sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Rev. Leandro Lima - A Lei, o Sábado e o Domingo

No vídeo abaixo, o reverendo Leandro Lima, apresenta as noções reformadas a respeito da Lei. 
E a partir dos 26 minutos, trata da questão da substituição do sábado, pelo Dia do Senhor, o domingo (Ap 1.10). 



quarta-feira, 12 de agosto de 2015

O Desafio de Azenilto – Como criticar as Testemunhas de Jeová e justificar a Igreja Adventista? – Parte 4, A.

No segundo capítulo do livro “O Desafio da Torre”, temos um golpe frontal a uma pretensão do Corpo Governante das Testemunhas de Jeová. A reivindicação de serem eles, um ‘único canal de comunicação de Deus’. Esse canal, porém, não é no sentido que lemos no campo teológico. De que a Igreja é o povo de Deus, que ele usa para comunicar Sua vontade aos homens. A maneira que o ensino TJ assevera, é exclusivista e misticamente denominacional. Azenilto demonstra isso em algumas citações das publicações da Torre de Vigia. E depois, apresenta uma lista definitivamente destruidora para essa afirmativa auto exclusiva da liderança TJ. O autor adventista de O Desafio da Torre das páginas 29 a 35 nos brinda com uma lista de cinquenta (isto mesmo que você leu) cinquenta [50], previsões e mudanças proféticas no esquema de interpretações da Torre de Vigia, que faz com que apresentação como a seguinte, torne-se quase que uma anedota, se não fosse trágico:

“Jeová não permite que sua organização [a Torre de Vigia e seus súditos] vá em qualquer direção que esteja inclinada a ir.” (Organizados, p. 9).

Acabou indo dezenas de vezes...

Depois da lista, Azenilto concluí corretamente:

Apesar disso tudo, a Sociedade Torre de Vigia e Tratados reivindica ser uma entidade teocrática, ou seja – diretamente dirigida por Deus, representados o “carro antítipico de Jeová” (Ezequiel 1), o servos ao qual o Senhor confiou os Seus bens (Mateus 24.45-47), o Israel espiritual, o exclusivo canal para a transmissão da verdade divina, etc. Seus livros são referidos como instrumentos de advertência de desmascaramentos dos erros e hipocrisia da cristandade...” (O Desafio da Torre de Vigia, p. 36[grifo meu]).

Quais justificativas as Testemunhas de Jeová ‘recebem’ do Corpo Governante a respeito desses fracassos?


1. Que eles não são inspirados e podem cometer erros: “As Testemunhas de Jeová não professam ser profetas inspirados. Cometeram erros.” (Raciocínios, p. 162)
2. Que a luz da verdade brilha mais e mais: “A Bíblia mostra que Jeová habilita Seus servos a entender Seu propósito de maneira progressiva (Pv 4:18; João 16:12).” (Raciocínios, p. 390).
3. Os servos de Deus na Bíblia também cometeram erros de interpretação: “Como no caso dos apóstolos de Jesus Cristo, tiveram às vezes expectativas erradas. – Luc 19:11; Atos 1:6.” (Raciocínios, p. 162).

Agora, vamos aos fatos adventistas em comparação ao que foi dito no livro de Azenilto Brito...

A história nos revela que um americano, Guilherme Miller [e seus amigos], calculou a volta de Cristo para março de 1843. Depois, para março de 1844, depois para outubro de 1844. Todos, obviamente, fracassados. Tanto, que os apologistas adventistas, acusam (querendo justificar a IASD) Miller e seus companheiros disso:

Ellen White, assim como os demais adventistas, nunca marcaram datas para a volta de Jesus. Quem se aventurou nisso foram os mileritas (seguidores de Guilherme Miller), observadores do domingo e que pertenciam a várias denominações evangélicas da época: Batista da Comunhão Restrita, Batista da Comunhão Livre, Batista Calvinista, Batista Arminiana, Metodista Episcopal, Metodista Evangélica, Metodista Wesleyana, Metodista Primitiva, Congregacional, Luterana, Presbiteriana, Protestante Episcopal, Reformada Alemã, etc. Poderíamos dizer que esses sim eram “profissionais” na “arte” de marcar datas. Não negamos nossa origem milerita, mas jamais iremos aceitar que como movimento organizado os Adventistas do Sétimo Dia marcaram datas para a o retorno glorioso do Salvador.” (http://novotempo.com/namiradaverdade/ellen-g-white-%E2%80%93-a-profetisa-que-nao-falhou-parte-3/)

Porém, o que pensava Ellen White, a profetisa inspirada (de Leandro Quadros, o autor das palavras acima, bem como de Azenilto Brito), a respeito do movimento do advento e do próprio G. Miller? Veja alguns exemplos:

[...] multidões se convenceram da exatidão dos princípios de interpretação profética adotados por Miller e seus companheiros, e maravilhoso impulso foi dado ao movimento do advento.” (Grande Conflito, p. 335).

