenez. Bom lembrarmos que em oração um salmista pediu “da soberba guarda o teu servo”. E nem adianta dizer que você ora muito para outros, pois não dá resultado algum. Você receberá seu galardão por se exibir e perderá todo seu tempo em oração. Sem duvida, orar de joelhos ou com o rosto no chão nos ajuda bem nisso, mas não importa a posição se nosso espírito estiver soberbo. Abata-o antes de falar com o Soberano.


sábado, 5 de novembro de 2016

12 razões para você ser presbiteriano

Apresentação

Em primeiro lugar, preciso dizer que as razões que apresento, são doutrinas e práticas oficiais que devem ser vistas nas igrejas locais da IPB. Pode ser que as que você conhece não possuam tal identidade nítida, mas deve ser lembrado que o padrão aqui apresentado é o que consta nas doutrinas, constituição e concílios da IPB. Algumas igrejas estão mais alinhadas com esses postulados. Em segundo lugar, esse convite é a você que tem interesse em congregar em alguma igreja cristã e por hora está ainda indeciso. Por último, creio que a IPB faz parte da igreja visível, somos inclusivos e não exclusivistas, no que diz respeito às denominações cristãs. Cremos que o Presbiterianismo está apto para representar uma doutrina bíblica mais pura do que as demais igrejas cristãs.

Razões

1º Razão: convidamos você a se tornar presbiteriano, por causa da ortodoxia cristã presente nas doutrinas da IPB. As doutrinas dos credos cristãos a respeito da Trindade, são mantidos nas doutrinas presbiterianas na sua mais pura representação. Credo Apostólico, Credos Niceno e Niceno-Contantinopolitano, Credo Atanasiano e de Calcedônia, são prezados e os confessamos como representação de nossas crenças. Estamos ligados aos cristãos primitivos, herdeiros das doutrinas apostólicas.

2º Razão: convidamos você a se tornar presbiteriano, por causa da ortodoxia protestante presente nas doutrinas da IPB. Os cinco Solas (somente a Escritura, somente a Fé, somente Cristo, somente a Graça e a gloria somente a Deus) estão em sua mais plena madureza no contexto presbiteriano. Nenhuma igreja tem mais estima pelos postulados protestantes que a IPB. Na verdade, a fé presbiteriana vai até as ultimas ‘consequências’ ao manter essas doutrinas, sobretudo, a suficiência das Escrituras – por isso não cremos em novas revelações. A pregação da Palavra é a parte mais importante de nosso culto prestado a Deus. Nossas doutrinas a respeito da Fé, da Graça e da Glória de Deus, estão em seu sentido mais bíblico.

3º Razão: convidamos você a se tornar presbiteriano, por causa da originalidade de nossa herança doutrinária e identidade. A IPB não é produto de divisão de outras igrejas cristãs, não dividimos o corpo visível do povo de Deus. Somos filhos diretos do movimento da Reforma Protestante, que a principio foi rejeitado por Roma, e com o tempo, e por sua vez, negou a legitimidade do Papado de Roma. Adotamos como representação oficial de nossas crenças o mais maduro e pleno produto protestante – A Confissão de Fé de Westminster e seus catecismos.

4º Razão: convidados você a se tornar presbiteriano, por causa da centralidade de Cristo em nossas doutrinas. A Confissão de Fé de Westminster possui exposição doutrinária de vários assuntos da Teologia. De casamento à censuras eclesiásticas. Em seus 33 capítulos, 11 capítulos estão relacionados diretamente com a pessoa e obra de Cristo Jesus, realizada nos crentes pelo Espírito Santo, pela glória de Deus Pai. Mais 5 capítulos indiretos. Os capítulos diretos são do 8º ao 18º, e os indiretos são os capítulos 7, 25, 27-29.

5º Razão: convidamos você a se tornar presbiteriano, por causa da teologia bíblica presente em nossas doutrinas. Por mais dogmático que pareça ser ter uma Confissão de Fé, ou um manual de doutrinas, a Teologia presbiteriana nasceu em primeiro lugar de uma teologia exegética, bíblica, não desconsiderando as doutrinas cristãs, examinando-as sempre à luz das Escrituras. Um dos maiores pensadores da teologia reformada, João Calvino, era um exegeta. Os teólogos de Westminster tinham domínio e noção daquilo que chamamos hoje de exegese bíblica. Somente O Catecismo Maior de Westminster possui 2884 versículos bíblicos citados em apenas 196 perguntas. E essa tradição exegética pode ser vista no Brasil.

