quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

ADVENTISMO E ARIANISMO

Eram os adventistas arianos?

Os adventistas do sétimo dia, que referem-se a si mesmos como igreja verdadeira, confessam crer na doutrina da Trindade. E isto é uma verdade atual. O que boa parte dos adventistas não sabe é que nem sempre foi assim. Na maior parte de sua história, o adventismo foi anti-trinitariano. E hoje existe um movimento crescente na IASD para que a mesma retorne à crença de seus pioneiros.

A editora oficial adventista admite estes fatos na sinopse do livro A Trindade: "A doutrina da Trindade faz parte das crenças fundamentais dos adventistas do sétimo dia. Mas uma crescente minoria tem defendido a volta à posição antitrinitariana de muitos pioneiros. Em resposta a esse desafio, os autores dessa obra, cada um especialista em sua área, analisam o tema sob vários ângulos". Quem eram esses pioneiros antitrinitarianos e quando a posição adventista mudou oficialmente?
Se alguém dissesse "todos os pioneiros" não erraria muito. A começar com o marido de Ellen White, que classificava a doutrina da Trindade como fábula papista e dizia que ela degradava a redenção. Morreu antitrinitariano. Outros expoentes do adventismo nascente que foram ferozes combatentes da Trindade são J.N. Lougborough, J.B.Frisbie, J.N. Andrews (líder da IASD, criador de seus estatutos), D.W.Hull, R.F.Cottrell e Willie White, filho de Ellen White.
E quanto à própria Ellen White? A posição dela é bastante ambígua. Enquanto seja fato que ela nunca se referiu à doutrina da Trindade como sendo de procedência diabólica, como fez Cotrell, é igualmente fato que ela nunca utilizou a expressão Trindade em seus escritos. Além disso, é impossível que ela não tivesse conhecimento das heresias de seu marido e de seu filho, e se não as reprovou jamais, como fez com o panteísmo de Kellogs, por exemplo, é porque concordava com eles.
Mas se os pioneiros adventistas eram antitrinitarianos militantes, quando sua posição mudou? Sabemos que até 1912, três anos antes da morte de Ellen White, a IASD eram oficialmente não trinitariana. Foi somente depois da morte de Willie White que o adventismo começou sua guinada para o trinitarianismo, isso porque queria deixar de ser considerada uma seita e ser reconhecida como igreja evangélica. Mas foi somente em 1980, na Conferência Geral de Dallas que a IASD passou a ser oficalmente trinitariana, conforme nos informa o historiador adventista Gerhard Pfandl.
Diante da impossibilidade de negar o antitrinitarianismo de seus pioneiros, adventistas mais esclarecidos justificam-se dizendo que a culpa é dos congregacionalistas unitarianos anti-calvinistas e dos arminianos do livre-arbítrio da chamada Conexão Cristã, que tinham em comum, além da oposição às doutrinas da graça dos calvinistas, a repulsa pela doutrina da Trindade. Assim, dizem eles, o adventismo "pegou" seu arianismo por osmose na maternidade, pois nasceu no mesmo lugar onde germinava o antitrinitarianismo.

