sábado, 29 de março de 2014

Por que as Testemunhas de Jeová pregam de casa em casa?

Em algumas palestras que já realizei sobre "Como Evangelizar as Testemunhas de Jeová", já ouvi de muitos cristãos a seguinte afirmativa a respeito dos TJs: “Eles podem estar errados, mas são exemplares  por pregarem de casa em casa.”

Se você já disse isso, ou pensou, tenho duas coisas para te dizer:

1. No geral, o que as pessoas não sabem é que existe uma coerção interna, com base em relatórios mensal de horas, que faz com que toda Testemunha de Jeová persistentemente ‘pregue de casa em casa’.

As classes de horas são divididos em Publicador (que deve fazer uma média mensal de horas tendo por base o que todos no país geralmente fazem), Pioneiro Regular (que deve fazer uma média de 60 horas por mês) e Pioneiro Especial (que deve fazer em torno de 100 horas mensais).

O relatório de horas é um termômetro espiritual para que o TJ receba cargos e privilégios internos. Se não existir nenhum impedimento físico, quem não faz horas acima da média dificilmente será Ancião ou Servo Ministerial. Não fazer nenhum hora por mais de seis meses, é considerado inativo, um horror para qualquer TJ.

Para mulheres, ter o ‘privilégio de fazer “partes” (alguma programação nas reuniões semanais)  em Reuniões no Salão do Reino é algo que geralmente é determinado por sua habilidade de oratória e quantas horas dedica no Campo. Se conseguir fazer uma parte em uma Assembleia ou Congresso, é a glória para quem se desgastou pregando de casa em casa!!!

Já reparou que quando eles estão pregando de casa em casa eles andam lentamente, conversando lentamente uns com os outros? Eles estão fazendo horas! E quando acabam o trabalho, eles nem sequer te dão bom dia, e andam repentinamente? Pois é, provavelmente acabou as suas “duas horas” de serviço de campo!

2. Outro ponto é o quê as Testemunhas pregam. Já ouviu alguma vez um TJ falar do arrependimento e da fé em Jesus Cristo (Lc 24.46,47)? Dificilmente você ouvirá. Geralmente eles falam das situações em que vivemos e da nova terra que em breve virá para os que buscam a Jeová (na Organização Torre de Vigia, é claro!).

Dependendo qual o tema da Despertai! o assunto varia desde tratamento médico até assuntos financeiros, o que depois ele concluem com algum texto bíblico “apropriado” para fechar o assunto com a Bíblia.

O que mais o TJ busca é “passar” uma publicação do Escravo Fiel e Discreto, que agora é apenas o Corpo Governante, e isso engordará seu relatório, além de horas, conseguiu dar “alimento”para as pessoas em seu território.

CONCLUSÃO


Muitas Testemunhas vivem uma pressão interna e angustiante por causa disso, embora elas se demonstram felizes e alegres em seu serviço. Há quem já tem prazer nisso, sim há. No entanto, se o relatório de horas fosse tirado da exigência interna, provavelmente você nãos as veria com tanta persistência em seu bairro. Portanto, não se engane, não existe razão para nenhum elogio

quinta-feira, 27 de março de 2014

Rev. Ageu: Características dos 'Teólogos' Liberais na Igreja

"Os liberais que rastejam na Igreja possuem algumas características:
1°) Identificam-se como reformados.
2°) Não escrevem aquilo que pensam – fazer isso seria produzir provas contra si mesmos.
3°) Querem poder, mas não trabalho – se você quer encontrá-los, não procure onde o trabalho está sendo distribuído, mas onde há cargos importantes sendo votados.
4°) São mentirosos. Quando confrontados, negam.
5°) São covardes. Quando denunciados não assumem o que pensam – retiram vídeos do ar, apagam artigos da internet, excluem contas nas redes sociais.
6°) São parasitas. Mesmo discordando da doutrina e das resoluções da Igreja, vivem dela, sugando recursos e gerando crias.
7°) São infiéis. Na ordenação prometem lealdade aos Símbolos de Fé e à Constituição da Igreja e, no primeiro impasse, quebram as promessas.
Sobre estes escreveu Judas (12-16). Contra estes devemos lutar, para o bem da Igreja de Cristo."
Fonte: Rev. Ageu - via Facebook

segunda-feira, 24 de março de 2014

“Seria possível que Jesus pecasse?”

Infelizmente, muitos acham que pelo fato de Jesus ter sido tentado, subentende-se que ele estava sujeito a cair em pecado. Isso não é apenas heresia da cabeça de Adventistas, Testemunhas de Jeová, Mórmons, Espíritas e Teólogos Liberais. Cristãos genuínos podem falhar nisso, espero que essa elucidação ajude a esses, visto que aqueles estão sob o domínio de ‘seus profetas’ e espíritos malignos, até que Deus os livres (Jo 8.32).

