sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Por que as Testemunhas de Jeová ensinam que a Ressurreição já começou?

Existe uma concepção dentro desse grupo, que Jesus começou a Reinar no céu em 1914. Fazem um cálculo no livro de Daniel 4 e chegam a uma conclusão que desde quando Jerusalém foi destruída pelos Babilônios (segundo eles em 607) até 1914, era o chamado tempo dos gentios. Desde então, Jesus assumiu o Reino Celestial e iniciou sua “presença invisível”. Satanás foi expulso (dizem que Apocalipse 12 se cumpre desde 1914), a verdadeira adoração começou a ser restaurada.

Fazem uma comparação com o ministério terrestre de Jesus, que entrou no templo e purificando-o, uns três anos e meio depois do seu batismo. Daí reportam para 1914, quando Jesus entrou no seu templo e examinou a cristandade. Escolhendo apenas os Estudantes da Bíblia como fieis cristãos. A ressurreição começou pelo meio de 1918 e a escolha da Torre de Vigia em 1919...

Já que a presença de Cristo começou em 1914, e os 144.000 tem parte no reino celestial, a ressurreição celestial começa na presença de Cristo. A data de 1918 aparecia nas publicações antigas, parece que hoje em dia tal afirmação não figura mais com tal precisão cronológica, focando apenas ‘desde 1914’.

Veja algumas de suas declarações:

“Quando se dá a ressurreição para o céu? ‘Durante a presença [de Cristo]’, diz 1 Coríntios 15:23. Os acontecimentos mundiais desde 1914 mostram claramente que não só a presença de Cristo, mas também a “terminação do sistema de coisas” começaram naquele ano. (Mateus 24:3-7) Assim, há motivos para se concluir que a ressurreição celestial de cristãos fiéis já começou, embora ocorra de forma invisível aos humanos. Isso significa que tanto os apóstolos como os primeiros cristãos já foram ressuscitados para viver no céu. Mas que dizer dos cristãos que ainda estão vivos e têm a esperança certa, dada por Deus, de que governarão com Cristo nos céus? Esses são levantados “num piscar de olhos”, ou imediatamente após a sua morte. (1 Coríntios 15:52) A ressurreição do pequeno grupo de 144.000 é chamada de “a ressurreição a ocorrer mais cedo” e “primeira ressurreição” porque se dá antes da ressurreição dos muitos que viverão na Terra. — Filipenses 3:11; Revelação 20:6.” A Sentinela 15/03/2006, p. 6

“Esses 144.000 cristãos, incluindo os apóstolos fiéis de Jesus, são ressuscitados para a vida no céu. Quando é que ocorre a ressurreição deles? O apóstolo Paulo escreveu que ocorreria durante o período da presença de Cristo. (1 Coríntios 15:23) [...] Assim, os poucos remanescentes dos 144.000 que morrem em nossos dias são ressuscitados instantaneamente para a vida no céu. (1 Coríntios 15:51-55).” Bíblia Ensina, p. 73,74.

“Quando é que se daria essa ressurreição celestial dos cristãos ungidos fiéis? A Bíblia indica que ela já começou. O apóstolo Paulo explicou que eles seriam ressuscitados ‘durante a presença de Cristo’, presença essa que começou no ano de 1914. (1 Coríntios 15:23) Agora, quando os ungidos fiéis terminam a sua carreira terrestre, durante a atual “presença” de Cristo, não precisam permanecer mortos até a volta de seu Senhor. Assim que morrem, são ressuscitados em espírito, sendo “mudados, num momento, num piscar de olhos”. Quanta felicidade eles têm, visto que as boas obras que fizeram “os acompanham”! — 1 Coríntios 15:51, 52; Revelação 14:13.” Adore a Deus, p. 83-85.

(As citações podem ser conferidas nesse link: http://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/1200274870 ).

As seitas tem mania de identificar textos bíblicos com acontecimentos de sua própria história. As Testemunhas aprenderam a fazer isso com os Adventistas. Levando em consideração essa hermenêutica alegórica e fantasiosa, poderíamos então pressupor que essa heresia da ressurreição desde 1914 tem um ancestral herético em Himeneu e Fileto?

