segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Presbiterianismo e Pentecostalismo no Brasil – Tensões históricas e distensões recentes (parte 1)

Presbiterianismo e Pentecostalismo no Brasil – Tensões históricas e distensões recentes (parte 1)
Autor - Éber Ferreira Silveira Lima

Introdução

A relação entre presbiterianismo e pentecostalismo no Brasil, regra geral, tem sido rude. Tanto a igreja presbiteriana do Brasil quanto a Igreja Presbiteriana independente do Brasil (IPB e IPI respectivamente, as duas maiores confissões calvinistas do Pais enfrentam situações de dissidência que ocasionaram cismas importantes, especialmente na década de 70, em face de grupos pentecostalizados no seio dessas denominações.

As dificuldades do presbiterianismo com o pentecostalismo, no entanto, não se limitam a esses cismas. Pode-se dizer que, em termos de fé e ordem, executadas as questões políticas internas de desavenças com o catolicismo, as tensões com o pentecostalismo tem se constituído no principal problema do presbiterianismo brasileiro. Esse quadro possivelmente resultou do próprio modelo eclesiástico presbiteriano adotado no Brasil, baseado na figura do pastor que detém a primazia do ministério cristão. Ou ainda da forte herança racionalista que se concretiza no corpo doutrinário, mais valorizado do que experiência religiosa. Percebe-se, porém, na presente década, um movimento intenso, até de ordem institucional no sentido de acomodar tendência neopentecostais nas confissões presbiterianas brasileiras. Tal movimento responde ao avanço ao neo-pentecostalismo nas décadas 80 e 90, e procura atender consideráveis setores pertença protestante histórica insatisfeita com os modelos tradicionalmente adotados. O desgaste social das classes médias tem contribuído para lançar as mesmas nos braços de uma nova proposta de fé, onde o espaço eclesial se apresenta como um super mercado de bens religiosos. Por outro lado, as novas adesões ao protestantismo, já devidamente influenciadas pela mídia evangélica, tem exigências e expectativas religiosas que só podem satisfeitas pela teologia e pela prática pelo neo-pentecostalismo. Então a acomodação do neo-pentecostalismo por parte dos presbiterianos é uma atitude de sobrevivência no universo evangélico brasileiro, uma forma de atender o mesmo público ao qual historicamente está ligado.

Tem havido reações e resistências e tais distensões, especialmente por parte de setores com raízes mais profundas na história dessas denominações. Tais resistências, porém, não se encontram em condições de determinar a repulsão neopentecostal no presbiterianismo. Quando muito, tem diminuído a velocidade na absorção dos grupos carismáticos as suas praticas pelas comunidades presbiterianas locais. O presbiterianismo brasileiro está mudando institucional, doutrinária e liturgicamente, inspirado na versão recente do pentecostalismo que tanto combateu. Nosso trabalho procurará mapear, ainda que sinteticamente, a história dessas relações nas diferentes denominações presbiterianas brasileiras apontando para as transformações em curso.

I-                   O pentecostalismo como heresia: as escaramuças iniciais

A chegada do pentecostalismo ao Brasil, no ano de 19101, ocorreu num contexto de consolidação do protestantismo histórico. Eram tempos em que a pregação protestante embora ainda longe de concorrer com o catolicismo majoritário já trazia preocupações ao clero católico, mormente quando enveredava para o campo das polemicas religiosas. Diante dos desafios que enfrentava para crescer, o protestantismo se tornava cada mais combativo. Face à busca, por parte do catolicismo, de uma intelectualidade católica leiga que bem pudesse representar a Igreja de Roma nossos tempos2, o protestantismo brasileiro se refinava, querendo atingir o mesmo público.

