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domingo, 9 de novembro de 2014

Vídeo: Razões para não ser Adventista do Sétimo Dia



Vídeo do Rev. Marcelo Lemos da Igreja Anglicana Reformada... ele alerta que o movimento é herético... vale a pena assistir!

Aos 7:40 ele apresenta como uma das razões o fato que o adventismo nasce de uma falsa profecia. Digno de nota que o Dr. Rodrigo Silva, erudito adventista, afirmou que não aceitava o dispensacionalismo pois esse marcou uma data para o retorno de Cristo...! portanto a razão que nosso irmão Rev. Marcelo Lemos apresenta deve ser também válido, não é mesmo?

Depois ele questiona o lugar de Ellen White na essência doutrinária adventista, e mostra uma mentira que o adventismo atual engana suas vítimas... 


segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O TEXTO ORIGINAL DO NT E A FÉ REFORMADA

Um assunto delicado é questão de qual texto original do NT deveria receber a credibilidade dos cristãos. Lembro-me de ter ouvido pessoalmente de um defensor do Textus Receptus (e Almeida Fiel) que ‘a NVI é uma tradução do diabo’.

Por vários anos estudei isso com interesse, e como Presbiteriano me preocupou se de alguma maneira a Fé Reformada poderia está em jogo nesse assunto ou não. Em uma das inúmeras notas de Hermisten Maia, na edição das Institutas de Calvino recentemente lançada pela Cultura Cristã, ele cita I Tm 3.16 como sendo um texto prova para a divindade de Cristo na perspectiva de João Calvino. Curiosamente o versículo na NVI tem ‘Deus se manifestou em carne’, da mesma maneira que a Almeida Fiel. Mas nossa Almeida Atualizada verte conforme o ‘Texto Critico’, ‘Aquele que se manifestou em carne’.

O fato de ser um texto importante para Calvino provar a divindade de Cristo é importante mas não determinate. Afinal, é a CFW o Símbolo de fé presbiteriano e não Calvino. Porém, isso poderia revelar algo. A disposição dos Reformadores quanto ao texto.

Mas o que a CFW tem com o texto original do NT (e do VT)? Bem, invoco aqui o Dr Anglada para expressar uma opinião do assunto em questão: “A doutrina da preservação das Escrituras professa que Deus preservou cuidadosamente, no decorrer dos séculos, o texto bíblico que ele revelou e inspirou, a fim de assegurar sua disponibilidade às gerações subseqüentes. Essa doutrina é explicitamente ensinada na Confissão de Fé de Westminster, onde se lê: “[...] o Novo Testamento em Grego [...] sendo inspirados imediatamente por Deus e, pelo seu singular cuidado e providência, conservados puros em todos os séculos são por isso autênticos ...”(Cap. 1.8)” (Introdução à Hermenêutica Reformada, p 154,155 [compre esse livro aqui ])

O Dr Anglada diz: “Existem evidencias históricas de que Deus realmente preservou o Novo Testamento? Da perspectiva do texto majoritário, a resposta é sim. As evidencias podem ser percebidas na história dos manuscritos, na história do texto impresso e na qualidade do texto.” (página 158).

Felizmente a Cultura Cristã lançou recentemente uma tradução interlinear de Z. C. Hodges do texto majoritário. Mas é de difícil manuseio e caro, pois visa mais uma ferramenta de pesquisa do que uma Bíblia para uso diário. O texto Receptus é bem semelhante ao majoritário, mas hoje não são mais aceitos como sinônimos. A Almeida Fiel pode corresponder ao texto majoritário na sua maioria. (Uma grande contradição entre o Receptus e o Majoritário é I Jo 5.7, pois o Receptus traz palavras que não tem apoio nem na maioria nem nos mais antigos!)

Oremos para que alguém no Brasil possa produzir pelo menos um Novo Testamento acessível com base no texto majoritário.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Algumas evidências históricas da existência de Jesus.