“Os que se ocupam de proclamar a terceira mensagem angélica pesquisam as Escrituras seguindo o mesmo plano que o pai Miller adotava.” (Reviewand Herald, 25/11/1884. Citado em Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, p. 111.).

Reproduzo aqui, uma parte do meu livro A Conspiração Adventista, páginas 52 a 55:

“Ellen White disse que Miller “[...] deixou de lado as opiniões preconcebidas, dispensou comentários e usou apenas as concordâncias das referências bíblicas”78. [...] Além disso, Ellen White diz que “anjos estavam guiando a compreensão de Miller”79. Observe que foi o entendimento de Miller que estava sendo orientado por anjos. Ellen White reveste Guilherme Miller de autoridade profética dizendo: “Assim como Eliseu foi chamado [...] também Guilherme Miller foi chamado para deixar o arado e desvendar ao povo os mistérios do reino de Deus”80. A comparação é presunçosa, dificilmente Miller teria tal concepção de si mesmo, mas o que revelou a sequência dos fatos faz com que essa declaração de Ellen White seja vazia e indigna de credibilidade. Um pouco de leitura da história (bíblica) de Eliseu e a de Guilherme Miller os afasta de qualquer comparação, a não ser que a profetisa queira conceder autoridade divina ao idealizador de sua principal doutrina. Depois ela afirma que “em quase todos os lugares que Miller pregava resultava em avivamento”81. Ellen White, nesse trecho, afirma que Miller também era um avivalista! Um acontecimento natural foi combustível para que a mensagem de Miller sobre 1844 fosse aceita. Uma chuva de meteoros em proporções alarmantes foi vista nos EUA, então de forma alvoroçada, associaram aquele evento com Mateus 24:29 e Apocalipse 6:13. Ellen White afirmou: “[...] apareceu o último dos sinais que foram prometidos pelo Salvador como indícios de Seu segundo advento” 82 Às vezes alguns acontecimentos têm chamado a atenção de cristãos para a proximidade da vinda do Senhor Jesus. Isso aconteceu com o tsunami e, atualmente, com o aquecimento global (compare com Lucas 21:25). Mas a insistência inadequada com certos acontecimentos, com o intuito de promover a autenticação de um movimento religioso, leva a erros que dificilmente são abandonados, pois parece mais importante a autenticação do grupo do que aceitar que houve algum erro, e corrigi-lo de acordo com a verdade83. Se o acontecimento fosse o real cumprimento de Mateus 24:29, a vinda de Cristo se daria logo em seguida, pois a passagem diz assim: “...as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados. (30) Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do homem...”. O termo ‘então’, no original grego é um “[...] advérbio demonstrativo de tempo, denota ‘nesse ou naquele momento’[...]”84, portanto, a interpretação de Ellen White é órfã, também, de apoio linguístico. Obviamente, a natureza escatológica do grupo pode dizer muito mais coisas para o ‘então’ (caso seja preterista, futurista, idealista ou historicista). Mas, o movimento Adventista, nos dias de Miller, esperava a vinda literal de Cristo em 1844. Não há como usar um processo de magnitude profética, de longa extensão, para creditar desculpas ao pensamento de Ellen White, sendo que ela aplicou tais textos bíblicos a esse acontecimento. Ellen White, nesse trecho, afirma que Miller também era um avivalista!” [Notas: 79. O Grande Conflito, p.320. 80. Ibidem, p.330. 81. Ibidem, p.331. 82. Ibidem, p.332. 83. Antony Hoekema. A Bíblia e o Futuro, p.177,178. Editora Cultura Cristã. 84. W. E. Vine. Dicionário Vine, p. 596.]

Se a proposta do autor de O Desafio da Torre de Vigia é questionar as reivindicações proféticas do Corpo Governante, baseado no que revelaram os fatos a respeito das previsões deles, o que dizer a respeito de Miller e seus cálculos, tendo em vista as opiniões divergentes acima? Ele foi ou não usado por Deus para anunciar a vinda literal de Cristo em 22 de outubro de 1844, e em outras datas? Se os fatos colocam em xeque as pretensões proféticas da Liderança TJ, não temos também as mesmas provas para considerar a opinião de Ellen White a respeito de Miller uma fantasia de uma mente sonhadora?

Deixo os leitores fazerem o julgamento usando os princípios que nosso cavaleiro Azenilto Brito escreveu...

Outra objeção interessante em O Desafio da Torre de Vigia é o argumento do autor na página 36 a respeito da justificativa da Torre baseada em Provérbios 4.18. Ele escreveu:

Basta ler o contexto de Prov. 4:18 para perceber que o assunto não é progresso de conhecimento e aprimoramento doutrinário de entidades religiosas, mas o despertar do indivíduo para a vida adulta [...]” (O Desafio da Torre, p.36 [grifo meu]).

