A Bíblia é a inerrante, infalível e suficiente Palavra de Deus. Deus é Triúno. A salvação é pela graça por meio da fé em Cristo Jesus.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
Respondendo as perguntas adventistas sobre a imortalidade da alma de Azenilto Brito postada por Leandro Quadros – Parte 2
“3º
Alicerce”
- Resposta: Esse argumento está viciado com os demais, visto que pressupõe algum
problema para a crença cristã da imortalidade da alma. Como eu disse, existem
vários textos que usam vários sentidos para o termo espírito, e dentre eles a sustentação da vida. O texto de Salmo
104.25-29 apenas demonstra um de seus sentidos etimológicos. Isso significa a
providência de Deus em dizer quando um animal morrerá, pelo menos era assim que
o Senhor Jesus cria – Mt 10.29. Que obstáculo contra a imortalidade da alma há
no texto do Salmo 104.25-29?!
“4º Alicerce” – Resposta:
Esse alicerce é o pior de todos.
Coisa de gente desinformada a respeito do gênero de livro. Mas levando em
consideração quem é o autor de tais alicerces, e de quem o divulga, não se trata
de ignorância, mas distorção religiosa, arquitetada.
A temática do livro de Eclesiastes, escrito
por Salomão, é um retrato da vida na perspectiva humana. Quando vemos um animal
sofrendo um acidente e um ser humano, os resultados perceptíveis são semelhantes,
pois estamos falando de criaturas físicas.
Numa perspectiva de observação vertical, do ponto de vista humano, não há
diferença em muitas coisas nesse mundo. Ele, o autor inspirado do livro, fala várias vezes do que vemos
“debaixo do sol” – veja Ec 1.3,5,9,14; 2.11,17, 18, 19, 20, 22,; 3.16, 4.1, 3,
7, 15; 5.13, 18; 6.1, 5, 12, 7.11; 8.9, 15, 17; 9.3, ,6, 9, 11, 13; 10.5.
Apenas uma leitura superficial ou enganosa, pode desconsiderar a perspectiva do
livro. Mais adiante mostrarei outros problemas para os adventistas ao distorcerem
esse livro inspirado.
Conclusão
sobre os alicerces
Não houve alicerce algum, para um cristão que
lê a Bíblia, que venha questionar a crença reformada da imortalidade da alma. O prédio das teorias adventistas está comprometido. Assim, os teólogos de Westminster estão ainda sem ameaças quando
disseram:
CAPÍTULO
XXXII. DO ESTADO DO HOMEM DEPOIS DA MORTE. E DA RESSURREIÇÃO DOS MORTOS: I. Os
corpos dos homens, depois da morte, convertem-se em pó e vêm a corrupção; mas
as suas almas (que nem morrem nem dormem), tendo uma substância imortal, voltam
imediatamente para Deus que as deu. As almas dos justos, sendo então
aperfeiçoadas na santidade, são recebidas no mais alto dos céus onde vêm a face
de Deus em luz e glória, esperando a plena redenção dos seus corpos; e as almas
dos ímpios são lançadas no inferno, onde ficarão, em tormentos e em trevas
espessas, reservadas para o juízo do grande dia final. Além destes dois lugares
destinados às almas separadas de seus respectivos corpos as Escrituras não
reconhecem nenhum outro lugar. Gen. 3:19; At. 13:36;
Luc. 23:43; Ec. 12:7; Apoc. 7:4, 15; II Cor. 5: 1, 8; Fil. 1:23; At. 3:21; Ef.
4:10; Rom. 5:23; Luc. 16:25-24.
Ø As perguntas. Vejamos agora às 30 perguntas 'irrefutáveis', que os senhores Brito e Quadros apresentam. E deixemos que seus argumentos encontrem outra sustentação,
pois as pré-estabelecidas até agora, não tem fundação legítima alguma:
1ª: Se
Deus colocou no ser humano uma alma imortal, então por que razão existiria a
“árvore da vida” no Jardim do Éden?
Observações: Se
o homem continuasse comendo da árvore da vida, se tornaria imortal (cf. Gên.
3:22). Contudo, foram expulsos do Jardim do Éden, para não mais comerem
da árvore da vida, e dois querubins ficaram na guarda do Jardim para que
não tomassem da árvore e vivessem eternamente (cf. Gên. 3:24). Tudo isso seria
totalmente desnecessário se já possuíssem uma alma imortal.
