sexta-feira, 23 de agosto de 2019

OS ENOQUIANOS – TRAÇOS DE UM MOVIMENTO SECTÁRIO PELO LIVRO DE ENOQUE

O servo de Deus, Enoque, é citado em Gênesis (5.21-24), em Hebreus (11.5) e na genealogia de Jesus segundo Lucas (3.37). E uma referência a um de seus dizeres (que possui semelhança ao que parece no livro que leva seu nome) na carta de Judas no versículos 14,15. A citação desse livro é no mesmo nível de outras citações que aparecem na Bíblia (At 17.23; Tt 1.12), sem com isso significar que seja um livro canônico e que se tenha concordância geral com o conteúdo.

Daí surge um interesse frenético por esse livro entre grupos de pessoas, em especial nessa era de redes sociais virtuais, alguns jovens bem inexperientes na interpretação bíblica, história da igreja, teologia, muitos sem convivência com uma comunidade cristã madura e saudável, bem como também promovido por alguns mais especializados em questões como essas. Chamarei os fervorosos interessados nesse livro de “enoquianos”. Por que isso ocorre? Alguns traços que atraem pessoas e formam esses enoquianos, bem como o prejuízo que causa, podem ser identificados como se segue:

1. A IDEIA DE UM MISTÉRIO ESCONDIDO. Isso atrai pessoas, aquilo que é misterioso, que quase ninguém sabe, nos coloca em um pedestal privilegiado. A vontade do ser humano de descobrir aquilo que é misterioso é que sustenta muito da curiosidade das vítimas dos enoquianos.

2. A TEORIA DA CONSPIRAÇÃO. Em decorrência do ponto anterior, há também a ideia que o livro de Enoque foi ‘tirado da Bíblia’ pois contém coisas que ‘a igreja não quer que as pessoas saibam’. Assim, os enoquianos são enfeitiçados por um espírito de investigação sobre uma conspiração que eles descobriram, e escaparam dela.

3. OSTRACISMO. Essas pessoas com tempo passam a se isolar e viverem se alimentando sobre isso entre si mesmos. Ficam vendo e revendo as especulações dessas teorias, e cada vez mais isso torna verdade para elas, tendo uma mentalidade de seita ensimesmada.

4. PROSELITISMO. Infelizmente, os enoquianos começam uma missão de convencer pessoas dessa descoberta, e começam confrontos e argumentos em favor do mesmo ambiente que experimentam. Não é incomum que quando você fala com esses sobre a fé cristã, eles arremetem ao assunto “Livro de Enoque”.

5. EXCLUSIVISMO. Outro fator identificável é que os enoquianos começa a se sentirem à parte de outros, começam a olhar outros como enganados e eles iluminados, por uma verdade que eles possuem.

6. FORA DA CENTRALIDADE EM CRISTO. Talvez o que torna essas pessoas sob condições perigosas é que Cristo passa a ser um artigo em toda frenesi enoquiana – ‘anjos que tiveram sexo com mulheres, gigantes, etc’, passa a ser algo muito mais essencial do que a Pessoa, Natureza, Obra, Ensino e Vida de Nosso Senhor Jesus (Veja Colossenses cap 2).

7. SUSPEITA DA PROVIDÊNCIA DE DEUS NA IGREJA. Visto que os cristãos não incluíram o livro de Enoque no Cânon Bíblico, e os enoquianos dizem que deveria estar lá, logo tudo o que o Espírito Santo fez nessa área da preservação da Escritura, é colocada em xeque, e eles se unem aos Mórmons, Muçulmanos, Espíritas, Ateus, entre outros, que duvidam a confiabilidade da Bíblia.

8. ENFRAQUECIMENTO DO ESPÍRITO EVANGÉLICO. Por fim, os enoquianos deixam de celebrar a vida da igreja sob o evangelho, que é falar de Jesus Cristo, cultuar, praticar os sacramentos (batismo e santa ceia) e viver para a glória de Deus em comunidade evangélica, de forma pública, feliz e aberta.

Que Deus ilumine em Cristo, esses cristãos levados por todo vento de doutrina (Ef 4.14-16).

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

COMO SER CHEIO DO ESPÍRITO SANTO – SEGUNDO A ORDEM DE EF 5.18?


COMO SER CHEIO DO ESPÍRITO SANTO – SEGUNDO A ORDEM DE EF 5.18? Seremos cheios do Espírito à medida que Ele se derramar abundantemente em nós pelos seguintes meios:

1.      ORAÇÃO. A Bíblia fala de orar no Espírito Santo. Estar em plena e constante comunhão com Deus por meio da oração. A oração nos coloca em contato com o fluir do Espírito (Ef 6.18; Jd 20).

