sábado, 17 de maio de 2014

O Sábado entre os Adventistas – uma compreensão bíblica ou misticismo de Ellen White?

A guarda do sábado pelos servos de Deus no Antigo Testamento foi pressuposta no Éden, e dada por Deus por intermédio de Moisés. Esse dia foi substituído pelo Dia do Senhor no Novo Concerto, com algumas mudanças. Ou seja, o princípio moral do 4º mandamento continuou em sua formatação neotestamentária no dia que que Jesus ressuscitou, isto é, no domingo. Obviamente isso não foi de forma abrupta. A medida que a Igreja amadureceu, ficou claro que o sábado era sombra (Cl 2.16) e o primeiro dia foi objeto instrumental de culto (At 20.7).

Alguns cristãos no passado questionaram a validade desse argumento, entre eles os valdenses, e no presente os irmãos batistas do sétimo dia. Na atualidade, os dispensacionalistas rejeitam o pressuposto da continuidade.

Mas isso não foi apenas levantado por cristãos, os hereges também. Alguns adventistas do grupo desiludido de 1844, acabou aceitando o argumento de que a guarda do sétimo dia era vigente para a era cristã. Até aqui, em partes, tudo bem. Um dos vários líderes antitrinitaristas do grupo, J. Bates, leu os argumentos dos batistas do sétimo dia (e cá entre nós, o cara já estava na lama espiritual, qualquer argumento que fosse apresentado, que de alguma maneira deixasse distante da maioria das Igrejas Cristãs, esse herege aceitaria rapidamente, bem como seus comparsas).

Foi entre esses desapontados mas ainda crentes adventistas que Edson e Crosier (com sua luz sobre o santuário), Ellen Harmon (com sua luz sobre o santuário e o espírito de profecia) e Bates (com sua luz sobre o sábado) exerceram seus esforços.” (C. M. Maxwell. História do Adventismo, p. 89.)

Então, dizem os adventistas que foi o exame da Escritura que levou a Igreja Adventista lá em 1846, começar a guardar o sábado, não com exatidão horária, mas foi nessa investigação bíblica que isso veio a ser a principal doutrina proselitista adventista. Outro ariano, J. N. Andrews, teve a responsabilidade de acertar o ponteiro do relógio sabático entre os adventistas para o pôr do sol. Tanto que a profetisa disse que a inclusão do nome “sétimo dia” era uma denúncia contras as Igrejas protestantes.

Embora Bates introduziu o sábado no bojo adventista, devemos dizer que o que mais se destaca hoje, para essa decisão posterior, especialmente no período em que ela tornara-se a “Mensageira do Senhor”, são as visões da Papisa Ellen White. E isso não é exagero de críticos, são os fatos. Veja como isso é admitido pelos próprios eruditos adventistas:

“Ellen G. White (1827-1915), cofundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia, é reconhecida pelos adventistas como expoente autorizada de suas doutrinas e crenças. Os escritos dela sobre lei são abundantes e coerentes consigo mesmos e com as Escrituras. Em 1846, sob a influência de alguns adventistas, como José Bates, ela começou a entender a relação necessária entre o evangelho e a lei de Deus. A convicção veio mesmo, de maneira mais forte, depois que teve uma visão sobre o santuário no Céu, que também lhe dirigiu a atenção para o quarto mandamento. Com relação àquela visão ela escreveu: “Deve-se chamar a atenção para a brecha na lei, por preceito e por exemplo” (VE, 87). Depois acrescentou: “Foi-me mostrado que o terceiro anjo que proclama os mandamentos de Deus e a fé de Jesus, representa o povo que recebe essa mensagem e ergue a voz de advertência ao mundo para que guarde os mandamentos de Deus e Sua lei como menina dos olhos; e que, em resposta a essa advertência, muitos abraçariam o sábado do Senhor”(ibid.,87).”(Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, p. 545).

Os fatos são assim corretamente julgados: 1. Os arianos adventistas iniciais passaram a guardar o sábado.2. Ellen White tinha mania de ter visões, assim a posição adotada seria mistificada por uma declaração divina em suas visões. 3. Com o oposicionismo para com as igrejas cristãs, os adventistas sob as convulsões visionárias de White, fez desse tema um carro chefe, tanto que fizeram do quarto mandamento um “selo”.

Após um período de tempo, ela respirou profundamente, sua primeira respiração desde o início da visão.  Todos ansiavam saber o que teria a dizer. Ela correu o olhar ao redor da sala enquanto seus olhos se acostumavam com a escuridão da Terra após contemplarem o fulgor celeste.
-Pode nos dizer agora o que o Senhor lhe mostrou? –indagou-lhe Tiago serenamente. 
-Sim, sim, posso –respondeu Ellen. 
-Vi um anjo voando rapidamente em minha direção. Ele me transportou rapidamente da Terra para a cidade Santa. Na cidade vi um templo no qual entrei. Depois passei ao lugar santo. Jesus ergueu o véu e eu passei para o santo dos santos. Ali vi uma arca coberta do mais puro ouro. Jesus estava de pé ao seu lado. Dentro havia tábuas de pedra dobradas juntas como se fossem um livro. Jesus abriu-as, e ao fazê-lo, vi os Dez Mandamentos. Numa das tábuas estavam registrados quatro mandamentos e na outra, seis. Os quatro na primeira tábua brilhavam mais do que os outros seis, mas o quarto, o mandamento do sábado, brilhava acima de todos. O santo sábado parecia glorioso. Um halo de glória o circundava.
Com isso, as pessoas se entreolharam surpresas, e Ellen observou a reação delas.
-Eu também fiquei impressionada, –concordou ela. Não tinha idéia de que o sábado fosse tão especial para Deus.
Após uma pausa, continuou:
–Vi que o sábado é e será a parede de separação entre o verdadeiro Israel de Deus e os descrentes; e que o sábado é a grande questão a unir os corações dos queridos santos de Deus que O aguardam. (C. M. Maxwell. História do Adventismo, p. 91)

