A Bíblia é a inerrante, infalível e suficiente Palavra de Deus. Deus é Triúno. A salvação é pela graça por meio da fé em Cristo Jesus.
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021
domingo, 19 de julho de 2020
A FEBRE DOS VÍDEOS - AS PESSOAS ESTÃO DEIXANDO DE LER...
É uma constatação triste - nossa geração está cada vez mais abandonando a leitura, a pesquisa exaustiva, profunda e norteando seus conhecimentos por vídeos curtos nas plataformas digitais, mídias sociais, imagens, etc. Por um lado, devemos usar isso sim, e de fato é um recurso valiosíssimo. Eles devem estar unidos às ferramentos de busca de conhecimento.
Mas com isso, as pessoas estão formatando suas ideias a partir de resumos de outros, afinal, vídeos de uma quantidade de minutos maior não recebem mais visualizações do que os de poucos minutos, nem mesmo há contemplação plena do tempo do vídeo.
Retornaremos à dependência da fala de outros, e o estímulo a produção de obras acadêmicas, o desdobrar neles, começará cair drasticamente. Já notamos que jovens possuem dificuldade em ler grandes livros, e o estimulo investigativo está limitado à passividade de espectador.
Este fenômeno está afetando todas as áreas do conhecimento, e especialmente no campo da Teologia e da Leitura, Meditação, Conhecimento, Entendimento e Memorização da Bíblia. O amplo acesso de informação com vídeos acompanha a superficialidade dos mesmos, e parece que muitos não se dão conta que se uma pessoa leu obras e obras, para apresentar um resumo de poucos minutos em um vídeo, não significa que a leitura subsequente seja descartada, mas deve ser estimula. Caso não, seu conhecimento será sempre do peso de um resumo de outros, e nunca o domínio pleno do assunto.
"Meu filho, se você aceitar as minhas palavras e guardar no coração os meus mandamentos;
se der ouvidos à sabedoria e inclinar o coração para o discernimento;
se clamar por entendimento e por discernimento gritar bem alto,
se procurar a sabedoria como se procura a prata e buscá-la como quem busca um tesouro escondido,
então você entenderá o que é temer ao Senhor e achará o conhecimento de Deus.
Pois o Senhor é quem dá sabedoria; de sua boca procedem o conhecimento e o discernimento."
Provérbios 2:1-6 NVI
se der ouvidos à sabedoria e inclinar o coração para o discernimento;
se clamar por entendimento e por discernimento gritar bem alto,
se procurar a sabedoria como se procura a prata e buscá-la como quem busca um tesouro escondido,
então você entenderá o que é temer ao Senhor e achará o conhecimento de Deus.
Pois o Senhor é quem dá sabedoria; de sua boca procedem o conhecimento e o discernimento."
Provérbios 2:1-6 NVI
Deus nos ajude!
sexta-feira, 10 de abril de 2020
DEVOCIONAL "AMANDO A DEUS" - Dia 1: Deus é Deus
DEVOCIONAL – “AMANDO A DEUS”
DIA 1: DEUS É DEUS
“Eu Sou o Que Sou” (Ex 3.14)
Deus é definido por si mesmo. Ele é o que é, e apenas ele mesmo é capaz de a si mesmo revelar-se, e explicar o que sempre foi, o que é e será, pois é incomparável.
A Bíblia, sendo a revelação de Deus, nos
ajuda a ter uma compreensão do 1) Ser de Deus, 2) dos Atributos, 3) dos Nomes e
4) e das Obras de Deus, usando palavras e comparações (analogias) que são uma
forma pedagógica de nos ensinar algo sobre Deus, adequado às nossas limitações.
É bom destacar que não é possível seres limitados como nós, compreender a
totalidade de Deus em todo seu ser essencial. Seria como tentar colocar o mar
dentro de um copo. A revelação que Deus faz de si mesmo na Bíblia nos é suficiente para nossa existência, revelação
essa limitada por nossa causa, porém, verdadeira. A partir dela conhecer a Deus,
e assim amá-lo de todo coração, de toda a alma e toda nossa força, como ele
mesmo nos ordenou.
Na medida que nosso entendimento dele expandir, nossa
devoção aumenta, ao admirar sua beleza excelsa, sua majestade incomparável, sua
dignidade exaltada, sua pureza, justiça, e bondade, e então nossas aspirações,
sonhos, na realidade nossa vida, passa a girar em torno Dele. Aí perceberemos
que a razão da vida é amar a Deus!
domingo, 6 de outubro de 2019
OS FATOS DA FÉ 1 - ADOÇÃO
OS FATOS DA FÉ, 1 - ADOÇÃO: poucos cristãos pensam no valor e no poder da adoção, como obra especial de Deus. E por não meditarem nisso, não sugam poder e edificação desse fato. Nascemos distantes da paternidade especial de Deus, por causa de nosso pecado (Ef 2.,1,2). A Trindade como que em um processo adotivo nos tira da filiação infernal, das trevas, por meio do Filho Bendito, por vontade do Pai, na atuação do Espírito, e nos trás ao contexto de sua família (Jo 1.12; 8.36; Rm 8. 14-17). O amado apóstolo João, de uma forma peculiar nos convida a pensar na grandeza, na arrebatadora e reconfortante verdade, que fomos feitos filhos: " Vejam que grande amor o Pai nos tem concedido, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porque não o conheceu." (1 João 3:1). Somos Filhos! Somos Filhos! Ele nos ama, apesar de nossas ofensas contra ele, nos protege e cuidará de cada um de nós. Adoremos como filhos, oremos com essa perspectiva, vivamos diariamente com ela, obedeçamos como filhos amados e caminhemos confiantes.