“A impecabilidade de Cristo

Seria possível que Jesus pecasse? Sua tentação foi genuína ou somente uma farsa? Pode­mos resumir, da seguinte forma, os argumentos usados pelos defensores da pecabilidade de Jesus: (1) Por ter uma verdadeira natureza humana, Jesus era capaz de pecar; (2) Por ter sido realmente tentado, como o homem é tentado, Jesus era capaz de pecar; (3) A tentabilidade exige a susceptibilidade ao pecado; (4) Se Jesus foi realmente um segundo Adão, ele teria que ser capaz de pecar; (5) A afirmação "ninguém é bom senão um, que é Deus" (Mt 19.17; Mc 10.18; Lc 18.19) sugere que Jesus seria capaz de pecar; (6) O batismo de Jesus, feito por João, sugere que Jesus era capaz de pecar; (7) Hebreus 5.7-8 sugere que Jesus não era sempre obediente, portanto, era capaz de pecar.136

Podemos fazer as seguintes críticas àqueles que defendem esta posição: (1) afirmam que Cristo é menos do que Deus; (2) afirmam a possibilidade de conflito entre as suas duas naturezas santas; (3) pregam um outro Cristo e (4) facilitam o aparecimento de outras heresias.137 Portanto, podemos concluir que não há qualquer argumento forte na Escritura que dê base para a crença na pecabilidade de Cristo.

Por outro lado, as Escrituras dão testemunho da impecabilidade de Cristo. Podemos observar isso no testemunho dos apóstolos (cf. Jo 6.69; Hb 4.15; 7.26; 9.14; IPe 2.22; Uo 3.5; 2Co 5.21), no testemunho de Cristo (cf. Jo 8.46) e no testemunho dos incrédulos (Mt 27.4, 19; Lc 23.41). Por essa razão, precisamos atribuir a Cristo não somente integridade natural, mas também perfeição moral, isto é, impecabilidade. Isso "significa não apenas que Cristo pode evitar o pecado (potuit non peccare), e que de fato evitou, mas também que Lhe era impossível pecar (non potuit peccare), devido à ligação essencial entre as naturezas humana e divina". Apesar de Jesus ter-se feito pecado representativamente (2Co 5.21), entretanto, estava livre tanto do pecado hereditário como do pecado real.138 Por isso, de acordo com o ensino bíblico, Jesus Cristo não era passível de cometer pecado (non positpeccare), possuindo, portanto, a impecabilidade.

Essa Pessoa teve acrescida sobre si uma natureza humana (que, se pudesse estar isolada e independente da outra natureza, concederia possibilidade de pecado em Jesus Cristo). Todavia, essa Pessoa não somente não era manchada pelo pecado, como não poderia ser manchada por ele. Portanto, a natureza humana de Jesus Cristo, que o torna sujeito à tentação, não traz a possibilidade de ele ser sujeito ao pecado. Essa Pessoa não poderia pecar em hipótese alguma. Aquele que não conheceu pecado não poderia conhecer o pecado. Ele nada tinha a ver com o príncipe deste mundo, que o tentou sobremaneira. Não havia algo, dentro ou fora de Jesus, que pudesse levá-lo a pecar. Deus não deu a Jesus Cristo o que havia dado ao primeiro Adão, a saber, a possibilidade de agir de forma contrária à sua natureza santa. Se o fizesse, Deus daria a Cristo a possibilidade de deixar de ser aquilo que desde o ventre materno ele foi: um ente santo (Lc 1.35), e ele não poderia ser o objeto de nossa santa adoração.139

Podemos oferecer os seguintes argumentos para a impecabilidade de Cristo: (1) O fato de Jesus Cristo ser Deus, possuindo o atributo da santidade, torna-o absolutamente impecável, pois o pecado sugere o fato de que sua natureza poderia ser alterada, o que o colocaria na mesma posição do ser, como os seres humanos, uma criatura passível de mudança. Nesse caso, Deus deixaria de ser Deus; (2) O fato de Jesus Cristo ser Deus, possuindo o atributo de onisciência, aponta também para a sua impecabilidade, pois a onisciência o livra de pecar; (3) O fato de Jesus Cristo ser Deus, possuindo o atributo de onipotência, aponta para o fato de ser impossível que Jesus Cristo pudesse pecar; (4) O fato de Jesus Cristo ser Deus, possuindo o atributo de onipresença, aponta para o fato de ele não ser passível de pecar. (5) O fato de Jesus Cristo ser uma pessoa única que tem um desejo onipotente de fazer a vontade do Pai implica que ele é impecável (cf. Jo 4.34; 5.30; 6.38;); (6) O fato de Jesus ter sido enviado como oferta e sacrifício em lugar dos homens implica que ele é impecável; (7) As próprias afirmações que Jesus fez de si mesmo apontam para a sua impecabilidade.140

Por isso tudo, concluímos que Cristo não somente não pecou, mas que ele não poderia pecar, em virtude de quem ele é e do que veio fazer. Por outro lado, devemos destacar que as tentações de Cristo foram reais, embora fossem insuficientes para vencê-lo, pois a natureza divina torna a pecabilidade impossível. Mas será que uma pessoa que não cai em tentação é, de fato, tentada? Podemos argumentar que a pessoa que resiste à tentação conhece todo o poder da tentação. A impecabilidade de Cristo "aponta para uma tentação muito mais intensa, não menos intensa". Alguém que cede à tentação não sente todo o seu poder, pois cede enquanto a tentação ainda não chegou à sua força total, não chegou ao seu extremo. Somente o homem que não cede a uma tentação, "no que diz respeito àquela tentação em particular, é impecável, [e] conhece aquela tentação em toda sua extensão".141

Mas uma pessoa que não peca é realmente humana? Como Erickson destaca, "se dissermos não, estamos sustentando que o pecado faz parte da essência da natureza humana". Indo um pouco além, "tal concepção deve ser considerada uma heresia por qualquer pessoa que creia que a humanidade foi criada por Deus, já que Deus seria então a causa do pecado, o criador de uma natureza essencialmente má".142 Como abordado no capítulo 11, segundo as Escrituras, o pecado não faz parte da essência da natureza humana. Erickson destaca que a pergunta correta é: somos tão humanos quanto Jesus? "Pois o tipo de natureza humana que cada um de nós possui não é a natureza humana pura. A verdadeira humanidade criada por Deus foi, no nosso caso, corrompida e danificada. No fim, só houve três seres humanos puros: Adão e Eva, antes da queda — e Jesus".143 Após a queda, os seres humanos não passam de versões corrompidas da humanidade. Como Ericskson conclui: "Jesus não é apenas tão humano quanto nós; ele é mais humano. Nossa humanidade não é um padrão pelo qual possamos medir a dele. Sua humanidade, verdadeira e não adulterada, é o padrão pelo qual nós seremos medidos".144

136Heber Carlos de Campos, A pessoa de Cristo; união das naturezas do Redentor, p. 370-379. 137Heber Carlos de Campos, A pessoa de Cristo; união das naturezas do Redentor, p. 379-382. 138Louis Berkhof, Teologia sistemática, p. 292. 139Heber Carlos de Campos, A pessoa de Cristo; união das naturezas do Redentor, p. 370. 140Heber Carlos de Campos, A pessoa de Cristo; união das naturezas do Redentor, p. 383-395. 141Leon Morris, Lord of heaven; a study of the New Testament teaching on the deity and humanity of Jesus (Grand Rapids: Eerdmans, 1958), p. 51-52, apud: Millard J. Erickson, Introdução à teologia sistemática, p. 296. l42Millard J. Erickson, Introdução à teologia sistemática, p. 296. l43Millard J. Erickson, Introdução à teologia sistemática, p. 296. l44Millard J. Erickson, Introdução à teologia sistemática, p. 297.


Fraklin Ferreira; Alan Myat - Teologia Sistemática, p.522,523. Editora Vida Nova.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Igreja Adventista - uma seita: declação de fé na Papisa Ellen White

No livro A Conspiração Adventista, que lançarei no próximo mês, permitindo Deus, analiso em um de seus capítulos a crença oficial dos Adventistas na senhora Ellen White, a qual o pioneiros arianos adventistas chamavam de “Mãe White”. Entre as várias citações oficiais que apresento a que mais me indignou, dentre as outras, é uma declaração de fé assumida como resolução pela Associação Geral. Como eu disse na palestra do JMC e repito no livro, Ellen White é mais que um papa, ela é hiper, visto que o papa é substituível, Ellen White jamais foi tirada da cátedra adventista, mesmo depois de morta. Quando dizem que creem na continuidade dos dons, é um discurso de fachada, dissimulação pura.

Veja a declaração de fé, e veja se são 'os críticos do adventismo desinformados, e desonestos' como constantemente "os garotos da TV Novo Tempo" tem asseverado:

“Uma Declaração de Fé no Espírito de Profecia - Nós, os delegados reunidos em Utrecht para a 56ª Assembleia da Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia expressamos louvor e gratidão a Deus por Seu dom gracioso do Espírito de Profecia. Em Apocalipse 12, João, o revelador, identifica a Igreja nos últimos dias como os “remanescentes… que guardam os Mandamentos de Deus e têm o Testemunho de Jesus” (verso 17). Cremos que, nesse breve retrato profético, o revelador está descrevendo a Igreja Adventista do Sétimo Dia, que não apenas guarda “os Mandamentos de Deus”, mas que tem o “Testemunho de Jesus”, ou seja, “o Espírito de Profecia” (Apoc. 19:10). Na vida e ministério de Ellen G. White (1827-1915) vemos o cumprimento da promessa de Deus no prover à Igreja remanescente o “Espírito de Profecia”. Embora Ellen G. White não reivindicou para si o título de “profeta”, cremos que ela realizou a obra de um profeta e mais. Ela disse, “Minha comissão abrange a obra de um profeta, mas não finda aí” ( Mensagens Escolhidas, p. 36);  “Se outros me chamam assim [profetisa], não discuto com eles.” (idem, p. 34);  “Minha obra inclui muito mais do que este nome significa. Considero-me uma mensageira a quem o Senhor confiou mensagens para Seu povo,” (idem, p. 36). O encargo principal de Ellen G. White foi dirigir a atenção para as Santas Escrituras. Ela escreveu: “Pouca atenção é dada à Bíblia, e o Senhor deu uma luz menor para guiar homens e mulheres à luz maior.” (O Colportor Evangelista, p. 39). Ela cria que, embora seus escritos fossem a “luz menor”, eles eram luz, e que a fonte dessa luz é Deus. Como adventistas do sétimo dia cremos que “Em Sua Palavra, Deus conferiu aos homens o conhecimento necessário à salvação. As Santas Escrituras devem ser aceitas como autorizada e infalível revelação de Sua vontade. Elas são a norma do caráter, o revelador das doutrinas, a pedra de toque da experiência religiosa” (O Grande Conflito, p. 8). Consideramos o cânon bíblico encerrado. Contudo, cremos também, como o fizeram os contemporâneos de Ellen G. White, que seus escritos têm a divina autoridade tanto para o viver piedoso quanto para a doutrina. Assim, recomendamos: 1) Que como Igreja busquemos o poder do Espírito Santo para aplicar mais plenamente à  nossa vida o conselho inspirado contido nos escritos de Ellen G. White e 2) Que nos empenhemos mais para publicar e fazer circular esses escritos ao redor do mundo. Esta declaração foi aprovada e votada pela sessão da Conferência Geral em Utrecht, na Holanda em 30 de junho de 1995.”


quarta-feira, 19 de março de 2014

Adão e a Predestinação

O que você faria se estivesse no lugar de Adão (e/ou Eva)? A resposta de muitos é que – “faria diferente, que obedeceria a Deus”. Essa resposta é flagrantemente errada. Todos nós já fizemos algo que sabíamos que era errado e acabamos fazendo Esse é o gene de Adão. Adão não nos representou apenas teoricamente, mas de fato. As práticas de Adão, e Eva, seriam as nossas.

Deus fez os primeiros humanos de uma maneira que pudessem representar todos que viessem após eles pactualmente, e os tais refletiram  perfeitamente, naquele estado, o que qualquer um dos bilhões de humanos hoje faria, caso estivesse no Jardim do Éden.

Quando dizemos que “Pecamos em Adão”, não é somente na representação federativa, mas sendo o fato real em cada ser humano, caso estive lá, com isso Deus imputa-lhes a culpa (Rm 8.20). Quando olhamos para um bebê, indefeso e dócil, Deus que não está preso a tempo e processo, sabe que o tal repetiria a atitude adâmica. Essa conclusão está ancorada na Escritura de forma plena (Rm 3.9-18 e 5.12-21).

Não é que Deus fez Adão para pecar. Acontece que Deus fez Adão com o livre-arbítrio, e a possibilidade de Adão pecar nesse estado não foi impedida por Deus. [Deve ser dito que colocar a culpa no livre-arbítrio não resolve em nada o problema do mal. Deus não sabia que usaríamos, em Adão, o livre-arbítrio para o mal? Sim, sabia, e fez desta maneira. Portanto, continuamos com o problema do mal da mesma maneira, a despeito de alguns acharem que explica alguma coisa com o livre-arbítrio.]

E a predestinação?

Olhando a situação nesse prisma, entendemos que a predestinação  (Ef 1) não deveria causar pavor para quem tem uma consciência bíblica da intensidade da representação federativa de Adão. Todos nós decidimos não servir a Deus ali. Nós usamos nosso poder de decisão para dizer ‘não’, mesmo em nosso estado perfeito. Com o pecado em nós, agora, a situação deixou de ser uma simples escolha e passou a ser de nossa natureza a oposição e inimizade. Não apenas rejeitamos a Deus, agora em nossa natureza caída afrontamos ativamente e passivamente Sua santidade.

Dentre esses que não querem Deus, que não querem comunhão com o Criador, Deus regenera e dá a eles uma disposição nova. Atrai eles de um modo irresistível, e eles então voltam-se a Deus livremente (Jr 31.3). A grande questão que não podemos resolver é: Por que Deus não faz assim com todos? Não sabemos. Ele tem motivos suficiente para Si mesmo. Podemos ter confiança que Sua decisão de não fazer isso com todos é justa, pois ele é justo (Rm 9).

Mas isso não é em sentido algum desrespeito com a nossa decisão ou desconsideração. Até mesmo por que o que se conclui da Soberania é sua supremacia sobre qualquer decisão. Nós não queremos em primeiro lugar, mas para exaltar a sua graça Ele se torna irresistível para muitos (Mt 23.37; Jo 6.36-44). Saulo era predestinado, mas fez o que fez por livre vontade escravizada, ele escolheu isso em Adão e em seu tempo. Segundo ele mesmo, houve um momento que ‘Deus o chamou’ (Gl 1.15). Caindo do cavalo, recebendo visões, ficando cego e com fome, no meio disso tudo ele recebeu vida (Ef 2.1-3).


terça-feira, 18 de março de 2014

Apologética Pressuposicionalista e seus críticos

Estudo mais aquilo que pode ser classificado como ‘apologética religiosa’. Isto é, procuro me envolver com a disciplina heresiologia, naquilo que chamamos de apologética cristã – ou defesa da fé.  

Existe a apologética que trabalha numa área mais científica e filosófica, cuja faceta está mais voltada para os incrédulos, propriamente dito. Apologética clássica, ou evidencialista, e a pressuposicionalista (existe nuanças dentro de cada uma, sendo até mesmo classificada como distintas). 

Eu encaro todas as linhas apologéticas como úteis na evangelização de incrédulos. Todas elas possuem sua maior força para certos contextos. Franklin Ferreira informa que “Francis Schaerffer propôs um método hibrifdo, quando mostrou como os elementos evidencialistas e pressuposicionalista podem trabalhar em conjunto na evangelização.”(Teologia Sistemática [Ferreira e Myatt], p. 15).

A apologética pressuposicionalista denuncia a evidencialista como trabalhando em terreno inimigo, caído – a capacidade racional do ímpio. Por sua vez, evidencialistas dizem que o pressuposicionalismo não fala com o mundo.

O teísta evolucionista, [que dizem ser ele ‘calvinista’], Alister McGrath, não deixa por menos ao criticar Van Til dizendo que o pressuposicionalismo não é da tradição reformada mais antiga, está longe dos cânones da velha Princeton e, aqui pesa ainda mais, discorda do próprio Calvino. Segundo esse erudito, na verdade a apologética vantiliana é uma apologética baseada em A. Kuype, e não em bases históricas calvinistas.

Verificando essa observação de McGrath, e se ela for correta, encontro provavelmente no livro de Kuype Calvinismo, p. 66,67 um ‘sêmen’ vantiliano, quando escrevendo sobre o pecador ao ser iluminado pelo Espírito: “Tudo que está nele anseia pelo Pai de todas as Luzes e espíritos. Fora da Escritura ele descobriu somente sombras vagas. Mas agora [depois do testemunho interno do Espírito] ele olhou para cima, através do prisma das Escrituras, e redescobriu seu Pai e seu Deus.”. Agora se esse sistema não é embasado totalmente em Calvino, é algo que os especialistas devem provar a McGrath.

“[...] Calvino não diz em momento algum que esse conhecimento de Deus com base na ordem criada é algo exclusivo e restrito aos fieis cristãos.  É talvez nesse ponto que Karl Barth e Cornélius Van Til se veem impossibilitados de endossar integralmente os pensamentos de Calvino.” -“A posição de Van Til, portanto, é seriamente vulnerável, seja do ponto de vista histórico, seja do teológico.” (Apologética cristã no século XXI, p. 42,51. Da página 46 a 53 deste livro, o erudito McGrath desfere suas críticas ao sistema vantliano.)

Van Til de fato classifica os argumentos de Hodge & CIA como um ‘calvinismo inconsistente’, nas páginas 80-85 do livro Apologética Cristã. A crítica de Van Til a eles é que parece que Hodge olha para a razão como que ficando imune da depravação do pecado. Não sei ao certo se Hodge pensava assim mesmo a respeito da razão. Indiferente se sim ou não, Van Til direciona sua crítica como se esse fosse o caso.

Até mesmo outro pressuposicionalista, Gordon Clark, também critica o evidencialismo clássico, e o presssuposicionalismo de Van Til:

“Charles A. Hodge e Robert C. Sproul , insistem que o melhor caminho, na verdade o único caminho para provar a existência de Deus é estudar o crescimento de uma planta, , a tragetória de um planeta,  e o movimento de uma bola de gude.” “[...] certo cavaleiro [Van Til] nos quarenta anos passados, jamais tentou enunciá-lo [o argumento cosmológico!] de forma apropriada.” (Em defesa da Teologia, p. 31,33).

R. C. Sproul no livro Boa Pergunta! Página 17,18, ancorado em Rm 1, defende um argumento cosmológico para mostrar ‘a qualquer um’ que Deus existe. Na segunda citação acima, é curioso que o que McGrath diz que Van Til não faz, é exatamente o que Clark diz que Van Til afirma!

Além desses, a turma de R. C. Sproul, N. Geisler, W. Craig, encaram o sistema pressuposicionalista de Van Til como mudo, sem comunicação com as exigências lógicas do homem moderno. E embora Clark seja pressuposicionalista, seu sistema está ancorado na ‘lógica’ – visto que até tentou provar “logicamente” que Deus sendo o autor de tudo, até do mal, não faz dele responsável moral por isso (Deus e o Mal, ed. Monergismo). Portanto, ele ganha um respeito maior de alguns filósofos como Ronald Nash.

Van Til e Romanos 1

Não percebi em momento algum Van Til rejeitando a nossa capacidade lógica de perceber fatos da revelação natural. Até mesmo McGrath alerta dizendo que o sistema de Van Til ‘não é vazio de racionalidade’, como alguns dizem, ‘mas que deve existir um salto do racionalismo secular para o cristão’ (Apologética cristã no século XXI, p.117).

O que percebemos em Van Til é que o problema do pecador é interpretação incorreta e incapacidade volitiva, diante do testemunho da Criação. Devemos lembrar de um fato crucial; a revelação natural foi dada antes da Queda. Romanos 1 não deixa dúvidas que a revelação natural é um atestado da condenação do homem. No entanto, não de sua salvação! Van Til olha um homem, segundo a Escritura, caído em sua totalidade. Qualquer coisa que leve esse homem a Deus é contra sua natureza. Ainda que ele saiba de algo, testemunha algo, um passo adiante será suicídio de sua natureza pecaminosa e abandono das trevas. Van Til diz que isso só pode ser feito pelo Testemunho do Espírito nos pressupostos da Escritura.  

McGrath acha que existe muitos problemas nisso. Mas o que ele não faz é provar na Bíblia que tal perspectiva é errada. Para McGrath é possível chegar uma decisão teísta usando o raciocínio lógico mediante o testemunho da criação. Porém, a totalidade que ele aceita de Romanos 1.19 ele a rejeita de Romanos 1.21. Os mesmos que sabem que existe Deus são os mesmo que suprimem isso na essência da alma - TODOS. Existe exceção? Somente os cristãos!

Ou seja, o problema está na teologia estrita de Van Til, que acaba colocando-o em oposição aos defensores da teologia natural.  Para Van Til, não existe teísta que não seja Cristão. Se não for Cristão, a concepção é um ídolo, e não O Pai de nosso Senhor Jesus Cristo (Apologética Cristã, p. 64). A natureza convenceu alguns que existe um deus, um deus muito poderoso, até mesmo índios sabem disso. Estão eles salvos? Está aqui a diferença da apologética dele.

segunda-feira, 17 de março de 2014

12 falsas profecias da Nossa Senhora Adventista de Todos os Sonhos

"Estimado irmão Ennis Meier

Não há dúvidas de que a lição da Escola Sabatina deste trimestre (jan/fev/mar/2009) tem sido útil em nos incentivar a pesquisar mais a fundo os assuntos por ela abordados. Visitando o próprio site do White State, descobre-se muitas coisas. Uma delas é sobre as profecias de Ellen White que não tiveram cumprimento.

Envio-lhe mais essa pesquisa como contribuição para o seu site.



12  Profecias de Ellen White que não se cumpriram

Para quem está estudando a lição da Escola Sabatina deste trimestre, transparecerá a idéia de que Ellen White fez uma ou duas profecias que não se cumpriram porque eram condicionais. (Observe isso na página 71 da Lição do Professor). A realidade, porém é outra. Foram mais de dez.

Porém, é necessário fazer uma análise mais ampla do que é considerado profecia nos escritos de Ellen White.

Um profeta algumas vezes faz afirmações com relação ao futuro que encontram cumprimento em seu tempo ou após sua morte. Via de regra, esta é uma das principais indicações do caráter divino da obra de um profeta. Também é verdade que existem profecias condicionais. Mas essa análise deve ser feita com sabedoria.

1.  Ellen G. White predisse que a Inglaterra declararia guerra contra os Estados Unidos. Sua profecia com relação a Inglaterra dizia respeito à Guerra Civil americana e não se cumpriu. (Testemunhos para a Igreja, vol. 1, p. 259).

2.  Ellen G. White predisse que Jerusalém jamais seria reconstruída. A cidade de Jerusalém foi reconstruída e Israel voltou a existir como país. (Primeiros Escritos, p. 75).

3.  Ellen G. White, baseando-se equivocadamente em outros autores, predisse que a Turquia deixaria de existir. A Turquia continua a existir e atualmente não parece haver possibilidades de que venha a deixar de ser um país tão cedo. (Ver Josiah Litch, "The Rise and Progress of Adventism," The Advent Shield and Review, maio de 1844, p. 92, citado em Seventh-day Adventist Bible Students' Source Book, p. 513). (Ver The Seventh-day Adventist Encyclopedia , vol. 11, pp. 51 e 52).

4.  Ellen G. White profetizou que alguns que estavam vivos em 1856 estariam vivos por ocasião do retorno de Cristo. (O Testemunho de Jesus, p. 108). Ela se referia a pessoas que estavam presentes em uma reunião da Igreja Adventista e por já haverem morrido todos, essa profecia também não se cumpriu.

5.  Ellen G. White afirmou em 1850 que Cristo retornaria em poucos meses. (Primeiros Escritos 58, 64, 67).

6.  Ellen G. White afirmou que a Guerra Civil Americana era um sinal de que Cristo iria logo retornar. (Testimonies For The Church, T.1:260). A Guerra Civil americana terminou em 1865.

7.  Ellen G. White profetizou que Cristo voltaria antes da escravidão ser abolida. (Early Writings, pp 35).

8.  Ellen G. White profetizou que a escravidão seria restabelecida nos estados do sul dos Estados Unidos. (Spalding, Magan Collection, page 21 et 2 MR #153, page 300). O contexto da sua declaração era também por ocasião da Guerra civil Americana e essa profecia não se cumpriu. Talvez possa se cumprir no futuro.

9.  Ellen G. White profetizou que a “Terra será logo despovoada" se Jesus demorar a voltar. (Testimony" #8, p.94, in Spiritual Gifts III-IV - Battle Creek: Steam Press, 1864). A despeito de tantas guerras, fomes e epidemias, o que vemos é que a Terra está cada vez mais povoada a medida que o tempo passa.

10.  Ellen White predisse que os senhores dos escravos dos seus dias experimentariam as sete últimas pragas descritas no livro do Apocalipse. (Early Writings, p. 276). Todos os senhores dos escravos de seu tempo já estão mortos.

11.  Ellen G. White profetizou que estaria viva quando Jesus regressasse. (Early Writings, pp. 15-16).
Às vezes Sra. White fazia predições específicas que envolviam certas pessoas. Uma delas foi o pioneiro adventista Moses Hull. Em 1862 Hull estava no processo de perder sua fé no adventismo. Parece que o casal White desistiu de argumentar com ele e agora Ellen G. White recorre ao apelo de profetizar sobre o terrível futuro que o aguardava se ele saísse do povo do advento: “Se você procede do modo que você começou, miséria e aflição estão diante de você. A mão de Deus o prenderá até o ponto em que você não poderá vestir-se. A ira dele não dormirá. Testemunhos, Vol. 1, pp. 430-431. Isto nunca aconteceu. Apesar das advertências da sra. White, ele abandonou o adventismo e procedeu “como ele tinha começado”. E é um fato que o "sr. Hull se manteve bem por muitos longos anos até uma idade avançada e nada do que foi predito aconteceu". (D.M. Canright, Life of E.G. White, cap. 15).

12.  Ellen G. White afirmou que a “a enfermidade” do irmão C. Carlstedt “não era para morte, mas para a glória de Deus”. (C. Carlstedt estava gravemente enfermo de febre tifóide e parecia que não viveria muito tempo mais). Ele morreu dois dias depois. (Charles Lee, Three Important Questions for Seventh-Day Adventists to Consider).

13.  Embora tenha predito a destruição de São Francisco, ela não fez nenhuma menção de terremoto e incêndio como possíveis causas. Na mesma profecia ela incluiu a cidade de Oakland que praticamente não foi atingida. (Ms 30, 1903). Mais tarde ela escreveu sobre Oakland: “São Francisco foi visitada com duros juizos, mas Oakland foi misericordiosamente preservada.” (Manuscrito 25; Ev. 296).

No site do White State (ellengwhite.org), bem como no do Centro White do Brasil (centrowhite.org.br) há uma tentativa de explicar porque algumas destas profecias não se cumpriram.

Irmão John Clophas - SC - Brasil"


Fonte: http://www.adventistas.ws/profecias8.htm

sexta-feira, 14 de março de 2014

Por que o Reverendo Ageu deve ser eleito presidente do SC da IPB?

Deixa eu te dizer uma coisa. Não sou Ministro Ordenado da IPB, nem Presbítero. Portanto, o Rev. Ageu não pode receber um voto meu, nem mesmo eu receber dele qualquer indicação para qualquer 'secretaria', já que não sou oficial. Portanto, não pense que estou fazendo campanha política.

Outrossim, ele não me pediu isso, nem sugeriu – Deus é minha testemunha. O pouco contato pessoal que tive com ele foi – em dois momentos no JMC, onde em 2012 fui com os alunos evangelizar em uma cidade vizinha de São Paulo, que o próprio reverendo Ageu participou evangelizando nas ruas. Naquela ocasião falei de discipulado ali no JMC e ele não pode ficar. A outra ocasião foi em 2013, a polêmica palestra sobre Adventismo, que apenas o cumprimentei, ele perguntou se estava tudo bem e fui para a casa de um aluno e no outro dia dei a palestra, e fui embora. Mediante isso pedi a ele posteriormente a ler o texto do livro que pretendo lançar, A Conspiração Adventista, e ele bondosamente leu e escreveu o prefácio.

Só estou fazendo o que vários pastores fizeram no passado, assinando um apoio ao reverendo Roberto que virou até mesmo um blog “eu apoio o reverendo Roberto” (Nesse link: http://apoioaorobertobrasileiro.blogspot.com/ agora excluído, mas pode ser visto em: http://marcosandremarques.blogspot.com.br/2010/03/carta-de-apoio-ao-rev-roberto.html). 
Os ilustres nomes de nossos mais conhecidos reverendos estão lá, fora do ambiente conciliar! Se aqueles nomes figuraram ali, acredito que não seja um erro Conciliar o que estou fazendo, até porque, nem todos foram representantes de seus respectivos presbitérios.
O que estou fazendo é como membro da IPB manifestando uma opinião a respeito de alguém que tem ganhado simpatia no seio presbiteriano, por sua fidelidade Confessional e coragem, mas não se envolve nos trâmites políticos da IPB.

Vivemos em um período onde a IPB está pluralizada, multifacetada e diluída. É um engano de todos os que dizem, principalmente para o exterior, que a IPB é uma denominação REFORMADA. Gostaria muito de andar com Michael Horton, que andou elogiando o Makenzie, pelos rincões presbiterianos desse Brasil, para ver com ele se encontramos mesmo uma Igreja REFORMADA. Ela o é em seus documentos oficiais, mas a IPB não é Reformada na sua massa, na sua prática, nem na liturgia!!! Já pensou, até mesmo os Vingadores andam sendo conteúdo de sermão por aí...

Eu já identifiquei onde erramos - Na concentração de ensino somente aos Pastores, não estendendo instrução organizada e de qualidade para os demais oficiais e membros comuns, o que o SC já determinou no passado que isso fosse feito.

Pegue por exemplo esse Congresso que teremos - que irmão simples poderá participar disso? Um filho de Deus pobre e membro da IPB não poderá ver “evangelização e avivamento”, se não pagar a inscrição!?

Temos problemas generalizados em nossas fibras, como as tais comunidades  -muitas até dão o nome de Igreja, mas na liturgia são mais Comunidade “da geração que dança”... pentecostalismo, insubmissão Conciliar, falta de zelo missionário por parte dos pastores, já que o sonho de um monte deles é viver em torno da Meca – Makenzie e Jumper – Obs: não sou contra a Instituição, ela tem sido benção teológica para nós, mas a febre academicista concentrada ali é atualmente o maior problema para a vocação missionária e pastoral. Algo deve ser feito para tratar essa doença.

O que fazer diante dessa realidade? A eleição do Supremo Concílio determinará muito nosso futuro. Os delegados precisam orar, pensar, refletir quais desafios temos diante de nós e quem tem o calibre necessário para conduzir o Concílio da IPB a uma reflexão séria a respeito e agir em conformidade.

Ou então rasguemos a Carta Magna – CFW, e sejamos uma Igreja Evangélica, sem problema algum. Pelo menos um pouco de coerência nos deixaria em paz Confessional. Porém, já que temos levantado a bandeira da Fé Reformada, e não apenas “calvinista de cinco pontos”, honremos nossa herança e voltemos a experimentar o que Deus reservou para os fieis.

Pelo que temos percebido, e é o testemunho de muitos, o Reverendo Ageu foi um dos poucos reverendos que em anos recentes em nossa ‘elite teológica’ teve coragem de tratar de assuntos que desafiaram a nação, e até mesmo a IPB. Dando “nomes ao bois” – comunidades, casamento gay de uma cantora, Reverendo falando  o que não deveria diante do desafio gay, etc. Seu calibre teológico é estritamente Confessional e amplo.