2.      PALAVRA. O livro santo é inspirado pelo Espírito, suas palavras estão contidas na Escritura, ela é a espada do Espírito. Para estar cheio do espírito, precisamos estar cheio de Sua Palavra (I Co 2.13; Ef 6.17; II Tm 3.15-17 II Pe 1.21).

3.      FRUTO. O fruto do Espírito é o caráter de Cristo na prática. Viver manifestando o fruto do Espírito é viver plenamente cheio dele, andando com ele, sendo influenciado por sua vontade (Gl 5.22,23).

4.      DONS. Não há como ser cheio do Espírito e não ser usado por ele. Para tanto, ele capacita seu povo com dons necessários e disponíveis por Sua vontade, para realizar a obra do Espírito (Rm 12.6-8; I Co 12.4-31).

5.      ATIVIDADES ESPIRITUAIS. Adoração solene, reuniões cristãs, serviço de culto, evangelização, estudos bíblicos, tudo que a Igreja faz como sacerdócio real, é um meios Dele se derramar (Sl 27.4; Jo 4.23,24; At 2.42; 20.7; I Co 14.26).

6.      SANTIFICAÇÃO. É necessário uma vida santa, para sermos cheios do Espírito. Seu nome exige isso, Espírito “SANTO”. Ele não encherá um templo sujo, e o processo de santificação é seu agir em cooperação para conosco, e assim tornar sua habitação em nós digna de sua presença e plenitude (I Co 6.18-20; Rm 8.12,14; Gl 5.24,25).

7.      COMUNHÃO CRISTÃ. Conviver com cristãos maduros, e também os que não são maduros, nos ensina, a comunhão espiritual aguçada é uma forma de o Espírito nos encher também (Gl 6.1-11; Hb 10.23-25).

8.      AVIVAMENTO. Por último, uma forma extraordinária de sermos preenchidos plenamente do Espírito, é quando Ele em sua Soberania responde o clamor da igreja por avivamento e se derrama ‘copiosamente’ sobre seu povo (II Cr 7.13,14; Sl 80; Is 64.1,2 Hc 3.2).

terça-feira, 30 de julho de 2019

O EVANGELHO DE JOÃO E OS MUÇULMANOS


O EVANGELHO DE JOÃO E OS MUÇULMANOS

TENHO uma tradução do Alcorão*, livro sagrado dos muçulmanos, que diz em alguns textos:

“Os anjos o chamaram, enquanto rezava no oratório, dizendo-lhe: Alah te anuncia o nascimento de João, que corroborará o Verbo de Alah, será nobre, casto e um dos profetas virtuosos.” (3º Surata, 39 – [p. 40]).

“E quando os anjos disseram: Ó Maria, por certo que Alah te anuncia o Seu Verbo, cujo nome será o Messias, Jesus, filho de Maria, nobre neste mundo e no outro, e que se contará entre os diletos de Alah.” (3º Surata, 45 – [p. 41]).

“Ó adeptos do Livro, não exagereis em vossa religião e não digais de Alah senão a verdade. O Messias, Jesus, filho de Maria, foi tão-somente um mensageiro de Alah e Seu Verbo, com o qual Ele agraciou Maria por intermédio do Seu Espírito. Crede, pois, em Alah e em Seus mensageiros e digais: Trindade! Abstende-vos disso, que será melhor para vós; sabei que Alah é Uno. Glorificado seja! Longe está a hipótese de ter tido um filho. A Ele pertence tudo quanto há nos céus e na terra, e Alah é mais do que suficiente Guardião.”(4º Surata, 171 – [p. 67]).

Pergunte-se, de qual trecho Bíblico o termo aplicado a Jesus – Verbo – foi retirado? Dos escritos de João! E em uma nota (320) , explicações teológicas e apologéticas Muçulmanas constam que

O Evangelho de João (seja quem for que o tenha escrito) colocou uma grande qualidade de misticismo alexandrino e gnóstico em torno da doutrina do Verbo (Logos, em grego), mas ela é explicada simplesmente aqui. [na citação acima transcrita]” (p. 497).

