sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Como a apologética adventista se comporta?

Os apologistas adventistas seguem uma forma de fazer apologética predominante entre eles. Já faz alguns anos que acompanho esse grupo, sempre observando como eles se defendem diante das críticas. Apresento aqui o perfil e vícios da apologética adventista:

1.       Desqualificação acadêmica:

Se você ousar criticar o adventismo, perceberá que sempre eles terão esse discurso – “você desconhece o adventismo”, “você precisa se informar melhor”, “use fontes primárias, e não CACP” [hoje o grupo de apologética mais forte no Brasil]. Isso gera uma intimidação logo de cara, naqueles que leem sua crítica ao adventismo. De fato, há uma necessidade fundamental em conhecer o que criticamos, mas esse não é o caso. Mesmo aqueles que estudam o adventismo, ouvem isso constantemente. Em conversas particulares, muitos desses defensores adventistas nem mesmo sabem de muitas coisas, e arrotam isso repetindo o que a tropa de elite adventista diz. Agora que há erros e equívocos e pressuposições, nas críticas, é um fato e são quase que inevitáveis. E isso, da parte de qualquer um – inclusive adventistas.

Por exemplo, os adventistas apenas recentemente começaram a demarcar a diferença da doutrina trinitariana deles com a clássica. Lembro-me bem como isso era desconhecido por muitos adventistas. E os apresentadores da TV Novo Tempo omitem isso.

2.       Desqualificação moral:

Outro vício da apologética adventista é a acusação que os críticos são desonestos. Sim, a apologética adventista tem essa tendência de dizer isso pelos ‘quatro ventos’. Só há honestidade (e capacidade acadêmica) o crítico que considera a IASD uma igreja cristã, e não uma seita. Recentemente, um conhecido apologista no Brasil – mudou sua opinião a respeito do Adventismo, ele foi até citado em uma revista adventista por um apresentador da Novo Tempo!!! Com certeza, assediado mais ainda com essas lisonjas. Ele agora (depois de uns dois anos...) voltou atrás nessa decisão, e pelo jeito entrou na lista de “apologistas desonestos”.

3.       Síndrome de perseguição:

Outro vício dos apologistas de Ellen White, é achar que apenas eles, e tão somente eles, são os mais odiados, perseguidos, caluniados, difamados, zombados, entre todas as igrejas. ‘Que são pessoas amáveis, que amam a Jesus, e não sabem por que o diabo é tão furioso contra eles’! Uma breve observação em qualquer defensor de outra seita (Testemunhas de Jeová e Mórmons, por exemplo) caminha nessa mesma direção. O mundo conspira contra eles!

4.       Prolixidade:

Se você ler os textos adventistas em defesa de suas crenças, ou de sua história, perceberá que o emaranhado de informações, redefinições de terminologias, mudanças e nuanças, são tão abundantes, que você acaba perdendo de vista algo essencial no debate. E isso acaba sendo um processo de intimidação também, para embasar a primeira desqualificação. Há vários ‘despistadores’ (que servem como fumaça para nublar a visão) lançados pelo meio do caminho... Demora até você perceber isso. Porém, é indispensável que você trilhe nessa tortura de informações inúteis. Qualquer vestígio a mais, ou a menos, podem ser usados tanto contra, ou em seu favor.

5.       Contra-Ataque em bando:

Por ultimo, os adventistas possuem uma uniformidade na defesa da IASD que merece elogios. Eles se unem com ‘ferocidade’ para defender a igreja de Ellen White, que creio que o mesmo apetite só pode ser encontrado no Islamismo [Nota: não estou dizendo que são semelhantes, os adventistas, apesar de alguns serem ofensivos, desrespeitosos e malignos, são na sua maioria pessoas pacificas e educadas]. No entanto, eles precisam manter a imagem que eles constituem a única Igreja Visível Verdadeira dos últimos dias.

Estando atento a esses aspectos do perfil da apologética adventista, terá melhor êxito em sua conversa com os que foram enganados pelo espirito do erro, e conduzir eles a Cristo, sendo da vontade divina (II Co 10.4,5).


terça-feira, 23 de janeiro de 2018

ICP e Agenor Duque - a apologética brasileira e suas alianças


                 "Que tempos os nossos, e que costumes"!!! 

Quem diria, o Instituto Cristão de Pesquisas, que teve seu surgimento no Brasil sob os estímulos do grande apologista americano Walter Martin (aliás, a escola teológica do ICP recebia esse nome) com seus dias iniciais com respeitadíssimo Paulo Romeiro, com o incansável guerreiro da fé Natanael Rinald (hoje com o Senhor) com participação do erudito Assembleiano Esequias Soares, agora ver, esse Instituto que foi o quartel general da apologética Brasileira pelos idos de 1990, com parceria com a Igreja Plenitude do Trono de Deus, do apóstolo Agenor Duque, cujas praticas são reconhecidas por todos, heréticas, é inacreditável. 

  • Comercialmente - isso é legitimo. Eles possuem todo o direito. E se esse é apenas o interesse, ok. Bons negócios! 



Mas a considerar o que o ICP se propõe, à luz da ortodoxia cristã, seria ver uma aliança entre Moisés e Faraó. 

Já há muito tempo isso acontece - e me incomodava. Me lembro da primeira vez que vi o palestrante do ICP no programa do Agenor Duque, eu quase tive um colapso... olhei diversas vezes, esfreguei os olhos... a miragem não se desfez. Eu esperei alguém comentar isso, mas 'o silêncio dos bons' é ensurdecedor. Me decepciona a omissão de outros em relação a isso. Mas a credibilidade é anexada a imparcialidade. A vocês, que por razões estranhas ficaram em silêncio até agora, deixa eu dizer uma coisa;

Aqui no meu blog, sempre mexi com as feridas da minha própria denominação. Busque no blog o que eu já disse sobre maçonaria, o academicismo, sobre um pastor com práticas ecumênicas, o problema do Mackenzie com a receita federal, essas feridas em minha denominação IPB, que para mim é ainda uma das melhores - mesmo com tais erros. Fiz isso às custas de ter meu nome repudiado por doutores e pastores de minha denominação no trabalho apologético - ainda que sempre defendi e defendo a IPB. Mas já que eu critico outras corporações religiosas, eu sempre achei que isso deveria ser feito, se eu quero ter um trabalho transparente. 