6º Razão: convidamos você a se tornar presbiteriano, por causa do alto grau de santidade presente em nossas doutrinas. Apesar da doutrina da segurança eterna gerar maus entendidos nos críticos, dizendo que isso pode gerar um descuido moral e/ou vigilante, a verdade é totalmente o oposto. Os puritanos revelaram uma vida santa de sublime obediência. As perguntas e respostas de 98 a 152, do Catecismo Maior de Westminster, ao explicar os Dez Mandamentos, trazem doutrinas a respeito de vestimentas, palavras, diversão, pensamentos, trabalho, família, adoração, que infelizmente, foram esquecidas por muitos.

7º Razão: convidamos você a se tornar presbiteriano, por causa do sistema de governo presbiteriano. A IPB possui um sistema de governo representativo, em uma federação de igrejas e concílios, eleito pelo povo da igreja e/ou designados por esses. Não há presidência absoluta, não existe uma pessoa “mandando na IPB”, ainda que haja pastores influentes no cenário nacional (louvamos a Deus pela vida deles), por fim, apenas os Concílios da IPB determinam por maioria, os rumos da IPB. Os Concílios da IPB são: Conselho – governa a igreja local. Presbitério – governa as Igrejas de certa região. Sínodos – governa presbitérios de certa região. Supremo Concílio – governa a Igreja Presbiteriana em todo território nacional. Esses Concílios apesar de serem conduzidos por uma Executiva (presidente, vice, secretários, tesoureiro) eles apenas moderam suas reuniões. O plenário com representantes de todas as igrejas, sendo presbíteros e pastores, em sua maioria, é soberano. As reuniões e assuntos tratados nos concílios maiores, são públicos podendo ser verificados por todos – nos sites e publicações oficiais da IPB.

8º Razão: convidamos você a se tornar presbiteriano, por causa da seriedade de nossa denominação. A IPB, apesar de ter pessoas falhas e pecadoras em suas fileiras e liderança, tem usufruído de um bom nome no Brasil. Nossa seriedade bíblica e equilíbrio, tem nos colocado em um patamar de igreja séria. Obviamente não somos os únicos. Mas escândalos, exploração financeira, não fazem parte de nossa história no Brasil.

9º Razão: convidamos você a se tornar presbiteriano, por causa de nossa identidade local. Apesar de sermos uma igreja confessional, há um espaço salutar em cada região manifestar sua vida em comunidade. A IPB possui Sociedades Internas, onde momentos de celebração e comunhão são compartilhados, no espirito piedoso e em suas manifestações locais, culturais, desde que não fira princípios bíblicos. Essa identidade também pode ser manifestada na forma de adoração. Há igrejas que cantam cânticos contemporâneos, juntamente com hinos clássicos. Algumas usam pianos, outras baterias, umas batem palmas, outras não, etc.

10º Razão: convidamos você a se tornar presbiteriano, por causa de nossa pecaminosidade e imperfeições. A IPB tem erros, seus pastores e membros são pecadores, assim como você (e eu). Não há entre nós ‘ares’ de unção de um sobre outro. Somos tão necessitados da graça de Deus quanto você. Entre nós acontece tudo que aconteceu nas igrejas nos dias apostólicos (Ap 2,3). Há adultério, fornicação, roubos, brigas, picuinhas, e toda sorte de coisas ruins que você já viu em muitos lugares, e até nas igrejas do NT. Isso se dá, pois nós estamos na IPB, somos pessoas que maculam aquele lugar, e que ainda lutam pela vida santa. Por vezes esses pecados atinge pastores, presbíteros e diáconos também, há muitas vezes negligencia na disciplina, ainda que em nossa doutrina e constituição isso deve ser tratado. Nossa IPB vai piorar quando você entrar nela, pois será mais um pecador dependente da graça de Deus. Mas pelo poder do Espírito Santo, você, eu, e todos nós na IPB, seremos melhores, mais parecidos com Cristo!

11º Razão: convidamos você a ser presbiteriano, por causa de nossa rejeição ao pentecostalismo, dispensacionalismo e neopentecostalismo. As falhas doutrinárias nesses movimentos tem elevado em número, gênero e grau. Com algumas ressalvas às igrejas pentecostais, em suas doutrinas cristãs, ainda assim, não podemos compartilhar deles em sua continuidade dos dons. Isso não significa que não cremos que Deus não faça milagres – cremos na providencia divina em tudo! Também não cremos que Deus não possa restaurar alguns dons quando e onde achar necessário – mas não temos observado a semelhança com o padrão bíblico nos atuais movimentos pentecostais. O dispensacionalismo, fracionando os períodos bíblicos da salvação, e colocando Israel hoje em um patamar de povo de Deus, não é um ensino bíblico. Por último, e pior, os abusos heréticos nos movimentos neo-pentecostais, reproduzindo tudo quanto é ‘macumbaria evangélica’, ungido objetos e em campanhas místicas de poder, e para piorar ainda mais, que visam o lucro. Isso não tem nada com presbiterianismo.

