Conciso e exato!
A Bíblia é a inerrante, infalível e suficiente Palavra de Deus. Deus é Triúno. A salvação é pela graça por meio da fé em Cristo Jesus.
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
sábado, 17 de outubro de 2015
O chifre pequeno de Dn 7 é o mesmo de Dn 8? Outro problema adventista...
As seitas
que constroem seu império teológico em cima de especulações e interpretações
proféticas andam constantemente em areias movediças. O caso adventista é
notório. Um teólogo adventista escreveu que a religião adventista tem sua
principal sustentação da doutrina de 1844.
“Se
a doutrina de 1844 não era bíblica,
Ellen White pertencia à mesma classe de Mary Baker Eddy e Joseph Smith.”
“Se
o juízo de 1844 não era bíblico, a
igreja [adventista] tampouco o era.”
“A
lógica me dizia que se a data de 1844
não fosse bíblica, o adventismo não seria nada mais do que uma seita.”
(1844:
uma explicação simples das principais profecias de Daniel, pp. 9,10)
Se ele
estiver certo, estamos diante de uma religião construída na areia! Por isso, os
adventistas precisam defender a fábula de 1844, tal como as Testemunhas de
Jeová a fábula de 1914.
Um dos
pilares indispensáveis para o adventismo começar
sustentar qualquer coisa em relação a 1844, é necessário que a interpretação de Daniel 8 case com Daniel 7, na
identificação do chifre pequeno. Consciente disso, os adventistas fazem um
exercício hermenêutico para que essa suposição seja possível.
“O chifre pequeno de Daniel 8 é Roma. O
verdadeiro cumprimento do chifre pequeno de Daniel 8 só pode ser realmente
encontrado em Roma pagã (ou império romano) e sua sucessora, a igreja romana;
estas são vistas propositalmente – tal como em Daniel 7 – sob seu pior aspecto.
As seguintes considerações oferecem apoio a esta conclusão: 1. Baseados no princípio de que as sucessivas
visões de Daniel são paralelas e ampliam as visões de Daniel 8 representa, percebemos que em vários sentidos o
chifre pequeno de Daniel 8 representa um paralelo e uma ampliação das
informações que obtivemos a respeito do chifre pequeno de Daniel 7 e da
besta a partir da qual esse chifre cresceu. Em Daniel 2 e 7 Roma vem depois
da Grécia; portanto, Roma também
deve seguir a Grécia em Daniel 8.” (Uma
Nova Era segundo as Profecias de Daniel, C. Marvyn Maxwell, pp.158,160).*
Para começo
de conversa, há um consenso maciço de que a profecia de Daniel 8.14 se cumpriu
nos dias de Antíoco Epifânio, no período dos Macabeus, por mais que os
adventistas lutem contra a onda dos interpretes. Uma das maiores autoridades em
Velho Testamento da atualidade assevera a respeito dessa interpretação:
“Não
pode haver qualquer dúvida de que o chifre pequeno no capítulo 8 indique um rei
do império grego, a saber, Antíoco Epifânio.” (Gleason L. Archer Jr. Panorama
do Antigo Testamento, p. 504. Edições Vida Nova).
Em segundo lugar, perceba que
a conclusão de Maxwell é totalmente gratuita
– “portanto”, já que seguia lá uma sequencia assim, aqui tem que ser também’, é
a conclusão de Maxwell. Qualquer forma de interpretar desta maneira é possível!!
Desde que queira...
As visões de
Daniel 2 e 7, não esmiuçaram com mais detalhes das sequencias no período do império
Grego (como foi o caso do capítulo 8), e isso não deve ser tomado como prova da
pressuposição adventista.
Em terceiro lugar, a conclusão é forçada,
diante do número de Reinos e figuras abrangidas em cada visão. Na visão do
Capítulo 2, a estátua está em quatro
divisões principais (ouro, prata, bronze e ferro com barro) Na visão do
capítulo 7, também há quatro
divisões principais, mas não com as mesmas figuras (leão, urso, leopardo e um
monstro, um animal não identificado).