Imagine se esse assunto fosse apenas um tema teológico em debate. Do tipo como tanto outros temas na teologia. Não teria graça para o proselitismo adventista! Eles não apenas dizem que o domingo é uma concepção errônea do quarto mandamento, mas nos dizeres de Ellen White foi Satanás que promoveu essa mudança do sétimo para o primeiro dia da semana. Portanto, eles precisam fazer do Sábado algo poderosamente místico, que só seria possível, com as visões de Ellen White. Veja que o tema não é o sábado, por esse ser ‘sábado. E esse misticismo em torno do sábado não é apenas delírio de Ellen White. O erudito teólogo adventista Maxwell repete a heresia:


Desde 22 de outubro de 1844 Jesus, no lugar santíssimo, tem chamado a atenção para o sábado, não simplesmente porque é o sétimo dia, mas porque representa um modo único e cristão de vida, o critério final que separa o bem do mal nos últimos dias.” (História do Adventismo, p. 282).


*Mais provas do sectarismo adventista, adquira o livro A Conspiração Adventista AQUI.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

O que W. E. Vine acharia da Tradução do Novo Mundo?


W. E. Vine é um dos eruditos da língua grega mais citado pela Liderança das Testemunhas de Jeová. Vine define a palavra “parousia” por presença (Dicionário Vine, p. 1060), e “staurós” por estaca (Dicionário Vine, p. 522,523). E esses dois assuntos são pontos cruciais para essa religião. No primeiro caso, para confirmar a doutrina do ano de 1914. No segundo para acusar o cristandade de pagã.

Vamos dar a mão a palmatória. ‘Suponhamos’ que a presença de Cristo realmente destacasse o arrebatamento secreto (Talvez essa fosse a ideia de Vine [Veja AQUI]). Não mudaria em nada, pois a  Vinda de Cristo, na ‘segunda etapa’, ainda seria visível, o que nem essa definição nega, muito menos a negava W. E. Vine! Vamos dar a mão a palmatória também, e pensar que a definição etimológica resolveria tudo a respeito do instrumento de suplício que matou Nosso Redentor. Consideremos que não existia no grego coiné, a palavra correspondente para “cruz”, por isso “staurós” seria a única alternativa.

Agora, vejamos essa autoridade falando um pouco de João 1.1 e Tt 2.13, que a TNM traduz assim:

No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com o Deus, e a Palavra era [um] deus.

“ao passo que aguardamos a feliz esperança e a gloriosa manifestação do grande Deus e [do] Salvador de nós, Cristo Jesus,”

Vejamos o que W. E. Vine tem a dizer a respeito:

“e o Verbo era Deus”. A dupla ênfase está em théos, pela ausência do artigo e pela posição enfática. Traduzir literalmente, “um deus era o Verbo” é completamente enganosa. Além disso, que “o Verbo” é o sujeito da sentença, exemplifica a regra de que o sujeito deve ser determinado por ter o artigo quando o predicado é anártrico (sem o artigo). [...] Em Tt 2.13, temos: “Nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo”. Moulton (Prolegomenon, p. 84) demonstra diante papiros da era cristã primitiva que entre os cristãos de fala grega esta era “fómula corrente” aplicada a Jesus. Também vemos em 2 Pe 1.1 (cf. 1.11; 3.18).” (Dicionário Vine, p.558).

Podemos apresentar algumas expressões de um dos Pais da Igreja, Inácio que viveu por volta do ano 110, para verificarmos o que Vine disse:

“...pela vontade do Pai e de Jesus Cristo, nosso Deus.” (Ao Efésios – saudação)
 “...segundo a fé e o amor em Cristo Jesus, nosso Salvador...reanimados pelo sangue de Deus.” (Aos Efésios 1.1)
 “...de fato, o nosso Deus Jesus Cristo, segundo a economia de Deus.” (Aos Efésios 18.1)
 “...segundo a fé e o amor dela por Jesus Cristo, nosso Deus.” (Aos Romanos –saudação)
 “...alegria pura em Jesus Cristo nosso Deus.” (Aos Romanos – saudação)
 “...nosso Deus Jesus Cristo, estando agora com seu Pai...” (Aos Romanos 3.1)
 “...desejo que estejais sempre bem em nosso Deus Jesus Cristo.” (A Policarpo 8.2)
 (Os Padres Apostólicos, Ed. Paulus).


Portanto, quem perde mais com o uso de W. E. Vine? Nós ou as Testemunhas de Jeová?!


quarta-feira, 7 de maio de 2014

Como ser um Calvinista equilibrado?

“Calvinismo é do diabo”, “o deus calvinista é um monstro”- expressões assim, ácidas, são vistas em todos os lugares. Isso parece mais ser uma reação por parte daqueles que também se sentem incomodados com a frieza com que o calvinismo é apresentado por vários calvinistas, especialmente quando esses também classificam assim – “Arminianismo é humanista”, “o deus arminiano não é soberano”.

