terça-feira, 15 de julho de 2014

A Lei - sábado, domingo: os reformados, os dispensacionalistas e os adventistas

É comum no debate relacionado à Lei de Deus, encontrarmos indefinição quanto à natureza da Lei, e como esse assunto deve ser abordado, tendo em vista a questão do sábado, tanto de cristãos (batistas do sétimo dia) como de hereges (adventistas do sétimo dia), no confronto das interpretações, tanto entre os Reformados, bem como com dispensacionalistas. Muitos não sabem que estão usando argumentos errados, acusações inócuas, e sem dizer que falta ainda, a real definição do que querem dizer em relação ao termo Lei.

Nessa postagem procuro mostrar que existem algumas distinções no campo teológico, e que cada um deve ter consciência de sua posição, e onde está a chamada heresia. Já deixo claro aqui, que quando uso o termo heresia entendo que são doutrinas que conduzem ao inferno. O que não chamo de heresia, de erro teológico, deve ser repensado, pois, trata-se de um equívoco.

1.      A Lei e os Reformados: Desde os mais seletos Reformadores Magistrais, (e até mesmo com os chamados avivalistas) a concepção de que a Lei Moral não foi abolida por Cristo, é um assunto fechado. Não existe dúvida quanto a  aplicabilidade da Lei Moral de Deus, que se acha resumida nos dez mandamentos. A tradição protestante primitiva chegou a resumir os dez mandamentos em dois – 1º ao 4º amar a Deus. Os demais, amar ao próximo (Ex. Catecismo de Heidelberg, pergunta 94). Isso foi feito com base naquilo que Jesus disse (Mt 22.37-40), embora ele tenha citado dois textos bíblicos distintos de Deuteronômio (6.5) e Levítico (19.18) mostrando assim que existe um visão mais ampla da moralidade da Lei de Moisés, não sendo apenas os Dez Mandamentos. A Lei de Deus, ou de Moisés, nunca foi dada como um meio salvífico ao povo de Deus. Era um padrão de vida, toda a Lei, que revelava a vontade de Deus e moldava o caráter do servo. Orientava assim a vida dos indivíduos em Israel, sendo ele um regenerado ou não.

Não devemos perder o foco que a Lei Moral que a fé protestante defende como eterna, não é necessariamente os dez mandamentos como foram eles redigidos no Sinal. Ali no monte diante dos Israelitas, ecoou a Lei de Deus que existe desde o Éden ['que como tal foi entregue em dez mandamentos'(CFW)], desde quando surgiu o relacionamento Deus e criatura, mas não significa que em toda sua abrangência estava exaustivamente assim codificada entre os servos de Deus, no máximo, pressuposta essencialmente.

O Sábado: Na questão do quarto mandamento, levando em consideração a revelação neotestamentária – que inevitavelmente coloca o sábado em uma perspectiva negativa e judaica, os Reformadores seguiram o progresso da revelação e chegaram à conclusão que a Igreja do NT, deixou de praticar o sábado – sendo o Domingo o dia de adoração. Os puritanos, foram mais longe na aplicação, e transferiram quase toda a perspectiva e peso do VT a respeito do sábado para o Domingo. Portanto, usar os reformadores para dizer algo, e abandoná-los em um ponto crucial, não me parece um uso coerente.

2.      Os dispensacionalistas – ‘brandos e extremados’: uma escola de pensamento teológico conhecido como dispensacionalismo, ganhou força no último século. Essa escola tem mais viés escatológico. Tal como qualquer outra escola, existem os extremados e os moderados. Alguns, que defendem que a Lei do VT findou toda após Atos 2, vão a um extremo que chegam a dizer que nem mesmo precisamos ter Jesus como Senhor de nossas vidas, já que esse caracteriza obediência de lei e não graça, pensam eles!!! Isso é heresia (defendida por Zane Hodges, e parcialmente por Charles Ryrie). A faceta tradicional e mais branda dessa escola entende que a Lei de Deus acabou em Cristo, mas que ela foi substituída pela Lei de Cristo, que está ampla e verificável em todo o NT. E segundo esses, muitas leis do VT foram repetidas, outras não.

O Sábado: alguns dispensacionalistas olham para o domingo como dia de culto cristão, já que percebem que o NT mostra isso. Esses encaram o domingo como dia legítimo de adoração, mas não em substituição ao processo original do quarto mandamento. Essa maneira de ver, fica de certa forma próxima de muitos Reformadores, como Lutero e Calvino, apesar de destoarem dos Reformadores, da continuidade da Lei. 

3.      Os cristãos Batistas do Sétimo Dia e os hereges Adventistas: A concepção da Lei de Deus de tais é semelhante ao que os Reformadores ensinaram. Existe um consenso no que dizem a respeito da lei moral, cerimonial e civil, essas duas últimas, abolidas em Cristo. Embora a maneira que os adventistas olham para o decálogo é mais mística do que pedagógica, como entendem os Reformados.

O Sábado: tais grupos (e outros não mencionados) destacam-se pela guarda do sábado, em desconformidade com a posição tradicional cristã protestante e patrística. Eles caminham com os reformados até certo momento, e usam a conclusão de que o sábado deve continuar em seus moldes originais. A saber, no sétimo dia. Esse é um assunto espinhoso no relacionamento teológico com tais grupos, visto que existe uma distinção clara deles com os demais. Mas não menos que com os dispensacionalistas! A situação é mesma.

Colossenses 2.16 continuará sendo o grande problema. E curiosamente, um problema mesmo para os que entendem o domingo como substituição do sábado, se manterem a mesma linha de interpretação a respeito desse texto que alguns apresentam. Que o sábado ali não é o mesmo do quarto mandamento, o que para mim pessoalmente, parece que sim.
Acredito que esse texto está dizendo exatamente o que ele diz – o sábado do sétimo dia foi abolido, mas abolido pela substituição (Ap. 1.10).

Qual é problema em tudo isso? O problema é quando fazemos de uma observância um meio de salvação. Sim. Isso é legalismo, encontrar por meio de obras, um merecimento, ou ônus, para salvação. Evidentemente, tal comportamento é para a condenação. Pensam assim os puritanos, adventistas e batistas?

No caso dos adventistas, é dito isso sim a respeito do momento escatológico, e a maneira com que classificam o domingo. Já escrevi várias vezes, e até inclui essa postura no livro A Conspiração Adventista, que não tenho problema com o sábado dos adventistas, tenho problema com o que colocou sobre ele Ellen White.

Explicando de forma simples o que coloquei acima:

1.     EM MATÉRIA DE CONTINUIDADE DA LEI MORAL DO VT
Reformados + Batistas do Sétimo Dia + Adventistas x Dispensacionalistas

2.     EM MATÉRIA DE ADORAÇÃO DOMINICAL (como dia de culto do NT)
Reformados + Dispensacionalistas x Batistas do Sétimo Dia + Adventistas

3.     EM MATÉRIA DE SUBSTITUIÇÃO DO QUARTO MANDAMENTO
Reformados (e protestantes históricos) x BSD + ASD = x Dispensacionalistas

Sabemos que dos grupos acima citados, apenas os adventistas cabem dentro do que deve ser classificado é uma seita de perdição – não por guardarem o sábado, mas por fazer dele um selo de salvação para aquele momento escatológico – por isso esperam ansiosamente por uma lenda conhecida como “decreto dominical" ser imposta por lei ao mundo inteiro, além de incluir outras heresias como O Espírito de ProfeciaEllen White e 1844. Discordamos dos demais, nossos irmãos em Cristo, Batistas do Sétimo Dia e Dispensacionalistas (moderados) como estando equivocados. 



67 comentários:

  1. Olá IRMÃO Luciano Sena, a paz do Senhor!

    IRMÃO Luciano, sua atitude em querer nos desmoralizar ou qualquer outro ADJETIVO pejorativo que se possa usar em relação a sua atitude SISTEMÁTICA em nos acusar de SEITA ou HERESIA, é PÍFIA.

    Quanto mais o IRMÃO nos ATACA, mais você mesmo nos divulga!

    E seu BLOG está mais parecendo uma VITROLA com o DISCO ARRANHADO!

    Sempre os mesmos assuntos!

    Deixe de ser "SAULO" ou seja, bem INTENCIONADO, mas totalmente EQUIVOCADO! Seja um "PAULO"!

    Um forte abraço e fique com Deus!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. pra vc pode ser, felizmente não para todos, hj mesmo caiu como uma luva pois estava tratando de assuntos correlatos com uma pessoa.

      Excluir
    2. Olá irmão Marcos, a paz do Senhor!

      Não irmão Marcos, não é para mim!

      A bíblia afirma isso!

      Um forte abraço e fique com Deus!

      Excluir
    3. 'Quando leio o Evangelho e nele encontro testemunhos saídos da Lei ou dos Profetas, penso só em Cristo. Não leio Moisés nem os Profetas senão com a intenção de saber o que dizem eles de Cristo, uma vez que, tendo chegado ao esplendor de Cristo como à luz esplendorosa e brilhante do sol, não posso depois prestar atenção a uma lâmpada. Se acendermos uma lâmpada em pleno dia, o que alumia ela? Ao sol, a luz duma lâmpada é invisível. Do mesmo modo, na presença de Cristo, desaparecem por completo a Lei e os Profetas. Não critico a sua existência, muito pelo contrário, até a enalteço, uma vez que a Lei e os Profetas anunciam a Cristo. Quando os leio, porém, a minha intenção não é ater-me ao que dizem mas, a partir do que dizem, chegar a Cristo'. - São Jerônimo

      Excluir
  2. Olá irmão Luciano Sena, a paz do Senhor!

    Irmão Luciano, você começou bem o TEMA:

    "A Lei"!

    Mas logo na sequência fiquei com uma certa dúvida:

    " A Lei" - "sábado, domingo".

    Irmão Luciano, em que parte das SAGRADAS ESCRITURAS , encontramos o DOMINGO fazendo parte da LEI?

    a) no NT?

    b) no VT?

    c) ou nenhuma da anteriores?

    Um forte abraço e fique com Deus!

    ResponderExcluir
  3. Alexandre, minha opinião é uma simples reação ao que propôs a ICAR quando decidiu denunciar as igrejas protestantes...quem começou isso foi aqueles pioneiros e uma senhora White... estamos nos defendendo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O irmão disse bem:

      "minha opinião", ainda bem que o irmão sabe disso, ou seja, é sua opinião. Como teologia não é opinião ...

      Excluir
  4. Respostas
    1. Irmão Luciano, você ainda não respondeu:

      Irmão Luciano, em que parte das SAGRADAS ESCRITURAS , encontramos o DOMINGO fazendo parte da LEI?

      a) no NT?

      b) no VT?

      c) ou nenhuma da anteriores?

      Um forte abraço e fique com Deus!

      Excluir
    2. Irmão Luciano, você não respondeu ainda:

      Irmão Luciano, em que parte das SAGRADAS ESCRITURAS , encontramos o DOMINGO fazendo parte da LEI?

      a) no NT?

      b) no VT?

      c) ou nenhuma da anteriores?