Já na visão
do capítulo 8, há apenas duas divisões principais
– um carneiro e um bode. Nos capítulos 2 e 7, o ultimo reino recebe atenção em
divisões subsequentes. No capítulo 8, também o último também possui
subdivisões. Mas é outro reino, não Roma, mas sim a Grécia.
O aclamado
pregador brasileiro, Hernandes Dias Lopes, adverte bem a respeito dos dois
chifres:
“O pequeno chifre do capítulo 8 não deve ser confundido com o
pequeno chifre do capítulo 7.8. A origem do 7.8 é o quarto império (império
romano). A origem do 8.9 é o bode, o terceiro reino: o império grego.”
‘Portanto, a
confusão é facilmente identificada e eliminada: o chifre de Daniel 7.8 é um dos
dez chifres que o quarto animal tem da visão deste capítulo, enquanto o chifre
de Daniel 8.9 sai de outro chifre, que está em um dos quatro ventos cardeis, de
outro reino, de um dos quatro reis que dividiriam o Império Grego. Cronologicamente, o chifre de Daniel 8.9
sai do terceiro animal, o Leopardo com asas e quatro cabeças, da visão de
Daniel 7.6. O chifre de Daniel 7 sai do Império Romano. Na visão de Daniel
8, o Império Grego é um Bode e não um Leopardo, como o é na visão de Daniel 7.’
*No meu
livro A Conspiração Adventista
apresento respostas aos questionamentos de Maxwell contra a interpretação
tradicional de Antíoco Epifânio.
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
"Posso ouvir músicas de cantores Adventistas?" - AUGUSTUS NICODEMUS
Temos aqui um breve esclarecimento vindo de uma das maiores autoridades teológicas do Brasil.
Que a advertência possa servir para as igrejas evangélicas e protestantes, tomando cuidado com o principio de associação. Os adventistas estão usando as músicas para abir as portas das igrejas para seu proselitismo.
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
O deus Mórmon e o deus Adventista
Um
apologista adventista no facebook, escreveu dizendo que eu creio em “um deus
amorfo”, ‘o deus fantasma da Confissão de Fé de Westminster’. Um adventista
chegou me ‘dizer’ que Ellen White acertou em cheio, e o papa vai unir todas as
igrejas pelo decreto dominical e pela trindade filosófica! Já outro apologista
adventista, insiste em dizer que essa minha propaganda é enganosa, visto que os
adventistas creem na mesma trindade cristã do protestantismo.
Já está
provado que o Adventismo não crê na Trindade Cristã. Na justificativa dada aos
pioneiros semi-arianos, na dependência das visões de Ellen White, produziram
outra crença, distante das cuidadosas definições clássicas e bíblicas dos
credos. Aqui no blog e no meu livro A
Conspiração Adventista, temos apresentamos provas substanciais a respeito
desse desvio.
Pois bem,
nesta postagem quero mostrar mais alguns detalhes a respeito da crença mórmon e
da crença adventista. Já fiz isso em outra postagem, mas com outra base. Observe
bem essa informação a respeito dos pioneiros adventistas:
“Os
pioneiros apresentavam basicamente duas razões para rejeitar essa doutrina. A
primeira é o fato de que muitos credos protestantes definem a Trindade como uma
essência “sem corpo ou partes”. Em
outras palavras, Deus não era entendido como um ser pessoal, mas abstrato e
fantasmagórico. Essa compreensão sobre a Trindade “espiritualiza a existência
do Pai e do Filho como duas pessoas distintas, literais e tangíveis”. Os
pioneiros argumentavam que esse conceito contradiz a Bíblia, pois ela apresenta
Deus como um ser pessoal “tangível”, que “possui corpo e partes”. (http://setimodia.wordpress.com/2011/11/03/os-pioneiros-adventistas-e-a-trindade/ )
Agora observe
essa afirmação de um profeta mórmon, Brigham Young, contemporâneo dos pioneiros adventistas:
“Não
podemos crer, por um momento sequer, que Deus não possua um corpo, partes, paixões ou atributos.” (Ensinamentos dos
Presidentes da Igreja, p.29).
