domingo, 28 de setembro de 2014

O livreto de Samuel Snow - e a falsa profecia de 1844

O Centro White disponibilizou mais uma ‘pérola’. O livreto de Samuel Snow (AQUI O Verdadeiro Clamor da Meia-Noite), a “mão oculta” por detrás de G. Miller e da data de 22 de outubro de 1844. O pai do ímpeto dentro do movimento milerita chamado de “sétimo mês”. Bom destacar, porém, que Samuel Snow não recebe atenção alguma no Grande Conflito, crédito especifico algum, pois para Ellen White, G. Miller é o profeta americano!

Ellen White diz que os mileritas davam uma explicação satisfatória para o texto de Mt 24.36:

“A passagem é: "Daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do Céu, nem o Filho, mas unicamente Meu Pai." Mat. 24:36. Uma explicação clara e harmoniosa desta passagem era apresentada pelos que aguardavam o Senhor, e o emprego errôneo que da mesma faziam seus oponentes foi claramente demonstrado.  [e ela mesma dá uma explicação](O Grande Conflito, p. 371).

Interessante que o profeta do Tabernáculo da Fé em relação a 1977, o Corpo Governante TJ em relação a 1975, também deram explicações ‘razoáveis’ para essa passagem. Agora com esse livreto, a explicação de Samuel Snow a respeito do texto vem ao conhecimento dos leitores (p.3,4). Ele apresenta argumentos semelhantes, com algumas diferenças, do que é apresentado no GC, mas o eixo de sua explicação é que é ‘Deus Pai que faz conhecer o dia a e a hora’. Isto é, o Pai é que daria a revelação desse dia. O que resta é saber se Jesus também não sabia das passagens bíblicas que ele cita, o que dá a entender que Jesus não soube, mas Miller e Snow descobriram!!! E a profetisa não reprovou a explicação... mas de Ellen White espera-se qualquer coisa...

Outro ponto interessante é o chamado “Sete Tempos dos Gentios”, que veio fazer parte da escatologia das Testemunhas de Jeová. Mostrando assim que o nascimento das Testemunhas de Jeová, estava ali, em um sentido anterior ao surgimento desta seita, ‘ainda em laboratório’. Nos anos 1870 Nelson Barbour e Charles Russel usaram o mesmo esquema dos sete tempos, mas partiram de pontos diferentes e chegaram a 1914.

No livreto o Centro White emite uma nota de como alguns defenderam isso e outros rejeitaram. Entre os que defendiam estão Miller, Snow e ninguém menos que Hiran Edson! Mas os opositores eram poderosos demais – James White e Uriah Smith, dois pais arianos benditos do adventismo. O que é curioso é que os adventistas mostram como Ellen White é uma papisa mesmo. Diante dos ‘sete tempos’, que formam 2.520 anos, o que seria maior que os 2.300 do esquema adventista, a nota diz:

Se Ellen White diz que os 2.300 anos são a profecia mais longa da Bíblia, o que então representam os 2.520 anos? São automaticamente eliminados de serem candidatos de serem a profecia de tempo.”

Depois de apresentar outros argumentos, S. Snow encerra com a conclusão bombástica - o sêmen do adventismo do sétimo dia:

“Portanto, nosso bendito Senhor virá, para o espanto de todos que habitam sobre a terra e para salvação de todos os que verdadeiramente O aguardam, dia 10º dia do 7º  mês do ano do Jubileu: e esse é o presente ano, 1844.” 

Essa foi a mensagem poderosa segundo Ellen White. Alguns teólogos adventistas até dizem que ‘de uma grande decepção a uma poderosa mensagem’... O que restou dessa decepção pode ser encontrado hoje em dia na doutrina adventista do Santuário Celestial de 1844. Obviamente, os defensores adventistas só veriam problemas nisso se fosse um fato em outra religião, mas na deles, tudo é justificado, tudo é justo e bom.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

John Owen e a apostasia

“John Owen destacou três áreas nas quais a apostasia normalmente começa: doutrina, estilo de vida e adoração.

Owen relacionou a apostasia doutrinária com a falta de experiência cristã. Ele disse que quando alguém não tem uma experiência de necessidade pessoal, nenhum senso da justiça de Deus, nenhum vislumbre da glória de Deus, nenhuma submissão à soberania de Deus e nenhum temor à Palavra, então a apostasia estará logo ali na próxima esquina.

Owen ressaltou que um estilo de vida sem santidade é mais capaz de levar a apostasia do que o abandono das doutrinas cristãs. Ele enxergava tanto o legalismo quanto a falta de normas como eventuais caminhos para a apostasia.

Owen também argumentou que se negligenciarmos, não obedecermos ou acrescentarmos regras além do necessário à adoração, a apostasia não tarda a chegar.

Pastores devem estar atentos a essas três zonas de perigo: doutrina, estilo de vida e adoração. E devem chamar a atenção do rebanho para isso.

A)    As causas da apostasia
Owen prossegue e lista as causas particulares da apostasia, para que os pastores e suas congregações possam ver e orar.
1.      Inimizades profundas e não tratadas contra as coisas espirituais nas mentes de muitos
2.      Orgulho e vaidade daqueles que se recusam a aceitar a autoridade da Escritura
3.      Preguiça e negligência
4.      Falta de certeza e confiança
5.      Falso senso de segurança devido à negligenciar os avisos do Espírito sobre apostasia
6.      O amor pelo mundo e suas paixões passageiras (Demas, em 2 Timóteo 4.10)
7.      Primeiro “apóstata”, Satanás leva muitos a apostasia e força outros a apostatarem por meio de perseguições
8.      Pessoas em cargos altos da igreja levando vidas perversas (Jeremias 23.15; 1 Samuel 2.12-17)
9.      Pecados culturais que influenciam as pessoas
10.  Divisões na igreja

B)    A diferença entre um tropeço (Pedro) e uma queda (Judas)
Pastores devem discernir com sabedoria um tropeço de um cristão da queda de um apóstata. Todo cristão se desvia da doutrina, cai em pecado ou falha na adoração de vez em quando. Isso não faz dele um apóstata. John Owen definiu a apostasia como “rebelião e desobediência contínuas e persistentes contra Deus e sua Palavra” ou “renúncia pública final e total de todos os princípios e doutrinas do Cristianismo”.