Tudo indica que a árvore da vida era um símbolo visível/literal do favor divino, pelo pacto das obras, caso Adão obedecesse.
Esse seria 'o sacramento' da vida eterna que nossos pais – Adão e Eva – comeriam
como recompensa do pacto das obras. Visto que o pecado resultou na morte
espiritual (separação da comunhão com Deus - Ef 2.1,2), na morte física (separação da
comunhão com as coisas materiais - Rm 5.12) e na morte eterna (separação do favor divino no lago de fogo - Ap 20.14). Eles foram proibidos de comerem do símbolo da vida.
O que o pressuposto dessa primeira pergunta desabona uma parte
imaterial no ser humano? Nada! O adventista infere uma conclusão plenamente desprovida de razão “Tudo isso seria totalmente desnecessário se já
possuíssem uma alma imortal.”. Deus não criou o ser
humano para viver desencarnado. O homem é homem com suas propriedades –
enquanto morto e alma separada do corpo, não há plenitude da sua existência
humana.
2ª: Por
que em Gên. 2:17 lemos claramente sobre o homem experimentando a morte de forma
definitiva (até à ressurreição), sem qualquer pista de uma morte só de parte do
seu ser (do corpo)?
Observações: No
original hebraico lemos moth tâmuth—traduzido literalmente
por “morrendo morrereis”. A morte seria o fim total de qualquer
existência humana, corpo e alma, pois, como consequência do pecado, o processo
de morte teria início a partir do primeiro falecimento. A verdade incontestável
é que não existiria nenhum estado de vida entre a morte e a ressurreição, como
Davi também refere ao falar da própria morte como uma condição de
não-existência (Sal. 39:13).
Os dois adventistas aqui
devem achar que seus oponentes os cristãos reformados e protestantes são tão desatentos a ponto de não perceberem a dissimulação do argumento! Note que quando o sr Brito articula o argumento, do nada introduz uma ressalva que também não está no texto – isto
é, a ressurreição. Observe bem o argumento e pergunte-se: onde no texto fala
de ressurreição? Mas o Sr Brito, bem esperto em seus argumentos, lança a
ressalva inexistente no texto, mas considera que a menção da imortalidade
da alma deveria ser feita!!! Poderíamos com seu argumento então inferir que
ressurreição não haverá pois ali não disse ('qualquer pista') nada a respeito da ressurreição!
Na sua observação, o ‘mestre
apologista’, faz aquele passe de mágica argumentativo dizendo: “A verdade incontestável é que não existiria nenhum estado de vida entre
a morte e a ressurreição”. Fácil dizer o que quer assim. Incontestável onde? Até agora, em lugar algum... mas continuemos, quem sabe ainda surgirá argumentos melhores...
Continua...
Continua...
segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
Respondendo as perguntas adventistas sobre a imortalidade da alma de Azenilto Brito postada por Leandro Quadros – Parte 1
O apresentador do programa na Mira da
Verdade, da TV adventista Novo Tempo, Leandro Quadros, postou em seu blog (http://leandroquadros.com.br/30-perguntas-aos-que-creem-na-imortalidade-da-alma/) trinta
perguntas do conhecido professor Azenilto Brito, ardoroso apologista adventista.
Nessa postagem, Leandro Quadros bem entusiasmado, convida os leitores a lerem o
“rico material” preparado por Brito. Pelo pouco que conheço deles, tais
perguntas podem ser considerados argumentos representativos dos adventistas
nesse assunto. Não seriam perguntas gratuitas de adventistas individuais,
podemos dizer que tais perguntas são perguntas adventistas. Minhas
respostas será uma série de postagens, pois de fato são muitas perguntas, sendo
que algumas são muito complexas – o que envolverá uma pesquisar maior, outras,
porém, são as mesmas perguntas já respondidas pelos cristãos... Mas, todas
serão respondidas.
Boa leitura, e que o Espírito Santo nos
Ilumine (Jo 16.7-14).