Continuando
nos mesmos artigos citados, perceba agora a caricatura que tinham (e pelo
incrível que pareça, até hoje alguns eruditos adventistas ainda erram quando falam) da doutrina da Trindade:
A
segunda razão é uma consequência lógica da primeira: os credos não distinguem
claramente as pessoas da Divindade. Na linguagem teológica tradicional, a
palavra pessoa não tem o sentido atual de individualidade, mas indica uma
“face” ou “manifestação”. Portanto, de acordo com essa compreensão da Trindade,
o Pai, o Filho e o Espírito Santo não são três pessoas distintas, mas três
manifestações ou revelações da essência divina. “Trinitarianismo” era definido
como a “doutrina de que o Pai, o Filho e
o Espírito são unidos em uma e a mesma pessoa”. Os adventistas criam na
“personalidade distinta do Pai e do Filho, rejeitando como absurdo o
trinitarianismo, que insiste que Deus, Cristo e o Espírito Santo são três
pessoas e, mesmo assim, uma só pessoa”
Agora veja o
mesmo profeta mórmon:
“o
Pai e o Filho não são uma só pessoa.”
(Ensinamentos dos Presidentes da Igreja, Brigham Young, p.29).
A caricatura
da doutrina da trindade, bem comum nos detratores dessa doutrina, acabou sendo
combustível para produzirem heresias a respeito dessa doutrina. Claro, que os
desdobramentos da rejeição dos credos, foram diferentes em ambos os casos.
Mas o diabo iniciou a confusão. Abandonaram a fé cristã a respeito da Trindade
(Jd 3,4).
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
Rev. Leandro Lima - A Lei, o Sábado e o Domingo
No vídeo abaixo, o reverendo Leandro Lima, apresenta as noções reformadas a respeito da Lei.
E a partir dos 26 minutos, trata da questão da substituição do sábado, pelo Dia do Senhor, o domingo (Ap 1.10).
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
O Desafio de Azenilto – Como criticar as Testemunhas de Jeová e justificar a Igreja Adventista? – Parte 4, A.
No segundo capítulo do livro “O Desafio da Torre”, temos um golpe
frontal a uma pretensão do Corpo Governante das Testemunhas de Jeová. A
reivindicação de serem eles, um ‘único canal de comunicação de Deus’. Esse
canal, porém, não é no sentido que lemos no campo teológico. De que a Igreja é
o povo de Deus, que ele usa para comunicar Sua vontade aos homens. A maneira
que o ensino TJ assevera, é exclusivista e misticamente denominacional.
Azenilto demonstra isso em algumas citações das publicações da Torre de Vigia. E depois, apresenta uma lista definitivamente
destruidora para essa afirmativa auto exclusiva da liderança TJ. O autor
adventista de O Desafio da Torre das
páginas 29 a 35 nos brinda com uma lista de cinquenta (isto mesmo que você leu)
cinquenta [50], previsões e mudanças proféticas no esquema de interpretações da
Torre de Vigia, que faz com que apresentação como a seguinte, torne-se quase que
uma anedota, se não fosse trágico:
“Jeová não
permite que sua organização [a Torre de Vigia e seus súditos] vá em qualquer
direção que esteja inclinada a ir.” (Organizados, p. 9).
Acabou indo dezenas de vezes...
Depois da lista, Azenilto concluí
corretamente:
“Apesar disso tudo, a Sociedade Torre de
Vigia e Tratados reivindica ser uma entidade teocrática, ou seja – diretamente
dirigida por Deus, representados o “carro antítipico de Jeová” (Ezequiel 1), o
servos ao qual o Senhor confiou os Seus bens (Mateus 24.45-47), o Israel
espiritual, o exclusivo canal para a transmissão da verdade divina, etc. Seus
livros são referidos como instrumentos de advertência de desmascaramentos dos
erros e hipocrisia da cristandade...” (O Desafio da Torre de Vigia, p. 36[grifo
meu]).
