segunda-feira, 11 de junho de 2012

O Louvor no culto: Três perguntas básicas


"Dos elementos do culto, o louvor recebe especial destaque. É como se a Bíblia ordenasse "cantai sem cessar" e "cante quer seja oportuno, quer não". Infelizmente, o problema não é apenas de quantidade, nem só de ênfase, mas principalmente de qualidade. Embora muitos discordem de que os louvores cantados na igreja sofram de uma pobreza espartana, isto se dá porque não pensaram o bastante sob qual prisma os louvores devem ser avaliados. Este texto é um convite à reflexão, a partir de três perguntas básicas.

1. A quem o louvor é dirigido? Todos concordam que louvor é adoração, como o são os demais elementos do culto. E sendo adoração, tem Deus como objeto, uma vez que louvar outro ser é idolatria. Assim, todos os cânticos são oferecidos a Deus, mesmo aqueles que visam edificar a igreja, pois diz a Bíblia "instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus" (Cl 3:16). Acredito também que todos concordam que sendo oferecido a Deus, o nosso louvor deve ser o melhor que podermos oferecer. Não podemos oferecer animais cegos, doentes ou aleijados ao Senhor, esperando que Ele seja menos exigente que um governador."Quando trazeis animal cego para o sacrificardes, não é isso mal? E, quando trazeis o coxo ou o enfermo, não é isso mal? Ora, apresenta-o ao teu governador; acaso, terá ele agrado em ti e te será favorável? —diz o SENHOR dos Exércitos" (Ml 1:8). Somente o nosso melhor é aceitável.

2. Mas quem define o que é melhor em matéria de louvor? Na antiga dispensação, Deus definia como deveria ser o sacrifício oferecido a Ele. "Quando alguém oferecer sacrifício pacífico ao SENHOR, quer em cumprimento de voto ou como oferta voluntária, do gado ou do rebanho, o animal deve ser sem defeito para ser aceitável; nele, não haverá defeito nenhum" (Lv 22:21). Na Nova aliança, o sacrifício de animais foi substituído pelo perfeito sacrifício de Jesus, porém ainda é ordenado aos crentes "que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional" (Rm 12:1). Como uma oferta a Deus, nosso louvor deve ser "como aroma suave, como sacrifício aceitável e aprazível a Deus"(Fp 4:18). O Senhor nosso Deus é que decide o louvor que Lhe é agradável.

3. Como podemos saber qual é o louvor que agrada a Deus? Deus não nos abandonou à sorte, para descobrirmos por tentativa e erro, que tipo de louvor lhe é agradável. Temos na Sua Palavra, instruções claras e exemplos práticos de como deve ser o cântico que entoamos no culto. Basta-nos salientar neste artigo o seguinte ponto: a quem o louvor que cantamos exalta, a Deus ou ao homem? "Eu sou o SENHOR, este é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a outrem"(Is 42:8) é a reivindicação de Jeová. "Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua misericórdia e da tua fidelidade" (Sl 115:1) deve ser nossa resposta. Acima de qualquer qualidade técnica ou melódica, nosso louvor deve refletir esse princípio.

É possível, triste mas possível, que você acredite que apesar do que a Bíblia diz, você pode cantar louvores que sejam clara ou sutilmente anti-bíblicos. Talvez você pense que seus gostos musicais vem antes da glória de Deus ou quem sabe Deus prefira o seu prazer ao dEle. Se este for o caso, permita-se ouvir o que Deus diz através de Isaías: "Parem de trazer ofertas inúteis! O incenso de vocês é repugnante para mim. Luas novas, sábados e reuniões! Não consigo suportar suas assembléias cheias de iniqüidade. Suas festas da lua nova e suas festas fixas, eu as odeio. Tornaram-se um fardo para mim; não as suporto mais!" (Is 1:13-14, NVI)




quarta-feira, 6 de junho de 2012

O Espiritismo "é racional"? (Rev. Júlio Andrade Ferreira)


"Quanto à doutrina espírita basear-se num conjunto de idéias muito bem sistematizado, sendo, portanto, passível de aceitação racional, precisa de uma resposta. O espiritismo procura firmar-se em três pilares principais: a comunicação com os mortos, a reencarnação e a salvação pela prática das boas obras.

 
Todos esses pilares do espiritismo são condenados pela Palavra de Deus. Sobre a comunicação com os mortos, veja Deuteronômio 18.11, 12 e Isaías 8.19, 20. A crença na salvação pela prática das boas obras é amplamente refutada nas Escrituras. Basta ler Efésios 2.8, 9; 2 Timóteo 1.9 e Tito 3.5-7. Agora, abraçar a tais doutrinas do espiritismo, claramente condenadas pela Palavra de Deus, é algo racional?


