sexta-feira, 21 de julho de 2017

Augustus Nicodemus, Ezequiel Gomes e o Solus Espantalhus...

O Rev. Augustus Nicodemus deu um estudo em sua igreja, apresentando sua opinião a respeito do adventismo. É nítido seu interesse pastoral em proteger a advertir o rebanho que está em sua responsabilidade. O sermão no geral foi bom dentro da proposta (parece-me uma aula na EBD), com alguns equívocos, porém com poucos erros. Ele não precisa ser Dr em Adventismo para pastorear sua igreja a respeito dos perigos que essa seita possui contra as igrejas presbiterianas, e demais evangélicas também, e as breves ponderações que fez, foram suficientes para trazer à baila pontos discordantes. Afinal, ele devia por direito exprimir sua opinião e dar direcionamento aos irmãos de sua congregação local, e o fez de maneira clara e objetiva. Claro, que por não ser alguém que ficou anos estudando o Adventismo, era natural alguns equívocos ou até mesmo erros.

Infelizmente, por não se inteirar de mais assuntos, outros tão problemáticos do Adventismo, o Rev Nicodemus acabou não mencionando, talvez não saiba, a diferença da Trindade Adventista com a Trindade Clássica, que eu provo AQUI sem nenhuma contestação, bem como ele também não falou a respeito da negação da inerrância bíblica, que o adventismo também mantém (AQUI). 

Daí, um Adventista de nome Ezequiel Gomes (ex-pastor adventista AQUI), produziu, e ainda está, refutações em seu canal do Youtube (AQUI), ao que o Rev Nicodemus falou ali em sua igreja. Me atentarei ao que ele disse nesses vídeos para vermos se o espantalho é mesmo totalmente de palha.

1º VÍDEO: Não ter domínio do pensamento adventista. O primeiro vídeo, Ezequiel Gomes disse que embora Nicodemus tenha falado coisas que são até corretas da história adventista, ele erra em muitas avaliações do adventismo, chegando a dizer que ele (Nicodemus) atribui a eles, os adventistas e Ellen White, coisas que esses não dizem.

O grande problema aqui, não é que o Rev. Augustus tenha dito o que eles supostamente não dizem, (embora é verdade que o ilustre reverendo tenha se equivocado, em um ou outro momento). Mas o grande problema, é que o “adventismo fala com os dois lados da boca coisas”, dizia Natanael Rinald. O adventismo fala o que não diz, e diz quando não fala. Quando Ezequiel Gomes diz que o Rev. Nicodemus não é capaz de caminhar com as complexidades da teologia adventista, o que deve ser dito é que tais complexidades é um emaranhado babilônico sem tamanho. Qualquer que se dá ao luxo de ler a história adventista, perceberá isso.

Caso o rev. Augustus tratasse dessas complexidades, ele teria que deixar de estudar o NT para gastar um longo tempo para se inteirar das raízes da teologia e história adventista, e isso levaria anos. E visto que ele estava dando uma aula de uma hora na EBD, considerando todos os tipos de pessoas e interesses que há em um auditório como esse, não precisaria disso. Veja, eu somei os cinco vídeos de Ezequiel Gomes, até agora deu um total de uma hora e vinte e seis minutos (1:26:00) , de avaliação, para 30 minutos palestra do rev. Nicodemus! Portanto, o que foi posto pelo pastor presbiteriano em na igreja não visava nenhuma exposição tão exaustiva.

Eu tenho várias provas desse emaranhado dúbio na boca adventista, vou mostrando à medida que avaliar os vídeos de Ezequiel. Mas por hora vou mostrar um. No famigerado e dissimulado livro adventista, Questões Sobre Doutrina, os autores adventistas disseram a alguns questionares apologistas evangélicos:

“Alguns continuam extrair citações extraídas de nossas publicações mais antigas, há muito obsoletas, e que não mais são impressas. Citam-na determinadas declarações, frequentemente torcidas e descoladas do contexto, de modo a darem uma descrição totalmente desvirtuada das crenças e ensinos que a Igreja Adventista do Sétimo Dia hoje sustenta.” (p. 58).

No afã de se livrar das implicações históricas que os pais espirituais adventistas, os pioneiros eram antitriniarianos, eles disseram isso. Porém, veja o que a Profetisa Adventista diz a respeito deles, que eram “obsoletos”:

“Quando o homem vier mover um alfinete do nosso fundamento o qual Deus estabeleceu pelo seu Santo Espírito, deixem os homens de idade que foram os pioneiros no nosso trabalho falar abertamente, e os que estiverem mortos falem também, reimprimindo os seus artigos das nossas revistas. Juntemos os raios da divina luz que Deus tem dado, e como Ele guiou seu povo, passo a passo no caminho da verdade. Esta verdade permanecerá pelo teste do tempo e da experiência.”(www.adventistas.com/dezembro2005/diagnostico_iasd.htm (24 de Maio de 1905 - Manuscript Release Vol. 1 pág. 55.).

Daí, claro, entra em campo a equipe apologética para tentar justificar aqui ou ali as diferenças e nuanças. Claro Ezequiel Gomes, muita complexidade nisso tudo, não é mesmo? A quem ouvir afinal a Ellen White, ou aos autores de Questões? Nicodemus não tinha condições de perceber todo esse emaranhado... aliás, se até Donald Banhouse e Walter Martim tropeçaram ao avaliar as informações adventistas, não seria de estranhar em outros com o mesmo calibre.

REPRESENTANDO BEM O PENSAMENTO CALVINISTA: Ezequiel Gomes, critica Augustus por dizer aquilo que eles, adventistas, não dizem. Mas por sua vez, Ezequiel Gomes nos dá uma demonstração exata de como se faz isso. Aos 9 minutos do vídeo 1, ele diz que no pensamento calvinista não é a fé em Cristo que salva, mas sim o decreto eterno, é a eleição incondicional. Daí ele em tom de descaso diz que pensamos sobre a fé e rendição a Cristo, como sendo apenas acessório sem tanta importância. Ok, como o Rev Nicodemus é um pastor presbiteriano, vamos ver o que a Igreja dele diz oficialmente a respeito da salvação e do decreto da salvação:

Catecismo Maior de Westminster: 13. Que decretou Deus especialmente com referência aos anjos e aos homens? Deus, por um decreto eterno e imutável, unicamente do seu amor e para patentear a sua gloriosa graça, que tinha de ser manifestada em tempo devido, elegeu alguns anjos para a glória, e, em Cristo, escolheu alguns homens para a vida eterna e os meios para consegui-la; e também, segundo o seu soberano poder e o conselho inescrutável da sua própria vontade (pela qual Ele concede, ou não, os seus favores conforme lhe apraz), deixou e predestinou os mais à desonra e à ira, que lhes serão infligidas por causa dos seus pecados, para patentear a glória da sua justiça. I Tim. 5:21; Ef. 2A0; II Tess. 2:13-14; 1 Pedro 1:2; Rom. 9:17-18, 21-22; Judas 4; Mat. 11:25-26.32. Como é manifestada a graça de Deus no segundo pacto? A graça de Deus é manifestada no segundo pacto em Ele livremente prover e oferecer aos pecadores um Mediador e a vida e a salvação por Ele; exigindo a fé como condição de interessá-los nEle, promete e dá o Espírito Santo a todos os seus eleitos, para neles operar essa fé, com todas as mais graças salvadoras, e para os habilitar a praticar toda a santa obediência, como evidência da sinceridade da sua fé e gratidão para com Deus e como o caminho que Deus lhes designou para a salvação. Gen. 3:15: Isa. 4:3-6; João 326, 6:27; Tito 2:5; 1 João 5:11-12; João 3:36, 1:2; Prov. 1:23; Luc. 11:13; 1 Cor. 12:3, 9; Gal. 5:22-23; Eze. 34:27; Tiago 2:18, 12; II Cor. 5:14-15; Ef. 2:10.