C)    A abominação da apostasia
Hebreus 6 descreve o ato da apostasia como “estão crucificando de novo o Filho de Deus, sujeitando-o à desonra pública”. Ao declararem que experimentaram Cristo e seu Evangelho e não acharam nenhuma verdade ou bondade neles, os apostatas fazem exatamente o que fizeram os judeus. De fato, Owen diz que a apostasia cristã é pior porque os judeus o faziam em “ignorância”.

D)   O julgamento de Deus sobre a apostasia
Além de relembrar os cristãos da congregação de quão abominável é a apostasia aos olhos de Deus, eles também devem ser alertados sobre os julgamentos temporais, espirituais e eternos que recaem sobre os apóstatas. Deus usa descrições de como abomina e julga a apostasia como um meio de sua graça para manter as pessoas longe da apostasia.

E)    A necessidade da perseverança
As grandes promessas de Deus sobre a perseverança dos santos são dadas àqueles que perseveram nos meios que Deus provê. Os cristãos devem ser lembrados da incalculável necessidade e valor da Igreja, da Palavra, dos sacramentos e da comunhão.

F)    Como evitar a apostasia
John Owen desejava que os cristãos soubessem que a apostasia poderia ser evitada com o cuidado com o coração (Provérbios 4.23). Mantenha o Evangelho no centro do seu coração; ame sua verdade e experiencie seu poder. Mantenha o pecado longe de seu coração, especialmente os pecados tão perigosos como do orgulho espiritual e de espírito de julgamento.

Conclusão
Quando a apostasia ocorre na congregação, muitas vezes é tentador apenas ignorá-la e levantar a placa de “acontece, é a vida”. Entretanto, isso não vai tratar as necessidades de cristãos e não-cristãos que estão feridos e perplexos por conta de tais ocorridos. Isso também acaba com a oportunidade de preparar a igreja para futuros desapontamentos. Então eu encorajo pastores e líderes a focarem nesses nove tópicos, tanto de forma pública como particular.”


Adaptado – Obs: na postagem, o autor, Dr. David Murray, não apresenta as citações de J. Owen. O que deve ser um resumo dos pensamentos do Puritano.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Aos Teólogos Brasileiros que acham que os Adventistas creem na “Trindade”

O Adventismo é em um sentido melhor e em outro pior que os Mórmons e Testemunhas de Jeová. No sentido positivo, o Adventismo tem se aproximado muito da teologia protestante, enquanto as ambiguidades podem ser manipuladas. Em um sentido negativo, eles são piores, pois estão se aproximando das igrejas brasileiras como se fossem “Irmãos”. As outras seitas, Mórmons e Testemunhas de Jeová, porém, são mais honestas em destacar as diferenças. Sendo assim, o proselitismo dessas últimas são de um fronte mais discernível, agora a religião de Ellen White, mais sagaz.

Desde quando começamos a destacar aqui no Blog MCA o fato de que o Trinitarianismo Adventista não é o mesmo da Fé Cristã (fora a conturbação histórica no bojo adventista desse assunto), vários começam a procurar mais informações. Assunto esse que expus em meu livro A Conspiração Adventista. Em breve, publicaremos outro artigo com abundantes provas, que revelará essa conturbação doutrinária toda.

O conhecimento desses fatos é um processo lento, ainda iniciante. Temos que destacar que esse assunto não foi observado pelos institutos apologéticos brasileiros, nem por autoridades teológicas de peso, pois como foi notado, o tema foi forjado para isso mesmo, produzir essa impressão. Essa postagem, espero, seja encaminhada para os pastores e teólogos das denominações cristãs que estão abrindo suas portas para a religião de Ellen White.

Aos que estão bem a par dos fatos teológicos, as informações seguintes, da pena dos teólogos adventistas, podem revelar o que está por detrás do deus trino adventista. Os teólogos adventistas, nas citações seguintes,1 disparam suas críticas em quase todas as autoridades teológicas das tradições cristãs no assunto em tela:

1. Sobre as explicações de Agostinho a respeito da Trindade, dizem: “Há razões para se perguntar se essa visão faz justiça à revelação bíblica de três pessoas independentes. O Deo uno parece absorver o Deo trino. A trindade é substituída pela monarquia.”

2. Tomás de Aquino: “Visto, porém, que sua abordagem não emana da Escritura, ele é incapaz de apresentar a coerência interna da concepção bíblica de Deus”

3. De Martinho Lutero dizem: “Quanto à Trindade, o teólogo alemão ratifica o dogma tradicional [...] A doutrina luterana de Deus, porém, é insuficiente para abranger com fidelidade todas as informações bíblicas sobre Deus.”

4. De João Calvino, um dos maiores exegetas do período da Reforma, afirmam: “A doutrina calvinista de Deus também é insuficiente para incluir e incorporar com fidelidade todas as informações bíblicas sobre a Divindade.”

5. A respeito da teologia trinitariana de Jacó Armínio, dizem: “A teologia arminiana atua dentro de uma matriz mais filosófica do que bíblica.”

Em outro lugar2, afirmaram categoricamente que Os primeiros adventistas rejeitavam corretamente a Trindade dos credos, que apresenta um Deus “sem corpo ou partes” e não distingue claramente as pessoas da Divindade.”