Introdução
Em um
primeiro momento, a postagem apresenta seis alicerces que serão norteadores
para as perguntas que serão apresentadas. Sem nenhuma razão ponderada e
biblicamente abalizada, eles dizem que esses são os alicerces a respeito do
assunto em pauta. Essa já a primeira falha deles – inferem uma dedução, como
que se fosse mesmo esses alicerces para tal assunto. Veja os alicerces –
1º
alicerce: Gênesis 2:7 apresenta a ‘montagem’ ou criação do homem, SÓ de dois
elementos —“pó da terra” + “fôlego de vida”. Assim, o homem se faz “alma
vivente”. Não é dito que o homem TEM alma (imortal) e sim que É alma (vivente).
Na formação do homem não ENTRA nenhuma “alma imortal”.
2º
alicerce: Na
‘desmontagem’ do homem (morte), como tratado por Salomão em Ecl. 12:7, o pó
volta à terra, como era, e o espírito-ruach (fôlego vital) volta
para Deus que o deu. O texto fala tanto do pó quanto do espírito-‘ruach’ de
TODOS os homens (não só dos salvos). Na morte do homem não consta que SAI
qualquer “alma imortal”.
3º
alicerce: Davi
usa linguagem semelhante à de Salomão em Ecl. 12:7 no Sal. 104:25-29 falando da
morte DOS ANIMAIS: Deus remove a respiração-ruach, e esses ANIMAIS voltam
ao pó.
4º
alicerce: Temos
então Salomão em Ecl. 3:19-21 falando didaticamente sobre como a sorte de
homens e animais é idêntica na morte. “Assim como morre um, morre o outro”
porque tanto homens como animais “têm o mesmo fôlego de vida-ruach”.
5º alicerce: Davi prossegue
dizendo que na morte não há a mínima consciência—Sal. 146:3, 4; pois os mortos
“não louvam ao Senhor” nem os que “descem ao silêncio” (um paralelo muito
instrutivo—Sal. 6:5, 115:17), sendo que a sua própria morte representaria para
ele a não-existência (Sal. 39:13).
6º
alicerce: E
no antiquíssimo livro de Jó, aquele Patriarca confirma como a morte é a
inexistência em termos bem claros: Jó 7:21, 14:7-14. E ele ainda fala de quando
se encontraria com o seu Redentor—não quando morresse e fosse de imediato para
o céu com sua alma, mas sim quando Ele Se levantasse sobre a Terra, e O veria
com o seu próprio corpo renovado: Jó 19:25-27.
O erro
gritante desses alicerces é a ausência total de leitura do Novo
Testamento que trata do assunto. Nenhuma doutrina bíblica para os
cristãos pode desconsiderar a revelação progressiva e plena contida no Novo
Testamento! Os adventistas vivem em erro com respeito ao sábado e doutrinas
alimentícias, exatamente por desconsiderar a leitura pura da revelação neotestamentária. Minha colocação não
tem nada com dispensacionalismo, por favor! Todos sabemos disso. É princípio
básico da hermenêutica cristã e da teologia bíblica. A revelação progressiva
consiste em ser acumulativa. E qualquer diferença trata de progresso e não de
contradição, o que tenta fazer alguns. Podemos dizer que o Velho Testamento
trata da imortalidade da alma como algo ‘latente’, que no tempo do NT se tornou
patente. Se no VT algo era um
sussurro, no NT foi um grito. Isso, em
toda e qualquer doutrina bíblica deve ser considerado.
Por que
então esses alicerces adventistas desconsideram o NT? É porque o NT é o maior problema para a interpretação
adventista a respeito da alma – e na verdade, a respeito de quase todas as
suas doutrinas distintivas. Esses seis alicerces se tornam uma camisa de
força hermenêutica na mentalidade do adventista, quando desconsideram o NT como revelação acumulativa. Vamos a esses alicerces.
Mencionarei o número aí você consulta acima a descrição do mesmo (nessa postagem trato apenas do primeiro e segundo):
“1º Alicerce” - Resposta: A montagem do homem
no texto de Gn 2.7 fala de sua constituição, como uma unidade; corpo + fôlego = alma. Mas será que o
texto é uma explanação exaustiva da constituição humana em sua espiritualidade
e plenitude? Claro que não! Para sabermos o que é, e a diferença da alma
vivente “Homem e Mulher” da alma
vivente “Animais”, devemos recorrer às
demais revelações na Bíblia.
