sexta-feira, 13 de maio de 2016

A Lei de Deus, a Fé Reformada, Adventismo e o Dispensacionalismo

A postura Adventista a respeito da Lei é uma cópia da doutrina da Lei segundo defendeu os Puritanos e os Reformadores – especialmente na influência que a Confissão de Fé de Westminster, e outras confissões reformadas, imprimiram na tradição Batista, e esta, influenciou um grupo de desviados das igrejas cristãs, que esperaram Jesus voltar em 22 de outubro 1844, isto é, os Adventistas/Mileritas. Por vezes, até mesmo da parte de alguns ministros presbiterianos, que provavelmente se esqueceram das aulas nos Seminários, ou no que os Símbolos de Fé Presbiterianos dizem, sucumbem em um argumento dispensacionalista na crítica ao Adventismo.

A diferença mais específica está, certamente, na mistificação do quarto mandamento, em sua antiga formatação, o sábado, como carro proselitista do Adventismo. Embora a posição puritana defenda que o Verdadeiro Dia do Senhor, o Domingo, possui elementos pedagógicos diferentes de outros mandamentos, e um exemplo de devoção litúrgica externa, que não pode ser visto em outros mandamentos, não existe, porém, nada de uma mistificação em tal dia a ponto de substituir o selo do Espírito por um cumprimento da lei.

A Crença Fundamental Adventista 19 é um reflexo, em seus próprios termos, da doutrina Reformada da Lei, vista nas Confissões Reformadas e especialmente a CFW no Cap. XIX. E a crença a respeito do Sábado, contida na Crença Fundamental 20, pode ser uma postura inversa ao Verdadeiro Dia do Senhor do Cap. XXI da CFW.

Portanto, o problema entre o Adventismo e a Fé Reformada, a genuína tradição Protestante, não está na teologia da Lei, necessariamente. O Adventismo é que se apropriou dessa doutrina Reformada e Protestante, para levar a cabo seus ensinos judaicos. As mesmas Confissões que pensaram a respeito da Lei, que fizeram distinção entre Lei Moral e Cerimonial, e que defendeu o tríplice uso da Lei, é a mesma que com esse pressuposto, defendeu a substituição da Circuncisão pelo Batismo, a Páscoa pela Santa Ceia, Israel pela Igreja, O Sacerdócio Levítico pelo Sacerdócio Universal, e foi nessa mesma linha que entendeu na base da Lei e da revelação progressiva contida no Novo Testamento, a substituição do Sábado pelo Dia do Senhor, o Domingo (Ap 1.10).

O grande erudito Gleason Archer apresenta extensas razões da substituição em sua obra Enciclopédia de Dificuldades Bíblicas, das páginas 125 a 130. E uma interpretação de Colossenses 2.16 pode ser vista nos seguintes dizeres:

“o v.16 parece referir-se primordialmente às estipulações obsoletas do AT, umas dos quais é o sábado, como sétimo dia da semana, e a outra festa chamada sábado.” (p.129).

E o que dizer do dispensacionalismo? Existem vertentes dessa escola. Algumas que são mais enfáticas em sua faceta escatológica, que possuem loucuras proféticas, tal como a de 1844, e com falsas profecias. Existe, no entanto, um dispensacionalismo mais responsável, que apesar de ser moderado em sua escatologia está mais preocupado em fazer a distinção entre Israel e a Igreja. Não apenas encontramos isso em arminianos, mas até mesmo em calvinistas, como temos o exemplo de John MacArthur, e no Brasil temos o conhecido pastor calvinista Marcos Granconato, que é um dispensacionalista dessa linha (Fundamentos da Teologia da Vida Cristã, pp.88-96).

Não deixar de dizer também que existe um dispensacionalismo herético que nem mesmo o Senhorio de Cristo apresenta como necessário. Esse assunto é debatido por John MacArthur  em O Evangelho Segundo Jesus, e em O Evangelho Segundo os Apóstolos

Por fim, há os que defendem o fim da Lei Moral, mas com outra Lei Moral, revelada no NT, como padrão de vida para os cristãos. Que é na verdade bem semelhante aos 10 mandamentos – que não raro é apresentado como sendo um resumo da Lei Moral de Deus, porém, sem o Domingo como substituição do quarto mandamento, mantendo-se como tal. Embora, até mesmo muitos desses, olham o Domingo como legítimo da prática cristã neotestamentária [e patrística]. Como é o caso do Teólogo Assembleiano, Esequias Soares, que recentemente em uma excelente obra escreveu:

“A estrutura dos Dez Mandamentos se resumem no amor a Deus e ao próximo, diz respeito a Deus e à sociedade, que envolve pensamento, palavras e obras [...] A lei estabeleceu para Israel o sétimo dia da semana e, na graça, o sábado foi substituído pelo primeiro dia da semana, o dia da ressurreição de Jesus, e deixou de ser mandamento para ser praticado naturalmente, sem coerção alguma.” (Os Dez Mandamentos, pp. 9,10[ele repete a mesma ideia na página 72]).