Existem outras críticas ao sistema trinitariano clássico. Que por um lado os teólogos adventistas distorcem o sentido correto da Fé Cristã, e por outro, produz confusão:

“[O Credo Atanasiano] Conserva, infelizmente, uma forma sutil de monarquianismo e subordinacionismo ontológico, quando explica as diferenças das pessoas metafisicamente, recorrendo às ideias de geração e processão.3

Como comento no livro A Conspiração Adventista, depois dessa citação – essa afirmação adventista causa indignação! Portanto, ler apenas a Crença Adventista e algumas explicações em outro livro, como o Nisto Cremos, por exemplo, pode ser enganador ao extremo. Já que existe mais coisa debaixo da superfície 4.

Se todos os teólogos cristãos estão errados em sua abordagem trinitariana, e se até o Credo Atanasiano também está, qual é conceito correto da doutrina bíblica da trindade? Os teólogos adventistas respondem:

Qual foi o papel de Ellen White nesse processo? As evidências mostraram que as visões recebidas por Ellen conduziram a denominação através de estágios claramente discerníveis rumo a uma plena aceitação do conceito Bíblico da Trindade. O conceito se encontrava essencialmente completo em 1888, quando ela publicou O Desejado de Todas as Nações, e suas declarações de 1901-1906 suas declarações foram suficientemente explícitas para que em 1913 o editor da Reviewand Herald pudesse afirmar – sem medo de ser contraditado – que “a divina Trindade” é uma crença fundamental dos adventistas.”5

Que Deus proteja a Igreja Trinitariana dos teólogos da religião de Ellen White com a sua falsa divindade trinitária de três espíritos distintos!


Notas
1. Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, pp. 163,164,165.
2. http://setimodia.wordpress.com/2011/11/03/os-pioneiros-adventistas-e-a-trindade/
3. Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, p. 163.
4. A respeito do Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia é dito: “[...] é uma das obras mais significativas para o estudo da teologia e das doutrinas adventistas [...] revisados pela Comissão de Pesquisas Bíblicas da Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia [...]”, p. xi. Negar os postulados do Tratado de Teologia ASD é rejeitar a teologia adventista.

5. A Trindade – Como entender os mistérios da pessoa de Deus na Bíblia e na história do cristianismo, p. 248. 

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Corrigindo as noções errôneas sobre a Trindade

A principal doutrina bíblica é a doutrina da Trindade. Na verdade essa doutrina rege as demais. Nenhuma doutrina será bíblica se não possuir como pano de fundo essa doutrina regente. O estudo dos atributos e natureza, nos ajuda a entender O QUE É Deus, mas o estudo das pessoas divinas nos revelará QUEM É Deus. A doutrina bíblica da trindade encontra sua exposição mais refinada no Credo Atanasiano. Ali todos os elementos bíblicos são satisfatoriamente expostos.

Sabemos que as seitas  Adventista do Sétimo Dia, Testemunhas de Jeová, Mórmons, Espiritismo, Tabernáculo da Fé, rejeitam essa doutrina clássica e possuem um tipo próprio de deus ou a sua própria trindade ou tríade. Tais grupos não são cristãos históricos nem protestantes. Ao mesmo tempo, e curiosamente, os ensinos falsos dessas seitas - resguardados as devidas proporções, também é vista na teologia pessoal de alguns crentes. Obviamente por não se inteirarem dos ensinos clássicos que as denominações cristãs possuem. Ou, por que a liderança de muitas igrejas não está tão interessada em ensinar tais temas com a sua devida atenção.

Já apresentei aqui no blog uma lista de mais de 50 textos onde as três pessoas divinas são frequentemente citadas no NT (AQUI). Portanto, não me concentrarei nesta postagem sobre as evidências bíblicas, mas sobre expressar essa doutrina de forma correta, para não tropeçarmos em algumas afirmações erradas. Vamos aos conceitos:

1.      Não manter o padrão bíblico da sequencia ordinária. A Bíblia nos mostra que existe uma ordem comum, onde podemos nos firmar, sem com que exista noção de superioridade, mas de sujeição voluntária. Portanto, adorar ao Pai, em Nome de Jesus Cristo, por meio do Espírito Santo, não rebaixa o Filho ou o Espírito Santo, muito menos dá ao Pai um status de superioridade em sua divindade sobre as demais pessoas da divindade. Isso geralmente tem um reflexo na oração ordinária. No entanto, vez por outra, percebemos uma oração ou adoração dirigida ao Filho (At 7.59; Hb 1.6).

2.       O uso do nome que figura a distinção pessoal. A primeira pessoa da trindade é distinta da segunda por causa de algumas propriedades pessoais em relação a segunda, e a segunda da terceira. Essas propriedades são representadas em seus nomes distintivos. O nome Deus, Senhor, etc, são nomes que refletem a Divindade, portanto, cada uma das três ‘pessoas’, podem receber tal nome sem confundir a sua identidade. Temos, porém, que tomar cuidado para que o nome próprio de cada pessoa não seja aplicado à outra, e assim confundirmos as pessoas. Por exemplo, Jesus é chamado de “Pai” pelo menos uma vez na Escritura, em Isaias, mas o nome PAI é atribuição recorrente da primeira pessoa da divindade, da pessoa que enviou Jesus, o Filho. O nome da terceira pessoa é o Espírito Santo, o que também o é o Pai e o Filho (Espírito Santo), esse é o nome recorrente dele no NT. Portanto, o Espírito Santo é o nome da terceira pessoa pelo relacionamento que ela mantém com as demais pessoas da divindade.

3.      Unificar as pessoas e dividir a substância. Não raro a solução racional para o mistério da trindade é ir para unicismo – fazer das três pessoas UMA – ou ir ao triteísmo, levando em consideração a distinção pessoal então, logicamente, dividir a essência divina – fazendo TRÊS DEUSES, ou pensar em três espíritos distintos no céu. É necessário mantermos o mistério. Não por causa de nossa incapacidade de solucioná-la – a solução está aí, nos caminhos das heresias, mas por mantermos submissos ao testemunho da Escritura que nos revela UM DEUS, que é Pai, Filho e Espírito Santo.