Um texto não exclui possibilidades de acréscimos,
em especial se ele for enxuto na sua exposição, e ainda mais, se termos outros
trechos que devem ser considerados. No texto de Gn 2.7 não diz que os seres
humanos são a imagem de Deus, nem que receberam uma missão cultural e nem que
gerenciariam o mundo (Gn 1.27-30). A leitura de Gn 2.7 nos garante que o homem é uma alma vivente, mas não é uma negativa de que por ser alma ele não possa ter
uma alma imortal! Isso nem mesmo é uma contradição! Para piorar, o argumento
pueril adventista; o sentido em que o termo alma é usado em Gn 2.7 é difere de algumas outras passagens
bíblicas, como veremos. Aquilo que ele é,
no caso que defendemos, é diferente daquilo que ele têm. Assim, nem na construção do argumento, nem na suas
implicações, “ser uma alma” é de fato uma negativa de “ter uma alma”.
“2º
Alicerce”
– Resposta: Esse argumento da desmontagem é pobre de teologia bíblica.
Desconsidera tudo com base em uma afirmação – não em um negação. Usa uma
camisa de força hermenêutica, erroneamente pressuposta do texto de Ec 12.7. Primeiro, que o termo “espírito” não
significa apenas “fôlego”. O adventista toma isso por certo e em especial para
esse texto. Uma consulta, porém, na Bíblia e em dicionários linguísticos, fica
provado que não é assim. A Bíblia fala que Deus, anjos e demônios são espíritos. Eles são então apenas
“fôlego”? Obvio que não. Portanto, a etimologia da palavra hebraica “ruash” não
deve ser restrita a apenas um sentido.
Daí, vamos ao texto de Ec 12.7 com as
duas hipóteses, antes de ver quais das duas é a verdade – se resiste a testes:
1. Na interpretação adventista, o espírito
que volta a Deus foi o sopro que Deus insuflou em cada pessoa para ela viver.
2. Na interpretação cristã é a parte imaterial que volta a Deus para ser por
ele guardado até o ultimo dia.
Qual das duas está em harmonia com a o
ensino bíblico?
O Contexto: a
argumentação do autor de Eclesiastes no contexto (11.9-12.8) é demonstrar que
essa vida é passageira, e que a juventude terminará, mas que tudo que fazemos
Deus pedirá conta – 11.9 (compare com 12.13). O que sobrará de nós diante de
Deus, após a morte? O espírito voltará a Deus! Se por espírito entendermos como
entende o adventista, apenas como um ‘fôlego’, não haverá sentido algum o
argumento desenvolvido pelo Pregador. Agora, lendo corretamente junto com a interpretação reformada, entendemos
toda a escatologia individual (Lc 16.19-31; 23.43, etc) - em começar a prestar
conta de nossos atos.
O autor adventista diz também que não apenas
dos salvos, mas de todos - tal espírito volta a Deus. E quem é que disse que não? O voltar a Deus no contexto de
Eclesiastes significa sair desse mundo material (debaixo do sol) e ir para o
transcendental. A Bíblia revela em
outras partes que esse voltar a Deus é estar sob seu juízo ou cuidado, até a
ressurreição e juízo final.
Continua...
sábado, 28 de janeiro de 2017
A expiação limitada e I João 2.2
Arminianos
limitam a eficácia da expiação, tornando-a passiva à vontade daqueles que foram
objetos de sua contemplação. Obviamente que para eles, isso não é uma
limitação, antes, segundo eles, é assim que ela é gerenciada.
Calvinistas
limitam a extensão da expiação, tornando-a ativa àqueles que foram objetos de
sua contemplação. Obviamente, não há para esses uma desqualificação da mesma,
visto que ela é assim gerenciada.
Os
universalistas são os únicos que de fato não limitam a expiação, nem em sua
eficácia e nem em sua extensão.
Temos
diante dessas proposições, algumas alternativas:
1 - Cristo morreu por todos que estarão no inferno e por todos que
estarão no céu.
2 - Cristo morreu por ninguém que estará no inferno e por todos que
estarão no céu.
3 - Cristo morreu por todos (por cada pessoa) e assim ninguém
passará a eternidade no inferno por isso que todos irão para o céu.
Podemos
dizer, até de uma maneira reducionista, que os Universalistas são a mistura de
arminianos e calvinistas. Creio que a posição calvinista tem mais apoio bíblico*
e teológico que o arminianismo. Quanto
aos universalistas, é um equívoco flagrante.