Fica a dica aos apologistas, não trabalhe contra sua denominação, mas não esconda os erros que ela comete. É bom para ela, e louvor ao Deus da verdade! Temos os pecados de Davi, a desavença de Paulo com Barnabé, e com Pedro, os pecados da igreja de Corinto, das igrejas da Ásia, pois estão ali, na cândida Escritura! E quando errarmos, assumamos tais erros.

Agora ver o silencio dos apologistas em relação a ICP e Agenor Duqueé decepcionante

Deus nos fortaleça na verdade, ainda que ela nos incomode!


Porque nada podemos contra a verdade, 
senão pela verdade. 
2 Coríntios 13:8


segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Perguntas para desconstruir o Adventismo – Parte 1

As perguntas que se seguem, visam a defesa da verdade bíblica, a proteção da Noiva de Cristo, e a salvação de pessoas que foram, ou estão sendo, enganadas pela seita religiosa Adventista do Sétimo Dia (Jd 22,23). Apesar de ser uma religião legítima, institucional, e digna de respeito na sociedade, ela não tem o direito de ser classificada como uma Igreja Cristã – pois suas doutrinas e práticas se afastam de bases fundamentais da Fé Cristã Bíblia, Ortodoxa (Jd 3,4).

Minhas perguntas possuem um pano de fundo com duas facetas – Doutrinária e Histórica, à luz das doutrinas bíblicas defendidas pelos cristãos ortodoxos e protestantes no decorrer dos séculos. Será baseado nessas informações que irei disponibilizar as perguntas, por isso ainda não sei quantas serão. Não será possível suprir plenamente nas perguntas as razões que me levam a fazê-la. Mas farei o possível para acoplar às perguntas, informações que geram as perguntas. Caso tenha dúvidas a respeito dos pressupostos, deixe um comentário, ou se preferir, as informações podem ser localizadas tanto no meu Blog, como em outras fontes apologéticas cristãs, em livros, vídeos ou sites.

Boa leitura, Deus nos fortaleça em Cristo!

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1. O movimento milerita, que marcou o retorno de Jesus para algumas datas, pode ser considerado o sêmen do surgimento da Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD). Com base em Mateus 24.36, o que você diria a Guilherme Miller, caso estivesse lá? [Nota: Ellen White escreveu que a passagem de Mateus 24.36 recebia uma explicação razoável, haja vista as datas marcadas para a volta de Cristo. Imagine você estupro hermenêutico que os mileritas faziam na época com esse texto!]

2. Cristo não voltou em nenhuma das datas – mesmo assim você concorda que Miller foi um profeta verdadeiro, usado por Deus para proclamar aquela mensagem, com anjos em seu auxílio interpretativo, conforme escreveu Ellen White? [Nota: alguns apologistas adventistas, na persistente tentativa de desqualificar os críticos, dizem que 'não foi Miller que calculou a data para 22 de outubro de 1844, mas Samuel Snow!' A fraqueza dessa defesa é tão berrante, que ela cabe a Ellen White que nem sequer mencionou o nome de Snow, ou atribuiu a ele qualquer ação. A não ser ter dito apenas “Miller e seus companheiros”. Além disso, a defesa por si mesmo se esbarra em outra defesa adventista, que corretamente diz que "não foram os adventistas do sétimo dia que marcaram essa data, e sim Guilherme Miller!'' Ora, nessa defesa eles também se esquecem de Samuel Snow?!?. No entanto, até essa ultima, não consiste uma defesa plausível, já que é Ellen White que dá a chancela de aprovação a Guilherme Miller, como questionei na pergunta acima.]

3. O Dr. Rodrigo Silva em um programa em conjunto com a Mira da Verdade, disse que não aceitaria o dipensacionalismo, pois o mesmo marcou a volta de Jesus. E não foi esse o caso do movimento millerita?

4. A IASD afirma que ela mesma, é a igreja visível verdadeira, é a igreja remanescente da profecia bíblica. Segundo um teólogo adventista, ela nasceu no dia 23 de outubro de 1844, com a “visão do milharal”, após a grande decepção. Podemos então dizer que a Igreja Visível Verdadeira nasceu no momento de tristeza e decepção dos falsos cálculos da volta de Jesus?

5. O que você acha de Guilherme Miller ter rejeitado a Doutrina do Juízo e a identidade profética de Ellen White?

6. A IASD foi organizada em 1863, tendo a maioria de seus líderes antitrinitarianos. Isto é, muitos deles seriam ‘parcialmente’ o que Ário foi, ou o que as Testemunhas de Jeová são hoje. Então podemos dizer que a IGREJA VISÍVEL VERDADEIRA foi fundada e organizada por hereges antitrinitarianos?! Eles tinham o Testemunho de Jesus...?

7. A erudição adventista hoje diz que: A) Os pioneiros rejeitaram corretamente a doutrina da Trindade Clássica, pois ela é filosófica, e não bíblica. B) Foi Ellen White que conduziu a IASD a compreender a doutrina de Deus corretamente. Porém, George Kinith, um historiador adventista, afirma que os pioneiros não se afiliariam à IASD por causa de sua doutrina atual sobre a ‘trindade’. Então, os pioneiros rejeitariam também da doutrina da Trindade produzida posteriormente pela erudição adventista?

8. Você sabia que os mentores da codificação do pensamento trinitariano adventista foram os teólogos Raoul Dederen e Fernando Canale – nas décadas de 70 e 80? Por isso que na década de 50 os autores do livro Questões Sobre Doutrina disseram que criam na Trindade dos Credos e Confissões Protestantes, sendo que hoje em dia isso não é mais dito?

9. Sendo Ellen White profetisa de Deus, ela ficou em silêncio todo o tempo? Talvez por um período de 40 anos, ou um pouco mais, sem nenhuma correção ou instrução? Aliás, nem posteriormente ela denunciou seus irmãos... ao contrário, sempre os recomendou.

10. O fato de Ellen White ter sido Metodista até idade de 13 anos, é mesmo garantia que ela foi trinitariana (‘em silêncio’) ao lado de seu marido antitrinitariano? Pense bem nisso...

11. A maior tendência de Ellen White a um tipo de trinitarianismo foi após a morte de seu marido. Acha que isso explica o silêncio da profetisa por tantos anos nesse assunto, então ela passou a ser influenciada por outros?

12. Por que a IASD não trata francamente o fato do filho de Ellen White, Guilherme White, ter dito que a sua mãe não cria na no Espírito Santo como uma Pessoa? [Nota: até hoje não encontrei nada sobre a carta de G. White, se houver, me informem, por favor.].

