quarta-feira, 22 de julho de 2020

Os Adventistas, John Stott e o Bode para Azazel


A soteriologia adventista possui alguns problemas sérios e distintos da Teologia Cristã protestante histórica. Embora em suas Crenças Fundamentais (n.10) a afirmação da doutrina da salvação está alinhada com a teologia bíblica, ela infelizmente não é deixada só na teologia adventista. Destaco antes, porém, que alguns teólogos adventistas já disseram que a soteriologia adventista não é nem arminiana, nem calvinista. Outros teólogos identificam a soteriologia adventista sim com o arminianismo wesleyano. Mas seus problemas são outros. Em primeiro lugar a soteriologia adventista está ligada a eventos escatológicos, como o juízo investigativo iniciado em 22 de outubro de 1844 e também com forte ligação com o selo sabático. Os problemas são advindos da dependência e da submissão que precisam inclinar toda reflexão doutrinária ao que a profetisa escreveu, visto que a consideram inspirada, é somente obvio que essa submissão intelectual e espiritual seria inevitável. Em segundo lugar, outro problema mais exótico e estranho é que Ellen White disse que quem vai levar o pecado de toda a humanidade, incluindo os justificados em Cristo, será por fim Satanás, o Diabo. Segundo ela

“Quando Cristo, pelo mérito de seu próprio sangue, remover do santuário celestial os pecados de seu povo, ao encerrar-se o seu ministério, Ele os colocará sobre Satanás, que, na execução do juízo, deverá arrostar a pena final”. (GC, p. 421).

Apesar disso, o adventismo insiste em dizer que os críticos que dizem que eles fazem do Diabo um Co-redentor, são desonestos e fazem caricatura de suas crenças. Pois bem, entre eles dizerem isso é uma coisa, mas culparem os críticos das conclusões inevitáveis do absurdo que Ellen White escreveu, é outra coisa. Ao invés de negarem o que ela escreveu, eles preferem nublar o debate entre ‘honestidade’ e ‘desonestidade’, ao passo que o que parece, para esses críticos, o que está em jogo é a lógica da proposição.



Pois bem, um dos interpretes mais respeitados do nosso tempo, o já falecido John Stott escreveu algo sobre esse assunto, fazendo algumas observações que são bem pertinentes ao assunto em tela. O nome de Stott vez por outra é citado por adventistas, visto que ele expressou alguma opinião contrária ao tormento eterno, causando assim alvoroço nos burgos adventistas. Veja o que ele diz sobre o Dia da Expiação, no qual o chamado “bode emissário” recebe relevo:

“Mais claro ainda era o ritual anual do Dia da expiação. O sumo sacerdote devia tomar “dois bodes para a oferta pelo pecado” a fim de expiar os pecados da comunidade israelita como um todo (Levítico 16.5).  Um bode devia ser sacrificado e seu sangue aspergido da maneira usual, ao passo que sobre a cabeça do bode vivo o sumo sacerdote devia pôr ambas as mãos e confessar “todas as iniquidades dos filhos de Israel, todas as suas transgressões e todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode.” (v.21). Então ele devia enviar o bode ao deserto, e o bode levaria “sobre si todas as iniquidades deles para a terra solitária” (v.22). Alguns comentaristas cometem o erro de colocar uma cunha* entre os dois bodes, o sacrificado e o de escape, menosprezando o fato de que os dois juntos são descritos como “oferta pelo pecado” no singular (v.5). Talvez T. J. Crawford tivesse razão em sugerir que cada um deles incorporava um aspecto diferente do mesmo sacrifício, “um exibia os meios, e o outro os resultados, da expiação”. Nesse caso a proclamação pública do Dia da expiação era clara, a saber, que a reconciliação era possível somente através do levar o pecado substitutivo. O autor da carta aos Hebreus não hesita em ver Jesus tanto como “misericordioso e fiel sumo sacerdote” (2.17) quanto como as duas vítimas, o bode sacrificado cujo sangue era levado para o Santo dos Santos (9.7,12) e o bode expiatório que tirava os pecados do povo (9.28).” (A Cruz de Cristo, p. 149).