Curiosamente, o famoso e polêmico livro adventista, Questões Sobre Doutrina, cita o texto de Provérbios 4.18 na percepção jeovista, e não de Azenilto Brito, veja:

Os adventistas do sétimo dia crêem que o conhecimento humano da verdade divina é progressivo: “A vereda aos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.” (Pv 4.18). Certamente devíamos saber mais sobre a vontade e o propósito de Deus do que os justos de épocas passadas, e no futuro devemos, justificadamente, esperar maior desdobramento da verdade bíblica.” (p. 34[grifo meu]).

Pelo jeito, os autores de Questões não leram o contexto de Pv 4.18, segundo Brito, e incluiu os “adventistas do sétimo dia” como a “entidade religiosa” que muda posições doutrinárias. Para rejeitar categoricamente a posição da Torre de Vigia, Azenilto Brito não vê nenhuma possibilidade de Pv 4.18 ter alguma implicação no progresso do conhecimento da verdade por parte de grupos religiosos – excluindo assim os autores de Questões... mas que escritor tem mais autoridade e representação na IASD - Azenilto Brito ou os escritores de Questões Sobre Doutrina?

Pode ser que as Testemunhas de Jeová tenham mais apoio em sua interpretação de Pv 4.18 entre os Adventistas do que o próprio Azenilto Brito!!!

Na próxima postagem ainda continuarei no desenvolvimento dessa parte 4, pois trataremos de erros de Ellen White e das explicações dadas, e se coadunam com o que as Testemunhas de Jeová pensam, ou se o autor de O Desafio da Torre está também comprometido.


Deus nos fortaleça na verdade (Jo 8.32).

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

O Desafio de Azenilto – Como criticar as Testemunhas de Jeová e justificar a Igreja Adventista? – Parte 3

O autor do livro, O Desafio da Torre de Vigia, introduz na página 22 de seu livro o nascimento do “Russelismo”. Informa que o anteriormente protestante (presbiteriano e depois congregacional) Charles Russel, ouviu a pregação de um antigo milerita, não unido à Igreja Adventista do Sétimo Dia, pregar o retorno de Cristo novamente para outra data, 1874. Como aconteceu com a data de 1844, o Azenilto Brito afirma que eles “viram-se a braços com o novo desapontamento.” (P. 23).

Ocorreu depois disso, como consta a história relatada no livro em mira, que uma influência posterior de Nelson Barbour, que Cristo estaria presente desde 1874 invisivelmente. Valeu-se da tradução do termo grego “parousia”, conforme aparecia numa tradução de Benjamim Wilson. O sr. Azenilto então introduz uma afirmativa curiosamente comprometedora:

“Essa interpretação inédita no seio da cristandade foi pronto e aceita pelo Sr. Russel.” (p. 23).

E podemos perguntar, após o desapontamento de 1844: não foi também, a desculpa de uma entronização de cristo no santíssimo celestial a solução? E uma solução aceita de pronto, solução essa com uma interpretação inédita no seio do cristianismo? Sendo essa doutrina, única e exclusivamente da IASD?!

Outra coisa, diferentemente de Russel e Barbour, a reformatação deles não foi baseada em visões místicas, como foi o caso do Adventismo. O mesmo autor de Desafio da Torre de Vigia, foi tradutor do livro A História do Adventismo, que diz:

“O. R. L. Croiser evidentemente, a que visitassem alguns de seus vizinhos mileritas aos quais haviam ajudado a ganhar para Cristo, a fim de encorajá-los com sua nova confiança. Talvez para ganhar tempo eles tomaram um atalho em meio a um milharal ajuntado em grandes molhos. Enquanto atravessava o milharal, Edson nos conta: “Detive-me em meio ao campo. O céu parecia abrir-se-me à vista e vi distinta e claramente que em lugar de nosso Sumo Sacerdote sair do lugar Santíssimo do santuário celestial para vir à Terra [em 22 de outubro], ... Ele pela primeira vez entrava nesse dia no segundo compartimento desse santuário; e que Ele tinha uma obra para realizar no Santíssimo antes de vir à Terra... Num sentido muito especial a Igreja Adventista do Sétimo Dia nasceu naquele momento, naquele milharal, quando aquele fazendeiro contemplava a Cristo.” (A História do Adventismo, p. 49,50).

Depois, a profetisa Adventista, Ellen White também faz a mesma visão, ou segundo ela, recebe a uma visão, semelhante. A visão está no mesmo livro citado acima.

Portanto, nesse ponto, o Desafio de Azenilto foi vencido. Tratar a história daquele tema (1874 e Russel) com dois pesos e duas medidas. No caso TJ, acertadamente indica ele, foi uma farsa, por isso acabou em desapontamento a falsa profecia, e com posterior ‘remanejamento’... mas, no caso adventista, a orientação divina para a falsa profecia!!! Dois pesos e duas medidas...