12º Razão: convidamos você a se tornar presbiteriano, por causa de nossa missão. A IPB investe a maior parte de sua arrecadação em missões e no bom preparo teológico de nossos pastores – os melhores seminários e instituição de ensino teológico, são presbiterianos (ex: o Seminário JMC e Andrew Jumper, o centro de preparo acadêmico de maior robustez teológica no Brasil). Há campos missionários em quase todo território nacional. Temos um programa de TV (Verdade e Vida) que busca levar uma Palavra centrada na glória de Deus, em muitos lugares. A IPB apoia outras frentes evangelísticas, e há trabalhos transculturais. O Evangelho precisa ser anunciado, Deus ordenou isso, e isso TEM QUE SER FEITO. Tudo isso para proclamar o Nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, para todo aquele que crer, seja salvo, e escape da ira de Deus (Jo 3.36).

O que está esperando? Procure uma IPB em sua cidade.


sábado, 22 de outubro de 2016

CONTEÚDO (REFORMADO) PARA FOLHETO EVANGELÍSTICO

Disponibilizo aqui o conteúdo de um folheto evangelístico que produzi. Creio que está embasado na mais pura teologia reformada, confessional, que os Presbiterianos adotam. Não raro, alguns pastores, missionários e evangelistas, presbiterianos, reclamam que vários materiais evangelísticos soam muito estranhos à nossa doutrina. Espero que o texto abaixo possa ser usado por você, caso o queira. Creio que, qualquer igreja cristã ortodoxa não verá também problemas e dificuldades em imprimir. As ilustrações , fonte, estilo, endereço da igreja e outros recursos, deixo a cargo dos que quiserem usar o conteúdo. Que Deus abençoe seu evangelismo (Lc 14. 21-23).

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“QUAL É O OBJETIVO DA SUA VIDA???”

Dependendo da sua situação emocional, familiar, conjugal, financeira, física, sua resposta a essa pergunta, pode ir desde um desabafo revoltado, a lamentações, ou júbilos de alegria, e até mesmo mais perguntas. Muitas pessoas, infelizmente, olham para a sua existência apenas com base nos prazeres que ela usufrui, ou mesmo, nos sofrimentos que ela constantemente suporta. Ambos, prazeres e sofrimentos neste mundo, porém, são passageiros... precisamos encontrar a resposta em algo permanente.

Na verdade a resposta bem definida para a questão acima – qual o objetivo da sua  vida?, não é muito popular. Essa questão nos incomoda, mais cedo ou mais tarde, teremos que resolvê-la. Filósofos, teólogos, ateus, religiosos, cientistas, jovens e idosos, homens e mulheres, sabem que a importância de encontrar o objetivo da vida, pode dar um norte significativo para sua existência. E assim, encontrar a alegria que tanto os corações anseiam.

Convidamos você a reservar alguns minutos, para ler o que temos a dizer a respeito desse assunto nesse folheto. Antes de rejeitar o conteúdo, pois se trata de religião – ‘e cada um tem a sua’, você precisa lembrar que não custa nada tentar encontrar a resposta a essa questão que corrói qualquer um, até mesmo quem não se importa com ela, na verdade desistiu de buscar o significado de sua vida.

Muitas pessoas adiantam a rejeição da religiosidade por causa dos maus exemplos das igrejas em nosso país. Vou te dar uma razão, apenas uma, para ler o que estamos expondo aqui. Já que você não pode confiar muito nos religiosos da atualidade, o que dizer de Jesus Cristo e Sua Palavra? Ele convida os seus discípulos a aprenderem dele, caminhar com ele e segui-lo. Veja o que ele disse: 

“Vinde a mim... aprendei de mim...” (Mt 11.28-30).

Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” (Jo 14.6).

A RAZÃO DA NOSSA EXISTÊNCIA

Há alguns séculos atrás, um pensador cristão escreveu que ‘Deus nos criou para ele, e enquanto não descansarmos em Deus, nosso coração ficará inquieto.’ (Confissões de Agostinho). Ele percebeu bem. Parece que há um vazio imenso no coração humano. ‘Dentro do homem há um grito’. Sim, é a busca de significado. Mas, por que existe essa busca? Onde ela nasceu? Um seguidor fiel de Jesus Cristo da Igreja do Novo Testamento apontou a raiz do problema, inspirado por Deus, ele escreveu:

“Todos pecaram e carecem [estão destituídos] da Glória de Deus.”
(Romanos 3.23).