Dificilmente, os primeiro pentecostais no Brasil buscaram uma outra população. Daniel Berg e Gunnar Vingren foram evangelizar as populações ribeirinhas do Amazônia, e Luigi Francescon identificou-se com os operários italianos moradores do bairro do Brás, em São Paulo. Tais pregadores não estavam preocupados em refinar suas pregações ou em intelectualizar seu discurso. Ademais, usando de uma estratégia de atingir evangélicos para constituir suas igrejas, e depois estender sua pregação aos católicos, agiram como adversários, e não como aliados das igrejas protestantes já instaladas no Brasil. Diante desse quadro, acabaram sendo tratados como inimigos do protestantismo, seita nociva e heresia perigosa, no mesmo patamar do adventismo e do espiritismo3.

Émile Léonard registra que, mesmo antes da chegada do pentecostalismo ao Brasil, já teriam acontecido manifestações religiosas consideradas marginais pelo protestantismo brasileiro, na linha do que ele chamou de iluminismo4: os “Muckers” entre os luteranos no Rio Grande do Sul, e a Igreja Evangélica Brasileira5. Esta última se estabeleceu por iniciativa de Miguel Vieira Ferreira, convertido ao presbiterianismo na cidade do Rio de Janeiro. Sua compreensão iluminista do Evangelho chocou-se com a dos missionários presbiterianos americanos, o que o levou a abandonar a igreja onde se converteu e a fundar a sua própria comunidade no ano de 1879. Nisso foi acompanhado por mais vinte e sete membros presbiterianos. Foi a primeira cisão acontecida no presbiterianismo brasileiro, motivada por razões que se aproximaram das crises pentecostais do século seguinte. Traumática, possibilitou que os líderes presbiterianos julgassem a nossa comunidade eclesiástica como não representativa doa protestantes, e Miguel Vieira Ferreira como “cismático comprometedor”.6

De fato, o pentecostalismo passa a ser objeto de criticas e de adjetivação condenatória contundente pelos presbiterianos poucos anos depois de sua instalação no Brasil. O caso de Luigi Francescon e da Congregação cristã do Brasil. Aponta pata o começo das relações não amistosas: a primeira leva de crentes ganhos pelo pentecostal Francescon foram pessoas oriundas da Igreja Presbiteriana Italiana de São Paulo. A maior parte da pertença seguiu Francescon7. “O puritano”, periódico presbiteriano surgido em 1899, classificou tais pentecostais da Congregação cristã do Brasil de “fanáticos”.8

Da mesma forma seriam tratados os crentes pentecostais de Belém do Pará liderados pelos Berg e Vingren. Sobre isso acrescentou:

Diversos artigos denunciando o grupo (os crentes da Assembleia de Deus) apareceram nos jornais das Igreja mais tradicionais. Seu proselitismo, ignorância, barulho e aparente falta de ordem em seus cultos ficaram sob fogo intenso. Um presbiteriano de Belém descreveu um encontro no qual tinha participado por curiosidade. O pregador que falava incorretamente o português, leu um salmo, dirigiu um hino e fez uma rápida exposição do texto, que incluiu muita repetição da frase ‘gloria a Jesus’. Então, segue-se uma oração cheia de frenesi pela cura de uma mulher que parecia ser cega, tudo acompanhado por um ‘barulho infernal’. Após isso, houve testemunhos que repetiram o tema ‘Jesus é bom. Ele me salvou, Ele me curou. Glória a Jesus.’ O escritor concluiu que a reunião foi uma blasfêmia.9

A IPB, através de seus líderes e de seus concílios oficiais, por mais de duas décadas (as de 20 e 30) continuou a não poupar os pentecostais. Perdendo, aqui e ali membros para tais igreja, embora tais perdas não fossem significativas (lembremo-nos de que erma basicamente, diferentes), a Igreja Presbiteriana discursava a condenação dos pentecostais visando sua própria integridade doutrinária e institucional. Uma resolução do Sínodo Presbiteriano, em 1924, recomendava “aos presbiterianos que se acautelem contra as influencias heréticas, como o Pentecostalismo e o Sabatismo.”10O campeão da lista contra o pentecostalismo foi, no entanto, o reverendo Valério Silva, formado nos primeiros anos da décadas de 30 no Seminário Presbiteriano do Sul, em Campinas. Seu trabalho constituía em dar palestras sobre o pentecostalismo nas igrejas locais (e isso, não somente em Igrejas presbiterianas) ou ainda, em enfrentar lideranças pentecostais em debates públicos. Num livrinho seu, publicado em São Paulo, no ano de 1934, com o título O systema pentecostal analysado à luz dos ensinos de Christo, Silva afirma:

A nova doutrina vem desorientar o povo que precisa do Salvador e Mestre – Jesus, como um poder na vida; enevoar a verdade e lançar a confusão; a própria personalidade, desequilibrando o senso moral e tornando o homem dependente da ação de forças que lhe são alheias, que ele bem não pode identificar, tirando o uso da razão e do bom senso nas coisas divinas e humanas, tornando-o incapaz de expressão individual a mercê do espirito...11

Para Silva, como se vê, os pentecostais desenvolviam um trabalho de manipulação de seus ouvintes às técnicas do hipnotismo12. Somente isso poderia explicar o grau de convencimento aos qual chegavam os crentes conquistados por eles.

A máxima do Reverendo Valério Silva, expressa ao final do seu livreto “Amemos aos pentecostais, mas rejeitemos suas heresias”13 expressa bem as dificuldades no convívio de presbiterianos e pentecostais nesse período, dificuldades essas também experimentadas pela Igreja Presbiteriana Independente. Os primeiros choques ocorreram exatamente no nascedouro das Assembleias de Deus: a cidade de Belém do Pará14. A IPI local, pastoradas pelo Reverendo Manoel Machado, passou a ser assediada por crentes da Assembleia de Deus. O Reverendo Manoel, responsável por todo campo eclesiástico da IPI no norte e no nordeste (de igrejas na época, de Manaus a Salvador), não tinha condições materiais de deter o tal assédio, face ao modelo presbiteriano de lideranças, sempre centrado no pastor. Ocorreu, então, o inevitável: muitos crentes, inclusive o principal líder leigo das igrejas passaram a frequentar a Assembleia de Deus. Machado, que a princípio não se posicionou a respeito dos pentecostais, até porque desconhecida completamente o seu pensamento e procedimento, mudou de atitude. No jornal oficial da igreja, O Estandarte, publicou entre março e 30 de outubro de 1919, vinte e três textos sobre o assunto, denunciando os pentecostais de Belém do Pará como presunçosos, proselitistas, aproveitadores: “sectários perigosos com aparência de piedade.”15

Manifestações e dificuldades isoladas, como a que descrevemos acima, continuaram a acontecer, aumentando na medida que os pentecostais se espalhavam: a Assembleia de Deus, a partir do norte, irradiando-se para o sul, na direção do Rio de Janeiro; a Congregação Cristã no Brasil, crescendo no estado de São Paulo e espraiando-se para o Panará. De qualquer maneira, a temática do Espírito Santo passou a ser mais enfatizada pelos pastores da IPI, na busca da superação interna do discurso pentecostal que continuava a incomodar.

Foi exatamente a temática do avivalismo, palpável para todo o protestantismo histórico brasileiro, que acabou por monopolizar a preocupação dos pastores presbiterianos nas décadas de 30 e 40. De certa forma, pode-se dizer que o ardor dos pentecostais, bem como seu crescimento, foram fatores importantes, embora não os únicos 16, na mudança do enfoque presbiteriano. Pierson chamava isso de “nova atitude” dos presbiterianos, por que resultou, inclusive, num certo reconhecimento do valor dos pentecostais, e da legitimidade de sua fé evangélica17. Manifestações ainda tímidas, eram superadas pelas críticas contundentes aos “hereges” e pela negação de suas ligações com a família evangélica.