A ARQUEOLOGIA (apenas alguns exemplos): O pátio onde JESUS foi julgado por Pilatos, chamado o Pavimento (João 19:13), foi descoberto apenas recentemente, pois, o local ficou soterrado quando da reconstrução de Jerusalém na época do Imperador Adriano. O poço (tanque) de Betesda (João 5:2) localiza-se na zona nordeste da cidade velha (em Jerusalém), foi descoberto em 1888.
CORNÉLIO TÁCITO (nascido em 52-24 a.C.): Historiador romano, governador da Ásia (112 A.D.). Ao escrever sobre o governo de Nero, afirmou que “Christus, o que deu origem ao nome cristão, foi condenado à morte por Pôncio Pilatos, durante o reinado de Tibério; mas, reprimida por algum tempo, a superstição perniciosa irrompeu novamente, não apenas em toda a judéia, onde o problema teve início, mas também em toda a cidade de Roma” (Anais XV.44).
LUCIANO DE SAMOSATA: Escritor satírico do Séc. II. Se referiu aos cristãos relacionando-os às sinagogas da Palestina e ao referir-se a Cristo, afirmou: “...o homem que foi crucificado na Palestina porque introduziu uma nova seita no mundo...Além disso, o primeiro legislador dos cristãos os persuadiu de que todos eles seriam irmãos uns dos outros, após terem finalmente cometido o pecado de negar os deuses gregos, adorar o sofista crucificado e viver de acordo com as leis que ele deixou” (O Peregrino Passageiro). Samosata também menciona os cristãos em sua obra “Alexandre, o Falso Profeta”, seções 25 e 29.
SUETÔNIO (120 A.D.): Historiador judeu, oficial da corte do Imperador Adriano. Afirmou: “Como os judeus, por instigação de Chrestus (uma outra forma de escrever Christus), estivessem constantemente provocando distúrbios, ele os expulsou de Roma” (Vida de Cláudio, 25.4). E também que “Nero infligiu castigo aos cristãos, um grupo de pessoas dadas a uma superstição nova e maléfica” (Vida dos Césares, 26.2).
PLÍNIO SEGUNDO, PLÍNIO O JOVEM: Foi governador da Bitínia (Ásia Menor, 112 A.D.) e escreveu ao imperador Trajano no intuito de obter orientações de como tratar os cristãos. Ele disse, sobre os cristãos, que “os fez amaldiçoarem a Cristo, o que não se consegue obrigar um cristão verdadeiro a fazer”.  Mais a frente, ele menciona os cristãos que estavam sendo julgados: “Eles afirmavam, no entanto, que sua única culpa, seu único erro, era terem o costume de se reunirem antes do amanhecer num certo dia determinado, quando então cantavam responsivamente os versos de um hino a Cristo, tratando-o como Deus, e prometiam solenemente uns aos outros a não cometerem maldade alguma, não defraudarem, não roubarem, não adulterarem, nunca mentirem, e a não negar a fé quanto fossem instados a fazê-lo” (Epístolas X.96).
TALO, O HISTORIADOR SAMARITANO: É um dos primeiros não judeus a mencionar Cristo (52 A.D.), mas seus escritos se perderam, sendo que temos apenas citações dele oriundas de outros escritores, como Júlio Africano (220 A.D.), cristão: “Talo, no terceiro dos livros que escreveu sobre a história, explica essa escuridão como um eclipse do sol – o que me parece ilógico”. Para esta afirmação e a seguinte, abaixo, vejam Mateus 27:45; Marcos 15:33; Lucas 3:1; 23:44.
 FLÊGÃO, UM HISTORIADOR DO PRIMEIRO SÉCULO: Suas “Crônicas” também se perderam, mas um trecho desta obra, também mencionado por Júlio Africano, afirma que “durante o tempo de Tibério César, ocorreu um eclipse do sol durante a lua cheia” (7/IIB, seção 256, fl6, p. 1165).
OS TALMUDES JUDEUS: “...e penduraram-no na véspera da Páscoa”. Os títulos “Ben Pandera” (o Ben Pantere) e Jeshu Ben Pandera” dados a Jesus podem ser um jogo de palavras com a expressão grega “panthenos”, ou seja, “nascido de uma virgem”, chamando-O, então, de “filho de uma virgem”. Há comentários na Baraila sobre Jesus como sendo Yeshu (de Nazaré) e que já havia uma ameaça que Ele poderia ser apedrejado por ter praticado magia e desviado Israel (Talmude Babilônico, Sanhedrim 43a).
A ENCICLOPÉDIA BRITÂNICA: A Edição de 1974 desta enciclopédia renomada, utilizou 20.000 palavras em sua descrição de Jesus, oriundas de inúmeros relatos não bíblicos sobre Ele, muito mais do que o número de palavras empregadas para outros personagens históricos de outras religiões. Uma das declarações da enciclopédia foi que “esses relatos independentes comprovam que nos tempos antigos até mesmo os adversários do cristianismo jamais duvidaram da historicidade de Jesus...”
FLÁVIO JOSEFO (nascido em 37 A.D.): Conhecido historiador judeu. Em Antiguidades (18.3.3), ele afirmou: “Nessa época havia um homem sábio chamado Jesus. Seu comportamento era bom, e sabe-se que era uma pessoa de virtudes. Muitos dentre os judeus e de outras nações tornaram-se seus discípulos. Pilatos condenou-o à crucificação e à morte. E aqueles que haviam sido seus discípulos não deixaram de segui-lo. Eles relataram que ele lhes havia aparecido três dias depois da crucificação e que ele estava vivo (...) talvez ele fosse o Messias, sobre o qual os profetas relatavam maravilhas” (versão árabe, a mais confiável).