Um
dos textos bíblicos mais usados pelos arminianos, porém, para defender a
extensão da expiação por eles defendida, é I João 2.2, que diz:
“E ele é a
propiciação pelos nossos pecados, e não
somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.”
O
termo propiciação significa
“aquilo que
aplaca a ira e traz a reconciliação com alguém que tem razões de estar irado
com outra pessoa” (Bíblia Palavras-Chaves; Dicionário
Grego do Novo Testamento, James Strong – verbete 2434).
Na
verdade, o debate em torno de I Jo 2.2 não deveria ser apenas o significado do
termo “mundo”, se é extensão numérica, qualificação genérica ou amplitude
universal, mas também, o que se entende pelo termo “propiciação”, deveria
nortear mais o debate hermenêutico. Precisamos, diante disso, compreender o
significado do termo mundo usado por João em sua carta, visto que o mundo ali
já é alvo da ira do desagrado de Deus (Rm 1.18), tendo em vista o sentido do
termo “propiciar”. Em grego “propiciação” em I Jo 2.2 é um substantivo (O Novo
Testamento Grego Análitico, p. 721). E também, o verbo “ser”, está no presente,
em plena ação – isto é: “Ele [Jesus
Cristo] ESTÁ SENDO a Propiciação”.
Isso revela um serviço de mediador e redentor, atuante, em favor dos que vão
sendo salvos – graças a Deus!!!
Em
primeiro lugar,
não creio (mais) que João,
nesse texto, estaria usando o termo “mundo” em contraste com os judeus. Ou
seja, judeus/cristãos de um lado, e do outro gentios/mundo. Na época que ele
escreveu essa carta, por volta do ano 85-90 d.C, a comunidade cristã já estava
bem avançada em vários locais, sua carta foi escrita de Éfeso, e achar que seu
foco seria cristãos judeus, creio não ser uma explicação satisfatória. Por
certo havia judeus entre o público alvo, mas as ameaças tratadas na carta eram
mais pagãs do que judaicas (I Jo 4.3). No Evangelho, João sim usou o termo
mundo em contraste com judeus, em muitos casos. Podemos ver exemplos disso em
João 1.29, 3.16 e 4.42, onde o contexto claramente trata um contraste com a
exclusividade nacional judaica. O contexto histórico do co conteúdo do Evangelho,
é diferente dos das cartas, ainda que foram escritos na mesma época. Em I João
2.2, definitivamente, não entendo ser o caso.
Antes
de examinar o fluxo do contexto imediato, vejamos como João usa o termo mundo em sua carta, além do uso que ele
fez no cap. 2.2 (como aparece na ACF):
1. Não ameis o mundo,
nem o que no mundo há. Se alguém ama
o mundo, o amor do Pai não está
nele. 1 João 2:15
2. Porque tudo o que há no
mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da
vida, não é do Pai, mas do mundo. 1
João 2:16
3. E o mundo passa, e a
sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.
1 João 2:17
4. Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos
chamados filhos de Deus. Por isso o mundo
não nos conhece; porque não o conhece a ele. 1 João 3:1
5. Meus irmãos, não vos maravilheis, se o mundo vos odeia. 1 João 3:13
6. Quem, pois, tiver bens do mundo,
e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará
nele o amor de Deus? 1 João 3:17
7. Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os
espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. 1 João 4:1
8. E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em
carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes
que há de vir, e eis que já agora está no mundo.
1 João 4:3
9. Filhinhos, sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é
o que está em vós do que o que está no mundo.
1 João 4:4
10. Do mundo são, por
isso falam do mundo, e o mundo os ouve. 1 João 4:5
11. Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus
enviou seu Filho unigênito ao mundo,
para que por ele vivamos. 1 João 4:9
12. E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para
Salvador do mundo. 1 João 4:14
13. Nisto é perfeito o amor para conosco, para que no dia do juízo
tenhamos confiança; porque, qual ele é, somos nós também neste mundo. 1 João 4:17
14. Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé. 1 João 5:4
15. Quem é que vence o mundo,
senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus? 1 João 5:5
16. Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno. 1 João 5:19
Existe
uma variedade de sentidos no vocábulo bíblico “cosmos” ou “mundo”. Como percebemos não apenas em
dicionários bíblicos, bem como nesse uso que o Apóstolo João fez nessa sua
pequena carta. Desde um sentido geográfico, simbólico, moral e demográfico.