13. Na ânsia de defender a inspiração de Ellen White, e diante dos inegáveis erros em alguns aspectos de seus escritos, acha mesmo cristão e piedoso, dizer que a Bíblia também tem erros, tal como os escritos de Ellen White?

14. Negar a inerrância da Bíblia idêntica a IASD com a Teologia Conservadora Protestante, ou com a Teologia Liberal?

15. Os apologistas da IASD, com justas razões, às vezes, reclamam que a IASD é alvo de caricatura e perversidade, na apresentação de suas doutrinas por parte de críticos e não adventistas. Embora isso seja verdade, em poucos casos, [e em qualquer caso e sobre qualquer assunto, isso ocorre, porém], não é a própria IASD  que possui um livro, Questões Sobre Doutrina, que admitidamente afirma-se em suas notas que houve informações dissimuladas por parte dos adventistas concedidas à Walter Martin?


Continua...

sábado, 20 de janeiro de 2018

Hernandes Dias Lopes: O Crescimento da Igreja

"O crescimento da igreja é um tema palpitante. É bíblico, pertinente e atual. Devemos buscá-lo com todas as forças da nossa alma, de todas as formas legítimas, em todas as frentes, em todos os lugares, em todos os tempos. Deus está comprometido com esta causa nobilíssima, porque ele escolheu para si um povo desde os tempos eternos e o deu ao seu unigênito Filho. Para comprar esse povo procedente de toda tribo, raça, língua e nação Cristo morreu e verteu o seu sangue.
O crescimento da igreja é obra de Deus. A conversão não pode ser produzida por nenhuma ação humana. Só o Espírito de Deus pode regenerar o coração do homem. Só o Pai pode trazer os eleitos a Cristo. Só Cristo pode salvar o pecador. A igreja pode plantar e regar, mas só Deus pode dar o crescimento. Somos cooperadores de Deus na proclamação do evangelho, mas só Ele pode acrescentar à igreja os que são salvos.
O crescimento da igreja é responsabilidade nossa. Não há colheita sem semeadura. Não há frutos sazonados sem cuidado da lavoura. Fomos chamados para dar frutos, muitos frutos. Cabe-nos sair e semear, ainda que com lágrimas. A semente é a Palavra, o campo é o mundo, os semeadores somos nós, os remidos pelo sangue do Cordeiro, o tempo é agora. Devemos abraçar com grande ardor essa gloriosa missão que os próprios anjos anelam. Essa é uma tarefa imperativa, intransferível e impostergável.
O crescimento da igreja precisa ser buscado pelos critérios bíblicos. Deus não está interessado apenas em crescimento numérico da igreja, mas em crescimento saudável. A igreja evangélica brasileira cresce em número, mas está decadente em qualidade. Temos extensão, mas não profundidade. Temos movimento, mas não quebrantamento; temos muito palavras de homens, mas, pouco Palavra de Deus.
O crescimento da igreja precisa evitar dois extremos: o primeiro é a numerolatria. Muitas igrejas buscam resultados a qualquer custo. Estão interessadas no que funciona e não na verdade. Buscam o que dá certo e não o que é certo. Para encher a igreja, muitos pregadores negociam a verdade, mercadejam o evangelho, fazem do templo uma praça de barganha, do púlpito um balcão, da graça de Deus um produto e dos crentes consumidores. Consequentemente, nem todo crescimento é resultado da ação do Espírito Santo. Nem todo crescimento significa salvação de vidas. Nem todo crescimento promove a glória de Deus.
O segundo extremo que precisamos evitar é a numerofobia. Muitos pregadores tentam esconder o seu fracasso, justificando com argumentos vulneráveis a esterilidade da igreja. Concordo com Rick Warren, quando afirmou que não deveríamos perguntar: “o que fazer para a igreja crescer?”. Antes, deveríamos perguntar: “O que está impedindo a igreja de crescer?”. A igreja é um organismo vivo. Ela é o corpo de Cristo. Ela deve crescer naturalmente. O crescimento da igreja é um resultado de seu estilo de vida. Muitos pregadores tentam justificar a estagnação espiritual da igreja, dizendo que não estão buscando quantidade, mas qualidade. Precisamos alertar, entretanto, que qualidade gera quantidade. Não há qualidade estéril.
O crescimento da igreja deve ser buscado de acordo com os princípios da Palavra de Deus e para a glória de Deus. O livro de Atos é o primeiro e o maior manual do crescimento da igreja de todos os tempos. Ali estão as balizas norteadoras. Devemos buscar o crescimento saudável da igreja através da oração, da Palavra e do poder do Espírito Santo. As técnicas modernas podem ser acessórios, mas jamais devem substituir os elementos fundamentais estabelecidos pelo próprio Deus.
O crescimento da igreja deve ser buscado com um profundo senso de urgência. Deus se importa com números, porque atrás deles estão vidas preciosas por quem Cristo verteu o seu sangue. A Bíblia é um livro de estatística, porque Deus se importa com pessoas. Portanto, a evangelização dos povos deve estar no topo da agenda de toda igreja que deseja agradar o coração de Deus."

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

17 perguntas aos pentecostais tradicionais sobre as línguas

Meu interesse nessas perguntas não é causar divisão no corpo de Cristo, nem duvidar da experiência genuína de muitos (quando digo genuína, me refiro às que eventualmente possuem algum padrão bíblico, ou nasce de uma experiência verdadeira e piedosa). As perguntas visam à correção do uso que vemos hoje em muitas igrejas dessa prática. As minhas perguntas tem como base Atos 2 e I Co 14, com algumas observações em outros textos. 

Já avisando, sou um tipo de 'cessacionista aberto' – isto é, creio que se houver dons, eles devem estar em conformidade com o padrão Bíblico, assim como a IPB diz oficialmente. 

1. A nomenclatura ‘pentecostal’ nasce de um termo judaico ou cristão (Lv 23.15,16)?

2.  As igrejas pentecostais apontam para Atos 2 o nascimento da experiência de batismo no Espírito Santo, por isso que se chama pentecostal?