Cláudio dos Anjos

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Resposta Apologética Cristã a um mómon - parte 2


Resposta do irmão Lucio ao amigo ‘mórmon’ Leonel. (As partes em negritos são do Leonel.) depois dessa resposta o amigo Leonel se retirou do debate, não completando um ciclo satisfatório de argumentos.
Em breve estarei postando sugestões que nosso irmão Lucio propõe para evangelização dos ateus. O irmão Lucio contribuirá com esse blog com textos apologéticos de caráter filosóficos. ‘Como evangelizar um ateu?’ sempre será de autoria desse precioso irmão.

Leonel: Imagino que tais competições não interessam a cientistas sérios. Diferente de Dawkins ou Hitchens, Ehrman não parece interessado em "destruir" a religião. Seu esforço é noutro sentido. Porém, torno a repetir, usei-o apenas para ilustrar meu ponto de vista, que é: a Bíblia não está acima de crítica!


Lucio: Cientista sérios... interessante... quem seriam esses? Acho q você sabe que Dawkins é responsável (por parte de Oxford) por popularizar as idéias científicas. Assim, ele é um autentico representante do grande corpo docente de acadêmicos cientistas e pseudo-filósofos. Aliás, essa crítica de que a maioria dos cientistas quando tentam filosofar cometem desastres é apoiada por grandes filósofos como Antony Flew e Alvin Platinga.

Agora, se você usa Ehrman para apoiar suas opiniões, tem que lidar com as críticas à ele. É a autoridade que você recorre que estou questionando! Você viu o vídeo? Você leu o link?

Aliás, Ehrman já debateu, só que eu saiba, com Craig, Licona e J. White! Não ouvi falar que ele se deu bem...

Leonel: ...admitiu que os pontos trazidos à luz por mim em postagens anteriores são consenso na comunidade acadêmica e não delírios de um estudioso decepcionado com a religião ou reflexões "anacrônicas" de um "mórmon" desesperado diante dos "fatos".

Lucio: Bom, é por isso que citei os debates. O que afirmo é que a comunidade acadêmica está comprometida com o naturalismo e/ou qualquer válvula de escape que lhes dê sua preciosa emancipação de um Ser que lhes cobra uma vida moral (porque amam o pecado...). Mas quando essa hegemonia é trazida ao tribunal da lógica e da razão, e o debate é o melhor jeito de isso ficar claro, podemos perceber que esses consensos estão isentos de bom senso. (apesar da aliteração).


Leonel: Nada surge do nada. Leia um bom livro de História e entenderá as razões políticas e teológicas que motivaram tais modificações.

Concordo. Mas essa foi uma evasiva muito medíocre. Na verdade eu poderia ser simplório e responder a altura assim: leia um bom livro de apologética e terá as respostas...
Por favor, se você tem algum livro que explique isso, mostre o argumento aqui. Transcreva-o e vamos debater. Já que você gosta de se juntar ao inimigo de seu inimigo (como o fariseu com o saduceu para enfrentar Jesus), sugiro Bultmann ou Strauss.

Leonel: a Bíblia não está acima de crítica! (Obs: Lamento muito ouvir isso dos mórmons. Nesse momento eles têm servido a causa diabólica de sempre, desde o Éden, por a Palavra de Deus em duvida. Ass: Luciano.)

Lucio: Eu concordo. E já são 2000 anos de história que ela, de um jeito ou de outro está sendo criticada. A partir daí, troco a preposição ‘de’ para ‘da’, e retiro seu não: A Bíblia está acima DA crítica!

Leonel: Afeta um dogma central do tipo de cristianismo que você professa: a inerrância bíblica.

Lucio: Bom, parece que o Ehrman discordaria de você... (na resenha de Wintherington)
Veja o vídeo de novo por favor...
Se não conseguir captar o raciocínio, o transcreverei aqui.