      Um forte abraço e fique com Deus!

      Excluir
  5. Olá irmão Luciano Sena, a paz do Senhor!

    o irmão disse:

    "O Sábado: tais grupos (e outros não mencionados) destacam-se pela guarda do sábado, em desconformidade com a posição tradicional cristã protestante e patrística".

    "em desconformidade com a posição tradicional cristã protestante e patrística".

    Irmão Luciano, você afirma crer na SUBSTITUIÇÃO do SÁBADO pelo DOMINGO! No entanto, o irmão não pode fazê-lo com BASE BÍBLICA! Não EXISTE base ESCRITURÍSTICA para a FAMIGERADA "SUBSTITUIÇÃO"!

    E veja que interessante:

    O irmão REJEITA o SÁBADO afirmando que o mesmo esta em “DESCONFORMIDADE” com a “TRADIÇÃO CRISTÃ PROTESTANTE” e pasmem “PATRÍSTICA”.

    Irmão Luciano, eu acreditava que você baseava sua DOUTRINA ou TEOLOGIA (estou falando de você, não de sua religião) na BÍBLIA, mas depois de sua afirmação, parece que não, é na TRADIÇÃO e PATRÍSTICA mesmo!

    Ou seja, REJEITA o relato BÍBLICO e coloca em PRIMASIA a TRADIÇÃO e PATRÍSTICA! No mínimo, muito contraditório!

    O irmão Luciano, perguntou ao irmão Azenilto se ele concordava com tudo o que SAMUELE BACCHIOCCHI escreveu, e ele respondeu que não!

    Irmão Luciano, você discorda de tudo o que a ICAR defende?

    Sei que não vai responder, mas tomando a liberdade de responder por você, apenas devido a sua afirmação de que em “DESCONFORMIDADE” com a “TRADIÇÃO CRISTÃ PROTESTANTE” e (pasmem) “PATRÍSTICA” em relação ao SÁBADO.

    O DOMINGO só pode ser OBSERVADO nos princípios da ICAR, ou seja, como você mesmo já afirmou acima “TRADIÇÃO CRISTÃ PROTESTANTE” e (pasmem) “PATRÍSTICA”, não existe base BÍBLICA para tal!

    Volto a repetir:

    A sua SUBSTITUIÇÃO só tem validade nos moldes da ICAR! Não tem como o irmão defendê-la pela BIBLIA!

    Um forte abraço e fique com Deus!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Alexandre, já várias vezes em seus apologistas (Tv Novo Tempo, etc) a referência a tradição protestante para corroborar a posição que a IASD a respeito da Lei é legítima. Quando mencionei isso, espero que entendam que é uma referência histórica. Aliás, o tema da postagem tem por objetivo isso.

      Já mostrei a base bíblica e teológica da substituição em outra postagem:

      http://mcapologetico.blogspot.com.br/2011/06/do-sabado-para-o-domingo-usando-pascoa.html

      Não farei aqui...

      Excluir
    2. Olá irmão Luciano Sena, a paz do Senhor!

      Não irmão Luciano, parece que você não entendeu!?

      A DOUTRINA "BÍBLIA" PROTESTANTE em posições que concordamos ( e tem as partes que não concordamos também claro) são citadas quando SEMELHANTES, mas não para CORROBORAR com a nossa DOUTRINA, é apenas uma citação de SEMELHANÇAS em que CONCORDAMOS.

      Quanto a TRADIÇÃO PROTESTANTE e PATRÍSTICA, o irmão ainda não entendeu ou não quer entender! A TRADIÇÃO PROTESTANTE e PATRÍSTICA são fatos CONCRETOS e HISTÓRICOS, ou seja, reais! Mas isso NÃO determina que o que ocorreu na HISTÓRIA PÓS APOSTÓLICA (extra bíblico, ou seja, NÃO CANÔNICO) lhe confira PODER e AUTORIZAÇÃO para ABOLIR ou ESTABELECER DOGMAS!

      Então, quando citamos comentaristas de outras DENOMINAÇÕES, fatos HISTÓRICOS e PATRÍSTICOS, devesse avaliar se somos CONTRA ou a FAVOR. Dependerá do contexto em questão.

      Você disse:

      "Quando mencionei isso, espero que entendam que é uma referência histórica".

      É justamente esta a questão, concordo com você! Os relatos HISTÓRICOS e PATRÍSTICOS são reais, mas volto a repetir o que citei acima:

      Quanto a TRADIÇÃO PROTESTANTE e PATRÍSTICA, o irmão ainda não entendeu ou não quer entender! A TRADIÇÃO PROTESTANTE e PATRÍSTICA são fatos CONCRETOS e HISTÓRICOS, ou seja, reais! Mas isso NÃO determina que o que ocorreu na HISTÓRIA PÓS APOSTÓLICA (extra bíblico, ou seja, NÃO CANÔNICO) lhe confira PODER e AUTORIZAÇÃO para ABOLIR ou ESTABELECER DÓGMAS!

      É simples assim irmão Luciano Sena!

      Se eu lhe perguntasse baseado em que material você se utilizaria para elaborar a DOUTRINA CRISTÃ (caso não existisse- apenas suposição) que material o irmão usaria?

      a) apenas a bíblia
      b)tradição cristã
      c)patrística
      d) todas

      Eu acredito que você escolheria a alternativa (a), mas não tenho certeza, pois quando o irmão cita a TRADIÇÃO CRISTÃ e PATRÍSTICA, deixa a impressão de que ambas teriam peso DOUTRINÁRIO! Apenas avalio assim, mas não posso responder por você! E claro, como o irmão sempre deixa bem claro e sei muito bem disso, você não tem obrigação nenhuma em responder!

      Um forte abraço e fique com Deus!

      Excluir
    3. Qual o problema da patrística? É a tradição oral do cristianismo, de muito valor para os cristãos. Sem saber a história você não sabe que você é, pois o ser humano é um ser bio-psico-social inserido em um contexto sócio-histórico. E vestimos a roupa que vestimos, comemos a comida que comemos, acreditamos naquilo que acreditamos pois estamos inseridos nesse contexto sócio-histórico, agora queria ver se você tivesse nascido na Cisjordânia se você seria a pessoa que você é.

      E por que eu escrevi isso? Porque todos nós fomos influenciados por aqueles que viveram antes de nós.

      O Luciano é totalmente influenciado por Agostinho de Hipona, mas pelo menos ele assume isso. Já os adventistas foram altamente influenciados por Agostinho e nem se deram conta disso.

      E eu? Concordo com tudo o que Agostinho escreveu?

      Não!

      No entanto, não impede de considera-lo um dos maiores gênios da história da humanidade.

      Dizer que seu cristianismo não foi influenciado pela filosofia grega é tolice.

      Até mais.

      Excluir
  6. “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo” Cl 2.16-17

    apesar dele não citar, há claras referências bíblicas de reuniões no primeiro dia da semana e não no sétimo, que estavam relacionadas ao dia da ressurreição, somando ao q diz vários dos "pais" da igreja primitiva.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Prezado Marcos, a minha defesa bíblica a respeito do domingo está aqui:
      http://mcapologetico.blogspot.com.br/2011/06/do-sabado-para-o-domingo-usando-pascoa.html

      Excluir
    2. Olá irmão Marcos, a paz do Senhor!

      Cl 2:16 e 17 está falando de qual SÁBADO?

      De Gn 2:2 e 3 e Ex 20:8-11?

      Ou dos SÁBADOS CERIMONIAIS (festas anuais)?

      o irmão disse:

      "somando ao q diz vários dos "pais" da igreja primitiva"

      Qual desses PAIS da IGREJA escreveu algum livro do Novo Testamento e qual LIVRO escreveu? Ou seja, qual deles é um ESCRITOR CANÔNICO?

      Um forte abraço e fique com Deus!

      Excluir
    3. o texto é claro, cita:
      1- dias de festas
      2- sábados

      logo, um destoa do outro.
      já há referências biblicas dos quais eles se reuniam no primeiro dia pós-morte e ressurreição, contrariando o que ocorria antes que era no sétimo dia.

      Ainda tem outro texto que faz pouco caso para qualquer dia que for, Rom 14:5-6, ainda que digam que são para os com pouco entendimento, o mais importante é que evidencia que isto não é impactante no destino eterno, o q com vcs se torna taxativo.

      graça e paz irmao.

      Excluir
  7. Boa noite Luciano, paz do Senhor!

    Gostaria de, em espírito cristão fraterno, discordar do estimado irmão em alguns pontos.
    Concluí minha leitura do livro 'Do Shabbat para o Dia do Senhor' (organizado por D. Carson), publicado pela editora Cultura Cristã (a editora oficial da IPB). Mesmo o livro reconhece em muitos lugares que:

    1) Não há base bíblica para uma transferência do Sábado para o Domingo no NT;
    2) Os pais da igreja não viam o Domingo como uma substituição ao Sábado do 4º mandamento (essa ideia só parece surgir no quarto século);
    3) É incoerente defender a validade da Lei Moral manifestada no Decálogo, mas guardar outro dia que não o Sábado. Vou transcrever alguns trechos para reflexão:

    "Não se pode argumentar que o próprio Novo Testamento oferece base para a convicção segundo a qual Deus determinou que, a partir da ressurreição, o primeiro dia deveria ser observado como o Shabbath. Ainda que no período pós-apostólico o primeiro dia tenha sido comparado, ocasionalmente, com o sétimo dia dos judeus, e apesar de ser considerado um festival da ressurreição digno da devida celebração, não há qualquer evidência clara de uma teologia de transferência do Shabbath, de acordo com a qual o primeiro dia devia ser observado como um dia literal de descanso, nem de uma associação dessa observância com a obediência ao quarto mandamento." p. 401

    “Se, de fato, o princípio do Antigo Testamento fosse ‘um dia dentre sete para a adoração e o descanso’ em vez de ‘o sétimo dia para adoração e descanso’, seria de se esperar que a legislação prescrevesse um outro dia de descanso para os sacerdotes. A falta de tal prescrição confirma a importância do conceito do Antigo Testamento acerca do sétimo dia e não apenas do princípio de um dia dentre sete, que os defensores do domingo neotestamentário costumavam usar com tanta frequência como equivalente exato do Shabbath do Antigo Testamento.” p. 67

    ResponderExcluir
  8. “Vários argumentos sabatistas se valem do quarto mandamento e afirmam que o lugar ocupado pela prescrição do Shabbath no Decálogo significa que esta deve ser considerada uma lei moral compulsória e normativa para todas as pessoas, da mesma forma que o restante do Decálogo. Aqueles que seguem essa linha de argumentação, mas que aplicam o quarto mandamento ao domingo, o primeiro dia da semana, por certo não se mostram tão coerentes quanto grupos, como os adventistas do sétimo dia, que ainda observam o sétimo dia, uma incoerência que devem encarar com honestidade. Partindo de suas próprias pressuposições, que direito eles têm de alterar uma lei moral eternamente válida?” 368, 369

    "A única atitude coerente a ser tomada por qualquer um que afirme que o Decálogo todo é uma lei moral obrigatória é se tornar um sabatista do sétimo dia.” 408

    "Assim, somos levados a concluir que é praticamente impossível imaginar que a observância do Shabbath no primeiro dia teve início antes do concilio de Jerusalém. Também não podemos nos ater a isso; devemos ir além e afirmar que a observância do Shabbath no primeiro dia não pode ser facilmente compreendida como um fenômeno da era ou da autoridade apostólica.
    Se uma decisão apostólica houvesse sido tomada depois do concílio com referência a algo tão importante, não teria sido uma decisão fácil; teria, inevitavelmente, deixado suas marcas nas epístolas e em Atos. Mas, como vimos, Atos não toca nesse assunto, e o modo como Paulo trata das controvérsias relacionadas à lei torna difícil crer que o apóstolo tinha algum conhecimento de uma teologia de transferência do Shabbath." (ver argumentação nas páginas 138 - 141).