II – A gestação e o parto de um presbiterianismo pentecostal
(continua)

Notas

1. A primeira leva de missionários pentecostais principia em 1910, com a vinda de Luigi Francescon proveniente dos Estados Unidos. Francescon, foi responsável pela fundação da Congregação Cristã do Brasil. No ano seguinte chegariam os suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren, para organizar a Assembleia de Deus. Vinham também dos Estados Unidos da América.
2. Tal busca desembocou no rompimento de lideranças católicas do quilate de Jackson Figueiredo e Alceu Amoroso Lima.
3. O reverendo Manoel Machado, responsável por todas as IPIs do norte e do nordeste na primeira década do século passado, cogitou que as experiências pentecostais tivessem a mesma raiz do espiritismo, face à fenomenologia semelhante (O estandarte, 16.10.1919, p. 16).
4. Léonard não usa o termo “iluminismo” em sua conotação histórica, mas como “sinônimo de misticismo”. “O iluminismo num protestantismo de constituição recente” – São Paulo, Programa Ecumênico de Pós Graduação em Ciências da Religião, 1988, p.6, nota dos tradutores.
5. “O iluminismo num protestantismo de constituição recente”, p. 6.
6. “O iluminismo num protestantismo de constituição recente”, p. 35
7. Ver Pierson, Paul E., A Younger Church In Search Of Maturity. San Antonio, Trinity University Press, s.d., p. 70.
8. Pierson, Paul E., A Younger Church In Search Of Maturity, p. 70.
9. Pierson, Paul E., A Younger Church In Search Of Maturity, p. 71.
10. Neves, Mário. Digesto Presbiteriano. São Paulo, Casa Editora Presbiteriana, 1950, p. 188.
11. São Paulo, Estabelicimento Gráfico “Cruzeiro do Sul”, p. 5.
12. O systema pentecostal analysado à luz dos ensinos de Christo, p. 5.
13. O systema pentecostal analysado à luz dos ensinos de Christo, p. 47.
14. Escrevemos um trabalho no ano passado, A Igreja Independente do Brasil e o pentecostalismo, ainda não publicado, onde abordamos com maiores detalhes as controvérsias entre os missionários suecos, fundadores da Assembleia de Deus em Belém do Pará, o Reverendo Manoel Machado, da IPI.
15. Apud Lima, Éver Ferreira Silva A Igreja Presbiteriana do Brasil e o pentecostalismo, p. 4.
16. Na época muitos presbiterianos já reclamavam do intelectualismo, expresso especialmente nos cultos centrados nos sermões. Vários articulistas da época, em jornais como O Estandarte, já se mostravam preocupados com a situação.
17. Pierson, Paul E., A Younger Church In Search Of Maturity, p. 178.



4 comentários:

  1. Olá, paz e graça, Luciano.Esse assunto da relação entre presbiterianismo e pentecostalismo é um assunto que eu vivi na pele.Eu já fui membro de uma denominação pentecostal e lá eu via o jeito zombeteiro como muitos deles se referiam ao presbiterianismo.Eu já tinha convicções reformadas e para mim era difícil ouvir as brincadeiras de mau gosto que eles faziam, chamando os presbiterianos de frios, gelados e coisas do tipo.Depois de algum tempo resolvi sair do meio pentecostal e me tornei membro da IPB, onde estou até hoje.Amo muito os meus irmãos pentecostais, mas alguns deles chegam a ser cruéis com os presbiterianos. Cheguei a ouvir um pastor da Igreja Deus É Amor dizer que presbiteriano não é crente.Alguns deles são mais equilibrados, mas muitos veem os presbiterianos como cristãos de segunda classe. Eu vi de perto tudo isso.

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    1. Irmão, isso é triste.

      Porém, o recíproco também é verdadeiro, do lado de cá tb há zombaria tão baixa quanto de lá.