Quais justificativas as Testemunhas
de Jeová ‘recebem’ do Corpo
Governante a respeito desses fracassos?
1. Que eles não são inspirados e podem cometer erros: “As Testemunhas de Jeová não professam ser
profetas inspirados. Cometeram erros.” (Raciocínios, p. 162)
2. Que a luz da verdade brilha mais e mais: “A Bíblia mostra que Jeová habilita Seus
servos a entender Seu propósito de maneira progressiva (Pv 4:18; João 16:12).”
(Raciocínios, p. 390).
3. Os servos de Deus na Bíblia também cometeram erros de interpretação: “Como no caso dos apóstolos de Jesus Cristo, tiveram
às vezes expectativas erradas. – Luc 19:11; Atos 1:6.” (Raciocínios,
p. 162).
Agora, vamos aos fatos adventistas em comparação ao que foi dito no livro
de Azenilto Brito...
A história nos revela que um americano,
Guilherme Miller [e seus amigos], calculou a volta de Cristo para março de
1843. Depois, para março de 1844, depois para outubro de 1844. Todos,
obviamente, fracassados. Tanto, que os apologistas adventistas, acusam
(querendo justificar a IASD) Miller e seus companheiros disso:
“Ellen White, assim como os demais
adventistas, nunca marcaram datas para a volta de Jesus. Quem se aventurou
nisso foram os mileritas (seguidores de
Guilherme Miller), observadores do domingo e que pertenciam a várias
denominações evangélicas da época: Batista da Comunhão Restrita, Batista da
Comunhão Livre, Batista Calvinista, Batista Arminiana, Metodista Episcopal,
Metodista Evangélica, Metodista Wesleyana, Metodista Primitiva, Congregacional,
Luterana, Presbiteriana, Protestante Episcopal, Reformada Alemã, etc. Poderíamos dizer que esses sim eram
“profissionais” na “arte” de marcar datas. Não negamos nossa origem
milerita, mas jamais iremos aceitar que como movimento organizado os
Adventistas do Sétimo Dia marcaram datas para a o retorno glorioso do Salvador.”
(http://novotempo.com/namiradaverdade/ellen-g-white-%E2%80%93-a-profetisa-que-nao-falhou-parte-3/)
Porém, o que pensava Ellen White, a
profetisa inspirada (de Leandro Quadros, o autor das palavras acima,
bem como de Azenilto Brito), a respeito do movimento do advento e do próprio G.
Miller? Veja alguns exemplos:
[...]
multidões se convenceram da exatidão dos princípios de interpretação profética
adotados por Miller e seus companheiros, e maravilhoso impulso foi dado ao
movimento do advento.” (Grande Conflito, p. 335).
“Os que se
ocupam de proclamar a terceira mensagem angélica pesquisam as Escrituras seguindo
o mesmo plano que o pai Miller adotava.” (Reviewand Herald, 25/11/1884. Citado
em Tratado de Teologia Adventista do
Sétimo Dia, p. 111.).