    “Mais uma vez, porém, foi demonstrado que não há evidências bíblicas para apoiar essa asserção da mudança de dia. As evidências escassas encontradas no Novo Testamento são suficientes apenas para justificar a adoração em algum momento do primeiro dia da semana, mas em parte alguma dos documentos há indícios de que essa observância do primeiro dia era ligada a qualquer requisito de abstenção do trabalho no mesmo. Caso se argumente que a ocorrência da ressurreição no primeiro dia como prelibação e promessa do descanso sabático futuro foi o que atraiu a observância do Shabbath para esse dia, ainda é possível questionar o que impedia que a ressurreição fosse comemorada no Shabbath, especialmente tendo em vista que o Shabbath foi dado como o sinal desse descanso futuro.” 408

    Abraços!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá irmão, saudações em Cristo.

      Li esse livro, erudito, assim como o de Bacchiocchi que foi refutado... e de fato apresenta questionamentos sérios ao posicionamento Reformado.

      De igual forma, ele também questiona o sábado.

      O que respondo é o seguinte: as conclusões deles estão erradas.

      Obviamente, apresentar as refutações a tudo que ele disse é uma tarefa a pessoas do calibre deles... Bacchiocchi, Teólogos de Westminster, etc, foram alvos de criticas acadêmicas, possuindo conhecimentos que eu não tenho.

      Podemos tratar de forma leiga, mas deve ser dito que muitas coisas eles não fecham, não afirmam, para lado algum - o que torna a opinião deles tb uma hipótese.

      Excluir
    2. Olá irmão Luciano Sena, a paz do Senhor!

      Engraçado irmão Luciano:

      Você afirma não ter o CALIBRE ou CONHECIMENTO como o deles, mas foi categórico em afirmar que AMBOS estão ERRADOS!

      No mínimo CONTRADITÓRIO!

      Um forte abraço e fique com Deus!

      Feliz SÁBADO o "DIA do SENHOR"!

      Excluir
    3. "A única atitude coerente a ser tomada por qualquer um que afirme que o Decálogo todo é uma lei moral obrigatória é se tornar um sabatista do sétimo dia.” 408

      Concordo aqui, para quem toma os 10 inteiramente como lei moral, não é o meu caso, porém há detalhes importantes a serem observados, todos os demais mandamentos foram reafirmados por JESUS e discipulos no NT, somente este ficou de fora de uma ordem expressa, além disso, JESUS não cumpriu a risca este mandamento e muito menos os apóstolos, e não foram poucas as vezes que eles tiveram chance de reafirmá-lo ordenando seu cumprimento. Isso causa um impacto maior quando comparamos com os demais mandamentos que não tiveram exposição tão forte quanto ao do sábado mas ainda assim foram reafirmados, dando muito mais motivos para a não vigência do mandamento.

      Excluir
    4. Olá irmão Marcos, a paz do Senhor!

      Essa TESE de que o que foi mencionado no VT deve ser repetido no NT é o maior ENGANO!

      PRIMEIRO que não existe na BÍBLIA menção de DIVISÃO e muito menos os TERMOS VELHO e NOVO TESTAMENTOS!

      O que existe é: "TODA a ESCRITURA é INSPIRADA" (II Tm 3:16). Ou seja, quando o autor INSPIRADO afirmou isso, NÃO EXISTIA o NT, apenas o VT! O NT estava sendo escrito ainda!

      "TODA a ESCRITURA" NÃO significa SÓ o VT ou APENAS o NT, mas ambos!

      1) A Bíblia que Jesus possuía continha apenas os livros do Antigo Testamento. Os evangelhos e cartas do Novo Testamento vieram a existir bem depois, quando a igreja cristã (após Cristo ter subido ao Céu) reuniu os escritos dos apóstolos para preservá-los. Portanto, quando Jesus diz em João 5:39 para examinarmos as Escrituras, Ele está dizendo:

      "estudem o Velho Testamento"!

      2) A Bíblia que os apóstolos tinham era o Antigo Testamento. Quando Paulo disse para “PREGARMOS A PALAVRA” (2 Timóteo 4:2), ele estava se referindo a todos os escritos dos profetas antigos.

      3) Jesus disse que NÃO acreditar nos escritos de Moisés é o mesmo que NÃO acreditar nEle! Veja:

      “Se vocês CRESSEM em Moisés, CRERIAM em MIM, pois ele escreveu a meu respeito. Visto, porém, que não CRÊEM no que ele escreveu, como CRERÃO no que EU digo?” João 5:46, 47.

      Portanto, dizer que o Antigo Testamento foi abolido (refiro-me ao feixe de livros) é uma HERESIA que deve ser REJEITADA e COMBATIDA por todo CRISTÃO que AMA a Palavra de Deus.

      Que parte da Bíblia Jesus usava para explicar o evangelho?

      O V e N Testamentos são uma coisa SÓ.

      Não foi Deus quem criou a divisão dos livros da Bíblia em “VELHO” e “NOVO”, e sim os homens.

      Não que isso seja ERRADO, pois serve para separarmos “NOMINALMENTE" os livros, para fins DIDÁTICOS (até facilita a procura dos textos); mas, não devemos separar os escritos do V e N Testamentos em nível de DOUTRINAS, ENSINOS e VALIDADE, pois tudo veio do mesmo Deus.

      O NT não foi escrito para ABOLIR o VT, mas para CONFIRMÁ-LO e COMPLETÁ-LO. Tanto que o NT faz aproximadamente cerca de 637 referências ao VT!

      Os nomes “NOVO” e “VELHO” Testamentos, que identificam a divisão das duas partes da Bíblia, vieram a existir posteriormente. O NT recebeu tal identificação no ano 200 d.C e o VT, em 326 d.C.

      Portanto, para Deus não há DIVISÃO da Bíblia.

      Jesus Cristo, quando ia estudar as Escrituras, usava todos os escritos dos profetas (ver Lucas 24:27; 42, 44); não usava apenas o “Novo Testamento”, mesmo porque este ainda NÃO EXISTIA no tempo dEle! O Salvador sabia que para serem bem compreendidas, a Escrituras devem ser estudadas em CONJUNTO, a fim de chegar-se a um CONSENSO quanto a uma DOUTRINA, ENSINO OU INSTRUÇÃO.

      Este princípio de interpretação da Bíblia (estudar um pouco aqui e um pouco ali) é exposto e defendido em Isaías 28:10:

      “Porque é preceito sobre preceito, preceito e mais preceito; regra sobre regra, regra e mais regra; um pouco aqui, um pouco ali”.

      Segundo essa regra, devemos estudar o conjunto das Escrituras como um TODO a fim de entendermos a plenitude de sua mensagem.

      E, mais uma coisa importante: os textos a seguir nos dizem que todos os livros da Bíblia, sejam do Antigo ou do Novo Testamento, foram criados por Deus e são úteis para nos guiar no caminho da salvação:

      “Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo”. 2 Pedro 1:21.

      “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” 2 Timóteo 3:16.

      A palavra “TODA”, empregada no texto supracitado, vem do termo grego “PAZA” e significa “CADA ESCRITO”, ou seja: CADA parte da Bíblia, até mesmo os livros antigos, é da autoria do ESPÍRITO SANTO!

      Concluindo: a Bíblia é uma SÓ. Se aceitarmos apenas parte dela, é o mesmo que rejeitarmos todo o restante.

      Um forte abraço e fique com Deus!
      Feliz SÁBADO o " DIA do SENHOR"!

      Excluir
    5. Olá irmão Marcos, a paz do Senhor!

      “SÓ TEMOS RELATADO [os Dez Mandamentos] NO VELHO TESTAMENTO”?

      Os oponentes à Lei de Deus apresentam um QUADRO COMPARATIVO” entre o Antigo e o Novo Testamento para “PROVAR” que “o mandamento do SÁBADO NÃO foi repetido nos escritos dos apóstolos”.

      Essa ideia não pode ser chamada de argumento, tamanho o absurdo que o cristão é levado a aceitar se ela for verdadeira:

      1) Que o Novo Testamento difere do Antigo. Então a Bíblia não é uma só – seria uma HERESIA afirmar uma coisa dessas, de acordo com 2 Timóteo 3:16;

      2) Que o Deus do Antigo Testamento, manifesto também na Segunda Pessoa da Divindade (Isaías 44:6; compare com Apocalipse 1:17) erra, no seguinte sentido:

      “bom: pedi para os Israelitas guardarem o Sábado. Como não deu certo, chamarei a Lei de ministério da morte e tirarei das pessoas a obrigação de me adorarem no meu santo dia (Isaías 58:13, 14; Marcos 2:27, 28).”

      3) Que o Espírito Santo, a Terceira Pessoa da Trindade, se contradiz. “Eu disse em Hebreus 8:10 que, o resultado da santificação efetuada por mim é a INSCRIÇÃO e IMPRESSÃO dos mandamentos no ÍNTIMO do ser humano. Já em 2 Coríntios 3:7 digo que a Lei que manda não matar, não roubar, não adulterar, é MINISTÉRIO de MORTE. Por isso, quem quiser aceite Hebreus 8:10 e, os que preferirem fiquem somente com 2 Coríntios 3:7.”

      4) Que Jesus em João 5:39, ao nos orientar a examinarmos as Escrituras, estaria insinuando: “Leiam todo o Antigo Testamento mas NÃO aceitam os DEZ MANDAMENTOS, mesmo que EU tenha guardado o SÁBADO, como afirma Lucas 4:16” [só faltava alguém dizer que “Jesus guardava o Sábado por que era JUDEU...” sendo que o texto afirma claramente que o Salvador separava o sétimo dia SEGUNDO O COSTUME DELE. Ele não veio AGRADAR os JUDEUS; pelo contrário, os DESAGRADOU bastante naquela época...]