Na página 24 me deparei com outra ‘indireta’ incongruente. O autor diz que não é verdade que as Testemunhas de Jeová não se dividiram. Algo que parece se ouvir entre os seguidores da Torre de Vigia. E nesse ponto, ele parece até mostrar que pessoas ‘dissidentes’ da Torre estão mostrando seus erros. ‘Não dá para entender’ qual o objetivo dessa informação. Se quando vemos o autor falando nas redes sociais, com críticos do adventismo, ele classifica com desdém os “dissidentes adventistas”?! Pode-se então divulgar o que D. Anderson, W. Rea, D. Ford, e tantos outros colocaram? Simplesmente a informação foi apenas para causar embaraço para os seguidores da Torre de Vigia, mas as implicações não são também pesadas pelo autor, olhando a sua denominação. Enquanto os de lá devem olhar a Torre de Vigia como a “única organização de Jeová”, qualquer opositor está contra o dono dessa organização... os adventistas devem olhar para a sua como a “igreja remanescente”, qualquer opositor, deve ser visto como se opondo contra Deus...

O retrovisor de Azenilto e a Dilma... [?!]

Nos dias das eleições presidenciais (2014), em um debate entre os candidatos Aécio Neves e a Dilma, ele disse que Dilma ficava “olhando para o retrovisor” em suas críticas. Em pouco tempo, Azenilto me disse que ‘eu era igual ela, e ficava olhando para o retrovisor, e lembrando do passado da IASD, quando ela ainda não estava muito decidida em torno da Trindade.’ Embora ele jamais interagiu com minhas informações sobre a crença do adventismo hoje a respeito da trindade, eu duvido que ele se lembrou do que escreveu no livro, O Desafio da Torre de Vigia, quando me disse aquilo. Perceba:

“Um estudo cabal das doutrinas das “testemunhas” requer que seja empreendido numa perspectiva histórica, analisando-se as origens de seus ensinos e as razões por que se fixaram. Obs: A ideia do Advento secreto, por exemplo, surgiu como explicação sucedânea ao desapontamento de Russel e seus associados em 1874. Para sustentar tal ponto de vista teve de contornar uma série de problemas na interpretação de várias passagens bíblicas: a ressurreição corporal de cristo teve de ser negada, o episódio da ressurreição dos justos foi reinterpretado segundo o ponto de vista do Advento secreto, etc.” (p.25).

Além de olhar para o retrovisor, ele não atinou, que tudo o que disse acima a respeito de 1874, aplica-se perfeitamente ao que a história nos conta a respeito de 1844 entre os adventistas.

1.      Foi uma explicação reajustando o desapontamento da data de 1844.
2.      Tiveram que fazer da ascensão de Cristo um ‘ministério bifásico’, com várias complicações bíblicas especialmente com a carta de Hebreus.

E o retrovisor não parou!!! Na página 26 ele se propõe fazer, mais adiante no livro, um estudo detalhado do livro O Mistério Consumado de 1917. Perceba que esse livro as Testemunhas não usavam em 1992 [data do livro de Azenilto], na verdade desde os dias que 1914 entrou em cena, no valor doutrinário da seita, por volta dos anos 30. Substituído nesta década pelo livro Luz, depois na década de 60 pelos livros Caiu Babilônia – O Reino de Deus já domina e Cumprir-se-á, então, o Mistério de Deus. E por fim, em 1988 pelo livro Revelação – Seu Grandioso Clímax está Próximo! (Testemunhas de Jeová - Proclamadores do Reino de Deus, p. 148).Todos esses, demarcando as interpretações do livro de Apocalipse da liderança dominante na época, e sendo propagado como “nova luz de Jeová” .

Mesmo assim, o cavaleiro do Desafio da Torre, olha para o retrovisor! E ainda admite:

“Um convite para recapitular a história da organização para comprovar ser um “profeta” de Deus, com base em O Mistério Consumado é surpreendente. Dito livro continha vários ensinos e interpretações proféticas hoje rejeitados por esse mesmo grupo, de supostos profetas que outrora difundia.” (p. 26).

Agora entendo por que o sr Azenilto, jamais topou fazer uma avaliação da doutrina da “Igreja Remanescente” com a história da doutrina de Deus/Trindade, entre eles! Entendo, pois o argumento é válido e, pelo que parece, destrutivo.

O capítulo primeiro do livro O Desafio da Torre de Vigia, termina com questionamentos tendo por base as várias mudanças doutrinárias que a seita da Torre de Vigia produziu na história. Azenilto Brito, questiona a credibilidade das mudanças, tendo a chancela propagada pela seita como sendo o povo de Deus e ‘profeta de Deus’.