“O ensino deles alastra como câncer; entre eles estão Himeneu e Fileto.
Estes se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição já aconteceu, e assim a alguns pervertem a fé.”
2 Timóteo 2:17-18

Ah, pode ser que algum TJ, seguidor cego do Corpo Governante, me dirá: ‘Não, nós ensinamos que a Ressurreição ESTÁ OCORRENDO, os hereges do texto diziam que JÁ OCORREU...’



quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Por que a maioria dos Presbiterianos não são Reformados?

Algumas coisas são lendas no seio presbiteriano, e olha que sou um deles. A afirmação que somos um POVO Calvinista/Reformado.

Quando vejo a maior denominação calvinista no Brasil, a IPB, percebo que não temos muito do que nos orgulhar nessa faceta. Não somos na maioria dos membros Calvinistas/Reformados. A maioria dos presbiterianos não estudam doutrinas.Não possuem identidade Reformada.

Já foi a época que se dizia que ‘pentecostal não estuda a Bíblia’... já trabalhei em livraria evangélica e  o que lembro-me são irmãos pentecostais e de comunidades comprando livros, e de Tradicionais, lembrancinhas e Cd...

Existe sim um equilíbrio salutar na espiritualidade dos presbiterianos do Brasil em comparação com alguns grupos cristãos, isso é verdade. Agora dizer que eles são Reformados/Calvinistas, com definição do termo, é um engano dos grandes!!! Daí, bater no peito e dizer “sou da IPB”, como que essa fosse uma denominação uniformemente Reformada, é uma fantasia.

Não Existe uma IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL Reformada em sua Comunidade. Existem várias Igrejas Presbiterianas que são Reformadas. Na sua teologia e documentos oficiais isso existe. Em seus Seminários, tirando os ratos de esgoto, os parasitas liberais que estão escondidos, existe uma coerência com o ensino Reformado. Mas muitos pastores saem de lá e jogam as convicções Reformadas fora, seguem o pragmatismo.

Portanto, apesar de termos um compromisso com a ortodoxia cristã protestante e evangélica (aí sim digo que SOMOS), antes de convidar as pessoas a serem Calvinistas, vamos convencer os de casa primeiro.

Como fazer isso?

1. A IPB precisa chegar à conclusão que os Símbolos de Fé devem ser ensinados a todo o povo. Os oficiais, sociedades, autarquias e obreiros devem seguir os postulados Reformados, mas o povo deve ter pelo menos acesso. Aqui então minha esperança de um dia a IPB mandar a Editora Cultura Cristã produzir os Símbolos de Fé – especialmente, ou pelo menos, a Confissão de Fé de Westminster em formato de revista de EBD e com letras ‘legíveis’. Levando em consideração que as revistas da EBD da Cultura Cristã são as mais baratas de todas as editoras evangélicas, como seria facilitado os Símbolos de Fé nas mãos de nossos irmãos!

É um absurdo que um irmão que recebe 900,00 a 1.200,00 R$ – a média salarial dos trabalhadores em cidade do interior – ter que pagar um valor absurdo por um livro que é a sua Confissão de Fé!!! Sendo que quando os pastores (e não ganham tão mal) pedem, eles mesmos por serem pastores, recebem descontos de até 40%.

2. A IPB precisa desenvolver um programa que as Igrejas locais prestem satisfações aos Concílios superiores que o ensino dos Símbolos esteja sendo feito permanentemente, e que o conhecimento Bíblico do mesmo seja examinado nas Congregações locais, e apenas os que ocupam cargos tenham um domínio médio dos postulados Reformados.

3. A IPB precisa se convencer que se não começar ONTEM uma preparação teológica dos Presbíteros, uma anomalia monstruosa (se já não está nesse estado avançado e incurável) se instalará nas entranhas e fibras, e o DNA da IPB será multifacetado.