      5) Que os LINDOS princípios MORAIS dos DEZ MANDAMENTOS – que nos ajudam a nos relacionarmos com Deus, com o próximo e que dão qualidade de vida – não são mais necessários em nosso mundo que quer viver sem princípios! Veja o que está por trás de cada um dos Dez Mandamentos encontrados em Êxodo 20:1-17 e em Deuteronômio 5:6-21:
      Primeiro mandamento: LEALDADE a DEUS
      Segundo mandamento: ADORAR a DEUS
      Terceiro mandamento: RESPEITAR a DEUS
      Quarto mandamento [que a grande maioria não gosta]: SANTIDADE e ADORAÇÃO ao CRIADOR (Êxodo 20:11) e SALVADOR (Deuteronômio 5:15)
      Quinto mandamento: RESPEITO pela AUTORIDADE
      Sexto mandamento: AMOR ao PRÓXIMO
      Sétimo mandamento: PUREZA
      Oitavo mandamento: HONESTIDADE
      Nono mandamento: VERDADE, AUTENTICIDADE
      Décimo mandamento: CONTENTAMENTO

      Já imaginou tais princípios de vida sendo chamados de “MINISTÉRIO da MORTE”?

      Até que ponto um ser humano pode chegar…[E ainda tem a questão do DÍZIMO, querido IRMÃO MARCOS. Gostaria de saber se o mandamento do DÍZIMO, pelo fato de “NÃO SER REPETIDO no Novo Testamento” também foi abolido...?]

      Excluir
    6. Isso já seria suficiente para concluirmos e encerrarmos a discussão, pois, se toda a Bíblia é da AUTORIA do ESPÍRITO SANTO, não há como separá-la em Antigo e Novo Testamento, a não ser com fins DIDÁTICOS. Porém, como escreveu A. B. Christianini sobre um “QUADRO” que mostra os outros NOVE MANDAMENTOS sendo REPETIDOS “MENOS o QUARTO PRECEITO”: “…aquele gráfico [é] omisso…” (CHRISTIANINI. Subtilezas do Erro, 1981, p. 187)e, por tal motivo, preciso continuar.

      Na Bíblia há textos que mostram cerca de 90 reuniões religiosas no dia de Sábado, nos dias do Novo Testamento (Conferir A. B. Christianini em Subtilezas do Erro. Santo André, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1981, p. 186-189).

      Lembremos de que o exemplo fala MUITO MAIS que as palavras… Se CRISTO, os APÓSTOLOS e DEMAIS JUDEUS CRISTÃOS se reuniram no Sábado para adoração, será que eles guardavam o DOMINGO ou acreditavam na ABOLIÇÃO da Lei?

      Pense nisso com carinho.

      O que outros autores cristãos dizem sobre a Lei e 2 Coríntios 3:7

      Para finalizar, é importante expor para os SINCEROS a opinião de eminentes teólogos sobre o assunto:

      SALOMÃO L. GINSBURG, pastor BATISTA:

      “As ideias que alguns fazem da Lei de Deus, são ERRÕNEAS e muitas vezes PERNICIOSAS. O ARROJO ou a OUSADIA dos tais, chega a ponto de ensinar ou fazer sentir que a Lei já foi ABOLIDA… Os que ensinam a MENTIRA de que a lei não possui mais VALOR … ainda não leram com certeza os versículos que nos servem de texto (S. Mat. 5:17-19). Deus NÃO MUDA, nem o Seu poder, nem a Sua glória; os Seus PRECEITOS SÃO ETERNOS.

      “Vamos mais longe: essa Lei é a BASE da MORALIDADE SOCIAL, e será crível que tal base seja ABOLIDA, isto é, que se mate, adultere, furte, calunie? Não! Essa Lei é toda digna de nossa admiração, respeito e acatamento".

      “Jesus veio pôr em PRÁTICA a Lei e não ABOLIR.”
      O Decálogo ou os Dez Mandamentos, p.p. 4 e 7

      WILLIAM BRACLAY, uma das maiores autoridades em Novo Testamento para os protestantes:

      “A velha aliança era mortífera. Por quê? Produzia uma relação legal entre o homem e Deus. Com efeito, dizia: “Se você deseja manter sua relação com Deus, deve guardar estas leis, e se as transgride, perderá sua relação.”

      “Portanto estabelecia uma situação em que Deus era essencialmente o juiz e o homem um DELINQUENTE perpetuamente em falta perante o estrado do juízo de Deus. Era mortífera porque matava certas coisas… Os judeus preferiam a velha aliança, a lei. Rechaçavam a nova, a nova relação em Cristo. Não se trata de que a velha aliança fosse má; mas sim estava situada num lugar de segunda importância, era um degrau no caminho…”

      The Second Letter to the Corinthians, p.p. 37, 38.

      Um forte abraço e fique com Deus.

      Feliz SÁBADO!
      "O DIA do SENHOR"!

      Excluir
    7. Estamos em uma nova aliança, Hebreus 8, finalzinho:
      Dizendo Nova aliança, envelheceu a primeira. Ora, o que foi tornado velho, e se envelhece, perto está de acabar. Hebreus 8:13

      É obvio que não estamos mais debaixo de aio, gálatas 3, apesar de mts mandamentos e escritos estarem em voga ainda sim, porém mts outros não e é a nova aliança quem vai dizer o que da antiga q fica.

      É por isso q Paulo as vezes fala mal e bem da lei, pq tem coisas que estão em vigência e mts outras não. E como não há uma só ordem de JESUS quanto ao sábado, ainda que ELE tenha sido não uma, mas diversas vezes sido acusado de não guardar o mandamento não disse nada. Com ELE satisfeita toda lei e justiça de DEUS, fomos libertos dela.
      Vcs tem que mostrar uma passagem que a reafirme no NT, assim como JESUS e seus discípulos reafirmaram tantas outras, como Paulo faz mais tarde em Efésios 6, por exemplo.


      Excluir
    8. Olá irmão Marcos, a paz do Senhor!

      Com repeito a seu comentário acima sobre o FARISEUS acusarem a JESUS e seus APÓSTOLOS lhe pergunto:

      Quem estava com a RAZÃO, Jesus ou os Fariseus?

      Ou seja, se os Fariseus estivessem com a RAZÃO, isso significaria que JESUS e os APÓSTOLOS estariam errados, CERTO!

      Ai te faço uma pergunta:

      Se os FARISEUS estavam errados, então, JESUS então PECOU certo?

      JESUS PECOU irmão MARCOS?

      Se JESUS pecou, então os FARISEUS tinham RAZÃO! E JESUS deixou de ser o "CORDEIRO de DEUS que TIRA o PECADO do MUNDO", ou seja, JESUS FALHOU!

      Irmão Marcos, você acredita realmente que JESUS PECOU, e o fez justamente em relação ao SÁBADO?

      Até entendo seu questionamento sobre CONFIRMAÇÃO do Velho Testamento no Novo Testamento, mas lhe faço uma pergunta:

      Aonde encontramos na BÍBLIA esta REGRA de CONFIRMAÇÃO do VELHO no NOVO TESTAMENTO? Não EXISTE!

      Agora, quem foi o TEÓLOGO MODERNO que instituiu tal REGRA? Não faço a menor ideia de quem foi, mas é uma INVENCIONICE HUMANA!

      Tanto que EXISTEM várias itens que não foram ABOLIDOS do V.T e quem não são REPETIDOS no N.T!

      E agora? O próprio DÍZIMO é um deles!

      Na sua igreja, DEVOLVEM o DÍZIMO?

      Existem vários outros ITENS, é que não me lembro agora.

      Um forte abraço e fiquem com Deus!

      Excluir
    9. Este comentário foi removido pelo autor.

      Excluir
  9. Olá irmão Fabulo, a paz do Senhor!

    Será que o irmão Luciano Sena tem esse livro abaixo?

    "'Do Shabbat para o Dia do Senhor' (organizado por D. Carson), publicado pela editora Cultura Cristã (a editora oficial da IPB)"

    Se tem, faz vista grossa ou deve tê-lo QUEIMADO como a INQUISIÇÃO o fez quando a BÍBLIA foi traduzida para a língua do povo pelos PROTESTANTES da época.

    Todos os dias são bons, pois foi o SENHOR que Os FEZ a todos, mas dentre TODOS os DIAS bons, um Ele separou para uso ESPECIAL, ou seja, "DESCANSOU, SANTIFICOU e ABENÇOOU" (Gn 2:2 e 3; Ex 20:8-11). E também o ÚNICO e VERDADEIRO "DIA do SENHOR" do Gênesis ao Apocalípse!

    O engraçado que o irmão Luciano Sena. jura de pé junto que NÃO. Ele afirma: "O DOMINGO é o SÁBADO CRISTÃO" pela falácia da "SUBSTITUIÇÃO" e ainda o absurdo de intitulá-lo como "DIA do SENHOR" que ambas INVENCIONICES, não podem e NUNCA SERÃO provadas do GÊNESIS ao APOCALIPISE! Ou pode ser provado? Será? Deus INSTITUIU em Gn 2:2 e 3 e TRANSCREVEU em Ex 20:8-11 o SÁBADO que é o SEU DIA!

    Irmão Luciano Sena, aonde do GÊNESIS ao APOCALIPSE, Deus foi tão claro como para INSTITUÍ-LO, O fez para SUBSTITUÍ-LO?

    Aonde do GÊNESIS ao APOCALIPSE Deus O fez?

    NÃO EXISTE! Nem seu irmão "D. Carson" acredita NISSO!

    Seu irmão "D. Carson" será que faz parte de uma SEITA? Acredito que não! Será que ele é um HEREGE? Tenho CERTEZA que não! Mas e para você, ele é UM HEREGE?

    Feliz Sábado, o VERDADEIRO e ÚNICO "DIA do SENHOR"!

    Um forte abraço a todos e fiquem com Deus!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Bom dia irmão Luciano, a paz do Senhor!

      Não!

      Você vai me presentear com um?

      Excluir
  10. Puxa, não conhece o livro e fala mais que a boca, quero dizer, escreve mais que os dedos...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá irmão Luciano Sena, a paz do Senhor!

      Nossa, que falta de educação!

      Irmão Luciano, você realmente é CRISTÃO!

      Não se o irmão não tem educação mesmo ou é simples descontrole ou desequilíbrio EMOCIONAL.

      O fato de eu não TER ou CONHECER o livro me DESQUALIFICA de fazer um comentário?

      Se o irmão FABULO em sua citação estiver mencionado uma MENTIRA (não acredito que ele tenha feito isso) ai você nosso IRMÃO Luciano Sena teria toda a RAZÃO!

      Como sempre você não avalia a situação de forma coerente, e solta SUA PÉROLAS!

      Vamos esperar a resposta do irmão FABULO para sabermos se o que ele CITOU se é FALSO ou VERDADEIRO.

      Se ele afirmar que MENTIU dou todo o credito ao seu COMENTÁRIO, mas se ele falou a VERDADE, só confirmamos seu comentário TENDENCIOSO.

      Um forte abraço e fique com Deus!