*Parece que essa ‘cunha’ fica bem evidente na obra, Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, (para os que são familiarizados com obras protestantes, é uma Teologia Sistemática), diz em sua página 434:

“Azazel entra em cena depois... Esse bode não tem nada a ver com os rituais expiatório do Dia da Expiação. Serve apenas para levar sobre si todas as iniquidades do povo de Israel... A locução “levar sobre si” não significa levar o pecado de alguém vicariamente, pois somente nessa passagem a locução... é seguida por um destino: “para a terra solitária”. A expressão significa “levar embora” para o deserto não tem implicações doutrinárias. O rito do bode emissário era um rito de eliminação do pecado/impureza, não era um ato sacrifical.”


domingo, 19 de julho de 2020

A FEBRE DOS VÍDEOS - AS PESSOAS ESTÃO DEIXANDO DE LER...


É uma constatação triste - nossa geração está cada vez mais abandonando a leitura, a pesquisa exaustiva, profunda e norteando seus conhecimentos por vídeos curtos nas plataformas digitais, mídias sociais, imagens, etc. Por um lado, devemos usar isso sim, e de fato é um recurso valiosíssimo. Eles devem estar unidos às ferramentos de busca de conhecimento.

Mas com isso, as pessoas estão formatando suas ideias a partir de resumos de outros, afinal, vídeos de uma quantidade de minutos maior não recebem mais visualizações do que os de poucos minutos, nem mesmo há contemplação plena do tempo do vídeo.

Retornaremos à dependência da fala de outros, e o estímulo a produção de obras acadêmicas, o desdobrar neles, começará cair drasticamente. Já notamos que jovens possuem dificuldade em ler grandes livros, e o estimulo investigativo está limitado à passividade de espectador.  

Este fenômeno está afetando todas as áreas do conhecimento, e especialmente no campo da Teologia e da Leitura, Meditação, Conhecimento, Entendimento e Memorização da Bíblia. O amplo acesso de informação com vídeos acompanha a superficialidade dos mesmos, e parece que muitos não se dão conta que se uma pessoa leu obras e obras, para apresentar um resumo de poucos minutos em um vídeo, não significa que a leitura subsequente seja descartada, mas deve ser estimula. Caso não, seu conhecimento será sempre do peso de um resumo de outros, e nunca o domínio pleno do assunto. 

"Meu filho, se você aceitar as minhas palavras e guardar no coração os meus mandamentos;
se der ouvidos à sabedoria e inclinar o coração para o discernimento;
se clamar por entendimento e por discernimento gritar bem alto,
se procurar a sabedoria como se procura a prata e buscá-la como quem busca um tesouro escondido,
então você entenderá o que é temer ao Senhor e achará o conhecimento de Deus.
Pois o Senhor é quem dá sabedoria; de sua boca procedem o conhecimento e o discernimento."

Provérbios 2:1-6 NVI

Deus nos ajude! 




terça-feira, 16 de junho de 2020

Leandro Quadros, Yago Martins e a mesmice da Apologética Adventista



Leandro Quadro produziu mais um vídeo, dando resposta ao Pastor Yago Martins que escreveu em uma resposta onde alegou que se alguém crê em Ellen White está fora do cristianismo, visto que estaria no mesmo patamar dos Mórmons e das Testemunhas de Jeová. Daí, Leandro Quadros se manifesta com a mesma tacada de sempre, dizendo que Yago não consulta as fontes primárias, que os adventistas já deram respostas a isso, que os críticos são desinformados, etc, etc. Leandro Quadros cita vários autores, críticos, que repetiram o que Yago escreveu, uma afirmação errônea sobre a crença adventista a respeito da autoridade de Ellen White. 

A defesa do Professor Leandro Quadros é minimizar e tentar colocar o valor de Ellen White em um patamar diferente que os críticos a colocam, e assim, dizer que o que os críticos dizem, não corresponde com suas crenças.