4.      Atribuir o que não deve à distinção pessoal. Jesus é o Filho, isso não significa que o Pai trouxe o Filho à existência. O Espírito procede do Pai e do Filho, isso não significa que ambos trouxeram o Espírito à existência. O que significa? Que existe uma relação entre as três pessoas que pode ser definido como que um relacionamento entre pai e filho, e entre os que enviam e o que é enviado. Isso não começou em algum momento na história da eternidade. Esse relacionamento é desde sempre, pois desde sempre o Pai é pai, o Filho é filho e o Espírito Santo é santo.

5.       Cada pessoa assumiu um trabalho específico na obra da criação, da redenção e da consumação. Temos que estar atento a não achar que por que certa pessoa da divindade fez algo, significa que ele não seja capaz de fazer o que a outra pessoa fez. Também, não podemos excluir as outras pessoas do louvor daquilo que foi feito. O Pai e o Espírito Santo não morreram na cruz, mas achar que ambos não estavam com a Pessoa do Filho ali, sentindo amorosamente tudo que ele sentia é um erro. Obviamente as três pessoas estavam envolvidas ali.  Cada qual realizando aquilo que assumiu a fazer, mas simpático ao que a outra pessoa estava suportando ou fazendo. Assim, posso dizer que fui salvo por Jesus, bem como pelo Pai, bem como pelo Espírito Santo. Ou apenas dizer que “fui salvo por Deus”. Ao mesmo tempo, só posso dizer que o Filho morreu por mim.

6.      Somente o Filho se fez carne, e será homem eternamente. A Bíblia ensina, e os cristãos devem crer, que além do mistério da trindade, algo mais se acrescenta a isso, a encarnação da segunda pessoa. Isso nos lança em mais um mistério. Como o Filho, sendo Deus, pode ser Homem – completamente e ao mesmo tempo? Não temos respostas, é verdade. Mas temos o testemunho Bíblia (Jo 1.1,14). Como se não bastasse, a fé crista entende que Jesus será eternamente homem. Ele não deixou de ser Deus quando se tornou homem na terra, nem deixou de ser homem quando voltou ao céu glorificado. E nesse caso, devemos lembrar que o Filho – sendo Homem e Deus, agia em conformidade com as duas naturezas, mas sendo apenas uma única pessoa. No caso da trindade, são três pessoas e uma essência ontológica, uma natureza. No caso especifico do Filho, é UMA pessoa e DUAS naturezas.

7.      Não existe possibilidade de compreender, apenas de apreender. As definições devem ser decoradas, e entendidas. Aquilo que não deve ser dito também deve ser memorizado. Mas isso é apenas no campo das definições e pronúncias, jamais o mistério em si será “compreendido” tal como é. Tentar isso é caminhar em um caminho eterno. E talvez por causa da longevidade do caminho, canse da jornada e comece ‘produzir soluções’ para encurtar o caminho... então nasce as heresias.

CONCLUSÃO

Depois que aceitamos o testemunho bíblico da doutrina da Trindade - captado corretamente nos Credos, o que os fieis na Igreja de Cristo tem feito no decorrer dos anos, notamos que a revelação da trindade está mais voltada para alma do adorador do que em dar respostas lógicas para seus questionamentos. Aliás, quando descansamos em Sua Palavra, percebemos que essas especulações são vazias de objetividade (Rm 11.33-36).

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Alberto Timm: ‘A Igreja Adventista já foi sectária’

A Igreja Adventista do Sétimo Dia se considera a Igreja Remanescente de Ap 12.17. A teologia e os pregadores adventistas, da TV Novo Tempo, afirmam que a IASD é a única igreja visível verdadeira. Por mais que tentem maquiar isso, dizendo que ‘apesar de crerem assim, afirmam que Deus seus filhos em todas as denominações religiosas’. E é até possível você ver os marqueteiros da TV Novo Tempo chamando religiosos, de vários segmentos, de “irmãos”...

Se você perguntar a um Adventista quando surgiu a igreja remanescente da Crença Fundamental 13, e se ele possuir consciência de que a igreja teve, e tem, sério problema com a doutrina da trindade, bem como teve com a doutrina da justificação, ele sabiamente hesitará em responder objetivamente a essa pergunta. Portanto, a pretensão de ser a igreja remanescente – nos moldes por eles defendido - está comprometida por esses, e outros, fatos.

Mas o reconhecimento de que a IASD foi uma seita, é algo impressionante de ler quando vindo de seus autores. Veja o que o Dr. Alberto Timm, líder dos Adventistas no Brasil, já escreveu:

 “Se durante as  quatro primeiras décadas de existência do movimento adventista do sétimo dia muitos de seus pregadores enfatizavam mais as doutrinas  adventistas distintivas do que as doutrinas evangélicas, a partir de 1888 essa tendência sectária e legalista passou a ser reequilibrada para uma maior ênfase na salvação pela graça mediante a fé...”