Reproduzo aqui, uma parte do meu
livro A Conspiração Adventista,
páginas 52 a 55:
“Ellen
White disse que Miller “[...] deixou de
lado as opiniões preconcebidas, dispensou comentários e usou apenas as
concordâncias das referências bíblicas”78. [...] Além disso, Ellen White diz que “anjos estavam guiando a compreensão de Miller”79. Observe que foi o
entendimento de Miller que estava sendo orientado por anjos. Ellen White
reveste Guilherme Miller de autoridade profética dizendo: “Assim como Eliseu foi chamado [...] também Guilherme Miller foi
chamado para deixar o arado e desvendar ao povo os mistérios do reino de Deus”80. A comparação é presunçosa,
dificilmente Miller teria tal concepção de si mesmo, mas o que revelou a
sequência dos fatos faz com que essa declaração de Ellen White seja vazia e
indigna de credibilidade. Um pouco de leitura da história (bíblica) de Eliseu e
a de Guilherme Miller os afasta de qualquer comparação, a não ser que a profetisa queira conceder autoridade divina ao
idealizador de sua principal doutrina. Depois ela afirma que “em quase todos os lugares que Miller pregava
resultava em avivamento”81. Ellen
White, nesse trecho, afirma que Miller também era um avivalista! Um
acontecimento natural foi combustível para que a mensagem de Miller sobre 1844
fosse aceita. Uma chuva de meteoros em proporções alarmantes foi vista nos EUA,
então de forma alvoroçada, associaram aquele evento com Mateus 24:29 e
Apocalipse 6:13. Ellen White afirmou: “[...]
apareceu o último dos sinais que foram prometidos pelo Salvador como indícios
de Seu segundo advento” 82
Às vezes alguns acontecimentos têm chamado a atenção de cristãos para a
proximidade da vinda do Senhor Jesus. Isso aconteceu com o tsunami e,
atualmente, com o aquecimento global (compare com Lucas 21:25). Mas a
insistência inadequada com certos acontecimentos, com o intuito de promover a
autenticação de um movimento religioso, leva a erros que dificilmente são
abandonados, pois parece mais importante a autenticação do grupo do que aceitar
que houve algum erro, e corrigi-lo de acordo com a verdade83. Se o acontecimento fosse o
real cumprimento de Mateus 24:29, a vinda de Cristo se daria logo em seguida, pois a passagem diz
assim: “...as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão
abalados. (30) Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do homem...”. O
termo ‘então’, no original grego é um “[...]
advérbio demonstrativo de tempo, denota ‘nesse ou naquele momento’[...]”84, portanto, a interpretação
de Ellen White é órfã, também, de apoio linguístico. Obviamente, a natureza
escatológica do grupo pode dizer muito mais coisas para o ‘então’ (caso seja
preterista, futurista, idealista ou historicista). Mas, o movimento Adventista, nos dias de Miller, esperava a vinda
literal de Cristo em 1844. Não há como usar um processo de magnitude
profética, de longa extensão, para creditar desculpas ao pensamento de Ellen
White, sendo que ela aplicou tais textos bíblicos a esse acontecimento. Ellen
White, nesse trecho, afirma que Miller também era um avivalista!” [Notas: 79. O Grande Conflito, p.320. 80.
Ibidem, p.330. 81. Ibidem, p.331. 82. Ibidem, p.332. 83. Antony Hoekema. A
Bíblia e o Futuro, p.177,178. Editora Cultura Cristã. 84. W. E. Vine.
Dicionário Vine, p. 596.]
Se a proposta do autor de O Desafio da Torre de Vigia é questionar
as reivindicações proféticas do Corpo Governante, baseado no que revelaram os
fatos a respeito das previsões deles, o que dizer a respeito de Miller e seus cálculos,
tendo em vista as opiniões divergentes acima? Ele foi ou não usado por
Deus para anunciar a vinda literal de Cristo em 22 de outubro de 1844, e em
outras datas? Se os fatos colocam em xeque as pretensões proféticas da
Liderança TJ, não temos também as mesmas provas para considerar a
opinião de Ellen White a respeito de Miller uma fantasia de uma mente
sonhadora?
Deixo os leitores fazerem o
julgamento usando os princípios que nosso cavaleiro Azenilto Brito escreveu...
Outra objeção interessante em O Desafio da Torre de Vigia é o
argumento do autor na página 36 a respeito da justificativa da Torre baseada em
Provérbios 4.18. Ele escreveu:
“Basta ler o contexto de Prov. 4:18 para
perceber que o assunto não é progresso de conhecimento e aprimoramento
doutrinário de entidades religiosas, mas o despertar do indivíduo para a
vida adulta [...]” (O Desafio da Torre, p.36 [grifo meu]).