Essa é a minha opinião.

Não estou fazendo nenhuma crítica ao reverendo Roberto. Amo esse pastor, tive aula com ele por três anos. Homem simples, sincero, ama a IPB como poucos, que faz questão de não gastar recursos da IPB, ainda que poderia segundo a porção Constitucional. Presenciei ele falando com tesoureiro da IPB, jubiloso, pois não havia gastado o que poderia! Seu escritório no IBEL não tem pompa, já até perguntaram a ele se eles eram Franciscanos! Seu escritório da presidência não passaria de um gabinete pastoral. O reverendo Roberto será sem dúvida alguma um dos maiores nomes da história do SC da IPB. Só acredito que existem (e existirão) desafios que demandam energias que no momento ele já doou e muito. 


Que Deus nos dê intrepidez necessária para manter a bandeira Reformada em nossa nação.

terça-feira, 11 de março de 2014

Como Evangelizar corretamente?

1. Ao evangelizar você deve levar uma pessoa a saber que Deus é Soberano – deve ser obedecido . É Criador - deve ser louvado e  adorado (Sl 96). É Santo – devemos refletir seu caráter e pureza. Sendo assim, nosso estado lhe causa desonra (Is 6.5).

2. Ele precisa ter a consciência de que apesar de Deus o amá-lo, por causa de seu estado pecaminoso ele está sob a ira de Deus (Jo 3.16;36).

3. Ele também precisa em sua vida diária aceitar, entender e descanar na Pessoa que encarnou a obra da Salvação, Jesus Cristo. Viver com Ele e por Ele (Mt 11.28-30).

4. Hábitos mundanos devem ser abandonados. A exposição de princípios bíblicos por meio de um discipulado, ou outro meio, deve  ser realizado (Gl 5.19-24).

5. O novo crente deve ingressar em um grupo de cristãos para exercer a vida cristã em comunidade e individualmente, receber os sacramentos, ouvir a Palavra e anunciar o evangelho a outros (Ef 4.11,12).

Esses são passos comuns que não raro um cristão deve ajudar seu próximo a dar para que, pela graça de Deus, ele seja salvo (Pv 24.11,12). O esforço de todo cristão é levar a Cristo todas as pessoas que estão ao seu redor, por meio da comunicação do Evangelho (II Co 10.4-6). Sabendo que esta é a parte que nos cabe, sendo o Espírito Santo o agente que de fato fará com que esse trabalho tenha êxito (Jo 16.8-14; I Co 12.3).



sexta-feira, 7 de março de 2014

Imortalidade da Alma e Ressurreição – como conciliar tais doutrinas?

Existe quem pensa que ensinar um estado intermediário é contraditório ao ensino da ressurreição. Além disso, argumentam eles, ‘se já existe após a morte, paraíso e tormento, por qual motivo haveria juízo final’?

Temos que começar nossa resposta mostrando que apesar da insatisfação de alguns, não existe tensão entre esses ensinos, de maneira alguma. No estado intermediário temos um prévia demonstração ao espírito/alma, do que ele receberá após a ressurreição juntamente com o corpo. Em nenhum caso é a retribuição plena do que foi estabelecido para ele, mediante sua fé ou não no Evangelho, segundo a graça de Deus (Lc 23.43; 16.19-31). É um estado de espera (Hb 12.23; Ap 6.9,10).

Em segundo lugar, devemos destacar que o estado intermediário não é apresentado como esperança escatológica na Bíblia. Tal como a morte não era do plano de Deus, em sua proposta no pacto de obras com Adão, o estado intermediário é um esquema temporário a isso que surgiu por causa da morte (Gn 3.19; Ec 12.7 [veja Mt 25.41]).

Em terceiro, destaco que é impossível uma alma sem corpo desfrutar do Novo Céu e da Nova Terra, sem ter seu corpo glorificado. Somos pessoas com alma/espírito e corpo. Um todo, e não apenas partes, é a imagem de Deus. De igual maneira, é impossível uma punição aos ímpios plena, sem deflagrar também contra o instrumento da alma – o corpo (Mt 10.28; I Co 6.13). Só não temos muitas evidências bíblicas de como serão os corpos do ímpios, mas Cristo prometeu que os ímpios ressuscitarão (Lc 11.29-32).

Portanto, a promessa escatológica só pode ser desfrutada após o retorno do Senhor, quando Ele glorificar os santos – dando-lhes um corpo glorificado- unindo a alma e o corpo (I Ts 4.16-18). Então, ele será capaz de desfrutar da presença de Deus de uma maneira que sua alma não podia. Afinal, agora ele está com um corpo semelhante ao que o Senhor Jesus tem! (I Jo 3.2).

Já que o céu é chamado de paraíso na Bíblia (Lc 23.43; II Co 12.4; Ap 2.7) é correto dizer que quando um cristão morre ele vai para o paraíso. Ou mesmo dizer “estar com Cristo”, é aceitável nos dizeres bíblicos (Fl 1.23). Os termos “descanso” ou “sonos dos justos” (I Ts 4.13), são linguagens figuradas que representam o descanso que nosso corpo recebe em relação aos trabalhos e sofrimentos no estado atual [nesse caso, até mesmo o ímpio], e a completa inconsciência de nossa alma para com as tribulações desse mundo (Ec 9.4-6,10).


Esse é o testemunho bíblico.