Vamos tentar fazer essa classificação apontando os textos:
1. Mundo
- incredulidade, filosofias, imoralidade, materialismo, paganismo e maldade:
2.15,15,17; 4.5 [A,B]5.4,5
2. Mundo
– material, físico, geográfico, nossa existência, demográfico: 3.17; 4.1 [?], 3
[?]; 4.9,17
3. Mundo
– pessoas ímpias: 3.1,13;4.4,5 [C]; 5.19
4. Mundo
– pessoas que serão perdoadas: 4.14
Peço
a compreensão dos leitores, se a classificação não foi mais exaustiva, mas
creio que em linhas gerais podemos assim classificar o uso que João fez de
“mundo” em sua carta. Pois bem, em qual dessas classificações poderíamos
colocar 2.2? Certamente, na classificação de número 4. Pessoas que serão
perdoadas, ou que serão salvas, objetos do amor salvador de Deus. Uma
comparação pode entre os dois textos pode clarear um pouco a semelhança:
I João 2.2
|
I João 4.14
|
Meus filhinhos, estas coisas
vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para
com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos
pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo. 1
João 2:1,2
|
Nisto conhecemos que estamos nele,
e ele em nós, pois que nos deu do seu Espírito. E
vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.
Qualquer
que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele, e ele em Deus.
1 João 4:13-15
|
O
fluxo do contexto da citação de João 2.2 é ainda mais esclarecedor. Vejamos:
“Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e
não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo
para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. Se dissermos
que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós. Meus
filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar,
temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação
pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o
mundo.” 1 João 1:8-2.2
Ø O que temos claramente nesse
fluxo contextual? O autor inspirado está dizendo aos seus leitores que devem confessar a
Deus seus pecados, pois eles têm um Advogado em pleno exercício e legítimo
diante do Pai, e que eles serão perdoados, visto que esse Advogado está pronto
a interceder por todos aqueles que assim o buscarem, mesmo não estando visivelmente
no momento entre os crentes que estão lendo essa carta, mas todos em todos
lugares, isto é, no mundo inteiro, poderão assim serem beneficiados por Esse
Advogado, caso o confessem e creiam Nele.
Assim,
João 2.2 não está dizendo mais do que diz – Jesus perdoa os crentes e perdoará
os ímpios que se achegarem a Ele.
Onde a Expiação Limitada da TULIP, é aqui
contestada?
*A
conclusão calvinista é lógica e necessária dentro de sua construção teológica.
E vários elementos bíblicos são apresentados.
1. Quando o Senhor disse que morreu pelas
suas ovelhas (Jo 10.15). Sendo dessa forma a garantia de que, os que o Pai lhes
deu não se perderiam (Jo 6.37-40).
2. A eficácia da tipologia da expiação
realizada no Dia da Expiação, conforme descrita em Levítico 16. Sendo
satisfeito todos os requisitos, uma vez aplicada e realizada, tal expiação era
eficaz e objetiva.
3. A questão atemporal, ou dos planos
eternos, pois desde toda eternidade Deus elegeu “Nele”, isto é, em Cristo, os
que se renderiam ao Seu Senhorio (Ef 1.4-7). Apocalipse fala-nos do “livro do
Cordeiro”, obviamente lembrando a morte sacrificial, que foi escrito antes da fundação
do mundo - Ap 13.8; 17.8.
4. A linguagem bíblica de que em vários
casos a Palavra de Deus diz que Jesus morreu por muitos. Isaias chega a
associar da seguinte maneira: “justificará a muitos, porque a iniquidade
deles levará sobre si.”(Is 53.11). Percebemos que a justificação
decorre da morte do Senhor. O próprio Jesus parece repetir a ênfase quando na
Ceia diz que seu sangue seria derramado em “favor de muitos, para remissão dos pecados” (Mt 26.28).