3.  A ‘experiência pentecostal’ registrada em Atos 2, foi única ou é repetida?

4.       Na igreja reunida em Atos 2, quantos ali falaram em línguas? Alguns ou todos (At 2.1,4)?

5.     Quantas vezes já viu línguas como de fogo, ouviu o som de um vento e sentiu a sua impetuosidade (At 2.2,3)?

6.  As línguas que o Espírito os capacitou a falar eram desconhecidas no mundo (At 2.6,7,8)?

7.  Quem ouvia o idioma de sua terra natal, entendia o que se dizia (At 2.11)?

8.   Qual foi o resultado dessa experiência em muitos não crentes (At 2.41)?


9.   Diante dessas perguntas de avaliação, por favor, responda:

Vocês querem mesmo que nós cessacionistas aceitemos tais experiências como sendo do modelo Bíblico de Atos 2?


10. Quando você não entende algo e o chama de mistério, significa que é algo desconhecido plenamente por todos, ou por você?

11.  Se falar em ‘mistério’, ‘em espirito’, ‘em línguas de anjos’ (I Co 13.1[?], 14.2), pode ser interpretado, por qual motivo não se interpreta, se isso seria para a edificação da Igreja (I Co 14. 5,10-12)?

12.  As orientação bíblicas de que o crente que ora em línguas, deve orar para que interprete, é obedecida por você (I Co 14.13,14? Isto é, você sabe o que está falando!

13.    O dom de línguas é sinal para os crentes ou não crentes (I Co 14.22)?

14.  A clara orientação bíblica de não proibir falar em línguas anula a também clara ordem e quantidade e forma que se deve falar nas reuniões (I Co 14.40,27,28, 26)?

15.   Por quais motivos as interpretações dadas as línguas são genéricas em muitos casos? (veja o vídeo abaixo aqui de um pastor Assembleiano tradicional, aparentemente muito piedoso. Creio que esse pastor é um homem de Deus. Mas há um padrão de interpretação obvio nessas interpretações – nem vou avaliar alguns ‘ganchos’ que ficam claro na cena...)

16.    Seja sincero diante de Deus e da Bíblia – já viu alguma vez, nos cultos pentecostais, a passagem de I Co 14. 26-28 ser obedecida!?

17.        Diante dessas perguntas de avaliação, por favor, respondam:

Vocês querem mesmo que nós cessacionistas aceitemos tais experiências obedecendo o modelo Bíblico de I Coríntios 14?

Como disse o Dr Augustus Nicodemus, ‘se me apresentarem com esse modelo bíblico’, tudo bem. No meu caso até creio que a desobediência pentecostal pode ser uma prova de que podemos ter experiências genuínas – aliás, às vezes ficamos sabendo de um ou outro caso. Mas a embalagem conhecida, na maioria esmagadora dos casos, é contrária ao padrão bíblico.

As igrejas pentecostais precisam obedecer esse modelo Bíblico, se querem que o discurso delas sejam aceitos como bíblicos.

Deus nos ilumine!




quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Um apelo aos presbiterianos da IPB nesse ano de eleição

Prezados irmãos Presbiterianos da IPB; membros, oficiais, líderes, professores, crentes em Cristo. Enquanto há uma preocupação nos trâmites eclesiásticos de nossa denominação a respeito das eleições do SC esse ano, eu venho, no Nome do Senhor Jesus, fazer um apelo a você – sobre quatro coisas fundamentais, essenciais, para a vitalidade de nossa amada igreja. Por favor, leia com atenção meus apelos, que na verdade é um só, mas com quatro facetas:


1. Precisamos ser uma igreja de oração (Lc 18.1). Sim irmãos, nossas igrejas estão definhando em suas reuniões de oração. Se há festa, ‘comes e bebes’, eventos, preletores famosos, há um grande fluxo em nossas reuniões. Criticamos os neopentecostais que servem a Deus por interesse, mas em nossas reuniões de festas lotamos os templos – qual a diferença nossa da deles? 

Jesus disse que Sua casa seria chamada casa de oração, mas não temos visto isso. Somos a casa das palestras, dos doutores, dos grupos, mas não somos conhecidos pelo nome que o Senhor Jesus colocou na Igreja. As reuniões de oração às vezes possuem uma assistência de 7%, 5%, 3% do número de membros. Pastores, Presbíteros, Diáconos, Presidentes de Sociedades e Professores da EBD, devem ter um grande compromisso de estarem de joelhos no “altar” da oração.

2. Precisamos ser uma igreja unida (Jo 17.21). Irmãos, como há em nós uma disposição de causar desunião. Brigamos por picuinhas, tanto em nível local, como em nível nacional. Outro dia vi no site da IPB pastores debatendo entre si (sobre assuntos litúrgicos) e grosseira e ameaças é a marca. A nossa falta de gentileza é algo de causar tristeza. Já ficou claro, pelo menos para mim, que a igreja presbiteriana é multifacetada em sua identidade. Isso é histórico, não muda mais. 

Portanto, temos que aprender a conviver com as diferenças. Estou convicto que o melhor caminho é a Confessionalidade Teológica, mas nem isso é consenso – pois até mesmo confessionalidade hoje está relativizada. Ou sejamos unidos, ou seremos destruídos. Não aprendemos nem com o diabo, haja vista que Jesus disse que nem ele dividiria o reino, pois um reino dividido não subsiste. O SC já demonstrou que não se envolverá em questões sobre as Comunidades – embora é triste saber que há uma disposição de incomodar os chamados “neopuritanos”. Os tais devem ser deixados em paz também!

3. Precisamos ser uma igreja evangelizadora (I Pe 2.9,10). Missionários devem ser objetos de oração e imitação. Que tenhamos novamente ‘paixão pelas almas’ (Rm 10.1). Se nós não nos envolvermos urgentemente na evangelização pessoal, em seus diversos métodos, apresentando o Deus Soberano e Criador, que se revela na Bíblia e na obra da criação, que Ele salva por meio da fé em Cristo Jesus, por pura obra do Espírito Santo – se essa mensagem não estiver em nossa vida, em nossos lábios, em nossos trabalhos, dentre de alguns anos veremos os seminários da IPB fecharem as portas. Não por falta de campo – o campo é o mundo! Mas por que Deus irá usar nossos irmãos de outras denominações e tais igrejas vão arrebanhar os salvos.

4. Precisamos ser uma igreja santa (I Ts 5.23). Por fim, meu último apelo, é para com nosso estilo de vida. Parece que estamos sendo tão complacentes para com o pecado. O pecado deve nos causar tristeza, horror, arrependimento. Enquanto o debate teológico sobre a visão puritana de vários assuntos ganha força, a vida deles não é reproduzida. A santidade é uma condição para nossa identidade cristã. Sem ela não podemos ser crentes, nem salvos.

