sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Editora Reflexão lança livro sobre Ellen White

Graças a Deus a Editora Reflexão lançou o livro do conhecido crítico do adventismo, o autor S. Cleveland. Assim, a editora tira uma má impressão que estava surgindo, já que era uma das duas editoras evangélicas que estava publicando no Brasil, livro de um autor adventista. Ainda que o foco da editora no caso em tela, era arminianismo.

Espero que em breve a Editora Cultura Cristã publique o livro de Antony Hoekema sobre as seitas, onde ele inclui a IASD no bojo herético - junto com as Testemunhas de Jeová, Mórmons e Ciência Cristã.

Segue a descrição do livro de Sydney Cleveland:



"O CASO WHITE é um exame completo das profecias, dos escritos e das práticas de Ellen White. Sydney Cleveland avalia suas alegações de inspiração, sonhos e visões, as doutrinas que ela endossou, seus hábitos pessoais que se opunham ao que ela escreveu, e os efeitos de suas reivindicações sobre a Igreja Adventista do Sétimo Dia.
Este livro é uma análise bem documentada sobre fatos pouco divulgados sobre Ellen White e sua longa história a serviço do Adventismo.

SUMÁRIO
Prefácio – 15
  1. Por Que Escrevi Este Livro – 19
  2. Quem Realmente Escreveu Aqueles Livros? – 25
  3. Elas Estão de Acordo? – 49
  4. Você é salvo? – 81
  5. Profecias que Falharam – 107
  6.  À Frente de Seu Tempo? – 143
  7. E Quanto aos Milagres? – 175
  8. Quem Era Aquele Jovem? – 191
  9. Os Verdadeiros Profetas de Deus Recebem Orientação de Mortos? – 217
  10. O Grande Desapontamento – 227
  11. Os Judeus Caraítas e 22 de Outubro de 1844 – 249
  12. Atenção! Manuseie com Cuidado! – 273
  13. Uma Palavra aos Aspirantes à Profeta – 289

Apêndice A: Os “Empréstimos” de EGW – 297
Apêndice A: IASD Quanto ao Uso de Joias e Roupas – 309
Apêndice C: Recursos Para Pesquisa – 317"

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Prof. Paulo Cristiano: Os mentores de Ellen White e as datas para o fim