“A natureza do adventismo- Uma das indagações mais freqüentes sobre os adventistas diz respeito à própria natureza do adventismo: São os adventistas do sétimo dia uma igreja ou uma seita? A resposta a esta indagação depende de como se define uma seita. O termo “seita” é geralmente um rótulo apologético e pejorativo usado por líderes religiosos como um mecanismo de autodefesa destinado a inibir as pessoas a se relacionar com os pretensos hereges. Alguns apologetas consideram como seita todo grupo que ensina doutrinas não contempladas pelos evangélicos, ou que aceita qualquer manifestação pós apostólica do dom profético. Cremos, no entanto que o referido termo deveria ser usado especificamente em relação a grupos religiosos que restringem a salvação exclusivamente aos  adeptos de seu próprio movimento religioso, e cuja ênfase nos componentes distintivos de sua fé acaba obliterando verdades básicas da fé cristã como a trindade e a salvação pela graça mediante a fé. À semelhança de outros movimentos religiosos, os adventistas do sétimo dia surgiram com características sectárias. Na tentativa de justificar sua existência, grande ênfase era colocada sobre os elementos distintivos  da fé adventista, relegando os componentes básicos da fé evangélica a um plano secundário. Além disso os primeiros adventistas sabatistas criam até o início da década de 1850, na teoria da “porta fechada”(Mat 25.10), que restringia a salvação quase que exclusivamente aos mileritas. Como já mencionado, foi apenas a partir de 1888 que os adventistas conseguiram superar sua ênfase sectária, reequilibrando os elementos distintivos da fé adventista com os componentes básicos da fé evangélica.” (Alberto R. Timm;  Revista Novo Membro pp. 7, 8 ; Publicação especial da Igreja Adventista do Sétimo Dia; União Brasileira da IASD, Editor: Leônidas Verneque Guedes.)

Gostaria de acrescentar algo a mais que o Dr. Timm não mencionou. Segundo é admitido pelos teólogos da seita,   “[os adventistas] nem sempre, porém, aceitaram a doutrina cristã histórica da Trindade. Nas primeiras décadas eles rejeitaram como antibíblica, católica romana, contrária à razão, a qual impunha uma cristologia de dupla natureza que parecia negar a expiação divina. Por terem sido no passado membros da Conexão Cristã, Tiago White (1821-1881) e José Bates (1791-1872) entre outros, seguiam uma forma de arianismo quanto à origem pré-encarnacional de Cristo. Alguns consideravam Cristo um ser criado; a maioria uma emanação do Pai. Não lhe negavam o direito, porém, a divindade nem o direito de ser chamado de Deus e ser adorado como tal.” (Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, p. 223,224.)

Quando alguém erroneamente atribui a falsa profecia de 1844 aos Adventistas do Sétimo Dia, ainda que Ellen White tenha validado profeticamente o movimento da “Grande Decepção”, eles respondem que a IASD foi “organizada em 1863”, portanto não pode ser responsabilizada pela falsa profecia de 1844. Porém, quando o tema Trindade, e/ ou justificação pela fé, vem à baila, essa justificativa é esquecida. Mesmo depois de organizada, e por muitas décadas, a “igreja remanescente” continuou sendo uma seita herética.

Perguntamos, onde está a igreja remanescente afirmada na seguinte Crença Adventista: “O Remanescente e Sua Missão - A Igreja universal se compõe de todos os que verdadeiramente crêem em Cristo; mas, nos últimos dias, um tempo de ampla apostasia, um remanescente tem sido chamado para fora, a fim de guardar os mandamentos de Deus e a fé de Jesus. Este remanescente anuncia a chegada da hora do Juízo, proclama a salvação por meio de Cristo e prediz a aproximação de Seu segundo advento. Esta proclamação é simbolizada pelos três anjos de Apocalipse 14; coincide com a obra de julgamento no Céu e resulta numa obra de arrependimento e reforma na Terra. Todo crente é convidado a ter uma parte pessoal neste testemunho mundial”

Temos provado abundantemente e exaustivamente aqui no Blog, que esses temas não mudaram muito. A IASD ainda não crê na doutrina Ortodoxa da Trindade, já que essa doutrina pertence ao cristianismo clássico com seus Credos. E também, é sempre ‘confuso’ - diante da salvação pela graça por meio da fé, o que querem dizer que o Sábado será um selo salvífico no período escatológico.


A IASD não pode ser a Igreja Remanescente, conforme definida por eles, pois ela surgiu atolada em “ampla apostasia” e ainda continua. A não ser que os últimos dias começaram depois da década de 40, quando a inventada doutrina da trindade adventista, começou a ganhar força oficial, bem como o ensino da justificação pela fé (aí sim, ensinada claramente por Ellen White) foi de fato assimilada pela liderança majoritária da seita... mas essa confusão, pertence a eles. Isso é Babel.


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Igreja Presbiteriana fazendo campanha das muralhas... 'e o silêncio dos inocentes'

Vivemos em dias de trevas. A IPB vive um momento delicado, uma casca Reformada “para holandês ver”, mas em muitos casos, o que temos é omissão de disciplina eclesiástica, falta unidade confessional. Esse é um aspecto que quem está dentro da IPB e leva a sério os Símbolos de Fé Reformados, sabe que não existe paz! Somente os falsos profetas – tais como nos dias de Jeremias, dizem que está tudo bem.

No vídeo abaixo temos uma IPB do Estado do Paraná fazendo o que apenas as seitas neopentecostais fazem. Um misticismo que não merece nem ser refutado, só lamentado.

Mas o que mais me irrita é que não podemos contar com o calibre de nossos reverendos em um sentido Conciliar mais efetivo. Não podemos contar. O último Supremo Concílio revelou isso. Quando os que criticaram a liturgia praticada em várias Comunidades Presbiterianas foram quase que achincalhados no plenário do SC. E os conservadores? Bem, tirando os que não teriam habilidade ou informações a respeito para tratar do assunto, os “conservadores” – que só conservam o nome e a fama, sendo apenas seu aparelhamento acadêmico defendido – ficaram em um silêncio que me causou medo e vergonha.

Assista, é um vídeo antigo, muitos já conhecem, mas quero ser justo em minhas críticas, por não ocultar isso. Eu amo a IPB, sou Confessional, não posso ficar em silêncio diante de uma prática tão reprovável:



domingo, 7 de setembro de 2014

Declarações da Papisa Ellen White a respeito de seus escritos sagrados

Os fatos são irrefutáveis. A Igreja Adventista do Sétimo Dia possui uma crença em torno de Ellen White semelhante a da Igreja Católica Romana a respeito do Papa. Eles assumem uma crença, em certo sentido superior, pois um apresentador da TV Novo Tempo afirmou que na IASD apenas Ellen White foi chamada por Deus para ser profetisa. Ao passo que a ICAR vê o Papado como sucessão em representantes vivos. Até mesmo a Igreja Mórmon se sai melhor em certo sentido, já que um profeta vivo também é considerado uma voz ‘inspirada’ presencial, mesmo que na prática com certa inferioridade em relação a Joseph Smith.