Houve algo que destituiu a humanidade do seu bem mais precioso, fazendo nossa natureza carecer, necessitados de algo que nos dá significado - não o dinheiro, não de amizades, fama, reconhecimento, ‘farras’, não. Segundo foi dito pelo autor inspirado, o pecado contra Deus, nos esvaziou, drenou, roubou, destituiu-nos daquilo que era mais precioso... Daquilo, que nos enche de alegria santa, de sentido eterno, e que manteria nossa consciência em pleno prazer piedoso – isto é, fomos destituídos da GLÓRIA DE DEUS! 

“Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.”  (Rm 11.36).  

“Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas.”
(Ap 4.11).
  
Mas como pode ser isso? A glória de outro – isto é de Deus - é o sentido da minha vida?

Sim, é exatamente isso!!!

Um grupo de teólogos cristãos, que formularam o Catecismo Maior de Westminster apresentou a questão e a resposta com essa objetividade:  “1. Qual é o fim supremo e principal do homem?  Resposta. O fim supremo e principal do homem é glorificar a Deus e alegar-se nele para sempre.  Rom. 11:36; 1 Cor. 10:31; Sal. 73:24-26; João 17:22-24.”

Um profeta de Deus, escreveu algo que pode iluminar ainda mais esse assunto em nossas mentes: E levantou-me o Espírito, e ouvi por detrás de mim uma voz de grande estrondo, que dizia: Bendita seja a glória do SENHOR, desde o seu lugar.” (Ez 3.12). Mas para que essa verdade seja revelada na alma, nas aspirações mais profundas do ser, dando o sentido pretendido ao nosso espírito, levando-nos a saber como isso se processa em nossa vida espiritual, moral e futura - precisamos que Cristo, por Seu Espírito Santo ilumine nosso entendimento, por remover de nós a culpa judicial do pecado, nos dando uma nova vida.

“Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.” (Romanos 5:1,2)

“Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte.” (Romanos 8:1,2).

Pela fé na Palavra de Deus, o Espírito pode te conduzir a esse estado de comunhão com Deus. Arrependa-se de seus pecados, confessando-os a Cristo, e confie Nele para revelar a Sua Gloria, a glória de Deus (Jo 17.5,24). Viver com essa percepção espiritual, nos coloca no lugar correto, aos pés do Senhor, usufruindo de seu inesgotável bem e  por nos tornar Seus filhos. E tendo a bendita esperança de habitar com Ele eternamente (Ap 22.1-5).

A FALSIDADE DA - ‘TEOLOGIA’ DA PROSPERIDADE E DO ÓLEO ‘UNGIDO’

Muitas igrejas, ditas evangélicas estão deturpando a mensagem do Evangelho, e levando as pessoas a crerem que o TER, o POSSUIR, riquezas, saúde, bens, etc. é o sentido de ser cristão. Nada mais falso do que isso! A Teologia da Prosperidade é uma das mentiras mais sagaz que o diabo tem espalhado em muitas denominações religiosas hoje. Como vimos nos textos bíblicos, é a Glória de Deus em Cristo que nos traz sentido permanente e piedoso. Na verdade, Cristo Jesus nos advertiu contra os perigos das riquezas (Mt 6.24). A vida de muitos hoje nas igrejas tem sido mais estimuladas ao materialismo, do que a fé e a devoção pela glória de Cristo. As pregações estão mais voltadas para o homem e seus anseios do que para a glória de Deus.

Ainda outros têm acreditado que a espiritualidade pode ser adquirida, de alguma forma, por meio de amuletos evangélicos, como objetos ungidos, óleo ‘ungido’, sal grosso, banho de luz, ou restaurando as práticas cerimoniais do Velho Testamento, abolidas em Cristo (Hb 7-10). O NT diz de ungir enfermos com óleo (Tg 5.14), não que o óleo seja ungido; ou mesmo ungir objetos, como chave do carro, documentos, etc. Com isso, a vida pela fé está sendo trocada pelos objetos ungidos, carregados de misticismo. Essa é uma dura e triste realidade! Um desvio da simplicidade do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Convidamos você a ter um conhecimento mais pleno das verdades do Evangelho de Cristo, lendo sua Bíblia, e se desejar por um curso de discipulado bíblico conosco. Verificando na Escritura Sagrada a verdade da Cruz de Cristo. Que nos dá paz com Deus, nos concedo o fruto do Espírito Santo (Gl 5.22-25).


terça-feira, 18 de outubro de 2016

O Adventismo – continuação da reforma protestante, ou a deturpação dela?