Geralmente os que assim dizem, de ambos os lados, desconsideram (propositalmente?) o que Deus tem feito na Igreja e pelo Cristianismo através dos séculos por meio de ambos os grupos. Quem duvidaria da santidade dos Puritanos e dos Wesleyanos? Somente alienados... 

Quem duvidaria do esforço missionário histórico dos calvinistas e arminianos? No Brasil temos a tradução de um grande missionário Reformado, João Ferreira de Almeida. Alguém se aventura em duvidar da paixão dele pela Palavra? Quem hoje está em todos os rincões desse Brasil, não são os Pentecostais – pregando o Deus Trino e a salvação pela graça, bem como uma vida de santidade e oração? Um povo assim não teria um Deus Soberano? Somente alienados...

Por isso, tenho pena, algumas vezes nojo, de tanta agressividade – vinda de meus irmãos calvinistas, e dos irmãos arminianos. 

Apresentei uma lista de vários textos bíblicos AQUI, para mostrar que o calvinismo não erra na avaliação da totalidade da Providência. É a Bíblia que nos apresenta em muitos lugares informações que não nos agradam muito a respeito de decisões Soberanas de Deus. Os textos são claros em sua maioria, pode não concordar com o calvinismo, mas acho que não discordará, sendo crente, dessas passagens bíblicas, ou pelo menos de algumas!

Mas como pertenço ao arraial Calvinista, vai aqui meu recado a esses. A única maneira de sermos calvinistas equilibrados é mantermos de verdade o peso bíblico da Soberania e da Responsabilidade Humana:

“Muitas vezes se tem dito que, enquanto o calvinismo se ditingue pela enfase que dá à soberania divina, o arminianismo se distingue éla enfase que dá à responsabilidade humana. Não é fácil inventar pior caricatura do calvinismo do que esta! Decerto tem havido calvinistas à moda deles mesmos, que dão pouco valor à responsabilidade humana, mas o motivo disto jaz na incoerência deles.” R. B. Kuipe (Evagelização Teocêntrica, p. 45).

“Precisamos crer, contudo, que os dois lados desse conjunto de pensamentos aparentemente contraditórios, são verdadeiros, pois a Bíblia ensina ambos.” Antony Hoekema (Salvos Pela Graça, p. 15).

“[...] crer em ambas as doutrinas com todas as nossas forças, e mantendo ambas constantemente diante de nós, para orientação e governo de nossas vidas.” J. I Packer (A Evangelização e a Soberania de Deus, p. 31).

J. C. Ryle talvez seja um bom exemplo de pregador e pastor, com profundidade bíblica que manteve com vigor essas duas verdades. Seu clamor para que seus ouvintes aceitassem a Cristo era de quebrantar. Mas seu Deus era Soberano! Ele tratava disso com prudência e cuidado. Abaixaria a cabeça para qualquer arminiano que vivesse uma vida como a de Ryle, e se esse me provasse que a crença na eleição produz necessariamente um vida sem santidade!

“Que nunca nos esqueçamos de que sem luta não haverá santidade, enquanto estivermos vivos e nem haverá coroa de glória, depois que falecermos!” J. C. Ryle (Santidade, p. 105).

Os postulados de Westminster deixaram claros essas coisas que destaquei aqui. Perceba:

 “I. Desde toda a eternidade, Deus, pelo muito sábio e santo conselho da sua própria vontade, ordenou livre e inalteravelmente tudo quanto acontece, porém de modo que nem Deus é o autor do pecado, nem violentada é a vontade da criatura, nem é tirada a liberdade ou contingência das causas secundárias, antes estabelecidas.Isa. 45:6-7; Rom. 11:33; Heb. 6:17; Sal.5:4; Tiago 1:13-17; I João 1:5; Mat. 17:2; João 19:11; At.2:23; At. 4:27-28 e 27:23, 24, 34. [...]
A doutrina deste alto mistério de predestinação deve ser tratada com especial prudência e cuidado, a fim de que os homens, atendendo à vontade revelada em sua palavra e prestando obediência a ela, possam, pela evidência da sua vocação eficaz, certificar-se da sua eterna eleição. Assim, a todos os que sinceramente obedecem ao Evangelho esta doutrina fornece motivo de louvor, reverência e admiração de Deus, bem como de humildade diligência e abundante consolação. Rom. 9:20 e 11:23; Deut. 29:29; II Pedro 1:10; Ef. 1:6; Luc. 10:20; Rom. 5:33, e 11:5-6, 10.”(CFW 3).

“159. Como a Palavra de Deus deve ser pregada por aqueles que para isto são chamados? Aqueles que são chamados a trabalhar no ministério da Palavra devem pregar a sã doutrina, diligentemente, em tempo e fora de tempo, claramente, não em palavras persuasivas de humana sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder; fielmente, tornando conhecido todo o conselho de Deus; sabiamente, adaptando-se às necessidades e às capacidades dos ouvintes; zelosamente, com amor fervoroso para com Deus e para com as almas de seu povo; sinceramente, tendo por alvo a glória de Deus e procurando converter, edificar e salvar as almas. 
Jr 23:28; Lc 12:42; Jo 7:18; At 18:25;20:27;26:16-18; I Tm 4:16; II Tm 2:10,15;4:2,5; I Co 2:4,17;3:2;4:1,2;9:19-22;14:9;II Co 4:2;5:13,14;12:15,19; Cl 1:28; Ef 4:12; I Ts 2:4-7;3:12; Fp 1:15-17; Tt 2:1,7,8; Hb 5:12-14.
160. Que se exige dos que ouvem a Palavra pregada? 
Exige-se dos que ouvem a Palavra pregada que atendam a ela com diligência, preparação e oração; que comparem com as Escrituras aquilo que ouvem; que recebam a verdade com fé, amor, mansidão e prontidão de espírito, como a Palavra de Deus; que meditem nela e conversem a seu respeito uns com os outros; que a escondam nos seus corações e produzam os devidos frutos em suas vidas. 
Dt 6:6,7;Sl 84:1,2,4;119:11,18; Lc 8:18; I Pe 2:1,2; Ef 6:17,18; At 17:11; Hb 2:1;4:12; Tg 1:21.”