Curiosamente, o famoso e polêmico
livro adventista, Questões Sobre Doutrina,
cita o texto de Provérbios 4.18 na percepção jeovista, e não de Azenilto Brito,
veja:
“Os adventistas do sétimo dia crêem que o
conhecimento humano da verdade divina é progressivo: “A vereda aos justos é
como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.” (Pv
4.18). Certamente devíamos saber mais sobre a vontade e o propósito de Deus
do que os justos de épocas passadas, e no futuro devemos, justificadamente,
esperar maior desdobramento da verdade bíblica.” (p. 34[grifo meu]).
Pelo jeito, os autores de Questões não leram o contexto de Pv
4.18, segundo Brito, e incluiu os “adventistas do sétimo dia” como a “entidade
religiosa” que muda posições doutrinárias. Para rejeitar categoricamente a
posição da Torre de Vigia, Azenilto Brito não vê nenhuma possibilidade de Pv
4.18 ter alguma implicação no progresso do conhecimento da verdade por parte de
grupos religiosos – excluindo assim os autores de Questões... mas que escritor
tem mais autoridade e representação na IASD - Azenilto Brito ou os escritores
de Questões Sobre Doutrina?
Pode ser que as Testemunhas de
Jeová tenham mais apoio em sua interpretação de Pv 4.18 entre os Adventistas do
que o próprio Azenilto Brito!!!
Na próxima postagem ainda
continuarei no desenvolvimento dessa parte 4, pois trataremos de erros de Ellen
White e das explicações dadas, e se coadunam com o que as Testemunhas de Jeová
pensam, ou se o autor de O Desafio da
Torre está também comprometido.
Deus nos fortaleça na verdade (Jo
8.32).
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
O Desafio de Azenilto – Como criticar as Testemunhas de Jeová e justificar a Igreja Adventista? – Parte 3
O autor do
livro, O Desafio da Torre de Vigia,
introduz na página 22 de seu livro o nascimento do “Russelismo”. Informa que o anteriormente
protestante (presbiteriano e depois congregacional) Charles Russel, ouviu a
pregação de um antigo milerita, não unido à Igreja Adventista do Sétimo Dia,
pregar o retorno de Cristo novamente para outra data, 1874. Como aconteceu com
a data de 1844, o Azenilto Brito afirma que eles “viram-se a braços com o novo desapontamento.” (P. 23).
Ocorreu
depois disso, como consta a história relatada no livro em mira, que uma
influência posterior de Nelson Barbour, que
Cristo estaria presente desde 1874 invisivelmente. Valeu-se da tradução do
termo grego “parousia”, conforme aparecia
numa tradução de Benjamim Wilson. O sr. Azenilto então introduz uma afirmativa
curiosamente comprometedora:
“Essa
interpretação inédita no seio da cristandade foi pronto e aceita pelo Sr.
Russel.” (p. 23).
E podemos
perguntar, após o desapontamento de 1844: não
foi também, a desculpa de uma entronização de cristo no santíssimo celestial a
solução? E uma solução aceita de pronto, solução essa com uma interpretação inédita
no seio do cristianismo? Sendo essa doutrina, única e exclusivamente da IASD?!
Outra coisa,
diferentemente de Russel e Barbour, a reformatação deles não foi baseada em
visões místicas, como foi o caso do Adventismo. O mesmo autor de Desafio da Torre de Vigia, foi tradutor
do livro A História do Adventismo,
que diz:
“O.