Devemos amar a Deus com todo coração, alma, mente e força, simplesmente isso - esse é o único apelo, para conseguirmos o que é necessário para nossa vida cristã e para a glória de Deus. 

Quero concluir com uma pergunta e resposta do Catecismo Maior de Westminster, que tem norteado meu pensamento desde quando o li pela primeira vez - leia, por favor:


“104. Quais são os deveres exigidos no primeiro mandamento? Os deveres exigidos no primeiro mandamento são - o conhecer e reconhecer Deus como único verdadeiro Deus e nosso Deus, e adorá-lo e glorificá-lo como tal; pensar e meditar nÊle, lembrar-nos dÊle, altamente apreciá-lo, honrá-lo, adorá-lo, escolhê-lo, amá-lo, desejá-lo e temê-lo; crer nÊle, confiando, esperando, deleitando-nos e regozijando-nos nÊle; ter zelo por Ele; invocá-lo, dando-Lhe todo louvor e agradecimentos, prestando-Lhe toda a obediência e submissão do homem todo; ter cuidado de o agradar em tudo, e tristeza quando Ele é ofendido em qualquer coisa; e andar humildemente com Ele. I Cron. 28:9; Deut. 26:17; Isa. 43:10; Sal. 95:6-7; Mat. 4:10; Sal. 29:2; Mat. 3:16; Sal. 63:6; Ec. 12:1; Sal. 71:19; Mat. 1:6; Isa. 45:23; Jos. 24:22; Deut. 6:5; Sal. 73:25; Isa. 8:13; Exo. 14:31; Isa. 26:4; Sal. 130:7; e 37:4; e 12:11; Rom. 12:11; Fil. 4:6; Jer 7:23; Tiago 4:7; I João 3:22; Sal. 119:136; Jer. 31:18; Miq. 6:8.”

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Raphael Leonessa vs Ezequiel Gomes...

Um ex-Pastor adventista, Ezequiel Gomes, de apetite bem bélico, que faz criticas bem ácidas aos que discordam dele, desde um Augustus Nicodemus , a seus comparsas da fé adventista... Apesar que quem anda gostando muito dele é a Editora Reflexão, com sua abordagem arminiana. Crédito esse que nem mesmo a IASD tem dado a ele...

... pois bem, o Raphael do canal Klicaquinão foi supostamente refutado por esse ex-Pastor adventista, tendo como mira um vídeo acachapante que este publicou (AQUI). Porém, Gomes assumiu uma atitude estranha, no mínimo. Ele está apagando os comentários do vídeo. E note, os comentários estão identificados, não são ofensivos e tratam do assunto, o que se exige normalmente.

Veja a polêmica toda... O irmão Raphael nesse vídeo foi mais uma vez acachapante!!!


sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

A história de Edson Reis: ex-Testemunha de Jeová

Edson Reis foi ancião das Testemunhas de Jeová. Hoje cristão evangélico. Mantém um canal no Youtube intitulado “JWR” onde posta constantemente alguma avaliação a respeito das crenças da Torre de Vigia. Creio que está sendo um dos mais vistos na atualidade. Sua forma amorosa e perspicaz de avaliar de dentro para a fora a escravidão que a Torre de Vigia impõe aos adeptos, é cativante.
Abaixo está o seu relato e causas que levaram a deixar a organização. Me chamou a atenção, pois foi nessa mesma época e parcialmente o mesmo assunto, que me levou a deixar a organização Torre de Vigia. As frações de sangue. 
Boa leitura!
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"Estive associado com as Testemunhas de Jeová por 28 anos. Usava meu tempo pregando regularmente de casa em casa, assistindo as cinco reuniões semanais, assembleias e congressos. Cheguei a exercer cargos de liderança como servo ministerial (diácono) e ancião (pastor, presbítero). Durante o tempo que estive associado com as testemunhas, sempre fui um zeloso defensor das crenças as quais eu acreditava serem a verdade, inclusive participei em inúmeros debates com pessoas de outras religiões defendendo as crenças das TJ.
Em um determinado ponto da minha vida, mais precisamente no ano 2004, depois do artigo de estudo na Sentinela 15/06/04 sobre frações de sangue, a grande questão com que me deparei depois de ter passado muitos anos associado com as testemunhas foi a se Deus realmente operava através da organização das testemunhas de Jeová. Não era o caso de uma hora para outra achar que tudo estava errado ou que não houvesse nada de bom dentro da associação, pois, se fosse assim, não teria ficado tanto tempo lá dentro. A mudança de ponto de vista foi gradativa. Chegou ao seu clímax com o tratamento que passei a receber por parte das testemunhas quando não concordei com o ponto de vista apresentado na citada revista sobre as frações de sangue. Isto fez com que eu repensasse minha situação perante Deus - algo que normalmente as TJ não fazem pois são ensinadas que estão na única organização de Deus e basta cumprir com os requisitos divinos conforme apresentados pela liderança e serão salvos.
Outro fator significativo foi, ao longo dos anos, perceber como ancião muitos assuntos serem tratados injustamente. Pessoas sendo magoadas por aqueles que as deveriam acalentar e servir como abrigo e, ao mesmo tempo, usando o nome de Deus para justificar tais atitudes. Nestas ocasiões é comum ouvir alguma expressão do tipo: "Jeová consertará no tempo certo" ou "Deixe tudo nas mãos de Jeová". Outra expressão comum para amenizar erros por parte de anciãos é mais ou menos assim: "Os homens são imperfeitos. A organização é perfeita. Por isto não precisa muito se preocupar se os anciãos erraram. Jeová consertará." Note que, com estes pensamentos, se torna muito difícil para uma testemunha conseguir localizar quaisquer erros apresentados, seja eles doutrinários ou organizacionais. Ao pensar desta maneira, as pessoas envolvidas não sentem dor alguma na consciência mesmo deixando de lado os ensinos de Jesus sobre o amor e a misericórdia, visto que se consideram instrumentos usados por Deus para aplicar a disciplina a qualquer um que ouse ultrapassar os limites que a organização coloca.
Com o tempo, passei a escutar, em certo programa de rádio, outros pontos de vista conforme apresentado nas Escrituras. Entendi que não havia necessidade de ser dogmático a respeito de assuntos que a bíblia não se pronunciava claramente e também entendi Jesus de uma maneira que eu nunca tinha visto dentro dos muros da organização. Depois de algum tempo, deixei de usar a TNM, parei de ir com regularidade às reuniões. Comecei a estudar a bíblia em casa com minha esposa que também era TJ e ainda entregava relatório de campo. Passei a comentar com ela o que estava ouvindo no programa e como havia necessidade de nos apegarmos à Palavra de Deus ao invés de artigos da Sentinela feitos por homens falíveis.
O Espírito Santo de Deus teve misericórdia de mim e me conduziu verdadeiramente ao pai através de Jesus. Entendi que vários ensinos que outrora defendia estavam errados e comecei a comentar com algumas TJs que eu achava serem sinceras. Mas, como já era de esperar, não demorou muito tempo para eu receber a visita de dois anciãos querendo saber o que estava acontecendo comigo, pois eu estava sendo acusado de apostasia. Tentei raciocinar com eles, mas nada adiantou. Marcaram uma reunião judicativa comigo e me disseram que se eu não comparecesse seria julgado à revelia pois já havia provas das minhas discordâncias apóstatas...
Vendo para onde tudo se encaminhava, pelas minhas discordâncias dos ensinos do corpo governante, resolvi enviar-lhes uma carta (leia a seguir uma versão reduzida) com a minha visão de alguns ensinos contraditórios à Bíblia para mostrar-lhes que se havia apostasia ou desvio da palavra de Deus este não era da minha parte mas sim da própria organização que se julga tão grandiosa e único canal de comunicação de Deus.
São Paulo, 14 de julho de 2007.