 "TIAGO WHITE
 Relembrando o que disse o historiador adventista: 
“Tiago White também foi seduzido pela marcação de datas. Até setembro de 1845, pelo menos ele cria que Jesus voltaria em outubro. Bates também participou da marcação do tempo […] Ele [Jesus] voltaria em outubro de 1851” (Knight, 2011, pp. 83,84 – grifo nosso)
“É bem conhecido que muitos estavam esperando a vinda do Senhor no sétimo mês de 1845. Que Cristo virá nós acreditamos firmemente.” (Tiago WhiteUma Palavra ao Pequeno Rebanho, p.22).
É dentro deste contexto, quando Tiago White marca a volta de Jesus para 1845, que Ellen White diz ter ouvido “a hora e o dia da volta de Jesus”. Isso após o Grande Desapontamento de 1844.
Lembremos ainda do testemunho de Lucinda Burdick atestando que EGW ajudou a reforçar a marcação da volta de Jesus para 1845 com suas visões.
Não podemos perder de vista que, até a década de 50, ela vivia à sombra de seu marido,  era pouco conhecida e seus testemunhos eram contestados. Além disso, eles acreditavam na doutrina da “porta fechada”. Uma visão ouvindo a hora e o dia da volta de Jesus na época em que seu marido marca 1845 como o ano desse advento é, no mínimo, suspeita. Mas foi muito mais que isso, foi na verdade uma ajuda prestada a Tiago White.
JOSEPH BATES
Quando a falsa predição de Tiago White falhou, surgiu outra predição pela pena de Joseph Bates. Bates acreditava que o Dia da Expiação havia começado em 22 de outubro de 1844 e duraria sete anos quando, no final de outubro de 1851, Jesus então voltaria. (The Typical and Anti-typical Sanctuary, pp. 10-13)
Ela teve uma visão em 18 de novembro de 1848, em Dorchester, que foi publicada por  Joseph Bates em seu livro, O Selo do Deus Vivo, em 1849. Nessa visão Ellen White afirma que O tempo de angústia começou, a razão pela qual os quatro ventos não foram soltos é porque os santos não estão todos selados …”
Ela escreveu em 1849 o seguinte: “Não temos senão um pequeno espaço de tempo no qual trabalhar por Deus.”(Primeiros Escritos, p. 67- visão de 24 de março de 1849)
 Conforme os meses iam passando e se aproximando da data marcada por Bates, as advertências iam ficando mais contundentes. Observe as seguintes declarações:
 “Numa visão dada em 27 de junho de 1850, meu anjo acompanhante disse: “O tempo está quase terminado…”(Ibidem, p.84)
 “Mas agora o tempo está quase findo, e o que durante anos temos estado aprendendo, eles terão de aprender em poucos meses.”( Ibidem, p. 86 – 27 de junho de 1850)
 “O tempo do selamento é muito curto, e logo passará” (Ibidem, p. 78 – visão de setembro de 1850)
“Vi que a rápida obra que Deus estava fazendo na Terra logo seria abreviada em justiça, e que os mensageiros devem celeremente ir em busca do rebanho disperso.”( Ibidem, p. 70 – visão de dezembro de 1850)
 Alguns estão supondo a vinda do Senhor num futuro muito distante. O tempo tem continuado alguns anos mais do que eles esperavam, e assim pensam que continuará mais alguns anos, e desta maneira suas mentes são desviadas da verdade presente para irem após o mundo.”           (Ibidem, p.77- visão de dezembro de 1850)
 “Vi que o tempo para Jesus permanecer no lugar santíssimo estava quase terminado e esse tempo podia durarapenas um pouquinho mais; que o tempo disponível que temos deve ser gasto em examinar a Bíblia, que nos julgará no ultimo dia.”(Ibidem – visão de dezembro de 1850)
É óbvio que todas as expressões falando sobre o fim mostram um processo de reduzir o tempo para encaixar e reforçar a marcação da data que Bates havia proposto.
O observador mais atento notará que em março de 1849 ela usa a expressão “pequeno espaço de tempo” que foi reduzido para “meses” em junho de 1850, depois para “muito curto e logo passará” em setembro e, finalmente em dezembro, “o tempo está quase terminado”.
Uma alegação comum entre os adventistas é falar que essas expressões são semelhantes às usadas pelos escritores bíblicos. Ora, Jesus não disse “eis que cedo venho”? (Ap 22.7).
Acontece que há um abismo enorme entre as frases de ambos. Pergunto: existe algum verso na Bíblia de Quadros marcando a volta de Jesus? Ou ele sabe de algum dos apóstolos que “ouviu” Deus dizer “a hora e o dia” da volta de Jesus? É certo que o cristão do 1º século vivia na expectativa da iminência da parousia como nós hoje vivemos, mas longe de fixar datas. Entretanto, com relação a EGW, as expressões de expectativas usadas por ela em seus escritos e visões faziam parte de um esquema místico de favorecimento em prol da fixação de datas. Quando essas expressões são colocadas dentro do contexto da doutrina da porta fechada, das datas pré-fixadas de Tiago White e Bates, as evidências cumulativas apontam para o fato de que realmente Ellen White esperava o cumprimento da volta de Jesus para algumas daquelas datas.
Ellen White era contra a marcação de datas?
Os adventistas dizem que sim. Objetam dizendo que a acusação de que EGW marcava datas não pode ser verdadeira porque ela em diversas ocasiões se opôs a essa prática. Em defesa desse ponto de vista são citados alguns textos em que ela parece desabonar esse costume, como podemos ler abaixo:
“Diferentes datas foram repetidamente estabelecidas para a vinda do Senhor e impostas aos irmãos; mas o Senhor mostrou-me que todas essas datas passariam, pois o tempo de angústia devia vir antes da vinda de Cristo, e que cada vez que uma data era estabelecida e passava, simplesmente enfraquecia a fé do povo de Deus.”(Primeiros Escritos, p. 45 – e-book)
Citando alguns trechos dos livros de EGW, Knight, afirma que ela “se opôs a Bates” e que “essa não foi a primeira vez que Ellen White se opôs à marcação de datas”.( Knight, 2011, pp. 83,84)[3]
Contudo, a afirmação de Knight não condiz com os fatos, pois ela teve uma visão em 18 de novembro de 1848, em Dorchester, que foi publicada por Joseph Bates em seu livro, O Selo do Deus Vivo, em 1849. Nessa visão Ellen White afirma que O tempo de angústia começou, a razão pela qual os quatro ventos não foram soltos é porque os santos não estão todos selados …”
Ele (Bates) chega a usar a expressão: “O tempo de angústia, qual nunca houve” (p.48). Ele fala isso dentro do contexto da guerra na Europa. EGW está repetindo com suas visões apenas aquilo que Bates estava ensinando com suas palavras.
Ademais, a senhora Lucinda Burdick, amiga de Ellen White na década de 1840, dá outra versão dos fatos. Na versão da senhora Burdick, as falsas previsões sobre a volta de Jesus não recaem apenas nas costas do marido de EGW. A amiga menciona que a “profetisa” relatava que “ela viu que o Senhor viria pela segunda vez em junho de 1845”, mas, quando Jesus não voltou, a desculpa arrumada para o fracasso foi que ela ouviu a Voz na “língua de Canaã” e ela não entendia a língua de Canaã, por isso não compreendeu de imediato, mas era no “próximo mês de setembro que o Senhor voltaria.”[4]
 É claro que EGW apoiou as datas de 1845 e 1851 para a volta de Jesus; além disso, não devemos esquecer a falsa profecia de 1856, talvez a última tentativa de marcar data feita por ela.
Como explicar então suas advertências em contrário? Não podemos perder de vista que na época não eram somente seu esposo e Joseph Bates que estavam marcando datas, outros adventistas também o faziam. Acreditamos que as oposições à marcação de datas feitas por EGW têm endereço certo: feitas contra esses outros que não faziam parte de seu círculo íntimo. Ademais, os repetidos fracassos das datas forçaram-na a dar uma “resposta” sobre o assunto e ficar mais cautelosa."
Notas
[2] Prosseguindo a leitura do livro, o leitor irá se deparar com mais algumas bizarrices que ela viu em suas visões, tais como: “cartão de ouro” para anjos (ourocard do céu?), o patriarca Enoque encontrado em outro planeta, crianças com asas, uma mesa quilométrica, mas que podia ser vista de uma só vez e também o novo “nome de Jesus” e o “papa” que supostamente mudou o sábado para o domingo.
[3] Pode-se ler outras advertências dela contra a marcação de datas em Mensagens Escolhidas, Vol. 2 p. 115; Testemunhos para a Igreja Vol. 4, p. 298; e Primeiros Escritos, p. 95 – e-book.
Fonte: CACP

