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sábado, 15 de dezembro de 2018

As imagens na Igreja Católica

"Sabemos que existem muitas diferenças entre a fé católica e a protestante. Dentre todas elas, talvez a que me chama mais atenção e distancia ainda mais essas duas igrejas é a polêmica doutrina das imagens.
De um lado temos a crítica evangélica afirmando ser pecado fabricar e prestar culto às imagens, baseada em ambas as Escrituras: Antigo e Novo Testamentos. De outro lado os católicos se defendem dizendo que não são idólatras, nem adoram as imagens, apenas veneram-nas, baseando-se para isso, principalmente, na Tradição da Igreja Católica e em algumas poucas passagens do Antigo Testamento.
Quem está com a razão? Os católicos, que afirmam ser apenas de caráter pedagógico e decorativo o uso das imagens, ou os protestantes, que afirmam ser antibíblico este ensinamento, vendo no argumento católico apenas uma forma disfarçada de idolatria?
A palestra tem por objetivo mostrar através da História a conflitante origem das imagens na igreja católica e principalmente do ponto de vista das Escrituras Sagradas, a sua refutação.
 AS IMAGENS COMO OBJETO DE CULTO NO PAGANISMO
O paganismo sobrevivia sob o suporte do visível e do material, de representar Deus por meio da matéria, com todas as suas cerimônias, rituais, imagens e muitos deuses intermediários. Era inconcebível à mentalidade religiosa antiga conceber apenas um único deus e sem representações visíveis.
 A CONCEPÇÃO BÍBLICA DE DEUS
No livro de Êxodo 3.14, Deus se revelou a Moisés como o grande “Eu Sou”. Ele é o Deus invisível e transcendente, que exige fé e obediência do seu povo, pois: “ouvistes; porém, além da voz, não vistes figura alguma” (Deuteronômio 4:12). Adiante a advertência é reforçada um pouco mais, conforme podemos observar: “Guardai, pois, com diligência as vossas almas, pois nenhuma figura vistes no dia em que o Senhor, em Horebe, falou convosco do meio do fogo” (v.15).
Portanto, Israel não poderia representá-lo em hipótese alguma, disse Deus: “Para que não vos corrompais, e vos façais alguma imagem esculpida na forma de qualquer figura, semelhança de homem ou mulher”(v.16).
 AS IMAGENS NA HISTORIA DA IGREJA
Na igreja pós-apostólica as imagens nunca tiveram aceitação, fosse por parte dos membros ou dos bispos. Aliás, é notável o que o escritor Stan-Michel Pellistrandi diz em seu livro, O cristianismo primitivo, sobre a opinião dos Pais da Igreja a esse respeito: “A Igreja – isto é, sua hierarquia e sua elite intelectual – durante longo tempo manifestou uma hostilidade de princípios contra as formas de arte, consideradas como um produto da civilização pagã, difíceis, se não impossíveis, de serem cristianizadas. Sobre este ponto, os testemunhos dos autores eclesiásticos antigos são unânimes”. Deste modo, o ensinamento unânime dos Padres dos primeiros séculos, o qual a igreja de Roma se preza de respeitar e venerar, é radicalmente adverso ao uso de imagens no culto. Adicionalmente, como notou Agostinho, também os pagãos, salvo os muito incultos, não tomavam as imagens como algo mais que representações; mas são precisamente tais representações o que os escritores cristãos antigos proíbem como contrárias às Escrituras e, portanto opostas ao cristianismo.
 A TEOLOGIA DAS IMAGENS
No culto católico as imagens não são somente ornamento litúrgico, são objeto de culto. a Igreja transformara os santos em padroeiros e milagreiros, então tudo no santo possuía uma virtude, mesmo depois de morto. As imagens desse santo, por sua vez, possuíam os mesmos poderes por estarem em contato com suas relíquias.
A justificativa teológica para o culto às imagens é a encarnação de Cristo. Deus se materializou, se fez carne, portanto, os católicos se sentem justificados em fazer imagens materiais deste Deus. O culto das imagens é chamado de veneração, dizem ser uma adoração relativa diferente àquela prestada a Deus. Isso recebe o nome de dulia.
A suposta justificativa bíblica é retirada de algumas passagens das Escrituras, onde Deus mandou Moisés ornamentar o tabernáculo com figuras de animais, a construção da serpente de bronze e os querubins do santíssimo lugar.
 RESPOSTA ÀS OBJEÇÕES
Deus mandou fazer imagens?
Argumento católico: As imagens católicas são como os retratos de parentes.
Resposta apologéticaNinguém jamais viu um protestante borrifando água-benta para santificar um retrato de familiares, acendendo-lhe velas, prostrando-se perante ele, acariciando-o com beijos, fazendo-lhe pedidos, carregando-o em procissões ou colocando-o nos altares das igrejas. Expor tal fotografia a esses atos seria condenável aos cristãos evangélicos. Ademais, ninguém jamais captou a imagem de Cristo ou de Maria para saber as suas fisionomias.
 Argumento católico:Deus mandou Moisés fazer dois querubins de ouro e colocá-los por cima da Arca da Aliança (Êxodo 25.18-20).
Resposta apologética: A única finalidade dos querubins era ornamentar a Arca da Aliança, do mesmo modo a que se destinavam os demais objetos do Tabernáculo. Eles não eram de maneira alguma objetos de culto ou veneração.Deus nunca deu ordem a Moisés ou a Arão para confeccionarem réplicas dessas imagens, a fim de serem distribuídas ao povo, como faz a Igreja Católica com suas imagens sacras.
 Argumento católico: Deus mandou o povo construir uma imagem de uma serpente e olhar para ela.
Resposta apologéticaA serpente de bronze tão somente serviu, naquele momento, para fins específicos, mas quando mais tarde o povo começou a venerá-la, prestando-lhe, quem sabe, um culto de dulia, o piedoso rei Ezequias mandou quebrá-la, chamando-a de “Neustã”, que significa, “pedaço de bronze” (Cf. 2Reis 18:4).