(*A partir de hoje postarei uma meditação intitulada "Os Fatos da Fé", com o objetivo de compartilhar o que arde em meu coração, segundo a Palavra de Deus).
sábado, 14 de setembro de 2019
Como conciliar a Ressurreição dos Mortos e a Imortalidade da Alma?
As Seitas
como a dos Adventistas e das Testemunhas de Jeová, e até mesmo cristãos que
acreditam que o espírito morre, pensam que ensinar um estado intermediário é
contraditório ao ensino da ressurreição. Além disso, argumentam eles, ‘se já existe após a morte, paraíso e
tormento, por qual motivo haveria juízo final’? Como conciliar o
ensino bíblico da imortalidade da alma e a punição inicial na morte, com o
mesmo e tão Bíblico ensino da ressurreição dos mortos e o julgamento final?
Em primeiro lugar, temos
que começar nossa resposta mostrando que apesar da insatisfação de
alguns, não existe contradição entre esses ensinos, de maneira
alguma – trata-se de uma falácia. É na cabeça dos mortalistas que são doutrinas distintas, ou excludentes. No estado intermediário temos uma prévia
demonstração ao espírito/alma, do que ele receberá após a ressurreição juntamente
com o corpo. Em nenhum caso é a retribuição plena do que foi
estabelecido para ele, mediante sua fé ou não no Evangelho, segundo a graça de
Deus (Lc 23.43; 16.19-31). É um estado de espera consciente (Hb 12.23; Ap
6.9,10). É o que a Bíblia
diz.
Em segundo lugar, também devemos
destacar que o estado intermediário não é apresentado como esperança
escatológica na Bíblia. Tal como a morte não era do plano de Deus, em sua proposta no pacto de obras
com Adão, o estado intermediário é um esquema temporário a isso que surgiu por
causa da morte (Gn 3.19; Ec 12.7 [veja Mt 25.41]).
Em terceiro, destaco
que é impossível uma alma sem corpo desfrutar do Novo Céu e da Nova
Terra, sem ter seu corpo glorificado. Somos pessoas com alma/espírito
e corpo. Um todo, e não apenas partes, é a imagem de Deus. De igual maneira, é impossível uma
punição aos ímpios plena, sem deflagrar também contra o instrumento da
alma – o corpo (Mt 10.28; I Co 6.13). Só não temos muitas evidências bíblicas
de como serão os corpos dos ímpios, mas Cristo prometeu que os ímpios ressuscitarão
(Jo 5.28,29; Dn 12.2). Portanto,
a promessa escatológica só pode ser desfrutada após o retorno do
Senhor, quando Ele glorificar os santos – dando-lhes um corpo glorificado-
unindo a alma e o corpo (I Ts 4.16-18). Então, ele será capaz de desfrutar da
presença de Deus de uma maneira que sua alma não podia. Afinal, agora ele está
com um corpo semelhante ao que o Senhor Jesus tem! (I Jo 3.2).
Em quarto lugar, destacamos que o céu é chamado de paraíso na
Bíblia (Lc 23.43; II Co 12.4; Ap 2.7) é correto dizer que quando um cristão morre
ele vai para o paraíso. Ou mesmo dizer “estar com Cristo”, é aceitável nos dizeres
bíblicos (Fl 1.23). Os termos “descanso” ou “sonos dos justos” (I Ts 4.13), são
linguagens figuradas que representam o descanso que nosso corpo recebe em
relação aos trabalhos e sofrimentos no estado atual, e a completa inconsciência de nossa alma para com as
tribulações nesse mundo [nesse caso, até mesmo o ímpio] (Ec 9.4-6,10).
Esse
é o testemunho bíblico.
sexta-feira, 23 de agosto de 2019
OS ENOQUIANOS – TRAÇOS DE UM MOVIMENTO SECTÁRIO PELO LIVRO DE ENOQUE
O servo de Deus, Enoque, é citado
em Gênesis (5.21-24), em Hebreus (11.5) e na genealogia de Jesus segundo Lucas
(3.37). E uma referência a um de seus dizeres (que possui semelhança ao que
parece no livro que leva seu nome) na carta de Judas no versículos 14,15. A citação
desse livro é no mesmo nível de outras citações que aparecem na Bíblia (At 17.23;
Tt 1.12), sem com isso significar que seja um livro canônico e que se tenha concordância
geral com o conteúdo.
1. A IDEIA DE UM MISTÉRIO ESCONDIDO. Isso atrai pessoas, aquilo que é misterioso, que quase ninguém sabe, nos coloca em um pedestal privilegiado. A vontade do ser humano de descobrir aquilo que é misterioso é que sustenta muito da curiosidade das vítimas dos enoquianos.
Daí surge um interesse frenético
por esse livro entre grupos de pessoas, em especial nessa era de redes sociais virtuais,
alguns jovens bem inexperientes na interpretação bíblica, história da igreja,
teologia, muitos sem convivência com uma comunidade cristã madura e saudável, bem
como também promovido por alguns mais especializados em questões como essas. Chamarei
os fervorosos interessados nesse livro de “enoquianos”. Por que isso ocorre?
Alguns traços que atraem pessoas e formam esses enoquianos, bem como o prejuízo
que causa, podem ser identificados como se segue:
1. A IDEIA DE UM MISTÉRIO ESCONDIDO. Isso atrai pessoas, aquilo que é misterioso, que quase ninguém sabe, nos coloca em um pedestal privilegiado. A vontade do ser humano de descobrir aquilo que é misterioso é que sustenta muito da curiosidade das vítimas dos enoquianos.
2. A TEORIA DA CONSPIRAÇÃO. Em decorrência
do ponto anterior, há também a ideia que o livro de Enoque foi ‘tirado da
Bíblia’ pois contém coisas que ‘a igreja não quer que as pessoas saibam’.
