sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Crescimento da igreja mórmon?

A alegação de que o mormonismo é a crença que cresce mais rápido no mundo tem sido repetida por sociólogos, antropólogos, jornalistas e SUDs orgulhosos como um fato percebido e inatacável. 

O problema é que isto não é verdade. 


Hoje, a Igreja SUD têm mais de 12 milhões de membros em seu rol, mais que o dobro de seu número no quarto de século. Mas desde 1990, outras crenças - Adventistas do Sétimo-Dia, Assembléias de Deus e pentecostais - cresceram muito mais rápido e em mais lugares ao redor do globo. 

E o mais importante: o número de SUDs que são considerados devotos ativos é só um terço do total, ou 4 milhões nos bancos todos os domingos, dizem os investigadores.

Para uma igreja com um grande corpo dedicado de missionários dedicados buscando constantemente espalhar sua palavra, o número de conversos nos anos recentes conta uma história inesperada. 


De acordo com estatísticas publicadas pela igreja SUD, o número anual de convertidos SUD abaixou de 321.385 em 1996 para 241.239 em 2004. Nos anos noventa, a taxa de crescimento da igreja foi de 5% por ano para 3%.

Por comparação, a igreja Adventista do Sétimo Dia informa que foram adicionados mais de 900.000 adultos convertidos a cada ano desde 2000 (um crescimento médio de cerca de 5%), dando um total de 14.3 milhões de membros. As Assembléias de Deus alegam ter mais de 50 milhões de membros no mundo e adicionam 10.000 novos membros diariamente.

A Rússia fornece um dramático exemplo de diferentes taxas de crescimento religiosas. Lá, depois de mais de 15 anos de proselitismo, os membros SUD subiram para 17.000. Durante o mesmo período, as Testemunhas de Jeová aumentaram  mais de 140.000, com uns 300.000 indivíduos assistindo a conferências. 


Gráfico de atividades. Quando o Centro Diplomado da Universidade da Cidade de Nova Iorque realizou uma Pesquisa de Identificação Religiosa americana em 2001, descobriu que o mesmo número das pessoas que disseram ter entrado à Igreja de SUD depois a tinham deixado. A pesquisa informou que o crescimento mundial da igreja era de 0%. Por comparação, o estudo mostrou que as Testemunhas de Jeová e os Adventistas do Sétimo-Dia tiveram um aumento de 11%. 

"Como as estatísticas de membros são preparadas e informadas diferentemente por vários grupos religiosos, a Igreja SUD não publica comparações do total de membros com outras crenças", disse o porta-voz SUD, Dale Bills, na sexta-feira.

Sobre a questão de quantos mórmons são participantes ativos, o demógrafo Tim Heaton, da Universidade Brigham Young,notou na Enciclopédia do Mormonismo, que a freqüência a reuniões sacramentais semanais nos anos 90 foi entre 40  e 50% por cento no Canadá, no Pacífico Sul e nos Estados Unidos. Na Europa e África, a média era de 35%. A freqüência na Ásia e América Latina pairou em torno dos 25%.


Multiplicando o número de membros em cada área por estas frações, David G. Stewart Jr. estima que a atividade mundial é de aproximadamente 35% - o que daria a igreja aproximadamente 4 milhões de membros ativos. 


Stewart, um mórmon ativo que serviu em uma missão na Rússia nos anos 90, tem realizado pesquisa em obras missionárias SUD em 20 países durante 13 anos, examinando censos e dados publicados. 


Tome o Brasil como exemplo. Em seu censo de 2000, 199.645 residentes se identificaram como SUD, enquanto a igreja listou 743.182 em seu rol. 


"Pode haver qualquer número de razões para esta discrepância", disse Bill e "incluindo preferências pessoais de alguns cidadãos relativo a revelação de sua afiliação religiosa". 


Retendo membros. Stewart diz que os mórmons precisam ter conhecimento de tais estatísticas para serem missionários mais eficazes. Para este fim, ele está publicando sua pesquisa, junto com uma descrição do que ele chama "princípios testados para melhorar o crescimento e retenção" em um livro chamado "A Lei da Colheita: princípios práticos do trabalho missionário eficaz"


"É uma questão de séria preocupação que as áreas com aumento rápido de membros, como a América Latina e as Filipinas, também são as áreas com a maior baixa retenção de convertidos", diz Stewart, um médico da Califórnia. "Muitos outros grupos, inclusive os Adventistas e as Testemunhas de Jeová, alcançaram excelentes taxas de retenção de conversos nessas culturas e sociedades. Os SUD perdem 70 a 80% dos conversos, enquantoos Adventistas retém 70 a 80% dos seus". 