A Igreja Adventista do Sétimo Dia, ou melhor dizendo, a Igreja de Ellen White, insiste em dizer que a Reforma protestante deveria ter continuado. E que eles, com suas doutrinas, continuaram a reforma iniciada por Lutero. Nada demais em dizer que a Reforma é um processo constante, especialmente se o estado atual é de desvio, a Reforma sempre é uma necessidade presente. Os homens, em seu estado pecaminoso, sempre rejeitarão os postulados do protestantismo. Agora, a Igreja de Ellen White achar que ela fez isso, é outra história. Aliás, é uma piada de mau gosto.

No escopo geral, o que o Adventismo fala sobre isso, é meio bipolar. Por um lado, eles dizem que são ‘uma corporação protestante e conservadora de cristãos evangélicos’. Por outro, Ellen White diz que mesmo o nome da igreja é uma ‘denúncia contra as igrejas protestantes!’ e que elas são ‘babilônia’. De um lado, as igrejas protestantes são um campo missionário para eles, por outro, vivem correndo atrás desses para serem reconhecimentos como “igreja”, não como seita. Querem evangelizar Babilônia, mas pedem que essa os chame de “irmã”. Vai entender... é uma seita ‘com ministros de duas caras’[entenda, em seus objetivos proselitistas], ou como dizia o saudoso apologista, Pr Natanael Rinald: “fala com os dois lados da boa.”

Considere algumas breves comparações:

1. Nunca a fé protestante produziu, ou manteve, como legítimo, qualquer profeta em seu arraial, tendo inspiração semelhante como a dos profetas bíblicos (II Tm 3.15-16).Por mais que o Adventismo tente, dissimuladamente, diminuir o impacto de sua crença em torno de Ellen White, NUNCA – nem de longe, isso está de acordo com a Reforma Protestante. O Somente a Escritura, é uma rejeição de qualquer tradição doutrinária e inspiração, a não ser aquela assentada nos 66 livros da Bíblia. A confissão adventista diz que mesmo considerando a Bíblia completa e o seu cânon encerrado, ainda assim ‘os escritos de Ellen G. White, têm a divina autoridade tanto para o viver piedoso quanto para a doutrina.’

2. Nunca a fé protestante enfraqueceu a autoridade da Bíblia por dizer que ela tem erros (Sl 119.160). Como se não bastasse os inimigos da Palavra de Deus, os teólogos adventistas para defenderem os erros de Ellen White, também dizem que a Bíblia tem erros, mesmo sendo inspirada. Uma forma de se defender dando um golpe baixo. Isso está mais para o liberalismo teológico do que para o protestantismo ortodoxo. Também nesse ponto, não encontro Reforma, mas uma DEforma.

3. Nunca a fé protestante transformou a dieta de saúde como um artigo de fé (Cl 2.15-17). Os adventistas dizem que nesse ponto, eles são reformadores. Pois resgatam uma forma de vida saudável. Em primeiro lugar, a dieta do VT a respeito de alimentação era cerimonial, e não dietética. Nunca Deus apresentou proibições de consumo de carne de animais impuros a partir de sua constituição biológica, ou malefícios alimentícios. A causa era outra – ainda que fossem beneficiados por algo secundário. Na Bíblia, tanto no VT bem como no NT, a questão sempre foi a moderação (combate contra os excessos), e buscar os orientação médica. A Igreja de Ellen White inventou uma doutrina para vender seus livros.

4. Nunca a fé protestante diluiu a salvação pela graça por meio da fé, com base em algum sinal externo, ainda que sempre exigiu obediência como manifestação dessa fé (Rm 11.6). Há uma linha muito tênue aqui. Diz um adventista que a‘guarda do sábado para o adventismo é o único modo de vida cristão, que fará a diferença entre o bem e o mal’ no tempo final. Eles dizem que defendem a salvação pela fé, mas ao mesmo tempo, colocam o sábado como selo de salvação escatológica. Ao conversar com adventistas, pessoalmente, percebemos o fanatismo em torno desse ‘selo’. Certa vez um adventista disse que gostaria de conversar comigo, já que soube que em um estudo eu disse que a IASD era uma seita. Fui até ele. Ao tratar de assuntos como 1844, Ellen White, ele disse que não se importava muito com isso, mas gostaria de falar sobre o sábado, pois esse era o assunto mais importante.