Assim, os enoquianos são enfeitiçados por um espírito de investigação sobre uma
conspiração que eles descobriram, e escaparam dela.
3. OSTRACISMO. Essas pessoas com
tempo passam a se isolar e viverem se alimentando sobre isso entre si mesmos.
Ficam vendo e revendo as especulações dessas teorias, e cada vez mais isso
torna verdade para elas, tendo uma mentalidade de seita ensimesmada.
4. PROSELITISMO. Infelizmente, os
enoquianos começam uma missão de convencer pessoas dessa descoberta, e começam
confrontos e argumentos em favor do mesmo ambiente que experimentam. Não é
incomum que quando você fala com esses sobre a fé cristã, eles arremetem ao
assunto “Livro de Enoque”.
5. EXCLUSIVISMO. Outro fator identificável
é que os enoquianos começa a se sentirem à parte de outros, começam a olhar
outros como enganados e eles iluminados, por uma verdade que eles possuem.
6. FORA DA CENTRALIDADE EM CRISTO. Talvez
o que torna essas pessoas sob condições perigosas é que Cristo passa a ser um
artigo em toda frenesi enoquiana – ‘anjos que tiveram sexo com mulheres,
gigantes, etc’, passa a ser algo muito mais essencial do que a Pessoa,
Natureza, Obra, Ensino e Vida de Nosso Senhor Jesus (Veja Colossenses cap 2).
7. SUSPEITA DA PROVIDÊNCIA DE DEUS
NA IGREJA. Visto que os cristãos não incluíram o livro de Enoque no Cânon
Bíblico, e os enoquianos dizem que deveria estar lá, logo tudo o que o Espírito
Santo fez nessa área da preservação da Escritura, é colocada em xeque, e eles
se unem aos Mórmons, Muçulmanos, Espíritas, Ateus, entre outros, que duvidam a
confiabilidade da Bíblia.
8. ENFRAQUECIMENTO DO ESPÍRITO EVANGÉLICO.
Por fim, os enoquianos deixam de celebrar a vida da igreja sob o evangelho, que
é falar de Jesus Cristo, cultuar, praticar os sacramentos (batismo e santa
ceia) e viver para a glória de Deus em comunidade evangélica, de forma pública,
feliz e aberta.
Que Deus ilumine em Cristo, esses
cristãos levados por todo vento de doutrina (Ef 4.14-16).
segunda-feira, 22 de abril de 2019
O CREDO ATANASIANO - A DEFINIÇÃO DA DOUTRINA DA TRINDADE
ORIGEM
"O Credo de Atanásio, subscrito pelos três principais ramos da Igreja Cristã, é geralmente atribuído a Atanásio, Bispo de Alexandria (século IV), mas estudiosos do assunto conferem a ele data posterior (século V). Sua forma final teria sido alcançada apenas no século VIII. O texto grego mais antigo deste credo provém de um sermão de Cesário, no início do século VI.
O Credo de Atanásio, com quarenta artigos, é um tanto longo para um credo, mas é considerado "um majestoso e único monumento da fé imutável de toda a igreja quanto aos grandes mistérios da divindade, da Trindade de pessoas em um só Deus e da dualidade de naturezas de um único Cristo."2
TEXTO3
- Todo aquele que quiser ser salvo, é necessário acima de tudo, que sustente a fé universal.
- A qual, a menos que cada um preserve perfeita e inviolável, certamente perecerá para sempre.
- Mas a fé universal é esta, que adoremos um único Deus em Trindade, e a Trindade em unidade.
- Não confundindo as pessoas, nem dividindo a substância.
- Porque a pessoa do Pai é uma, a do Filho é outra, e a do Espírito Santo outra.
- Mas no Pai, no Filho e no Espírito Santo há uma mesma divindade, igual em glória e co-eterna majestade.
- O que o Pai é, o mesmo é o Filho, e o Espírito Santo.
- O Pai é não criado, o Filho é não criado, o Espírito Santo é não criado.
- O Pai é ilimitado, o Filho é ilimitado, o Espírito Santo é ilimitado.
- O Pai é eterno, o Filho é eterno, o Espírito Santo é eterno.
- Contudo, não há três eternos, mas um eterno.
- Portanto não há três (seres) não criados, nem três ilimitados, mas um não criado e um ilimitado.
- Do mesmo modo, o Pai é onipotente, o Filho é onipotente, o Espírito Santo é onipotente.
- Contudo, não há três onipotentes, mas um só onipotente.
- Assim, o Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus.
- Contudo, não há três Deuses, mas um só Deus.
- Portanto o Pai é Senhor, o Filho é Senhor, e o Espírito Santo é Senhor.
- Contudo, não há três Senhores, mas um só Senhor.
- Porque, assim como compelidos pela verdade cristã a confessar cada pessoa separadamente como Deus e Senhor; assim também somos proibidos pela religião universal de dizer que há três Deuses ou Senhores.
- O Pai não foi feito de ninguém, nem criado, nem gerado.
- O Filho procede do Pai somente, nem feito, nem criado, mas gerado.
- O Espírito Santo procede do Pai e do Filho, não feito, nem criado, nem gerado, mas procedente.
- Portanto, há um só Pai, não três Pais, um Filho, não três Filhos, um Espírito Santo, não três Espíritos Santos.
- E nessa Trindade nenhum é primeiro ou último, nenhum é maior ou menor.
- Mas todas as três pessoas co-eternas são co-iguais entre si; de modo que em tudo o que foi dito acima, tanto a unidade em trindade, como a trindade em unidade deve ser cultuada.
- Logo, todo aquele que quiser ser salvo deve pensar desse modo com relação à Trindade.
- Mas também é necessário para a salvação eterna, que se creia fielmente na encarnação do nosso Senhor Jesus Cristo.