Quando leio essas instruções nos documentos Reformados, percebo que nós ainda não vivemos a piedade da Fé Reformada, mas nos colocamos como “mestres da predestinação”.

Infelizmente muitos tem confundido fama academicista, que alguns granjearam, com a verdadeira seiva Reformada.


Que Deus nos ajude o calvinismo brasileiro a viver uma vida santa, para que quem sabe um dia, alguns queriam saber por qual motivo somos piedosos, um pouco semelhantes aos Puritanos Calvinistas, e extremamente preocupados com a Evangelização do mundial. Então possamos responder: “Por que Deus é Soberano sobre nossas ações e planos!”

sexta-feira, 2 de maio de 2014

POR QUE NÃO É CERTA A CANONIZAÇÃO DOS SANTOS?

"A vida santa é muito desejável e ordenada por Deus. Só existe um sentido para a santidade depois da morte: os salvos pela graça de Deus, distintos na piedade e justiça no mundo, foram separados por Deus dos mundanos e reprováveis, estando ainda no mundo; depois de mortos, eles são à priori santos, porque já eram separados para o Senhor e aguardavam a sua volta, agora aguardam no paraíso a ressurreição do corpo para a vida eterna com Cristo. Hoje os santos, também os que estão vivos têm essa expectativa, e pela graça de Deus vivem ou ainda viverão uma vida em santificação do Espírito e obediência a Deus, sendo purificados pelo sangue de Jesus Cristo e justificados somente pela fé (I Pe 1:1, 2; Rm 5:1; Ef 2.8-9).

Quem é verdadeiramente santo depois da morte aguarda a ressurreição em glória, numa condição muito melhor (Lc 16:19-31). Comparada a vida humana: "O que é incomparavelmente melhor" (Fl 1:21). A fé verdadeira entende que e os mandamentos de Deus devem ser obedecidos, à caridade para com o próximo e toda justiça não pode ser negligenciada. Teologicamente, dentro da verdadeira Igreja de Cristo, o contrário de santo é hipócrita. Isto é, aquele que honra o Senhor com os lábios, mas o seu coração está longe dele, porque não lhe obedece a Palavra. (Mt 15:8).

Não é mais responsabilidade dos santos mortos o serviço da verdadeira santidade que implica em piedade e justiça, mas é dos santos vivos o dever de socorrer aos necessitados com toda generosidade "orando no Espírito Santo" e realizar a obra de Jesus Cristo enquanto aguardam a sua volta  (Jd 20, 21; At 20:35). A santidade é responsabilidade ordenada por Deus para ser vivida e não para ser sepultada ou transformada em um memorial. Por essa razão afirmo a verdade: ninguém pode ser santo depois da morte no sentido da santidade útil ao povo devoto como acreditam os papistas.

Quando uma tradição cristã diz que uns são santos e os outros não, está dizendo que uns são verdadeiros e os outros são falsos cristãos, uns são santos no mundo e os outros não vivem em santidade, conseguintemente e infelizmente endeusam os que julgam ser obedientes, por terem conseguido algo que não é para todas as pessoas. Assim, aplacam a sua culpa na prática de uma religião hipócrita, não se arrependem verdadeiramente de seus pecados, entregam-se às suas inclinações idolátricas e ao fracasso de toda a comunidade. 

A canonização de um santo não tem base bíblica e nem lógica, primeiro porque sabemos que ela não tem autoridade para tornar uma pessoa santa, pois ou ela é ou não é. Se por um lado reconhecer que uma pessoa viveu em santificação é necessário, é bom para nos lembrar o mandamento do Senhor, para nos estimularmos a nós mesmos a viver em santidade como os santos que são exemplos que, apontam para Cristo (Fl 3:17; I Co 11:1; Ef 5:1), por outro lado, as canonizações se fundamentam em estórias, lendas e crendices do povo que, faz dos santos deuses ou semi deuses, atribuem-lhes poderes exclusivamente divino como por exemplo: o poder de conhecer todas as coisas (onisciência); o poder de fazer o que bem quiserem e atender às súplicas do povo e de indivíduos por milagres (onipotência) e estarem presentes nos diversos continente ouvindo e socorrendo às orações do mundo católico (onipresença).