Existem na proposta de Soares, acordos e desacordos com a Teologia Reformada – ele fez uma distinção entre o sábado institucional e o sábado legal; o primeiro é eterno e pode ser cumprido em qualquer dia – e ele mesmo, não nega o Domingo como essa alternativa; o segundo foi apenas para Israel para ser cumprido no sétimo dia (essa distinção, parece ser, o argumento mais fraco de Soares no livro citado). Obviamente, nem de longe o dispensacionalismo de Soares deve ser identificado com um antinomianismo (sem lei).

J. I. Packer lista em sua Teologia Concisa seis (6) tipos de antinomianismo (pp.155,156). O antinomismo dualístico, centrado ‘no Espírito’, em Cristo, dispensacional, dialético e situacionista. Todos os tipos de antinomismo apresentados são perigosos.

Deve ser dito, que mesmo Calvino tinha uma concepção diferenciada, e o que veio a ser a Teologia Puritana do sábado, não tinha total coesão com Calvino,  a respeito do sábado e de sua substituição. Para ele [assim como penso], Cl 2.16 é uma expressão clara de que o sábado do sétimo dia foi abolido. E que o Domingo entrou em seu lugar.

O SÁBADO E O DOMINGO

Tradição Protestante antiga, e confessional
Adventismo do Sétimo Dia
Dispensacionalismo moderado
O quarto mandamento é anterior ao Sinai. E é uma Lei eterna, assim como é os dez mandamentos. Essa
Lei no NT continua em uma nova roupagem, a saber, o domingo, o dia do  Senhor (Ap 1.10).
Calvino entendia que Cl 2.16 se refere ao sétimo dia.
Os puritanos entendiam que se refere aos sábados cerimonais e não ao moral.
O quarto mandamento é anterior  ao Sinai. E é uma Lei eterna, assim como é os dez mandamentos. Essa Lei no NT continua
com a mesma roupagem,
a saber, o descanso deve continuar sendo no sétimo dia.
O domingo é do diabo e será a marca da besta.
Eles entendem que Cl 2.16 se refere aos sábados cerimoniais.
O quarto mandamento
é sinaítico, e era uma
lei apenas para Israel.
Essa Lei não foi repetida para a Igreja, assim o como outras foram. O domingo é o dia da
adoração do NT, não no mesmo molde do sábado
é o dia do Senhor (Ap 1.10).
Para essa escola
Cl 2.16 é uma evidencia de sua rejeição ao sábado.


CONCLUSÃO

Portanto, dizer que o Adventismo é mais próximo da tradição protestante, por causa do assunto da Lei, é um disparate, pois assim podíamos dizer que eles são arminianos/wesleyanos, já que usam esse sistema para algumas explicações fazerem sentido na doutrina do santuário de 1844, nem mesmo podemos dizer que são eles pentecostais apenas porque defendem a continuidade dos dons, para sustentarem a crença em Ellen White!!!

Já que o adventismo oficialmente rejeita todos os demais postulados dos documentos reformados, a saber: A Trindade, a Doutrina da Escritura, dos Dons, do Batismo, da Alma, do Inferno, do Juízo, da Ressurreição, entre outros.

Na abordagem com o Adventismo, não devemos nos preocupar com a postura teológica plagiada (como Ellen White gostava disso!!) deles em relação a Lei de Deus, mas sim, no que leva eles a defenderem o que dizem respeito do sábado e sua mistificação – na verdade, só dizem o que Ellen White disse...

sábado, 7 de maio de 2016

Jesus não sabia o dia da sua vinda – 'por isso ele não era Deus'? Uma resposta às Testemunhas de Jeová

“Porém daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente o Pai.” (Mateus 24.36 [Mc 13.32*]).

Diante desse texto, os seguidores do Corpo Governante da Torre de Vigia, repetem o discurso de que Jesus não pode ser Deus, como o Pai Jeová, visto que com isso prova que ele, Jesus Cristo, não teria todo conhecimento, sendo assim limitado:

“Tivesse Jesus sido a parte igual do Filho numa Divindade, teria sabido o que o Pai sabia. Mas Jesus não sabia, pois não era igual a Deus.” (Deve-se crer na Trindade, p. 19).

“Naturalmente, não seria assim se o Pai, o Filho e o Espírito Santo fossem coiguais em só Deus.” (Raciocínios, p. 402).


Ø  O que podemos responder diante dessas objeções?

Devemos reconhecer que esse é um texto aparentemente difícil dentro da abordagem da doutrina de Cristo, PORÉM, não pela objeção dos opositores da divindade de Cristo, mas pela doutrina bíblica da unidade da Pessoa de Cristo. No entanto, já que os opositores da deidade de Cristo usam esse texto, devemos, portanto, responder.