A verdade, porém, é que nem todos os que fizeram parte do movimento milerista eram antitrinitarianos. Havia muitos batistas trinitarianos, o próprio Guilherme Miller publicou uma declaração de fé na qual declarava crer na Trindade, mas quando o movimento adventista sabatista tomou corpo próprio, todos os seus escritores eram antitrinitarianos. E quando a IASD percebeu que, enquanto antitrinitariana suas pretenções de ser reconhecida como igreja evangélica tinham chance zero, esperou os pioneiros morrerem para, aos poucos, se tornar trinitariana.
Em resumo, os adventistas desculpam-se pela sua heresia dizendo que foi contaminada pelos unitaristas que se juntaram a ela e aparentemente era uma doença incurável, da qual só puderam se ver livres com a morte de seus fundadores. E nisso tudo ainda conseguem enxergar a mão de Deus guiando o "remanescente fiel" à verdade. Mas os farrapos da desculpa logo se revelam quando analisamos um outro movimento, que também foi ameaçado pela mesma praga, mas que agiu de maneira diferente: o movimento pentecostal.
Como todo o movimento nascente, o pentecostalismo atraiu gente de toda parte e de todo jeito, assim muitos unitarianos se juntaram ao movimento. Mas logo que eles começaram a se manifestar, negando a Trindade e (re)batizando apenas em nome de Jesus, a reação da liderança pentecostal foi firme e imediata. Reuniu-se num Concílio Geral e escreveu um credo em que a doutrina da Trindade era colocada de forma explícita, não deixando outra alternativa aos antinitrinitarianos, senão abandonar sua heresia ou sair do movimento, o que de fato fizeram, todos de uma vez.
O que caracteriza a mão de Deus guiando o povo à verdade é a defesa firme da fé uma vez entregue aos santos, e não o deixar tempo passar esperando que com a morte do doente, morra também a doença. A história da Igreja é marcada por controvérsias teológicas, com o erro teimando em se infiltrar, mas com a verdade sendo defendida bravamente até ao sangue pelos fiéis, e não com tolerância e esperança de que a heresia morra de velhice com o herege. Prova de que isso não funciona é que "uma minoria crescente" dentre os adventistas se esforça para que a IASD retroceda à fé dos pioneiros. O que acontece com uma minoria crescente que continua a crescer?
Comecei esta série de artigos perguntando "Eram os adventistas arianos?", mas nos dois artigos que a este precederam referi-me apenas ao antitrinitarianismo dos pioneiros, o que não é muito coerente com o título da série. Pois a heresia de Ário tem a ver com a pessoa de Cristo, e não diretamente com a Trindade. Mas foi o antitrinitarianimos dos primeiros adventistas que os levou ao arianismo (ou semi-arianismo como preferem os historiadores adventistas), pois uma vez que se nega a Trindade, só resta negar a divindade de Cristo (como os TJ o fazem) ou afirmar que Jesus é o mesmo que o Pai, como os heréticos da Voz da Verdade ensinam.
No presente artigo, vamos centrar nossa atenção no que os fundadores do adventismo sabatista ensinavam sobre a pessoa de Cristo. E nos seguintes abordaremos a questão que envolve Miguel e Jesus e, para terminar a série, a visão que os adventistas tinham do Espírito Santo. Como pretendo textos curtos, não poderei aprofundar as questões tratadas, mas nada impede que uma discussão mais ampla seja feita nos comentários. Isto posto, vamos ao tema de hoje.
A doutrina dos pioneiros adventistas sobre a pessoa de Cristo é bastante variada, mas em todas as suas expressões se enquadram no que historicamente a ortodoxia classifica como heresia. J. N. Andrews faz referência à "velha e absurda doutrina trinitariana na qual diz que Jesus é verdadeiramente o Deus eterno" e D.W.Hull acrescenta que "a inconsistente posição mantida em relação a Trindade, sem dúvida é a causa de muitos outros erros. Errôneos pontos de vista da divindade de Cristo, levam a erros quanto a expiação. Vendo a expiação num quadro arbitrário, (e todos devem acreditar assim, os que acreditam que Jesus é Deus eterno) levam a conclusões arbitrárias a uma ou duas classes de pessoas: Os que creem na predestinação e universalismo". E depois de defender Ário, acrescenta "Aqui encontramos uma pergunta que é frequentemente feita: Você acredita na divindade de Cristo? Inquestionavelmente, a maioria de nós acredita. Mas nós não acreditamos como a igreja M. E. que ensina, que Cristo é verdadeiramente o Deus eterno, e ao mesmo tempo homem...".
E Ellen White? Ele reconhecia a igualdade entre Jesus e Deus. Mas em seus primeiros escritos dizia que essa igualdade foi atribuída num determinado momento. Eis suas palavras: “O grande Criador convocou os exércitos celestiais para, na presença de todos os anjos, conferir honra especial a Seu Filho. O Filho estava assentado no trono com o Pai, e a multidão celestial de santos anjos reunida ao redor. O Pai então fez saber que, por Sua própria decisão, Cristo, Seu Filho, devia ser considerado igual a Ele, assim que em qualquer lugar que estivesse presente Seu Filho, isto valeria pela Sua própria presença. A palavra do Filho devia ser obedecida tão prontamente como a palavra do Pai. Seu Filho foi por Ele investido com autoridade para comandar os exércitos celestiais". Noutra ocasião ela escrevera “Deus é o Pai de Cristo; Cristo é o Filho de Deus. A Cristo foi atribuída uma posição exaltada. Foi feito igual ao Pai. Cristo participa de todos os desígnios de Deus”.
O arianismo dos pioneiros é admitido pela principal publicação adventista, a Adventist Review de 5 de janeiro de 1994: "As doutrinas Adventistas mudam com o passar dos anos no impacto da "verdade presente". Os mais fascinantes são os ensinamentos relativos a Jesus Cristo, nosso Salvador e Senhor. Muitos dos pioneiros, inclusive James White, J. N. Andrews, Urias Smith e Waggoner tinham um entendimento Ariano ou semi-Ariano - isto é, que o Filho a certo ponto do tempo antes de criação do nosso mundo foi gerado pelo Pai. Da mesma forma o entendimento Trinitariano de Deus, agora parte das nossas crenças fundamentais, não era aceita pelos primeiros Adventistas".

Fonte: http://cincosolas.blogspot.com/

6 comentários:

  1. O conteúdo deste post é altamente MENTIROSO no livro " O desejado de todas as nações" na página 671 é visto claramente que Ellen White era defensora da trindade sem nenhum tipo de receio. E também no livro "Evangelismo" nas páginas 613,615,616(" Os Eternos Dignitários da Trindade ") e 617 ("O príncipe da potestade do mal só pode ser mantido em sujeição pelo poder de Deus na terceira pessoa da Trindade, o Espírito Santo. Special Testimonies, Série A, nº 10, pág. 37. ").

    Testem. Ministros e Obreiros Evangélicos Página 392

    Luciano por favor use da verdade para atacar os adventistas.
    Antes de criticar é preciso estudar!

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  2. Visto que vc NÃO LEU A POSTAGEM... fala o que não sabe.

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  3. estude mais um pouco... só uma página em um, blog não é muita coisa, vamos lá, vc consegue.

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  4. Vai se converter a jesus se vc quiser se salvar seu luciano pq jesus veio salvar q se avia se perdido busque a jesus e pare de apontar dedo

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  5. Luciano parabéns excelente estudo, a palavra trindade que se encontra nos livros de Ellen White foram traduzida talvez intencionalmente de uma palavra inglesa GODHEAD que quer dizer DIVINDADE e não trindade.

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