- É, portanto, fé verdadeira, que creiamos e confessemos que nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo é tanto Deus como homem.
- Ele é Deus eternamente gerado da substância do Pai; homem nascido no tempo da substância da sua mãe.
- Perfeito Deus, perfeito homem, subsistindo de uma alma racional e carne humana.
- Igual ao Pai com relação à sua divindade, menor do que o Pai com relação à sua humanidade.
- O qual, embora seja Deus e homem, não é dois, mas um só Cristo.
- Mas um, não pela conversão da sua divindade em carne, mas por sua divindade haver assumido sua humanidade.
- Um, não, de modo algum, pela confusão de substância, mas pela unidade de pessoa.
- Pois assim como uma alma racional e carne constituem um só homem, assim Deus e homem constituem um só Cristo.
- O qual sofreu por nossa salvação, desceu ao Hades, ressuscitou dos mortos ao terceiro dia.
- Ascendeu ao céu, sentou à direita de Deus Pai onipotente, de onde virá para julgar os vivos e os mortos.
- Em cuja vinda, todos os homens ressuscitarão com seus corpos, e prestarão conta de suas obras.
- E aqueles que houverem feito o bem irão para a vida eterna; aqueles que houverem feito o mal, para o fogo eterno.
- Esta é a fé Universal, a qual a não ser que um homem creia firmemente nela, não pode ser salvo.
1 Extraído de Paulo Anglada, Sola Scriptura: A Doutrina Reformada das Escrituras (São Paulo: Editora Os Puritanos, 1998), 180-82.
2 A. A. Hodge, The Confession of Faith (Edinburgh & Pennsylvania: The Banner of Truth Trust, 1992), 7.
3 Traduzido a partir do inglês de A. A. Hodge, Outlines of Theology (Edinburgh, & Pennsylvania: The Banner of Truth Trust, 1991), 117-118."
terça-feira, 9 de abril de 2019
Louis Berkhof: O Filho, a segunda pessoa da Trindade (Parte 1)
"O nome “Filho” em sua aplicação à segunda pessoa. A segunda pessoa da Trindade é chamada “Filho” ou “Filho de Deus” em mais de um sentido do termo.
(1) Num sentido metafísico. Deve-se sustentar isto contrariamente aos socinianos e aos unitários, que rejeitam a ideia de uma Divindade tripessoal, vêem em Jesus apenas um homem, e consideram o nome “Filho de Deus” a Ele aplicado, primariamente como um título honorário conferido a Ele. É muito evidente que Jesus Cristo é apresentado como o Filho de Deus na Escritura, independentemente de Sua posição e obra como Mediador. (a) Ele é mencionado como o Filho de Deus do ponto de vista da pre-encarnação, por exemplo em Jó 1.14, 18; Gl 4.4. (b) É chamado o “unigênito” Filho de Deus ou do pai, expressão que não se aplicaria a Ele, se Ele fosse o Filho de Deus somente num sentido oficial ou ético, Jo 1.14, 18; 3.16,18; 1 Jo 4.9. Comparar com 2 Sm 7.14; Jó 2.1; Sl 2.7; Lc 3.38; Jo 1.12. (c) Nalgumas passagens o contexto evidencia muito bem que o nome indica a divindade de cristo, Jô 5.18-25; Hb 1. (d) Embora Jesus ensine os Seus discípulos a falarem de Deus e a dirigir-se a Ele como “Pai nosso”, Ele mesmo fala dele chamando-lhe simplesmente “pai” ou “meu Pai”, e com isso mostra que estava cônscio de uma relação única, singular, com o Pai, Mt 6.9; 7.21; Jo 20.17. (e) De acordo com Mt 11.27, Jesus, como o Filho de Deus, arroga-se um conhecimento único de Deus, conhecimento que ninguém mais pode possuir. (f) Os judeus certamente entendiam que Jesus afirmava que era o Filho de Deus num sentido metafísico; pois consideravam blasfêmia o modo como Ele falava de Si mesmo como o Filho de Deus, Mt 26.63; Jo 5.18; 10.36. -
(2) Num sentido oficial ou messiânico. Nalgumas passagens este sentido é associado ao sentido mencionado acima. As passagens subseqüentes aplicam o nome “Filho de Deus” a Cristo como Mediador, Mt 8.29; 26.63 (onde este sentido vem ligado ao outro); 27.40; Jo 1.49; 11.27. Naturalmente, esta filiação e a messianidade se relacionam com a filiação originária de Cristo. É somente porque Ele era o Filho de Deus essencial e eterno, que podia ser chamado Filho de Deus como Messias. Além disso, a filiação e a messianidade refletem a filiação eterna de Cristo. É do ponto de vista desta filiação e messianidade que até Deus é chamado Deus do Filho, 2 Co 11.31; Ef 1.3, e às vezes é mencionado como Deus em distinção do Senhor, Jo 17.3; 1 Co 8.6; Ef 4.5, 6.
(3) Num sentido natalício. Também se dá a Jesus o nome “Filho de Deus” em vista do fato de que deveu o Seu nascimento à paternidade de Deus. De acordo com a Sua natureza humana, ele foi gerado pela operação sobrenatural do Espírito Santo, e nesse sentido é o Filho de Deus. Lc 1.32, 35 o indica claramente, e provavelmente se pode inferir também de Jo 1.13."
(Teologia Sistemática, Louis Berkhof, p. 94, 95).
(1) Num sentido metafísico. Deve-se sustentar isto contrariamente aos socinianos e aos unitários, que rejeitam a ideia de uma Divindade tripessoal, vêem em Jesus apenas um homem, e consideram o nome “Filho de Deus” a Ele aplicado, primariamente como um título honorário conferido a Ele. É muito evidente que Jesus Cristo é apresentado como o Filho de Deus na Escritura, independentemente de Sua posição e obra como Mediador. (a) Ele é mencionado como o Filho de Deus do ponto de vista da pre-encarnação, por exemplo em Jó 1.14, 18; Gl 4.4. (b) É chamado o “unigênito” Filho de Deus ou do pai, expressão que não se aplicaria a Ele, se Ele fosse o Filho de Deus somente num sentido oficial ou ético, Jo 1.14, 18; 3.16,18; 1 Jo 4.9. Comparar com 2 Sm 7.14; Jó 2.1; Sl 2.7; Lc 3.38; Jo 1.12. (c) Nalgumas passagens o contexto evidencia muito bem que o nome indica a divindade de cristo, Jô 5.18-25; Hb 1. (d) Embora Jesus ensine os Seus discípulos a falarem de Deus e a dirigir-se a Ele como “Pai nosso”, Ele mesmo fala dele chamando-lhe simplesmente “pai” ou “meu Pai”, e com isso mostra que estava cônscio de uma relação única, singular, com o Pai, Mt 6.9; 7.21; Jo 20.17. (e) De acordo com Mt 11.27, Jesus, como o Filho de Deus, arroga-se um conhecimento único de Deus, conhecimento que ninguém mais pode possuir. (f) Os judeus certamente entendiam que Jesus afirmava que era o Filho de Deus num sentido metafísico; pois consideravam blasfêmia o modo como Ele falava de Si mesmo como o Filho de Deus, Mt 26.63; Jo 5.18; 10.36. -
(2) Num sentido oficial ou messiânico. Nalgumas passagens este sentido é associado ao sentido mencionado acima. As passagens subseqüentes aplicam o nome “Filho de Deus” a Cristo como Mediador, Mt 8.29; 26.63 (onde este sentido vem ligado ao outro); 27.40; Jo 1.49; 11.27. Naturalmente, esta filiação e a messianidade se relacionam com a filiação originária de Cristo. É somente porque Ele era o Filho de Deus essencial e eterno, que podia ser chamado Filho de Deus como Messias. Além disso, a filiação e a messianidade refletem a filiação eterna de Cristo. É do ponto de vista desta filiação e messianidade que até Deus é chamado Deus do Filho, 2 Co 11.31; Ef 1.3, e às vezes é mencionado como Deus em distinção do Senhor, Jo 17.3; 1 Co 8.6; Ef 4.5, 6.
(3) Num sentido natalício. Também se dá a Jesus o nome “Filho de Deus” em vista do fato de que deveu o Seu nascimento à paternidade de Deus. De acordo com a Sua natureza humana, ele foi gerado pela operação sobrenatural do Espírito Santo, e nesse sentido é o Filho de Deus. Lc 1.32, 35 o indica claramente, e provavelmente se pode inferir também de Jo 1.13."
(Teologia Sistemática, Louis Berkhof, p. 94, 95).
sexta-feira, 19 de janeiro de 2018
17 perguntas aos pentecostais tradicionais sobre as línguas
Meu interesse nessas perguntas não é causar
divisão no corpo de Cristo, nem duvidar da experiência genuína de muitos (quando digo genuína, me refiro às que eventualmente
possuem algum padrão bíblico, ou nasce de uma experiência verdadeira e piedosa).
As perguntas visam à correção do uso que vemos hoje em muitas igrejas dessa prática.
As minhas perguntas tem como base Atos 2 e I Co 14, com algumas observações em
outros textos.
Já avisando, sou um tipo de 'cessacionista
aberto' – isto é, creio que se houver dons, eles devem estar em
conformidade com o padrão Bíblico, assim como a IPB diz oficialmente.
1. A nomenclatura ‘pentecostal’ nasce de um
termo judaico ou cristão (Lv 23.15,16)?
2. As igrejas pentecostais apontam para Atos
2 o nascimento da experiência de batismo no Espírito Santo, por isso que se
chama pentecostal?
3. A ‘experiência pentecostal’ registrada em
Atos 2, foi única ou é repetida?
4. Na igreja reunida em Atos 2, quantos
ali falaram em línguas? Alguns ou todos (At 2.1,4)?
5. Quantas vezes já viu línguas como de fogo,
ouviu
o som de um vento e sentiu a sua impetuosidade (At 2.2,3)?
6. As línguas que o Espírito os capacitou a
falar eram desconhecidas no mundo (At 2.6,7,8)?
7. Quem ouvia o idioma de sua terra natal,
entendia o que se dizia (At 2.11)?
8. Qual foi o resultado dessa experiência em muitos
não crentes (At 2.41)?
9.
Diante dessas
perguntas de avaliação, por favor, responda:
Vocês querem mesmo que nós cessacionistas aceitemos tais experiências
como sendo do modelo Bíblico de Atos 2?
10. Quando você não entende algo e o chama de
mistério, significa que é algo desconhecido plenamente por todos, ou por você?
11. Se falar em ‘mistério’,
‘em espirito’, ‘em línguas de anjos’ (I Co 13.1[?], 14.2), pode ser
interpretado, por qual motivo não se interpreta, se isso seria para a
edificação da Igreja (I Co 14. 5,10-12)?
12. As orientação bíblicas
de que o crente que ora em línguas,
deve orar para que interprete, é obedecida por você (I Co 14.13,14? Isto é,
você sabe o que está falando!
13. O dom de línguas é
sinal para os crentes ou não crentes (I Co 14.22)?
14. A clara orientação bíblica
de não proibir falar em línguas anula a também clara ordem e quantidade e forma
que se deve falar nas reuniões (I Co 14.40,27,28, 26)?
15. Por quais motivos as
interpretações dadas as línguas são genéricas em muitos casos? (veja o vídeo
abaixo aqui de um pastor Assembleiano tradicional, aparentemente muito piedoso.
Creio que esse pastor é um homem de Deus. Mas há um padrão de interpretação obvio
nessas interpretações – nem vou avaliar alguns ‘ganchos’ que ficam claro na
cena...)
16. Seja sincero diante
de Deus e da Bíblia – já viu alguma vez, nos cultos pentecostais, a passagem de
I Co 14. 26-28 ser obedecida!?
17. Diante dessas
perguntas de avaliação, por favor, respondam:
Vocês querem mesmo que nós cessacionistas aceitemos tais experiências
obedecendo o modelo Bíblico de I Coríntios 14?
Como disse o Dr Augustus Nicodemus, ‘se me apresentarem
com esse modelo bíblico’, tudo bem. No meu caso até creio que a desobediência pentecostal
pode ser uma prova de que podemos ter experiências genuínas – aliás, às vezes
ficamos sabendo de um ou outro caso. Mas a embalagem conhecida, na maioria
esmagadora dos casos, é contrária ao padrão bíblico.
As igrejas pentecostais precisam obedecer
esse modelo Bíblico, se querem que o discurso delas sejam aceitos como
bíblicos.
Deus nos ilumine!
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
Por que a igreja brasileira precisa ouvir o Pr Paulo Júnior?
Não
sei de muita coisa a respeito desse pastor de uma igreja da cidade de Franca – SP, Igreja Aliança do Calvário. O que
sabemos é o que ele conta nas entrelinhas de suas mensagens. Um homem de oração, jejum e de total
submissão à Palavra de Deus, em sua pureza evangélica. Talvez, Paulo Júnior
é hoje equiparado ao Rev Hernandes Dias Lopes, em grau de popularidade. Obviamente, o estilo de ambos diferem
muito, mas ambos são profetas de Deus para nossa geração brasileira.
Creio
que se o Pr Paulo Júnior conter o assédio, que muitos fazem, e manter-se sob os
cuidados do Espírito, fugir dos holofotes, segurar sua vida ali ‘no altar de
Deus’, no lugar secreto da oração e sob os ditames da humildade, ele continuará
sendo uma voz que despertará nossa igreja a um compromisso sério com o
Evangelho.
A
posição Teológica de Paulo Júnior pode ser identificada com a Reformada, em
pontos da soteriologia. Mas creio que o que mais impactou esse Pastor foi a
vida poderosa e devocional, dos Reformadores, Lutero, Calvino, John Knox e dos Puritanos
(Reformados), como Edwards, mas também, nitidamente, arminianos e
pentecostais, como Leonardo Ravenhil, David Wilkerson, imprimiram poderosa
influência nele. Como Batista, o Pr. Paulo Júnior obviamente tem uma postura
diferente em relação à Aliança, Batismo, Governo da Igreja, Santa Ceia, e ele
também crê que o casamento é indissolúvel, mesmo com o adultério.
Por
assistir algumas (ou muitas) de suas mensagens, e ver os frutos de sua
pregação, em várias pessoas, e pessoalmente, acho que ele merece ser
considerado por todos os crentes, pelas seguintes razões:
1. Sua forte ênfase na vida de oração
e no jejum. Pr Paulo Júnior tem
alertado que sem a oração e jejum, seremos derrotados, e levaremos uma vida medíocre.
E isso, parece que ele leva a sério, pois Deus tem agido por essas mensagens.
Ele fala disso como um sacrifício necessário (não legalista), para uma vida
cristã autentica e poderosa.
2. Sua forte ênfase em um culto
reverente. O culto não é show, nem apresentação
de talentos humanos. A santidade do culto deve ser em proporção aquele que está
sendo adorado, cujo nome é Santo! O Pr Paulo Júnior aqui está alinhado a
tradição puritana do culto.
3. Sua forte ênfase na evangelização
e missão. O Pastor Paulo, também
chama a atenção e obra de evangelização e a entrega total para a missão. Quer
orando, ou indo, é claro que a missão da igreja, que é a evangelização, deve
ser cumprida, com toda nossa força e entrega.
4. Sua forte ênfase à santidade. Esse pregador também não brinca com o pecado. Sua denuncia
é ampla, desde a crentes que não pagam suas contas, a pensamentos e atitudes
imorais, especialmente em pornografia na internet, e outros comportamentos que
estão drenando os crentes de hoje.
5. Sua forte ênfase na vida piedosa. Em certa mensagem, Paulo Júnior alerta os crentes a
não perderem tempo com futilidades, e depois virem ao culto. Que leiam mais a
Palavra, decore ela, como muitos jovens de sua igreja tem feito. O conhecimento
da Palavra é necessária para a plena formação de uma vida piedosa.
6. Sua forte ênfase contra a teologia da prosperidade e confissão positiva. Paulo Júnior já até ‘atraiu’ inimigos de peso nesse
Brasil, por denunciar uma das maiores heresias da igreja moderna - a teologia
da prosperidade. Ele não poupa criticas a essa escola de pensamento que dominou
as igrejas.
7. Sua forte ênfase na
volta de Jesus. Quero
destacar aqui, o que sumiu dos púlpitos – a pregação da volta de Jesus. Paulo
Júnior fala da volta de Cristo associando aos sinais de nosso tempo. E algo
relacionado à volta de Cristo, o juízo eterno aparece sempre em suas mensagens.
Alguém
pode até me dizer: mas tudo isso vemos em
outros pregadores fieis? Sim... vemos, e a história da teologia cristã não
está manca quanto a isso – há inúmeros exemplos e livros que atestam isso. Mas
o fato é que Deus está usando esse Pastor, de uma igreja local, em especial
pelas mídias, para apontar de forma inequívoca, tais marcas de um cristianismo
autêntico.
O
site que tem divulgado seu trabalho é o:
Não
há duvidas, pelo menos para mim, que temos mais uma ‘voz’, que precisa ser
ouvida, sob a luz da Palavra de Deus. Oremos por ele, por sua família, ministério e igreja. Deus seja louvado.
E o Senhor advertiu a Israel e a Judá, pelo ministério de todos os profetas e de todos os videntes, dizendo: Convertei-vos de vossos maus caminhos, e guardai os meus mandamentos e os meus estatutos, conforme toda a lei que ordenei a vossos pais e que eu vos enviei pelo ministério de meus servos, os profetas. 2 Reis 17:13
quinta-feira, 29 de dezembro de 2016
O diabo e os demônios – segundo a Bíblia?
1. Quem são eles, e por que são o
que são? O diabo e
seus demônios eram anjos, espíritos, criados por Deus (Jó 1.6; 2.1; 38.7; Ez
28.14 compare com Ez 9.3; 10.2, 4, 7, 9, etc), que deixados em sua livre
decisão, abandonaram sua comunhão com Deus, tronando-se criaturas pecaminosas,
maldosas, e se rebelaram contra tudo que promova a verdade de Deus. O primeiro
anjo rebelde encontramos em Gn 3.1,2 – quando comparado com João 8.44, e
Apocalipse 12.9,14,15 e os demônios II Pe 2.4; Jd 6. Eles deveriam manter sua
posição – Salmos 103. 20,21; 148.2.
2. Como o do diabo seus demônios agem?
- Intimidação: quando ameaçam pessoas, ou causa mal a elas – ex Jó 1 e 2; I Tm 2.18; Ap 2.10; 9.1-11.
- Influência: quando por vários meios, propagam uma forma de vida pecaminosa (incluindo um viver submisso ao misticismo, espiritismo, mundanismo, etc) - ex Ef 2.1,2; I Tm 4.1,2.
- Imitação: Eles podem reproduzir coisas que parecem serem de Deus – ex II Co 11.1.-6, 14; I Jo 3. 1-3; Tg 2.19; Ap 2.9.
- Interferência: quando eles se apoderam de pessoas – ex Lc 8.2; Mt 8.28.
3.
Por quais motivos a presença do diabo e seus demônios foram mais evidentes e
abundantes no tempo do ministério do Senhor Jesus? Em toda a história do Velho Testamento,
o diabo e seus demônios não são mencionados com tanta constância como o é no
Novo Testamento – em especial quando comparamos o período abrangido. Isso não
significa que eles não atuavam. Há algumas referencias a respeito: Gn 3.1,2; I
Cr 21.1; I Sm 16.14; I Rs 22.19-21; Jó 1,2; Is 14.13; 27.1; Dn 10.13, Zc 3.2. Quando
o Filho de Deus se encarnou, na plenitude dos tempos, houve um grande
‘choque’ cósmico nas forças espirituais, e o Senhor Jesus despojou as
potestades de seus domínios. Podemos ver isso claramente em muitas passagens
bíblicas: Mt 4. 1-11; 8.29; 12.27-28; 43-45; Lc 4.16-21; 33-36; I Co 15.25; Ef
1.20-22; Cl 1.13; 2.15; Hb 2.5-18, etc. Bom destacar que o que Cristo fez em
seu ministério terrestre, em sua ascensão, faz e ainda fará até o fim de todas
as coisas (Rm 16.20; Ap 20.10), teve início desde logo em sua encarnação.
4. O crente fica endemoniado? A Bíblia não ensina que uma vez
habitado pelo Espírito Santo, sendo selado/batizado, regenerado, por Ele, sendo
assim feito Sua habitação e templo, justificado, adotado, sendo feito
co-herdeiro de Cristo, nessa mesma pessoa demônios habitem do lado do Espírito
Santo – veja os seguintes textos: Rm 8.1-17; 26-39; Gl 4.6; I Co 6.19,20; Tg
4.5; I Jo 2.27-29; 5.18,19. Olhando para a forma que o diabo age, tendo em
vista o ensino bíblico – podemos dizer que (conforme a pergunta 2) a Intimidação, Influência, Imitação, são
formas com que o diabo age contra os crentes, mas nunca com Interferência em seus sentidos.
5. E o que dizer quando um crente se envolve em
pecado? Ele não daria certa abertura ao diabo? Em primeiro lugar, o
problema do pecado do crente é com Deus. Ele precisa confessá-lo e abandoná-lo
(I Jo 1.1-2.2). Agora se certo crente tem um compromisso com o pecado, a
situação pode revelar duas coisas. A)
Ele se encontra em um estado deplorável de espiritualidade fraca e vigilância
morta (I Co 5.1; Ap 2.22,23) e/ou B)
Talvez não seja um crente verdadeiro (II Pe 2.1-22). Geralmente
o primeiro caso é o que mais frequentemente ocorre. Os crentes lêem pouco a
Bíblia, oram pouco, se santificam com negligência, a doença espiritual é
notória em vários campos da vida (I Co 11.30,31). Com isso a presença do
Espírito Santo em sua vida não é notado por ele mesmo, geralmente essa pessoa
perde a alegria da salvação (Sl 51.12,13). Fica ele assim mais vulnerável ao
diabo? SIM e NÃO. Entenda –
Jó era um crente fiel, e foi atacado pelo diabo, Paulo um servo dedicado e
santo, igualmente esbofeteado e perseguido por Satanás (II Co 12.7-10). O
Senhor Jesus confrontou o diabo e foi atacado por ele (Lc 4). Em contra
partida, crentes como Pedro foram até usados pelo diabo, quando falou o que não
devia. Não há uma norma, nem uma regra bíblica fixa. Pode ser que um crente
fiel seja mais atacado pelo diabo do que um crente infiel. Deus é o Soberano
sobre o diabo e esse apenas vai agir SE Deus determinar que sim (II Ts 2.9-12).