"os versos finais do Evangelho de Marcos, onde Jesus, depois de sua ressurreição, diz a seus discípulos que aqueles que acreditarem nele falarão em línguas estranhas, serão capazes de lidar com cobras e de beber veneno sem correr riscos." (Ehrman)

Ehrman... ficou claro que você não leu a resenha de Ben Wintherington... Interessaria-se por vê-lo traduzido?

Enfim...

Qual relevância tem esse texto para a doutrina cristã? Além do mais, não vejo os eruditos cristãos reivindicando a originalidade do final extenso de Marcos. Como é óbvio, você está desinformado. Quer uma dica de leitura? Leia o livro ‘Introdução Bíblica’ de Norman Geisler e Willian Nix. Além disso, por exemplo, o falar em outras línguas tem respaldo na carta de Paulo aos Coríntios...

Leonel: Critérios tão subjetivos que Martinho Lutero ainda discutia a "inspiração" de Tiago em meados do século XVI e recomendava sua exclusão do cânon.

Lucio: Quem sabe Lutero, à semelhança de alguns mórmons , não estaria desavisado (para ser eufêmico) quanto aos critérios de canonização. Na verdade, a dúvida de Lutero foi a dúvida da Igreja primitiva, bem como a resolução...
Sendo direto, você sabe quais são os critério de canonização? Aliás, poderíamos discutir esses critérios e buscar aplicá-los ao seu livro de mórmon. O que você acha?

Leonel: Minha opinião pessoal é que tais "fatos" acabam pesando contra a Bíblia. Se tais passagens miraculosas comprovassem algo, o Livro de Mórmon estaria acima de qualquer crítica pois tais abundam nele. Outras religiões passariam pelo mesmo teste sem qualquer arranhão à sua credibilidade (digo, no critério de fatos históricos comprovados e passagens miraculosas).

Lucio: Quero limitar meus comentários até aqui. Esse último comentário é o que eu mais queria que você fizesse. Vou produzir um texto inteiro em resposta a essas alegações.

Até a próxima Leonel."

Como disse no começo dessa postagem, Leonel se retirou, assim não teremos a conclusão que o irmão Lucio intencionou.
O Leonel nos disse que iríamos desdenhar dele por ele ter se retirado do debate. Eu disse a ele que não faríamos isso, pois quem tinha o habito de humilhar algumas pessoas (os negros) eram os profetas mórmons, e não nós. Veja as palavras diabólicas que certo profeta mórmon disse.

“Você vê alguns grupos da família humana são negros, desajeitados, feios, desagradáveis e baixos em seus costumes, selvagens e aparentemente sem a benção da inteligência...o Senhor pôs uma marca nele, que é o nariz chato e a pele negra”.
BRINGHAM YOUNG – Journal of Discourses, vol. 7, pg. 290,291.

Quão nobre seria que o Leonel, e outros mórmons, usassem suas capacidades para desmascarar essa 'bestialidade verbal'.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Resposta apologética cristã a um mórmon.


Como prometi, eis uma resposta do Lucio ao amigo leitor do nosso blog, Leonel, que usou das ficções de Ehrman para questionar os fatos bíblicos.