Desconheço a afirmação que é a eleição que salva. Fomos eleitos para a salvação, não que a eleição salva. Não foi a doutrina que morreu na cruz, mas a Pessoa do Redentor (At 4.12). Me parece que biblicamente a eleição é uma garantia a qual Deus fará que os eleitos por fim virão a Cristo (Jo 6.44). Talvez, alguém possa até usar tais termos, assim como quando se diz que “a fé salva”, é uma forma de dizer que é o meio, de receber a Cristo, assim como a eleição é a garantia de encontrá-lo, não que a fé em si mesmo teria poder de salvar.

MAIS CONFUSÃO: Ezequiel nesse mesmo minuto (9) diz que a “IASD é arminiana” e a IPB calvinista, daí mora o grande problema da palestra de Nicodemus. Penso que esse seria um problema arminiano, mas seria bom saber se os arminianos clássicos vêem a doutrina do Juízo de 1844, bem como o selo sabático escatológico, como algo que não comprometeria o arminianismo com as doutrinas adventistas a ponto de realmente serem acolhidos nessa escola doutrinária? Algo que não compete a mim. 

No entanto, a confusão nisso está no seguinte. O já mencionado livro Questões Sobre Doutrina, os autores desse livro dizem:

“A Igreja Adventista do Sétimo Dia não é calvinista nem totalmente arminiana em sua teologia” (pp 293,294).

Agora vai entender toda essa complexidade não é mesmo Ezequiel Gomes? Até mesmo o autor das notas estranhou essa afirmação. Mas cito aqui apenas para mostrar que não é tarefa tão fácil trabalhar o adventismo. Parece a Torre de Babel.


Na avaliação dos vídeos específicos vamos ver onde o Pr. Nicodemus, realmente falhou, ou foi também pego nessa dúbia teologia adventista, ou se a apologética de Ezequiel está levantando algum espantalho (Não estou com pressa, e nem farei essas postagens em sequencia). 

quarta-feira, 19 de julho de 2017

NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE O PROCESSO DO TEÓLOGO ADVENTISTA AZENILTO BRITO CONTRA O CACP

Publico aqui em meu blog, um desfecho pelo qual me alegrei e orei. Não sei ainda se será ou não o fim desse litígio, mas no momento, fiquei feliz com essa decisão, pois é um a absurdo, a meu ver, em um debate teológico de cunho apologético, em que se usa de recursos de retóricas e desdobramentos diversos, alguém processar outro por calúnia em busca de "recurso$". Por que não exigiu apenas uma retratação pública? Ainda que houvesse tal calúnia, me parece que seria um caminho melhor. 


Talvez você se pergunte: o que o Luciano tem haver com isso? Simplesmente o mesmo exercício do direito que o CACP, e até mesmo os que criticamos tem - o de discordar de outros!!

Felicito junto ao CACP, essa vitória. E que os irmãos, Pr João Flávio Martinez e Pb Paulo Cristiano, e os demais colaboradores do CACP, continuem firmes, na batalha pela fé que de uma vez por todas foi entregue aos santos (Jd 3,4)!


"NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE O PROCESSO DO TEÓLOGO ADVENTISTA AZENILTO BRITO CONTRA O CACP

Tendo sido o CACP processado judicialmente por artigos publicados neste site nos idos de 2007/2008, envolvendo respostas e réplicas de cunho teológico ao Sr. Azenilto Brito da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Ele, por sua vez ingressou com referido processo contra o CACP no ano de 2011 pleiteando indenização por danos morais e obtendo êxito em primeira instância, razão pela qual interpusemos recurso de apelação n.1.0024.11.198667-5/001 a qual tramitou pela 12a Câmara Civil do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, o qual foi provido em favor do CACP reformando-se a injusta sentença, por decisão unânime dos três desembargadores que participaram do julgamento, a saber: Des. Relator Saldanha da Fonseca, Desembargadores Vogais: Domingos Coelho e João Flavio de Almeida.
Mais uma vez prevaleceu o bom senso e a justiça como era esperado pelo CACP."
http://www.cacp.org.br/nota-sobre-o-processo-de-um-adventista-contra-o-cacp/

sábado, 1 de julho de 2017

10 VERSÍCULOS BÍBLICOS CONTRA A TRINDADE - SERÁ?

Por Bruno Queiroz
Muitas objeções têm sido levantadas contra o ensino bíblico da Santíssima Trindade, algumas delas apelam para textos da Bíblia que supostamente ensinariam que Deus não é trino, que Jesus é inferior ao Pai e que o Espírito Santo é o poder de Deus em ação. Tratemos dessas passagens:

 1: “Ouça, ó Israel: O Senhor, o nosso Deus, é o único Senhor. ” - Deuteronômio 6:4
       Segundo este versículo Deus é Um e não Três. De fato, o texto ensina que há um só Deus e que Deus é um só. Mas é exatamente nisso que creem os trinitários. Temos o cuidado de distinguir as “pessoalidades” da “natureza”. Deus é Três apenas em relação às pessoalidades, no entanto em relação a natureza Deus é absolutamente Um, uma unidade absoluta, não composta por partes, nem dividida entre três pessoas. É falsa a ideia que se propaga por aí de que os trinitários negam que há um só Deus e que Deus é um só. A doutrina da Trindade entende que só existe um único Ser que possui natureza divina e que essa natureza é uma unidade absolutamente simples.