Talvez a melhor medida do crescimento SUD é a taxa de unidades de novas igreja, como alas (congregações) e estacas (como uma diocese). Como eles são realizados por voluntários, tais unidades não podem funcionar sem membros bastante ativos. 


Em 1980, The Ensign, a revista da Igreja SUD, predisse que a membresia cresceria de 4.6 milhões de membros naquele momento para 11.1 milhões em 2000, e de 1.190 estacas para 3.600 em 2000. Enquanto o número de membros veio muito perto do valor projetado, só houve 2.602 estacas mundiais ao fim de 2002. 


"Você pode usar estas tendências para dizer que a porcentagem está diminuindo, que os números abaixaram ou eles estão caindo. Eles nos contam o que está acontecendo agora mesmo", diz Heaton diz. "Mas para nos tentar a falar sobre o futuro é um negócio arriscado. E se de repente a China ou a Índia nos deixarem e o trabalho [missionário] aumentar"? 


Predizendo o futuro. Em 1984, o sociólogo Rodney Stark, da Universidade de Washington, ficou surpreso ao descobrir que a taxa de crescimento da Igreja SUD de 1940 a 1980 foi de 53%. Ele calculou que se continuasse crescendo a uns modestos 30%, haveria 60 milhões de mórmons pelo ano 2080; se 50%, iria a 265 milhões. 

Ele predisseram que a Igreja SUD "alcançará uma membresia mundial comparável ao Islã, budismo, cristianismo, hinduísmo e as outras crenças dominantes". 

Os SUD estão para se tornar "a primeira crença principal a aparecer na terra desde que o Profeta Maomé passou pelo deserto", Stark escreveu. 

Muitas pessoas, especialmente mórmons, acataram as declarações de Stark. Entretanto, nos recentes anos, alguns estudiosos desafiaram suas suposições. 

Em primeiro lugar, o budismo da verdadeira Terra, o Sokka Gakkai, Baha'i e o sufismo são todos de tamanho comparável ou maior e surgiram desde o Islã  no séc. VII, disse Gerald McDermott, professor de estudos religioso da Faculdade de Roanoke, na Virgínia, que deu um ensaio em um simpósio na Biblioteca do Congresso sobre mormonismo em abril. 

Uma chave para o mormonismo se tornar uma religião mundial, diz McDermott, é como pode transcender sua cultura de fundação para se tornar universal. Por exemplo, o catolicismo começou em Jerusalém mas encontrou lar em muitos outros lugares onde  foi facilmente assimilado em culturas locais. 

A mensagem SUD encontrou um público pronto na América Latina e no Pacífico Sul, onde os missionários mórmons podem falar para as pessoas que Deus não as esqueceu. O Livro de Mórmon é a história de uma família hebraica que migrou de Jerusalém para o Novo Mundo e conta uma visita aos descendentes por Jesus Cristo depois de Sua ressurreição.
Mesmo assim, a igreja não se deu tão bem como outras religiões cristãs na África e China, já que não há esta certeza para eles, ele diz. 

Religião americana. O mormonismo é "totalmente americano", diz McDermott, em uma recente entrevista por telefone. "Deus visitou [o fundador mórmon] Joseph Smith no estado de Nova Iorque. O Éden começou no Missouri e o milênio terminará lá. O novo êxodo aconteceu na América do Norte". 

Nenhuma destas críticas aborrece Stark, que agora ensina na Universidade de Baylor em Waco, Texas. Ele se diverte com reações. 

"A igreja gostou dos resultados e as pessoas que estão contra a igreja estão desesperadas para entender por que isto não acontece" ele disse na semana passada. "Todo mundo leva a coisa muito seriamente. Eu tentei fazer claro desde o princípio que eu estava tentando para trazer um pouco de disciplina a muitas conversações loucas". 

Era um jogo de "vamos imaginar", diz Stark, quando ele aplicou a fórmula de juros acumulados e viu grande números de mórmons. 

Ele diz que nunca suas projeções eram para ditar o futuro do mormonismo. Outros podem ter modelos mais complexos que desafiam seus cálculos. 

"Eles podem ter razão", ele diz. "Mas se [o crescimento mórmon] reduziu, pode aumentar de novo".