5. A identificação sobrepujante dos
autores cristãos em se apropriarem da morte de Cristo como sendo algo deles. Um autor confessa Cristo “se entregou por mim” (Gl 2.20). Quando
a Escritura diz que ‘Cristo morreu por nós’, é dito por Cristãos, e está
incluso o objetivo traçado: “O qual a si mesmo se entregou por nós, a fim de purificar um povo
exclusivamente seu, zeloso e de boas obras.” (Tt 2.14). O “fim”,
ou objetivo, não foi proporcionar uma chance – mas garantir um povo.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
Carta do SC da IPB aos que falam em Línguas nas suas fileiras
RECOMENDAÇÕES AOS CONCÍLIOS E IGREJAS
[...] a Igreja Presbiteriana
do Brasil, partindo de uma hermenêutica baseada não na experiência individual,
mas nos princípios da sua tradição reformada, e sobretudo no entendimento que
as Escrituras dão de si mesmas e na busca da iluminação do Espírito, faz as seguintes
recomendações aos seus concílios, pastores, oficiais e membros da Igreja:
1. A doutrina do batismo com o Espírito Santo, como uma "segunda
bênção" distinta da conversão, não
deve ser ensinada e nem propagada pelos pastores ou membros nas comunidades,
por ser biblicamente equivocada.
2. Os concílios e igrejas locais devem tratar com amor e paciência os
pastores e membros das igrejas presbiterianas que professam ter sido batizados
com o Espírito Santo, numa experiência distinta da conversão, e devem pastoreá-los e instruí-los na Escritura e na doutrina
reformada, para que sejam corrigidos quanto a este modo de crer, e para que demonstrem o fruto do Espírito, que é o sinal inequívoco
de toda atuação verdadeira do Espírito.
3. Todo ensino sobre as línguas e profecias que entende a prática
moderna como uma experiência revelatória, isto é, uma experiência na qual nova
revelação é recebida, é contrário ao
caráter final da revelação bíblica e à autoridade das Escrituras como única
regra de fé e prática.
4. Todo ensino sobre as línguas e profecias que entende estes fenômenos como um sinal do batismo com o
Espírito é contrário à Escritura, bem como todo ensino que vê as línguas e
profecias como sinal de espiritualidade.
5. Toda prática do fenômeno das línguas e de profecias que cause divisão e dissensão dentro do Corpo de Cristo, e
que não resulte em instrução e ensino em língua conhecida, é contrária ao
propósito dos dons do Espírito, que é a edificação da Igreja.
6. Toda prática do fenômeno das línguas e de profecias que não siga as
orientações de 1 Co 14.27-28, é
contrária ao ensino bíblico e deve ser rejeitada, constituindo-se em
desobediência à vontade revelada de Deus. Ou seja, que falem somente dois,
ou no máximo três, cada um por sua vez, e que haja intérprete (depreendesse que
Paulo se refere a outra pessoa que não o que falou em línguas).
7. A base para as nossas formulações doutrinárias é a Escritura, e não
as experiências individuais — por mais emocionantes e preciosas que elas sejam.
Portanto, a Igreja recomenda o estudo
sério de todos os fenômenos e experiências, à luz da Palavra da Deus.
8. A Igreja recomenda que os
Concílios estudem esta Pastoral e que cultivem o
diálogo
com a Comissão Permanente de Doutrina.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
Perguntas sobre o adventismo: 3. Quem foi Ellen White?
Ellen White de família Metodista, quando
mocinha talvez possuísse algum problema mental (segundo algumas avaliações
médicas AQUI), após uma pedrada no rosto. Aos 12/13 anos foi também enganada pela mensagem
de Miller, ela acreditou nele.
“Com outros membros da família, Ellen assistiu às
reuniões adventistas em Portland em 1840 e 1842, aceitando plenamente os pontos de vista apresentados por Guilherme
Miller e seus companheiros, e confiantemente aguardou a volta do Salvador em
1843, e depois em 1844.” (História do Adventismo, pp. 57,58; Tratado de
Teologia Adventista do Sétimo Dia, pp. 7, 8).
Depois, com cerca de uns 17
anos, também não se conformou com a decepção, e tal como as várias loucuras
proféticas que percebemos hoje em dia, Ellen White fazia parte de um grupo com
devaneios, histerismos, de religiosos lunáticos – com movimentos e atitudes
físicas estranhas.
“1.Antes
de uma visão, tanto a Sra. White quantos os que estavam no aposento sentiam uma
profunda impressão da presença de Deus. 2. Quando a visão começava, Ellen White
exclamava: “Glória!” ou “Glória ao Senhor!”, repetidas vezes. 3. Ela
experimentava uma perda de força física. 4. Subsequentemente, ela muitas vezes
manifestava força sobrenatural. 5.