Sabe-se que, mesmo após a organização da IASD ela continuou tendo mudanças. Ellen White mesmo foi responsável por algumas delas, porém bem cedo na história adventista, que cabe-se até a compreensão. Olhando, no entanto, para a doutrina de Deus, a natureza de divina de Cristo, sua natureza humana santa, percebemos que as mudanças ocorreram, muito tempo depois. Até mesmo a doutrina da trindade e da divindade, precisou de pressões para ser modificada, talvez mais fortemente após a morte do filho de Ellen White, Guilherme White. As Testemunhas de Jeová, pelo que se sabe, mantém as mesmas doutrinas a respeito do falso de Deus que defendem desde os seus primórdios.

Para o momento, apenas duas provas documentadas em fontes adventistas atestam isso:


“Essa década [1940], por exemplo, testemunhou esforços da parte de alguns de “purificar” e fortalecer as publicações adventistas. Três áreas ilustram essa tendência. A primeira diz respeito à Trindade. Como já observamos em capítulos anteriores, os pioneiros adventistas, eram em termos gerais, atitrinitarianos e semi-arianos.” (Em Busca de Identidade, p. 157).



“O judaísmo, o islamismo, as testemunhas de Jeová e o adventismo não-trinitariano inicial sempre tenderam a ressentir-se da falta de uma clara doutrina de justificação pela graça baseada nos mistérios da justiça divina. Foi apenas quando o adventismo começou a emergir de sua compreensão não-trinitariana da divindade de Cristo que passou a encontrar clareza na justificação somente pela graça mediante a fé. Parece que constituir uma lei de história sagrada que, a menos que os crentes adquiram uma compreensão mais profunda da plena divindade de Cristo, a salvação somente pela graça através da fé não consegue desempenhar-se muito bem.” (A Trindade, p. 284).

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Rev. Leandro Lima: Deus é autor do mal?

 Caricatura do calvinismo Confessional, é bem comum. Mas a Confissão de Fé de Westminster não ensina que Deus é autor do mal e do pecado (Cap. III, 1; V, 4). Qualquer que o diga não é um Reformado Confessional - é calvinista a seu próprio modo e gosto.

O Rev. Leandro Lima tem demonstrado uma fidelidade confessional representativa no seio presbiteriano. E nesse vídeo ele faz uma breve avaliação de um texto usado por alguns calvinistas desorientados.  



domingo, 26 de julho de 2015

‘Se Jesus podia pecar’... Pergunto aos adventistas do sétimo dia...

A história da doutrina adventista a respeito da natureza de Jesus Cristo gera muitas convulsões e ambiguidades, em um emaranhado de afirmações e explicações. Desde sua divindade e até a respeito de sua natureza sem pecado.

Os autores do livro Questões Sobre Doutrina, foram falsificadores, dissimulados e manipuladores, nas informações a respeito do ensino de Ellen White respeito desse tema, dadas aos questionadores evangélicos. A falsidade desses autores, não é uma acusação minha, é o reconhecimento de um historiador adventista autor das notas históricas do livro adventista Questões Sobre Doutrina:

“[...] é muito mais difícil justificar a apresentação e a manipulação de dados dos delegados adventistas sobre a natureza humana de Cristo.” (p.14).

“alguém pode apenas especular sobre o diferente curso da história [...] se Froom e seus associados não tivessem sido divisivos na sua manipulação das questões relacionadas à natureza humana de Cristo [...]” (p. 21).

George Knight após citar algumas afirmações confusas de Ellen White a respeito da natureza pecaminosa de Cristo, e compará-las ao que os autores de QSD disseram e apresentaram, ele afirma honestamente:

“Essas citações, como se poderia esperar, foram deixadas de fora da compilação de Questões Sobre Doutrina.” (p. 438).

A índole das seitas, intelectualmente desonestas, em muitos casos, pode ser vista aqui claramente... isso identifica quem é o mentor espiritual delas...

O livro oficial de doutrinas da IASD, o Nisto Cremos,  faz a temerária afirmativa:

Tentações e a possibilidade de pecar foram muito reais para Cristo. Se Ele não houvesse tido a possibilidade de pecar, não teria sido humano e nem poderia constituir nosso exemplo. Cristo assumiu a natureza humana com todas as obrigações, inclusive a possibilidade de ser subjugado pela tentação.” (p. 72-versão em pdf).

Outro livro oficial, ainda diz:

“[...] é apropriado ressaltar que Jesus, como ser humano podia ter pecado, mas não o fez.” (Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, p.185 [grifo meu]).

As Testemunhas de Jeová herdaram essa doutrina maldita, dentre outras, dos adventistas:

“A tentação de Jesus faria sentido apenas se ele fosse, não Deus, mas uma pessoa à parte que tivesse o seu próprio livre-arbítrio, alguém que pudesse ser desleal se assim o desejasse, como no caso de um anjo ou de um homem.” (Deve-se Crer na Trindade, p.14 [grifo meu]).