At.: Corpo de anciãos da Congregação Xxxxx e agregados.

Por meio desta carta apresento minhas razões para não ter comparecido a reunião marcada para o dia 10/07/2007.
Em primeiro lugar, gostaria de salientar a frieza e a falta de maneiras cristãs no texto do bilhete que recebi dos irmãos X e Y, onde nem mesmo constava um pedido de "por favor" para entrar em contato, mas continha uma mensagem no imperativo para entrar em contato.
Ao chegar de viagem, contatei o irmão Y. Este disse que havia grande falatório com respeito a alguma coisa que eu havia dito e que levara o assunto ao superintendente de circuito que, por sua vez, o designou, junto com outros anciãos para conversar comigo. Tentei explicar-lhe que talvez houvesse sido algum mal entendido e que por muito tempo eu não ia para aquela região e tampouco conversado com pessoas dali. O mesmo me disse que queria esclarecer os falatórios em uma reunião com data acima. Sugeri que se eu havia pessoalmente errado contra alguém que eles incentivassem a pessoa a conversar comigo com base em Mateus 18:15. Ele insistiu simplesmente em dar o recado - como que  para desencargo de consciência - que eu deveria participar da reunião. Chegado o dia, não compareci. Em resultado, o ancião telefonou-me, em tom quase agressivo, dizendo de que se eu não entrasse em contato com eles, eu seria julgado à revelia.
É por este motivo que vos escrevo. Gostaria que considerassem esta carta com os demais anciãos e, especialmente, com os dois acima e também com o superintendente de circuito que recebeu de "Cristo" poder para julgar com base em falatórios. (Isaías 11:3: "e deleitar-se-á no temor de Jeová. E não julgará pelo que meramente parece aos seus olhos, nem repreenderá simplesmente segundo a coisa ouvida pelos seus ouvidos.")
Se, por fim, decidirem pela desassociação sem considerarem os textos e os artigos citados abaixo (Deuteronômio 1:16: "E prossegui, mandando aos vossos juízes naquele tempo específico, dizendo: ‘Quando houver uma audiência entre os vossos irmãos, tendes de julgar com justiça entre o homem e seu irmão ou seu residente forasteiro."), pode ter certeza que o temor de homens os impediu de agir iguais aos apóstolos.
Lembrem-se: a verdade não deve temer um exame. Tudo que apresento baseia-se na Bíblia e em suas próprias publicações. Espero que não tomem a atitude dos lideres religiosos citados no livro de Atos 7:57: "A isto eles clamaram ao máximo da sua voz e puseram as mãos sobre os ouvidos e arremeteram à uma contra ele." Não desejo ser culpado de presunção e impertinência, mas apresento fatos que a Bíblia e a história mostram como verídicos. Não estou aqui na posição de juiz nem de réu.
"Tampouco rejeitei qualquer ensinamento delineado na Palavra de Deus. O que me acusam é de falar coisas contra a organização ou de possuir publicações que são contra os ensinos da organização."
Em primeiro lugar, a palavra "apostasia" (em grego antigo [apóstasis], "estar longe de"), não se refere a um mero desvio ou um afastamento em relação à sua fé e à prática religiosa Tem o sentido de afastamento definitivo e deliberado de alguma coisa, uma renúncia de sua anterior fé ou doutrinação. Pode manifestar-se abertamente ou de modo oculto. Sendo apostasia um desvio da fé cristã, digo-lhes que isso não aconteceu comigo pois continuo professando abertamente a crença em um único Deus, a saber, YHWH e no seu filho Jesus. Tampouco rejeitei qualquer ensinamento delineado na Palavra de Deus. O que me acusam é de falar coisas contra a organização ou de possuir publicações que são contra os ensinos da organização.
Gostaria agora de expor alguns fatos bíblicos e históricos para sua consideração:

1) TEM SIDO ENSINADO QUE CRISTO É SOMENTE MEDIADOR DOS CRISTÃOS UNGIDOS:
“Claramente, pois, o novo pacto não é um arranjo livre, aberto a toda a humanidade. Trata-se duma cuidadosamente providenciada provisão legal envolvendo Deus e os cristãos ungidos." - Revista A Sentinela 15/08/1989, página 30, terceira coluna.
"Jesus Cristo, não é o Mediador entre Jeová Deus e toda a humanidade. Ele é o Mediador entre seu Pai celestial, Jeová Deus, e a nação do Israel espiritual, que está limitado a 144.000 membros." - Livro Segurança Mundial Sob o Príncipe da Paz, capítulo 1, página 10-11, parágrafo 16.
"Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, um homem, Cristo Jesus." (1 Timóteo 2:5) - Conforme o contexto (leia, por favor, versículos 1-7), Paulo falava em se fazer oração por "toda sorte de homens" - inclusive governantes humanos - e completa escrevendo sobre haver "um só mediador entre Deus e homens". Será que havia ungidos em postos governamentais nos dias de Paulo?