      Excluir
  11. A "seita de perdição" é tida como os adventistas por: a) considerarem o sábado como meio de salvação; b) terem os escritos da Sra. White em pé de igualdade com a Bíblia.

    Creio que mencioar MENTIRA e a DISTORÇÃO no texto que inicia este tópico são rótulos muito leves para quem discute longamente uma questão a partir de pressupostos tão falsos, pois, a) nem os adventistas ensinam que o sábado é meio de salvação, em medida alguma, b) nem ensinam que os escritos de Ellen White estejam em pé de igualdade com a Bíblia.

    Portanto, quem espalha mentiras é, nas palavras de Cristo, "filho do diabo" (João 8:44), e pode um filho do diabo sair-se por aí lançando rótulos preconceituosos, à base de DESINFORMAÇÃO + PRECONCEITO?

    ResponderExcluir
  12. Em décadas passadas, Walter Martin, fundador do Christian Research Institute, teólogo batista que se especializou em Religiões Comparadas, submeteu aos adventistas um longo questionário buscando compreender devidamente os ensinos da IASD após um dedicado esforço de estudo realista de centenas de horas, cobrindo quase dois anos, indo com freqüência à Associação Geral dos adventistas (sede mundial), trocando idéias com líderes e teólogos adventistas, examinando milhares de páginas de literatura da Igreja e de opositores, enfim, realizando um trabalho realmente digno de um verdadeiro erudito.

    Agiu ele dentro de critérios éticos e numa metodologia científica, em lugar de lançar-se a esse triste empreendimento de ataques ferinos, inspirados num preconceito doentio, firmados em citações desonestamente torcidas de declarações e publicações da IASD, como fazem certos grupos supostamente combatentes de “seitas”.
    Ao final desse empreendimento, com o que contou com a participação de outros dentre seus associados, inclusive o redator da revista “Eternity”, Martin concluiu que os adventistas, embora tenham doutrinas que considera “heterodoxas”, não devem ser considerados uma seita, mas uma genuína igreja cristã. Enfim, ele soube discordar sem distorcer, uma virtude de que estão longe, mas muito longe, os que modernamente pretendem realizar a mesma obra dele. Então, o fato de alguém que não realizou nem um décimo da obra de Martin, chamar-nos de heréticos não me impressiona e nem abala nem um pouco. É fruto do puro preconceito irracional sem qualquer base em fatos reais, devidamente pesquisados. Significa um zero à esquerda para nós.

    Anos depois, após sérias conversações entre adventistas e luteranos, aqueles cristãos emitiram documento declarando que os adventistas não deviam ser tidos como heréticos, como costumeiramente se fazia naquele meio, uma vez que das conversações havidas esclarecimentos plenos foram dados por representantes da Igreja Adventista que desfaziam os falsos conceitos que aqueles religiosos mantinham.

    Quanto a Col. 2:14-16, que o autor do texto acima alega ser um “problema” para os sabatistas, o interessante é que ele admite que tal texto traz problemas também para os defensores do domingo (e dos “dianenhumistas”). Ou seja, o texto não tem a clareza que todos gostariam. E tenho levantado 4 perguntinhas a quem queira analisá-lo devidamente, só que as perguntas ficaram sem resposta, até aqui:

    * Onde Paulo diz nesta passagem de Col. 2:14-16 que,

    a) não é mais para guardar o sábado;

    b) agora se adote o domingo no lugar do sábado;

    c) agora adote-se o ‘dianenhumismo’ (dia nenhum mais a se observar);

    d) os observadores do sábado não julguem os não-observadores?

    ResponderExcluir
  13. A sabadolatria, entre os adventistas,(e o senhor é dos que conheço que é mais apegado a isso, transforma qualquer conversa em debate a respeito do sábado, como notei no Face...) e como é comum nos escritos adventistas, as afirmações não são sempre unânimes.

    Mas o senhor disse que os adventistas não creem em salvação ligada ao sábado em sentido algum. E disse que dizer isso é mentira ...

    Tenho deixado claro em todas as minhas postagens ou críticas, que, >apesar de saber que já existe esse espírito interno<, o que é reconhecido é que o sábado será um selo salvífico no período escatológico.

    Portanto, dizer que os adventistas não creem em sentido 'algum', é uma defesa não baseada nos fatos.

    Quanto ao assunto da mística Ellen White e o engano de Walter, não é o foco da postagem.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

      Excluir
    2. Irmão Luciano Sena, a paz do Senhor!

      Irmão disse:

      "A sabadolatria, entre os adventistas".

      Irmão Luciano, a sua intenção em AFIRMAR que IDOLATRAMOS o SÁBADO, infelizmente é uma tremenda MENTIRA, ou se o irmão NÃO estiver MENTINDO, faz algo muito feito que é AFIRMAR algo que não é VERDADE, mas com o simples intuito de atingir as pessoas ÚNICA e EXCLUSIVAMENTE. Parece até que o irmão teria PRAZER NISSO.

      A sabadolatria, entre os adventistas

      Seria o mesmo que afirmar que os IRMÃOS PRESBITERIANOS idolatram o DOMINGO! Mas sabemos que não fazem isso! Então, para que faríamos tal afirmação como uma MENTIRA ou simplesmente como atitude SARCÁSTICA?

      Essa é a questão!

      Quem realmente está perdendo aqui com tais comentários? Não somo nós (IASD) COM CERTEZA!

      Um forte abraço e fique com Deus!

      Excluir
    3. O professor Azenilto gentilmente enviou-me os artigos a respeito do 'decreto dominical' que ele havia oferecido em outro post.

      Quando eu tiver algum tempo sobrando, irei ler com muita calma, e espero tecer alguns breves comentários aqui.

      Deus abençõe a todos!

      Excluir
    4. é o emaranhado de afirmações que vão e voltam...

      Excluir
  14. Alexandre, o fato é esse... idolatria não precisa ser admitida, nem os católicos admitem... nem todos os adventistas são assim é verdade, mas quando algo é tratado assim, com esse fanatismo e entrega, a ponto de dizer que no fim será o selo de salvação, não existe outra conclusão - existe a sabadolatria.

    ResponderExcluir
  15. Irmão Luciano, parece que o irmão não entendeu meu comentário.

    A sua afirmação de IDOLATRIA quanto ao SÁBADO o mesmo que eu afirmar que o irmão IDOLATRA o DOMINGO!

    É claro e obvio que tais afirmações não condizem com a realidade!

    O que não afirmamos, mas que o irmão TEIMA em afirmar!

    Essa é a questão!

    Um forte abraço e fique com Deus!

    ResponderExcluir
  16. tá complicado de entender. rs
    pra vc dizer q é a mesma coisa, antes vc tem q provar q os cristãos q adotam o domingo o declaram ele ser um selo, ou uma obrigatoriedade.
    sigo vários blogs adventistas (q me identifico mt aliás) porém uma coisa q vejo eles sempre batendo o pé nesta questão, a última onde é falar em decreto dominical.
    Eu nunca vi um cristão dominical dizer q o domingo é um selo, um mandamento, ou algo do tipo. Talvez seja possível na romana [ou ortodoxa], q aliás trocou os 10 mandamentos, mas evangélicos nunca vi.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá irmão Marcos, a paz do Senhor!

      Eu não provo nada!

      Quem prova é a BÍBLIA! Ou seja, Deus afirma que o SÁBADO é o SÉTIMO DIA e que o mesmo é o DIA do SENHOR e também o SELO ou SINAL!

      Você disse:

      "Eu nunca vi um cristão dominical dizer q o domingo é um selo, um mandamento, ou algo do tipo".

      Concordo com você! NÃO EXISTE MESMO tal informação na bíblia!

      Por isso ninguém faz tal comentário! Se alguém o fizesse seria um DISPARATE.

      Mas parece que o irmão não entendeu também meu comentário!?

      Vou repetir:

      O irmão Luciano insiste em nos acusar de IDOLATRIA do SÁBADO! Sempre ele faz o mesmo tipo de afirmação! E MENTIR DESCARADAMENTE não pega bem para NINGUÉM! Imagina para alguém que afirma ser CRISTÃO!

      Novamente, o quis dizer é que: ou da mesma forma que não IDOLATRAMOS o SÁBADO se dá com quem diz que observa o DOMINGO! Não existe a IDOLATRIA do DOMINGO por quem diz que o OBSERVA! Da mesma forma não IDOLATRAMOS o SÁBADO, mas o irmão Luciano insiste em nos acusar de IDÓLATRAS, de forma sistemática e mentirosa!

      Se observar o SÁBADO instituído pelo CRIADOR é ser IDÓLATRA, então Deus nos pede para sermos IDÓLATRAS! É o que indiretamente o irmão Luciano Sena afirma todas as vezes quando afirma tal DISPARATE! E tal afirmação é algo terrível, pois Deus proíbe a IDOLATRIA, mas em SEU quarto MANDAMENTO nos pede para sermos IDÓLATRAS! Só uma mente PERTURBADA para ficar fazendo afirmações TÃO DESCABIDAS como essa! MISERICÓRDIA!

      Você disse:

      "Talvez seja possível na romana [ou ortodoxa], q aliás trocou os 10 mandamentos, mas evangélicos nunca vi".

      Concordo com você! Mas a questão é que sem o irmão se aperceber, o irmão segue uma das MUDANÇAS comentadas por você que é justamente a questão do DOMINGO que é o carro chefe da ICAR! Ou seja, o DOMINGO! Mesmo o irmão não concordando, mas essa é a mais pura realidade! Vocês prestam uma HOMENAGEM ela, sem se darem conta! Acreditam PIAMENTE que não, mas é INFELIZMENTE é o que ocorre!

      Um forte abraço e fiquem com Deus!
      Feliz SÁBADO o DIA do SENHOR!

      Excluir
  17. Ele Não quer entender porque não quer... simples.

    Só para pensar... O Nisto Cremos fala que 'os da besta' vão >>adorar<< """o DOMINGO !!!""" É mole?

    "A questão derradeira envolverá adoração falsa e verdadeira, o verdadeiro e o falso evangelho. Quando essa questão for claramente colocada diante do mundo, aqueles que rejeitam o memorial divino da Criação o sábado bíblico >>escolhendo adorar e honrar o domingo<< mesmo depois de ter pleno e cabal conhecimento de que este não é o dia apontado por Deus para a adoração receberão a “marca da besta”. Esta é a marca da rebelião; a besta afirma que o fato de ela haver alterado o dia de adoração é uma prova de sua autoridade em modificar a lei de Deus. " pp. 231,232.

    A não ser que houve um erro de impressão e não apareceu a letra N - assim "adorar e honrar No domingo" ficaria mais compreensível...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Este comentário foi removido pelo autor.

      Excluir
    2. Olha ai novamente irmão Marcos!

      O irmão Luciano se tornou um especialista em desvirtuar o que o texto quer dizer!

      Não tem ERRO de impressão NÃO!

      É isso mesmo!