Conclusão
o culto que o catolicismo presta aos santos e a Maria é, na prática, idolatria velada. A pessoa que estudar, ainda que superficialmente, a Palavra de Deus constatará que as justificativas católicas em favor do uso das imagens não passam de eufemismos piegas que não suportam um confronto bíblico."

sábado, 27 de agosto de 2016

A Mariolatria Católica

O que você acha desse tipo de devoção a Maria?

967 Por sua adesão total à vontade do Pai, à obra redentora de seu Filho, a cada moção do Espírito Santo, a Virgem Maria é para a Igreja o modelo da fé e da caridade. Com isso, ela é "membro super eminente e absolutamente único da Igreja", sendo até a "realização exemplar (typus)" da Igreja.(Parágrafos relacionados 2679,507).

968 Mas seu papel em relação à Igreja e a toda a humanidade vai ainda mais longe. "De modo inteiramente singular, pela obediência, fé, esperança e ardente caridade, ela cooperou na obra do Salvador para a restauração da vida sobrenatural das almas. Por este motivo ela se tornou para nós mãe na ordem da graça." (Parágrafo relacionado 494).

969 "Esta maternidade de Maria na economia da graça perdura ininterruptamente, a partir do consentimento que ela fielmente prestou na anunciação, que sob a cruz resolutamente manteve, até a perpétua consumação de todos os eleitos. Assunta aos céus, não abandonou este múnus salvífico, mas,por sua múltipla intercessão, continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna. (...) Por isso, a bem-aventurada Virgem Maria é invocada na Igreja sob os títulos de advogada, auxiliadora. protetora,medianeira."* (Parágrafos relacionados 501,149,1370) (Catecismo da Igreja Católica Apostólica Romana).

*Podemos perguntar de forma simples aos católicos: Onde no Novo Testamento Maria é tratada assim?

O que é Idolatria para ICAR?

