segunda-feira, 4 de março de 2013

‘Pastor não gera ovelha!’ Gera coelho!? Evangelização, a vocação pastoral (e 'leiga') negligenciada!


Já ouviu falar de alguns seminaristas, pastores, e obreiros, doentes espiritualmente, ou preguiçosos, que dizem: ‘Tenho um chamado pastoral e de mestre, não de evangelista’...?


Além disso, existe uma desculpa de algo que poderia gerar uma anomalia genética: ‘Pastor não gera ovelhas!’ Ovelha gera ovelha’


Pelo jeito o pastor que diz isso deve ser um bode... alguns são lobos, mas nem todos... mas prefiro pensar que esse tipo de pastor, se for gerar alguma coisa, deve gerar coelho. Esse bichinho senta e fico ‘roendo, roendo, roendo’, sem preocupação alguma.


R. B. Kuype disse que o calvinista que não evangeliza ‘é um calvinista só de nome’. Fico feliz com o que ele disse. Embora, em minha opinião, o problema vai mais longe do que ser apenas um hipócrita. Roubar, ou adulterar, são coisas esperada dos pastores que não se importam com a evangelização em suas várias facetas.


Pastor Reformado que não evangeliza é um pastor Deformado. Pode ser um administrador contratado de um grupo religioso, mas nunca um pastor bíblico, pois um pastor bíblico (calvinista e reformado, batista ou evangélico) jamais deixaria de pregar o evangelho aos perdidos. Pelo menos é o que Paulo advertiu a Timóteo, que era um jovem pastor, diante de Deus em juramento:

“Na presença de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos por sua manifestação e por seu Reino, eu o exorto solenemente: Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina. Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos. Você, porém, seja sóbrio em tudo, suporte os sofrimentos, faça a obra de um evangelista, cumpra plenamente o seu ministério.”
2 Timóteo 4:1-6


De onde surgiu o anacronismo que Paulo aí se referiu a apenas a pregação do púlpito, que eu gostaria de saber.


Certa vez ouvi de um mestre em missiologia – “Ministro que diz que não evangeliza perde a autorização bíblica de ser um ministro.” Tais palavras ecoam, se não foram inspiradas nele, a opinião de Oswald Smith a repeito da Igreja.


Mas precisamos também nos lembrar dos chamados ‘leigos’. Existe um tipo de crentes com síndrome de patrão. Dizem assim: “O pastor é pago para isso!” Esse é outro tipo de erro. Responsabilizar unicamente o pastor daquilo que todo crente deve fazer. O Pastor deve fazer mais do que todo crente deve fazer. Mas, nada diferente que todo crente deve fazer (com exceção dos sacramentos, por razões eclesiásticas e de ordem). Afinal, todo crente tem que aconselhar, pastorear, discipular, ler a Bíblia, etc, etc.


No geral, podemos dizer que o cristianismo não domina o mundo por que ele não evangeliza. Uma igreja que tenha 100 membros, se encontrarmos 10 que evangelizam, seria muito. O Pastor sempre está ocupado demais para a obra de evangelização. Isso reflete nos demais líderes.


OUTROS PROBLEMAS


O academicismo exacerbado seduziu VÁRIOS pastores presbiterianos. Mestrado, Doutorado, tornou-se, parece, um auxílio para o Espírito Santo. A oração e o jejum, foram substituídos pelos títulos. Obviamente, essas qualidades cristãs não seriam exibidas ao apresentar o ‘REVERENDO, MESTRE, DOUTOR, ESCRITOR, PROFESSOR, Fulano de tal’. Não, realmente não! Na verdade só seria percebido que o Pastor tem vida, extraída do trono da graça por meio dos joelhos..., da Bíblia..., do jejum..., da oração.


  • O poder da Cruz não pode ser extraído das discussões teológicas acadêmicas (que são importantes!). Tal poder só tem uma bancada examinadora– O Espírito Santo com a Igreja.


Além disso, agora existe a tal da internet que substituiu tudo. O cara fica o dia inteiro nas redes sociais, todos os dias, nos blogs, sites, postando lendo, comentando, e pensa que está evangelizando. Parece coelho!


Sem contar que quem acaba lendo tais artigos serão sempre os crentes. Acredito na força desses recursos, assim como em rádios, TV, outdoor, etc. Porém, temos que lembrar que a comunidade cristã e o discipulado não são possíveis por esses meios. Algumas coisas precisam de ‘contatos físicos’. Batismo e Santa Ceia, jamais, serão substituídos pelos recursos da informática. E tais sacramentos são o ápice da evangelização, da comunhão e do culto. Se alguém pensa que evangeliza pela internet, está enganado. Na verdade, creio, que qualquer recurso dos citados, tem um objetivo: colocar as pessoas por fim em contato com a comunhão dos santos.


Se pelo menos um desses irmãos, pastores coelhos, leigos com síndrome de patrão, evangelizadores exclusivamente virtuais, se irritarem com esta postagem e saírem ao encontro das pessoas, já ficaria satisfeito. Mas é capaz deles ainda encontrarem ‘base teológica’ para pensarem diferente!


Que Deus tenha misericórdia de nós e nos dê um coração disposta para a obra.



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