      Irmão Marcos explica para o irmão Luciano pois o mesmo deve ter muita dificuldade para INTERPRETAÇÃO!

      Explica pra ele que esse texto está relacionado com ESCATOLOGIA e o DECRETO DOMINICAL já comentado por vocês acima!

      É tão simples, mas ele (Luciano) adora inverter as coisas!

      Um forte abraço e fique com Deus!
      Feliz SÁBADO o DIA do SENHOR!

      Excluir
  18. Agora os autores deste Nisto Cremos, no julgamento, terão que ler Apocalipse 1.10, Atos 20.7, etc...

    ResponderExcluir
  19. Olha ia irmão Marcos, mais uma vez as PÉROLAS do irmão Luciano.

    Ele quer AFIRMAR que Apocalipse 1:10 é o DOMINGO sendo que isso não é verdade, mas ele teima! Vários TEÓLOGOS não AISD, discordam dele, mas ele continua teimando.

    E continua teimando na FAMIGERADA SUBSTITUIÇÃO de Atos 20:7.

    Só rindo pra não chorar!

    Um forte abraço e fique com Deus!
    Que a paz de Cristo esteja sempre com vocês!

    ResponderExcluir
  20. .
    ** A RESSURREIÇÃO NO PRIMEIRO DIA DA SEMANA TEM IMPLICAÇÕES NA MUDANÇA DO SÁBADO PARA O DOMINGO? **

    Vejamos se Apo. 1:10 e Atos 20:7, e "etc" provam mesmo a questão do domingo como "dia do Senhor":

    Os evangelhos falam apenas que Jesus ressuscitou no primeiro dia da semana e apareceu aos discípulos que nem sabiam do evento. Estavam “reunidos, com medo dos judeus” (João 20:19) naquele dia, e não celebrando o dia da Ressurreição. Em João 20:26 a cláusula “passados oito dias” poderia bem significar um período de exatos oito dias, o que daria uma 2a-feira como o próximo dia do encontro de Cristo com os discípulos. Mas mesmo que tal dia fosse outro domingo, isso nada prova em favor da guarda de tal dia pois nada indica ser esta a razão de o dia ser mencionado, sobretudo quando nenhuma menção se faz de alguma reunião comemorativa da Ressurreição ligada a esse dia.

    O encontro entre Cristo e Seus apóstolos noutra ocasião ocorreu em dia não identificado, ao estarem pescando (João 21:4-7). Assim, não há nenhuma ênfase especial quanto aos dias em que Cristo aparecia, nem padrão de que tais aparecimentos se dessem sempre no domingo por ter sido memorializado ou posto à parte como santificado.

    É deveras significativo que Lucas, 30 anos depois, relata que as mulheres que preparavam especiarias para o corpo de Cristo “no sábado descansaram, SEGUNDO O MANDAMENTO” (Luc. 23:56). Nada é dito de ser “o velho mandamento”, “o sábado da lei ultrapassada” ou coisa que o valha. Para Lucas, três décadas depois da Ressurreição, o sábado do 7o. dia era o dia a ser observado “segundo o mandamento”, não o dia ao qual simplesmente chama “primeiro dia da semana”.

    Também é significativo que em Apo. 1:10, João se refere ao “dia do Senhor”, que alguns dizem tratar-se do domingo. Todavia, ao escrever o seu evangelho, na mesma época, refere-se ao dia da Ressurreição como simplesmente “primeiro dia da semana”, sem qualquer designação especial (ver textos citados acima).

    Tampouco o critério para estabelecer os princípios da lei divina quanto ao dia de observância é alguma “série de acontecimentos” em determinado dia. Não há a mínima indicação de que tais acontecimentos fizeram com que a lei de Deus fosse por isso alterada por um claro “assim diz o Senhor”.

    O único dia que nas Escrituras tem a designação especial de “Dia do Senhor” é o sábado do sétimo dia: Êxo. 20:11; Isa. 58:13; Eze. 20:12, 20. No Novo Testamento, o dia de que Jesus declarou-Se ser o “Senhor” é o sábado, não o domingo: Mat. 12:8 cf. Luc. 4:16.
    .
    **ATOS 20:7 – EMBARAÇO PARA OS DEFENSORES DO DOMINGO **

    Em Atos 20:7 Paulo teve uma reunião de despedida “no primeiro dia da semana” que, porém, seria o “sábado à noite”. O dia dos judeus se inicia no pôr do sol. Por sinal, A Bíblia na Linguagem de Hoje, da Sociedade Bíblica do Brasil, refere-se ao episódio como num “sábado à noite”. A edição equivalente em inglês, New English Bible, o confirma chamando aquele dia “Saturday evening” [sábado à noitinha], o que também é afirmado em nota de rodapé no Contemporary English Version, da American Bible Society [Sociedade Bíblica Americana].

    No contexto percebe-se que o “partir do pão” era apenas uma refeição regular (Atos 2:46) e não o rito da Santa Ceia (referência também indicada na mesma nota de rodapé acima mencionada da CEV). Ademais, Paulo passou a manhã de domingo seguinte viajando, em lugar de ficar para a “escola dominical” ou equivalente. Isso mostra que Paulo não tinha qualquer escrúpulo pela suposta observância de um "dia do Senhor" dominical.

    Note-se ainda que o propósito específico da reunião era o “partir o pão”, não para instituir um novo dia de culto. A terminologia grega para “partir o pão” é 'klasai arton'—uma linguagem genérica aplicada a qualquer refeição em qualquer dia da semana (Atos 2:46). Contudo, o que não é mencionado aqui em Atos 20:7 é a linguagem específica em grego que os cristãos empregavam para a Santa Ceia: 'Kuriakon Deipnon' (ver 1 Cor. 11:20).

    ResponderExcluir
  21. Nem ocorre qualquer menção a “vinho” que é requerido na celebração da Santa Ceia. Assim, não pode ser dito que os discípulos haviam se reunido para celebrar a Santa Ceia naquele domingo à noite quando Paulo falou até meia-noite. Também sabemos que era noite porque Atos 20:8 refere-se às “muitas luzes” no salão.

    Sem falar de como Atos foi escrito quase 30 anos DEPOIS da Ressurreição, e o dia de domingo não recebe nenhum título especial. É meramente o [i]mía twn sabbaton[/i], ou seja--o primeiro a contar do sábado, o que aumenta ainda mais o embaraço dos que pretendem defender a esdrúxula tese de que os cristãos primitivos adotaram o domingo em lugar do sábado.

    ** 1 CORÍNTIOS 16:2—AS COLETAS A SEREM FEITAS EM CASA, NÃO NA IGREJA **

    Em 1 Cor. 16:2 há referência a uma instrução de Paulo de que os cristãos reunissem recursos para ajudar os pobres de Jerusalém, no primeiro dia da semana. Pelo original grego isso seria feito “em casa” (‘par eauto’), não na igreja. Também é significativo que isso foi escrito pelo ano 55 a 57 AD. Não se dá ao dia nenhum título especial de “dia do Senhor”, sendo chamado meramente de “primeiro dia da semana”.

    Quanto às questões históricas relativas à observância do domingo, é verdade que há documentos dos Pais da Igreja que falam da adoção do domingo em lugar do sábado pelos cristãos. Eusébio, por exemplo, contemporâneo, amigo e apologista do Imperador Romano Constantino, declarou: “Todas as coisas que era dever fazer no sábado, estas nós as transferimos para o dia do Senhor”-"Commentary on the Psalms". Como, entretanto, não há registro bíblico de tal fato, sendo esta a tese da “tradição” católica, é de se lamentar que os evangélicos não se apercebam do engano e não atentem às palavras de Paulo profetizando o desvio dos ensinos bíblicos logo cedo pela igreja devido a alguns de seus líderes que corromperiam a fé original.

    Disse ele em Atos 20:29, 30: “Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes que não pouparão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens falando cousas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles”. Vê-se que a apostasia da religião cristã começou bem cedo. Mais tarde Paulo indica que “o mistério da iniqüidade já opera” (2 Tess. 2:7).

    João, por seu turno, se queixa que os cristãos de Éfeso haviam abandonado o “primeiro amor” e a “prática das primeiras obras” (Apo. 2:4, 5). Aos crentes de Esmirna ele menciona os que são “da sinagoga de Satanás” atuando em seu meio (vs. 9), para Pérgamo menciona “os que sustentam a doutrina de Balaão” (vs. 14), e a Tiatira condena o tolerarem que uma “Jezabel . . . falsa profetisa” seduzisse a muitos com doutrinas pervertidas (vs. 20), e assim por diante.

    Todavia, sempre houve os que preservaram a verdade a despeito de toda essa corrupção da fé original. Uma reportagem da revista secular "National Geographic Magazine", citando palavras de Edward Gibbon em sua clássica obra "O Declínio e Queda do Império Romano", expõe que “os etíopes dormiram quase mil anos, alheios ao mundo pelo qual foram esquecidos”. Daí, prossegue a reportagem historiando que “Duzentos anos se passaram para o cristianismo tomar pé em Aksum, mas hoje mais da metade de todos os etíopes são cristãos, cerca de 30 milhões de pessoas. Sua fé, por ter sobrevivido aqui por mil anos, é uma singular fusão de ensinos do Velho e Novo Testamento. Grande devoção é revelada pela Virgem Maria, por exemplo, contudo, até hoje os costumes dos ortodoxos etíopes fazem eco à lei judaica, requerendo que as igrejas circuncidem suas crianças do sexo masculino no oitavo dia, descansem no sábado, e se abstenham de carne de porco”. Artigo: “Keepers of the Faith-The Living Legacy of Aksum”, por Candice S. Millard, Op. Cit., julho de 2001, pp. 115 e 122

    ResponderExcluir
  22. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  23. Alexandre Ap 1.10 não é o sábado, é o domingo...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá irmão Luciano Sena, a paz do Senhor!

      Me explique sua teoria então por favor sobre o DIA do SENHOR de APOCALIPSE 1:10 ser o DOMINGO.

      Fico no aguardo (Claro, somente se o irmão quiser)!

      Excluir
  24. Olá irmão Luciano Sena, a paz do Senhor!

    APOCALIPSE 1:10 "achei -me em espírito no dia do senhor"
    Citado como argumento para a guardo do DOMINGO que o "DIA do SENHOR" seria o DOMINGO.

    APOCALIPSE 1:10 afirma apenas que é apenas o "DIA do SENHOR" , não diz qual dia seria! ou qual dia específico.
    Para sermos coerentes com as limitações do texto de APOCALIPSE devemos admitir que ele apenas declara "DIA do SENHOR" , não diz se é SÁBADO, DOMINGO ou qualquer ouro dia, apenas diz: "KURIAKÊ HEMÊRA", em grego.

    O máximo que poderíamos dizer é que NÃO se trata de um DIA QUALQUER, pois JOÃO usa o artigo definido "O" "DIA do SENHOR" e NÃO "UM" "DIA do SENHOR" denotando indefinição.