"Quem disse que só pelo fato de Ehrman falar a opinião torna-se fato? Na verdade, na comunidade acadêmica há um consenso geral a favor do naturalismo, mas será que é isso mesmo que é verdade? Bom, a questão é que nenhum deles foi capaz de vencer um debate sequer contra algum apologista cristão (é verdade que alguns ficaram ‘trucados’ mas nunca houve uma derrota por parte de algum cristão), assim, o fato de a maioria concordar não quer dizer nada. Aliás, todos concordavam que o sol girava em torno da terra... como as coisas mudam na tão estável ciência ein... Como alguém já disse: a massa é burra...
Além disso, não são novas essas alegações de Ehrman. Lembro-me de Wrede, Straus, entre outros, terem dito isso a um bom tempo atrás. Dizer que os textos foram modificados por tendências teológicas é muito fácil, agora, o que nem Ehrman, nem Strauss, nem ninguém conseguiu foi explicar como essas motivações teológicas surgiram do nada na comunidade rabínica do primeiro século.
Bom, se você conhece a ciência da crítica textual, ao menos um pouco, sabe que a ‘corrupção’ do texto é tão insignificante que não afeta nenhuma doutrina cristã (admitido por Ehrman!). Na verdade, a corrupção é de menos de 1%! Isso quer dizer nada! Agora dê uma olhada em outros textos antigos e veja o que realmente é corrupção no texto. As variantes nos textos do Novo Testamento são tão insignificantes que seria um absurdo dizer que o texto é corrompido. Para sintetizar as informações que quero trasmitir veja este vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=16a2Db7zw3M
Estou aberto para debater o assunto.
Quando vi você falar de crítica textual achei engraçado. Já pensou na aplicação dela ao livro de Mórmon? Já pensou o que diria Ehrman sobre ele? Recorrer a Ehrman é como os fariseus se unirem aos saduceus para derrubar Jesus. Dê uma pesquisada e depois você me fala o que acontece...
Aliás, não houve uma alegação de céticos como Ehrman que não tiveram sua devida resposta. Você deve estar no mínimo muito desinformado para crer que os cristãos estão alienados sobre o assunto. Viu as críticas que Ben Wintherington III fez dele (eis um artigo bom para começar: http://benwitherington.blogspot.com/2006/03/misanalyzing-text-criticism-bart.html )? São, no mínimo, conclusivas. Ouvi falar também que James White se deu muito bem no debate contra Ehrman, pena que o debate está em inglês, sem legendas... Vale a pena conferir como estudiosos como Craig Blomberg, Craig Evans, D. Carson e tantos outros responderam muito bem às críticas negativas da alta e baixa crítica e seguem de consciência limpa afirmando a incorruptibilidade dos textos. Pensar que Ehrman está sem respostas é tão bem informado quanto pensar que Hitchens é invencível em um debate (como prefacia Dawkins na versão inglesa do ‘Deus não é grande: como a religião envenena tudo).
Outra questão estranha que você colocou foi a de que a Bíblia que temos em mãos só passou a existir em Nicéia. Se você está falando que só em Nicéia foi finalmente entrado em consenso quais eram os livros realmente inspirados, eu concordo com você. Isso não desacredita o cânon, antes o credita, pois mostra o rigor que a Igreja primitiva tinha antes de reconhecer (e não canonizar) que um livro é inspirado. Aliás, sabe quais foram os critérios?

Além de tudo isso, a Bíblia conta com um acervo de fatos históricos (e miraculosos!) que religião nenhuma no mundo possui, como a ressurreição de Jesus, a passagem pelo mar Vermelho e tantos outros. ( abertíssimo a debate!)

Por fim, vale lembrar que Ehrman não abandonou o cristianismo por causa da crítica textual, mas foi por causa do problema do mal, assunto que ele não tem competência alguma para discutir.

______________________
O fim do debate:   http://mcapologetico.blogspot.com/2010/09/resposta-apologetica-crista-um-momon.html

sábado, 21 de agosto de 2010

Mórmon questionando a Bíblia.


Leonel deixou um comentário aqui no blog. Basicamente questionado a Bíblia. (ele comentou no 'Um mómon me enviou um e-mail')Respondi algo, mas não fui a fundo. Um amigo e irmão em Cristo de nome Lucio, militante na causa apologética, escreveu uma resposta a Leonel mais profunda. Antes de postar a 'resposta' do Lucio, segue-se o comentário de Leonel.
"Acho engraçado quando as pessoas falam em "manuscritos originais"
como se fosse algo que se encontra em qualquer livraria.

Segundo o estudioso Bart D. Ehrman (autor de O que Jesus disse? O que Jesus não disse?, entre outros) o que chegou até nós não passam de fragmentos, porções, e que é muito difícil falar em "manuscritos originais" - pelo simples fato que tais não existem - e por causa do processo de escrita, reescrita e "correções" dos textos movidas por interesses teológicos. É importante salientar que mesmo a Bíblia que temos em mão atualmente só passou a existir depois do Concílio de Nicéia - nenhum dos apóstolos e alguns dos chamados "Pais da Igreja" sequer a conheciam como tal.

A isso, acrescente-se o fato que esses manuscritos não estão a disposição do pesquisador leigo (muitas vezes nem mesmo do profissional, como no caso da Biblioteca do Vaticano).

Recomento sinceramente que pare de ler livros evangélicos de apologética e passe para a leitura de livros sérios de crítica textual - por incrível que pareça a você, existem vários autores sérios e sem vinculações ideológicas que se debruçam sobre a Bíblia - e você se surpreenderá ao perceber que a tal "inerrância bíblica" que tão ardorosamente defendes não passa de mais um dogma criada com o intuito de tornar inquestionável o poder da igreja (por ser a única instituição divinamente autorizada a interpretrá-la) e não reflete a verdade dos fatos."

Não colocarei minha resposta a ele, vamos ver o que o Lucio dirá...