2113 A idolatria não diz respeito somente aos falsos cultos do paganismo. Ela é uma tentação constante da fé. Consiste em divinizar o que não é Deus. Existe idolatria quando o homem presta honra e veneração a uma criatura em lugar de Deus, quer se trate de deuses ou de demônios (por exemplo, o satanismo), do poder, do prazer, da raça, dos antepassados, do Estado, do dinheiro etc. "Não podeis servir a Deus e ao dinheiro", diz Jesus (Mt 6,24). Numerosos mártires morreram por não adorar "a Besta", recusando-se até a simular seu culto. A idolatria nega o senhorio exclusivo de Deus; é, portanto, incompatível com a comunhão divina. 

2114 A vida humana unifica-se na adoração do Único. O mandamento de adorar o único Senhor simplifica o homem e o livra de uma dispersão infinita. A idolatria é uma perversão do sentimento religioso inato do homem. O idólatra é aquele que "refere a qualquer coisa que não seja Deus a sua indestrutível noção de Deus”. (Catecismo da ICAR).



sexta-feira, 2 de maio de 2014

POR QUE NÃO É CERTA A CANONIZAÇÃO DOS SANTOS?

"A vida santa é muito desejável e ordenada por Deus. Só existe um sentido para a santidade depois da morte: os salvos pela graça de Deus, distintos na piedade e justiça no mundo, foram separados por Deus dos mundanos e reprováveis, estando ainda no mundo; depois de mortos, eles são à priori santos, porque já eram separados para o Senhor e aguardavam a sua volta, agora aguardam no paraíso a ressurreição do corpo para a vida eterna com Cristo. Hoje os santos, também os que estão vivos têm essa expectativa, e pela graça de Deus vivem ou ainda viverão uma vida em santificação do Espírito e obediência a Deus, sendo purificados pelo sangue de Jesus Cristo e justificados somente pela fé (I Pe 1:1, 2; Rm 5:1; Ef 2.8-9).

Quem é verdadeiramente santo depois da morte aguarda a ressurreição em glória, numa condição muito melhor (Lc 16:19-31). Comparada a vida humana: "O que é incomparavelmente melhor" (Fl 1:21). A fé verdadeira entende que e os mandamentos de Deus devem ser obedecidos, à caridade para com o próximo e toda justiça não pode ser negligenciada. Teologicamente, dentro da verdadeira Igreja de Cristo, o contrário de santo é hipócrita. Isto é, aquele que honra o Senhor com os lábios, mas o seu coração está longe dele, porque não lhe obedece a Palavra. (Mt 15:8).

Não é mais responsabilidade dos santos mortos o serviço da verdadeira santidade que implica em piedade e justiça, mas é dos santos vivos o dever de socorrer aos necessitados com toda generosidade "orando no Espírito Santo" e realizar a obra de Jesus Cristo enquanto aguardam a sua volta  (Jd 20, 21; At 20:35). A santidade é responsabilidade ordenada por Deus para ser vivida e não para ser sepultada ou transformada em um memorial. Por essa razão afirmo a verdade: ninguém pode ser santo depois da morte no sentido da santidade útil ao povo devoto como acreditam os papistas.

Quando uma tradição cristã diz que uns são santos e os outros não, está dizendo que uns são verdadeiros e os outros são falsos cristãos, uns são santos no mundo e os outros não vivem em santidade, conseguintemente e infelizmente endeusam os que julgam ser obedientes, por terem conseguido algo que não é para todas as pessoas. Assim, aplacam a sua culpa na prática de uma religião hipócrita, não se arrependem verdadeiramente de seus pecados, entregam-se às suas inclinações idolátricas e ao fracasso de toda a comunidade. 

A canonização de um santo não tem base bíblica e nem lógica, primeiro porque sabemos que ela não tem autoridade para tornar uma pessoa santa, pois ou ela é ou não é. Se por um lado reconhecer que uma pessoa viveu em santificação é necessário, é bom para nos lembrar o mandamento do Senhor, para nos estimularmos a nós mesmos a viver em santidade como os santos que são exemplos que, apontam para Cristo (Fl 3:17; I Co 11:1; Ef 5:1), por outro lado, as canonizações se fundamentam em estórias, lendas e crendices do povo que, faz dos santos deuses ou semi deuses, atribuem-lhes poderes exclusivamente divino como por exemplo: o poder de conhecer todas as coisas (onisciência); o poder de fazer o que bem quiserem e atender às súplicas do povo e de indivíduos por milagres (onipotência) e estarem presentes nos diversos continente ouvindo e socorrendo às orações do mundo católico (onipresença).