Primeiro, não há duvida de que a Bíblia ensina a Divindade absoluta de Cristo (Jo 1.1; Cl 2.9). Sua Deidade é comprovada abundantemente na Escritura Sagrada (Fl 2.5; Rm 9.5; Tt 2.13; Hb 1.3,6,8,10). Ao mesmo tempo, a Bíblia, ensina que o Filho de Deus assumiu uma natureza humana, se revestiu de humanidade, tornando-se semelhante a nós:

“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” Jo 1.14

“Dos quais são os pais, e dos quais é Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém.” Romanos 9.5

“Por isso convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo.” Hebreus 2:17

Há muitos outros textos que confirmam isso, mas creio que os citados já são suficientes. Deus se fez carne. Ou seja, o Verbo, o Filho de Deus, assumiu outra natureza, unida à sua natureza divina. Porém, não temos duas pessoas, mas uma só Pessoa – a pessoa do Filho.

O Credo de Calcedônia exprime o ensino bíblico, sendo assim assumido por todas as igrejas cristãs:

“(...) Todos nós, perfeitamente unânimes, ensinamos que se deve confessar um só e mesmo Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, perfeito quanto à divindade, perfeito quanto à humanidade, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, constando de alma racional e de corpo; consubstancial [hommoysios] ao Pai, segundo a divindade, e consubstancial a nós, segundo a humanidade; “em todas as coisas semelhante a nós, excetuando o pecado”, gerado segundo a divindade antes dos séculos pelo Pai e, segundo a humanidade, por nós e para nossa salvação, gerado da Virgem Maria, mãe de Deus [Theotókos]; Um só e mesmo Cristo, Filho, Senhor, Unigênito, que se deve confessar, em duas naturezas, inconfundíveis e imutáveis, conseparáveis e indivisíveis;[1] a distinção da naturezas de modo algum é anulada pela união, mas, pelo contrário, as propriedades de cada natureza permanecem intactas, concorrendo para formar uma só pessoa e subsistência [hypóstasis]; não dividido ou separado em duas pessoas. Mas um só e mesmo Filho Unigênito, Deus Verbo, Jesus Cristo Senhor; conforme os profetas outrora a seu respeito testemunharam, e o mesmo Jesus Cristo nos ensinou e o credo dos padres nos transmitiu.” (Site www.monergismo.com)

O Credo Atanasiano já dizia antes de Calcedônia:

“também é necessário para a salvação eterna, que se creia fielmente na encarnação do nosso Senhor Jesus Cristo. É, portanto, fé verdadeira, que creiamos e confessemos que nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo é tanto Deus como homem. Ele é Deus eternamente gerado da substância do Pai; homem nascido no tempo da substância da sua mãe. Perfeito Deus, perfeito homem, subsistindo de uma alma racional e carne humana. Igual ao Pai com relação à sua divindade, menor do que o Pai com relação à sua humanidade. O qual, embora seja Deus e homem, não é dois mas um só Cristo. Mas um, não pela conversão da sua divindade em carne, mas por sua divindade haver assumido sua humanidade. Um, não, de modo algum, pela confusão de substância, mas pela unidade de pessoa. Pois assim como uma alma racional e carne constituem um só homem, assim Deus e homem constituem um só Cristo.”

É possível Cristo ser uma única Pessoa – com duas naturezas, e ainda assim não saber o dia e hora de Seu retorno, visto que ele é Deus, e Deus sabe de todas as coisas?

A única explicação plausível é que é possível sim - segundo a sua humanidade. Observe que os Credos mostram que não houve mistura das duas naturezas, logo, cada uma continuou ser o que era – Deus e Homem. O grande teólogo Charles Hodge escreveu:

“[...] em relação à pessoa de Cristo consiste que nenhum atributo de uma natureza é transferido para outra.” (Teologia Sistemática, p. 773[grifo meu]).

Portanto, por um lado ilimitada, ao mesmo tempo que pelo outro, limitada. Como isso era processado em uma ÚNICA PESSOA, não é explicado na Bíblia, devemos apenas confessar assim (Dt 29.29). No texto em mira, Jesus podia estar falando em referencia à sua humanidade, o que é confirmada pelo contexto – no mesmo discurso Jesus, registrado por Mateus, se referiu ao Filho DO HOMEM nos versículos 27, 30, 37, 39 44; 25.13. 31.

“[Mc 13.32] sendo oculto nos conselhos do Pai de tal modo que o próprio Filho, na Sua aceitação voluntária das limitações da encarnação, não participa do segredo.” (O Novo Comentário da Bíblia, p. 1018[grifo meu]).

Não significa que quando Jesus usava o termo Filho do Homem ele estava se referindo à sua humanidade e dispensando a sua divindade, não em absoluto. Muito menos como sendo outra personalidade (Charles Hodge, Teologia Sistemática, p. 767). O que é dito de certa natureza é dito da Pessoa, e o que é dito da Pessoa é dito da natureza. Mas significava que sua humanidade era real e o que dela ele falava era de fato e em realidade, e que por homem, algumas coisas estavam incluídas – sua limitação por exemplo, naquela natureza, para que ela não fosse Divinizada, e assim ele deixaria de ser homem.