Mas, há outras questões intrigantes no espiritismo. Um delas é o ensino de Allan Kardec de que outros planetas são habitados: “De todos os globos que constituem o nosso sistema planetário, segundo os Espíritos, a terra é daqueles cujos habitantes são menos adiantados, física e moralmente; Marte lhe seria ainda inferior, e Júpiter, muito superior, em todos os sentidos...


Muitos Espíritos que animaram pessoas conhecidas na Terra disseram estar reencarnados em Júpiter” (O Livro dos Espíritos, capítulo IV, 188, nota 1). Os espíritos também ensinaram a Kardec que o planeta Marte não tem qualquer satélite, que Saturno só tem um anel formado pelo mesmo material do planeta, e que algumas estrelas como Sírio são milhares de vezes maiores do que o sol (A Gênese, capítulo VI, 27). 


Ao contrário do que os espíritos ensinaram a Kardec, a ciência já descobriu que Marte possui dois satélites, que o anel de Saturno não é formado da mesma matéria do planeta e que Sírio tem um tamanho entre 13 a 15 vezes maior do que o sol. Tudo isso é racional? É lógico que não. Trata-se, então, de espíritos mentirosos.


Diante das informações mencionadas acima, pode-se confiar nos espíritos que influenciaram e revelaram as doutrinas espíritas a Allan Kardec? A resposta lógica e racional é não. Se os espíritos por trás de Allan Kardec não são confiáveis quando tratam das coisas deste mundo, muito menos o serão ao tratar de coisas espirituais, coisas relacionadas com a salvação da alma e com a vida eterna. 


Os espíritos também ensinaram Allan Kardec e outros expoentes do espiritismo como Léon Denis, a atacar a Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus. Kardec declarou: “A Bíblia contém evidentemente narrativas que a razão, desenvolvida pela ciência, não poderia aceitar hoje em dia” (A Gênese, IV, 6).


Léon Denis afirmou: “Daí segue que não poderia a Bíblia ser considerada ‘a palavra de Deus’ nem uma revelação sobrenatural. O que se deve nela ver é uma compilação de narrativas históricas e legendárias, de ensinamentos sublimes, de par com pormenores às vezes triviais”. 


Ora, usar a Bíblia para formular doutrinas e atacá-la ao mesmo tempo é racional? Trata-se, no mínimo, de uma contradição. Seria como namorar uma jovem, desejar casar-se com ela e difamá-la ao mesmo tempo. 


Léon Denis   
    

Quanto à salvação em Cristo, Léon Denis afirma: “Não; a missão do Cristo não era resgatar com o seu sangue os crimes da humanidade. O sangue, mesmo de um Deus, não seria capaz de resgatar ninguém. Cada qual deve resgatar-se a si mesmo, resgatar-se da ignorância e do mal. Nada de exterior a nós poderia fazê-lo.

É o que os Espíritos, aos milhares, afirmam em todos os pontos do mundo”. [5] Basta comparar essa declaração de Léon Denis com Atos 20.28 para se constatar o engano do espiritismo: “Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo os colocou como bispos, para pastorearem a igreja de Deus, que ele comprou com o seu próprio sangue”. Há muitos textos na Bíblia que demonstram os equívocos de Léon Denis (veja Efésios 4.13, 15 e Hebreus 9.11-15).  Insistir com Léon Denis é racional? É óbvio que não.
Como pode alguém afirmar que a doutrina espírita se baseia num conjunto de idéias muito bem sistematizado, sendo, portanto, passível de aceitação racional, pois quando Allan Kardec codificou a doutrina espírita, deu-lhe um revestimento científico?


Como afirmar que o espiritismo se vale de uma roupagem racional no mundo moderno se as suas doutrinas são condenadas pela Palavra de Deus? E por que as pessoas não conseguem perceber isso? A resposta pode ser encontrada em 2 Coríntios 4.4: “O deus desta era cegou o entendimento dos descrentes, para que não vejam a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus”. O testemunho das Escrituras Sagradas permanece, afirmando que só Jesus Cristo pode salvar do pecado e da morte eterna (João 14.6 e Atos 4.12)."


Autor: Rev. Júlio Andrade Ferreira


quarta-feira, 30 de maio de 2012

Evangelizando com As Cinco Doutrinas da Graça...


1º) Olá Lutero, a Bíblia afirma, e temos experiência própria, que somos pecadores, isso significa uma... Depravação Total (ou Incapacidade Total): Tem haver com a abrangência total do pecado no ser do homem. Deixando-nos incapazes de qualquer bem espiritual que nos capacite mover-nos em direção a Deus corretamente para sermos salvos. Não significa que por causa da influência recebida da família, sociedade, educação, etc. não tenhamos nenhum interesse em Deus (veja Rm 1.19; Tt 1.16). Não significa que todos os homens seriam maus quanto poderiam, porém, explica o porquê muitos são tão maus.