A maneira própria distorcida e contrária à Bíblia de ver a santidade do catolicismo romano afetou o nosso compromisso e segurança da graça maravilhosa de uma vida em santidade. A santidade não pode ser transformada em uma instituição, oficio, honraria ou qualquer coisa distante da piedade popular, do povo comum, apresentada como um sacrifício humano e uma exceção ou que se faça com ela uma confusão e distorção do verdadeiro culto que deve ser prestado somente a Deus. O único Deus vivo, verdadeiro, santo e eterno nos ordena: "Sede santos como eu sou santo". A santidade está na graça de obedecer a Deus vivendo o aperfeiçoamento em santidade. Ser um santo não é uma benção realizada por um ato canônico político religioso de um colegiado de políticos eclesiástico, mas, se trata de uma benção do céu, concedida pela graça de Deus Pai no Poder do Espírito Santo, pelos merecimentos de Deus Filho e pela purificação no seu sangue derramado na cruz."

Autor: Rev. Anatote Lopes

Fonte: http://anatotelopes.blogspot.com.br/2014/04/porque-nao-e-certa-canonizacao-dos.html?spref=fb

sábado, 26 de abril de 2014

Leandro Quadros dá um tiro no pé... Os Pioneiros Arianos formavam uma seita?

Em um recente programa (AQUI), o Titã* Leandro Quadros deu um tiro no pé, e de calibre grosso mesmo! 

Um certo internauta, ao afirmar que tem recebido ajuda dos programas da TV Novo Tempo, disse que tem ouvido falar que a IASD é uma seita. Após os esclarecimentos inicais a respeito da moralidade cristã, Leandro Quadro diz que a IASD não pode ser seita pelos seguintes motivo:

‘Quanto ao Adventismo ser uma seita, não acredite na informação dessas pessoas desinformadas. O Adventismo possui crenças distintivas, mas crê naquilo que é de mais essencial na ortodoxia cristã. Cremos na Trindade, na divindade e personalidade do Espírito Santo, na doutrina do Juízo, na Bíblia Sagrada, na salvação pela graça.’(Veja a partir dos 26 minutos e 03 segundos).

Leandro Quadros reafirma as seguintes crenças Adventistas:

2. A Trindade. Há um só Deus: Pai, Filho e Espírito Santo, uma unidade de três Pessoas coeternas. Deus é imortal, onipotente, onisciente, acima de tudo e sempre presente. Ele é infinito e está além da compreensão humana, mas é conhecido por meio de Sua auto-revelação. Para sempre é digno de culto, adoração e serviço por parte de toda a criação.
4. Deus Filho - Deus, o Filho Eterno, encarnou-Se em Jesus Cristo. Por meio dEle foram criadas todas as coisas, é revelado o caráter de Deus, efetuada a salvação da humanidade e julgado o mundo. Jesus sofreu e morreu na cruz por nossos pecados e em nosso lugar, foi ressuscitado dentre os mortos e ascendeu para ministrar no santuário celestial em nosso favor. Virá outra vez para o livramento final de Se um povo e a restauração de todas as coisas.
5. Deus Espírito Santo - Deus, o Espírito Santo, desempenhou uma parte ativa com o Pai e o Filho na Criação, Encarnação e Redenção. Inspirou os escritores das Escrituras. Encheu de poder a vida de Cristo. Atrai e convence os seres humanos; e os que se mostram sensíveis, são renovados e transformados por Ele, à imagem de Deus. Concede dons espirituais à Igreja.

Embora hoje sabemos que a Igreja Adventista não crê na Trindade Bíblica dos credos ortodoxos (demonstro isso com farta documentação no capítulo 6 livro A Conspiração Adventista, ou você pode ver esse artigo AQUI do irmão Paulo Cadi, seguidor do Blog MCA). E nem na Bíblia como INERRANTE Palavra de Deus, além de admitirem que no período final o sábado será o selo da salvação, e o Juízo tem algo iniciado em 1844... mas mesmo assim, vamos partir da premissa que a tal crença da Trindade está pelo menos próximo do pensamento clássico. Diante dessas crenças, o Historiador Adventista, George Knight afirma categoricamente:

A maioria dos fundadores do adventismo do sétimo dia não poderia unir-se à igreja hoje se tivesse de concordar com as “27 Crenças Fundamentais” da denominação [...] Para ser mais específico, eles não poderiam aceitar a crença número 2, que trata da doutrina da trindade [...] Semelhantemente, a maioria dos fundadores do adventismo do sétimo dia teria dificuldade em aceitar e crença fundamental número 4, que afirma a eternidade e a divindade de Jesus [...] A maioria dos líderes adventistas também não endossaria a crença fundamental número 5, que trata da personalidade do Espírito Santo. (Em Busca de Identidade, pp. 16,17.)

Então reflita: Se a IASD não pode ser considerada uma seita por causa dessas crenças, segundo Leandro Quadros, e se tais crenças não eram aceitas pela MAIORIA dos fundadores da IASD, isso significa, que pelo menos, enquanto não aceitaram como denominação, eles eram uma seita! Sim, nos primeiros anos da Igreja Remanescente ela era uma seita!?

Sei que quando essa postagem chegar na mãos de Leandro Quadros, ele com seu famoso clichê, irá dizer: “O Luciano não usa fontes pimárias”.

Risos...


(*Esse titã faz parte da mitologia do simpático Tito, apresentador do Programa Na Mira da Verdade). 

sábado, 19 de abril de 2014

Como adquirir o Livro: A Conspiração Adventista?

Pela graça e para a glória de Deus, disponibilizo o livro A Conspiração Adventista, de produção independente, com o apoio fabuloso do Pr. Jefferson Pereira e Wesley Nazeazeno. Prefaciado pelo Reverendo Ageu Magalhães, trata de cinco questões principais do conjunto doutrinário da Igreja Adventista do Sétimo Dia, que considero um sério desvio do cristianismo ortodoxo. Em 178 páginas fiz cerca de 300 'citações', da pena autores de várias linhas teológicas, principalmente da refinada erudição adventista.