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Edson Reis: A ONU e o relacionamento com as Testemunhas de Jeová

Quem conhece a teologia das Testemunhas de Jeová, em especial da sua massificada ideia sobre a ONU, das décadas de 80 e 90, sabe que o que o Edson Reis demonstra nesse vídeo, é sem dúvida um caso de 'amante', uma 'prostituição', que a Torre praticou com a "besta fera".




sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Como a apologética adventista se comporta?

Os apologistas adventistas seguem uma forma de fazer apologética predominante entre eles. Já faz alguns anos que acompanho esse grupo, sempre observando como eles se defendem diante das críticas. Apresento aqui o perfil e vícios da apologética adventista:

1.       Desqualificação acadêmica:

Se você ousar criticar o adventismo, perceberá que sempre eles terão esse discurso – “você desconhece o adventismo”, “você precisa se informar melhor”, “use fontes primárias, e não CACP” [hoje o grupo de apologética mais forte no Brasil]. Isso gera uma intimidação logo de cara, naqueles que leem sua crítica ao adventismo. De fato, há uma necessidade fundamental em conhecer o que criticamos, mas esse não é o caso. Mesmo aqueles que estudam o adventismo, ouvem isso constantemente. Em conversas particulares, muitos desses defensores adventistas nem mesmo sabem de muitas coisas, e arrotam isso repetindo o que a tropa de elite adventista diz. Agora que há erros e equívocos e pressuposições, nas críticas, é um fato e são quase que inevitáveis. E isso, da parte de qualquer um – inclusive adventistas.