 Outra sugestão implícita é a missão do Filho. Segundo o teólogo Louis Berkhof essa passagem

“[...]provavelmente significa que este conhecimento não estava incluído na revelação que Ele, na qualidade de Mediador, tinha que realizar.” (Teologia Sistemática, p.649).

O uso de Mateus 24.36, pelo Corpo Governante, cai na classe da crítica do teólogo assembleiano Esequias Soares:

“Os grupos religiosos contrários à divindade absoluta de Jesus costumam usar fora de contexto, como ponta de lança, as passagens bíblicas que revelam as características humanas [de Cristo]. Isso vem desde os primeiros séculos da Era Cristã.” (Cristologia – a doutrina de Jesus Cristo, p. 50).


*Saber que o Senhor virá em data muito distante, poderia ser mal usada por nós, conforme explicou J. C. Ryle (Meditações em Marcos, p. 173,174).



quinta-feira, 28 de abril de 2016

O Corpo Governante e o Nome de Deus

Sob o comando mental, absoluto e totalitário do Corpo Governante, as Testemunhas de Jeová afirmam que sua organização é a única religião verdadeira, pois, dentre algumas coisas, apenas eles defendem o uso do nome de Deus. E segundo eles, deve ser pronunciado JEOVÁ (todos os grifos em negritos são meus).

“O nome impar de Deus, Jeová, serve para diferenciá-lo de todos os outros deuses [...] o nome Jeová tem um rico significado. Invocar a Jeová como seu Deus e Libertador pode conduzi-lo a infindável felicidade.” (Conhecimento que conduz a vida eterna, pp. 25,27).

“A verdade é que o nome de Deus aparece milhares de vezes nos manuscritos bíblicos antigos. Portanto, Jeová deseja que você saiba qual é o nome dele e que o use.” (Bíblia Ensina, pp. 13,14).

Quem, então, atualmente trata o nome de Deus como santo e o torna conhecido em toda a terra? As religiões em geral evitam o uso do nome Jeová. Algumas até mesmo o tiraram de suas traduções da Bíblia. [...] Existe apenas um povo que realmente segue o exemplo de Jesus neste respeito. [...] de modo que adotaram o nome bíblico “Testemunhas de Jeová”. (Poderá Viver para sempre, p. 185).

“O que está errado é deixar de usar o nome. Por quê? Porque os que não o usam não poderiam ser identificados com os que Deus toma como “povo para seu nome”.” (A Verdade que conduz a vida eterna, p.18).

Já admitiram que a pronúncia Jeová é errônea e produto da tradição católica romana, que veio a ser adotada pela tradição protestante antiga:

 “Na Bíblia Hebraica o nome de Deus é representado pelas quatro letras ... correspondendo a YHWH. Séculos antes da rebelião protestante contra a autoridade religiosa dos papa de Roma no século dezesseis, os clérigos católicos romanos pronunciavam Ieová a combinação sagrada das quatro letras... Todas as evidencias disponíveis indicam que foram os clérigos católicos romanos que introduziram a pronúncia. Dizia a Enciclopédia Americana no Volume 16, páginas 8,9 (edição de 1929):  A tradução de “Jeová” remonta aos princípios da Idade Média e até recentemente se dizia que ela foi inventada ´por Peter Gallantin (1518), confessor do papa Leão X. Escritos modernos, entretanto, atribuem-na a uma data mais antiga, segundo se acha no “Pugeo Fidei” de Raymond Martin (1270). Isto se deu porque hebraístas cristãos consideravam superstição substituir o nome divino por qualquer outra palavra... – Raimundo Martim (ou Raymundus Martini) foi um monge espanhol da Ordem Dominiciana.” (Santificado Seja teu Nome, pp. 18,19).

Hoje em dia não admitem isso tão claramente, como ilustra a revisão de um livro abaixo. Perceba como a revisão tenta enfraquecer a admissão de que a pronúncia Javé é a mais provável:

“Toda a Escritura é Inspirada por Deus e proveitosa”, de 1966, Capítulo “As Vantagens da Tradução do Novo Mundo”, p. 318.
“Toda a Escritura é Inspirada por Deus e proveitosa”, revisão de 1990, Capítulo “As vantagens da Tradução do Novo Mundo”, p. 327.
“A pronuncia Iavé talvez seja a mais correta, mas a forma latinizada Jeová continua a ser usada porque é a forma mais comumente aceita de tradução em português do Tetragrama...”
“A forma Iavé é geralmente preferida pelos hebraístas, mas não é possível saber atualmente a pronuncia correta. Assim a forma latinizada Jeová continua a ser empregada por estar em uso a séculos e por ser a forma mais comumente aceita da tradução em português do Tratragrama...”