    Também não podemos afirmar que se referia ao DIA do IMPERADOR como propõe alguns, pois os TÍTULOS mais comuns eram:

    "SEBASTES, AUGUSTOS E DESPOTES, NÃO KYRIOS, ISTO É , SENHOR".

    No caso de JOÃO, o título é oriundo da TRADUÇÃO GREGA do A.T e se referia ao CRISTO DIVINO, ou seja, ao SENHOR DEUS.

    Alguns também já propuseram que a expressão "achei -me em espírito no dia do senhor" deveria ser entendida como "ARREBATADO FUI AO DIA DO SENHOR" ou seja, " ATÉ AO DIA DO JUÍZO FINAL" isto é, mais uma vez isso NÃO procede, pois quando a bíblia fala do "DIA do SENHOR" referindo-se ao "DIA DO JUÍZO FINAL"l, usa a expressão grega "HEMERA KYRIU" o dia que pertence ao SENHOR e NÃO "KURIAKE HEMERA" como aparece aqui neste texto do apocalipse 1:10.

    Portanto, neste aspecto, estamos de acordo com os irmãos que GUARDAM o DOMINGO no sentido de que também não entendemos que esse "DIA do SENHOR" de apocalipse 1:10 se referiria ao "DIA de JUÍZO FINAL", NÃO, ali esta claramente indicando o DIA de REPOUSO SEMANAL, o DIA de GUARDA!

    A nossa DISCORDÂNCIA esta apenas no quesito de qual seria este dia, SÁBADO ou DOMINGO?

    Bem, como o texto não deixa isso muito claro. Temos de buscar esta resposta no restante da BÍBLIA SAGRADA. E é ai que a tese do SÁBADO ganha mais força, principalmente por dois motivos:

    a) primeiro por que em várias partes da bíblia o SÁBADO é chamado de "DIA do SENHOR" , já o DOMINGO não encontramos nenhuma menção deste termo!

    Eu sei, que a palavra DOMINGO vem do LATIM "DIES DOMINI" que significa "DIA do SENHOR" , mas você sabe, este é um TÍTULO ou RÓTULO dada por ROMA muito tempo depois e NÃO pela BÍBLIA SAGRADA. E também sabemos que a BÍBLIA foi escrita em HEBRAICO, ARAMAICO e GREGO! Não em LATIM!

    b) O APOCALIPSE trás um detalhe muito interessante que nós não deveríamos nos esquecer, é que ele mostra uma batalha profética das forças do BEM contra as forças do MAL, dos que se posicionam ao lado de CRISTO e dos que se posicionam ao lado de da BESTA e do DRAGÃO. E os que se posicionam ao lado de CRISTO são descritos como: "aqueles que guardam os MANDAMENTOS de DEUS e a FÉ em JESUS".Isto você pode ver em ap 12:17; 14:12 e dependendo da tradução ap 22:14.

    E quais seriam estes MANDAMENTOS de DEUS? APOCALIPSE 11:19 nos dá a resposta! Ali JOÃO disse ter visto um SANTUÁRIO de DEUS que se encontra no CÉU e nesse SANTUÁRIO ele VÊ a ARCA da ALIANÇA.

    Agora faça uma pesquisa rápida em qualquer dicionário bíblico e descubra, o que é a ARCA da ALIANÇA. A ARCA da ALIANÇA são justamente os DEZ MANDAMENTOS que também ficavam dentro de uma ARCA no lugar SANTÍSSIMO do SANTUÁRIO de ISRAEL.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Agora, o que será que JOÃO viu no lugar do QUARTO MANDAMENTO no CÉU. Será que ele viu "LEMBRA-TE do DOMINGO para O SANTIFICAR"?

      IMPOSSÍVEL!

      Mas suponhamos que ele tenho visto que era mesmo agora o DOMINGO.

      Por que ele não mencionou que viu? Por que ele não afirmou que o SÁBADO foi SUBSTITUÍDO pelo DOMINGO ou ainda por que ele não aproveito e afirmou que o SÁBADO foi ABOLIDO?

      Simples! É por que não foi mesmo!

      Não há absolutamente nada na bíblia, nem na passagem se quer, que indique que esta LEI foi TROCADA na VISÃO de JOÃO.

      Um forte abraço e fiquem com Deus!

      Excluir
    2. Este comentário foi removido pelo autor.

      Excluir
  25. Olá irmão Luciano Sena, a paz do Senhor!

    O DIA DO SENHOR

    “Achei-me em visão no dia do Senhor,” foi a declaração feita por João em Apocalipse 1:10.

    Não querendo desmerecer os irmãos que dizem ser esse dia não um dia literal, mais tão-só um dia simbólico, que representaria o dia do juízo de Deus, sinceramente creio não ser possível compreender que o apóstolo estava aqui se referindo ao glorioso dia futuro de libertação do seu povo quando escreveu o verso retro.

    O próprio contexto confirma a literalidade da expressão: (v.9) João está numa ilha (uma pessoa num local preciso) chamada Patmos (ilha literal, ou há alguém que quer conseguir uma interpretação simbólica para ela, como a “solidão espiritual”); (v.10) num tempo preciso, dia do Senhor, e ouviu algo preciso, que está nos versos seguintes.

    Alguns (especialmente os Católicos Romanos) também propugnam que este verso indica que o “dia do Senhor” é o domingo. Porém, um estudo apurado do texto no seu original grego demonstra que traduzir “dia do Senhor” por “domingo”, como acontece com algumas versões tendenciosas da Bíblia, é um equívoco. A expressão que aparece no texto grego de Ap 1:10 é KURIAKÊ EMÊRA, que significa apenas “dia do Senhor”, nada tendo a ver com o “domingo” (dia consagrado ao deus Sol – SUNDAY, em inglês).

    Demais, Marcos 2:28 e Mateus 12:8 apontam bem para esse dia que o Senhor Jesus anunciou como sendo Seu. Certamente que todos os dias são Dele, pois foram por meio dele que todas as coisas foram criadas. No entanto, na única vez no Novo Testamento que Jesus pessoalmente fez uma pública e preclara declaração acerca de qual era o Seu dia, Ele o fez nessas palavras: "Porque o Filho do Homem é senhor do sábado".

    Diante de tal asserção, alguns questionamentos se fazem pertinentes:

    Primeiramente, quem seria esse Filho do Homem? Porque Jesus disse que Ele é o Senhor do sétimo dia? Porque João haveria de dizer que estava no Dia do Senhor na ilha de patmos? Qual é o dia de repouso no novo testamento? Mateus 28:1 e Lucas 23 nos dão esta resposta, como se segue:

    "No findar do sábado, ao entrar o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro." (Mt. 28:1).

    Acabamos de ver nesse versículo que o primeiro dia da semana é o domingo e que, portanto, o dia que acabara de findar (e que estava sendo guardado pelas duas Marias) era o sétimo dia, o Sábado. E que dia seria então o dia de repouso no NT? Em Lucas 23:56 podemos encontrar a resposta:

    "Então, se retiraram para preparar aromas e bálsamos. E, no sábado, descansaram, segundo o mandamento."

    Querida irmão, não é fácil compreender que, se por acaso, esse dia tivesse sido mudado por Jesus, a mãe humana Dele, a pessoa mais próxima da Sua pessoa, não teria então sabido? Por que ela, e outras mulheres que acompanhavam Jesus, não deixaram de guardar o Sábado mesmo depois da morte do Imaculado Filho de Deus? Isso todos nós precisamos melhor compreender. É preciso levar em conta a razão pela qual hoje a maior parte de nós guarda o domingo. E, ao que tudo indica, esta guarda está sendo feita em função de uma tradição exclusivamente.

    Neste sentido, o Arcebispo D. Duarte Leopoldo, em “Concordância dos Santos Evangelhos”, afirma:

    “Se devemos repelir a tradição, e aceitar somente o que está na Bíblia, como dizem os protestantes, por que aceitam eles a santificação do domingo, o batismo de crianças e outras práticas que não constam na Escritura Sagrada?” — P. 146.

    Um forte abraço e fique com Deus!

    ResponderExcluir
  26. Olá irmão Luciano Sena, a paz do Senhor!

    OUTRAS INCONGRUÊNCIAS

    Um opositor aos mandamentos de Deus afirma:

    "O primeiro dia da semana ou domingo tomou tanta importância, pelas coisas que se deram nele, especialmente pela ressurreição de Jesus, que se tornou comum entre os apóstolos e os cristãos primitivos chamá-lo 'dia do Senhor'. A linguagem de João 'Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor' (Apocalipse 1:10) revela o fato que qualquer pessoa no seu tempo, que lesse esse seu escrito saberia a que dia se referia, isto é, qual o dia que pertencia ao Senhor Jesus."

    Há nesse trecho nada menos que três afirmações destituídas de qualquer fundamento:

    a) "... o domingo tomou tanta importância..."

    Não tomou importância nenhuma. Tanto assim que os evangelistas sinóticos, escrevendo seus evangelhos sempre depois do ano 60, mais de 30 anos após a ressurreição, referem-se ao dia meramente como "o primeiro dia da semana", sem nenhum título da santidade, sem nenhum caráter especial. Nos escritos apostólicos não se vê esta "tanta importância" que o opositor pretende. E o mesmo João, escrevendo seu evangelho, perto do ano 100 de nossa era, também refere ao dia como sendo "o primeiro dia da semana". Quer dizer que no fim do primeiro século, o dia não tinha a "tanta importância" que lhe atribuem.

    E isto nos vai ser confirmado pelo pastor Albert C. Pittman:

    "Primitivamente reuniam-se [os cristãos] no domingo de manhã, porque o domingo não era um dia feriado, mas sim um dia de trabalho normal como os demais... Partilhavam de uma merenda religiosa e em seguida retornavam ao seu trabalho, para os labores da semana."

    The Watchman Examiner, 25 de outubro de 1956.

    b) "... se tornou comum entre os apóstolos... chamá-lo 'dia do Senhor'."

    Aí está outra ficção. Quais apóstolos? Onde? Quando? Como se prova que tornou comum entre os apóstolos designar o domingo como o "dia do Senhor"?

    Apontem-se seus escritos, por favor! Queremos provas!

    c) "A linguagem de João: Eu fui arrebatado no 'dia do Senhor' revela o fato..."

    Primeiramente o arrebatamento nada prova em favor da guarda do dia, aliás a nova versão bíblica diz "achei-me em espírito", indicando apenas que o apóstolo teve as visões. João teve outras visões e, com relação a estas, não se menciona o dia em que ocorreram. A segunda visão se deu em dia não especificado (Apocalipse 4:2), e o fato de um profeta ter visão em determinado dia, não significa que tal dia deva ser guardado. A santidade de um dia repousa em base mais sólida, fundamenta-se num claro e insofismável "assim diz o Senhor".