2) A ORGANIZAÇÃO ENSINA QUE "OS ÚLTIMOS DIAS COMEÇARAM EM 1914" (A SENTINELA 15/10 P.4.)
O que diz a Palavra de Deus? O apóstolo Pedro, no livro de Atos 2:14-21, mostra que os "últimos dias" começaram lá no dia de Pentecostes. Paulo corroborou em suas cartas indicando que já estava vivendo nos "últimos dias" (2 Timóteo 3:1-8; Hebreus 1:2; 1 Coríntios 7:29-31). Será que palavras de homens valem mais que a Palavra de Deus?

3) REVELAÇÃO 7:9-17 - DIANTE DO TRONO
O texto diz claramente que a grande multidão esta diante do trono de Deus. Onde é o trono de Deus? A palavra grega enópion significa "diante de" e é a mesma palavra que é usada para os 144.000. Argumentar diferente é contradizer a bíblia. E, visto que João, em João 10:16, fala de outras ovelhas, muitas vezes argumenta-se que se trata da grande multidão de Apocalipse. Porém, o contexto é claro e especifica onde Jesus fala de judeus e gentios - e não de duas esperanças.

4) 2 JOÃO 7-11; 1 JOÃO 2:18-22
Esses textos têm sido aplicados erroneamente ela organização para dizer que nós não podemos conversar com pessoas que foram desassociadas. Antes de aplicarem esse texto, os irmãos farão bem em considerar cada contexto e verificar que lá, nos dias do apóstolo João, estava se desenvolvendo uma tendência de negar a Cristo vindo na carne. Era o movimento gnóstico. Era contra isso que João alertava. Não adianta tapar o sol com a peneira para apoiar a idéia da organização, pois conforme disse Cristo, "ai daquele que dirigir ao seu irmão uma palavra imprópria de desprezo" (Mateus 5:22).
Então, qual de vocês pode julgar-me com base nessas palavras de João, sem sentir vergonha de estar aceitando uma interpretação particular das Escrituras? A história está repleta de intolerância religiosa. Por esse motivo pessoas foram perseguidas e mortas. E até hoje certas religiões não toleram quem discorde de seus ensinos. Por que esta intolerância da parte da organização? Por que tanto receio em se consultar sites que contam a história da organização, com base nas suas próprias publicações? Fico analisando... e vejo que a Palavra de Deus, em mais de cinco mil anos de história, continua sendo imutável. Mas os ensinos da organização não conseguem suportar a prova do tempo.

5) A RESSURREIÇÃO DOS CRISTÃOS UNGIDOS INICIANDO EM 1918
A Bíblia declara que lá nos dias de Paulo, alguns já estavam causando dificuldades aos irmãos com pensamento semelhante a este apresentado pela Sociedade. Paulo apresentou evidência clara que isto era desvio da verdade. (2 Timóteo 2:16-17). Como podemos ver, a Palavra de Deus alertou contra aqueles que começassem a anunciar a ressurreição antes do tempo devido, isto sim é apostasia!
 Falta-me tempo para alistar outros textos. Peço-lhes que meditem nestes textos sem as acrobacias feitas pela organização, mas com a ajuda do Espírito de Deus, e com sua mente voltada para Gálatas 1:8, que diz: "No entanto, mesmo que nós ou um anjo do céu vos declarássemos como boas novas algo além daquilo que vos declaramos como boas novas, seja amaldiçoado."
Em termos de Bíblia, paro por aqui. Embora pudesse falar de muitos outros desvios apóstatas da organização, passo agora a falar de História, pois esta, junto com o tempo, tem sido o melhor juiz das religiões e provado que a organização tem realmente sido apóstata.

6) A ORGANIZAÇÃO ENSINA QUE FOI ESCOLHIDA POR CRISTO EM 1919
Porém, até 1928 ela admite que acreditava que a pirâmide de Gizè, era "como testemunha para Jeová" (A Sentinela 01/01/00, páginas 9-10, parágrafos 16-17.) e que continha "demoníacos signos de astrologia".
Também notamos um envolvimento assim numa citação indireta do livro "Proclamadores", no final da página 161/162. Menciona-se certa "tabela". Mas se omite que esta fora feita por Russel e que era baseada nesta pirâmide. É dito simplesmente que "essa tabela foi usada por muitos anos como base para discursos perante grupos grandes e pequenos."
Pergunto: Como poderia Cristo ter escolhido uma organização que baseava seus ensinos em piramidologia e astrologia?

7) SERVIÇO MILITAR E ALTERNATIVO

"Quem é o responsável pelas mortes e injustiças causadas, Deus ou os homens líderes das TJs?
Por que as normas restritivas da organização referente ao serviço alternativo e ao serviço militar duraram por tanto tempo enquanto muitos irmãos sofreram encarceramento e morte, vindo esta norma ser revogada somente na Sentinela 01/05/96? Quem é o responsável pelas mortes e injustiças causadas, Deus ou os homens líderes das TJs? Não, não me diga que a organização é perfeita, mas os irmãos são imperfeitos... Afinal, quem toma as decisões em nome da organização são os homens do corpo governante. Conforme 2 Coríntios 10:5, os pensamentos dos cristãos devem ser trazidos ao cativeiro para obedecer a Cristo, não a homens ou uma organização.

Mas, noto que o que torna prejudicial é o conceito que se faz da organização, que qualquer coisa que a organização diga é como se o próprio Deus estivesse dizendo. Penso que, nesse conceito, a palavra "organização" parece quase possuiu uma imagem própria. É por isso que os irmãos - sem se darem conta - são cativos desse conceito. Creio que ações da organização durante a história têm denegrido a imagem de Cristo Jesus, pois toda ênfase é dada a crer que a organização é instrumento escolhido por Deus.
 Pergunto: Como pode Deus usar um instrumento que tem causado tantos sofrimentos àqueles que discordam do conceito acima? (João 14:6).

8) TRANSPLANTE = CANIBALISMO
De 1968 até 1980, os transplantes de órgão foram considerados canibalismo pela organização. A quem cabe culpa de sangue? ( A Sentinela 01/06/68; Despertai 08/12/68; A Sentinela 01/09/80)

9) A ABERTURA DA CHAMADA CELESTIAL DEPOIS DE 1935 (A SENTINELA 01/05/07)
Desde quando podem os homens estabelecer datas para Deus abrir ou fechar esta chamada? O que gerou este novo entendimento? Foi à nova luz ou o fato de que agora no corpo governante já não resta quase ninguém que se balizou antes de 1935?