A maneira própria distorcida e contrária à Bíblia de ver a santidade do catolicismo romano afetou o nosso compromisso e segurança da graça maravilhosa de uma vida em santidade. A santidade não pode ser transformada em uma instituição, oficio, honraria ou qualquer coisa distante da piedade popular, do povo comum, apresentada como um sacrifício humano e uma exceção ou que se faça com ela uma confusão e distorção do verdadeiro culto que deve ser prestado somente a Deus. O único Deus vivo, verdadeiro, santo e eterno nos ordena: "Sede santos como eu sou santo". A santidade está na graça de obedecer a Deus vivendo o aperfeiçoamento em santidade. Ser um santo não é uma benção realizada por um ato canônico político religioso de um colegiado de políticos eclesiástico, mas, se trata de uma benção do céu, concedida pela graça de Deus Pai no Poder do Espírito Santo, pelos merecimentos de Deus Filho e pela purificação no seu sangue derramado na cruz."

Autor: Rev. Anatote Lopes

Fonte: http://anatotelopes.blogspot.com.br/2014/04/porque-nao-e-certa-canonizacao-dos.html?spref=fb

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

A assunção de Maria

"Celebra a Igreja Católica, no dia 15 de agosto, a ocasião em que Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial. O dogma da assunção de Maria corporalmente ao céu foi proclamado pelo Papa Pio XII, no dia 1 de novembro de 1950, na Constituição Munificentíssimus Deus.

Dogma, explicam as autoridades católicas, é a palavra que encerra uma verdade de Fé, revelada por Deus (na Sagrada Escritura ou contida na Tradição), e que também é proposta pela Igreja como realmente revelada por Deus. Nesse caso se diz que o Papa “ex-cathedra”, quer dizer, que fala e determina algo em virtude da autoridade suprema que tem como Vigário de Cristo e Cabeça Visível da Igreja, Mestre Supremo da Fé, com intenção de propor um assunto como crença obrigatória dos fiéis católicos. A justificação desse dogma foi feita da seguinte maneira:

“Depois de elevar a Deus muitas e reiteradas preces e de invocar a luz do Espírito da Verdade para glória de Deus onipotente, que outorgou à Virgem Maria sua peculiar benevolência; para honra do seu Filho, Rei Imortal dos séculos e vencedor do pecado e da morte; para aumentar a glória da mesma augusta Mãe e para gozo e alegria de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a Imaculada Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, terminado o curso da sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma à glória do céu.”

O Novo Catecismo da Igreja Católica estabelece: “A Assunção da Santíssima Virgem constitui uma participação singular na Ressurreição do Seu Filho e uma antecipação da Ressurreição dos demais cristãos.” (966)

O Papa João Paulo II falando sobre a Assunção de Maria, explica esse dogma nos seguintes termos:

“O dogma da Assunção, afirma que o corpo de Maria foi glorificado depois de sua morte. Com efeito, enquanto para os demais homens a ressurreição dos corpos ocorrerá no fim do mundo, para Maria a glorificação do seu corpo se antecipou por singular privilégio”. (JP2-julho 97)

RAZÕES CATÓLICAS
Os católicos procuram justificar o dogma da Assunção Corporal de Maria com os seguintes argumentos:

1) Ensinam os líderes católicos que Maria é dita pelo Anjo Gabriel “cheia de graça” . Entendem então que Maria nunca esteve sujeita ao império do pecado. Sendo assim ela não conheceu a corrupção na sepultura, sendo glorificada não só na alma, mas também em seu corpo.