Por exemplo, os adventistas apenas recentemente começaram a demarcar a diferença da doutrina trinitariana deles com a clássica. Lembro-me bem como isso era desconhecido por muitos adventistas. E os apresentadores da TV Novo Tempo omitem isso.

2.       Desqualificação moral:

Outro vício da apologética adventista é a acusação que os críticos são desonestos. Sim, a apologética adventista tem essa tendência de dizer isso pelos ‘quatro ventos’. Só há honestidade (e capacidade acadêmica) o crítico que considera a IASD uma igreja cristã, e não uma seita. Recentemente, um conhecido apologista no Brasil – mudou sua opinião a respeito do Adventismo, ele foi até citado em uma revista adventista por um apresentador da Novo Tempo!!! Com certeza, assediado mais ainda com essas lisonjas. Ele agora (depois de uns dois anos...) voltou atrás nessa decisão, e pelo jeito entrou na lista de “apologistas desonestos”.

3.       Síndrome de perseguição:

Outro vício dos apologistas de Ellen White, é achar que apenas eles, e tão somente eles, são os mais odiados, perseguidos, caluniados, difamados, zombados, entre todas as igrejas. ‘Que são pessoas amáveis, que amam a Jesus, e não sabem por que o diabo é tão furioso contra eles’! Uma breve observação em qualquer defensor de outra seita (Testemunhas de Jeová e Mórmons, por exemplo) caminha nessa mesma direção. O mundo conspira contra eles!

4.       Prolixidade:

Se você ler os textos adventistas em defesa de suas crenças, ou de sua história, perceberá que o emaranhado de informações, redefinições de terminologias, mudanças e nuanças, são tão abundantes, que você acaba perdendo de vista algo essencial no debate. E isso acaba sendo um processo de intimidação também, para embasar a primeira desqualificação. Há vários ‘despistadores’ (que servem como fumaça para nublar a visão) lançados pelo meio do caminho... Demora até você perceber isso. Porém, é indispensável que você trilhe nessa tortura de informações inúteis. Qualquer vestígio a mais, ou a menos, podem ser usados tanto contra, ou em seu favor.

5.       Contra-Ataque em bando:

Por ultimo, os adventistas possuem uma uniformidade na defesa da IASD que merece elogios. Eles se unem com ‘ferocidade’ para defender a igreja de Ellen White, que creio que o mesmo apetite só pode ser encontrado no Islamismo [Nota: não estou dizendo que são semelhantes, os adventistas, apesar de alguns serem ofensivos, desrespeitosos e malignos, são na sua maioria pessoas pacificas e educadas]. No entanto, eles precisam manter a imagem que eles constituem a única Igreja Visível Verdadeira dos últimos dias.

Estando atento a esses aspectos do perfil da apologética adventista, terá melhor êxito em sua conversa com os que foram enganados pelo espirito do erro, e conduzir eles a Cristo, sendo da vontade divina (II Co 10.4,5).


terça-feira, 23 de janeiro de 2018

ICP e Agenor Duque - a apologética brasileira e suas alianças


                 "Que tempos os nossos, e que costumes"!!! 

Quem diria, o Instituto Cristão de Pesquisas, que teve seu surgimento no Brasil sob os estímulos do grande apologista americano Walter Martin (aliás, a escola teológica do ICP recebia esse nome) com seus dias iniciais com respeitadíssimo Paulo Romeiro, com o incansável guerreiro da fé Natanael Rinald (hoje com o Senhor) com participação do erudito Assembleiano Esequias Soares, agora ver, esse Instituto que foi o quartel general da apologética Brasileira pelos idos de 1990, com parceria com a Igreja Plenitude do Trono de Deus, do apóstolo Agenor Duque, cujas praticas são reconhecidas por todos, heréticas, é inacreditável. 

  • Comercialmente - isso é legitimo. Eles possuem todo o direito. E se esse é apenas o interesse, ok. Bons negócios! 



Mas a considerar o que o ICP se propõe, à luz da ortodoxia cristã, seria ver uma aliança entre Moisés e Faraó. 