Ela não respirava, mas seu batimento cardíaco continuava normal, e a cor
em sua face era natural. 6. Ocasionalmente, ela proferia exclamações
indicativas da cena que lhe estava sendo apresentada.7. Seus olhos ficavam
abertos, não com olhar distante, mas como se estivesse atentamente assistindo
algo. 8. Sua posição podia variar. Às vezes ela ficava sentada,às vezes
reclinada, às vezes andava em volta do aposento e fazia gestos graciosos
enquanto falava sobre os assuntos apresentados. 9. Ela ficava absolutamente inconsciente do
que estava ocorrendo ao seu redor. Não via, ouvia, sentia, nem percebia de modo
algum o ambiente ou os acontecimentos que a cercavam. 10. O final da visão era
indicado por uma profunda inspiração, seguida, em aproximadamente um minuto, por
outra, e logo sua respiração natural recomeçava. 11. Imediatamente após a
visão, tudo parecia muito escuro para ela. 12. Dentro de pouco tempo ela
recuperava sua força e habilidades naturais.”
(http://centrowhite.org.br/perguntas/vida-e-ministerio-de-ellen-g-white/).
As atitudes litúrgicas acima descritas, não eram muito diferentes das imagens que vemos abaixo. Hoje, os Adventistas são críticos ácidos dessas manifestações pentecostais, que no passado, eram práticas histéricas da profetizsa adventista.

Viu Enoque em suas visões, habitantes em outros mundos não caídos, falou de uma “amálgama entre homens e animais”, entre outras coisas. Quando amadureceu reduziu todo esse frenesi profético ‘neopentecostal’, copiava muita coisa que escrevia, embora relatasse que recebia revelações divinas. - A questão de plágio foi publicada no livro A Mentira Branca, pelo ex-teólogo adventista Walter Rea. A tentativa de defesa contra essa acusação pode ser lida em http://centrowhite.org.br/perguntas/perguntas-sobre-ellen-g-white/a-verdade-sobre-the-white-lie-a-mentira-branca/
Mais para o fim da vida, e sua idade mais madura, à medida que seus prolemas psíquicos melhoravam, e à medida que lia as obras teológicas da “filha de Babilônia”, os protestantes, deu uma guinada em muitas coisas.
“Henry Melvill [um clérigo anglicano] era um dos escritores favoritos de Ellen White. Diversas obras dela mostram mútua concordância com Melvill em vários pontos” (Em Busca de Identidade, p. 126).
Comungava a fé com antitrinitarianos, e jamais criticou seus irmãos arianos no período em que esses dominavam a “igreja remanescente”. Será que uma profetisa de Deus seria omissa na principal doutrina da Bíblia? Impossível!!!
“Será que ela mudou de uma visão semi-ariana para uma trinitariana, ou mantinha privadamente uma opinião trinitariana todo tempo? Não é possível apresentar uma resposta taxativa a este respeito.”(A Trindade – Como entender os mistérios da pessoa de Deus na Bíblia e na história do cristianismo, p. 239).
“[...] ela não fez declarações explícitas de cunho
antitrinitariano ou semi-ariano antes da década de 1890. Tampouco discordava abertamente dos líderes do movimento. Suas
expressões eram vagas o bastante para serem interpretadas de ambas as
maneiras.” (Em Busca de Identidade, p. 118).
Morreu em 1915 e virou um mito, uma lenda, e uma crença na oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, revestida de autoridade profética única, como identificação da igreja visível verdadeira. Crença Fundamental 18 diz:
“Um dos dons do Espírito Santo é a profecia. Esse dom é uma característica da igreja remanescente e foi manifestado no ministério de Ellen G. White. Como a mensageira do senhor, seus escritos são uma contínua e autorizada fonte de verdade e proporcionam conforto, orientação, instrução e correção à Igreja. Eles tornam claro que a Bíblia é a norma pela qual deve ser provado todo ensino e experiência.”
Hoje, um sinônimo do nome dela é “espírito de profecia” – violentado de Apocalipse 19.10 que nada diz o que o adventismo quer que ele diga - , e o que gira em torno dessa mulher em forma de crença, tem força Papal. Quem se torna adventista, se torna oficialmente seguidor desse ‘espírito’ interno adventista.
Isso não é cristianismo bíblico e ortodoxo!
Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; (I Tm 4.1).
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
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