5. Ataque a doutrinas históricas da fé protestante (Jd3). O adventismo critica de forma ácida doutrinas bíblicas da tradição protestante, como o dogma da trindade dos credos, a imortalidade da alma, o tormento eterno, e o domingo. Classifica isso como ensinos filosóficos, pagãos, e do diabo. Ellen White diz que o domingo e a imortalidade da alma são ensinos de Satanás. Seus irmãos contemporâneos, falavam o mesmo da trindade. J. N. Andrews foi um ferrenho opositor trinitário, a Bíblia de Estudo Adventista leva seu nome!!E até hoje, no mais alto escalão erudito adventista, a trindade clássica é alvo de críticas. Isso não é protestantismo, nem reforma.

6. A fé protestante sempre olhou para a obra de Cristo na cruz, como todo suficiente, visto que ele foi punido satisfatoriamente pelos pecados dos eleitos, não sendo nada mais necessário, muito menos uma posterior expiação punitiva sobre o diabo (II Co 5.18,19). Uma das doutrinas mais estranhas de Ellen White foi ela dizer que o diabo será punido pelos pecados dos crentes. Isso é risível. Pelo menos para quem conhece um pouquinho, mas um pouquinho mesmo, a respeito da obra de Cristo, a autoridade e satisfação de sua expiação (Is 53). Só ler no NT e ver que nunca o diabo foi colocado assim. Os adventistas podem ficar bravos, esbravejarem, diluírem, usar argumentos circunlóquios, mas foi Ellen White que colocou o diabo na expiação adventista, não os críticos. Isso é totalmente bizarro para a fé protestante.

7. Jamais a fé protestante falou que há uma igreja visível verdadeira (Ap 2,3). A fé protestante nunca foi exclusivista na identificação das denominações cristãs. Sempre fez uma distinção entre Igreja Invisível e Igreja Visível. A Igreja Visível para fé protestante sempre foi o conjunto de crentes confessos em todas as denominações cristãs, que são mais, ou menos, puras. A Igreja de Ellen White é presunçosa e arrogante, se considera a única igreja visível verdadeira. Dizem que possuem uma mensagem que nenhuma outra igreja possui... Isso, de fato, não é protestantismo, nem Reforma, mas exclusivismo típico de seita.

A Igreja de Ellen White é uma DEFORMAÇÃO da Reforma. Meu conselho é semelhante ao de certo crítico do Adventismo –


Deixem de ‘ouvir’ uma mulher molestada mentalmente, e voltem-se aos que foram realmente Reformadores (O Caos das Seitas, p. 169), esses que estavam satisfeitos com a Bíblia, com sua autoridade e suficiência.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

A Ressurreição dos iníquos e as Testemunhas de Jeová

A religião da Liderança das Testemunhas de Jeová, é do tipo que tudo que o cristianismo crê e ensina, critica ou recebe modificações. Poucas pessoas sabem disso, mas o desenvolvimento das doutrinas das Testemunhas de Jeová é uma acumulo de doutrinas manufaturadas de outras, que foram defendidas por certo Líder, e que depois da sua morte uma nova luz surge. Isso aconteceu com as doutrinas de 1914, autoridades de Romanos 13, dos sinais nos céus, geração de 1914, a separação das ovelhas, vacinas, transplantes de órgãos, serviço militar alternativo, e a lista não acaba. Quando surgir um novo Corpo Governante, o vagalume da Torre de Vigia volta a piscar. Sinceramente, tenho pena das pessoas que inventem a vida e energias, em um grupo de lideres instável como esse. A ‘pregação da verdade’ que hoje preenchem seus relatórios de horas (e agora com os expositores moveis de revistas, isso se tornou mais fácil de fazer), amanhã se tornará mentira, e a mentira de hoje, poderá ser a verdade de amanhã, tendo essas, poderes para expulsar, e ‘condenar outros, no Armagedom’.