 2: “O Senhor me criou, como primícia de suas obras, desde o princípio, antes do começo da terra. ” -Provérbios 8:22
       Alega-se que a Sabedoria Personificada neste texto seja Jesus, que apresenta-se como a primeira criatura de Jeová. No entanto lendo o contexto (Provérbios 8 – 9) fica claro que não se pode aplicar todas as propriedades da Sabedoria personificada a Jesus: “A personificação do divino atributo da sabedoria começa no capítulo 1: “Grita na rua a sabedoria, nas praças levanta a sua voz” (v. 20). No capítulo 3, é-nos dito que ela “mais preciosa é do que pérolas” e “os seus caminhos são... paz” (vs. 15 e 17). No capítulo 7 ela é chamada “irmã” (7:4); e no capítulo 8, a sabedoria mora junto com a prudência (8:12).”1 Provérbios 9 ainda diz que a Sabedoria construiu uma casa, ergueu sete colunas, matou animais e preparou uma refeição (vv.1-2). Com isso não se nega que o texto se aplique homileticamente a Jesus, o que se está em questão é que como o texto faz uso de uma figura de linguagem, alguns elementos são puramente metafóricos e aplicam-se apenas a uma personificação de uma manifestação específica de um atributo divino. Isso também fica claro pelo fato da Sabedoria de Deus não poder ter sido criada, pelo contrário a sabedoria é um atributo eterno de Deus (cf. Isaías 40.28). Desse modo, o texto pode estar apenas apresentando “uma manifestação específica da eterna sabedoria de Deus em Cristo na obra da criação” 2. O texto também não indica necessariamente que a Sabedoria foi criada, de acordo com o teólogo Wayne Grudem: “A palavra hebraica que geralmente significa "criar" (bãrã') não é usada no versículo 22; a palavra é qãnãh, que ocorre oitenta e quatro vezes no Antigo Testamento e quase sempre significa "obter, adquirir". A Almeida Revista e Atualizada é mais clara aqui: "O Senhor me possuía no início de sua obra" (Semelhante Á Versão King James; repare esse sentido da palavra em Gn 39.1; Ex 21.2; Pv 4.5, 7; 23.23; Ec 2.7; Is 1.3["possuidor"]. trata-se de um sentido legítimo e, se a sabedoria for compreendida como uma pessoa real, significaria apenas que Deus Pai começou a dirigir e a fazer uso da potente ação criadora de Deus Filho no momento do início da Criação: o Pai convocou o Filho a trabalhar com ele na obra da criação. A palavra "gerado" nos versículos 24 e 25 é um termo diferente, mas poderia carregar significado semelhante: o Pai começa a dirigir e a fazer uso da potente ação criadora do Filho na criação do universo.”3

 3: “Mas tu, Belém-Efrata, embora sejas pequena entre os clãs de Judá, de ti virá para mim aquele que será o governante sobre Israel. Suas origens estão no passado distante, em tempos antigos. ” - Miquéias 5:2
       Esse texto claramente mostra Jesus como tendo uma origem antiga, num passado distante – indica isso que ele foi criado a muito tempo? Algumas traduções sugerem que o texto esteja dizendo que o menino Jesus que nasceria em Belém teria uma origem genealógica que remontaria a tempos antigos. No Evangelho de Lucas a genealogia do menino Jesus vai até Adão e Deus (Lucas 3.23-38). Assim Miqueias 5.2 pode perfeitamente estar se referindo às origens humanas, isto é genealógicas de Jesus, já que o texto fala do nascimento dele em Belém.A Tradução Interconfessional mostra o sentido genealógico: "ele descende duma família, cuja origem vem dos tempos mais antigos." Esse sentido é fortalecido pelo contexto que fala de nascimento (v.3). Assim é provável que o texto fale da origem genealógica de Jesus, que é descendente de Davi. Essa interpretação é ainda mais reforçada pelo fato do texto apresentá-lo como aquele "que será governante em Israel" (v.2). Apesar disso, alguns têm entendido essa passagem como uma referência à geração eterna do Filho.

 4: “Por que me perguntas a respeito do que se deve fazer de bom? Só Deus é bom. Se queres entrar na vida, observa os mandamentos. ” - Mateus 19:17
       Está aqui Jesus negando ser o Bom Deus? De forma alguma! Ele apenas convida o jovem rico a pensar nas implicações de suas palavras. “Em resposta, temos de observar que aqui Jesus não negou que Ele fosse Deus, Ele lhe pediu que examinasse as implicações do que estava dizendo. Jesus estava lhe dizendo: ‘Percebes o que estás dizendo quando me chamas de bom? Percebes que isto é algo que tu deves atribuir somente a Deus? Tu estás dizendo que sou Deus? ’ O jovem não percebeu as implicações do que ele estava dizendo. Portanto, Jesus forçou-o a um dilema incômodo. Ou Jesus era bom e era Deus, ou então ele era ruim e era homem. Um Deus bom ou um homem ruim, mas não um homem bom”4

 5: “Quanto ao dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai. ” - Mateus 24:36
       De acordo com esse texto nem o Filho, nem o Espírito Santo sabem a data do fim deste sistema de coisas – como podem então os três serem o mesmo Deus Onisciente? Só precisamos entender essa passagem a luz do seu contexto histórico: “Na cultura Judaica antigas, o casamento era quase sempre arranjado. Depois do casamento ter sido arranjado, o noivo fazia os preparativos na casa de seu pai, onde ele e sua esposa iriam viver. O costume dizia que o pai do noivo iria decidir quando os preparativos estavam terminados e a casa pronta para o jovem casal se mudar para la. O que significa que apenas o pai sabia quando seria o tempo do noivo se juntar a sua noiva. Mas isso não significa que o noivo não sabia o tempo certo. O casamento era um grande evento na época, bem maior do que atualmente, era um grande evento em comunidade. Isso significa que as pessoas tinham que se preparar antecipadamente para o evento, e reservar um tempo de seu trabalho diário. O dia tem que ser conhecido semanas antes, para que as pessoas pudessem ajustar seus horários para o casamento. Preparativos, como reserva de comida, também tinha que ser preparado com antecedência, já que não havia refrigeração ou supermercado. Todos sabiam quando o casamento estava chegando, no entanto, era costume em respeito ao pai e ao noivo dizer que apenas o pai sabia quando o noivo ficaria com sua noiva. Com isso em mente, um novo entendimento de Marcos 13.32 e Mateus 24.36 aparece. Jesus não estava dizendo que ele e o Espírito Santo não sabiam quando os eventos de sua volta aconteceriam, estava explicando com o que a tribulação seria parecida. Onde todos sabiam o tempo do casamento, mas apenas o Pai diria quando aconteceria”Também é admissível a interpretação que vê neste texto um contraste entre a natureza humana limitada de Jesus (“o Filho do Homem”v.37) e a natureza divina ilimitada do Onisciente (“o Pai”v.36).

 6: “Vocês me ouviram dizer: Vou, mas volto para vocês. Se vocês me amassem, ficariam contentes porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu. ” - João 14:28
      Como o Filho e o Pai podem ser iguais em essência, se Jesus disse que o Pai é maior que Ele?  É importante distinguir ontologia de economia quando se lê esse e outros textos similares. Jesus é igual ao Pai em natureza, mas menor que Ele em função. O apóstolo Paulo esclarece isso melhor: “... [Jesus] sendo Deus, não considerou usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo e tornando-se semelhante aos homens. ” (Fp2.6-7). Mesmo tendo o direito de ser igual a Deus, tanto essencialmente quanto funcionalmente, o Filho decidiu cumprir a humilde função de Servo (Isaías 42.1), se tornando, até mesmo, menor do que os discípulos (Lucas 22.26-27). O Servo de Jeová exerceu o papel de Filho obediente (Hebreus 5.8; Filipenses 2.8) enviado pelo Pai (João 8.42; 12.49; 17.3).  Como Homem limitado se fez instrumento nas mãos de Deus, o Pai (Jo5.19). E nessa posição pode chamar o Pai de seu Deus (Jo20.17). Tal submissão não se restringiu ao ministério terreno de Cristo: “Mas quando tudo for dominado por Cristo, então o próprio Cristo que é o Filho, se colocará debaixo do domínio de Deus, que pôs todas as coisas debaixo do domínio dele. Então Deus reinará completamente sobre tudo.” (1Coríntios 15.28). “Jesus lhes disse: ‘Certamente vocês beberão do meu cálice; mas o assentar-se à minha direita ou à minha esquerda não cabe a mim conceder. Esses lugares pertencem àqueles para quem foram preparados por meu Pai. ’” (Mateus 20:23).