2º) Sabe o que Deus decidiu diante dessa situação? ELE mesmo escolheu, ou seja, é uma Eleição Incondicional: Isso diz respeito ao livre e soberano ato de Deus escolher quem quer que Ele deseje escolher. A razão de Deus escolher vários pecadores perdidos está Nele. Não tendo nada em nós que possa fazer com que Deus se sinta atraído, mas unicamente sua graça e misericórdia em Cristo Jesus (veja Ef 1.4,5,6). Não significa que Deus foi parcial pois, ele escolheu pecadores iguais sob a mesma condição. Os homens não eleitos são deixados no estado de pecado que eles mesmos têm anseio e necessidade de viverem assim.




3º) E Lutero, sabe como Deus efetua isso nós? Expressando sua Graça Irresistível (ou vocação eficaz): Todos os eleitos, e os não eleitos, são convidados a ouvirem o evangelho. O convite é aberto a todo aquele que crê. Mas apenas os eleitos o aceitarão honestamente (Mt 7.21). Para eles, em algum momento da vida (somente Deus o sabe), o convite do Evangelho se torna irresistível e eles se renderão, mais cedo ou mais tarde, aos pés do Senhor Jesus sob a poderosa influência do Espírito Santo, revivificando os que estão mortos para ouvirem o Evangelho no coração (veja At 13.48; 16.14). Não significa que o eleito aceitará a mensagem do Evangelho na primeira vez que ouvi-la (veja At 7.59,60;8.1 compare com At 8.4,5,15; Gl 1.15). Nem que o não eleito jamais se interessará pelas bênçãos Evangelho ( Mt 13.18-23).




4º) A única maneira de salvar os perdidos eleitos é com a Expiação Definitiva, ou Limitada: Cristo não morreu sem saber quem iria crer nele. Ele morreu para garantir a salvação dos que iriam crer, ou seja, dos eleitos. Cristo não morreu para garantir ‘vagas’. Ele contemplou pessoas, todos os que fariam parte da Igreja invisível (veja Rm 8.28-30; Gl 1.15 compare com 2.20). Isto não significa que sempre que os termos ‘mundo’,‘todo’ e/ou ‘todos’ apareceriam na Bíblia, precisariam serem identificados como eleitos (veja Jo 3.16-18; Rm 5.8,17,18; II Co 5.14,15).




5º) Então ele assegura isso ao realizar efetuar Preservação dos eleitos, ou Perseverança dos santos: Quando uma pessoa é verdadeiramente salva, justificada, regenerada, ela jamais cairá desse estado permanentemente (veja Jo 6.37; 10.27-29; Fp 1.6; II Ts 3.3; II Tm 1.12; Jd 24). Não significa que ela se entregará ao pecado por causa dessa garantia, aliás, essa atitude talvez seja indício de que ela ainda não nasceu de novo (Rm 8.5). Não significa que Deus não a estimule nem a ordene a viver em perseverança (I Ts 4.7,8; Hb 10.23, 26, 36-39).




Conclusão: Lutero, a Bíblia diz que se você render-se ao Senhorio de Cristo, externamente e internamente, e crer que Ele ressuscitou dentre os mortos, você será salvo (Rm 10.9-13). Não deixe de se confrontar com isso. Se entregue ao Senhor Jesus,continue conhecendo ele por buscá-lo, por meio da Bíblia e da oração.



segunda-feira, 28 de maio de 2012

Prova de que os Líderes das Testemunhas de Jeová “usaram material apóstata”


A maioria das pessoas não sabem que as Testemunhas de Jeová são proibidas de lerem qualquer livro, site, etc. de cunho crítico e “apóstata”. Sob a ameaça á de expulsão, que no caso delas é o total ostracismo, devem queimar ou jogar no lixo os materiais que recebem:

"Seria muitíssimo perigoso raciocinar que ler tal matéria não o afetará. (1 Cor. 10:12) Nutrir a mente com raciocínios apóstatas pode fazê-lo cair vítima de sérias perguntas ou dúvidas. (Tia. 1:15) Não conclua que tem de ler um livro ou um panfleto cheio de calúnias e de meias-verdades para poder refutar falsas afirmações e ensinos de opositores. Tampouco fique tentado pela curiosidade. Lembre-se dos conselhos que Jeová provou em sua Palavra em Romanos 16:17, 18; 1 Coríntios 5:11 e 2 João 9, 10. Se por curiosidade lesse a literatura apóstata, seria como se convidasse um inimigo da verdadeira adoração à sua casa — um desassociado ou dissociado — para se sentar consigo e expor suas idéias apóstatas. Há apenas um lugar apropriado para tal tipo de matéria — jogue-a fora, no lixo!" - Fonte: Nosso Ministério do Reino 1/87, página 2.
No entanto, o Corpo Governante não "leva" isso a sério, ou seja, eles proíbem os seus seguidores terem tais livros, mas eles mesmos fazem uso dos mesmos ou de casos que se assemelham ao que proíbem. Dois pesos, duas medidas...

Se quiser saber como, e ter provas, leia nesse link AQUI, do site IndiceTJ.