Veja agora o que Ellen White afirma a respeito de seus livros, de seus escritos. E perceba por si mesmo se nossa abordagem é exagerada. Lamento mesmo que essa verdade tem sido maquiada, ‘disfarçada’, ao máximo que as ambiguidades permitem, e vários incautos tem se tornado vítimas desse, que é uma das facetas do “espírito do erro” do nosso tempo (os grifos são meus):

“Os Grandes Livros de Nossa Mensagem - Livros que Lançam Luz Sobre a Apostasia de Satanás. Fui instruída de que os importantes livros que contêm a luz dada por Deus com respeito à apostasia de Satanás no Céu, deveriam ter vasta circulação justamente agora; porque por meio deles a verdade atingirá muitas mentes. Patriarcas e Profetas, Daniel e Apocalipse* e O Grande Conflito são agora mais necessários do que nunca antes. Deveriam circular amplamente, porque as verdades a que dão ênfase, abrirão muitos olhos cegos. ... Muitos dentre nosso povo têm estado cegos quanto à importância dos livros mais necessários. Se tivessem sido manifestados tato e habilidade na venda destes livros, o movimento das leis dominicais não estaria no pé em que está hoje. Review and Herald, de 16 de fevereiro de 1905.  Há em O Desejado de Todas as Nações, Patriarcas e Profetas, O Grande Conflito e em Daniel e Apocalipse, preciosa instrução. Esses livros devem ser considerados como de especial importância, e todo esforço deve ser feito para pô-los perante o povo. Carta 229, 1903.    A luz dada foi que Daniel e Apocalipse, O Grande Conflito e Patriarcas e Profetas se venderiam. Eles contêm exatamente a mensagem de que o povo necessita, a luz especial que Deus deu a Seu povo. Os anjos de Deus preparariam o caminho para estes livros no coração do povo. Special Instruction Regarding Royalties, pág. 7. Livros do Espírito de Profecia - Agradeço a meu Pai celestial pelo interesse que meus irmãos e irmãs tomaram pela circulação de Parábolas de Jesus. Pela venda deste livro, muito bem tem sido feito, e o trabalho deve ser continuado. Mas os esforços de nosso povo não devem limitar-se a este único livro. A obra do Senhor abrange mais do que um ramo de serviço. Parábolas de Jesus deve viver e fazer sua obra designada; mas nem todo o pensamento e esforço do povo de Deus devem ser dados a sua circulação. Os livros grandes Patriarcas e Profetas, O Grande Conflito e O Desejado de Todas as Nações devem ser vendidos em toda parte. Estes livros contêm a verdade para este tempo - verdade que deve ser proclamada em todas as partes do mundo. Nada deve impedir sua venda. O esforço para disseminar Parábolas de Jesus tem demonstrado o que pode ser feito no campo da colportagem. Este esforço proporciona uma lição que nunca deve ser esquecida, acerca de como colportar do modo devoto e confiante que traz êxito. Muitos mais de nossos livros grandes poderiam ter sido vendidos, se os membros da igreja se tivessem despertado ao reconhecimento da importância das verdades que estes livros contêm e tivessem reconhecido sua responsabilidade de fazê-los circular. Meus irmãos e irmãs, não havereis de fazer agora um esforço para disseminar estes livros? e não dareis a este esforço o entusiasmo que destes ao esforço para vender Parábolas de Jesus? Vendendo estes livros, muitos aprenderam a manusear os livros grandes. Obtiveram uma experiência que os preparou para entrar no campo da colportagem. A Influência Desses Livros - A irmã White não é a originadora destes livros. Eles contêm a instrução que durante o trabalho de sua vida Deus tem estado a dar-lhe. Contêm a preciosa, confortadora luz que Deus, graciosamente, deu a Sua serva para ser dada ao mundo. De suas páginas, esta luz deve brilhar no coração de homens e mulheres, guiando-os ao Salvador. O Senhor declarou que estes livros devem ser espalhados através do mundo. Neles há uma verdade que, para o que a recebe, é um cheiro de vida para vida. Eles são silenciosas testemunhas de Deus. No passado eles foram o meio em Suas mãos para convencer e converter muitas almas. Muitos os têm lido com ansiosa expectativa, e, lendo-os, foram levados a ver a eficácia da expiação de Cristo e a confiar em Seu poder. Foram levados a encomendar a guarda de sua alma ao Criador, aguardando a vinda do Salvador para levar Seus queridos para o seu eterno lar. Futuramente, estes livros esclarecerão o evangelho a muitos outros, revelando-lhes o caminho da salvação. Review and Herald, 20 de janeiro de 1903.  Vender Livros que Promovam a Luz- O Senhor tem dado muita instrução a Seu povo: regra sobre regra, mandamento sobre mandamento, um pouco aqui, um pouco ali. Pouca atenção é dada à Bíblia, e o Senhor deu uma luz menor para guiar homens e mulheres à luz maior. Oh! quanto bem poderia ser feito se os livros que contêm esta luz fossem lidos com a resolução de se executarem os princípios que eles contêm! Haveria uma vigilância mil vezes maior, um esforço abnegado e resoluto mil vezes maior. E muitos mais estariam agora regozijando-se na luz da verdade presente. Meus irmãos e irmãs, trabalhai zelosamente para fazer circular estes livros. Ponde vosso coração nesta obra, e a bênção de Deus estará conosco. Saí com fé, orando para que Deus prepare corações para receber a luz. Sede agradáveis e corteses. Mostrai, por uma conduta coerente, que sois verdadeiros cristãos. Andai e trabalhai à luz do Céu, e vosso caminho será como o caminho do justo, brilhando mais e mais até o dia perfeito. Review and Herald, 20 de janeiro de 1903. Verdades Sustentadas por um "Assim Diz o Senhor" - Quantos têm lido cuidadosamente Patriarcas e Profetas, O Grande Conflito e O Desejado de Todas as Nações? Eu desejo que todos compreendam que minha confiança na luz que Deus tem dado permanece firme, porque eu sei que o poder do Espírito Santo engrandeceu a verdade e fê-la gloriosa, dizendo: "Este é o caminho; andai nele." Isa. 30:21. Em meus livros a verdade é declarada, fortalecida por um "Assim diz o Senhor". O Espírito Santo traçou essas verdades sobre meu coração e mente de maneira tão indelével como a lei foi traçada pelo dedo de Deus nas tábuas de pedra, as quais estão agora na arca, para serem expostas naquele grande dia, quando a sentença será pronunciada contra toda má e sedutora ciência produzida pelo pai da mentira. Carta 90, 1906.  