Um carro chefe do proselitismo dos praticantes da religião da Torre de Vigia, é confrontar as pessoas com o Salmo 83.18 e dizer que devemos usar o nome de Deus - Jeová. Segundo a Liderança TJ, o nome Jeová deve ser usado porque é comum, e já está bem firmada a sua tradição! Assim, não é por pela exatidão, já que Javé seria a forma mais provável. Mesmo sabendo que o nome Jeová é um nome híbrido, e não tem apoio nos hebraístas mais conceituados, eles argumentam da seguinte maneira::

“Então, por que esta tradução usa a forma “Jeová” do nome divino? Porque essa forma tem uma longa história em português.” (Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada – Apêndice 4, p. 1798).

 “O ponto vital não é de que maneira deve pronunciar o Nome Divino, que “Javé”, “Jeová”, quer de outra forma, desde que a pronúncia seja comum no seu idioma.” (A Verdade que conduz a vida eterna, p.18).

Curiosamente, em uma anterior edição da TNM, com Referencias, falam da seguinte maneira:

“Por usarmos o nome “Jeová”, apegamo-nos de perto aos textos da língua original e não seguimos a prática de substituir o nome divino o Tetragrama, por títulos tais como “Senhor”, “o Senhor”, “Adonai” ou “Deus”. (TNM – com Referencias, apêndice 1, p. 1501).

Se eles admitem que a versão Javé é mais provável, é incongruente ao mesmo tempo dizer que usar uma forma hibrida estaria aproximando a TNM dos originais. Interessante, que a prática de substituir o tetragrama por Senhor, foi feito elos autores inspirados do NT.

Quando falamos com uma Testemunha de Jeová que o nome de Deus é DEUS ou PAI, eles rapidamente respondem: “Deus e Pai, não são nomes, mas títulos!” (veja Poderá Viver para Sempre, p. 41) Argumento esse ditado pelo Corpo Governante. Mas interessante, que esse argumento já foi usado pelos líderes das Testemunhas de Jeová no passado!!! Veja algumas evidencias disso:

“A Bíblia demonstra que o nome de Quem exerce poder supremo na criação e em todas as coisa é Deus. Ele tem outros nomes... (Criação, p.10).

“O Criador o Imortal, de eternidade a eternidade, e o nome dele é Deus. (Inimigos, p. 22).

“O nome Deus quer dizer Altíssimo, o Criador de todas as coisas. O nome Jeová significa os propósitos do Eterno para com suas criaturas. O nome Altíssimo dá a entender que ele é o Supremo e que além dele não existe nenhum outro. E o nome Pai quer dizer que ele é o Doador da vida.” (Riquezas, p. 135).

Esses argumentos antigos dos mentores da fé TJ, estava, em certa medida, em coerência com a Bíblia que diz que tais títulos, em nossa cultura, podia ser chamado de NOMES na Bíblia, como podemos ver em Isaias 9.6:

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.”

O renomado Teólogo Reformado, Louis Berkhof, nos ensina que quando a Bíblia fala de Nome de Deus, que inclui o nome Jeová, Deus, Todo-poderoso, Senhor, Pai, Senhor, “Nesses casos “o nome” vale por toda manifestação de Deus em Sua relação com o Seu povo, ou simplesmente pela pessoa, de modo que se constitui sinônimo de Deus.” (Teologia Sistemática, p. 46). O mesmo teólogo nos informa que a exata origem e pronúncia do nome Yahweh “estão perdidos na obscuridade” (p. 48).

Não podemos nos opor ao uso nas traduções do nome de Deus, Javé (e de uma maneira bem tolerante, nem mesmo contra Jeová – no caso de versões antigas, AINDA QUE tal tradução do nome divino deveria ser abandonada por versões recentes). Mas de igual modo, usar um substituto SENHOR, que aparece nas cópias do VT e nas citações do NT, parece-nos plausível. Diante de incertezas dessas, uma religião construir sua identidade e condicionar a salvação a um uso, místico, de uma versão hibrida do nome divino, é o mesmo de construir um castelo na areia...

Em uma próxima postagem, tratarei do uso do nome Jeová no NT, conforme feito na Tradução do Novo Mundo.



quinta-feira, 21 de abril de 2016

Colossenses 2.9 e as Testemunhas de Jeová

A religião que mais milita contra a doutrina da Trindade e a Divindade de Cristo, é a religião da Torre de Vigia. É incrível como que em quase todos os textos bíblicos que eventualmente e/ou claramente, ensinam e fazem alusão a essas doutrinas, é vertida na tradução da Torre de Vigia de uma maneira que procura enfraquecer ou mesmo rejeitar as doutrinas históricas do cristianismo relativas à doutrina de Deus.