R. L. Croiser evidentemente, a que visitassem alguns de seus vizinhos mileritas
aos quais haviam ajudado a ganhar para Cristo, a fim de encorajá-los com sua
nova confiança. Talvez para ganhar tempo eles tomaram um atalho em meio a um
milharal ajuntado em grandes molhos. Enquanto atravessava o milharal, Edson nos
conta: “Detive-me em meio ao campo. O
céu parecia abrir-se-me à vista e vi distinta e claramente que em lugar de
nosso Sumo Sacerdote sair do lugar Santíssimo do santuário celestial para vir à
Terra [em 22 de outubro], ... Ele pela primeira vez entrava nesse dia no
segundo compartimento desse santuário; e que Ele tinha uma obra para realizar
no Santíssimo antes de vir à Terra... Num
sentido muito especial a Igreja Adventista do Sétimo Dia nasceu naquele
momento, naquele milharal, quando aquele fazendeiro contemplava a Cristo.”
(A História do Adventismo, p. 49,50).
Depois, a profetisa
Adventista, Ellen White também faz a mesma visão, ou segundo ela, recebe a uma
visão, semelhante. A visão está no mesmo livro citado acima.
Portanto,
nesse ponto, o Desafio de Azenilto foi vencido. Tratar a história daquele tema (1874
e Russel) com dois pesos e duas medidas. No caso TJ, acertadamente indica ele, foi
uma farsa, por isso acabou em desapontamento a falsa profecia, e com posterior ‘remanejamento’...
mas, no caso adventista, a orientação
divina para a falsa profecia!!! Dois pesos e duas medidas...
Na página 24
me deparei com outra ‘indireta’ incongruente. O autor diz que não é verdade
que as Testemunhas de Jeová não se dividiram. Algo que parece se ouvir entre os
seguidores da Torre de Vigia. E nesse ponto, ele parece até mostrar que pessoas
‘dissidentes’ da Torre estão mostrando seus erros. ‘Não dá para entender’ qual
o objetivo dessa informação. Se quando vemos o autor falando nas redes sociais,
com críticos do adventismo, ele classifica com desdém os “dissidentes
adventistas”?! Pode-se então divulgar o que D. Anderson, W. Rea, D. Ford, e
tantos outros colocaram? Simplesmente a informação foi apenas para causar
embaraço para os seguidores da Torre de Vigia, mas as implicações não são
também pesadas pelo autor, olhando a sua denominação. Enquanto os de lá devem
olhar a Torre de Vigia como a “única organização de Jeová”, qualquer opositor
está contra o dono dessa organização... os adventistas devem olhar para a sua
como a “igreja remanescente”, qualquer opositor, deve ser visto como se opondo
contra Deus...
O retrovisor
de Azenilto e a Dilma... [?!]
Nos dias das
eleições presidenciais (2014), em um debate entre os candidatos Aécio Neves e a Dilma,
ele disse que Dilma ficava “olhando para o retrovisor” em suas críticas. Em
pouco tempo, Azenilto me disse que ‘eu era
igual ela, e ficava olhando para o retrovisor, e lembrando do passado da IASD,
quando ela ainda não estava muito decidida em torno da Trindade.’ Embora
ele jamais interagiu com minhas informações sobre a crença do adventismo hoje a respeito da trindade, eu duvido
que ele se lembrou do que escreveu no livro, O Desafio da Torre de Vigia, quando me disse aquilo. Perceba:
“Um
estudo cabal das doutrinas das “testemunhas” requer que seja empreendido numa perspectiva histórica, analisando-se
as origens de seus ensinos e as razões por que se fixaram. Obs: A ideia do
Advento secreto, por exemplo, surgiu
como explicação sucedânea ao desapontamento de Russel e seus associados em
1874. Para sustentar tal ponto de vista
teve de contornar uma série de problemas na interpretação de várias passagens
bíblicas: a ressurreição corporal de cristo teve de ser negada, o episódio
da ressurreição dos justos foi reinterpretado segundo o ponto de vista do
Advento secreto, etc.” (p.25).
Além de
olhar para o retrovisor, ele não atinou, que tudo o que disse acima a respeito
de 1874, aplica-se perfeitamente ao que a
história nos conta a respeito de 1844 entre os adventistas.
1. Foi
uma explicação reajustando o desapontamento da data de 1844.