Em primeiro lugar não acho que o Pr Yago erra ao citar Adventistas, Mórmons e Testemunhas de Jeová – sem uma qualificação específica, ao dizer que esses creem em uma outra fonte inspirada, além da Bíblia. A qualificação seria assim:

1.      A Igreja Adventista crê em uma fonte inspirada além da Bíblia, mas não canônica tal como a Bíblia. Eles usam o argumento da continuidade dos dons, mas apenas Ellen White, e tão somente Ellen White é essa autoridade inspirada não canônica.
2.      A Igreja Mórmon crê uma fonte inspirada além da Bíblia, e essa fonte tem a mesma autoridade canônica da Bíblia. Apenas os profetas e apóstolos da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias são essa fonte inspirada e canônica.
3.      A religião Testemunhas de Jeová não crê em fonte inspirada além da Bíblia, mas essa fonte é a única que pode interpretar a Bíblia corretamente. Apenas o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová, é o instrumento usado por Deus para isso em nossos dias.

Se era a precisão nos termos que Quadros requer, ele não tem o que reclamar, pois em tese, ao menos, o Pr Yago não escreveu que os adventistas creem em “outra fonte canônica”, mas inspirada! Se esse é o caso... não tem o que se reclamar.

Mas vamos ler uma afirmação oficial da denominação sobre a inspiração de Ellen White, como nos convida Leandro Quadros a fazer – citação como essa, que ele mesmo não o fez, apesar de selecionar aquelas sentenças adventistas que nublam o assunto:

“Uma Declaração de Fé no Espírito de Profecia - Nós, os delegados reunidos em Utrecht para a 56ª Assembleia da Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia expressamos louvor e gratidão a Deus por Seu dom gracioso do Espírito de Profecia. Em Apocalipse 12, João, o revelador, identifica a Igreja nos últimos dias como os “remanescentes… que guardam os Mandamentos de Deus e têm o Testemunho de Jesus” (verso 17). Cremos que, nesse breve retrato profético, o revelador está descrevendo a Igreja Adventista do Sétimo Dia, que não apenas guarda “os Mandamentos de Deus”, mas que tem o “Testemunho de Jesus”, ou seja, “o Espírito de Profecia” (Apoc. 19:10). Na vida e ministério de Ellen G. White (1827-1915) vemos o cumprimento da promessa de Deus no prover à Igreja remanescente o “Espírito de Profecia”. Embora Ellen G. White não reivindicou para si o título de “profeta”, cremos que ela realizou a obra de um profeta e mais. Ela disse, “Minha comissão abrange a obra de um profeta, mas não finda aí” ( Mensagens Escolhidas, p. 36);  “Se outros me chamam assim [profetisa], não discuto com eles.” (idem, p. 34);  “Minha obra inclui muito mais do que este nome significa. Considero-me uma mensageira a quem o Senhor confiou mensagens para Seu povo,” (idem, p. 36). O encargo principal de Ellen G. White foi dirigir a atenção para as Santas Escrituras. Ela escreveu: “Pouca atenção é dada à Bíblia, e o Senhor deu uma luz menor para guiar homens e mulheres à luz maior.” (O Colportor Evangelista, p. 39). Ela cria que, embora seus escritos fossem a “luz menor”, eles eram luz, e que a fonte dessa luz é Deus. Como adventistas do sétimo dia cremos que “Em Sua Palavra, Deus conferiu aos homens o conhecimento necessário à salvação. As Santas Escrituras devem ser aceitas como autorizada e infalível revelação de Sua vontade. Elas são a norma do caráter, o revelador das doutrinas, a pedra de toque da experiência religiosa” (O Grande Conflito, p. 8). Consideramos o cânon bíblico encerrado. Contudo, cremos também, como o fizeram os contemporâneos de Ellen G. White, que seus escritos têm a divina autoridade tanto para o viver piedoso quanto para a doutrina. Assim, recomendamos: 1) Que como Igreja busquemos o poder do Espírito Santo para aplicar mais plenamente à  nossa vida o conselho inspirado contido nos escritos de Ellen G. White e 2) Que nos empenhemos mais para publicar e fazer circular esses escritos ao redor do mundo. Esta declaração foi aprovada e votada pela sessão da Conferência Geral em Utrecht, na Holanda em 30 de junho de 1995.”

Interessante...


quarta-feira, 6 de maio de 2020

A falsa profetisa Ellen White e Mateus 24.36


Todos sabemos que Guilherme Miller, enganado pelo diabo, desobedeceu arrogantemente ao que Jesus disse em Mt 24.36 e At 1.6,7 e marcou a volta de Jesus para as datas de março de 1843, março de 1844 e outubro de 1844, (essa última geralmente os apologistas adventistas jogam a culpa em Samuel Snow, nome esse que Ellen White jamais atribuiu a data de 22/10/1844, pelo menos até agora não achei nada... quem é desinformada, nós ou ela que era contemporânea de ambos?).

Qual explicação os mileritas davam sobre Mt 24.36? Ellen White relata em seu livro O Grande Conflito. Veja por você mesmo o tom de aprovação dada por ela para a explicação (distorção) que davam sobre o que o Senhor Jesus disse, e julgue por si mesmo se o texto não foi 'violentado' para defender o grande desapontamento adventista, provando que aquele movimento não era guiado por Deus. No fim, guarde isso - tudo pelo adventismo, nada pela verdade!

“Daquele dia e hora ninguém sabe", era o argumento mais freqüentemente aduzido pelos que rejeitavam a fé do advento. do Céu, nem o Filho, mas unicamente Meu Pai." Mat. 24:36. Uma explicação clara e harmoniosa desta passagem era apresentada pelos que aguardavam o Senhor, e o emprego errôneo que da mesma faziam seus oponentes foi claramente demonstrado. Estas palavras foram proferidas por Cristo na memorável conversação com os discípulos, no Monte das Oliveiras, depois que Ele, pela última vez, Se afastou do templo. Os discípulos haviam feito a pergunta: "Que sinal haverá de Tua vinda e do fim do mundo?" Jesus lhes deu sinais, e disse: "Quando virdes todas estas coisas, sabei que Ele está próximo às portas." Mat. 24:3 e 33. Não se deve admitir que uma declaração do Senhor destrua outra. Conquanto ninguém saiba o dia ou a hora de Sua vinda, somos instruídos quanto à sua proximidade, e isto nos é exigido saber. Demais, é-nos ensinado que desatender à advertência ou recusar saber a proximidade do advento do Salvador, ser-nos-á tão fatal como foi aos que viveram nos dias de Noé o não saber quando viria o dilúvio. E a parábola, no mesmo capítulo, põe em contraste o servo fiel com o infiel e dá a sentença ao que disse em seu coração - "O meu Senhor tarde virá". Mostra sob que luz Cristo olhará e recompensará os que encontrar vigiando e pregando Sua vinda, bem como os que a negam. "Vigiai, pois", diz Ele; "bem-aventurado aquele servo que o Senhor, quando vier, achar servindo assim." (Mat. 24:42-51.) "Se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei." Apoc. 3:3. Mostrou-se assim que as Escrituras não oferecem garantia aos homens que permanecem em ignorância com relação à proximidade da vinda de Cristo. Aqueles, porém, que unicamente desejavam uma desculpa para rejeitar a verdade, fechavam os ouvidos a esta explicação; e as palavras - "Daquele dia e hora ninguém sabe" - continuaram a ser repetidas pelos audaciosos escarnecedores e mesmo pelos professos ministros de Cristo. Ao despertarem os homens e começarem a inquirir do caminho da salvação, interpuseram-se ensinadores religiosos, entre aqueles e a verdade, procurando acalmar-lhes os temores com interpretações falsas da Palavra de Deus. Infiéis vigias uniram-se na obra do grande enganador, clamando: "Paz, Paz!" quando Deus não havia falado de paz. Muitos, tais quais os fariseus do tempo de Cristo, se recusaram a entrar no reino do Céu e embaraçavam aos que estavam entrando. O sangue dessas almas ser-lhes-á requerido.” (GC 370-372).

sábado, 2 de maio de 2020

COMO SER CHEIO DO ESPÍRITO SANTO?