Ou seja, o uso do termo VERBO, que aparece no Evangelho de João (1.1,14), pode gerar algum problema para negação islâmica da Divindade de Jesus – fora outras afirmações de que Deus é seu Pai. Para tanto, o termo ‘’Verbo”, deve ser revestido de sentido diferente (anacronicamente) em séculos adiante, como diz a nota! No entanto, na tentativa de identificar o profeta Maomé, com as palavras de Jesus, diz uma outra nota (1523) , parece que o Evangelho de João, agora seria confiável e sua expressão, “parácleto” sem nenhum problema:

“"Ahmad" ou "Mohammad", o louvado, é quase a tradução da palavra grega Paracleto. No Evangelho de João 14:16, 15: 26 e 16:7, a palavra "Consolador", na versão portuguesa, refere-se a Paracleto, que significa "Intercessor", "alguém chamado em auxílio de outro, um amigo generoso"; é melhor do que "Consolador". Os nossos doutos afirmam que Paracleto é uma corruptela de Periclytos, e que no dito original de Jesus havia uma profecia sobre um Profeta, chamado Ahmad. Mesmo se lermos Paraclete, isto poderia ser aplicado ao Profeta Mohammad, que foi "uma misericórdia para a humanidade" (21ª Surata, versículo 107).” (p. 638).

Parece, que esse sentido anacrônico, posterior, ou mesmo que seja um não pretendido no contexto, dado pelos teólogos Muçulmanos, teria um espaço em outra parte do Evangelho de João:

“[Nota] 935. Eles nunca dizem nada, antes que recebam ordem de Alah, e suas orações são igualmente condicionadas. Este é, também, o ensinamento de Jesus, como está relatado no Evangelho de João (12:49-50) "Porque eu não falei por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, me deu a ordem no tocante ao que eu deveria dizer, ao que eu deveria falar. E eu sei que a Sua ordem é para a vida toda; o que quer que eu fale, portanto, é o que o Pai disse que eu falasse". Se corretamente compreendido, "Pai" tem o mesmo significado de "Rabb", - Sustentador e Velador, e não Procriador, ou Progenitor.”(p. 565).


A tentativa apologética Islã é autoexcludente! A fonte usando é o Evangelho de João, que claramente ensina que Jesus é Deus associado com o termo “Verbo”(Jo 1.1), e Filho de Deus (Jo 3.16). Verdade essa, infelizmente, rejeitada pelo Islã.

Seguramente, apontamos a Jesus Cristo, Filho de Deus Pai, conforme revelado nos Evangelhos (Mt, Mc, Lc e Jo), e predito em Moisés,  nos Profetas e nos Salmos, e explicado nas cartas apostólicas da, como sendo o Salvador, que morreu pelos pecados e pecadores, cuja autoridade deve ser reconhecida, Nosso Senhor, que convida a todos os cansados a irem a Ele, pois em amor e perdão receberá os arrependidos (Mt 11.28-30). Jesus, o único caminho, a única verdade e a única vida, sem ele, ninguém se achegará a Deus Pai (Jo 14.6).


*Versão em PDF - http://www.coran.org.ar/portuges/Indices/indicesuras.htm

sexta-feira, 7 de junho de 2019

CLIFFORD GOLDSTEIN: A IMPORTÂNCIA DA DOUTRINA DO JUÍZO DE 1844 PARA O ADVENTISMO


“O Senhor tirou-me do pecado, da morte e da alienação e vazio de uma vida afastada de Deus, e elevou-me não apenas a um conhecimento de Jesus, mas ao adventismo, á verdade presente, ao movimento mais importante desde a Reforma Protestante”

“...nossa [Adventista] mensagem está ligada ao que aconteceu em 1844.”

“ Se a doutrina de 1844 não era bíblica, Ellen White pertencia à mesma classe de Mary Baker Eddy e Joseph Smith.”

“ Se o juízo de 1844 não era bíblico, a igreja tampouco o era.”

“ A lógica me dizia que se a data de 1844 não fosse bíblica, o adventismo não seria nada mais do que uma seita.”

“ Se alguém quisesse usar o Antigo Testamento – sem consultar o Novo – teria tanta evidência para o juízo investigativo em 1844 quanto teria para provar que Jesus de Nazaré é o Messias!”

“...minha confiança na verdade de 1844 permitiu-me vê-la [Ellen White] como um dos maiores profetas que já existiram!”

“Minha compreensão da verdade a respeito de 1844 deu-me uma nova experiência com Jesus..”

“...os ensinamentos sobre 1844 provam, além de qualquer dúvida, que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é a igreja remanescente da profecia bíblica.”

“O juízo investigativo – mais que o estado dos mortos, o sábado e a segunda vinda – estabelece a validade do adventismo.”

“Enquanto não entendermos a verdade de 1844, percebendo que os adventistas são os únicos que a ensinam...”