2. Tiveram
que fazer da ascensão de Cristo um ‘ministério bifásico’, com várias
complicações bíblicas especialmente com a carta de Hebreus.
E o retrovisor
não parou!!! Na página 26 ele se propõe fazer, mais adiante no livro, um estudo
detalhado do livro O Mistério Consumado de
1917. Perceba que esse livro as Testemunhas não usavam em 1992 [data do livro
de Azenilto], na verdade desde os dias que 1914
entrou em cena, no valor doutrinário da seita, por volta dos anos 30. Substituído
nesta década pelo livro Luz, depois na
década de 60 pelos livros Caiu Babilônia –
O Reino de Deus já domina e Cumprir-se-á,
então, o Mistério de Deus. E por fim, em 1988 pelo livro Revelação – Seu Grandioso Clímax está Próximo! (Testemunhas de Jeová - Proclamadores do Reino de Deus, p. 148).Todos esses, demarcando as interpretações do livro de Apocalipse da
liderança dominante na época, e sendo propagado como “nova luz de Jeová” .
Mesmo assim,
o cavaleiro do Desafio da Torre, olha para o retrovisor! E ainda admite:
“Um
convite para recapitular a história da organização para comprovar ser um “profeta”
de Deus, com base em O Mistério Consumado
é surpreendente. Dito livro continha vários
ensinos e interpretações proféticas hoje rejeitados por esse mesmo grupo,
de supostos profetas que outrora difundia.” (p. 26).
Agora
entendo por que o sr Azenilto, jamais topou fazer uma avaliação da doutrina da “Igreja
Remanescente” com a história da doutrina de Deus/Trindade, entre eles! Entendo,
pois o argumento é válido e, pelo que parece, destrutivo.
O capítulo
primeiro do livro O Desafio da Torre de
Vigia, termina com questionamentos tendo por base as várias mudanças
doutrinárias que a seita da Torre de Vigia produziu na história. Azenilto
Brito, questiona a credibilidade das mudanças, tendo a chancela propagada pela
seita como sendo o povo de Deus e ‘profeta de Deus’.
Sabe-se que,
mesmo após a organização da IASD ela continuou tendo mudanças. Ellen White
mesmo foi responsável por algumas delas, porém bem cedo na história adventista, que cabe-se até a compreensão.
Olhando, no entanto, para a doutrina de Deus, a natureza de divina de Cristo,
sua natureza humana santa, percebemos que as mudanças ocorreram, muito tempo
depois. Até mesmo a doutrina da trindade e da divindade, precisou de pressões
para ser modificada, talvez mais fortemente após a morte do filho de Ellen
White, Guilherme White. As Testemunhas de Jeová, pelo que se sabe, mantém as
mesmas doutrinas a respeito do falso de Deus que defendem desde os seus
primórdios.
Para o
momento, apenas duas provas documentadas em fontes adventistas atestam
isso:
“Essa
década [1940], por exemplo, testemunhou
esforços da parte de alguns de “purificar” e fortalecer as publicações
adventistas. Três áreas ilustram essa tendência. A primeira diz respeito à
Trindade. Como já observamos em capítulos anteriores, os pioneiros adventistas, eram em termos gerais, atitrinitarianos e
semi-arianos.” (Em Busca de Identidade, p. 157).
“O
judaísmo, o islamismo, as testemunhas de Jeová e o adventismo não-trinitariano inicial sempre tenderam a ressentir-se
da falta de uma clara doutrina de justificação pela graça baseada nos mistérios
da justiça divina. Foi apenas quando o
adventismo começou a emergir de sua compreensão não-trinitariana da divindade
de Cristo que passou a encontrar clareza na justificação somente pela graça
mediante a fé. Parece que constituir uma lei de história sagrada que, a
menos que os crentes adquiram uma compreensão mais profunda da plena divindade
de Cristo, a salvação somente pela graça através da fé não consegue
desempenhar-se muito bem.” (A Trindade, p. 284).
Assinar:
Postagens (Atom)