Resposta Apologética: A tradução “cheia de graça”, na saudação do anjo Gabriel, não é tradução correta. Na verdade, Maria foi saudada pelo anjo com a expressão, "Salve, agraciada..." (LC 1:28) Maria não foi cheia de graça mas foi altamente favorecida por Deus por ter sido escolhida para ser mãe de Jesus. A graça e a verdade vieram por Jesus Cristo. "Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo." (João 1:17)

Nós, como pecadores, precisamos de um Salvador que é Jesus. Ora, o cântico de Maria dá margem a admitir-se que ela reconheceu sua condição de igualdade com todos os demais seres humanos pecadores (Romanos 5:12). Ela chamou a Deus seu Salvador: "Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador; Porque atentou na baixeza de sua serva; Pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada," (Lucas 1:46-48)

Maria declara ser Deus seu Salvador. Ora, quem precisa de Salvador é um pecador. Era o caso de Maria, incluindo-se na condição de todos os seres humanos (Romanos 3.23) Não disse que ela era senhora. Disse ser uma serva de Deus.

2) Dizem mais os católicos que a carne da mãe e a carne do filho são uma só carne. Ora, continuam, Maria é mãe de Jesus, que foi glorificado em corpo e alma após ter morrido. Conseqüentemente, deve ter tocado a Maria a mesma sorte gloriosa a Assunção de Maria.

Resposta Apologética: Embora a natureza humana de Jesus em tudo fosse idêntica a de Maria, pois Jesus sentia fome, sede, sono, etc., a forma da geração do corpo de Maria e Jesus são diferentes. O dogma da imaculada conceição de Maria não é bíblico. Se ela fosse realmente imaculada na sua conceição, o mesmo teria que ocorrer com seus pais e daí para toda sua descendência. Não é o caso de Jesus que foi concebido no ventre de Maria pelo Espírito Santo. O próprio anjo Gabriel ao anunciar o nascimento de Jesus face à admiração de Maria de como isso aconteceria, o anjo Gabriel explicou:

" Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus. E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus. E disse Maria ao anjo: Como se fará isto, visto que não conheço homem algum? E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus." (Lucas 1:30,31,34,35); "Por isso, entrando no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste, Mas corpo me preparaste;" (Hebreus 10:5). Jesus foi concebido pelo Espírito Santo e não tinha natureza pecaminosa. Diz a Bíblia: "Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus." (Hebreus 7:26).Maria, concebida por seus pais humanos, herdou natureza pecaminosa como todos os seres humanos (Salmos 51.5)

CONTROVÉRSIA SOBRE A MORTE DE MARIA

Há uma controvérsia sobre dentro do catolicismo sobre se Maria foi assunta ao céu sem morrer ou se morreu e foi ressuscitada. Alguns líderes afirmam, “Encerrado o curso de sua vida terrestre, foi assumida...” Já a tradição afirma que Maria morreu e aponta o seu sepulcro em Jerusalém, assim como o lugar em que teria morrido. Do seu sepulcro foi assunta ao céu em corpo e alma.

O QUE DIZ A BÍBLIA

A Bíblia omite qualquer informação sobre a morte de Maria e de sua ascensão ao céu em corpo glorificado. O último registro sobre Maria é encontrado em Atos 1:13-14: "E, entrando, subiram ao cenáculo, onde habitavam Pedro e Tiago, João e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, irmão de Tiago."
Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos."

Registra a Bíblia o arrebatamento de dois personagens: Enoque e Elias.

Sobre Enoque diz a Bíblia: "E andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou." (Gênesis 5:24); "Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte, e não foi achado, porque Deus o trasladara; visto como antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus." (Hebreus 11:5)

Sobre Elias, a Bíblia registra: "E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho." (II Reis 2:11)

A ASCENSÃO DE JESUS

Durante o seu ministério na terra Jesus por várias vezes se referiu à sua morte e sua ressurreição:

"Desde então começou Jesus a mostrar aos seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muitas coisas dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia." (Mateus 16:21)

"Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei. Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias? Mas ele falava do templo do seu corpo. Quando, pois, ressuscitou dentre os mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isto; e creram na Escritura, e na palavra que Jesus tinha dito." (João 2:19-22).

O relato sobre a ascensão de Jesus é registrado em Atos 1.9-11, que diz: "E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco. Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir."

Estevão o viu como o Filho do Homem. A expressão “Filho do Homem” se refere à natureza humana. "E disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus." (Atos 7:56); "Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem." (Mateus 24:27); "Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória." (MT 24:30).