Um desses vários ensinos excêntricos, bem peculiar que a Liderança das Testemunhas de Jeová (TJ) ensina é que os ímpios/iníquos, não serão ressuscitados (A Bíblia Ensina, p. 73). Por qual motivo a Liderança TJ diz isso? Para esses mentores doutrinários das Testemunhas, a ressurreição está divida em duas classes, e em uma delas, e com um objetivo que não é alcançado no momento da ressurreição, mesmo por aqueles que aceitam os ensinos da Torre de Vigia. Vamos lá entender isso –

As duas ressurreições

1. RESSURREIÇÃO CELESTIAL: Segundo a Liderança TJ haverá a ressurreição celestial, que começou em 1918 (não sei se isso ainda é mantido), mas os teólogos da Torre de Vigia afirmaram: “Toda a evidencia indica que essa ressurreição celestial começou em 1918, após a entronização de Jesus, em 1914...” (Revelação, p. 103). Apenas os 144 mil participarão dessa ressurreição celestial. Isto é, aqueles que vão para o céu desde Pentecostes de Atos cap 2, fazendo parte dos 144 mil, ressuscitaram em 1918, diz os grandes mestres das Testemunhas, e desde 1918, os que morrem ‘tem uma ressurreição instantânea’ como um espírito (Revelação, p. 211). Caso essa data tenha sido mudada, a de 1918, os fatos doutrinários ainda continuam. Isso se assemelha a uma heresia que o Apóstolo Paulo atacou (I Tm 2.18).

2. RESSURREIÇÃO TERRESTRE: A liderança TJ também diz que haverá uma ressurreição terrestre. Os que vão viver na terra são todos os que serão salvos após o milênio. Preste atenção. Esse grupo está dividido em duas categorias. Os justos e os injustos. Para a Liderança TJ esses dois grupos receberão outra oportunidade durante os mil anos para serem salvos. No caso dos justos, isso inclui também os fieis do Velho Testamento, e as Testemunhas de Jeová que apoia a Liderança da Torre de Vigia, a chance será mais para confirmarem o que sempre fizeram aqui, porém, eles tem possibilidade de não passar no teste final dos mil anos. Esses justos ensinarão os injustos – quem são os injustos? São os que não entenderam os ensinos da Torre e os que nunca ouviram a mensagem das Testemunhas. Para a Liderança TJ, ser julgado por coisas boas ou más, tem haver com o que fizerem nos mil anos – não o que fizeram aqui em vida antes da ressurreição (Raciocínios, pp. 328,329; Revelação, pp. 291,292). Assim, para que o verbo fique no passado – ‘os que fizeram o bem’, a Liderança TJ diz que essa ressurreição, seu sentido pleno, moral e espiritual, só correrá por volta do fim do milênio – desta forma, eles conseguem dizer que o “fizeram”, não é agora, mas depois do milênio!! É uma leitura muito estranha da Escritura, mas no caso da liderança TJ, eles podem dizer tudo e qualquer coisa, pois as Testemunhas estão programadas a aceitarem.

Agora entra em cena, depois dessas falsas doutrinas, o que resultou obviamente disso. Fazem uma distinção entre ‘ímpios/iníquos’ e ‘injustos’. Por qual motivo? A ressurreição terrestre, como vimos, é para dar uma oportunidade nos mil anos para serem salvos, mas para pessoas que já serviam ao Jeová da torre de vigia nesse mundo, e para os que são em certo sentido, inocentes – pois não recusaram a verdade da Torre de Vigia. Os iniquos/ímpios, não são os injustos das promessas bíblicas que diz “haverá ressurreição de justos e injustos” (Dn 12.2; Jo 5.29; At 20.15). Para a Liderança TJ essa classe ímpia ou iniqua, são aqueles que receberam a chance da aceitarem a verdade nessa vida, entenderam, e rejeitaram. Especialmente os que foram eliminados por Deus em algum relato bíblico – como no Diluvio e em Sodoma, inclui também Adão, Eva, Judas, os Fariseus que blasfemaram, Ananias e Safira. Esses não ressuscitarão, pois são iníquos, cometeram o pecado imperdoável.

No passado, a Liderança TJ ao tenta explicar as passagens bíblicas que falam da ressurreição daqueles que eles dizem que não ressuscitarão, lançaram mão de várias tentativas frustradas. Voltaram atrás, depois mudaram de novo, daí voltaram atrás, por fim mudaram de novo. Veja essas passagens:

“Consequentemente, eu vos digo: No Dia do Juízo será mais suportável para a terra de Sodoma do que para ti.” (Mt 11.24, TNM).

A Liderança TJ já lidou com esse versículo de duas maneiras, e das duas maneiras, recuou duas vezes, e hoje diz que isso foi apenas uma força de expressão de Cristo, para enfatizar que os que negaram a Cristo não serão ressuscitados, já que os de Sodoma não serão!! Um mesmo livro, revisado, destaca essa mudança – que enquanto ensinado, era a verdade de Jeová, passível de expulsão por quem rejeitasse... o livro Poderá Viver Para Sempre, edição de 1983 dizia que alguns em Somoda seriam ressuscitados. Daí, em 1989 a revisão do livro passou a defender que não, que é apenas uma ênfase de Cristo.