(O texto é de minha autoria com a preciosa ajuda do autor do site.)

terça-feira, 22 de maio de 2012

‘Os TITÃS Adventistas’: Na mira da verdade!


Um adventista comentou aqui no MCA, que teria um programa Adventista que entrevistaria alguns apologistas adventistas de peso, e queria saber se o MCA seria capaz de criticá-los.

Encontrei tempo e assisti três partes do tal programa (AQUI). E quero fazer agora minhas observações, mas antes quero destacar um fato interessante. Um dos apresentadores do programa Na Mira da Verdade, o coadjuvante do Leandro Quadros, o Sr Tito, chamou os convidados de ‘TITÃS’ (uma alusão aos grandes heróis da mitologia grega AQUI). Os Titãs são: Leandro Quadros, Luis Gonçalves, Rodrigo Silva [esse é bom], Ivan Daraiva, Arilton Oliveira e Kléber Gonçalves.

A formação acadêmica de cada um foi destacada pela apresentadora do programa “Todos na Mira da Verdade”. Pois bem, se são Titãs, eu não sei, mas dois assuntos que trataram chamaram-me a atenção... e eu gostaria de entrar nessa brincadeira... quem sabe um ‘Aquiles’ deixou o tornozelo para fora...

1) Somente os adventistas serão salvos?: Quando essa pergunta foi feita, o indagador apresentou o texto de Rm 9.27 onde nos afirma que o ‘remanescente é que será salvo’. Associando a nomenclatura ao que é a Igreja Adventista, a igreja remanescente (para eles, é obvio), surgiu a questão: Apenas os adventistas serão salvos? O Titã mitológico, ‘Quadros’, apresentou a resposta ao ressaltar ‘que o manual da igreja adventista não ensina que apenas os adventistas serão salvos’.

O sentido é propositalmente dúbio. Obviamente o exclusivismo soteriologico é omitido quando os adventistas do markenting da ‘boa vizinhança’, destacam que ‘existem muitos servos filhos de Deus em todas as denominações’. Até dizem que a ‘Irmã White diz que muitos que guardam o domingo serão salvos’!

Não sei se devo acreditar no Titã, mas preciso dizer que isso é uma tapeação barata daquilo que se propõem ser a Igreja Adventista.

É obvio que esses não adventistas que serão salvos, segundo eles, são aqueles que não entenderam a mensagem adventista, nem a ouviram. Mas os que entendem plenamente a mensagem adventista e não se afilia ao uma Igreja Adventista, está na Babilônia (Ap 18.4), sem chances de salvação, caso o tempo da aflição chegue.

E isso é tanto verdade que o outro Titã,  foi um pouco mais incisivo dizendo que ‘as ovelhas que não estão no aprisco, ouvirão a voz e virão para ser um só rebanho’. Esse comentário está em harmonia com o que o Nisto Cremos na página 199 diz:

“... Deus conduz Seu povo da Igreja invisível para uma união com Sua Igreja visível. “Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a Mim Me convém conduzi-las; elas ouvirão a Minha voz; então haveráum rebanho e um Pastor” (João 10:16). É somente na Igreja visível que eles poderão experimentar plenamente as verdades de Deus, Seu amor e companheirismo, já que Ele concedeu à Igreja visível os dons espirituais que edificam seus membros coletiva e individualmente (Efés. 4:4-16). Após a conversão de Paulo, Deus o colocou em contato com a Igreja visível e então lhe indicou a missão que deveria desempenhar em favor da Igreja (Atos 9:10-22). Da mesma forma pretende Ele hoje conduzir Seu povo para a Igreja visível, caracterizada pela lealdade aos mandamentos de Deus e pela posse da fé de Jesus,de modo que todos possam participar no término de Sua missão sobre a Terra (Apoc. 14:12; 18:4; Mat. 24:14; veja o capítulo 12 deste livro).

O capítulo 12 do livro ensina sobre ‘O remanescente e sua missão’.


E a Crença Fundamental 13 diz:

“A Igreja universal se compõe de todos os que verdadeiramente crêem em Cristo; mas, nos últimos dias, um tempo de ampla apostasia, um remanescente tem sido chamado para fora, a fim de guardar os mandamentos de Deus e a fé de Jesus. Este remanescente anuncia a chegada da hora do Juízo, proclama a salvação por meio de Cristo e prediz a aproximação de Seu segundo advento. Essa proclamação é simbolizada pelos três anjos de Apocalipse 14; coincide com a obra de julgamento no Céu e resulta numa obra de arrependimento e reforma na Terra. Todo crente é convidado a ter uma parte pessoal neste testemunho mundial.”

E quem é esse remanescente fiel? É A igreja adventista a remanescente por apenas guardar o sábado? NÃO!!! A Crença Fundamental número 18 diz:

“Um dos dons do Espírito Santo é a profecia. Este dom é uma característica da Igreja remanescente e foi manifestado no ministério de Ellen G. White. Como a mensageira do Senhor, seus escritos são uma contínua e autorizada fonte de verdade e proporcionam conforto, orientação, instrução e correção à Igreja. (Joel 2:28 e 29; Atos 2:14-21; Heb. 1:1-3; Apoc. 12-17; 19:10).”

Quando a apresentadora perguntou ‘que história é essa de que apenas os adventistas serão salvos’, como que se fosse uma acusação falsa, poderíamos esperar dos “Titãs” uma defesa mais contundente do que dizer que ‘existem entre os católicos e pentecostais os que serão salvos’... poderiam dizer: ‘Muitos deles serão salvos pois muitos serão adventistas!’

2) ‘A profecia das setentas semanas faz parte de uma profecia maior’: Embora o tema tratou de diversos assuntos, eu vi como os “Titãs” estão bem condicionados ao ‘Espírito de Profecia’ (ainda que sejam inteligentes... mas inteligência não é sinal de Sabedoria Divina, AQUI). Um dos “Titãs” disse que ‘as setenta semanas fazem parte de uma profecia maior, a de Daniel 8.14’.Vamos fazer uma simples leitura dos textos de Daniel, para encontrar se existe mesmo nos 2300 dias as Setenta Semanas . (Na observação abaixo existe outros apontamentos).

A) O início dos períodos: Se você ler Dn 8.8 ao 12 perceberá que o chifre que causa assolação saiu do bode que segundo o profeta inspirado por Deus, era o império Grego, mais especificamente o grande Alexandre: “... o bode peludo é o rei da Grécia...” (Dn 8.21). A história confirma o início do período grego por volta de 330 a. C. O chifre assolador surgiu c. 165, ou seja, Antíoco Epifânio. Comparando com o início das Setenta Semanas, que segundo Dn 9.25 começaria com a ‘saída da palavra para reconstruir Jerusalém’. Essa ordem se deu por volta do ano 445. (Outros defendem c. 455/7, etc.).

Portanto, os 2300 dias estão dentro das Setenta Semanas!

B) O santo dos santos: Outra evidência (poderiam aparecer outras!) é que segundo a IASD, no fim dos 2300 dias-anos, em 1844, Jesus entraria no ‘santuário celestial’, para dar continuidade ao seu trabalho iniciando a segunda fase do seu julgamento. Por isso existe a doutrina do Juízo Investigativo. Mas no fim das setenta semanas, aconteceria o que acaba sendo um descompasso com essa interpretação, impedindo a afirmação que as setentas semanas fazem parte dos 2300 dias, visto o que se fez no fim deste período (70 semanas) esperava-se acontecer no outro (2.300 dias-anos). Leia Dn 9.24: "Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo."

De maneira simples, os 2300 dias fazem parte das Setenta Semanas e não ao contrário, como querem os Titãs (Veja Nisto Cremos p. 422). Obvio, que o malabarismo com texto bíblicos entra em cena para solucionar, ou melhor, torcer, a evidência (II Pe 3.16).

Um dos Titãs (O MELHOR!) disse que não aceita a interpratação dispensacionalista sobre as Setenta Semanas pois um dos seus 'inventores marcou a volta de Cristo' (Veja aos quatro minutos do segunto vídeo AQUI). Se ele fosse coerente com isso, o que diria de Ellen White e de 1844 !?!?!?