Alguns anos mais tarde, João relata no Apocalipse 1.13-18 a aparição de Jesus glorificado lá no céu: "E no meio dos sete castiçais um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés de uma roupa comprida, e cingido pelos peitos com um cinto de ouro. E a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve, e os seus olhos como chama de fogo; E os seus pés, semelhantes a latão reluzente, como se tivessem sido refinados numa fornalha, e a sua voz como a voz de muitas águas. E ele tinha na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois fios; e o seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece. E eu, quando vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último; E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno."

O ARREBATAMENTO DA IGREJA

O apóstolo Paulo relata a esperança do arrebatamento da Igreja baseado na ressurreição do próprio Jesus e de sua ascensão ao céu. Diz ele, "Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem." (I Coríntios 15:20). Com base nesta declaração ele fala como se dará a nossa glorificação. "Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas." (Filipenses 3:20,21)

*Qual a diferença entre assunção e ascensão?

A palavra “assunção” tem o sentido de ser elevado a um cargo ou dignidade. Na liturgia da Igreja católica, a festa da assunção de Maria celebra o recebimento da Virgem Maria no Céu, em corpo e alma, ou seja, Maria é elevada a uma dignidade única em toda a história da humanidade, uma dignidade que nenhum outro ser humano ainda a teve.

Ascensão é o ato de subir, elevação. Na liturgia da Igreja Católica, a Ascensão de Jesus é a celebração de sua volta aos céus, ao Pai, do qual veio, em corpo e alma, diante dos apóstolos.


Porém, popularmente, se diz que a “ascensão” é subir pelas próprias forças — referindo-se a Jesus, que é Deus; e “assunção” é ser elevado por outro — no caso de Maria, um ser humano, levada ao Céu por anjos."

sábado, 3 de agosto de 2013

Papa Francisco: anticristo igual aos outros!

Pensar que o anticristo precisa ter olhos vermelhos, sobrancelhas salientes, usando terno e gravata, é fantasia evangélica. 

O papa atual é um católico fiel e fervoroso, simpático, humilde (parece), mas continua o legado por participar de uma escola de anticristos. A diferença é o poder que eles não têm mais como tinham antes de serem confinados no Vaticano.

Conduz e fortalece a idolatria, de santos, de imagens, de Maria, e de si mesmo. Também assumindo papel de Vigário de Cristo, perdoando pecados, sucessor de um Pedro que seria Líder da Igreja de Cristo. Roma é a mesma!

Os Puritanos acertaram em cheio quando redigiram a Confissão de Fé de Westminster (Cap. 25), que a Igreja Presbiteriana do Brasil adota:

VI. Não há outro Cabeça da Igreja senão o Senhor Jesus Cristo; em sentido algum pode ser o Papa de Roma o cabeça dela, mas ele é aquele anticristo, aquele homem do pecado e filho da perdição que se exalta na Igreja contra Cristo e contra tudo o que se chama Deus.” Col. 1:18; Ef. 1:22; Mat. 23:8-10; I Ped. 5:2-4; II Tess. 2:3-4.



segunda-feira, 20 de maio de 2013

Como a Igreja Católica justifica o ‘culto às imagens’?


O grande 'calcanhar de Aquiles' da Igreja Católica, no confronto religioso com os evangélicos brasileiros foi (e ainda é) o uso de imagens na adoração; ícones e ‘amuletos católicos’. Porém, visto que os evangélicos estão agora usando ‘objetos sagrados’, benzidos com uma chamada ‘unção’, esse antigo argumento fortemente usado, recebe um contraponto.


De qualquer forma, a Igreja Católica oficialmente sempre apresentou uma ‘justificativa’ para esse serviço litúrgico, de cultuar os santos por meio das imagens, e finalmente, ou na verdade, ‘apenas’ a Deus por meios dos santos...