Já há muito tempo isso acontece - e me incomodava. Me lembro da primeira vez que vi o palestrante do ICP no programa do Agenor Duque, eu quase tive um colapso... olhei diversas vezes, esfreguei os olhos... a miragem não se desfez. Eu esperei alguém comentar isso, mas 'o silêncio dos bons' é ensurdecedor. Me decepciona a omissão de outros em relação a isso. Mas a credibilidade é anexada a imparcialidade. A vocês, que por razões estranhas ficaram em silêncio até agora, deixa eu dizer uma coisa;

Aqui no meu blog, sempre mexi com as feridas da minha própria denominação. Busque no blog o que eu já disse sobre maçonaria, o academicismo, sobre um pastor com práticas ecumênicas, o problema do Mackenzie com a receita federal, essas feridas em minha denominação IPB, que para mim é ainda uma das melhores - mesmo com tais erros. Fiz isso às custas de ter meu nome repudiado por doutores e pastores de minha denominação no trabalho apologético - ainda que sempre defendi e defendo a IPB. Mas já que eu critico outras corporações religiosas, eu sempre achei que isso deveria ser feito, se eu quero ter um trabalho transparente. 

Fica a dica aos apologistas, não trabalhe contra sua denominação, mas não esconda os erros que ela comete. É bom para ela, e louvor ao Deus da verdade! Temos os pecados de Davi, a desavença de Paulo com Barnabé, e com Pedro, os pecados da igreja de Corinto, das igrejas da Ásia, pois estão ali, na cândida Escritura! E quando errarmos, assumamos tais erros.

Agora ver o silencio dos apologistas em relação a ICP e Agenor Duque, e eles sabiam disso - pelo menos eu mesmo falei para um instituto muito conhecido, é decepcionante

Deus nos fortaleça na verdade, ainda que ela nos incomode!


Porque nada podemos contra a verdade, 
senão pela verdade. 
2 Coríntios 13:8


segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Perguntas para desconstruir o Adventismo – Parte 1

As perguntas que se seguem, visam a defesa da verdade bíblica, a proteção da Noiva de Cristo, e a salvação de pessoas que foram, ou estão sendo, enganadas pela seita religiosa Adventista do Sétimo Dia (Jd 22,23). Apesar de ser uma religião legítima, institucional, e digna de respeito na sociedade, ela não tem o direito de ser classificada como uma Igreja Cristã – pois suas doutrinas e práticas se afastam de bases fundamentais da Fé Cristã Bíblia, Ortodoxa (Jd 3,4).

Minhas perguntas possuem um pano de fundo com duas facetas – Doutrinária e Histórica, à luz das doutrinas bíblicas defendidas pelos cristãos ortodoxos e protestantes no decorrer dos séculos. Será baseado nessas informações que irei disponibilizar as perguntas, por isso ainda não sei quantas serão. Não será possível suprir plenamente nas perguntas as razões que me levam a fazê-la. Mas farei o possível para acoplar às perguntas, informações que geram as perguntas. Caso tenha dúvidas a respeito dos pressupostos, deixe um comentário, ou se preferir, as informações podem ser localizadas tanto no meu Blog, como em outras fontes apologéticas cristãs, em livros, vídeos ou sites.

Boa leitura, Deus nos fortaleça em Cristo!

***********************

1. O movimento milerita, que marcou o retorno de Jesus para algumas datas, pode ser considerado o sêmen do surgimento da Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD). Com base em Mateus 24.36, o que você diria a Guilherme Miller, caso estivesse lá? [Nota: Ellen White escreveu que a passagem de Mateus 24.36 recebia uma explicação razoável, haja vista as datas marcadas para a volta de Cristo. Imagine você estupro hermenêutico que os mileritas faziam na época com esse texto!]

2. Cristo não voltou em nenhuma das datas – mesmo assim você concorda que Miller foi um profeta verdadeiro, usado por Deus para proclamar aquela mensagem, com anjos em seu auxílio interpretativo, conforme escreveu Ellen White? [Nota: alguns apologistas adventistas, na persistente tentativa de desqualificar os críticos, dizem que 'não foi Miller que calculou a data para 22 de outubro de 1844, mas Samuel Snow!' A fraqueza dessa defesa é tão berrante, que ela cabe a Ellen White que nem sequer mencionou o nome de Snow, ou atribuiu a ele qualquer ação. A não ser ter dito apenas “Miller e seus companheiros”. Além disso, a defesa por si mesmo se esbarra em outra defesa adventista, que corretamente diz que "não foram os adventistas do sétimo dia que marcaram essa data, e sim Guilherme Miller!'' Ora, nessa defesa eles também se esquecem de Samuel Snow?!?. No entanto, até essa ultima, não consiste uma defesa plausível, já que é Ellen White que dá a chancela de aprovação a Guilherme Miller, como questionei na pergunta acima.]

