Os crentes de hoje em dia possuem a Bíblia,
mas não a leem com profundidade doutrinária e devocional. Estão tão cegos quanto
os católicos da Idade Média que viviam escravizados por superstições religiosas.
Já tive a decepção de conversar com cristãos
dessa linha teológica, a tal Batalha Espiritual, onde pude constatar isso. Pessoas escravizadas, com medo, em todo o tempo apavoradas e presas
a detalhes da vida, que possam lhes dar algum vestígios de demônios.
Parece que
para essas pessoas existem mais demônios do que anjos ... o mundo está no poder
do maligno, recitam o texto de I Jo 5.19... e que pena que não prestam atenção ao
versículo 18! Lamentei ouvir de outro cristão dizer que “a justificação é um processo”.
Parecia-me mais alinhado com a teologia
de Roma do que com a dos Reformadores... Uma tal ‘de cobertura espiritual do
pastor’, e até a possível maldição, caso ele resolva lhe punir por tirar você debaixo
dessa cobertura, ou se você sair dela.
A batalha espiritual contra as hostes
demoníacas está bem delineada na Escritura: oração, jejum, leitura da Palavra,
fé e santificação (Ef 6.10-20). Os demônios possuem poderes superiores aos
nossos. Deus não nos colocaria em risco, sob a autoridade deles, por causa de
falhas em um processo de investigação, histórica, pessoal, cultural, moral, espiritual, etc. Como se
até mesmo quando estava no útero de minha mãe abriu-se uma legalidade para
eles!
Mais lamentável ainda, é ver crentes presbiterianos, herdeiros da Fé Puritana, dos Reformadores, interessando-se por tais vertentes evangélicas.
Acredito que todo seguidor da Teologia da
Batalha Espiritual teria um bálsamo, se experimentação pela fé a pela libertação que Cristo garante conforme
descrito em Romanos 8. De fato, uma magnífica condição que os filhos de Deus,
incluídos no corpo e na justiça de Cristo, usufruem. Leiamos:
Portanto, agora já não há condenação
para os que estão em Cristo Jesus,
porque por meio de Cristo Jesus a lei do
Espírito de vida me libertou da lei do pecado e da morte.
Porque, aquilo que a lei fora incapaz de fazer
por estar enfraquecida pela carne, Deus o fez, enviando seu próprio Filho, à
semelhança do homem pecador, como oferta pelo pecado. E assim condenou o pecado
na carne,
a fim de que as justas exigências da lei fossem
plenamente satisfeitas em nós, que não vivemos segundo a carne, mas segundo o
Espírito.
Quem vive segundo a carne tem a mente voltada
para o que a carne deseja; mas quem, de acordo com o Espírito, tem a mente
voltada para o que o Espírito deseja.
A mentalidade da carne é morte, mas a
mentalidade do Espírito é vida e paz;
a mentalidade da carne é inimiga de Deus porque
não se submete à lei de Deus, nem pode fazê-lo.
Quem é dominado pela carne não pode agradar a
Deus.
Entretanto, vocês não estão sob o domínio da
carne, mas do Espírito, se de fato o Espírito de Deus habita em vocês. E, se
alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo.
Mas se Cristo está em vocês, o corpo está morto
por causa do pecado, mas o espírito está vivo por causa da justiça.
E, se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus
dentre os mortos habita em vocês, aquele que ressuscitou a Cristo dentre os
mortos também dará vida a seus corpos mortais, por meio do seu Espírito, que
habita em vocês.
Portanto, irmãos, estamos em dívida, não para
com a carne, para vivermos sujeitos a ela.
Pois se vocês viverem de acordo com a carne,
morrerão; mas, se pelo Espírito fizerem morrer os atos do corpo, viverão,
porque todos os que são guiados pelo Espírito de
Deus são filhos de Deus.
Pois vocês não receberam um espírito que os
escravize para novamente temer, mas receberam o Espírito que os adota como
filhos, por meio do qual clamamos: "Aba, Pai".
O próprio Espírito testemunha ao nosso espírito
que somos filhos de Deus.
Se somos filhos, então somos herdeiros;
herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, se de fato participamos dos seus
sofrimentos, para que também participemos da sua glória.
Considero que os nossos sofrimentos atuais não
podem ser comparados com a glória que em nós será revelada.
A natureza criada aguarda, com grande
expectativa, que os filhos de Deus sejam revelados.
Pois ela foi submetida à futilidade, não pela
sua própria escolha, mas por causa da vontade daquele que a sujeitou, na
esperança
de que a própria natureza criada será libertada
da escravidão da decadência em que se encontra para a gloriosa liberdade dos
filhos de Deus.
Sabemos que toda a natureza criada geme até
agora, como em dores de parto.
E não só isso, mas nós mesmos, que temos os
primeiros frutos do Espírito, gememos interiormente, esperando ansiosamente
nossa adoção como filhos, a redenção do nosso corpo.
Pois nessa esperança fomos salvos. Mas, esperança
que se vê não é esperança. Quem espera por aquilo que está vendo?
Mas se esperamos o que ainda não vemos,
aguardamo-lo pacientemente.
Da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa
fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós
com gemidos inexprimíveis.
E aquele que sonda os corações conhece a
intenção do Espírito, porque o Espírito intercede pelos santos de acordo com a
vontade de Deus.
Sabemos que Deus age em todas as coisas para o
bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Pois aqueles que de antemão conheceu, também os
predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o
primogênito entre muitos irmãos.
E aos que predestinou, também chamou; aos que
chamou, também justificou; aos que justificou, também glorificou.
Que diremos, pois, diante dessas coisas? Se Deus
é por nós, quem será contra nós?
Aquele que não poupou a seu próprio Filho, mas o
entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com ele, e de graça, todas
as coisas?
Quem fará alguma acusação contra os escolhidos
de Deus? É Deus quem os justifica.
Quem os condenará? Foi Cristo Jesus que morreu;
e mais, que ressuscitou e está à direita de Deus, e também intercede por nós.
Quem nos separará do amor de Cristo? Será
tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou
espada?
Como está escrito: "Por amor de ti
enfrentamos a morte todos os dias; somos considerados como ovelhas destinadas
ao matadouro".
Mas, em todas estas coisas somos mais que
vencedores, por meio daquele que nos amou.
Pois estou convencido de que nem morte nem vida,
nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes,
nem altura nem profundidade, nem qualquer outra
coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo
Jesus, nosso Senhor.