A ICAR explica da seguinte maneira em seu Catecismo:

IV. "Não Farás Para Ti Imagem Esculpida De Nada..."
... desde o Antigo Testamento, Deus ordenou ou permitiu a instituição de imagens que conduziriam simbolicamente à salvação por meio do Verbo encarnado, como são Serpente de Bronze, a Arca da Aliança e os Querubins. 2131 Foi fundamentando-se no mistério do Verbo encarnado que (sétimo Concílio ecumênico, em Nicéia (em 787), justificou, contra os iconoclastas, o culto dos ícones: os de Cristo, mas também os da Mãe de Deus, dos anjos e de todos os santos. Ao se encarnar, o Filho de Deus inaugurou uma nova "economia" das imagens. 2132 O culto cristão das imagens não é contrário ao primeiro mandamento, que proíbe os ídolos. De fato, "a hora prestada a uma imagem se dirige ao modelo Original, e "quem venera uma imagem venera a pessoa que nela está pintada. A honra prestada às santas imagens é uma "veneração respeitosa", e não uma adoração, que só compete a Deus: Oculto da religião não se dirige às imagens em si como realidades, mas as considera em seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem enquanto tal não termina nela, mas tende para a realidade da qual é imagem.”


Pelo que podemos perceber, a ICAR diz que quando um católico cultua uma imagem, na verdade é uma adoração relativa, um ato de reverência, e não necessariamente um culto ao objeto. E que na verdade, apenas Deus é o objeto que finalmente é adorado e cultuado, usando apenas esses meios visuais. A utilidade de tais, pelo que entendi, e resguardada as devidas proporções e natureza, se assemelha ao conceito protestante de Sacramento.


Algumas objeções podem ser apresentadas:


1. Não existem prescrições no Novo Testamento que subscrevem, exemplifiquem ou mesmo incluem, na adoração neotestamentária, objetos e imagens que devam auxiliar, mesmo que de maneira relativa, na oração e na adoração. 

2. A explicação é irrealista, pois na vida fiel católica, o caminhar da fé está profundamente ligado ao objeto. Vemos isso em casas de católicos fieis e em procissões.

3. O problema devocional piedoso é patente, pois não é o quanto podemos nos aproximar de problemas na adoração, arriscando-nos a ter nossa devoção deturpada, mas nos afastar de tudo que coloque em risco nossa adoração.

4. A justificativa é um reducionismo exagerado e revela uma deturpação do que é realmente bíblico.

5. A abrangência do mandamento está em clara afronta ao que o catecismo da ICAR diz: “Culto às imagens”. O mandamento afirma: “... nem lhes darás culto...” (Ex 20.5)!

6. O conceito que o católico tem de imagens especificas. Uma imagem tem mais valor do que outras, mesmo sendo do MESMO santo.

7. Os objetos apresentados como justificativa; serpente de bronze, arca da aliança, etc. não mostram que Deus mandaria construir outros objetos em outras ocasiões.

8. Não parece que os tais foram objetos de culto, nem mesmo relativos e nem 'mediatários' (exceção da serpente, que curiosamente por causa disto, acabou sendo destruída - "Ele tirou os altos, quebrou as estátuas, deitou abaixo os bosques, e fez em pedaços a serpente de metal que Moisés fizera; porquanto até àquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso, e lhe chamaram Neustã." II Rs 18.4 ).

9. A doutrina católica original, a bíblica, a dos Evangelistas Mateus, Marcos Lucas e João, registraram que apenas uma imagem em pessoa, enquanto na terra, foi adorada: Jesus Cristo, Homem e Deus ao mesmo tempo e da mesma maneira.


Conclusão:

Deus é que proíbe o uso de imagens na adoração, como meios de comunhão com Ele (Isa 42.8; veja também Is 44.9-20). Deus também não é adorado por meios de objetos representativos de outros seres (Mt 4.10). Ele deve ser adorado diretamente – a Trindade na Unidade e a Unidade na Trindade – qualquer outra pessoa, constitui um adultério espiritual, e jamais pode ser considerada uma adoração em espírito e em verdade (Jo 4.23,24).


Por mais que justifiquem, a classificação de idolatria no serviço litúrgico católico jamais será mudada. E dificilmente um católico fiel pensará biblicamente. A condenação é dura: 'os idólatras', disse Deus, 'serão lançados no lago de fogo'! - Apocalipse 20.8