Diante da afirmação adventista, considerando que eles entendem que Jesus é Deus (embora não no mesmo sentido que os trinitarianos clássicos) - de que existia a possibilidade dele ter pecado, questiono:


Caso Jesus Cristo tivesse pecado, ele deixaria de ser Deus?

sexta-feira, 10 de julho de 2015

[Mais uma] Declaração de Confiança no Pontificado profético de Ellen White


"Assembleia vota documento que reafirma a confiança dos adventistas nos escritos de Ellen White


Documento foi votado pela assembleia mundial da igreja em San Antonio, Texas (EUA).
Basicamente, a declaração trata de cinco pontos: (1) reconhecimento de que esse dom é um presente de Deus para seu povo; (2) alegria de ver esse material traduzido e divulgado ao redor do mundo; (3) convicção de que esses escritos foram divinamente inspirados e de que têm valor normativo para a igreja hoje; (4) compromisso de estudá-los e; (5) incentivo para que novas estratégias sejam elaboradas para ampliar o acesso a esse legado, dentro e fora da igreja.Há dez dias do centenário da morte de Ellen G. White, co-fundadora da Igreja Adventista, os 2.570 delegados que representam os 18,5 milhões de adventistas votaram um documento em que reafirmam a confiança da denominação nos escritos da mensageira do Senhor. A decisão foi tomada nesta tarde, dia 7, em San Antonio, no Texas (EUA).
Até o próximo sábado, dia 11, os delegados estarão envolvidos em outros debates e decisões administrativas, doutrinárias e de aplicação prática para a denominação. Leia a seguir a declaração na íntegra.
DECLARAÇÃO DE CONFIANÇA NOS ESCRITOS DE ELLEN G. WHITE
Nós, delegados da assembleia da Associação Geral de 2015 em San Antonio, Texas, expressamos profunda gratidão a Deus pela presença contínua dos diversos dons espirituais em meio a seu povo (1Co 12:4-11; Ef 4:11-14), sobretudo pela orientação profética que recebemos por meio da vida e do ministério de Ellen G. White (1827—1915).
No ano do centenário de sua morte, alegramo-nos porque seus escritos foram disponibilizados ao redor do planeta em muitos idiomas e em vários formatos impressos e eletrônicos.
Reafirmamos nossa convicção de que seus escritos são inspirados por Deus, verdadeiramente cristocêntricos e fundamentados na Bíblia. Em lugar de substituir as Escrituras, eles exaltam seu caráter normativo e corrigem interpretações imprecisas derivadas de tradições, da razão humana, de experiências pessoais e da cultura moderna.
Comprometemo-nos com o estudo dos escritos de Ellen G. White em atitude de oração e com o coração disposto a seguir os conselhos e as instruções ali encontrados. Seja em oração, em família, em pequenos grupos, em sala de aula ou na igreja, o estudo combinado da Bíblia e de seus escritos proporciona uma experiência transformadora e edificadora da fé.
Incentivamos o desenvolvimento continuado de estratégias tanto mundiais quanto locais para promover a circulação de seus escritos dentro e fora da igreja. O estudo de tais escritos consiste em um meio poderoso de fortalecimento e preparo do povo de Deus para a vinda gloriosa de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. 
[Reportagem: Wendel Lima, equipe RA / Tradução: Cecília Eller Nascimento]"
 ( Fonte: http://www.revistaadventista.com.br/conferencia-geral-2015/declaracao-reafirma-a-confianca-dos-adventistas-nos-escritos-de-ellen-white/).
Observações: O adventismo engana quando diz que crê nos dons contínuos na igreja, 'especialmente no dom profético'. Ellen White possui cadeira cativa nas crenças adventistas, e sempre é objeto de declarações de fé como essas. Veja o que já foi dito pela Assembleia Geral da IASD a exatos 20 anos atrás:
“Uma Declaração de Fé no Espírito de Profecia - Nós, os delegados reunidos em Utrecht para a 56ª Assembleia da Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia expressamos louvor e gratidão a Deus por Seu dom gracioso do Espírito de Profecia. Em Apocalipse 12, João, o revelador,identifica a Igreja nos últimos dias como os “remanescentes… que guardam os Mandamentos de Deus e têm o Testemunho de Jesus” (verso 17). Cremos que, nesse breve retrato profético, o revelador está descrevendo a Igreja Adventista do Sétimo Dia, que não apenas guarda “os Mandamentos de Deus”, mas que tem o “Testemunho de Jesus”, ou seja, “o Espírito de Profecia” (Apoc. 19:10). Na vida e ministério de Ellen G. White (1827-1915) vemos o cumprimento da promessa de Deus no prover à Igreja remanescente o “Espírito de Profecia”. Embora Ellen G. White não reivindicou para si o título de “profeta”, cremos que ela realizou a obra de um profeta e mais. Ela disse, “Minha comissão abrange a obra de um profeta, mas não finda aí” ( Mensagens Escolhidas, p. 36);  “Se outros me chamam assim [profetisa], não discuto com eles.” (idem, p. 34);  “Minha obra inclui muito mais do que este nome significa. Considero-me uma mensageira a quem o Senhor confiou mensagens para Seu povo,” (idem, p. 36). O encargo principal de Ellen G. White foi dirigir a atenção para as Santas Escrituras. Ela escreveu: “Pouca atenção é dada à Bíblia, e o Senhor deu uma luz menor para guiar homens e mulheres à luz maior.” (O Colportor Evangelista, p. 39). Ela cria que, embora seus escritos fossem a “luz menor”, eles eram luz, e que a fonte dessa luz é Deus. Como adventistas do sétimo dia cremos que “Em Sua Palavra, Deus conferiu aos homens o conhecimento necessário à salvação. As Santas Escrituras devem ser aceitas como autorizada e infalível revelação de Sua vontade. Elas são a norma do caráter, o revelador das doutrinas, a pedra de toque da experiência religiosa” (O Grande Conflito, p. 8). Consideramos o cânon bíblico encerrado. Contudo, cremos também, como o fizeram os contemporâneos de Ellen G. White, que seus escritos têm a divina autoridade tanto para o viver piedoso quanto para a doutrina. Assim, recomendamos: 1) Que como Igreja busquemos o poder do Espírito Santo para aplicar mais plenamente à  nossa vida o conselho inspirado contido nos escritos de Ellen G. White e 2) Que nos empenhemos mais para publicar e fazer circular esses escritos ao redor do mundo. Esta declaração foi aprovada e votada pela sessão da Conferência Geral em Utrecht, na Holanda em 30 de junho de 1995.”