Antes da Tradução do Novo Mundo ser lançada, as Testemunhas de Jeová se viam em um constante problema em seu trabalho. Usavam e reproduziam traduções que tinham o nome de Deus “Jeová” no VT, mas ao mesmo tempo, sofriam com o Novo Testamento, quando esse trazia textos como João 1.1; At 20.28; Rm 9.5; Fl 2.6; Cl 2.9; Hb 1.6,8, entre outros.

“As Testemunhas de Jeová reconhecem a sua dívida para com todas as muitas versões da Bíblia que ela tem usado no estudo da verdade da palavra de Deus. Entretanto, todas essas traduções, mesmo as mais recentes, têm suas falhas. Existem incoerências ou trechos insatisfatórios, que estão contaminados por tradições sectárias ou filosofias mundanas, e, portanto, não estão em plena harmonia com as verdades sagradas de que Jeová registrou em sua Palavra.” (Toda Escritura, p. 324).

No fim da década de 40, resolveram começar o projeto de tradução da Bíblia, finalizando todo o trabalho no início da década de 60. Segundo um livro de história das Testemunhas de Jeová, isso resultou no crescimento numérico:

“Com que resultado? No Brasil,  acima de 11 vezes mais louvadores ativos de jeová; e, em Portugal, 22 vezes mais.” (Proclamadores d Reino, p.612 – na página 613 o livro mostra um gráfico do crescimento em outros países, tudo em decorrência do lançamento da TNM).

Portanto, o lançamento da TNM serviu para os propósitos proselitistas da seita, não porque a Palavra de Deus chegou às mãos das pessoas, mas porque as pessoas passaram a ler as doutrinas das Testemunhas de Jeová, na (suposta) Bíblia.

A Tradução do Novo Mundo passou por algumas revisões, mas em todas elas, a tradução de textos que tratam da divindade de Cristo, permaneceram, como desde o primeiro lançamento. Vejamos o texto de Colossenses 2.9, que é o foco da postagem, em algumas revisões da TNM:

“porque é nêle que mora corporalmente toda a plenitude da qualidade divina.” – Versão de 1961.

“porque é nele que mora corporalmente toda a plenitude da qualidade divina.” - Revisão de 1986.

“porque é nele que toda a plenitude da qualidade divina mora corporalmente.” – Revisão de 2013.

Qual o problema com essa tradução? Vejamos o que outras traduções nos mostram:

“porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade.” (Almeida Corrigida Fiel).

 “Pois nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade.” (Novo Testamento, tradução oficial da CNBB).

“Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade.” (Nova Versão Internacional).

“Pois nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade.” (Novo Testamento, Ed. Vozes).

“Pois nele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade.” (Tradução Brasileira, primeira edição e edição de 2010).

 “É em Cristo, que habita em forma corporal, toda a plenitude da divindade.” (Edição Pastoral).

“porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade.” (Almeida Revisada).

“Pois somente em Cristo habita corporalmente toda plenitude de Deus.” (King James – Atualizada).

Pelo que podemos notar, a Tradução do Novo Mundo acrescenta a palavra “qualidade”, na tradução – o que não foi feito nas traduções mais respeitadas. Também, os tradutores jeovitas não colocaram a palavra “qualidade” em colchetes, conforme usado nas primeiras versões da TNM em outros textos. A Revisão de 2013 não usa mais os colchetes. Isso, pelo que entendemos, significa que os tradutores assumem que a palavra acrescentada é necessária para a tradução. No caso de Colossenses 2.9, o texto grego literal reza assim:

“porque em ele habita toda a plenitude da divindade corporalmente.” (Novo Testamento Interlinear, grego-português – SBB).

De modo simples e direto, qualquer que seja a interpretação do Corpo Governante das Testemunhas de Jeová, ao acrescentar o termo “qualidade”, ele diluiu a proposta e leitura do autor original, que não disse isso. É verdade que em Cristo também habita toda a qualidade divina – Seus atributos, mas o texto está dizendo mais do que isso.

“O tempo presente indica o estado contínuo e aponta para a realidade presente (Lohse) ... natureza divina, divindade. A palavra difere da expressão “ser divino” em Rm 1.21 porque enfatiza mais a natureza ou essência divina, e não tanto os atributos divinos. Em Jesus não estavam apenas os “atributos” da divindade que, temporariamente, O iluminaram e o exaltaram com esplendor; pelo contrário, Ele mesmo era e é o Deus perfeito e absoluto.” (Chave Linguistica do Novo Testamento Grego, p. 425).

“(Cl 2.9), Paulo está declarando que no Filho habita toda a plenitude, a abundância da deidade absoluta; eles não eram meros raios da glória divina que enfeitavam, iluminando Sua Pesso por um período de tempo e com um esplendor não dEle mesmo. Mas Ele era, e é, o Deus absoluto e perfeito; e o apóstolo Paulo usa o termo theotes para expressar esta Deidade essencial e pessoal do Filho (New Testament Synonims, de Trench, S ii). A palavra theotes indica a essência “divina” da divindade, a personalidade de Deus; a palavra theites, os atributos de Deus, a Sua natureza e propriedades divinas.” (Dicionário Vine, pp. 573,574).