 7: “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. ” - João 17:3
       Ensina esse texto que só o Pai é Deus, e portanto o Filho e o Espírito Santo não são Deus? Não, a Bíblia também diz que só Jesus é Mestre, Senhor e Soberano (Mateus 23.8, 10; 1 Coríntios 8.6; Judas 1.4), significa isso que o Pai não é Mestre, Senhor nem Soberano? Não, antes que tanto o Pai, como o Filho como o Espírito Santo são um Deus Único.

 8: “Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito os capacitava. ” - Atos 2:4
       A Bíblia fala do Espírito Santo como sendo “derramado” e como algo que “enche” as pessoas – como ele pode então possuir pessoalidade? O livro de Atos claramente apresenta o Espírito Santo como uma Pessoa divina (Atos 1.16; 13.2; 15.28; 20.28; 21.11; 28.25). Uma leitura desses textos deixa evidente que eles tratam de relações interpessoais reais, e não de meras personificações. Pode-se facilmente perceber que expressões “derramar”, “encher” e “ungir” são necessariamente figuradas quando aplicadas ao Espírito Santo. Ora, nem se crêssemos em sua impessoalidade poderíamos literalizar essas expressões, e assim são injustos aqueles que recorrem a essas expressões para despersonalizar o Santo Espírito. Por outro lado insistir que em Atos, numa narrativa histórica de inter-relação pessoal clara, devemos tomar o Espírito como personificado, é no mínimo absurdo.

 9: “Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação” - Colossenses 1:15
       “O termo ‘Primogênito’ é um título, e não se refere a origem, mas sim a posição de Jesus, como Rei Soberano da Criação. Primogênito em Jesus significa ‘Soberano’, como mostra Salmos 89.27, em que Davi tipifica a Jesus como o Rei dos reis: ‘E eu farei dele o primogênito, O maior dos reis da terra. ’”Note que Davi não 'nasceu' primogenito, mas sim que ele se 'tornaria' por ocupar uma posição de rei supremo. O próprio contexto favorece o sentido posicional para Cristo (v.18). A Bíblia claramente mostra Jesus como Eterno: Aquele que é antes de toda a Criação, inclusive do tempo, sendo portanto Atemporal (Eterno) (João1.3; Colossenses 1.16-17). Ele é chamado de "o Primeiro e o Último" (Apocalipse 1.17), expressão baseada em Isaías 44.6 que usa o termo para significar que só Jeová é o Deus Eterno.

 10: “E ao anjo da igreja de Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus”- Apocalipse 3:14
       Jesus é chamado de o Princípio da Criação de Deus, significa isso que Ele é a primeira criatura? Não, isso simplesmente significa que é em Jesus que todas as coisas criadas encontram seu Princípio. Mesmo o Pai é chamado de “o Princípio” em sentido semelhante (Apocalipse 21.6).

FONTE: http://brunosunkey.blogspot.com.br/2016/01/10-versiculos-biblicos-contra-trindade.html

4Geisler, N. (2015). Teologia Sistemática 1. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus

quinta-feira, 29 de junho de 2017

PREDESTINAÇÃO É UM MISTÉRIO! Há problemas nisso?

"Mas há alguns de vós que não creem. Pois Jesus sabia, desde o princípio, quem eram os que não criam, e quem era o que o havia de entregar. E continuou: Por isso vos disse que ninguém pode vir a mim, se pelo Pai lhe não for concedido. Por causa disso muitos dos seus discípulos voltaram para trás e não andaram mais com ele." -  Jo 6.64-66

Quando arminianos/wesleyanos no arraial evangélico criticam a Teologia Reformada, por confessar que a doutrina da predestinação é um mistério (Ef 1.3-14), eu me lembro bem da critica das Testemunhas de Jeová quando encaram que as doutrinas como a das duas naturezas de Cristo e da Trindade, são mistérios, em última análise. Lembro-me também quando heréticos Adventistas fazem perguntas após perguntas a respeito da natureza do tormento eterno, visto que nem tudo tem resposta. A diferença dos grupos é que o primeiro é cristão, os dois últimos heréticos. Mas eles igualmente se escoram nas limitações da razão humana para questionarem doutrinas claramente assentadas nas Escrituras.

Alguns encaram o uso do mistério como desculpa para aquilo que não temos respostas. Enquanto, acham eles, que não possuem nenhuma pergunta que não possam responder. Ledo engano! O uso de mistério nas conversas sobre as doutrinas cristãs é exatamente por que a Bíblia não revelou a resposta a uma indagação especifica – ainda que exista especulações de cunho teológico que muitas vezes procuram tirar um pouco da fumaça. Mas nem sempre, tais dificuldades são assim resolvidas.

Porém, algumas reflexões são úteis para pensarmos até que ponto uma pergunta é realmente impossível de responder, qual implicação de não se responder, e em que bases tal pergunta foi feita. Podemos fazer isso em pesarmos as limitações da nossa inteligência:

A) Um limite para inteligência humana – a revelação. A Bíblia ensina que nossa capacidade humana teria limitações para captar toda a abrangência das doutrinas cristãs? Sim, e muito mais! Já que muitas doutrinas não foram, nem encontram, correspondência na razão humana. Podemos realmente dizer que não apenas os assuntos da predestinação e trindade, mas outros relacionados ao mal, à providencia de Deus, ao juízo final, ressurreição, inferno e eternidade, sempre possuirão um caráter proposicional de assentimento confessional, não necessariamente por acomodação intelectual plena. O limite de qualquer pergunta deveria ser a Escritura. O que é lógico para um crente verdadeiro, é o que é bíblico, não o que em nossa mente se encaixa ou desencaixa. Não estou dizendo com isso que as doutrinas são irracionais – não é isso, em absoluto. Mas tais doutrinas seguem um padrão lógico que em alguns pontos não se assemelha ao nosso (Rm 9.20).

Invoco aqui dois teólogos de tradições distintas, para demonstrar a questão de que a doutrina mesmo não sendo compreendida em seus moldes revelados, deve ser aceita por ser uma declaração bíblica:

Myer Pearlman: “Parece difícil compreender tudo isso? Não poderia ser de outra maneira, visto que estamos tentando explicar a vida íntima do Deus todo-poderoso! A doutrina da Trindade é claramente uma doutrina revelada, e não concebida pela razão humana.” (Conhecendo as Doutrinas da Bíblia, p 77).
Louis Berkhof: “A doutrina da Trindade depende decisivamente da revelação.” (Teologia Sistemática, p. 81).