 Se a crença é na continuidade dos dons, outros seriam apontados. Mas essa desculpa de crer nos dons é apenas para garantir o papado exclusivista de Ellen White. Certa vez uma pessoa perguntou a um apresentador da TV Novo Tempo se  além de Ellen White existia alguém na IASD que tinha o dom profético, ele respondeu: "Chamado por Deus, como profetisa, só Ellen White."

quinta-feira, 9 de julho de 2015

I CORINTIOS 10:13 ENSINA O LIVRE-ARBÍTRIO LIBERTÁRIO?

"Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar."
"É a segunda vez que ouço alguém dizendo que esse texto ensina o livre-arbítrio libertário. Vejamos algumas coisas sobre o texto supracitado:
1. Em primeiro lugar, devemos ter em mente o que o contexto trata. Paulo está falando sobre o modo como os coríntios deveriam viver a sua vida cristã. Não deveriam viver suas vidas de maneira negligente, lapsos morais e pecaminosidade. Apesar dos crentes coríntios terem recebido muitos benefícios de Deus, é provável que eles fossem relapsos com a vida cristã. Porém, isto não seria nenhuma novidade, pois os judeus procederam da mesma maneira no AT. (1 Co 10. 1-6; Nm 14.29, 37; 26.65 ).
2. Paulo usa o que aconteceu no julgamento divino do AT para advertir os coríntios (vv.6-13). Estes acontecimentos da Antiga Aliança serviram como exemplos (v.6, gr. “τύποι”) para os crentes. São ‘exemplos’ e ‘advertências’ para os crentes (v. 11; gr. τυπικῶς, νουθεσίαν). O propósito é esse, servir de exemplo e advertência para que NÃO FAÇAMOS a mesma coisa.
3. O texto não entra no mérito sobre a capacidade de podermos cair ou não. Poderemos perseverar até o fim, ou podemos cair como eles fizeram? Poderemos usar o livre-arbítrio para não utilizarmos o escape de saída da tentação (v13), e, assim, apostatarmos de vez? Essa passagem defende vigorosamente a perseverança dos santos? Resposta: o texto não se interessa em responder nenhuma dessas categorias sistemáticas de pensamento teológico. Apenas diz que o que o julgamento divino com os judeus imorais e idólatras ocorreu para que NÃO FAÇAMOS A MESMA COISA (v.6).
4. Observe o motivo da advertência. Ela tem o propósito de advertir para que não caiamos no pecado. Se podemos cair ou não, esse não é o ponto do autor da advertência, embora a pessoa que estabelece a advertência o faça exatamente para utilizarmos disto para o nosso bem. Por exemplo: se uma pessoa coloca uma placa numa estrada arriscada (à beira de um precipício), ele está fazendo aquilo imaginando naqueles que se jogarão ali de forma suicida? É por esse motivo? Não. Porém, o propósito daquela placa é para sinalizar o perigo. Portanto, ela é colocada naquele lugar para que a pessoa ao passar pelo caminho NÃO TRANSGRIDA A ADVERTÊNCIA. Não podemos confundir o propósito da advertência com especulações sobre a possibilidade ou não da queda, embora possamos entender que somente os crentes se utilizarão dessas advertências como meios para perseverar até o final da caminha cristã. Quando a linguagem do texto é confundida com realidade/metafísica e/ou especulações filosóficas vemos aí a introdução de categorias e sistemas dentro texto examinado. Porém não é assim que fazemos hermenêutica e exegese. Há advertência para que algo impossível não aconteça? Impossível para quem, crente ou descrente? Repito: esse não é propósito de uma advertência existir, mas apenas para sabermos que ela precisa ser obedecida.