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  2. Bom dia a todos. Pelo que sei até hoje como evangélico pentecostal não existe de nossa parte nenhum problema ou menosprezo com os irmãos presbiterianos, pois os reputamos como pessoas convertidas genuinamente ao Senhor Jesus Cristo. Todos nós amamos os irmãos presbiterianos e os estimamos muito. Eu mesmo admiro o fato deles sempre muitos estudiosos na palavra de Deus, coisa que eu considero muito louvável. Para nós o pentecostalismo não é um item de regra para a salvação. como cremos na atualidade dos dons caristmáticos, só achamos que quem exerce tais dons tem a honra de participar no ministerio do Espírito Santo de uma forma mais íntima e pessoal. não menosprezamos os irmãos que não creem nos dons carismáticos. inclusive no nosso seio nem todos tem os dons, ou foram batizados no Espirito Santo. Já ouvi pregações e concordo que existem crentes que são batizados no espirito santo, mas estão vazios de sua presença devido ao a nao estarem em constante comunhão ou deixando esfriar a chama por estarem muitos envolvidos nas coisas deste mundo e relegando as coisas espirituais a segundo plano. e por outro lado já ouvi que crentes não batizados pelo espirito santo podem estar cheio do espirito por estarem sempre buscando a Deus, e sua comunhão com oração, leitura da palavra, meditaçao nas mesmas, etc. o que eu vejo na discordancia entre as ideias dos dois lados é no que diz a doutrina da predestinação. assunto muito debatido entre teologos de varias confisoes, não só entre nós pentecostais. sei de pentecostais que aceitam a doutrina da predestinação. cada um é livre para pensar, refletir, orar ao Espírito Santo e pedir que ele ilumine nossas mentes com a verdade. o fato de alguns pentecostais dizerem que os presbiterianos, batistas e outros são frios não quer dizer que com isso estamos dizendo que não são filhos de deus. é só tipo uma comparaçao que alguns fazem para ilustrar que um pentecostal zeloso é mais fervoroso pois qdo a chama do Espirito acende dentro de nós é de uma magnitude e alegria que nos transborda de alegria e de uma força interior muito grande e apaixonante por Deus. Eu naõ sou batizado pelo Espirito Santo e não tenho nenhum dom carismatico. Mas desde que aceitei a Cristo como meu salvador de coração inteiro, experimento uma elegria tão intensa que é como uma chama acessa que quanto mais eu me ligo no pensamento a Deus, mais essa chama acende numa alegria celestial muito intensa. Sei que é uma coisa pessoal e por isso cada um pela fé pode ter acesso a estas experiencias maravilhosas. isso é muito relativo naturalmente e acho que depende de nossa entrega total a Cristo, pois ele é quem concede o Espirito.

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  3. Como prova que não temos nenhum menosprezo ou achamos os presbiterianos inferiores, já participei de um grande coral de cerca de 90 pessoas e fomos convidados a irem a igrejas presbiterianas louvar o nome de Deus nos seus cultos com muito prazer. fomos recebidos com muita educação e estima e nos sentimos em casa, na casa de Deus. comungando a salvação comum que deus em seu filho Jesus trouxe a todos os que nele confiam. Já fui eu mesmo com alguns irmaos diversas vezes assistir cultos a Deus na igreja presbiteriana por vontade propria. Teve ate uma vez num domingo pela manhã que eu ia passando em uma rua proximo a uma certa distancia de uma igreja e de onde eu me encontrava e eu ouvi um coral muito lindo de um louvor de pessoas. foi tão lindo que fui atraido para ver onde estava vindo tal musica cristã. me deparei na frente de uma igreja presbiteriana. como estava com traje esporte, de bermuda, e bem a vontade, fiquei ouvindo o louvor atras de uma coluna para ninguem perceber minha presença, pois achava indigno de adentrar naquele lugar com os trajes que estava. mas um porteiro me viu e insistiu para que eu entrasse e participasse. Olhe, a vontade era intensa de entrar mesmo, mas devido ao meu traje cotiadiano não me senti a vontade de entrar daquela maneira em respeito a presença de Deus que sentia plenamente que estava ali no meio dos louvores.l fui embora muito triste nao sabendo se fiz a coisa certa. também nunca ouvi da liderança de minha denominação ou outras que frequentei algum comentário negativo a ireja presbiteriana. com sinceridade a unica coisa que nós discordamos, mais respeitamos é a doutrina da predestinação.

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