Stark, cujo trabalho será republicado este outono em um novo volume, The Rise of a New World Faith: Rodney Stark on Mormonism, não vê nenhuma razão para se desculpar por suas alegações. 

"Já há mais mórmons que judeus" ele diz, "e nós queremos considerar o Judaísmo uma grande religião mundial". 

sábado, 21 de janeiro de 2012

As Testemunhas de Jeová e os Adventistas - ‘Tal pai tal filho’ !!!

Certa vez o apologista Leandro Quadros me disse que dizer que existe semelhanças entre os Adventistas e os TJs ‘demonstra falta de conhecimento de ambos os grupos’.


Vamos ver algumas semelhanças? (ASD e TJ).


 ASD: Primeiro anunciou a vinda de Cristo para 1843, depois mudou para 1844. Depois achou que seria em 1851.


 TJ: Primeiro anunciou a vinda de Cristo para 1914, depois mudou para 1918, e para diversas outras datas.



ASD: Espiritualizou a vinda de Cristo em 1844, chamando essa doutrina de Juízo Investigativo.



TJ: Espiritualizou a vinda de Cristo em 1914, chamando essa doutrina de ‘Presença invisível de Cristo’.



ASD: Foi influenciado por J. A. Brow no uso de um texto de Daniel (8.14).



TJ: Foi influenciado pelo adventista Nelson Balbour, que também foi influenciado por Brow, no uso de um texto de Daniel (4.22).



ASD: Acrescentou uma marca distintiva para diferenciá-los de outros grupos ‘adventistas’– O Sábado.



TJ: Acrescentou uma marca distintiva para diferenciá-los de outros ‘estudantes da bíblia’ – O nome Jeová.



ASD: Negam a imortalidade da Alma e a existência do tormento eterno.



TJ: Negam a imortalidade da Alma e a existência do tormento eterno.



ASD: Possui uma presença mística e escolhida, pessoal, em seu histórico. Ellen White chamada de ‘ESPÍRITO DE PROFECIA’. Por isso são eles a religião verdadeira!



TJ: Possui uma presença mística e escolhida, pessoal, em seu histórico e na atualidade. O Corpo Governante chamado de ‘ESCRAVO FIEL E DISCRETO’. Por isso são a eles a religião verdadeira!



ASD: Texto deturpado para o canonizar desde 1844 a profetisa Ellen White: Ap 19.10



TJ: Texto deturpado para canonizar desde 1919 o Corpo Governante: Mt 24.45



ASD: Questiona a exatidão das traduções atuais.



TJ: Questiona a exatidão das traduções atuais. Produziram uma.



ASD: Já ensinaram absurdos sobre saúde.



TJ: Já ensinaram absurdos sobre saúde.



ASD: Já negou a trindade.



TJ: Foram influenciados pelos adventistas pioneiros, e até hoje são antitrinitarianos.



ASD: Acusam os protestantes de aceitarem o Domingo do catolicismo.



TJ: Acusam os Protestantes de aceitarem a Trindade do catolicimso.


‘Tal pai tal filho’ diz a sabedoria popular...

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

João Calvino e o caso Serveto

"O caso Serveto é constrangedor para os calvinistas. Foi uma mancha
que poderia ter sido evitada na biografia do grande reformador. O que eu
posso dizer é o seguinte:

1. Por negar a doutrina da Trindade e outras idéias, Serveto havia sido
condenado à morte pela Inquisição em Lyons, no sul da França, mas conseguiu
fugir.

2. Ele foi para Genebra sabendo que Calvin, a igreja reformada e as
autoridades civis discordavam totalmente das suas idéias não-ortodoxas.

3. Ele foi julgado e condenado à morte pelas autoridades civis de Genebra,
onde a heresia, como em quase toda a Europa, era considerada um crime grave
(não apenas um pecado), sendo passível de execução.

4. Calvino teve uma participação óbvia no caso, como a principal testemunha
de acusação. Todavia, nessa época o reformador tinha um relacionamento tenso
com as autoridades. Por isso, quando ele pediu que a execução fosse por
decapitação, e não pela fogueira, seu pedido não foi atendido.

5. Temos de reconhecer que Calvino errou nesse episódio; ele não era
obrigado a seguir essa prática injusta do seu tempo. Os reformados
reconheceram isso em 1903, erguendo um monumento em que lamentaram esse erro
do seu líder.

6. Devemos reafirmar o nosso compromisso com a tolerância e a liberdade de
pensamento, expressão e religião; ninguém deve ser perseguido, torturado ou
morto por causa das suas idéias, por mais que não concordemos com elas.