Um site não autorizado de defesa da Tradução do Novo Mundo, pasmem, chega a dizer:

“[...] uma avaliação semântica de theótes revela que a Tradução do Novo Mundo está bem a frente no entendimento etimológico de palavras. Superando até mesmo léxicos bastante conhecidos.”

Fica difícil imaginar qual o arcabouço mental e religioso de alguém que escreve algo assim...

O texto de Colossesnses 2.9, prova além de dúvida, que em Jesus Cristo tem TUDO de Deus. E parece que isso deve ser interpretado, mesmo em sua encarnação, isto é, quando desde quando veio ao mundo por meio da virgem (Comentário Bíblico NVI, p. 2024). Quando O Filho Eterno se revestiu de Humanidade, e abriu mão de Sua glória (Fl 2.5,6), ele voluntariamente deixou toda a obra que devia ser realizada Nele nas mãos do Pai. Percebemos isso em João 17.5. Por ser homem, ele pôde ser tudo que foi, e passou de modo real – fome, tentação, dor, tristeza e morte (Mt 4.1-11). Mas em momento algum, ele deixou de ser o que ele É. Por habitar em Cristo Jesus a plenitude da divindade, é que ele poderia ser adorado, mesmo na terra, e ainda assim, o adorador não incorrer em idolatria (Mt 2.11; 8.2, etc). Por habitar em Cristo Jesus a plenitude da divindade, ele podia dizer tudo que disse a respeito de si mesmo e não blasfemar (Jo 5.23; 10.30). 


Infelizmente, as Testemunhas de Jeová seguem um falso Cristo, um falso deus, baseadas em uma falsa Bíblia, que por fim, resultará em uma falsa salvação. E quando a salvação não é verdadeira, o que se recebe é a perdição. Que o Espírito Santo abra os olhos dessas pessoas (Jo 16.7-15).

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Princípios Básicos da Interpretação Bíblica

Os princípios que apresento aqui, o faço a leitores que são crentes regenerados, que creem na inspiração e inerrância da Bíblia divinamente inspirada, pois apenas esses, poderão compreender a importância final disso – a glória de Deus, em uma crença e vida correta. Como ensina um antigo catecismo cristão:  “5. Que é o que as Escrituras principalmente ensinam? As Escrituras ensinam principalmente o que o homem deve crer acerca de Deus e o dever que Deus requer do homem. João 20:31; 11 Tim. 1:13.”

1. Toda interpretação de um texto bíblico deve começar pelos caminhos gramático e histórico, isto é – o sentido linguístico captado pelo leitor original deve ser o que o leitor moderno deve buscar.

1.1. Quando é dito 'linguístico’ deve levar em consideração os gêneros e recursos incluídos na definição linguística. Metáfora, simbólica, literal, poética, parábola, hipérbole, tipos (tipologia) profética e até alegórica - quando o caso for demonstrado [Alegoria só devem ser assumida quando os autores inspirados indicaram alegoria, como vemos em Galátas 4.21-31].

1.2. Ao dizer que depois de encontrar as bases linguísticas, morfológicas e gramaticais, tarefa da Teologia Exegética, devemos buscar o sentido histórico visto que os especialistas nos ensinam que o contexto imediato na carta é a primeira pista de encontrar esse sentido original. O professor de Grego do NT, do Instituto Bíblico Eduardo Lane, Rev. Gilson Altino*, dizia em sala de aula: “O contexto é soberano”. E na verdade, é o contexto que determina qual a intenção linguística.

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1.2.1. Caso você não domine os idiomas originais da Bíblia (esse é o caso da maioria de nós) você deve procurar em um dicionário e/ou léxico o sentido de um termo bíblico, você perceberá, (como acontece em qualquer língua), que existe vários sentidos no termo em apreço. Cito como exemplo a palavra “espírito” conforme apresentado nos dicionários bíblicos, significa: ‘vento, espírito, hálito, ânimo, Espírito Santo, anjo, demônio’ (Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, vol 1, p. 713-741). Qual dessas várias definições você escolherá para dizer que aquele é o sentido do uso? Quem determina o uso é o autor original no contexto que foi aplicado.

2. O próximo passo é buscar no arcabouço geral bíblico se aquela interpretação bíblica está em harmonia com o que a Bíblia disse a respeito do assunto. Isso, os especialistas bíblicos chamam de “analogia da fé”, que em termos práticos, uma interpretação bíblica não pode contradizer outra parte. Para tanto, precisamos usar clareza e quantidade.

2.1. O melhor caminho a tomar aqui, nos ensinam os intérpretes bíblicos, é usar passagens mais claras para interpretar passagens menos claras. Também, se o assunto é tratado em maior quantidade na bíblia.