“...se não tiver profundo conhecimento a respeito dessa data [1844] ...então estará mal preparado para a sacudidura e o tempo de angustia.” 

“A data de 1844... não nos salva. Mas, se 1844 não for uma data bíblica, nossa mensagem é falsa: somos uma igreja falsa ensinando uma falsa mensagem, e levando as pessoas por uma caminho enganoso. Ou a data de 1844 é verdadeira e temos a verdade, ou é falsa e nós herdamos uma mentira e a temos propagado.”

“O juízo investigativo de 1844, o pilar teológico de nosso movimento...uma vez que ela [a doutrina de 1844] desapareça, imediatamente desaparece o adventismo”

segunda-feira, 3 de junho de 2019

O que Ellen White disse sobre Mateus 24.36 e a previsão de 1844?

Todos sabemos que Guilherme Miller, enganado pelo diabo, desobedeceu arrogantemente ao que Jesus disse em Mt 24.36 e At 1.6,7 e marcou a volta de Jesus para as datas de março de 1843, março de 1844 e outubro de 1844, (essa última geralmente os apologistas adventistas jogam a culpa em Samuel Snow, nome esse que Ellen White jamais atribuiu a data de 22/10/1844, pelo menos até agora não achei nada...).

Então, qual explicação os mileritas davam sobre Mt 24.36? Essa que Ellen White relata em seu livro O Grande Conflito. Veja por você mesmo o tom de aprovação dada por ela para a explicação (distorção) que davam sobre o que o Senhor Jesus disse, e julgue por si mesmo se o texto não foi 'violentado' para defender o grande desapontamento adventista, provando que aquele movimento não era guiado por Deus. No fim, guarde isso - tudo pelo adventismo, nada pela verdade!

“Daquele dia e hora ninguém sabe", era o argumento mais freqüentemente aduzido pelos que rejeitavam a fé do advento. do Céu, nem o Filho, mas unicamente Meu Pai." Mat. 24:36. Uma explicação clara e harmoniosa desta passagem era apresentada pelos que aguardavam o Senhor, e o emprego errôneo que da mesma faziam seus oponentes foi claramente demonstrado. Estas palavras foram proferidas por Cristo na memorável conversação com os discípulos, no Monte das Oliveiras, depois que Ele, pela última vez, Se afastou do templo. Os discípulos haviam feito a pergunta: "Que sinal haverá de Tua vinda e do fim do mundo?" Jesus lhes deu sinais, e disse: "Quando virdes todas estas coisas, sabei que Ele está próximo às portas." Mat. 24:3 e 33. Não se deve admitir que uma declaração do Senhor destrua outra. Conquanto ninguém saiba o dia ou a hora de Sua vinda, somos instruídos quanto à sua proximidade, e isto nos é exigido saber. Demais, é-nos ensinado que desatender à advertência ou recusar saber a proximidade do advento do Salvador, ser-nos-á tão fatal como foi aos que viveram nos dias de Noé o não saber quando viria o dilúvio. E a parábola, no mesmo capítulo, põe em contraste o servo fiel com o infiel e dá a sentença ao que disse em seu coração - "O meu Senhor tarde virá". Mostra sob que luz Cristo olhará e recompensará os que encontrar vigiando e pregando Sua vinda, bem como os que a negam. "Vigiai, pois", diz Ele; "bem-aventurado aquele servo que o Senhor, quando vier, achar servindo assim." (Mat. 24:42-51.) "Se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei." Apoc. 3:3. Mostrou-se assim que as Escrituras não oferecem garantia aos homens que permanecem em ignorância com relação à proximidade da vinda de Cristo. Aqueles, porém, que unicamente desejavam uma desculpa para rejeitar a verdade, fechavam os ouvidos a esta explicação; e as palavras - "Daquele dia e hora ninguém sabe" - continuaram a ser repetidas pelos audaciosos escarnecedores e mesmo pelos professos ministros de Cristo. Ao despertarem os homens e começarem a inquirir do caminho da salvação, interpuseram-se ensinadores religiosos, entre aqueles e a verdade, procurando acalmar-lhes os temores com interpretações falsas da Palavra de Deus. Infiéis vigias uniram-se na obra do grande enganador, clamando: "Paz, Paz!" quando Deus não havia falado de paz. Muitos, tais quais os fariseus do tempo de Cristo, se recusaram a entrar no reino do Céu e embaraçavam aos que estavam entrando. O sangue dessas almas ser-lhes-á requerido.” (GC 370-372).