7. Todavia, é injusto, em razão do caso Serveto, esquecer todas as
contribuições positivas de Calvino como reformador, líder eclesiástico,
teólogo e escritor fecundo e influente.

8. Também erram as pessoas que ficam lembrando esse caso, mas
convenientemente se esquecem de que na mesma época a Inquisição e as guerras
religiosas contra os protestantes estavam fazendo centenas ou mesmo milhares
de vítimas (de 10 a 20 mil protestantes foram massacrados no infame Dia de
São Bartolomeu, 24 de agosto de 1572)."

 Alderi Souza de Matos: Recebido por e-mail.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

WILLIAM MARRION BRANHAM SOB ESCRUTINIO: PARTE 3

ELIMINADO DIFICULDADES E PRODUZINDO OUTRAS

O que faz WMB para diluir a dificuldade em ser estritamente dogmático na divisão do tempo em Sete Eras? Em alguns momentos ele faz declarações genéricas, mas que na verdade compromete: “As sete igrejas lá foram escolhidas dentre todas as outras igrejas por suas características, pois essas mesmas características seriam encontradas nas sucessivas eras séculos mais tarde.”(pg 6). Isso é o que o Protestantismo equilibrado pensa sobre a escolha das sete igrejas, E DE TODAS AS DEMAIS PARTES DA ESCRITURA SAGRADA. Mas observe que “lá” estavam presentes ao mesmo tempo! Isso compromete a divisão de tempo que é o objetivo da existência do livro As Sete Eras e o que ele diz na página 70: “ [...] o Espírito não está falando apenas aos santos originais de Éfeso. Esta mensagem é para toda era que durou cerca de 120 anos. Sua mensagem portanto, é para todas as gerações nesse espaço de tempo. Agora a história continua se repetindo.” (grifo meu). Note bem aqui. A mensagem de Apocalipse 2.1-7 era uma mensagem para uma era de 120 anos.

Essa interpretação gratuita parece que é um baluarte para ele: “Oh, nós não revelamos quem foram estes sete mensageiros, mas com a ajuda de Deus o faremos, e esse mistério será consumado. As sete eras nós conhecemos. Elas estão registradas na Palavra [...]” (pg.48).

A PROVA DE WMB PARA AS SETE ERAS

Todo herético que se preze, precisa usar a Bíblia para promover seus ensinos. Claro que esse uso é sempre um estupro hermenêutico. WMB, o Valdemiro Santiago do Tabernáculo da Fé, não passou longe disso. Ele diz de alguns ‘princípios para descobrir os mensageiros, e a quando termina cada era’(52). Gostaria muito de produzir a postagem levando em conta a suposta base bíblica de tais interpretações. Mas após lê-las, não me senti nem um pouco animado.

WMB inicialmente diz algo que está bem próximo do que Ellen White diz na Introdução do Grande Conflito, compare:

ELLEN WHITE: “Mediante a iluminação do Espírito Santo, as cenas do prolongado conflito entre o bem e o mal foram patenteadas à autora destas páginas. De quando em quando me foi permitido contemplar a operação, nas diversas épocas, do grande conflito entre Cristo, o Príncipe da vida, o Autor de nossa salvação, e Satanás, o príncipe do mal, o autor do pecado, o primeiro transgressor da santa lei de Deus [...] Eles desejam derrubar aquilo que Deus deseja restaurar pela mensagem de Laodicéia.” (O Grande Conflito, Introdução, pg 19,.)

WIILIAM MARRION BRANHAM: “Uma vez que este estudo seria o mais sério que eu já empreenderia até esta ocasião, eu busquei a Deus, durante muitos dias, pela inspiração do Espírito santo. Só então, li as escrituras sobre as eras da Igreja e me aprofundei nas muitas histórias da igreja, escritas pelos mais imparciais historiadores que pude encontrar. Deus não falhou em responder à minha oração, porque enquanto lia a Palavra e as histórias, foi-me permitido pelo Espírito Santo ver descortinado um padrão, que se estende através dos séculos e até exatamente este último e presente dia.”(pg 51).
Sei lá…

Mas vamos aos princípios que WMB diz possuir. Aquilo que ele chama de “Chave Básica da Bíblia”(pg51):

PROVA NÚMERO 1: Segundo WMB, visto que Deus é o mesmo ontem, hoje e será eternamente, Ele não muda, logo ele sempre age da mesma maneira. Resultado: Se você descobrir como Deus agiu em por meio de um mensageiro de uma certa Era, logo as demais Eras terão os ‘mesmos’ mensageiros(pg52)!