*No envio do arquivo revisado, houve um engano. E acabamos enviando para a gráfica um texto não revisado, sendo que com isso há vários erros ortográficos, de impressão e de gramática.  Conto com a compreensão dos leitores por esse equívoco. 

Como adquirir?

O preço do livro é de 25,00 R$ (Valor com o frete incluído).

Depósito:

Banco - Caixa Econômica Federal
Ag - 0280
Op. 013
Conta Poupança - 102.493-6
Nome: Maura C. S. Sena Pereira

Envie a imagem do comprovante de depósito no endereço de e-mail: blogapologetico@gmail.com, contendo seu nome e endereço completo.

Deus te abençoe e te fortaleça em Cristo.

domingo, 13 de abril de 2014

Ao cantor João Alexandre (que cantará em uma Igreja Adventista)


Vi esse anúncio no Facebook, o que me preocupou. O nosso irmão João Alexandre até agora, e creio que continuará, sendo uma voz profética no seio gospel brasileiro por sempre cantar e se manifestar contra a secularização que nossos músicos evangélicos (e pregadores) tem sofrido. É muito triste ver como grupos e cantores viraram estrelas. E como a teologia da prosperidade e o estrelismo gospel tem destituído jovens cristãos da cruz. Nosso irmão João Alexandre tem sido uma voz em nossa consciência. E mesmo os que foram idolatrados ultimamente, espero em Deus que saiam dessa armadilha.

Mas como muitos Reis em Israel e em Judá que, mesmo sendo fieis, acabavam ‘oferendo sacrifícios nos altos’ creio que nosso irmão cometerá um erro nocivo ao seu ministério. Espero, e oro, que ele leia essa postagem.
__________

Prezado Irmão, João Alexandre. A Igreja Adventista Nova Semente, ainda não renunciou as heresias que o Adventismo tem propagado por mais um século e meio, e dificilmente renunciará: "* Crendo que Deus tem usado a Igreja Adventista do Sétimo Dia para contribuir no contínuo processo de reforma e descoberta da verdade, nós somos membros da Nova Semente, que é parte da comunidade mundial dos Adventistas do Sétimo Dia. Nós entendemos que essa igreja é parte do corpo maior de Cristo, feito para aqueles que plenamente aceitaram o sacrifício dEle por nós."(http://www.novasemente.org/conheca/nossos-fundamentos/).

Gostaria que considerasse algumas informações, que tenho certeza que o irmão não sabe.

1. O Adventismo nega a inerrância bíblica. Para justificar erros nos escritos da grande e única profetisa exclusiva e exclusivista, Ellen White, os teólogos adventistas dizem:

Alguns têm tropeçado no fato de que há imperfeições nos escritos de Ellen White. “Não há acusação que possa ser levantada contra Ellen White, em seu papel profissional como profeta, que não poderia e não tenha sido primeiro levantada contra os escritores da Bíblia...” “Não reivindiquemos mais para a Sra. White do que reivindicaríamos para os escritores bíblicos;...” “Precisamos ser consistentes; precisamos tratar Ellen White exatamente como trataríamos qualquer profeta dos tempos bíblicos. Se não rasgamos de nossa Bíblia os salmos escritos por Davi, as profecias de Jeremias e Jonas e as duas epístolas de Pedro, então não temos direito de lançar fora os escritos de Ellen White. (http://www.centrowhite.org.br/textos.pdf/02/refer%C3%AAncia_01b.pdf)

2. O Adventismo teve por pais espirituais, a arianos e semi-arianos. E até hoje, eles só tentam justificá-los – pois segundo eles, foram por meio desses que a ‘verdade’ foi restaurada:

O desenvolvimento da doutrina da Divindade no adventismo do sétimo dia pode ser dividido em seis períodos: (1) Predominância antitrinitariana (1846-1888); (2) Insatisfação com o antitrinitarianismo (1888-1898);  (3) Mudança de paradigma (1898-1913);  (4) Declínio do antitrinitarianismo (1913-1946);  (5) Predominância trinitariana (1946-1980); e Tensões renovadas (1980 até o presente).” http://centrowhite.org.br/pesquisa/artigos/o-debate-adventista-sobre-a-trindade/

“De cerca de 1846 a 1888, a maioria dos adventistas rejeitava o conceito da Trindade – ao menos como eles o entendiam. Todos os principais escritores foram antitrinitarianos, embora a literatura contenha referências ocasionais a membros que mantinham opiniões trinitarianas. Aqueles que rejeitavam a doutrina tradicional da Trindade dos credos cristãos eram crentes sinceros no testemunho bíblico concernente à eternidade de Deus o Pai, à divindade de Jesus Cristo “como Criador, Redentor e Mediador” e à “importância do Espírito Santo.” (http://setimodia.wordpress.com/2011/11/03/os-pioneiros-adventistas-e-a-trindade/).

3. O sábado não é uma questão de praxis litúrgica, onde disputamos o domingo[dia esse que segundo Ellen White é a marca da Besta, tem origem em Satanás!], ou um dia em sete, para adoração e dedicação ao Senhor. O Sábado é um selo que marca quem será salvo, especialmente no tempo da grande tribulação. Como um de seus historiadores e reconhecidos teólogos afirmou:

Desde 22 de outubro de 1844 Jesus, no lugar santíssimo, tem chamado a atenção para o sábado, não simplesmente porque é o sétimo dia, mas porque representa um modo único e cristão de vida, o critério final que separa o bem do mal nos últimos dias.” (História do Adventismo, p. 282).