3. O Dr. Rodrigo Silva em um programa em conjunto com a Mira da Verdade, disse que não aceitaria o dipensacionalismo, pois o mesmo marcou a volta de Jesus. E não foi esse o caso do movimento millerita?

4. A IASD afirma que ela mesma, é a igreja visível verdadeira, é a igreja remanescente da profecia bíblica. Segundo um teólogo adventista, ela nasceu no dia 23 de outubro de 1844, com a “visão do milharal”, após a grande decepção. Podemos então dizer que a Igreja Visível Verdadeira nasceu no momento de tristeza e decepção dos falsos cálculos da volta de Jesus?

5. O que você acha de Guilherme Miller ter rejeitado a Doutrina do Juízo e a identidade profética de Ellen White?

6. A IASD foi organizada em 1863, tendo a maioria de seus líderes antitrinitarianos. Isto é, muitos deles seriam ‘parcialmente’ o que Ário foi, ou o que as Testemunhas de Jeová são hoje. Então podemos dizer que a IGREJA VISÍVEL VERDADEIRA foi fundada e organizada por hereges antitrinitarianos?! Eles tinham o Testemunho de Jesus...?

7. A erudição adventista hoje diz que: A) Os pioneiros rejeitaram corretamente a doutrina da Trindade Clássica, pois ela é filosófica, e não bíblica. B) Foi Ellen White que conduziu a IASD a compreender a doutrina de Deus corretamente. Porém, George Kinith, um historiador adventista, afirma que os pioneiros não se afiliariam à IASD por causa de sua doutrina atual sobre a ‘trindade’. Então, os pioneiros rejeitariam também da doutrina da Trindade produzida posteriormente pela erudição adventista?

8. Você sabia que os mentores da codificação do pensamento trinitariano adventista foram os teólogos Raoul Dederen e Fernando Canale – nas décadas de 70 e 80? Por isso que na década de 50 os autores do livro Questões Sobre Doutrina disseram que criam na Trindade dos Credos e Confissões Protestantes, sendo que hoje em dia isso não é mais dito?

9. Sendo Ellen White profetisa de Deus, ela ficou em silêncio todo o tempo? Talvez por um período de 40 anos, ou um pouco mais, sem nenhuma correção ou instrução? Aliás, nem posteriormente ela denunciou seus irmãos... ao contrário, sempre os recomendou.

10. O fato de Ellen White ter sido Metodista até idade de 13 anos, é mesmo garantia que ela foi trinitariana (‘em silêncio’) ao lado de seu marido antitrinitariano? Pense bem nisso...

11. A maior tendência de Ellen White a um tipo de trinitarianismo foi após a morte de seu marido. Acha que isso explica o silêncio da profetisa por tantos anos nesse assunto, então ela passou a ser influenciada por outros?

12. Por que a IASD não trata francamente o fato do filho de Ellen White, Guilherme White, ter dito que a sua mãe não cria na no Espírito Santo como uma Pessoa? [Nota: até hoje não encontrei nada sobre a carta de G. White, se houver, me informem, por favor.].

13. Na ânsia de defender a inspiração de Ellen White, e diante dos inegáveis erros em alguns aspectos de seus escritos, acha mesmo cristão e piedoso, dizer que a Bíblia também tem erros, tal como os escritos de Ellen White?

14. Negar a inerrância da Bíblia idêntica a IASD com a Teologia Conservadora Protestante, ou com a Teologia Liberal?

15. Os apologistas da IASD, com justas razões, às vezes, reclamam que a IASD é alvo de caricatura e perversidade, na apresentação de suas doutrinas por parte de críticos e não adventistas. Embora isso seja verdade, em poucos casos, [e em qualquer caso e sobre qualquer assunto, isso ocorre, porém], não é a própria IASD  que possui um livro, Questões Sobre Doutrina, que admitidamente afirma-se em suas notas que houve informações dissimuladas por parte dos adventistas concedidas à Walter Martin?