PROVA NÚMERO 2: Visto que Deus não falou com a Igreja de Jerusalém, só falou com setes igrejas gentílicas, essa é obviamante a Plenitude dos Gentios, ou seja, As Setes Eras da Igreja. Segundo WMB, a plenitude dos gentios de Romanos 11.25-29 “é a mesma e única coisa”(56) dessas chamadas Setes Eras.

'REPOSTA': Entendo que os irmãos que lerem esta postagem, nem precisam que eu escreva sobre a fragilidade da argumentação. Peço desculpa aos amigos seguidores desse senhor, WMB. Mas visto que ele disse que quem é Trinitariano não tem “raciocínio inteligente” (ou seja, desequilibrado e burro), e como sou Trinitariano convicto, devo ser burro para refutar essa prova anódina. Não importa se dispensacionalistas, quem quer seja que a tenha usado, é uma estupidez teológica.

Qualquer coisa pode se provar com a Bíblia se ela for usada dessa maneira. Eu sempre tenho lido livros de seitas e é assim que as coisas começaram. Um homem simples, honesto, pega a Bíblia lê ela com ares de um ‘desbravador e restaurador’, depois publicam coisas desse tipo. Um grupo gosta, se identifica, e lá vão seguindo-o cegamente. Foi assim com Ário, com Guilherme Miller, Charles Russel, Branham, e tantos outros.

Só gostaria de dizer sobre a segunda prova algo que ajudaria aos seguidores de WMB (e ele mesmo se tivesse vivo). Se fosse o caso das Sete Eras ser o período gentílico, haveria necessidade de ter outros mensageiros além de Paulo, sendo que o próprio WMB reconhece que Paulo seria o Apóstolo para os gentios (pg 58,59)? WMB diz que ‘Paulo foi o Profeta-Mensageiro para os gentios’! Ei sei que cada igreja tem seu mensageiro, segundo o esquema de WMB. Mas o que estou dizendo é que o “esquema” fiando-se na plenitude gentílica já teria seu mensageiro.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

COSMOVISÕES parte 4 (segundo teste)


TESTE DA ABRANGÊNCIA                                                Por: Lucio A. de Oliveira


Outro teste que é feito entre cosmovisões é quem explica melhor e mais os fatos. Nash se expressa muito bem quando diz: “Cosmovisões deveriam ser relevantes em termos do que sabemos sobre o mundo e sobre nós mesmos” (NASH, 2008, p.27). Sire esclarece a tarefa desse teste: “Uma [...] característica para uma cosmovisão adequada é que ela deve ser capaz de abranger as informações da realidade – dados de todos os tipos... [...]. Todas essas informações devem ser cuidadosamente avaliadas, primeiramente em seu nível mais inferior (Isso é verídico? É ilusório?). No entanto, se os dados passarem pelo teste, devemos ser capazes de incorporá-los em nossa cosmovisão” (SIRE, 2009, p.307).
As cosmovisões que não explicam ou negam fatos que conhecemos (pelo menos aparentemente)  caem em descrédito. Outra vez as palavras de Nash são pertinentes: “Uma pessoa age apropriadamente quanto objeta à reivindicação de uma cosmovisão que conflita com aquilo que sabemos ser verdadeiro acerca do universo físico” (NASH, 2008, p.27); e Sire arremata a questão: “Visto que nossa cosmovisão nega ou falha em compreender as informações, ela é falsa ou, pelo menos, inadequada” (SIRE, 2009, p.308).
Podemos pensar em alguns exemplos. Uma cosmovisão que inibe a ciência, nega tudo como se fosse uma ilusão e portanto não é digna de ponderação; ou uma cosmovisão que afirma que o espaço sideral não existe (um exemplo grotesco, cômico, mas não impossível) certamente falham no teste da abrangência, pois  a “cosmovisão deveria nos ajudar a entender o que percebemos” (NASH, 2008, p. 28);
Mas isso não só diz respeito às coisas que percebemos no mundo externo (logicamente, não estamos defendendo a existência de dois mundos distintos, o externo e o interno). “Nenhuma cosmovisão merece respeito quando ignora suas inconsistências em relação à experiência humana” (NASH, 2008, p. 28); e “Cosmovisões precisam também ser ajustadas ao que conhecemos a nosso próprio respeito” (NASH, 2008, p. 28).
Nash elabora uma lista de questões quanto à isso:

Exemplos desse tipo de informação incluem os seguintes: sou um ser que pensa, tem esperança, experimenta prazer e dor, crê e deseja. Sou também um ser que geralmente tem consciência do que é moralmente certo e errado, e que se sente culpado e pecador quando falha em fazer o que é certo. Sou um ser que lembra o passado, que é cônscio do presente e que antecipa o futuro. Posso pensa rem coisas que não existem. Posso planejar e executar meus planos. Sou capazes de agir intencionalmente, em vez de só responder a meros estímulos; posso ter vontade e posso executar minha vontade. Sou uma pessoa que ama outros seres humanos. Posso simpatizar com outros e compartilhar suas dores e alegrias. Sei que morrerei um dia e tenho fé em que sobreviverei à morte do meu corpo” (NASH, 2008, p. 28-29).

Uma cosmovisão tem de lidar com esses dados, ou então não são dignas de crédito. O pensador Chesterton nos mostrará uma analogia como uma cosmovisão não abrangente se assemelha à demência.
Primeiro ele faz as chocantes afirmações de que “A explicação oferecida por um louco é sempre exaustiva e muitas vezes, num sentido puramente racional, é satisfatória” (CHESTERTON, 2008, p.34); e que  “...a explicação insana é exatamente tão completa como a do sensato, mas não tão abrangente” (CHESTERTON, 2008, p.35).
Podemos observar que Chesterton está dizendo que o teste da razão não os inibe, nem os contradiz. Então ele observa que a cosmovisão do louco não é tão abrangente quanto a do sensato. Exatamente o ponto que estamos trabalhando aqui.
Chesterton elucida:

Se um homem disser, por exemplo, que os homens estão conspirando contra ele, você não pode discutir esse ponto, a não ser dizendo que todos os homens negam que são conspiradores; o que é exatamente o que os conspiradores fariam. A explicação dele dá conta dos fatos tanto quanto a sua (CHESTERTON, 2008, p.34).

Assim, Chesterton conclui: “A teoria do lunático explica muitas coisas, mas não as explica de um modo amplo” (CHESTERTON, 2008, p.35).
Este pensador, então, observa que ao lidarmos com o lunático devemos mostrar que as cosmovisão nossa é mais abrangente que a dele. O argumento poderia ser assim: “Admito que sua explicação esclarece muitos fatos; mas quantos outros ficam de fora! Não há no mundo outras histórias além da sua? Todos os homens estão ocupados com a sua ocupação?” (CHESTERTON, 2008, p.36).
Outra citação ajuda a reforçar a idéia que, mesmo o teste da razão não conseguindo julgar entre duas cosmovisões, o teste da abrangência o faz:

 Um homem não consegue sair do mal mental só por meio de seu pensamento; pois é exatamente o órgão do pensamento que se tornou doentio, ingovernável e, por assim dizer, independente. Ele só pode ser salvo pela vontade ou a fé. No momento em que a mera razão entra em movimento, ela se move no velho sulco circular, ele dará voltas e mais voltas em seu círculo lógico (CHESTERTON, 2008, p.38).

Parece que Chesterton está dizendo que o lunático deveria mudar seus pressupostos, mudar de cosmovisão.
É interessante notar que cosmovisões que advogam irrealidade ao mundo externo (além do problema com o solipsismo) são extremamente repulsivas e inaceitáveis. Mais uma vez (e finalmente) Chesterton elucida:

 “Em nome da simplicidade, é mais fácil afirmar essa ideia dizendo que o homem pode acreditar que está sempre num sonho. Ora, obviamente não pode haver nenhuma prova positiva de que ele não está num sonho, pela simples razão de que não se pode apresentar nenhuma prova que não se pudesses igualmente apresentar num sonho [...] Mas se o homem começasse a incendiar Londres e a dizer que a sua governanta logo o acordaria para tomar o café da manhã, nós deveríamos prendê-lo e coloca-lo com outros lógicos naquele lugar ao qual aludimos várias vezes no decorrer deste capítulo [um manicômio]” (CHESTERTON, 2008, p.46).

Assim, concluímos que uma cosmovisão deve ser não só razoável, consistente, como abrangente, ajudando-nos a compreender a realidade.

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BIBLIOGRAFIA

CHESTERTON, Gilbert K. Ortodoxia. Tradução de Almiro Pisetta. São Paulo: Mundo Cristão, 2008. 264 p.