2.2. É nesse ponto que a Teologia Bíblica nasce. A teologia bíblica é a ciência que acompanha a atividade da Revelação em seus vários estágios, e nesse campo constrói suas bases.

2.2.1. Um assunto que ilumina de forma indispensável a compreensão bíblica é que a Revelação é progressiva. De maneira simples, uma nova revelação – contemplando de Genesis a Apocalipse – é acumulativa, executiva, aditiva, em comparação à antiga disposição do assunto tratado.

2.2.2. O exemplo mais claro disso é ler o livro bíblico de Levítico e depois ler o livro aos Hebreus. Notamos que Aos Hebreus mostra a execução, ou o cumprimento das várias leis de Levíticos na Soberania de Cristo sobre os anjos, sobre Moisés, sobre Abraão, sobre Arão, em na obra messiânica e redentora. Nesse sentido que lemos o Evangelho de João 1.17.

3. A Bíblia é um livro de um autor divino com autores secundários humanos (II Tm 3.15-17; II Pe 1.20,21). Portanto, existe um sentido pleno (sensus plenior), na abrangente revelação do Autor Divino, que levou o autor humano a escrever aquilo que escreveu. Há um proposito direto, específico em cada escrito bíblico, ao mesmo tempo em que há um propósito do autor divino para a revelação geral de sua vontade e de sua verdade.

3.1. Como prova apresenta-se as várias citações do Velho Testamento feita pelos autores do Novo Testamento. Isso é o resultado direto pela revelação progressiva identificada na teologia Bíblica, porém, como produto final e conclusivo. Vejamos apenas um exemplo – Isaias 7.14.

3.1.1. No contexto imediato da profecia de Isaias o oráculo está inserido no contexto histórico no sítio de Judá, no período do reinado de Acaz. O nascimento de um menino mostraria um sinal de que “Deus está conosco”, isto é, como Reino de Judá diante da ameaça de inimigos (veja Is 7.1,10).

3.1.2. Para tanto, precisa-se compreender que ‘donzela’ em Isaias deve significar uma jovem virgem recém casada. Esse sentido está presente no termo usado em Isaias 7.14. Quando o Evangelista Mateus cita a profecia de Isaias 7.14, (Mt 1.22,23) em relação a Jesus, uma compreensão plena do objetivo da profecia de Isaias é revelada.

4. Depois desses primeiros passos de uma interpretação bíblica, precisamos nos lembrar que a Igreja de Cristo já está sendo orientada pelo Espírito Santo há séculos (Jo 16.7-15; Mt 28.20). Devemos nos lembrar que os princípios que aqui foram mencionados, estão orientando muitos cristãos no decorrer da história. Os dogmas que a igreja cristã aponta como sistematização das suas conclusões devem ser considerados por nós, em nosso século XXI.

4.1. Não é sábio desconsiderarmos os Credos cristãos e Confissões, sem uma base abalizada e fundamentada na Escritura. Talvez seja até um sinal de presunção, que às vezes estamos lendo a Bíblia apenas por alguns anos, já nos sentimos capazes de não considerarmos,  nem usarmos os credos e confissões cristãs.

4.2. Credos e Confissões cristãs devem servir de orientações, não de normas inspiradas, nem são eles de interpretações bíblicas, antes, eles são resultados de interpretações bíblicas confessadas pela igreja como produto final. Pode nos revelar que outros já descobriram o caminho que por hora estamos trilhando, e comprovar que nossas interpretações podem estar certas ou erradas.

CONCLUSÃO

5. Por último, e mais importante. Devemos ter nosso coração submisso às Escrituras que é Deus falando nela e por meio dela. Os princípios de interpretação bíblica pode produzir em nós um sentimento perigoso, que somos nós que estamos determinando o sentido bíblico. Os princípios apresentados não servem para isso e são na verdade são contra isso! Nós devemos buscar o sentido já pressuposto pelo Auto Divino.

5.1. Para subjugar nosso coração precisamos orar por graça do Espírito Santo. Temos um capítulo bíblico inteiro que demonstra magistralmente qual é a disposição hermenêutica que devemos ter no coração. Se possível, leia, copie e ore, o Salmo 119 para imprimir no seu coração e em sua alma, aquilo que deve dominar sua mente, ao ler e interpretar a Bíblia.
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Obras consultadas:
Introdução à Hermenêutica Reformada. Paulo Anglada – Knox Publicações
Manual Bíblico de Haley – Editora Vida
Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento – Edições Vida Nova
Dicionário Bíblico W. E. Vine - CPAD
Teologia Bíblica. Geerhardus Vos – Editora Cultura Cristã
Teologia Sistemática. Louis Berkhof – Editora Cultura Cristã
História das Doutrinas Cristã. Louis Berkhof – Publicações Evangélicas Selecionadas
Como Interpretar a Bíblia. Pedro Gilhuis – CEIBEL
Novo Dicionário de Teologia – Editora Hagnos

Ouvindo a Deus – Shedd Publicações