Agradaria a Deus ver O Desejado de Todas as Nações em cada lar. Neste livro está contida a luz que tem sido dada sobre Sua Palavra. A nossos colportores eu gostaria de dizer: Saí com o coração abrandado e subjugado pela leitura da vida de Cristo. Bebei profundamente da água da salvação, de maneira que ela seja em vosso coração como uma fonte viva, que flua para refrigerar almas prestes a perecer. Carta 75, 1900. O Grande Conflito, Superior à Prata ou Ouro - O Grande Conflito deve alcançar ampla circulação. Ele contém a história do passado, do presente e do futuro. Em sua exposição das cenas finais da história desta Terra, dá ele um poderoso testemunho em favor da verdade. Estou mais ansiosa de ver ampla circulação deste que de qualquer outro livro que eu tenha escrito; pois em O Grande Conflito, a última mensagem de advertência ao mundo é dada mais distintamente que em qualquer de meus outros livros. Carta 281, 1905.     Falo a vós que estais empenhados na obra da colportagem. Lestes o volume IV [O Grande Conflito]? Sabeis o que ele contém? Tendes qualquer apreciação do assunto? Não vedes que o povo necessita a luz ali apresentada? Se já não o tendes feito, admoesto-vos a que leiais cuidadosamente essas solenes advertências e apelos. Estou certa de que o Senhor apreciaria ver esta obra levada a todos os caminhos e valados, onde haja almas a ser advertidas do perigo prestes a vir. Carta 1, 1890. Fui movida pelo Espírito do Senhor a escrever este livro, e enquanto trabalhando nele, senti grande fardo sobre minha alma. Eu sabia que o tempo era pouco, que as cenas que breve nos envolverão viriam afinal muito rápida e subitamente, tal como são representadas nas palavras da Escritura: "O dia do Senhor virá como o ladrão de noite." II Ped. 3:10. O Senhor tem posto perante mim assuntos que são de urgente importância para o presente tempo, e que alcançam o futuro. Numa incumbência a mim entregue foram-me ditas as palavras: "Escreve num livro as coisas que tens visto e ouvido, para que vá a todos os povos; pois é chegado o tempo em que a História passada se repetirá." Tenho sido despertada a uma, duas, ou três horas da manhã, com algum ponto a exercer forte pressão em meu espírito, como se dito pela voz de Deus. ... Foi-me mostrado... que deveria devotar-me a escrever os importantes assuntos do volume IV [O Grande Conflito]; que a advertência devia ir aonde não pode ir o mensageiro em pessoa, e que ela deveria chamar a atenção de muitos para os importantes eventos a ocorrer nas cenas finais da história deste mundo. Carta 1, 1890. Aprecio o livro O Grande Conflito mais que prata ou ouro, e desejo grandemente que vá perante o povo. Enquanto preparava o manuscrito de O Grande Conflito, muitas vezes estive consciente da presença dos anjos de Deus. E muitas vezes as cenas a respeito das quais eu estava escrevendo foram-me de novo apresentadas em visões da noite, de maneira que ficavam frescas e vívidas em minha mente. Carta 56, 1911. Os Maiores Resultados, no Futuro - Os resultados da circulação deste livro [O Conflito] não devem ser julgados pelo que agora aparece. Por intermédio de sua leitura, algumas almas serão despertadas e encontrarão forças para unir-se de vez com os que guardam os mandamentos de Deus. Número muito maior, porém, que o ler, não tomará sua posição até que veja que estão tendo lugar os próprios eventos nele preditos. O cumprimento de algumas das predições inspirará  fé que as outras também se cumprirão, e quando a Terra for iluminada com a glória do Senhor, na obra de encerramento, muitas almas tomarão sua posição em relação aos mandamentos de Deus como resultado deste instrumento. Manuscrito 31, 1890.     Livros com uma Influência Especial - Deus deu-me a luz contida em O Grande Conflito e Patriarcas e Profetas, e esta luz era necessária para despertar as pessoas para que se preparem para o grande dia de Deus, o qual está justo perante nós. Esses livros contêm o apelo direto de Deus ao povo. Assim está Ele falando ao povo com palavras animadoras admoestando-os a se prepararem para Sua vinda. A luz que Deus tem dado nesses livros não deve ser escondida. ... Sei que as afirmações feitas de que esses livros não podem ser vendidos não são verdadeiras. Eu sei, pois o Senhor me instruiu que isto é dito porque os artifícios humanos bloquearam o caminho para a sua vendagem. Não se pode negar que essas obras não foram produto de qualquer mente humana; são a voz de Deus falando a Seu povo e exercerão sobre a mente uma influência que outros livros não exercem. Carta 23, 1890. Muitos se apartarão da fé e darão ouvidos a espíritos sedutores. - Patriarcas e Profetas e O Grande Conflito são livros especialmente adaptados aos novos na fé, para que sejam estabelecidos na verdade. São apontados os perigos que devem ser evitados pelas igrejas. Os que se tornarem inteiramente familiarizados com as lições desses livros verão os perigos perante eles e serão capazes de discernir o caminho claro e reto traçado para eles. Serão guardados de caminhos estranhos.   Farão caminhos direitos para seus pés, para que o que coxeia não se desvie dele. Carta 229, 1903. Preservarão do Erro - Seja despertado o interesse na venda desses livros. Sua vendagem é essencial, pois eles contêm oportuna instrução do Senhor. Eles devem ser apreciados como livros que levam ao povo a luz que é especialmente necessária justo agora. Devem, pois, esses livros ser amplamente distribuídos. Os que fazem cuidadoso estudo da instrução neles contida, e se dispõem a recebê-la como do Senhor, serão guardados de receber muitos dos erros que estão sendo introduzidos. Os que aceitam as verdades contidas nesses livros não serão levados a falsos caminhos.” (O Colportor Evangelista, pp. 124-130 - * Provavelmente “Daniel e Apocalipse” são os comentários desses livros bíblicos escritos por um pioneiro adventista ariano.)