NASH, Ronald H. Questões Últimas da vida: uma introdução à filosofia. Tradução de Wadislau Martins Gomes. São Paulo: Cultura Cristã, 2008. 448 p.

SIRE, James W. O universo ao lado: um catálogo básico sobre cosmovisão. Tradução de Fernando Cristófalo. 4. Ed. São Paulo: Hagnos, 2009. 384 p.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Testemunhas Fantasma nos Campos de Concentração Nazistas?

"A Watchtower Society adora o deus dos números. Especialmente se puder ser usado para inflacionar o número de mortes que ocorreram durante os período do domínio Nazi na Alemanha. Uma investigação na literatura da Watchtower é muito reveladora quando se tenta documentar as muitas contradições acerca do que realmente aconteceu durante aqueles anos.
"Um total de 6.019 foram presos, vários deles duas, três ou até mesmo mais vezes, de modo que, somando tudo, 8.917 prisões foram registradas. Juntando-se tudo, foram sentenciados a 13.924 anos e dois meses de prisão, mais de duas vezes o período desde a criação de Adão. Um total de 2.000 irmãos e irmãs foram lançados nos campos de concentração, onde gastaram 8.078 anos e seis meses, uma média de quatro anos. Um total de 635 pessoas morreram na prisão, 253 tendo sido sentenciadas à morte e 203 delas tendo realmente sido executadas. Que belo registro de integridade!" (Anuário das Testemunhas de Jeová de 1975, p. 214)
Conforme podemos ver aqui, a Watchtower Society sabe exactamente quantas Testemunhas de Jeová foram presas na Alemanha durante os anos do regime Nazi. Foram 6.019 pessoas. Os Nazis eram famosos pela forma meticulosa como mantinham os registos de todo o tipo de coisas, portanto é óbvio que não atiravam ninguém para a prisão ou para um campo de concentração sem o prenderem primeiro.
No Anuário acima citado podemos ainda encontrar outra informação muito interessante. Somos informados acerca do número TOTAL de Testemunhas que foram mandadas para campos de concentração durante os anos em que durou o regime Nazi. O número é 2.000! Isto significa que a maioria dos que foram presos foi libertada. Mas quando olhamos mais detidamente para o que várias Watchtowers têm a dizer acerca do número de Testemunhas nos campos, vemos de novo esta tentativa de inflacionar os números e desta vez realmente fora de todas as proporções.
"Hitler não conseguiu fazê-las transigir nas prisões e campos de concentração, onde torturou 10.000 delas, e os Comunistas também não o estão a conseguir nas suas temíveis prisões e campos de trabalho escravo." (The Watchtower, 1.º de Junho de 1960, p. 327)
"Hitler, um Católico Romano, o braço da sua igreja na Alemanha, proibiu as Testemunhas de Jeová de pregar o reino de Deus, e estes Cristãos hodiernos tiveram de dizer à Gestapo, a polícia de Hitler: 'Se é justo à vista de Deus escutar-vos antes que a Deus, julgai por vós mesmos.' Eles continuaram a pregar, embora 10.000 deles tenham sido postos em campos de concentração e mais de 4.000 tenham morrido ali. Os restantes praticamente morreram à fome. O fim da guerra contribuiu para que sobrevivessem." (The Watchtower, 1.º de Janeiro de 1964, p. 13).
A questão aqui é esta: se só foram mandadas para os campos 2.000 Testemunhas, porque é que a Watchtower escreve que 10.000 delas estiveram nos campos? De onde é que as restantes 8.000 pessoas vieram? Será que vieram do mesmo sítio que as 4.000 Testemunhas que se diz terem morrido nos campos? Como é que 4.000 de entre um total de 2.000 pessoas podem morrer? Conforme podemos ver pelos dados do Anuário de 1975, registou-se que o número exacto de mortes foi "um total de 635".
Muitas destas mortes trágicas talvez pudessem ter sido evitadas se não fossem as ordens completamente loucas dadas pelo presidente da Watchtower naquela altura, J. F. Rutherford, que as mandou distribuir literatura da Watchtower sabendo perfeitamente que isto inflamaria os Nazis. Será que a tragédia de 6.019 prisões e a morte de 635 Testemunhas durante a era Nazi não é suficiente para a Watchtower Society? Para que é que eles precisam de estar constantemente a inflacionar estes números?