4. Inventaram... na verdade para justificar a falsa profecia de 1844, fazem daquele fiasco um evento bíblico, remanufaturaram a obra de Cristo a um ministério ‘bifásico’ no Santuário Celestial. Isto é irmão João Alexandre, quando o irmão pensa que Cristo está na presença do Pai no Santíssimo Celestial desde a Sua ascensão, eles pensam que isso só se acontece desde 22 de outubro de 1844:

Desse modo, os que seguiram a luz da palavra profética perceberam que, em vez de vir à Terra ao terminarem em 1844 os 2.300 dias proféticos, Cristo entrou no lugar santíssimo do santuário celestial, a fim de levar a cabo a obra final de expiação, preparatória à Sua vinda. [...] O engano não ocorreu na contagem dos períodos, e sim no evento a ocorrer no final dos 2.300 dias. Ainda assim, cumpriu-se tudo que estava predito pela profecia.” (O Grande Conflito, Ed. condensada, pp. 239,242.)

“A proclamação:’ Ai vem o Esposo!’ foi feita no verão de 1844.” (O Grande Conflito, p. 425).

5. Por falar em 1844, eles afirmam que essa é a principal doutrina adventista. Segundo um autor adventista:

"Como adventistas, cremos que desde 1844 estamos vivendo o Dia antitípico da Expiação. Isto significa que o Dia da Expiação era simplesmente um modelo, um tipo, desse verdadeiro Dia da Expiação. Assim como os sacrifícios de animais eram símbolos da cruz, o Dia terrestre da Expiação era símbolo do dia real, inaugurado em 1844 pela obra de juízo efetuada por Cristo no santuário celestial. Então, se estamos vivendo o Dia da Expiação, essa não deve ser uma grande notícia? Não deveria qualquer “dia” ser dedicado à expiação, à obra de Deus em nos salvar, algo que pelo qual devemos ser gratos?” (http://www.ellenwhitebooks.com/ESabatina/Livros.asp?lista=150&pagina=13).

“O Senhor tirou-me do pecado, da morte e da alienação e vazio de uma vida afastada de Deus, e elevou-me não apenas a um conhecimento de Jesus, mas ao adventismo, á verdade presente, ao movimento mais importante desde a Reforma Protestante”
“...nossa [Adventista] mensagem está ligada ao que aconteceu em 1844.”
“ Se a doutrina de 1844 não era bíblica, Ellen White pertencia á mesma classe de Mary Baker Eddy e Joseph Smith.”
“ Se o juízo de 1844 não era bíblico, a igreja tampouco o era.”
“ A lógica me dizia que se a data de 1844 não fosse bíblica, o adventismo não seria nada mais do que uma seita.”
“ Se alguém quisesse usar o Antigo Testamento – sem consultar o Novo – teria tanta evidência para o juízo investigativo em 1844 quanto teria para provar que Jesus de Nazaré é o Messias!”
“...minha confiança na verdade de 1844 permitiu-me vê-la [Ellen White] como um dos maiores profetas que já existiram!”
“Minha compreensão da verdade a respeito de 1844 deu-me uma nova experiência com Jesus..”
“...os ensinamentos sobre 1844 provam, além de qualquer dúvida, que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é a igreja remanescente da profecia bíblica.”
“O juízo investigativo – mais que o estado dos mortos, o sábado e a segunda vinda – estabelece a validade do adventismo.”
“Enquanto não entendermos a verdade de 1844, percebendo que os adventistas são os únicos que a ensinam...”
“...se não tiver profundo conhecimento a respeito dessa data [1844] ...então estará mal preparado para a sacudidura e o tempo de angustia.” 
“A data de 1844... não nos salva. Mas, se 1844 não for uma data bíblica, nossa mensagem é falsa: somos uma igreja falsa ensinando uma falsa mensagem, e levando as pessoas por uma caminho enganoso. Ou a data de 1844 é verdadeira e temos a verdade, ou é falsa e nós herdamos uma mentira e a temos propagado.”
“O juízo investigativo de 1844, o pilar teológico de nosso movimento...uma vez que ela [a doutrina de 1844] desapareça, imediatamente desaparece o adventismo”
(Trechos do Capítulo 1 do livro 1844 – uma explicação simples das principais profecias de Daniel, publicado peca Casa Publicadora Brasileira, da Ig. Adventista.)

6. Irmão João Alexandre, eles também creem em um ministério profético exclusivo na pessoa de Ellen White que os torna a Igreja Remanescente, entre outras coisas. Veja um exemplo nessa declaração de fé:

Uma Declaração de Fé no Espírito de Profecia - Nós, os delegados reunidos em Utrecht para a 56ª Assembleia da Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia expressamos louvor e gratidão a Deus por Seu dom gracioso do Espírito de Profecia. Em Apocalipse 12, João, o revelador,identifica a Igreja nos últimos dias como os “remanescentes… que guardam os Mandamentos de Deus e têm o Testemunho de Jesus” (verso 17). Cremos que, nesse breve retrato profético, o revelador está descrevendo a Igreja Adventista do Sétimo Dia, que não apenas guarda “os Mandamentos de Deus”, mas que tem o “Testemunho de Jesus”, ou seja, “o Espírito de Profecia” (Apoc. 19:10). Na vida e ministério de Ellen G. White (1827-1915) vemos o cumprimento da promessa de Deus no prover à Igreja remanescente o “Espírito de Profecia”. Embora Ellen G. White não reivindicou para si o título de “profeta”, cremos que ela realizou a obra de um profeta e mais. Ela disse, “Minha comissão abrange a obra de um profeta, mas não finda aí” ( Mensagens Escolhidas, p. 36);  “Se outros me chamam assim [profetisa], não discuto com eles.” (idem, p. 34);  “Minha obra inclui muito mais do que este nome significa. Considero-me uma mensageira a quem o Senhor confiou mensagens para Seu povo,” (idem, p. 36). O encargo principal de Ellen G. White foi dirigir a atenção para as Santas Escrituras. Ela escreveu: “Pouca atenção é dada à Bíblia, e o Senhor deu uma luz menor para guiar homens e mulheres à luz maior.” (O Colportor Evangelista, p. 39). Ela cria que, embora seus escritos fossem a “luz menor”, eles eram luz, e que a fonte dessa luz é Deus. Como adventistas do sétimo dia cremos que “Em Sua Palavra, Deus conferiu aos homens o conhecimento necessário à salvação. As Santas Escrituras devem ser aceitas como autorizada e infalível revelação de Sua vontade. Elas são a norma do caráter, o revelador das doutrinas, a pedra de toque da experiência religiosa” (O Grande Conflito, p. 8). Consideramos o cânon bíblico encerrado. Contudo, cremos também, como o fizeram os contemporâneos de Ellen G. White, que seus escritos têm a divina autoridade tanto para o viver piedoso quanto para a doutrina. Assim, recomendamos: 1) Que como Igreja busquemos o poder do Espírito Santo para aplicar mais plenamente à  nossa vida o conselho inspirado contido nos escritos de Ellen G. White e 2) Que nos empenhemos mais para publicar e fazer circular esses escritos ao redor do mundo. Esta declaração foi aprovada e votada pela sessão da Conferência Geral em Utrecht, na Holanda em 30 de junho de 1995.”


7. Eles não creem na doutrina clássica da Trindade. Acusam injustamente os credos cristãos históricos de ensinar heresias, e inventaram uma ‘trindade’ sob os moldes das visões de Ellen White:

A declaração feita por Ellen White em 1898 de que “em Cristo há vida original, não emprestada, não derivada” (DTN, 530) constituiu o ponto de partida tanto para a ratificação da Trindade como um ensino bíblico autêntico (Dederen, 5,12) como para uma forma distinta de compreendê-la como doutrina. A declaração de Ellen White não só descartava o erro básico incluído na primitiva cristologia adventista e na doutrina de Deus, a saber, o subordinacionismo temporal do Cristo preexistente, mas também da doutrina clássica (Dederen, 13) que envolvia a eterna e ontológica subordinação do Filho.” (Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, p. 169.).

8. Por último irmão João Alexandre, se a Igreja Adventista Nova Semente é fiel ao sistema Adventista, eles te olham como filho de Babilônia, como um campo missionário, de onde o irmão tem que sair:

Temos uma obra a fazer por ministros de outras igrejas. Deus quer que eles se salvem. Como nós mesmos, eles só poderão obter a imortalidade mediante a fé e a obediência. Precisamos trabalhar diligentemente por eles, a fim de que a possam alcançar. Deus quer que eles tenham parte em Sua obra especial para este tempo. Quer que se achem entre os que estão dando o alimento a tempo a seu povo. Por que não se haveriam eles de empenhar nesta obra? Nossos pastores devem buscar aproximar-se dos pastores de outras denominações. Orai por esses homens e com eles, por quem Cristo está fazendo intercessão. Pesa sobre eles solene responsabilidade. Como mensageiros de Cristo, cumpre-nos manifestar profundo e fervoroso interesse nestes pastores do rebanho.”
http://www.ellenwhitebooks.com/index2.asp?lista=

"As igrejas denominacionais caídas é que são Babilônia. Babilônia tem estado a promover doutrinas venenosas, o vinho do erro. Esse vinho do erro e composto de doutrinas falsas, tais como a imortalidade natural da alma, o tormento eterno dos ímpios, a negação da existência de Cristo antes de Seu nascimento em Belém*, a defesa e exaltação do primeiro dia da semana acima do santo e santificado dia de Deus. Estes erros e outros semelhantes são apresentados ao mundo pelas varias igrejas, e assim se cumprem as Escrituras que dizem: ‘Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua prostituição.’ E uma ira criada por doutrinas falsas, e quando reis e presidentes sorvem esse vinho da ira da sua prostituição, enchem-se de ódio contra os que não concordam com as heresias falsas e satânicas que exaltam o sábado falso, e levam os homens a pisarem a pés o monumento de Deus.
(A Igreja Remanescente, p. 51 - *Obviamente, com exceção desse ponto, que é um dos desvios da teologia liberal, discordamos em gênero, número e grau das demais afirmações, sendo doutrinas falsas ou diabólicas, como insiste a profetisa Adventista.)

Irmão João Alexandre, a quem amamos, reconsidere em oração se deve ir mesmo a essa seita diante desses fatos (e de outros que não mencionei), lembrando que “muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (I Jo 4.1), e que “se possível fora, enganariam mesmo os escolhidos”(Mt 24.24).