Continua...

sábado, 20 de janeiro de 2018

Hernandes Dias Lopes: O Crescimento da Igreja

"O crescimento da igreja é um tema palpitante. É bíblico, pertinente e atual. Devemos buscá-lo com todas as forças da nossa alma, de todas as formas legítimas, em todas as frentes, em todos os lugares, em todos os tempos. Deus está comprometido com esta causa nobilíssima, porque ele escolheu para si um povo desde os tempos eternos e o deu ao seu unigênito Filho. Para comprar esse povo procedente de toda tribo, raça, língua e nação Cristo morreu e verteu o seu sangue.
O crescimento da igreja é obra de Deus. A conversão não pode ser produzida por nenhuma ação humana. Só o Espírito de Deus pode regenerar o coração do homem. Só o Pai pode trazer os eleitos a Cristo. Só Cristo pode salvar o pecador. A igreja pode plantar e regar, mas só Deus pode dar o crescimento. Somos cooperadores de Deus na proclamação do evangelho, mas só Ele pode acrescentar à igreja os que são salvos.
O crescimento da igreja é responsabilidade nossa. Não há colheita sem semeadura. Não há frutos sazonados sem cuidado da lavoura. Fomos chamados para dar frutos, muitos frutos. Cabe-nos sair e semear, ainda que com lágrimas. A semente é a Palavra, o campo é o mundo, os semeadores somos nós, os remidos pelo sangue do Cordeiro, o tempo é agora. Devemos abraçar com grande ardor essa gloriosa missão que os próprios anjos anelam. Essa é uma tarefa imperativa, intransferível e impostergável.
O crescimento da igreja precisa ser buscado pelos critérios bíblicos. Deus não está interessado apenas em crescimento numérico da igreja, mas em crescimento saudável. A igreja evangélica brasileira cresce em número, mas está decadente em qualidade. Temos extensão, mas não profundidade. Temos movimento, mas não quebrantamento; temos muito palavras de homens, mas, pouco Palavra de Deus.
O crescimento da igreja precisa evitar dois extremos: o primeiro é a numerolatria. Muitas igrejas buscam resultados a qualquer custo. Estão interessadas no que funciona e não na verdade. Buscam o que dá certo e não o que é certo. Para encher a igreja, muitos pregadores negociam a verdade, mercadejam o evangelho, fazem do templo uma praça de barganha, do púlpito um balcão, da graça de Deus um produto e dos crentes consumidores. Consequentemente, nem todo crescimento é resultado da ação do Espírito Santo. Nem todo crescimento significa salvação de vidas. Nem todo crescimento promove a glória de Deus.
O segundo extremo que precisamos evitar é a numerofobia. Muitos pregadores tentam esconder o seu fracasso, justificando com argumentos vulneráveis a esterilidade da igreja. Concordo com Rick Warren, quando afirmou que não deveríamos perguntar: “o que fazer para a igreja crescer?”. Antes, deveríamos perguntar: “O que está impedindo a igreja de crescer?”. A igreja é um organismo vivo. Ela é o corpo de Cristo. Ela deve crescer naturalmente. O crescimento da igreja é um resultado de seu estilo de vida. Muitos pregadores tentam justificar a estagnação espiritual da igreja, dizendo que não estão buscando quantidade, mas qualidade. Precisamos alertar, entretanto, que qualidade gera quantidade. Não há qualidade estéril.
O crescimento da igreja deve ser buscado de acordo com os princípios da Palavra de Deus e para a glória de Deus. O livro de Atos é o primeiro e o maior manual do crescimento da igreja de todos os tempos. Ali estão as balizas norteadoras. Devemos buscar o crescimento saudável da igreja através da oração, da Palavra e do poder do Espírito Santo. As técnicas modernas podem ser acessórios, mas jamais devem substituir os elementos fundamentais estabelecidos pelo próprio Deus.
O crescimento da igreja deve ser buscado com um profundo senso de urgência. Deus se importa com números, porque atrás deles estão vidas preciosas por quem Cristo verteu o seu sangue. A Bíblia é um livro de estatística, porque Deus se importa com pessoas. Portanto, a evangelização dos povos deve estar no topo da agenda de toda igreja que deseja agradar o coração de Deus."