Ø  O erro da IPB foi apenas preparar os Pastores, e para piorar, continua dando a esses programas de mestrados e doutoramentos, elevando a níveis de conhecimentos superiores, muitas vezes, ou na maioria das vezes, inúteis... sem nenhuma correspondência com as realidades regionais dos presbiterianos brasileiros. Enquanto nossos presbíteros, diáconos e presidentes de Sociedades Internas, mínguam um ralo, ou nenhum, preparo teológico.


Aguardo esperançoso que o próximo presidente do SC da IPB tenha, entre seus objetivos, tal pensamento em relação aos meus irmãos de todos os rincões desse Brasil, e por meios Conciliares, venhamos a ser, quem sabe no futuro próximo, uma Igreja Reformada em sua membresia.

Penso que o nome do Reverendo Ageu é viável para essa situação, se for eleito Presidente do Supremo Concílio. Sei que ele não é o único. Nem que os que lá estão, não possam fazer o que pedi nessa postagem (e em outras), mas até agora não fizeram...

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Cantores Adventistas podem cantar em Igrejas Presbiterianas?

Essa é uma questão recorrente quando tratamos das heresias Adventistas. Talvez no passado essa questão foi ardente no que diz respeito ao grupo Voz da Verdade, visto que tais são unicistas/modalistas. 

Sempre sou questionado a respeito. Ainda mais tendo em vista o aparente cunho protestante das letras das músicas adventistas bem como sua qualidade. Quero aqui disponibilizar a minha opinião, tendo como pano de fundo o conceito ortodoxo de que o Adventismo é uma seita.

Primeiro, em se tratando de Igreja Presbiteriana, nenhum grupo ou cantor de seita pode participar na composição do culto a Deus. ‘Ministrar’ louvor, orações e pregação da Palavra, cabe aos que são chamados por Deus para essa obra em Sua Igreja. Um herege precisa de luz da verdade antes ministrar a verdade, que aliás, ele não tem. 

No caso de Igrejas Presbiterianas isso é mais fácil resolver por meio dos seus Concílios. Pode ocorrer que o Pastor da IPB local não tenha pleno conhecimento das heresias Adventistas. Nesse caso apenas uma informação bastaria para que não se repetisse o erro. Os cantores Adventistas possuem seu espaço na IASD. Que cantem lá.

  • É consenso na Igreja Presbiteriana do Brasil que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é uma seita. Apesar de nunca ter se pronunciado oficialmente, não apenas sobre essa seita, mas também de outras.

Em segundo lugar, em vários Congressos de músicas evangélicas, estamos tendo a presença de grupos e cantores adventistas. Infelizmente, a participação deles, e de outros semelhantes, impossibilita que o culto seja puro ortodoxamente falando. Os que amam a fé cristã, não deveriam participar.

Por outro lado, existe a problemática da música qual arte natural. Ouvir tais músicas é errado? Bem, aí nesse campo outros fatores precisam ser considerados, e cada um deve ter sua capacidade de discernimento aguçada para saber que música é música. Mundanos cantam músicas de cunho cristão. Isso é graça comum. Acontece que sempre você precisará revestir as letras com seus conceitos, desconsiderando qual conceito original do compositor ou cantor.

*A) É impossível saber se o cantor Adventista quando canta que Deus apagará completamente seu pecado, se ele está pensando que por fim, é Satanás que irá levar tal pecado para completar a obra de Cristo. Ele pessoalmente pode não pensar nisso, mas a Teologia Adventista ensina isso. 

*B) Quando fala de evangelho, o cantor pode ou não ter em mente que o tal evangelho são as três mensagens que ele tem desde 1844, e não o velho evangelho apostólico. 

*C) Quando falam da volta de Cristo, pensam eles que naquele período o sábado será o selo de Deus e o domingo a marca da besta? 

*D) Quando cantam sobre a Igreja de Deus no tempo em que vivemos, pensam nela como sendo apenas a IASD, conforme ensina a Teologia Adventista?