É necessário escrever alguma coisa para mostrar que não temos aí a essência do protestantismo com seu conceito de Suficiência da Escritura (II Tm 3.15-17)? 

sábado, 6 de setembro de 2014

Liderança TJ – ‘diga aos outros questionarem as crenças deles, mas NÃO questione as nossas’!

O Corpo Governante, chamado de Escravo Fiel e Discreto, comanda a vida das Testemunhas de Jeová em todos os detalhes da vida dos adeptos. E desobedecer ao Corpo Governante, significa exclusão, e o total ostracismo de todos os que são seguidores da Torre de Vigia. Essa liderança incentivam as Testemunhas a dizerem para as pessoas, em seu trabalho de 'pregação' (= fazer horas), que elas questionem suas próprias crenças. Algumas declarações mostram isso:

 "Por conseguinte, é anticristão hoje oferecer comentários baseados na Bíblia sobre a religião de outrem? A resposta bíblica tem de ser Não. Na verdade, a crítica que revela falhas nos ensinos e nas práticas da religião de outrem talvez de início, pareça severa. Todavia, como deve reagir a pessoa? Não como aqueles que ficaram violentamente enraivecidos com a crítica de Estêvão. Ao invés, observe a excelente reação de alguns atenienses que ouviram os comentários de Paulo. Aceitaram a verdade da Bíblia e tornaram-se crentes, para seu proveito eterno. — Compare com Atos 17:11, 12." — Revista Despertai! de 22 de maio de 1975, página 29.

 "Um indício de que nos tornamos vítimas do auto-engano é se ficamos irados quando nossas crenças são questionadas. Em vez de ficarmos irados, é sábio manter a mente aberta e escutar com atenção o que outros dizem - mesmo quando temos certeza de que a nossa opinião está certa. Provérbios 18:17." — Revista A Sentinela de 15 de julho de 2003, página 22.
 "... quando as crenças e práticas religiosas delas são falsas e merecem a desaprovação de Deus, trazer isto à atenção delas, por expor a falsidade, significa mostrar amor a elas... Seguimos as pisadas de Jesus por trazer à atenção aquilo que a Palavra de Deus diz, o que pode resultar no benefício eterno daqueles que derem ouvidos." — Revista Despertai! de 8 de julho de 1988, página 28.

 "Para refutar, é necessário conhecer bem os dois lados da questão e analisar detalhadamente as evidências usadas." — Livro Beneficie-se da Escola do Ministério Teocrático, página 34.
"Mesmo que o argumento de uma pessoa pareça plausível e certo, é sábio ouvir ambos os lados de uma questão antes de chegar a uma conclusão." — Mensário Nosso Ministério do Reino de dezembro de 2001, página 6.

“Uma muleta emocional é algo que faz a pessoa enganar a si mesma, levando-a a ignorar a realidade e impedindo-a e raciocinar de maneira lógica... Não querem pensar por si mesmas ou reavaliar suas crenças à base de claras evidências... De fato, seria muita tolice da nossa parte aceitar algo como verdade sem confirmar os fatos. Seria o mesmo que tentar atravessar uma rua movimentada com os olhos vendados só porque alguém nos disse para fazer isso." — A Sentinela de 1º de novembro de 2012, página 23.

Porém, a respeito dos argumentos apresentados por quem questiona as crenças do Corpo Governante, a recomendação é outra:

"Seria muitíssimo perigoso raciocinar que ler tal matéria não o afetará. (1 Cor. 10:12) Nutrir a mente com raciocínios apóstatas pode fazê-lo cair vítima de sérias perguntas ou dúvidas. (Tia. 1:15) Não conclua que tem de ler um livro ou um panfleto cheio de calúnias e de meias-verdades para poder refutar falsas afirmações e ensinos de opositores. Tampouco fique tentado pela curiosidade. Lembre-se dos conselhos que Jeová provou em sua Palavra em Romanos 16:17, 18; 1 Coríntios 5:11 e 2 João 9, 10. Se por curiosidade lesse a literatura apóstata, seria como se convidasse um inimigo da verdadeira adoração à sua casa — um desassociado ou dissociado — para se sentar consigo e expor suas idéias apóstatas. Há apenas um lugar apropriado para tal tipo de matéria — jogue-a fora, no lixo!" - Fonte: Nosso Ministério do Reino 1/87, página 2.

Desta forma, percebemos que os DOMINADORES das Testemunhas de Jeová, trabalham com dois pesos e duas medidas.

(Citações do site www.indicetj.com).