    A afirmação que o "dia do Senhor" nessa passagem se refira
    indiscutivelmente ao primeiro dia da semana é baseada em presunção sem nenhum valor probante. O fato de em fins do segundo século da era cristã surgirem escritos aludindo ao primeiro dia da semana como sendo "dia do Senhor', não autoriza ao dogmatizar que João também se referia ao domingo. Antes do ano 180 d.C., quando surgiu um falso Evangelho Segundo S. Pedro que afirmava ser o primeiro dia da semana o "dia do Senhor", nada, absolutamente nada se pode invocar para dizer que João se referia ao domingo. O próprio Justino Mártir que alude a um costume que se implantava entre os cristãos, de se reunirem no primeiro dia da semana, ao dia, refere como "o dia do Sol" e não como o "dia do Senhor".

    A partir daqueles tempos, o título "dia do Senhor" aparece
    exuberantemente na literatura patrística. Mas é preciso provar que João tinha em mente o primeiro dia da semana quando escreveu "dia do Senhor". Autoridades evangélicas afirmam que João escreveu seu evangelho depois do Apocalipse, situando-se entre 96 a 99 d.C., tais como:

    CONTINUA...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Albert Barnes, em suas Notas Sobre os Evangelhos, John Beatty Howell em sua tabela de datas, W. W. Rand, em seu Dicionário Bíblico, e comentaristas Bloomfield, Dr. Hales, Horne, Nevinse Olshausen, Williston Walker e muitos outros.

      Isso é importante, pois se João, no Apocalipse, escrito antes, se refere ao domingo como o "dia do Senhor", como então no seu evangelho, escrito
      posteriormente, volta a referir-se simplesmente ao "primeiro dia da semana"? (João 20:1 e 19).

      Temos fundadas razões para crer que S. João se referia ao sábado.

      Porque, consoante a Bíblia, o único "dia do Senhor" que nela se menciona é o sábado. Leia-se cuidadosamente Isaías 58:13: "santo dia do Senhor". O quarto mandamento em Êxodo 20:10 diz: "o sétimo dia é o sábado do Senhor." Em Marcos 2:28 lemos: "O Filho do homem é Senhor até do sábado."

      E a Revista de Jovens e Adultos para Escola Dominical, editada pela Convenção Batista Brasileira, relativa ao 4.º trimestre de 1938, pág. 15, assim comenta este versículo: "... o 'Filho do homem é Senhor do sábado (Marcos 2:28)'; isto é... o sábado é o 'dia do Senhor', o dia em que Ele é Senhor e pelo Seu senhorio Ele restaura o Seu dia ao seu verdadeiro desígnio."

      O discípulo amado conhecia muito bem as palavras do Decálogo (Êxodo 20:10) bem como as de Isaías (Isaías 58:13). À vista disso, não precisamos ter dúvidas quanto ao dia a que ele quis referir-se quando no Apocalipse escreveu: "fui arrebatado em espírito no dia do Senhor". Só posteriormente, com a fermentação da apostasia na igreja primitiva, é que o domingo foi tomando corpo, e a designação "dia do Senhor" lhe foi dada deliberadamente.

      Heylin, erudito de projeção intelectual, da Igreja da Inglaterra, escritor bem informado, dá o seguinte testemunho:

      "Tomai o que quiserdes, ou os pais [da igreja] ou os modernos: e não encontraremos nenhum dia do Senhor instituído por mandamento apostólico: nenhum 'sabbath' [dia de repouso] por eles firmados sobre o primeiro dia da semana.

      “Vemos assim sobre que bases se assenta o dia do Senhor: primeiro sobre o costume e a consagração voluntária desse dia para reuniões religiosas; tal
      costume continuou favorecido pela autoridade da igreja de Deus, que tacitamente o aprovava; e finalmente foi confirmado e ratificado pelos
      príncipes cristãos em todos os seus impérios. E como dia de descanso dos trabalhos e abstenção dos negócios, recebeu sua maior força dos
      magistrados civis enquanto detinham o poder, e a seguir dos cânones, decretos de concílios, decretais dos papas, ordens de prelados de categoria
      quando a direção dos negócios eclesiásticos lhes era exclusivamente confiada.

      “Estou certo de que assim não foi com o antigo sábado, o qual nem teve origem no costume – e o povo não se adiantara a ponto de dar um dia a
      Deus – nem exigiu qualquer favorecimento ou autoridade dos reis de Israel para ser confirmado ou ratificado. O Senhor falou que Ele queria ter um dia
      em sete, exatamente o sétimo dia da criação do mundo, para ser dia de repouso para todo Seu povo, e este nada mais tinha a fazer senão de boa
      vontade submeter-se à Sua vontade e obedecer-lhe...

      “Assim, porém, não ocorreu no caso em tela. O dia do Senhor [domingo] não tem nenhuma ordem para que deva ser santificado; mas foi evidentemente deixado ao povo de Deus determinar este ou outro dia qualquer, para uso notório. E assim foi adotado por eles, e tornado um dia de reunião da congregação para práticas religiosas; contudo, por trezentos anos não houve lei alguma que o impusesse aos crentes e tampouco se
      exigia a cessação do trabalho ou de negócios seculares nesse dia."

      Dr. Peter Heylin, em History of the Sabbath, 2.ª parte, capítulos I e III, seção 12.

      CONTINUA...

      Excluir
    2. "Quando os antigos pais da Igreja falam do dia do Senhor, eles, às vezes, talvez por comparação, o liguem ao dia de repouso; porém jamais encontramos, anterior à conversação de Constantino, uma citação proibitória de qualquer trabalho ou ocupação no mencionado dia; e se houve alguma, em grande medida se trata de coisas sem importância, pelas razões que apresentavam."

      Smith's Dictionary of the Bible, pág. 593.

      Depois de tudo isto, ainda que se pudesse provar (o que é absolutamente impossível) que João tivera a visão num primeiro dia da semana, isto em nada altera a observância do sétimo dia da semana, pois não tem relação alguma com o dia do repouso do cristão, e muito menos se destina a abolir o sábado do Decálogo.

      Não é por outra razão que nós protestantes continuamos como alvo de deboche por católicos, espiritistas, budistas e demais religiões. Somos
      incongruentes demais.

      O Cardeal Maida, Arcebispo de Detroit, EUA, observa:

      “O dia santo foi mudado do sábado para o domingo… não em virtude de qualquer instrução dada pelas Escrituras, mas por causa do sentimento de poder da própria igreja (Católica). (…) As pessoas que pensam que as
      escrituras deveriam ser a única autoridade, deveriam logicamente se tornar Adventistas do Sétimo Dia, e santificar o sábado.”

      Em “St. Catherine Catholic Church Sentinel”, Algonac, Michigan, EUA, 21 de maio de 1995.

      Declara o “Boletim Católico Universal”:

      “A Igreja (Católica) mudou a observância do sábado para o domingo pelo direito divino e a autoridade infalível concedida a ela pelo seu fundador, Jesus Cristo. O protestante, propondo a Bíblia como seu único guia de fé, não tem razão para observar o domingo. Nessa questão, os Adventistas do Sétimo Dia são os únicos protestantes coerentes.”

      P. 4, de 14 de agosto de 1942.

      Chega de citações. O que deve ser dito da situação contraditória em que o protestantismo se encontra quanto à guarda do Dia do Senhor? Eis a igreja de Cristo, chamada do catolicismo no século XVI para estabelecer-se sobre “a Bíblia, e a Bíblia somente”, professando lealdade à Lei de Deus, lealdade ao “sábado” de Deus, lealdade para com a verdade divina e ainda assim observando um dia que as Escrituras não ordenam nem uma única vez, rejeitando completamente o dia que a Bíblia declara santo! Sabendo disto, a Igreja Católica Romana não tem deixado de observar a situação embaraçosa em que seus irmãos separados se encontram.

      CONTINUA...

      Excluir
    3. Talvez nenhum comentário possa ser mais bem feito do que o do órgão oficial do Cardeal James Gibbons:

      “A Igreja (Católica), mais de cem anos antes da existência de um único protestante, em virtude de sua divina missão, mudou a solenidade do dia de sábado para o domingo. (…) “O mundo protestante em sua origem (no começo da Reforma no século dezesseis) encontrou o domingo muito fortalecido para contrariar a sua existência; foi, por essa razão, colocado
      sob a necessidade de aquiescer no arranjo, submetendo-se assim ao direito da igreja de mudar o dia, por mais de trezentos anos. O domingo é, por conseguinte, o reconhecido produto conseqüente da Igreja Católica como
      esposa do Espírito Santo, sem uma palavra de protesto do mundo protestante.

      “Vejamos, agora, rapidamente, nossa segunda posição com relação à Bíblia apenas, como ensinador e guia nos assuntos de fé e moral. Este ensinador proíbe de maneira saliente qualquer mudança do dia por razões superiores.

      O mandamento requer um ‘concerto perpétuo’. O dia ordenado pelo ensinador para ser guardado jamais o foi, desenvolvendo-se assim uma
      apostasia de um princípio supostamente fixado, tão contraditório, absurdo e, conseqüentemente, tão suicida que se não pode expressar com poder da linguagem.

      “Os limites da desmoralização tampouco são ainda atingidos. Longe disto. Seu pretexto de deixar o seio da Igreja Católica foi a apostasia da verdade como ensinada na Palavra escrita.

      Adotaram a Palavra escrita como seu único mestre, mas a abandonaram assim que fizeram essa adoção. (…) Por uma perversidade tão voluntária quão errônea, aceitam o ensino da Igreja Católica em oposição direta ao claro, invariável e contínuo ensinamento de seu único mestre no que tange à doutrina mais essencial de sua religião, realçando desse modo a circunstância na qual podem ser apropriadamente
      tachados como ‘um escárnio, um embuste e um laço.’…

      “A razão e o senso comum exigem a aceitação de uma outra destas alternativas: o protestantismo e a observância e santificação do sábado, ou
      o catolicismo e a observância e santificação do domingo. Um compromisso ou acordo é impossível.”

      Em “Catholic Mirror” (Espelho Católico), de 23 de setembro de 1893. “The Christian Sabbath” (O Sábado Cristão), p. 29–32.

      Um forte abraço e fique com Deus!

      Excluir
  27. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  28. https://www.youtube.com/watch?v=iu5jQGjLiSs

    "Portanto, ninguém vos julgue por questões de comida e de bebida, ou a respeito de festas anuais ou de sábados, que são apenas sombra de coisas que haviam de vir, mas a realidade é o Corpo de Cristo." Cl 2:16 no minuto 13 do vídeo, não encontrei a versão que traduz assim, achei tendenciosa, exclui os dias de lua por exemplo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Perfeito seu comentário irmão Marcos.

      Por isso se encerraram os sacrifícios de animais e as festas anuais (sábados cerimoniais).

      Só não entendi por que o irmão citou este versículo?

      Irmão Marcos, o SÁBADO de GÊNESIS 2:2-3 e ÊXODO 20:8-11 é o SÁBADOS .>>>MORAL<<<. ou .>>>CERIMONIAL<<<.?

      Abraços e fiquemos todos com Deus!

      Excluir