O que somos advertidos é fugir de tudo que nos identifique com o diabo, e o
pecado é a marca do diabo.
6. Exageros e distorções. Toda maldição infligida por Deus
tem por base sua punição sobre a desobediência. O diabo é o grande tentador e
acusador. Mas há um exagero em alguns seguimentos evangélicos, que devemos
evitar e tomar cuidado, pois são ensinos falsos do diabo, para darem a ele crédito que de alguma forma tire a responsabilidade humana sobre seus atos. Veja por exemplo que em muitos casos
na Bíblia os pecados não estão associados a uma influência demoníaca direta,
antes ao conceito e falta de espiritualidade dos crentes: Gl 5.17-26; Cl
3.1-4.6; Ef 5.1-6.9, etc. Devemos também nos afastar de tudo que soe claramente
com algum contato com coisas demoníacas (I Co 10.14-22; Ap 2.24). Não é ficar
vasculhando, mas se você tem certeza que certa coisa está ligada a procedimentos
satanistas, espíritas, etc, sabemos que o Senhor já nos advertiu contra isso.
Evidentemente, algum tipo de perturbação mental e espiritual será advinda de
práticas que nos coloquem em contato com isso, caso haja descuido, negligencia
de nossa parte.
7. Como resistir o diabo? Temos na Bíblia orientações
práticas em Efésios 6.10-20. E resumindo o ensino geral bíblico - em primeiro lugar o
Nome de Jesus Cristo é o que tem autorização bíblica para resistir e
expulsar os demônios (Mc 16.17; At 16.18). Conhecimento da Palavra (Lc 4.4,8,12). Depois a vida obediente deve seguir ao uso do Nome do Senhor e da Palavra (Mt 7.21-23; Tg
4.7-10). Por fim, Jesus recomendou a oração
e jejum como meios ordinários de termos da parte de Deus poder para
enfrentarmos as hostes malignas (Mc 9.29). Obviamente, o crente não se
preocupará em encontrar demônios (nem é algo a ser desejado) em sua
evangelização e aconselhamentos bíblicos. Sabemos que o Evangelho quando chega
realmente no coração de uma pessoa, o Senhor Jesus liberta a pessoa por meio do
Seu Poderoso Espírito (Rm 8).
quarta-feira, 28 de dezembro de 2016
A Lei e os Ofícios de Cristo
A perspectiva protestante reformada olha para
a Lei de Deus, como tendo três facetas. A Lei Moral, A Lei
Cerimonial e a Lei Civil. Interessante que podemos fazer uma correspondência pedagógica (não rígida)
dessa divisão com os três ofícios de Cristo – a saber; Profeta, Sacerdote e
Rei. Perceba:
1. A Lei
Moral
é a faceta dos preceitos divinos que dirigem ao homem integral, como adorador e
integrante da família e da sociedade. O decálogo é o resumo básico da lei, em
sua essência, eternos. Apesar de ter sua redação contextualizada após a Queda,
e aplicação especifica na situação de Israel, não escapa-nos a realidade
essencial de que temos orientações para espiritualidade e comportamentos, que
nos serão de segurança para agradar a Deus por fazer a sua vontade.
Ø Cristo como profeta. O profeta revela a vontade de Deus ao povo, e não raro faz ameaças e promete bênçãos.
Isso pode ser uma correspondência à Lei Moral, já que nela está contida a
vontade eterna de Deus, qual o profeta deve advertir. Romanos 7.7-12; I Tm
1.8-11, etc, demonstram que a lei moral faz um trabalho demonstrativo de nossa
situação*.
2. A Lei
Cerimonial
percebemos nos trabalhos litúrgicos de Israel. Aquilo que estava incluindo nos
minuciosos serviços de sacerdotais - sacrifícios, ofertas de cereais, dias sagrados , orientavam a adoração a Deus e o que ele
exigia como símbolo (Ex 35-40, etc). Tudo era estritamente calculado para que a
adoração do VT fosse adequada - aqui inclui também as leis dietéticas de alimento puros e impuros (Lv 11).
Ø Cristo como Sacerdote em Sua Igreja também estabeleceu ‘as
cerimonias’ simbólicas da nova dispensação. Enquanto as cerimonias do VT eram
sombras de realidades que viriam (Cl 2.16,17), os símbolos da dispensação da
graça são símbolos de realidade espirituais invisíveis. Pregação da Palavra,
Batismo e Santa Ceia, são os elementos cerimoniais na Nova Aliança.
3. A Lei
Civil.
Como nação, Israel precisava de leis coercitivas, para manter a ordem visível,
coibir os abusos, evitar a anarquia, organizar o povo, socorrer os
necessitados, proteger de doenças que dizimariam a existência da nação. Tais leis
eram punições, pois as infrações eram consideradas como crime. Não contra a
ordem moral, mas cerimonial também. O livro de Levítico, dentre outras porções
no pentateuco, estão repletos de leis que podem ser classificadas como civis (incluindo leis sanitárias).
Ø Cristo como Rei estabeleceu leis a Seu povo. Ele também
incluiu disciplina na Igreja (I Co5), uma ordem de presbíteros para regência e
diáconos para o cuidado, regras claras (diretamente da Escritura) ou normas
indiretas (extraídas de princípios da Lei Moral), que sua igreja deve proteger
e ser protegida por elas. Além disso, ele mesmo executará no fim a punição
sobre os que não são seus súditos.
*Como
eu disse, não é uma correspondência rígida, pois o profeta advertia a respeito
de coisas cerimoniais e civis também. Mas por certo, o resultado da desobediência às leis cerimoniais e
civis, era de prejuízo moral.
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