5. Paulo prossegue na sua argumentação e advertência, incluindo o texto de 1 Co 10.13. Observamos o uso da expressão ‘tentação’ no v. 13 (gr. πειρασμὸς). Essa expressão é utilizada no NT, cerca de 21 vezes; pode significar “teste, provação divina, tentação, caminho de tentação” (Gingrich, Lexicon). O que dirá o significado da palavra será o contexto mediato e imediato do uso (e.g. Mt 6.13; Tg 1.14-15 a palavra é usada como ‘tentação’, mas em Tg. 1.12 é “provação divina”).
6. O v.13 afirma que não apenas o ‘livramento’ (essa é uma boa tradução para “ἔκβασιν”) é dado por Deus, mas a ‘tentação’ também acompanha (“junto a tentação dará o livramento”). Em Tiago 1.14-15, observamos que “Deus mesmo a ninguém tenta”, mas Paulo diz que o livramento ‘junto com’ [σὺν] a tentação são dados por Deus (1 Co 10.13). Como pode ser isto? Temos aqui uma boa razão do significado de πειρασμὸς: uma “provação” divina. Ademais, um detalhe importante é que as expressões “ἔκβασιν” e "πειρασμῷ" são articuladas (gr. 'τῷ πειρασμῷ καὶ τὴν ἔκβασιν'), ou seja, esse artigo indica que para cada provação existe um escape/livramento para que possamos suportar. Por outro lado, sabemos que se entendermos a palavra 'πειρασμὸς' como uma 'tentação' , então nem sempre saímos vencedores de cada uma delas (a Bíblia e experiência demostram essa verdade na vida dos crentes que sempre caem em tentação). Assim, a estrutura do texto também indica as provações e livramentos como dádivas divinas ensinados por Paulo aqui. Provações essas que não nos levam a pecar contra o Senhor, mas são acompanhadas de apoio divino em todo aquele momento.
7. A relação entre a tentação e a provação nem sempre é tão clara para nós. Mas podemos entender, pelo menos, que uma é produzida por Deus enquanto a outra não. Em nosso texto, sabemos que essa provação é sempre vencida, pois ela é dada por Deus para provar o crente, não para o fazer pecar (o que constituiria uma tentação do diabo).
Há vitória nas provações, pois: 1) Elas são dadas por Deus, e são motivos de alegria [...] sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança (Tg 1.2,3); 2) Além das provas Deus ainda concede um ‘limite’ (ἔκβασιν”) para perseverar nesse momento (Keener, p.59); 3) Há meios e advertências para o crente (v.6,11,14ss).
4) A expressão "Deus é fiel" (v.13.b) indica algo que dá certeza dessa vitória, o agudo contraste, e correção de uma ideia errônea, é trazido pela adversativa "mas" (gr. ἀλλὰ), apontando para o fracasso do homem em relação a fidelidade divina (v.13c). Pensemos um pouco, se fosse possível um crente não vencer a provação (um dos pontos que distingue a tentação da provação: a indução ao pecado), não existiria a necessidade para essa palavra de consolo, uma vez que correríamos o risco de ser reprovados completamente.
Concluindo, o texto não está tratando sobre livre-arbítrio libertário, mas sobre o modo de suportar as provações (que podem ocasionar em tentações posteriores). Assim, é impróprio confundir ou identificar, diretamente, a linguagem (e.g. advertência, exemplos para não cairmos etc.) com metafísica (e.g. decreto incondicional ou em presciência? É possível a apostasia acontecer quando sucumbimos?). A advertência é colocada para que o pecado não seja cometido pelo crente. Mas, a pergunta que não quer calar, “podemos cair”? Esse não é o ponto de Paulo aqui. Basta-nos saber que ao passarmos por fortes provas dadas por Deus, ele mesmo, que concedeu tais provas nos dará, também, o limite destas.
Pretendi trazer um texto curto e simples aqui, mas desenvolvimentos posteriores podem exigir um caráter mais técnico na explanação desse posicionamento. É possível que eu mude o que penso sobre esse texto? Claro que sim! Mas este é o meu entendimento atualmente, ainda mais depois de estudá-lo mais. 

Que Deus nos conceda graça!"

Autor: Evandro Junior - via Facebook.