COMO SER CHEIO DO ESPÍRITO SANTO – SEGUNDO A ORDEM DE EF 5.18? Seremos cheios do Espírito à medida que Ele se derramar abundantemente em nós pelos seguintes meios:

1. ORAÇÃO. A Bíblia fala de orar no Espírito Santo. Estar em plena e constante comunhão com Deus por meio da oração. A oração nos coloca em contato com o fluir do Espírito (Ef 6.18; Jd 20).

2. PALAVRA. O livro santo é inspirado pelo Espírito, suas palavras estão contidas na Escritura, ela é a espada do Espírito. Para estar cheio do espírito, precisamos estar cheio de Sua Palavra (I Co 2.13; Ef 6.17; II Tm 3.15-17 II Pe 1.21).

3. FRUTO. O fruto do Espírito é o caráter de Cristo na prática. Viver manifestando o fruto do Espírito é viver plenamente cheio dele, andando com ele, sendo influenciado por sua vontade (Gl 5.22,23).

4. DONS. Não há como ser cheio do Espírito e não ser usado por ele. Para tanto, ele capacita seu povo com dons necessários e disponíveis por Sua vontade, para realizar a obra do Espírito (Rm 12.6-8; I Co 12.4-31).

5. ATIVIDADES ESPIRITUAIS. Adoração solene, reuniões cristãs, serviço de culto, evangelização, estudos bíblicos, tudo que a Igreja faz como sacerdócio real, é um meios Dele se derramar (Sl 27.4; Jo 4.23,24; At 2.42; 20.7; I Co 14.26).

6. SANTIFICAÇÃO. É necessário uma vida santa, para sermos cheios do Espírito. Seu nome exige isso, Espírito “SANTO”. Ele não encherá um templo sujo, e o processo de santificação é seu agir em cooperação para conosco, e assim tornar sua habitação em nós digna de sua presença e plenitude (I Co 6.18-20; Rm 8.12,14; Gl 5.24,25)

7. COMUNHÃO CRISTÃ. Conviver com cristãos maduros, e também com os que não são maduros, nos ensina, a comunhão espiritual aguçada é uma forma de o Espírito nos encher também (Gl 6.1-11; Hb 10.23-25).

8. AVIVAMENTO. Por último, uma forma extraordinária de sermos preenchidos plenamente do Espírito, é quando Ele em sua Soberania responde o clamor da igreja por avivamento e se derrama ‘copiosamente’ sobre seu povo (II Cr 7.13,14; Sl 80; Is 64.1,2 Hc 3.2).

sábado, 18 de abril de 2020

Em que devo crer para ser um PRESBITERIANO?



Em que devo crer para ser um PRESBITERIANO? De forma resumida -

1. DEUS: Como presbiteriano, devo crer que há um só Deus Todo-Poderoso, Criador e Soberano governador de todas as coisas, fazendo tudo para o louvor de Sua Glória e por causa de sua Graça. Devo crer que esse único Deus notifica sua existência pela criação, mas se revela especialmente na Bíblia Sagrada. Devo crer que esse é o único Deus Verdadeiro, e subsiste em três pessoas distintas – Pai, Filho e Espírito Santo. Iguais em poder, eternidade e divindade, distintos pessoalmente. Somente ele deve ser adorado e amado com todo coração. 

2. REVELAÇÃO: Como presbiteriano, devo crer que a Bíblia é a revelação especial de Deus, que pelo Espírito Santo usou os autores dos livros bíblicos, portanto é uma Revelação Inspirada, Inerrante, Infalível e Suficiente. A Bíblia é a nossa única regra de fé e prática. O caráter de Deus, sua vontade e salvação, é revelada nas páginas da Escritura. Apenas o Espírito Santo aplica a verdades da Bíblia em nós, portanto Deus nos fala Na Palavra, Pela Palavra e Com a Palavra. Por meio dela a Igreja é edificada como Noiva de Cristo e Povo de Deus.