Mas creio que ainda, temos passagens bíblicas que definitivamente destroem, esmagam esse ensino da Torre. Mesmo militando com a teoria de hipérbole em Mt 11.24. Veja esses dois textos, segundo a TNM, versão de 2014:

“Em resposta, ele lhes disse: “Uma geração má e adultera persiste em buscar um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, exceto o sinal de Jonas, o profeta [...] Homens de Nínive se levantarão no julgamento com esta geração e a condenarão [...] A rainha do sul será levantada no julgamento com esta geração e a condenará [...]” (Mt 12.39, 41,42). O Evangelista Lucas é ainda mais enfático ao relatar isso. Perceba que Lucas (11.29) diz “se levantará com os homens desta geração” (v. 31,32).

Interessante, que a edição anterior da Tradução do Novo Mundo, traduzia por “geração iniqua”. Bem no contexto onde os Fariseus blasfemaram. Note bem o que Jesus disse “se levantará com esta geração”!!! Em um mesmo folego, o argumento da Liderança TJ seria que no caso dos Ninivitas e da Rainha de Sabá, o levantar é literal – isto é, ressurreição, e o no caso da geração ímpia/iniqua/má/pervertida, que ali negava a Jesus, era apenas uma hipérbole?!!?

Obviamente, um pouco de atenção, levaria os TJs a perceberem que ‘injustos’, ‘ímpios’, ‘iníquos’, é sinônimo daqueles que não servem a Deus. Sendo vários deles piores que outros, dentro da classe. O status é o mesmo. Assim como ‘santo’, ‘justo’, ‘fiel’, são sinônimos dos que servem a Deus, pela graça de Cristo, mesmo sendo alguns mais maduros que outros, mas possuem o mesmo status.

UMA SUPOSTA PROVA: A Liderança TJ, atropelando tudo que a Bíblia diz sobre o julgamento no Último dia, do que fazemos HOJE (Mt 12.36, etc.) insiste em um texto, que segundo eles, anula qualquer julgamento após a morte. O texto é Romanos 6.7 que diz:

“Por que aquele que está morto está justificado do pecado.”

Como entender essa passagem? Em primeiro lugar, a quantidade de informações bíblicas a respeito do julgamento daquilo que fazemos na carne, nessa existência, é tão abundante, que qualquer interpretação que desconsidere essa nuvem de testemunho, deveria ser descartada. Em segundo lugar, o assunto em pauta, no capítulo 6 de Romanos, é a morte com Cristo, a justificação advinda dessa morte. Ao mencionar algo jurídico, o autor enfatiza que quando alguém morre, evidentemente por algum crime que cometeu, ele encerrou sua divida com o credor. No uso dessa ideia, é que o autor está enfatizando a morte, como satisfação do pecado – assim, Cristo morre pela Sua igreja, e Sua Igreja com Ele, nessa substituição e inclusão. Em terceiro lugar, o assunto não é o juízo eterno dos que morreram sem Cristo, mas sim, a morte, ou conversão, dos que morrem com Cristo pela fé, e o efeito sobre a ‘vida cristã normal’ – só ler o capítulo 6 inteiro. A Liderança TJ cita esse texto, sem nenhuma base na visão geral bíblica, aplica em um contexto não pretendido pelo autor da carta, desconsiderando o contexto evidente.

CONCLUSÃO
O ensino da Torre de Vigia a respeito da ressurreição é uma distorção das afirmativas bíblicas escatológicas do Juízo Final. Espero que os que seguem essa mentira, tenham seus olhos abertos (II Co 4.4) pelo poder do Espírito de Deus (Jo 16.7-14). Isso tudo nasceu quando negaram a doutrina do tormento eterno, precisaram costurar outras passagens bíblicas. Há nos dias de hoje, apologistas da Torre de Vigia, procurando talvez produzir uma defesa que nem mesmo a Torre de Vigia está disposta a fazer, para não despertar mais curiosidades, ou poder, que esses apologistas estão pensando em si mesmos, ou em seus parentes, para que possam encontrar alguma coisa para se apegarem, já que a Liderança TJ sem disposição apologética depois do advento da internet. Esses apologistas poderiam produzir uma resposta ao que Lucas 11.29,31,32 claramente diz... quem sabe eles encontrem algum “pelinho de rã” em ovo, recitando os tempos verbais e casos do grego, para convencerem a si mesmos, que sabem ‘ler grego’.