10) ORGANIZAÇÃO CULTURAL
É desconhecido de muitos que a sociedade, por mais de 4 décadas, sustentou no México o status de "organização cultural" onde os irmãos não usavam a bíblia de porta em porta, não cantavam ou oravam nas reuniões, etc. Tudo isto para não abrir mão de propriedades que, segundo as leis mexicanas, deviam pertencer a custódia do governo se a organização fosse religiosa. Mas qual TJ conhece este verdadeiro motivo? A Sentinela 01/01/1990 fala desta mudança, porém, o que ela não faz é dizer a verdade sobre a real situação... Mostra um quadro tão enganoso quanto à própria situação. Que diferença do servo de Deus Daniel, que não suportou ficar sem orar! (Daniel 6:1-11) Neste caso, eis a farsa da Sociedade: mostra maior amor aos bens materiais do que a sua própria adoração a Deus!

xxxxx - xxxxx - xxxxx

Prezados irmãos isto é uma mostra do conhecimento organizacional e bíblico que possuo. Não é apostasia conforme salientei no início. Trata-se apenas de mente aberta aos fatos. Conforme dito pelo irmão Rutherford "Já que a plena declaração dos fatos tende a chocar as suscetibilidades de algumas pessoas, isto não fornece desculpa ou justificativa alguma para ocultar-se do público qualquer parte deles, particularmente quando esta envolvido o bem estar do publico... jamais se deve permitir que a crença ou opinião anterior impeça alguém de aceitar ou considerar uma declaração dos fatos. Deus tem tornado claro, para ser visto pelos que buscam diligentemente a verdade, que a religião é uma forma de adoração que nega, porem o poder de Deus e afasta os homens de Deus... a religião e o cristianismo estão, portanto, exatamente em oposição um ao outro." (Encare os fatos, em inglês, página 3.)
No início, os fatos tendem a chocar. Mas nem por isso devem ser ocultados. Assim, faço a mesma pergunta de Atos 4:19. Tanto Jesus Cristo como os Apóstolos foram perseguidos por apresentarem a verdade. Se vós puderdes me contradizer biblicamente e historicamente referente aos fatos acima, ai sim, podem me desassociar, conforme o irmão Y disse, à revelia. Mas, se depois de examinar estas informações, sua consciência constatar que nada sabem sobre eles e, ainda assim, insistirem em me desassociar, então, acredito que podemos conversar com base na Palavra de Deus. Será um diálogo aberto e honesto sobre os pontos acima, visto que, conforme disse Paulo, "ser julgados por vocês ou por um tribunal humano para mim não tem a menor importância. Eu não julgo nem a mira mesmo minha consciência está limpa, mas isso não prova que sou de fato inocente. Quem me julga é o Senhor. (1 Coríntios 4:3, 4 BLH).
Se decidirem desassociar-me sem considerar os textos e os artigos citados, pode ter certeza de que o temor de homens os impediu de agir iguais aos apóstolos. Lembrem-se: a verdade NÃO teme um  exame, mas uma organização culpada de sangue e injustiças TEME MUITO.
Também gostaria de salientar que, convencido como estou do seu conhecimento das Escrituras, sou incapaz de pensar que vocês acreditem que a filiação a uma organização seja o fator decisivo no julgamento de Cristo. Estou cada dia mais convencido de que a coisa mais valiosa para qualquer ser humano é defender os princípios salientados por Jesus de amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo. Meu entendimento das Escrituras é que a lealdade a Deus e a Sua Palavra está acima de qualquer outra espécie de lealdade. Acredito que não cabe a mim ou a qualquer grupo fazer acréscimos a Palavra de Deus (Provérbios 30:5-6; Revelação 22:18-19).
Estes pontos não foram conversados com ninguém e não tenho intenção de ventilá-los. Porém, se vós continuardes a querer sujar o meu bom nome taxando-me de apóstata não me refrearei de mostrar que a verdadeira apostasia procede da organização. Biblicamente, quem tem de ser desassociado são os que por tanto tempo vem torcendo a palavra de Deus. Se vocês se deitarem no travesseiro e a sua consciência não lhes incomodar, prossigam.
O meu amor a todos,
Xxx
O resultado desta carta? Mais duas reuniões judicativas. Como nas anteriores, também procurei mostrar que certos ensinos da organização não resistem ao tempo e que tudo que eu apresentava agora poderia ser alvo de mudança no futuro.
Na última vez que nos reunimos estavam presentes 10 dos anciãos mais influentes na região. Resolveram enviar um parecer à sede Betel do Brasil. Três meses após, os anciãos leram, num tom bondoso, a carta-resposta onde se dizia que eu deveria ser desassociado se não mostrasse arrependimento. Diante desta última possibilidade, fiz uma expressão facial que o irmão entendeu que eu perguntava: “me arrepender do que?" Durante a leitura, o ancião deu-me a entender que nem ele sabia do que eu precisava me arrepender, mas percebia que o meu conhecimento prejudicaria os mais novos que desconheciam a história.
Meu irmão, que servia como superintendente presidente, ligou-me em um ataque histérico chamando-me de "apóstata" várias vezes seguidas e bateu com o telefone. Outros da mina própria família tem um pensamento de rejeição similar. Eu não os culpo. São vítimas do engano. Oro por eles e por aqueles que lhes ensinaram isto. Eles prestarão contas àquele que julgará os vivos e os mortos. (Atos 24 15)
Assim termina a história de mais um servo de Jesus Cristo que sabe que ele veio salvar os pecadores entre os quais eu sou grande, mas, pela misericórdia de Deus, estou de pé (Efésios 2; 8-9). E isto não vem de obras produzidas por uma organização humana. Não me arrependo de ter tomado este caminho em contraponto aos ensinos do corpo governante e sua organização.
Hoje, através do programa Crescendo na Fé (Musical FM [105,7 em São Paulo], que vai ao ar todos os dias, das 12:00 às 12:55 horas]), onde colaboro na obra de Deus como um dos consultores teológicos, tento fazer minha voz ser ouvida na cidade de São Paulo a todos que o Espírito direcione ao Pai em nome de Jesus. A ele seja toda honra e glória para todo o sempre. Amém Soli Deo Glória."