3. SALVAÇÃO: Como presbiteriano, devo crer e aceitar que estou perdido, nasci pecador e sou inimigo de Deus, e nessa situação, merecedor da ira divina. Portanto, devo crer que Deus por iniciativa graciosa e soberana vem ao pecador, o Espírito Santo, e capacita a me render e crer em Jesus Cristo, único Senhor e Salvador. Devo crer que pela sua obra de Cristo na cruz, sendo Único Filho de Deus, Homem e Deus, Ungido Profeta, Sacerdote e Rei, é uma obra suficiente, a nada que eu faça, pode tonar essa salvação merecimento. A salvação é plano eterno de Deus Pai na eternidade, que pela graça de Deus, por meio da fé em Jesus Cristo, sendo obra do Espírito Santo. 

4. VIDA CRISTÃ: Como presbiteriano, devo crer e confessar que a vida cristã é uma vida semelhante a vida de Jesus Cristo, tendo o Fruto do Espírito Santo, obedecendo os mandamentos do Senhor. O amor ao próximo é outra marca essencial para vida cristã. Uma vida cristã é uma vida missionária, falando de Jesus a outros. Para ter uma vida cristã também é necessário orar, ler e meditar na Bíblia. Ser conhecidos como seguidores de Jesus Cristo é fundamental para ser presbiteriano. 

5. IGREJA: Devo crer que a comunidade dos seguidores de Jesus Cristo é a Sua Igreja, Seu Povo, Seu Corpo, Sua Noiva, Templo do Espírito Santo. A Igreja é a comunidade dos salvos que adoram e proclamam a Cristo, e mantém a igreja com dízimos e ofertas. Cremos que a Igreja deve ser governada por pastores, presbíteros, e assistidas por diáconos. Também deve como mandamento de Nosso Senhor, praticar os sacramentos santa ceia e batismo (cremos que o batismo pode ser feito apenas derramando água sobre a cabeça, bem como os filhos dos crentes também podem ser batizados). 

Nota - A Igreja Presbiteriana do Brasil tem como sistematização doutrinária A Confissão de Fé, o Catecismo Maior e o Breve Catecismo, de Westminster, que todo presbiteriano deve conhecer. A igreja presbiteriana também é regida por uma Constituição, Princípios de Liturgia e Código de Disciplina. 

                                                                                                                    Ev. Luciano Sena

sexta-feira, 10 de abril de 2020

DEVOCIONAL "AMANDO A DEUS" - Dia 1: Deus é Deus


DEVOCIONAL – “AMANDO A DEUS”
DIA 1: DEUS É DEUS

“Eu Sou o Que Sou” (Ex 3.14)

Deus é definido por si mesmo. Ele é o que é, e apenas ele mesmo é capaz de a si mesmo revelar-se, e explicar o que sempre foi, o que é e será, pois é incomparável. 


A Bíblia, sendo a revelação de Deus, nos ajuda a ter uma compreensão do 1) Ser de Deus, 2) dos Atributos, 3) dos Nomes e 4) e das Obras de Deus, usando palavras e comparações (analogias) que são uma forma pedagógica de nos ensinar algo sobre Deus, adequado às nossas limitações. 

É bom destacar que não é possível seres limitados como nós, compreender a totalidade de Deus em todo seu ser essencial. Seria como tentar colocar o mar dentro de um copo. A revelação que Deus faz de si mesmo na Bíblia nos é suficiente para nossa existência, revelação essa limitada por nossa causa, porém, verdadeira. A partir dela conhecer a Deus, e assim amá-lo de todo coração, de toda a alma e toda nossa força, como ele mesmo nos ordenou. 

Na medida que nosso entendimento dele expandir, nossa devoção aumenta, ao admirar sua beleza excelsa, sua majestade incomparável, sua dignidade exaltada, sua pureza, justiça, e bondade, e então nossas aspirações, sonhos, na realidade nossa vida, passa a girar em torno Dele. Aí perceberemos que a razão da vida é amar a Deus!