E) E ao cantar a respeito da revelação da verdade, não sabemos o quanto o conceito adventista de como essa verdade é nos revelado, está na mente do cantor. Ellen White é a profetisa do tempo do fim para a Igreja Remanescente, o cantor que diariamente lê Ellen White qual “espírito de profecia”, desconsidera isso quando produz sua música? Obvio que não... isso sem dizer que eles negam a doutrina clássica da Trindade (AQUI). 

Essa é minha opinião:

"Os meus lábios proferiram o louvor, quando me ensinaste os teus estatutos."  Salmos 119:171

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Nota - dia 11/12/2013. As afirmações nesta postagem, se baseiam nas seguintes declarações adventistas, oficiais e/ou autorizadas. Não são as únicas dessa natureza.
Incluo algumas citações para informar aos meus irmãos da tradição cristã, presbiteriana ou não, que gostariam de conferirem com as fontes primárias as minhas acusações.


*A) “Se Azazel representa Satanás, como podem as Escrituras (Lev. 16:10) conectá-lo com a expiação? Assim como o sumo sacerdote, depois de haver purificado o santuário, colocava os pecados sobre Azazel – o qual era para sempre removido dentre o povo de Deus – assim Cristo, depois de haver purificado o santuário celestial, colocará os pecados confessados e perdoados de Seu povo sobre Satanás, que será então removido para sempre dos santos. “Quão apropriado é que o último ato de Deus no trato com o pecado, seja fazer retornar sobre a cabeça de Satanás todos os pecados e culpas que, partindo originalmente dele, causaram uma vez tal tragédia na vida daqueles que agora foram libertados pelo sangue expiatório de Cristo. Completa-se desta forma o ciclo, encerra-se o drama. Somente quando Satanás, o instigador do pecado, for finalmente removido, poder-se-á afirmar apropriadamente que o pecado foi erradicado do Universo de Deus. Neste sentido harmonizado podemos entender de que modo o bode emissário tomava parte na ‘expiação’ (Lev. 16:10). Com os justos estando salvos, os pecadores ‘desarraigados’ e Satanás não mais existindo, então – e somente então – estará o Universo no mesmo estado de harmonia em que se encontrava antes do surgimento do pecado” (SDA Bible Commentary, edição revista, vol. 1, pág. 778).”  (Nisto Cremos, pp. 428,429).

*B) “Ellen White ressaltou a união do sábado e das mensagens dos três anjos como segue: “Separei o sábado das mensagens, e ele perde seu poder; mas quando ligado com a mensagem do terceiro anjo, o poder que acompanha convence incrédulos e irreligiosos, dotando-os de força para permanecer, viver, crescer e florescer” (T1,337). Portanto, de acordo com a teologia adventista do sétimo dia, aceitar o sábado do sétimo dia implica aceitar a escatologia da tríplice mensagem angélica de Apocalipse 14.” (Tratado de Teologia Adventista, p. 981.)

*C) “Desde 22 de outubro de 1844  Jesus, no lugar santíssimo, tem chamado a atenção para o sábado, não simplesmente porque é o sétimo dia, mas porque representa um modo único e cristão de vida, o critério final que separa o bem do mal nos últimos dias.” (História do Adventismo, p. 282). “Quando, porém, a observância do domingo for imposta por lei, e o mundo for esclarecido relativamente á obrigação do verdadeiro sábado, quem então transgredir o mandamento de Deus para obedecer a um preceito que não tem maior autoridade que a de Roma, honrará desta maneira ao papado mais do que a Deus. Prestará homenagem á Roma [...] Adorará a Besta e á sua imagem. Ao rejeitarem os homens a instituição que Deus declarou ser o sinal de Sua autoridade [o sábado], e honrarem em seu lugar a que Roma escolheu como sinal de sua supremacia, aceitarão, de fato, o sinal de fidelidade para com Roma - “o sinal da besta.” (O Grande Conflito, pp.449,450).