B) Mais um limite da inteligência humana - a sua curiosidade. Ainda que as doutrinas tenham sido a nós reveladas, elas podem estar ligadas a assuntos não revelados, e também, algumas de suas facetas e implicações, não tenham sido objetos da revelação por decisão divina. Nossa preocupação filosófica de algo apenas demonstra que nós nos interessamos em algo além daquilo que foi demonstrado, mas não que seja imprescindível para a compreensão do assunto em tela. Estamos apenas querendo saber, apenas por curiosidade, nada mais. Deuteronômio 29.29 limita bem nosso campo de argumentação às coisas reveladas, visto que não pertence aos filhos de Deus a curiosidade em especular coisas encobertas, além de analogias evidentes, coisas que Deus não nos revelou. O Senhor Jesus alertou seus discípulos sobre isso em Atos 1.6,7.

C) Outro limite da inteligência humana - o pecado. Desconsiderar que o pecado afeta nossa compreensão, mesmo de verdade bíblicas, é algo que deveria estar sempre diante de nossos olhos. Estou falando de crentes. Por vezes nossa vida espiritual não está tão lúcida, não nos desenvolvemos como cristãos maduros, ou mesmo estamos envolvidos em uma prática carnal, que não temos condição de perceber coisas que são claras para a alma do crente sadio e maduro (I Co 3.1-3; Hb 5.11-14; Tg 3.13-18). Não é nem um pouco bíblico achar que mesmo tendo nossa salvação em Cristo, não signifique que nosso grau de espiritualidade, não possa impedir mais iluminação. Mesmo um crente como do salmo 119.18 pediu mais luz para entender mais, acha mesmo que quando um crente arminiano que chega com todo seu orgulho, achando que sua razão intelectual deve ser a medida de uma revelação ele terá de Deus mais luz? Nunca!! Deus resiste aos soberbos.

D) Um grande limite da inteligência humana - o propósito de Deus. Esse é um assunto difícil para muitos os arminianos-wesleyanos que já são racionalistas e humanistas  – mas não são todos, graças a Deus. Até mesmo naquilo que foi revelação (John Murray, Romanos – comentário bíblico, p.467,468), iremos nos deparar com algo que levará a todos nós nos dobrar e reconhecer que temos um assunto intrigante, complexos e verdadeiramente profundo, que em ultima analise, vamos ter obstáculos óbvios para compreender (Dn 12.8,9; Lc 9.44,45). Deus mesmo encobriu muitas coisas, e outras simplesmente não será possível captar, talvez por certo tempo, dado a natureza daquilo que a revelação trata. A Bíblia diz isso em Romanos 11.33-36. Se os humanistas e racionalistas arminianos lerem com atenção o que esse texto está dizendo - que diante da perplexidade incompreensível da profundeza da sabedoria, do conhecimento, dos juízos e dos caminhos revelados de Deus, devemos apenas Glorificar a Ele - eles correriam para arraial calvinista, pois é o único sistema cristão que tem em seu cerne a teologia da glória de Deus e se rende assim diante dos planos de Deus!

E) "O" grande o limite da inteligência humana – sua pequenez diante de Deus. Nossas especulações intelectuais geralmente desconsideram algo que não queremos aceitar – por mais capaz que seja nossa inteligência, ela não pode, jamais, compreender Deus e suas ações. A Bíblia destaca isso em algumas partes no livro de Jó (Jó 26.14; 36.26). Seria bom não irmos com nossa capacidade intelectual à uma direção que ela não foi convidada a ir, mas sim devemos entrar nesses assuntos com o coração inclinado e a mente subjugada. Além disso, devemos lembrar que a capacidade humana é limitada, o uso do termo mistério é o reconhecimento humilde de que não podemos ir além, não somos capazes de ir adiante da investigação.

Ø  O testemunho de todos os que se rendem à doutrina bíblica da Absoluta Soberania de Deus, é que - parece que ele foi rendido por um doce poder, e sente total graciosamente desmontado em suas juntas, humilhado em pó, estranhamente destituído de questionamentos, com um profundo tremor e temor, inexplicável, ao mesmo tempo em que uma luz da Escritura, a Voz do Espírito Santo, penetra à alma, e uma alegria e satisfação é infundida nessa complexidade toda  - um salto para a Luz, e assim diz para Cristo “para onde iremos nós? Somente Tu tens palavras de vida eterna!”


terça-feira, 20 de junho de 2017

J. C. Ryle: "Você quer um amigo?"

I. Você quer um amigo na necessidade? Tal amigo é O Senhor Jesus Cristo. O homem é a criatura mais carente nesta terra de Deus, porque o homem é um pecador. Não há carência tão grande quanto aquela dos pecadores. Pobreza, fome, sede, frio, doença, todas são nada em comparação. Pecadores necessitam de perdão, e eles são completamente incapazes de provê-lo para si mesmos. Eles necessitam de libertação de uma consciência culpada, e do medo da morte, e eles não têm poder em si mesmos para obtê-la. Esta necessidade O Senhor Jesus veio ao mundo para satisfazer. “Ele veio ao mundo para salvar os pecadores” (I Timóteo 1:15).

Somos todos, por natureza, pobres criaturas moribundas. Desde o rei em seu trono ao indigente no hospício, todos nós somos doentes com uma mortal doença da alma. Quer saibamos ou não, quer sintamos ou não, todos estamos morrendo a cada dia.
O flagelo do pecado está em nosso sangue. Não podemos curar a nós mesmos, e estamos piorando a cada hora. Tudo isso o Senhor Jesus encarregou-se de remediar. Ele veio ao mundo “para trazer saúde e cura.” Ele veio para nos libertar “da segunda morte”. Ele veio e não só “destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho” (Jeremias 33:6, Apocalipse. 2:11, 2 Timóteo. 1:10).

Somos todos por natureza devedores aprisionados. Nós devíamos ao nosso Deus dez mil talentos, e não tínhamos nada com que pagar. Nós éramos miseráveis falidos, sem esperança de obter absolvição por nós mesmos. Jamais poderíamos ter livrado a nós mesmos da abundância de nossas obrigações, e estávamos dia a dia, afundando mais e mais profundamente. Tudo isso O Senhor Jesus viu e encarregou-se de remediar. Ele empenhou-se em nos “remir e resgatar”. Ele veio “proclamar liberdade aos cativos, e abertura de prisão aos presos.” “Ele veio nos resgatar da maldição da lei.” (Oséias 13:14, Isaías 61:1, Gálatas 3:13).

Nós éramos todos por natureza náufragos e arruinados. Jamais poderíamos ter chegado ao porto da vida eterna. Estávamos afundando no meio das ondas, paralisados, sem solução, perdidos e impotentes; amarrados e ligados pelas cadeias de nossos pecados, afundando sob o fardo de nossa própria culpa, e propensos a nos tornarmos presas do diabo. Tudo isso o Senhor Jesus viu e encarregou-se de remediar. Ele veio do Céu para ser nosso poderoso “ajudador”. Ele veio “buscar e salvar o que estava perdido”, e “nos redimir para que não desçamos à cova” (Salmos 89:19, Lucas 6:10, Jó 33:24).

Poderíamos ter sido salvos sem que o Senhor Jesus Cristo tivera vindo do Céu? Teria sido impossível, tanto quanto se pode ver. Os mais sábios homens do Egito e Grécia, e Roma jamais encontraram o caminho da paz com Deus. Sem a amizade de Cristo todos nós deveríamos ter sido perdidos para sempre no inferno.

O Senhor Jesus Cristo estava obrigado a vir nos salvar? Oh! Não! Não! Foi Seu próprio amor livre, misericórdia, e piedade que O trouxe aqui. Ele veio sem que o houvessem buscado ou pedido, porque Ele era Cheio de Graça.

Leitor, pense nessas coisas. Busque por toda a história desde o início do mundo. Olhe ao redor, por todo o círculo daqueles que você conhece e ama. Você jamais ouviu de tal amizade entre os filhos dos homens. Nunca houve um amigo tão real na necessidade como Jesus Cristo.

II. Você quer um amigo em ações? Tal amigo é O Senhor Jesus Cristo.

A verdadeira extensão da amizade de um homem pode ser medida por suas ações. Não me fale do que ele diz, e sente, e deseja. Não me fale de suas palavras e letras. Antes, me fale daquilo que ele faz. “Amigável é aquele que amigavelmente age”.

Leitor, as ações do Senhor Jesus Cristo para com o homem são a grande prova de Seu sentimento amigável em relação a ele. Nunca houve tais atos de bondade e autonegação como aqueles que Ele realizou em nosso favor. Ele não nos amou somente em palavras, mas em ação.
Foi por nós que Ele tomou sobre Si nossa natureza, nasceu de uma mulher. Ele, que era totalmente Deus, e igual ao Pai, colocou de lado por um breve tempo a Sua Glória e tomou sobre Si carne e osso como os nossos. O Todo-Poderoso Criador de todas as coisas se tornou um pequeno bebê como qualquer um de nós, e experimentou todas as nossas corpóreas fraquezas e enfermidades, exceto o pecado. “… sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos.” (2 Coríntios 8:9).

Por nós Ele viveu trinta e três anos neste mundo mau, desprezado e rejeitado pelos homens, um homem de dores, que sabe o que é padecer. Mesmo sendo Rei dos reis, Ele não tinha onde reclinar Sua cabeça. Embora Ele fosse Senhor dos senhores, Ele esteve frequentemente cansado, e faminto, e com sede, e pobre. “Ele tomou sobre Si a forma de servo, e humilhou-Se.” (Filipenses 3:7,8).

Por nós Ele sofreu a mais dolorosa de todas as mortes, mesmo a morte de cruz. Embora inocente e sem culpa Ele Se permitiu ser condenado, e achado culpado. Ele, que era o Príncipe da Vida, foi levado como um cordeiro ao matadouro e derramou Sua alma na morte. Ele “morreu por nós”. (1 Tessalonicenses 5:10).

Era Ele obrigado a fazer isso? Oh! Não! Ele poderia ter convocado ao Seu auxílio mais que doze legiões de anjos e dispersado Seus inimigos com uma mera palavra. Ele sofreu voluntariamente e por Sua própria livre vontade, fez expiação por nossos pecados.

Ele sabia que nada a não ser o sacrifício de Seu corpo e sangue poderia jamais fazer paz entre homem pecador e um Deus Santo. Ele derramou Sua vida para pagar o preço de nossa redenção. Ele morreu para que nós pudéssemos viver. Ele sofreu para que nós pudéssemos reinar. Ele carregou a vergonha para que pudéssemos receber glória. “Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus;” “Aquele que não conheceu pecado, Ele o fez pecado por nós; para que, nEle, fôssemos feitos justiça de Deus.” (1 Pedro 3:18; 2 Coríntios 5:21).

Leitor, tal amizade como esta ultrapassa o entendimento humano. De amigos que morreriam por aqueles que os amam, podemos ter ouvido casos assim algumas vezes. Mas quem pode encontrar um homem que daria sua vida por aqueles que o odeiam? Porém, isto foi o que Jesus fez por nós. “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Romanos 5:8).

Pergunte a todas as tribos na humanidade de uma ponta à outra do mundo e em lugar algum você encontrará uma ação dessas. Jamais houve alguém tão elevado e que tenha descido tão baixo quanto Jesus, o Filho de Deus. Ninguém jamais deu prova tão cara de Sua amizade. Ninguém jamais pagou tanto, e suportou tanto para fazer o bem a outros.
Jamais houve tal amigo em ações como Jesus Cristo!

III. Você quer um amigo poderoso e forte? Tal amigo é Jesus Cristo.

Poder para ajudar é o que poucos possuem neste mundo. Muitos possuem vontade suficiente para fazer bem a outros, mas nenhum poder. Eles sentem pela tristeza de outros e alegremente os aliviariam se pudessem. Eles podem chorar com seus amigos em aflição, mas são inaptos para lançar fora a sua dor. Mas embora o homem seja fraco, Cristo é forte. Embora o melhor de nossos amigos terrenos seja frágil, Cristo é Todo-Poderoso. “Todo poder Lhe foi dado no Céu e na Terra.” (Mateus 28:18).

Ninguém pode fazer tanto por aqueles a quem favorece quanto Jesus Cristo. Outros podem favorecer, um pouco, seus corpos. Ele pode favorecer ambos, corpo e alma.

Outros podem fazer um pouco por seus amigos no presente. Ele pode ser um amigo por ambos, presente e eternidade.  Ele é capaz de perdoar e salvar o maior de todos os pecadores. Ele pode libertar a mais culpada consciência, de todos os seus fardos e dar a ela perfeita paz com Deus. Ele pode lavar as mais vis manchas de iniqüidade, e tornar um homem mais alvo que a neve aos olhos de Deus. Ele pode vestir um pobre e fraco filho de Adão em eterna justiça, e dar a ele um direito ao Céu que jamais lhe poderá ser arrancado. Em uma palavra, Ele pode conceder-nos paz, esperança, perdão, e reconciliação com Deus, se nós somente confiarmos nEle. “O sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo pecado.” (I João 1:7).

Ele é capaz de converter o mais duro dos corações e criar em um homem um novo espírito. Ele pode tomar aqueles mais egoístas e ímpios e lhes dar outra mente pelo Espírito Santo que Ele põe no seu interior. Ele pode fazer as coisas velhas passarem, e todas as coisas se tornarem novas. Ele pode fazê-los amar aquilo que um dia odiavam, e odiar aquilo que um dia amavam. “Ele pode dar-lhes poder para se tornarem os filhos de Deus.” “Se alguém está em Cristo, é uma nova criatura.” (João 1:12; 2 Coríntios 5:17).

Ele é capaz de preservar até o fim todos que crêem nEle, e se tornam Seus discípulos. Ele pode lhes dar Graça para vencer o mundo, a carne e o diabo, e combater o bom combate até o fim. Ele pode liderá-los em segurança apesar de toda tentação, levá-los para casa atravessando mil perigos, e mantê-los fiéis, embora estejam sozinhos e não tenham ninguém que os ajude. “Ele pode salvar totalmente os que por Ele se chegam a Deus.” (Hebreus 7:25).

Ele é capaz de dar àqueles que O amam o melhor dos presentes. Ele pode lhes dar, em vida, confortos no interior que dinheiro jamais poderá comprar, paz em meio à pobreza, alegria em meio à tristeza, paciência no sofrimento. Ele pode lhes dar, na morte, resplandecentes esperanças, as quais os capacitam a andar pelo vale escuro sem medo. Ele pode lhes dar, após a morte, uma coroa de glória, que não esvanece e uma recompensa comparada à qual a Rainha da Inglaterra nada possui para conceder.

Leitor, isto é poder, verdadeiramente. Isto é verdadeira grandeza. Isto é verdadeira força. Vá e veja o pobre idólatra hindu, buscando paz em vão, afligindo seu corpo, e mesmo depois de cinquenta anos de sofrimento auto-imposto, incapaz de encontrá-la. Vá e veja o ignorante romanista, dando dinheiro para que seu sacerdote ore por sua alma, e ainda assim, morrendo sem conforto. Vá e veja os homens ricos gastando milhares em busca de felicidade, e ainda assim, sempre descontentes e infelizes. E então, se volte para Jesus e pense no que Ele pode fazer, e diariamente faz por todos que confiam nEle. Pense em como Ele cura os de coração partido, conforta todos os doentes, anima todos os pobres que confiam nEle, e supre todas as suas necessidades diárias. O medo do homem é forte. A oposição deste mundo mau é poderosa. As luxúrias da carne ardem horrivelmente. O medo da morte é terrível. O diabo é um leão rugindo, buscando a quem possa devorar. Mas Jesus é mais forte que todos eles. Jesus pode nos fazer conquistadores sobre todos esses inimigos. E então diga se não é verdade, que jamais houve um amigo tão Poderoso como Jesus Cristo.

IV. Você quer um amigo amoroso e afetuosoTal amigo é Jesus Cristo.

Bondade é a própria essência da amizade verdadeira. Dinheiro, conselho e ajuda perdem metade de sua graça se não forem dados de uma maneira amorosa. Que tipo de amor é este do Senhor Jesus para com o homem? É chamado “um amor que excede o entendimento.” (Efésios 3:19).

O amor brilha adiante em Sua recepção aos pecadores. Ele não recusa a nenhum que vem a Ele para salvação, não importa o quão indigno ele possa ser. Sejam suas vidas as mais perversas, sejam seus pecados em maior número que as estrelas do céu, o Senhor Jesus está pronto a recebê-los, e dar a eles perdão e paz. Sua compaixão não tem fim. Sua piedade não tem limites. Ele não se envergonha de favorecer aqueles os quais o mundo rejeita como sem solução. Não há quem seja mau demais, imundo demais, e doente demais por causa do pecado, para ser aceito em Seu lar. Ele está disposto a ser o amigo de qualquer pecador. Ele tem bondade e misericórdia e remédio para curar a todos. Há muito Ele proclamou esta como sendo sua norma: “Aquele que vem a Mim de maneira nenhuma lançarei fora.” (João 6:37).

O amor brilha adiante em Seu tratamento aos pecadores, após terem estes crido Nele e se tornado Seus amigos. Ele é muito paciente com eles, embora suas condutas sejam, frequentemente, bastante fatigantes e enervantes. Ele jamais se cansa de ouvir suas reclamações, não importa o quão frequentemente eles venham a Ele. Ele é profundamente compreensivo com todas as suas dores. Ele sabe o que é dor. Ele sabe o que é padecer. Em todas as suas aflições Ele é afligido. Ele nunca permite que eles sejam tentados acima daquilo que eles são capazes de suportar.

Ele os supre de Graça diária para seus conflitos diários. Suas pobres obras são aceitáveis a Ele. Ele fica tão satisfeito com elas quanto um pai fica com as tentativas de seu filho de andar e falar. Ele fez com que fosse escrito em Seu Livro que “Ele se agrada de Seu povo” e que “Agrada-se o Senhor dos que o temem”. (Salmos 149:4 e Salmos 147:11)

Ah, leitor! Não há amor na terra que possa ser nomeado juntamente com este. Nós amamos aqueles em quem vemos algo que merece nossa afeição, ou aqueles que são sangue de nosso sangue. O Senhor Jesus ama pecadores nos quais não há nada de bom. Nós amamos aqueles dos quais obtemos algum retorno por nossa afeição. O Senhor Jesus ama aqueles que podem fazer pouquíssimo ou nada por Ele comparado com o que Ele faz por eles. Nós amamos onde podemos encontrar algum motivo para amar. O grande Amigo dos pecadores tira Seus motivos de Sua própria compaixão sem fim. Seu amor é puramente desinteressado, puramente altruísta, puramente gratuito.

Nunca, nunca houve um amigo tão verdadeiramente amoroso como Jesus Cristo.

 Fonte: http://www.projetoryle.com.br/voce-quer-um-amigo-sermao-inedito-de-j-c-ryle/voce-quer-um-amigo/

sexta-feira, 16 de junho de 2017

O Calvinismo e o Pr. João Flávio Martinez



O apologista e Pastor, João Flávio Martinez, finalmente teve a oportunidade de sair do seu site na critica ao calvinismo, e ir a um programa de TV, para que se avalie o que ele realmente ele pensa sobre o calvinismo. Nesse debate, ele teve como oponente o Pr Marcos Granconato. Definitivamente, não foi uma defesa nem ao menos mediana do Pr João Flávio. Foi péssimo, não que o arminiano-wesleyano seja tão ruim, nem que nosso ilustre irmão tenha só aquele conteúdo, mas o Pr João Flávio ali e naquele tema, ele foi muito mal. Veja três erros cometidos pelo nosso irmão João Flávio:

Primeiro erro. Ele mesmo quer fazer com que os calvinistas olhem para Calvino de uma maneira  que nem mesmo esses olham! Foi incrível e até risível isso. Não há uma confissão reformada sequer que coloque o Reformador da forma que ele Martinez tentou! Portanto, um argumento sem qualquer base, nem verdade. Lamentável.  Há várias confissões reformadas, João Flávio ao menos poderia nos indicar uma que trouxe essa visão a respeito de João Calvino, que ele diz que devemos ter.

Ao dizer que há ‘calvinismos’ – cada um fazendo a seu modo e não seguindo tudo que Calvino disse. Se é assim, então por si mesmo esse argumento dele deveria ser de sinal que sua insistência e uma acusação falsa. O Granconato deixou isso claro, mas Flávio apenas demonstrou teimosia.

Veja a incoerência - O Pr João Flávio disse que é wesleyano:

Por acaso ele como pastor batista, endossa tudo que Wesley disse? Ele batiza crianças como Wesley batizava? John Wesley ensinou que Miguel é um nome de Cristo, João Flávio endossa isso?

Ele até me respondeu isso no site do CACP, dizendo que é wesleyano na soteriologia, mas ser calvinista ou é “tudo ou é nada”, depois menciona uma postura de Calvino e diz que deve ser aceita... Ele só não consegue provar essa imaginação. Ele não tem uma prova sequer que sustente essa verberação que ser calvinista é ser calviniano – ou um seguidor irrestrito dos escritos e das posições de João Calvino.

O grande teólogo calvinista Charles Hodge mesmo, sempre preferiu ser identificado como “agostiniano”. Hoekema discorda de interpretações de Calvino, Augustus Nicodemus interpreta Romanos 7 de uma forma que Calvino deplorava... Enfim, outros inúmeros casos provam que o querido irmão João Flávio perdeu os limites de uma avaliação coerente e abalizada.

Por exemplo a IPB, adota uma Confissão Reformada, de Westminster. A Confissão de Fé de Westminster possui exposição doutrinária de vários assuntos da Teologia. De casamento à censuras eclesiásticas. Em seus 33 capítulos, 11 capítulos estão relacionados diretamente com a pessoa e obra de Cristo Jesus, realizada nos crentes pelo Espírito Santo, pela glória de Deus Pai. Mais 5 capítulos indiretos. Os capítulos diretos são do 8º ao 18º, e os indiretos são os capítulos 7, 25, 27-29. Portanto é uma Confissão cristocêntrica. Nada, simplesmente, nenhuma sentença a respeito de João Calvino. Aliás, há até mesmo um amadurecimento da teologia de Calvino em muitos pontos, chegando até mesmo surgir especulações que tal confissão não estaria de todo coerente com o pensamento do Reformador.

Segundo erro. A avaliação de Martinez a respeito da doutrina do decreto no pensamento Reformado é simplesmente desconectada do que reformados realmente ensinam sobre isso em postura confessional. Ele fez um balaio de gato no que Calvino escreveu, sem considerar as ponderações gerais, da visão Reformada, e quer porque quer que o Calvinismo diga o que ele acha ser um absurdo. João Flávio precisa deixar seu oposicionismo gratuito, e ler as obras calvinistas que o corrigiria.

Considerando que os Símbolos de Westminster, representa o pensamento teológico da fé presbiteriana, pode dizer categoricamente que qualquer que diz ser presbiteriano e faz uma afirmação, no sentido de Deus ser autor do pecado, automaticamente, virtualmente, ele não pode ser presbiteriano – confessional. Perceba o que é confessado pela crença presbiteriana:

“I. Desde toda a eternidade, Deus, pelo muito sábio e santo conselho da sua própria vontade, ordenou livre e inalteravelmente tudo quanto acontece, porém de modo que nem Deus é o autor do pecado, nem violentada é a vontade da criatura, nem é tirada a liberdade ou contingência das causas secundárias, antes estabelecidas. Isa. 45:6-7; Rom. 11:33; Heb. 6:17; Sal.5:4; Tiago 1:13-17; I João 1:5; Mat. 17:2; João 19:11; At.2:23; At. 4:27-28 e 27:23, 24, 34.”

“IV. A onipotência, a sabedoria inescrutável e a infinita bondade de Deus, de tal maneira se manifestam na sua providência, que esta se estende até a primeira queda e a todos os outros pecados dos anjos e dos homens, e isto não por uma mera permissão, mas por uma permissão tal que, para os seus próprios e santos desígnios, sábia e poderosamente os limita, e regula e governa em uma múltipla dispensação mas essa permissão é tal, que a pecaminosidade dessas transgressões procede tão somente da criatura e não de Deus, que, sendo santíssimo e justíssimo, não pode ser o autor do pecado nem pode aprová-lo. Isa. 45:7; Rom. 11:32-34; At. 4:27-28; Sal. 76:10; II Reis 19:28; At.14:16; Gen. 50:20; Isa. 10:12; I João 2:16; Sal. 50:21; Tiago 1:17.”

Sobre isso Louis Berkhof diz:

“outras coisas que Deus inclui no Seu decreto e pelo qual tonou certas, mas que não decidiu efetuar pessoalmente, como os atos pecaminosos das Suas criaturas racionais. O decreto, no que se refere a estes atos, é geralmente denominado decreto permissivo. Este nome não implica que o futuro destes atos não é certo para Deus, mas simplesmente que Ele permite que aconteçam pela livre ação das Suas criaturas racionais. Deus não assume a responsabilidade por estes atos, sejam quais forem.” (Teologia Sistemática, p. 97).

O mesmo autor explica que nesse caso Deus determina ‘não impedir a autodeterminação pecaminosa finita e regula o resultado dessa autodeterminação pecaminosa’ (p. 99).

A. A. Hodge afirma: 

“Deve lembrar-se, contudo, que o propósito de Deus com respeito aos atos pecaminosos dos homens e anjos répobros, em nenhum aspecto causa o mal nem o aprova, mas apenas permite que o agente mau o realize, e então o administra para seus próprios sapientíssimos e santíssimos fins.” (A Confissão de Fé comentada, p. 98).

O pecado nasceu do livre-arbítrio do diabo, de Adão e Eva. Embora Deus o tenha definido, foram os tais agentes livres, sem influencias naturais internas, em seu exercício racional, decidiram desobedecer a Deus, e Este, imputou neles a maldição e corrupção, prometida em Sua sentença.

Sobre isso, a CFW diz:

 “I. Nossos primeiros pais, seduzidos pela astúcia e tentação de Satanás, pecaram, comendo do fruto proibido. Segundo o seu sábio e santo conselho, foi Deus servido permitir este pecado deles, havendo determinado ordená-lo para a sua própria glória. Gen. 3:13; II Cor. 11:3; Rom. 11:32 e 5:20-21.” (Cap. 6).

“CAPÍTULO IX - DO LIVRE ARBITRIO:  I. Deus dotou a vontade do homem de tal liberdade, que ele nem é forçado para o bem ou para o mal, nem a isso é determinado por qualquer necessidade absoluta da sua natureza. Tiago 1:14; Deut. 30:19; João 5:40; Mat. 17:12; At.7:51; Tiago 4:7. II. O homem, em seu estado de inocência, tinha a liberdade e o poder de querer e fazer aquilo que é bom e agradável a Deus, mas mudavelmente, de sorte que pudesse decair dessa liberdade e poder. Ec. 7:29; Col. 3: 10; Gen. 1:26 e 2:16-17 e 3:6. III. O homem, caindo em um estado de pecado, perdeu totalmente todo o poder de vontade quanto a qualquer bem espiritual que acompanhe a salvação, de sorte que um homem natural, inteiramente adverso a esse bem e morto no pecado, é incapaz de, pelo seu pr6prio poder, converter-se ou mesmo preparar-se para isso. Rom. 5:6 e 8:7-8; João 15:5; Rom. 3:9-10, 12, 23; Ef.2:1, 5; Col. 2:13; João 6:44, 65; I Cor. 2:14; Tito 3:3-5.”



Terceiro erro. Ele fugiu visivelmente de tratar dos textos apresentados por Granconato, que são acachapantes para o argumento que ele levantou. Esse foi seu erro mais fragrante e destruidor para ele. Falou que no site do CACP os textos estavam explicados, e apenas minimizou o peso deles, ao colocar argumentos simplistas não extraídos dos termos que lhe causam problemas.

Aliás, ele disse que tem uma tese - que o calvinismo é responsável pelo ateísmo na Europa! Quando vemos ateus acusando a Bíblia as razões de suas descrenças (dilúvio, matanças, etc) – para prejuízo deles mesmos. Para o impuro, tudo é impuro. Agora dizer que vai ainda sustentar isso, da forma que se apresentou ali no debate, vai ser um pouco difícil.

Queria aqui deixar um desafio ao Pr João Flávio: 

  • O ICP está ministrando aulas no programa da Igreja do Agenor Duque. O que acha de escrever a respeito dessa união?
Falar sobre calvinismo não é sua praia...