Sabendo perfeitamente o número real de Testemunhas que foram presas, sofreram e morreram durante os anos do regime Nazi, a Watchtower Society nunca parece estar satisfeita. A tentativa de inflacionar estes números parece não ter fim. Vejamos em seguida um exemplo mais recente:
"Porque é que as Testemunhas de Jeová estavam tão bem familiarizadas com os campos de concentração? Quando a Segunda Guerra Mundial começou, em 1939, já havia 6.000 Testemunhas confinadas em campos e prisões. O historiador Alemão Detlef Garbe estima que as Testemunhas naquele tempo eram entre 5 a 10 porcento da totalidade da população nos campos! Num seminário acerca das Testemunhas e o Holocausto, Garbe declarou: "Das 25.000 pessoas que no princípio do Terceiro Reich admitiram ser Testemunhas de Jeová, cerca de 10.000 foram encarceradas durante algum tempo. Destas, 2.000 foram admitidas a campos de concentração. Isto significa que as Testemunhas de Jeová foram, de todos os grupos religiosos, o mais severamente perseguido pela SS, com excepção dos Judeus."" (Despertai!, 22 de Agosto de 1995, p. 10)


Conforme podemos ver aqui, eles usam o velho truque de citar um historiador que foi buscar muitos dos seus números à literatura das Testemunhas, que tem números inflacionados. Primeiro eles usam o facto de Garbe ignorar a diferença entre uma Testemunha e uma pessoa que assiste ao memorial. Cerca de 24.000 pessoas assistiram ao memorial na Alemanha em 1932/33. Qualquer Testemunha de Jeová sabe que a generalidade das pessoas que assistem ao memorial estão longe de 'admitir que são Testemunhas de Jeová.' Também vemos que com um total de 6.019 Testemunhas presas, nunca podia ter havido 10.000 presos num dado período de tempo, essa afirmação não passa de branqueamento! É apenas mais um número retirado da literatura distorcida deles.

Conforme podemos ver a partir das citações anteriores, as alegadas 10.000 Testemunhas estiveram supostamente em prisões e campos, depois em campos, e depois subitamente todas as 10.000 estiveram "encarceradas." E 2.000 dentre essas estiveram nos campos.
Isto leva-nos a perguntar mais uma vez, será que não há decência em Brooklyn? Porque é que eles têm de estar sempre a mentir sobre esta tragédia? Porque é que 2.000 pessoas a sofrer nos campos e 635 mortos não é suficiente para a Watchtower Society?"
Fonte: Norman Hovland

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O “Jesus Calvinista” da imaginação de Leandro Quadros

Uma postagem do apologista adventista me levou a conclusão, que eu já sabia, que o Jesus adventista é o resto do aborto ariano dos pioneiros adventistas. O suposto diálogo é uma caricatura do Jesus da Bíblia, tendo por pano de fundo o “Jesus de Ellen White”. Sim, aquele mesmo que disse para os adventistas que voltaria em outubro de 1844!!!



Nessa postagem (AQUI) o Jesus da Bíblia, segundo a cabeça de Leandro Quadros, tem problemas de argumentos e de autoridade. Mas gostaria, por enquanto, contrapor aquela "conversa" com algumas observações:



1º) O Jesus da imaginação de Leandro Quadros não é o mesmo de Romanos 9.



2º) O Jesus da imaginação de Leandro Quadros não é o mesmo que enfrentou o diabo e seus argumentos no deserto em Mt 4.



3º) O Jesus de da imaginação de Leandro Quadros tinha até problema moral, visto que satanás aparentava estar mais preocupado com o bem! (Nossa, só a cabeça de um adventista para achar isso!!!)



4º) O Jesus da imaginação de Leandro nunca poderia ser o da Bíblia, visto que o livro santo nunca revelou que o Juiz dará explicações para o diabo! Ele cita o texto de Mt 25.41, mas o contexto ali só diz que o fogo do inferno já está preparado para o diabo. (Vemos Jesus dizendo aos humanos as razões de seu julgamento, mas não encontrei na Bíblia Jesus sofrendo um debate com o diabo no Julgamento!)



A construção do argumento foi uma “fragilização” da visão Calvinista sobre Deus. Nenhum Cristão Bíblico sofreria com isso. Leandro Quadros se esbanja nos argumentos do diabo e também de seus agentes. Veja, que alguém como Pinnok figura junto com ele na crítica. Esse indivíduo rejeita as marcas da Divindade (Onisciência, Onipresença e Onipotência, colocando-as apenas em “possibilidades”). O “deus” do Teísmo aberto de C. Pinnok deve agradar muito a Leandro Quadros.