*D) “Desde o princípio, imediatamente após o desapontamento de 1844 [...], os adventistas do sétimo dia (o nome só foi adotado anos depois) têm sustentado que as três mensagens angélicas de Apocalipse 14:6-12, junto com a proclamação de Apocalipse 18:1-4, constituem a última mensagem divina de graça antes da volta de Cristo em poder e glória. Creem que seu movimento seja o único a apresentar as condições especificadas nesses versos e em Apocalipse 12:17.” (Tratado de Teologia Adventista, p.639). “Crença Fundamental: 13. O Remanescente e Sua Missão - A Igreja universal se compõe de todos os que verdadeiramente crêem em Cristo; mas, nos últimos dias, um tempo de ampla apostasia, um remanescente tem sido chamado para fora, a fim de guardar os mandamentos de Deus e a fé de Jesus. Este remanescente anuncia a chegada da hora do Juízo, proclama a salvação por meio de Cristo e prediz a aproximação de Seu segundo advento. Esta proclamação é simbolizada pelos três anjos de Apocalipse 14; coincide com a obra de julgamento no Céu e resulta numa obra de arrependimento e reforma na Terra. Todo crente é convidado a ter uma parte pessoal neste testemunho mundial.”

*E) “As Escrituras afirmam que Ele concedeu Seu “testemunho” – “o espírito de profecia” – ao Seu fiel povo remanescente.” “O Espírito de Profecia na Igreja Adventista do Sétimo Dia. O dom de profecia manifestou-se ativamente no ministério de Ellen G. White, co-fundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia.” (Nisto Cremos, pp. 79, 301[versão em pdf])




segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Futebol: a idolatria brasileira permitida entre os crentes

Quem é que não gosta de futebol no Brasil? Poucos... Sou santista, talvez por causa do meu pai. Gosto de assistir futebool. Sei que um jogador famoso foi embora e o Santos está meio barro meio tijolo. Futebool é uma diversão para quem assisti e/ou pratica e o maior exemplo de injustiça social que o mundo pode ver. Sem dúvida alguma.

Mas o que eu tenho visto no Facebook e em outros ambientes, não deixa, pelo menos para mim, um pingo de dúvidas de que estamos diante de uma idolatria generalizada. Acho que existe mais idolatria pelo futebol do que por ídolos católicos, que aliás, não levam tantos para venerá-los. Vários crentes irão para o inferno por causa de sua obseção futebolística. Isso é idolatria, colocar o time no lugar de Deus. Veja, se o dinheiro que é necessário pode ser um deus, o que dizer dessa diversão?

“Ah Não!!! Ninguém faz isso Luciano!”. Mesmo?

O teste é simples:

A glória do seu time acelera seu coração mais que a Glória de Deus?

Seu coração arde mais pelo seu time do que pelo Culto a Deus?

Participar ou assistir um jogo te move mais do que pela Santa Ceia?

Tem mais conhecimento do seu time do que da Bíblia?

Ensina seu filho a amar o seu time com mais frequência do que a Deus?

Se as respostas forem positivas, lamento dizer. Você é um idólatra. Vai para o inferno (Ap 21.8). Deus te chama a vê-Lo como centro de sua vida, fora disso é idolatria.

Por que tamanha violência no futebol? Não apenas violência física, mas verbal e moral? Por um motivo simples - Deus não está ali. O evento não glorifica a Deus, e perdeu a simplicidade esportiva por uma frenética glorificação de algo – "O Time".

Portanto, tome cuidado. Talvez essa seja a coisa detestável que ainda está no arraial de sua vida.


Heresia - o que é na verdade?

As palavras são usadas sem um cuidado pleno, e seu uso corriqueiro enfraquece sua real origem. É assim que acontece com todos os termos, a semântica viva acrescenta com o passar do tempo novas facetas, algumas nem mesmo possíveis no início histórico do termo. Hoje os termos “heresia e ortodoxia” são usados sem nenhuma regra definida. Depende de onde ou quem é que fala.

A Bíblia, porém, qualifica falsos ensinos como passos para perdição.  Heresia é pecado e como tal levará qualquer um para o inferno.

“Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando.” Mateus 23:13 (ACF)

“E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.”  2 Pedro 2:1 (NVI)

“Ele escreve da mesma forma em todas as suas cartas, falando nelas destes assuntos. Suas cartas contêm algumas coisas difíceis de entender, as quais os ignorantes e instáveis torcem, como também o fazem com as demais Escrituras, para a própria destruição deles.”  2 Pedro 3:16

Portanto, será sábio termos em mente o que de fato é heresia e diferenciá-la do que seria apenas uma interpretação equivocada. A Bíblia nos fala da possibilidade de existir pontos de vistas diferentes, ainda que errados, mas não necessariamente heréticos:

“Contudo, nem todos têm esse conhecimento. Alguns, ainda habituados com os ídolos, comem esse alimento como se fosse um sacrifício idólatra; e como a consciência deles é fraca, esta fica contaminada.” 1 Coríntios 8:7 (NVI)

“Aceitem o que é fraco na fé, sem discutir assuntos controvertidos.” Romanos 14:1 (NVI)
Como definir então o que é uma heresia ou o que é apenas uma posição equivocada? Eu tenho comigo três assuntos essenciais que podem ser um norte para definirmos o que é ortodoxia e heresia, e a imagem da postagem vai te ajudar a decorar essa proposta.

  • Salvação

  • Bíblia

  • Trindade


Os assuntos expostos por cada verbete, não podem ser afetados. Se  o ensino diz que a Salvação vem por meios que a não seja apenas pela graça por meio da fé na pessoa de Jesus Cristo, é uma falsa salvação anunciada (Ef 2.8; Jo 3.16). Evidentemente sem a salvação verdadeira, só resta perdição. Se o ensino dilui a suficiência, inerrância e infabilidade da Bíblia, não é possível conhecer nada de Deus com precisão, nem Sua pessoa nem Sua salvação. O caminho estará errado, o destino também o será. É desonrar a Voz de Deus (Jo 17.17; II Tm 3.15; II Pe 3.16). Por último, a doutrina de Deus deve ser exatamente o que ensino trinitariano bíblico conforme exposto nos credos históricos. Não existe outro Deus na Bíblia fora da concepção trinitária (Dt 6.4; Mt 28.19; etc [Veja AQUI uma lista de 50 textos bíblicos no NT que ensinam a trindade]). Não existe outro Deus que seja Criador, Salvador e Consolador.


Penso que tais são diretrizes simples e bíblicas, na concepção correta do que é uma heresia. 

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Síndrome de cativeiro: o que todo ex-adepto de seita sente?

Quando uma pessoa descobre que a religião que ele participava não é “a verdade” que ele tanto acreditou, ele se sente como um passarinho criado em cativeiro que vê diante de si a gaiola aberta. A liberdade causa medo, confusão e pode ser uma ameaça verdadeira. Ele viveu até agora totalmente dependente, e a sua prisão era proteção. Para onde ir? Na verdade tal pessoa só sabe viver em cativeiro, espiritualmente falando.

Quatro opções geralmente são tomadas, ou em partes, ou no todo: 1. Descrença total. 2. Uma crença autônoma isolada. 3. Suprimir a voz da verdade e retomar o percurso. 4. Tentar participar de outra religião.

1. Descrença total: um sentimento de revolta lança a pessoa em um ateísmo, visto que ela pagou um alto preço pela “verdade” que agora é uma mentira. Amigos, familiares, dinheiro, tempo e vida, foram demandados para a promoção da religião que até era Deus “institucionalizado”. Algo surge como que se não era aquela que parecia tão perfeita, nenhuma outra será. Na verdade, ele ainda está preso ao passado.

2. Uma crença autônoma e isolada: a outra postura é produzir um sistema de crenças que seja semelhante ao anterior, mas com formatações próprias. Assim, pelo menos no que diz respeito ao que ele creu, não será totalmente perdido, e ele poderá continuar mantendo um relacionamento com Deus. Nem tudo foi perdido, apenas a vida religiosa na instituição, mas a sua comunhão com Deus, ou com aquele deus, está assegurado.