Por enquanto, eu não me impressionei com os Titãs humanos, nem sei se acontecerá... ainda acho que é um mito ou ainda uma ‘história em quadrinhos’.
(Obs: Eu já comentei sobre ‘inversão do tempo dominante’ em uma postagem aqui no MCA e irei reproduzir: “Outro modo adventista de interpretar o número indicado nesse versículo [Dn 8.14] é o bem usado dia-ano para um período profético. Tem-se dito que Ezequiel 4:7 é a base de computar um dia por um ano. Ellen White no livro indica isso como descoberta independente de Miller (O Grande Conflito,1975, p.323). No entanto, isso não é verdade como já foi provado. Mesmo antes do início do século 19 encontra-se ainda essa prática. Em 1796 por George Bell em Londres, no século 12 pelo abade católico Joaquim de Flora, bem como no século 9 por rabinos judaicos. Não se pode negar que a influência desses tenha invadido as aspirações, interpretações e sonhos de Miller. Provavelmente, John Aquila é o pai dos cálculos Adventistas (Crise de Consciência, 2002, p.180,181). Além de Ezequiel 4.7, Ellen White indica Números 14. 34 que trata mais de uma maldição do que períodos proféticos. Concentrando atentamente em Ezequiel, não é dito que essa é uma ‘regra’ e sim que naquele caso, um dia seria, ou representaria, um ano. Não se deve negar, porém, a possibilidade de que em outros casos não se aplica essa regra. Mas por si só, Ezequiel 4:7, não garante que os 2300 dias de Daniel 8.14 sejam anos, ou que devam ser assim interpretados. Piorando ainda mais a interpretação de Ellen White e dos Adventistas atuais, essa passagem demarca, com certa medida de precisão, que os 2300 dias eram dias literais, pois a expressão ‘tardes e manhãs’ tem a intenção de dizer o que? Outro indício que aponta para a conclusão de que se tratava de dias literais de 24 horas é que os sacrifícios eram feitos diariamente e os sacrifícios são parte integrante desse período. Algo que pode contribuir para provar que se trata de dias literais é que um anjo afirma no versículo 26: “A visão da tarde e manhã, que foi dita, é verdadeira: tu, porém, preserva a visão, porque se refere a dias mui distantes.” Observe que o anjo disse se refere 'a dias'. A corrente adventista guardadora do sábado afirma que a expressão ‘tarde e manhã’ em Gênesis confirma que os dias criativos eram dias de 24 horas, mas agora em Daniel 8.14 isso não serve. Por quê? Segundo eles, em Daniel são dias proféticos e em Gênesis não. Uma pergunta pertinente: Dias profetizados são necessariamente dias proféticos? Como os adventistas conseguem diluir essas dificuldades? Ellen White fez com que o período das 70 semanas de Daniel 9 seja misturado com os 2300 dias, como se fossem ligados necessariamente, perfazendo um montante de números proféticos, nos quais as 70 semanas, seriam partes desses 2300 anos. Inclusive é com a declaração de Daniel 9.25 que eles começam a contagem dos 2300 anos, dito por eles, como sendo a profecia de Daniel 8.14. Ellen White faz essa mistura no livro: “Setenta semanas, representando 490 anos[...] devem ser portanto parte dos 2300 dias[...] Declara o anjo datarem as setentas semanas da saída da ordem para restaurar e edificar Jerusalém. Se se pudesse encontrar a data desta ordem, estaria estabelecido o ponto de partida do grande período dos 2300 dias (O Grande Conflito,1975, p.325). Assim Ellen White faz do período menor de 2300 dias, o maior, e do período dominante, as 70 semanas, o período dominado. Com essa inversão, os leitores fieis dela, alimentam a ideia que os 2300 dias devem ser 2300 anos.” [Para os se interessarem por um estudo extenso sobre 1844, veja a série “A igreja Adventista é uma seita?”, em sete partes aqui no MCA]).




sexta-feira, 18 de maio de 2012

O uso do véu... mais uma vez.

Não existe povo evangélico mais exclusivista do que os membros da CCB [Depois destes apenas os Batistas Fundamentalistas]. Esse exclusivismo tem arrastado essa denominação para a classe de ‘grupo controvertido’ e/ou ‘seita’. Entre os assuntos mais explorados deles é I Co 11. 1-16 rendendo-lhes o apelido de ‘Igreja do Véu’. Mas outros também poderiam ser citados como ‘Igreja do Beijo’, ‘Igreja do Joelho’, ‘Igreja’ do anti-pastor, anti-dízimo, etc, etc.

No entanto, precisamos reconhecer que o assunto do Véu não é apenas uma bandeira deles. Esse assunto ocupa uma parte da Escritura Sagrada de maneira significativa e com uma explicação razoável para reconhecermos que a prática da CCB neste assunto não é errada em si mesmo. Eu tenho dito que esse é o único ponto que a CCB tem razão em praticar, mas não em contrapor com os cristãos protestantes por causa de sugestões viáveis de interpretações.

A esposa de R. C. Sproul usa o véu na igreja, e ele entende que esse é um mandamento litúrgico transcultural.

Mas gostaria de compartilhar algo desse assunto que creio ser interessante para o tema.

Em resumo, alguns dizem, que as prostitutas e as adúlteras da cidade portuária de Corinto, tinham a prática de ter os cabelos curtos ou rapados, isso as identificava para tais serviços imorais. As mulheres de bem cobriam a cabeça e tinham cabelos longos, diferenciando-as.

1º) I Co 10.32,33: Estava ocorrendo em Corinto problemas de comportamento culturais, morais e teológicos que eram perceptíveis. Neste texto percebemos que Paulo também estava preocupado com a fama que a Igreja poderia ter na sociedade em Corinto, tornando-se um ‘tropeço’ para eles. Ao tratar do Véu, não podemos deixar de perceber que ele tinha algo cultural em mira. Não existe uma indicação patente na explicação de Paulo do costume do uso do véu em Corinto. Com essa omissão, a CCB, e outros cristãos tem sugerido que trata-se de um mandamento para a Igreja Cristã em todos lugares e em todas as épocas. A isso devemos declinar diante da força da argumentação. Mas, além do texto já citado quero indicar três em I Co 11 que podem revelar, a intenção cultural do assunto.

2º) I Co 11.3: “Quero, entretanto, que saibais ser Cristo o cabeça de todo homem, e o homem, o cabeça da mulher, e Deus, o cabeça de Cristo.”

O peso da argumentação é o que ele quer ensinar com isto. ‘Entre tantos assuntos’ poderia se o raciocínio de Paulo, ‘o importante é saber que Cristo é...!’ Os meios que levam a isso podem ser culturais, teológicos (?) ou não, mas tudo deve levar a esse fim supremo. O que devemos saber sobre Deus! O véu ensina isto entre vocês, diz Paulo, não há problema em usá-lo. Afinal esta prática demonstra o que Deus quer que saibamos.

3º) I Co 11.13: “... julgai entre vós mesmos...” Pelo visto, o que ele disse, bem como uma reflexão sóbria do assunto, levaria uma resposta, positiva ou negativa, a essa pergunta. Estaria Paulo deixando um terreno teológico para um cultural? Ou estaria ele apenas estimulando um raciocínio com base (na cultura?) na argumentação teológica proposta por ele anteriormente? Ainda que tenha algum fator contextual é impossível escapar da conclusão que, pelo menos para eles, a questão do véu e/ou cabelo, era muito séria.

4º) “Não diz a própria natureza...?”: Aqui entendo que está o cerne de toda questão (Gordon Clark, ao contrário, entende que o verso 16 resolve quase tudo). A ‘natureza’ a que ele se refere não é a concepção universal da questão. Antes, deve ser, a natureza ou concepção que os corintos tinham do assunto. As razões são bíblicas:

A) O Nazireu tinha cabelo cumprido, embora fosse homem.

B) Quando o voto terminava, rapava-se a cabeça. Se a mulher fosse a ‘votante’, ela ficaria com a cabeça rapada!

Isso posto, torna claro que ‘a natureza’ de 1 Co 11 não é a concepção universal do assunto, nem o que Deus considera sobre o assunto.

Por causa disso, entendo, que temos neste texto (V. 14) a explicação viável para a justificativa de não exigir o uso do véu na igreja. (Sei que com isso, não posso argumentar de maneira alguma que um homem não possa ter o cabelo cumprido.)

Veja a opinião do respeitado Gordon Clark: AQUI.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Em resumo, o que é o inferno?

R: Pode-se definir inferno como o lugar de punição consciente e eterna para os ímpios
Nas grandes religiões (Hinduísmo, Islamismo e Budismo) ou cultura, encontram-se versões de inferno.
Os que negam o inferno negam, não por ser irracional, mas por ser extremamente desagradável.
Vamos ver cinco proposições que falam do inferno e depois duas dificuldades:

QUE É O INFERNO?


I) UM LUGAR REAL CRIADO POR DEUS

a) Ideias errada sobre o inferno:
Que é uma metáfora para demonstrar a infelicidade dessa vida;
Jean-Paul Satre disse: “Nada de enxofre ou grelha. O inferno são os outros”. Para ele é a crueldade com os nossos semelhantes;
As pessoas dizem: “Passei por um verdadeiro inferno”. Experiências ruins como sendo inferno;
O inferno é visto como o lado escuro e sombrio da vida, a tristeza e o sofrimento pelo qual o povo passa.

b) Ideias certas sobre o inferno:
É um lugar real;
Não é uma metáfora;
Não é uma descrição de problemas pessoais;
Não é um estado mental;
É um lugar com dimensões espaciais (O rico e o Lázaro)
Deus foi quem criou o inferno, porque foi ele quem criou todas as coisas (Ap.4:11);
Deus o trouxe a existência; foi Sua ordem que preparou o fogo (Mt.25:41).

II) PENAS ETERNAS, TERRRÍVEIS E JUSTAS

O inferno é um lugar de punição.
Podemos identificar três tipos de punição:

A punição corretiva que visa fazer da pessoa uma pessoa melhor (sistema prisional);
A punição preventiva que visa impedir a pessoa de fazer algo errado (pais e filhos);

Essas duas a sociedade atual está disposta a aceitar e até mesmo a usar em determinados casos.

A punição retributiva que é uma punição infligida simplesmente como recompensa pelo mal praticado, por ser justo que os malfeitores sofram, punição que assinala a aversão pelo erro e o compromisso com o que é certo.

É considerada bárbara e imoral;
Não parece coisa de pessoas civilizadas;
É perturbadora;
É assustadora.

Talvez o desejo em seus corações seja que uma vez abolindo esse tipo de punição de nossas mentes, Deus também irá abolir.

O inferno não visa corrigir e nem prevenir as pessoas. Somente puni-las por seus pecados. Cada um segundo as suas obras, uns mais e outros menos (Lc.12:47,48; Mt.11:21-24).

A pena é maior para aqueles que nasceram em lar cristão e não assumem um compromisso real com Cristo.

A Bíblia não nos diz como será essa pena, mas a fato é que será justa.

O inferno é um lugar terrível: pranto e ranger de dentes (Mt.8:12); verme não morre e fogo não se apaga (Mc.9:44).

Quem estiver no inferno sofrerá:

Ap. 14:10,11 […] beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro.  11 A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, […]


A punição é eterna, o fogo é eterno (2Ts.1:9; Mt.25:41,46; Jd.6,13);

A comparação é simples: assim como as alegrias do céu são eternas, os sofrimentos e tristezas do inferno serão eternas.



III) O INFERNO FOI FEITO PARA O DIABO, SEUS ANJOS E OS NÃO SALVOS.


O diabo estará no inferno (Ap.20:10);
Seus anjos também (Mt.25:41);
Para os não salvos (Ap.21:8; 2Ts1:7,8)

Ap. 21:8 [...] aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.


Essas pessoas são as declaradamente ímpias

2 Ts 1:7-8 […] quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder,  8 em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus.


Essas pessoas são consideradas pessoas “boas”, “íntegras”, “decentes”, mas que não creram em Cristo ou obedeceram os seus mandamentos.


Não podemos esquecer: Só são livres do inferno aqueles que creem em Cristo.

Jo 5:24:  Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.




IV) O DESTINO IRREVOGÁVEL DE QUEM MORRE INCRÉDULO


Na volta de Cristo, os corpos serão ressuscitados e as almas se unirão a eles novamente, mas as almas já estavam no céu ou no inferno; (Fp.1:23; Lc.23:43)
O rico e o Lázaro nos mostram que o corpo do rico está na sepultura, mas sua alma está agonizando no inferno. Ele está consciente de tudo que está acontecendo.

2 Pe 2:9,10  […] o Senhor sabe livrar da provação os piedosos e reservar, sob castigo, os injustos para o Dia de Juízo,  10 especialmente aqueles que, seguindo a carne, andam em imundas paixões e menosprezam qualquer governo. Atrevidos, arrogantes, não temem difamar autoridades superiores,


Não há uma segunda chance;
Não há esperança futura para os que estão no inferno;
Não adiante orar pelos mortos, eles estão longe do alcance de nossas orações;
Nem mesmo Deus os ajudará.

É por isso que o Evangelho é tão urgente.

V) O INFERNO É GOVERNADO POR DEUS E EXISTE PARA A SUA GLÓRIA



O inferno é governado por Deus;
Só Ele pode mandar para o inferno (Lc.12:5);
Ele mesmo preparou o inferno (Mt.25:41);
Ele está presente no inferno em ira e juízo (Ap.14:10);
O inferno não é governado pelo diabo. Ele é atormentado como todos os outros que estão lá;
O inferno existe para a Glória de Deus.


Entendendo tudo isso, não temos porque não falar do inferno.

Um dia chegará o grande Dia e o julgamento acontecerá a todos:

Ap. 11:17-18  […] Graças te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso, que és e que eras, porque assumiste o teu grande poder e passaste a reinar.  18 Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra.

DUAS DIFICULDADES:

I) O INFERNO É DESPROPORCIONALMENTE SEVERO?


a) Acaso os sofrimentos do inferno, tanto em sua duração quanto em sua severidade, não são desproporcionais as ofensas? 
Não temos condições de avaliar o grau de ofensa de um pecado;
Não podemos avaliar o quão terrível é para Deus um ato de desobediência;
Não sabemos quanta culpa existe nessa desobediência;
Ex: aborto – homossexualismo - cigarro
Ex: verme – gato e criança, cortados.
Ex: pecado – Deus, muito mais grave.

b) Será justo que os seres humanos sejam punidos por seus pecados tão terrivelmente e para todo sempre?
A argumentação é que o pecado não levou mais que horas, dias ou anos e porque a punição deve ser eterna?

A lógica é falha;
Ex: matar alguém, alguns segundos – fraudar por dez anos.
A punição é eterna porque a falta foi contra um Deus que é eterno.
Além do mais quem está no inferno, continua desagradando a Deus e pecando contra Ele eternamente.

II) MAS DEUS É AMOR. NÃO SERIA O INFERNO CONTRÁRIO AO CARÁCTER DE DEUS?

Mq.7:18 diz que Deus “ [...] tem prazer na misericórdia.”.

Como Ele pode suportara ver algumas de suas criaturas indo para o inferno?

Deus também disse em Rm. 9:15  "Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão.”


Deus é de fato amor, mas também é justiça e santidade;
Por isso Ele não se relaciona com o pecado;
Deus odeia o pecado;
Ex: pessoa que por ser amiga tira o criminoso da cadeia.
Que tipo de Deus trataria o bem e o mal da mesma forma?
Deus é santo em Seu amor e Sua bondade não é ameaçada pela Sua justiça.
Se Deus fosse obrigado a perdoar a todo mundo, a salvação seria obrigatória e um direito de todos e Jo. 3:16, não faria sentido nenhum.
A cruz é a maior prova de amor que Deus poderia dar aos homens.
À luz da cruz, quem pode dizer que Deus não ama?

(Autor: Cristiano Mello)