3. Suprimir a voz da verdade e voltar para a seita: depois do choque inicial, ele pondera as informações e começa a aceitar as explicações e justificativas que os líderes do grupo que ele tanto ama lhe apresenta diante dessas verdades desabonadoras. Ele olha sua vida que foi investida ali, seus familiares, amigos, ambiente seguro, então ele julga que as questões ou são de menos importância ou são o diabo querendo-o tirar do caminho. Suprime isso, apesar de depois sempre ficar perturbado quando encara tais realidades, se dedica novamente aos caminhos da seita. Pode ser que com maior ou menor dedicação.

4. Tentar participar de outra religião: uma mentira ensinada pelas seitas é que existe uma “única igreja verdadeira”. O ex-adepto não percebe que isso ainda é algo que ele precisa deixar de crer, e passa procurar uma igreja que seja verdadeira. Total frustração quando ele descobre que todas têm defeitos! Então ele começa até pensar se valeu a pena sair de uma por causa de erros que também está vendo em todas as igrejas da sua cidade.

O que fazer para ajudar?

Em primeiro lugar tenha em mente que você (ou outra pessoa que está ajudando) precisa conhecer a pessoa do Senhor Jesus. Ir até ele, ser aliviado por ele e aprender com Ele (Jo 14.6; Mt 11.28-30). Nenhuma denominação pode substituir isso. Você (ou ele) precisa entender o que é Igreja primeiro conhecendo o Senhor dela (Mt 16.16-19). Leitura da Palavra, sob oração e instrução de um cristão maduro são caminhos que o Espírito Santo usará. Em segundo lugar, não tenha pressa. Não se envolva apressadamente de forma oficial com a denominação, mas esteja aberto para as pessoas que ali estão. Você precisa ter certeza que está liberto do antigo conceito de “igreja verdadeira”. Em terceiro lugar, leia atentamente Apocalipse 2 e 3, e perceba que defeitos, todas as igrejas tiveram, mesmo as que existiam nos tempos apostólicos. Não será diferente com a que você está se envolvendo agora. Quarto, e mais importante nesse processo de filiação denominacional, certifique-se de que os ensinos da igreja em mira tenha um compromisso com a ortodoxia histórica nos seguintes conceitos – salvação pela graça, trindade e infabilidade da Bíblia.

TOME CUIDADO com a sua antiga história. Ela não pode ser negada nem esquecida, é verdade. Evite, porém, a identificação exagerada de ser um “EX” alguma coisa. Seja conhecido pelo que você é e não pelo que você era. Alguns caminham assim, mas perceba. Não pode passar parte de sua vida em prol da antiga religião que te enganou e agora viver apenas contra ela, obsecado por isso. Se Deus te der oportunidades de fazer algo usando essa sua experiência, pode ter certeza, Ele conduzirá.  Viva sua nova vida em Cristo trabalhando em todas as ares do Reino.

Sair do sistema de cativeiro não é fácil, mas o SENHOR sabe como conduzir tais pessoas no deserto após sair do Egito. Termino com as palavras finais de uma postagem do CACP (AQUI) que tratou de como discipular ex-adeptos de seitas:

“Pode-se levar meses ou até anos para a recuperação total de um ex-sectarista. Porém, é extremamente gratificante ver cada dia o progresso deles na fé e a cada momento conhecendo mais da amabilidade, misericórdia e fidelidade de Deus em suas vidas. (Êxodo 34:6), entendendo assim que a Graça de Deus é suficiente para a cura de feridas e traumas passados.” 

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Augustus Nicodemus: Qual versão da Bíblia usar?

 “Minha versão/tradução da Bíblia é fiel?” Tal questão sempre atormenta a cabeça dos crentes quando descobrem que a tradução não caiu do céu, muito menos quando começam descobrir que as cópias do texto original estão 'debaixo' de algumas teorias (texto crítico e majoritário). 

Poucos exegetas no Brasil teria tanta credibilidade quanto ao Rev. Nicodemus para opinar a respeito desse assunto, que vez por outra nos pega ao lermos a Bíblia. Veja a dica equilibrada que o Dr. Nicodemus nos dá: