terça-feira, 19 de março de 2013

A Salvação no Antigo Testamento: tipos e profecias


COMO DEUS SALVOU OS ELEITOS NO AT?


Sempre dizemos, lemos e ouvimos que a salvação é pela graça. Muitos, no entanto, não estão dispostos a pensar assim com respeito ao Velho Testamento. Até mesmo o dito:‘no VT a salvação era pela Lei, agora é pela graça’, tão comum no meio evangélico, é aceito como uma verdade estabelecida.


A Confissão de Fé de Westminster(CFW) aborda essa questão de modo bem claro. Tratando a respeito da doutrina do Pacto da Graça a Confissão afirma: 


“Este pacto, no tempo da Lei, não foi administrado como no tempo do Evangelho. Sob Lei, foi administrado por meio de promessas, profecias, sacrifícios, da circuncisão, do cordeiro pascoal e de outros tipos e ordenanças dados ao povo judeu, tudo prefigurando Cristo que havia de vir. Por aquele tempo, essas coisas, pela operação do Espírito Santo, foram suficientes e eficazes para instruir e edificar os eleitos na fé do Messias prometido, por quem tinham plena remissão dos pecados e a salvação eterna; este se chama Antigo Testamento.”( CFW cap. VII,5).


Essa posição da CFW estabelece o princípio que norteia esse assunto. Dividindo de modo simples a CFW afirma:

 A) A salvação no AT foi pela graça em Cristo, este ainda prometido.
 B) De várias maneiras essa salvação em Cristo foi prefigurada.
 C) Pelos meios ordinários o Espírito Santo aplicou a salvação nos eleitos.
 D) Os meios usados pelo Espírito Santo foram suficiente para aquela época.


Algumas passagens bíblicas proposta pela Confissão serão estudadas. Mas fica claro que a salvação no AT foi dessa maneira administrada. A CFW não deixa duvidas quanto a posição Reformada sobre a salvação no AT. Deus sempre salvou pela sua graça, conforme pré-garantida na eternidade em Cristo.


COMO O MESSIAS FOI PREDITO


Duas maneiras principais que houve revelação messiânica no AT foram os tipos e profecias.


A) Tipo: tipo é uma relação representativa preordenada que certas pessoas, eventos e instituições tem com pessoas, eventos e instituições correspondentes que ocorrem em uma época futura (Hermenêutica Avançada p.141). Uma busca especifica de algum personagem no AT que tenha correspondência em aspectos específicos com o Messias e/ou sua obra redentora, corresponderia a essa classificação. O estudo dos tipos, a tipologia, está bem associada com a Cristologia ( Hermenêutica Reformada, p.187). O correspondente é chamado de antítipo.


A CFW refere-se a esse recurso na parte já citada. Mostrando que a circuncisão, o cordeiro pascoal, ordenanças são todos tipos que pré-anunciaram a redenção de e em Cristo. Mas não apenas isso, aqueles tipos foram eficazes para a instrumentalidade do Espírito Santo aplicar a salvação que futuramente foi garantida em Cristo na cruz.


Um grande perigo que não raro assombra os que identificam os tipos é a alegoria. O Dr Anglada faz uma observação que é muito importante para evitar esse erro que é por vezes decorrente da tipologia. Aceitar como tipo somente aquilo que os autores do NT indicaram como tipo no AT (Hermenêutica Reformada, p.189). Ele ainda lembra, recorrendo a outros teólogos, que existem tipos explícitos e implícitos.


Existem listas grandes de alegorias envolvendo a pessoa de Cristo. Algumas absurdas a ponto de perderem qualquer limite, e sem referencial algum. Certa vez vi uma lista muito infantil que dizia que Cristo era a arca de Noé, que era a força de Sansão, etc.


B) Profecia: uma predição divina especifica da vinda do messias e de sua obra, “[...] são declarações divinas autoritativas [...] e o anúncio antecipado de promessas e ameaças futuras .”(Hermenêutica Reformada, p.215). 


Profecia é uma declaração verbal. Vários textos bíblicos são explicitamente messiânicos. Outros, porém, não são tão explícitos. Gerando assim polêmicas visto que outro recurso hermenêutico entra em questão, o sensus plenior. Esse é um recurso que atribuí um sentido mais profundo e em outro tempo de certa passagem. Alguns autores dizem que esse sensus plenior é a melhor resposta para contextualização e aplicação de muitas profecias bíblicas. Porém, o sensus plenior sofre resistência por parte de alguns teólogos ortodoxos, como D. A. Carson, por exemplo, mas defendida por J. I. Packer.


sábado, 16 de março de 2013

O Teólogo Franklin Ferreira e a Expiação Adventista


O erudito, Franklin Ferreira, [em co-autoria com A. Myatt, (batistas e calvinistas)], escreveu uma excelente obra de Teologia Sistemática pela Editora Vida Nova. Ele em quase todos os assuntos mostra uma aplicação apologética do tema, e não raro ele busca interagir com as interpretações das seitas, incluindo as de nosso solo brasileiro, o espiritismo. F. Ferreira é uma das maiores autoridades calvinistas de nosso país, junto com Hermisten Maia e Augustus Nicodemus, entre outros.

Fiquei também muito feliz em ver ele se referindo especificamente aos Adventistas do Sétimo Dia em um assunto que por certo é um desvio sério da obra da expiação realizada por Cristo. Veja o que o erudito Franklin Ferreira escreveu. Destaquei em negrito algumas partes:

“O ensino de Eilen G. White sobre o juízo investigativo é um sério desvio da doutrina bíblica da expiação. Este ensino merece uma resposta. É verdade que os adventistas têm muitas doutrinas em comum com os evangélicos. No entanto, este ensino de alguns deles representa um ataque sutil contra a suficiência da obra de Cristo na cruz, ao insinuar que, para realizar a expiação, é necessária outra obra suplementar. Além disso, a necessidade de investigar cada obra da pessoa, para verificar se houve arrependimento por aquele pecado específico, é algo muito parecido com a idéia da salvação através das boas obras. Nesse caso, o arrependimento seria uma obra que merece o perdão, e quaisquer pecados esquecidos teriam o potencial de minar a salvação da pessoa. A idéia se torna ainda pior ao afirmar que este é um juízo investigativo de cristãos, de pessoas que supostamente colocaram sua fé em Cristo. Parece que, para White, a fé em Cristo não é suficiente para alcançar a salvação. São necessárias obras de arrependimento, cada vez que um pecado é cometido, antes que Jesus possa expiar os pecados do crente.

A doutrina do juízo investigativo mina a eficácia da expiação, e isto é confirmado ao se examinar as implicações da doutrina do bode Azazel. Segundo esta idéia, a morte de Cristo não é suficiente para cancelar e levar embora os pecados do mundo. Mesmo com todo o seu sofrimento, a obra da redenção não é terminada, até que o diabo leve nossos pecados. A ira de Deus por nossos pecados evidentemente não é aplacada pelo sangue de Jesus. Eilen G. White disse que Satanás terá que pagar não apenas por seus próprios pecados, mas pelos nossos também, insinuando que a penalidade não foi paga de modo adequado por Cristo.

O erro a respeito desta estranha idéia de expiação vem de uma má interpretação da tipologia dos bodes, na cerimônia de sacrifício no templo. Alega-se que os dois bodes de Levítico 16 não podem ser tipos de Cristo, desde que somente um deles derrama seu sangue como expia¬ção de pecados. Aquele que não derrama seu sangue, então, não pode ser tipo de Cristo. Tam¬bém é alegado que o nome Azazel ('ãzã 'zêl) representa ou o nome de um demônio ou o lugar dos demônios, no deserto. Assim, a tipologia, segundo os que defendem o ensino de Eilen G. White, comprova que é Satanás quem leva os pecados, após o juízo investigativo.

Os eruditos do Antigo Testamento têm debatido o significado da palavra 'ãzã 'zêl, sem chegar a um consenso quanto ao seu real significado. Alguns têm sugerido que a palavra é o nome de uma divindade pagã ou de um demônio. Mas Mark F. Rooker notou que não existe nenhuma indicação nas Escrituras de que Satanás e seus demônios expiem pecados. Este último ponto é a chave para se entender a questão. A tipologia do Antigo Testamento é cumprida no Novo Testamento, mas há algum texto bíblico onde se pode encontrar Satanás levando os pecados do povo de Deus? Com certeza não em Apocalipse 20.2-3 nem no versículo 10. Estes textos não falam absolutamente nada sobre a imputação do pecado a Satanás, mas sim de seu eterno castigo por sua própria rebeldia contra Deus, como foi profetizado em Gênesis 3.15.

Uma outra interpretação, popular entre os rabinos, é que a palavra 'ãzã'zêl significa o lugar para onde os pecados eram levados, o deserto.128 Se o deserto fosse interpretado como o lugar dos demônios, então isto daria apoio à posição de White. Mas tal interpretação é, no mínimo, estranha. Nas Escrituras, o deserto também era o lugar onde morava João Batista e aonde Jesus freqüentemente ia para orar (Jo 3.1-4; Lc 5.16). O deserto, então, não pode ser um símbolo consistente do destino do diabo. O destino deste é o inferno. Mesmo admitindo esta interpretação como a mais provável, como Rooker faz, isto não ajuda a doutrina do juízo investigativo. A palavra apenas seria uma maneira para dizer para onde o bode ia.

Outros intérpretes entendem que 'ãzã 'zêl é composta de duas palavras que significam "bode" e "remover". A palavra, assim, seria "o bode que remove", que é uma descrição da função dele. No entanto, é melhor concordar com Schultz e Rooker, de que o significado exato é incerto, mas o simbolismo não é. O bode representa o fato de que na expiação, os pecados são verdadeiramente removidos pela obra de Cristo. Isto pode ser visto nitidamente, à luz dos vários textos bíblicos, que mostram que é Deus, e não Satanás, quem leva embora os pecados do mundo. O salmista nos revela que é o Senhor quem afasta todos os nossos pecados de nós mesmos, tanto "quanto dista o Oriente do Ocidente" (SI 103.12). Deus disse: "Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro" (Is 43.25; cf Ez 33.16 e Hb 8.12). Os pecados não vão literalmente para um lugar. Não existe distância entre "o Oriente e o Ocidente", esta imagem apenas simboliza um afastamento absoluto. Assim, quando o bode leva os pecados ao deserto, isto simboliza o fato de que Deus os esqueceu completamente. O fato de que Jesus é a pessoa que faz isto não está em dúvida, segundo as palavras de João Batista. Ele entendeu que Jesus é "o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (Jo 1.29). Schultz está certo, ao notar que João estava vinculando o bode Azazel com Jesus.129 Por isso, Paulo nos ensina que nossos pecados são imputados a Cristo (2Co 5.21). Satanás não entra nesse quadro. Assim, toda a tipologia de Levítico 6 é cumprida em Jesus.

Se é Cristo quem leva os pecados, por que, então, eram necessários dois bodes? Esta é uma boa pergunta pois, superficialmente, a idéia de dois bodes diferentes dá a entender que eles simbolizam duas pessoas diferentes. No entanto, uma vez que entendemos o que a tipologia simboliza, a necessidade de dois bodes se torna óbvia. Foi preciso representar simbolicamente duas funções da expiação: o derramamento de sangue e a remoção do pecado. Para demonstrar a realidade de que os pecados são removidos tanto "quanto dista o Oriente do Ocidente" foi necessário um bode vivo, que poderia sair para o deserto com todos os pecados imputados a ele. Este era um tipo de Cristo, que "tira o pecado do mundo". Um bode morto não pode fazer isto. Por outro lado, era também preciso matar o bode, para simbolizar a morte de Cristo, pois "sem derramamento de sangue não há remissão" dos pecados (Hb 9.22). Desde que o bode, que é o tipo do derramamento de sangue na expiação de Cristo, seria morto, um outro bode, vivo, foi necessário, para representar a remoção do pecado na tipologia. Assim, ambos os bodes, então, são necessários para completar a tipologia que simboliza a obra de Cristo.

Devemos concluir nossa avaliação notando que essa doutrina também fere o ensino bíblico de justificação forense, recebida pela fé somente. Voltando ao que foi considerado anteriormente sobre o "juízo investigativo", a justificação depende, neste caso, do exame das obras do cristão. Este ensino também nega a afirmação de Jesus em João 10.27, de que eleja conhecia quem eram suas ovelhas. De fato, segundo o "juízo investigativo", seria impossível para o cristão ter segurança de sua salvação durante sua vida, já que a salvação não seria determinada até o término de tal juízo. Se isso fosse verdade, seriam falsas as palavras de João 5.13: "Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus". Enfim, a doutrina de Eilen G. White modifica totalmente a doutrina da expiação, de tal forma que seu ensino não é consistente com o evangelho da graça. Devemos rejeitar este ensino, que não tem fundamento nem na Bíblia nem na história da doutrina cristã."

Teologia Sistemática: Vida Nova

Tratei desse assunto AQUI.

quinta-feira, 14 de março de 2013

O argumento fracassado de Leandro Quadros contra o DOMINGO – Parte 2


O segundo erro que os que defendem o Domingo cometem, segundo Leandro Quadro, é que a expressão ‘dia do Senhor’ em Apocalipse 1.10 não seria uma base linguística para tal apoio.


Ele, com um pedantismo peculiar que somente ele saber exibir, diz:


“Só para os desinformados. No grego clássico, realmente a expressão foi aplicada por alguns pais da igreja ao domingo. Entretanto, a Bíblia não foi escrita no grego clássico, mas, no grego koinê (comum, do povo). Por isso, precisamos buscar o significado da expressão no tipo de grego utilizado pelos autores do Novo Testamento. Isso é óbvio demais a ponto de nem ser preciso redigir um comentário desses no presente artigo. Mas, por amor à verdade, é bom deixar tudo bem claro.”(destaque meu) (AQUI)

Agradecemos muito ao suprassumo do conhecimento do grego, o Titã Leandro Quadros!

Deixando a ironia de lado, gostaria de perguntar ao Leandro Quadros se os pais da igreja falavam em grego comum ou no grego clássico?

Se as referências eram a respeito da interpretação que os pais davam ao texto de Apocalipse 1.10, eles escreviam como falavam. ‘Isso é tão obvio’...

Quadros, 'nos embalos' de Samuelle Bacchiocchi, diz que a primeira prova seria a do documento chamado ‘Evangelho Segundo Pedro’, 70-75 após a escrita de Apocalipse. Ele diz: “ 1) A primeira menção ao domingo como “dia do Senhor” encontra-se num escrito falsamente atribuído a Pedro, chamado “Evangelho Segundo Pedro” (cap. 9:35), datado pelo menos uns 70 a 75 anos após o período que João escreveu o Apocalipse. Uma pergunta aos dominguistas: Como João iria se referir ao domingo em Apocalipse 1:10, sendo que a primeira citação como sendo este o dia do Senhor aparece cerca de 70 a 75 anos DEPOIS dele escrever este texto? Impossível!"

Leandro Quadros aí foi um especialista... em sofismar!

Voltemos aos pais que ele diz que não vale citar como autoridade ‘espiritual’. Fiquemos com a referência histórica então! Inácio, que segundo os eruditos viveu e escreveu por volta do ano 110 AD, citado por Policarpo, que conhecera o Apóstolo João, nem sua carta aos Filipenses. Inácio diz algo que pode ser interessante para mostrar o argumento fracassado de Leandro Quadros contra o Domingo ser o dia do Senhor, apenas no Evangelho de Pedro. Veja:


“Aqueles que viviam na antiga aliança de coisas chegaram à nova esperança, e não observam mais o sábado, mas o dia do Senhor, em que a nossa vida se levantou por meio dele.” (Inácio aos Magnésios 9:1. Os padres Apostólicos, Ed. Paulus.)

A linguagem de Inácio é clara, não de uma ordem ou interpretação que ele estava emitindo, mas de algo que os cristãos faziam! ‘Não observam mais o sábado’. A informação é esmagadora para o argumento de Leandro Quadros, pois percebemos a negação do termo ‘dia do Senhor’ ao sábado, mas faz uma alusão cristalina do evento da ressurreição.

Observação: a dúvida quanto ao exato termo que Inácio usou, se ele disse ‘dia’ ou ‘vida’, é sem sentido, pelo próprio assunto que Inácio está tratando, a saber; Um dia em lugar de outro, não uma vida em lugar de um dia! Se for aceita essa leitura, então a guarda do sábado também seria abandonada, na visão de Inácio, por aceitarmos a ‘vida do Senhor’ e não o dia de sábado! Assim, teríamos do mesmo jeito, uma prova histórica, muito antiga, da não guarda do sábado pela Igreja Cristã.

Quando a Maiara Costa da equipe do Na Mira da verdade, escreveu que ‘os pais viviam em uma época de apostasia, negando até mesmo a divindade de Cristo’, o que OS PIONEIROS ADVENTISTAS FIZERAM, me lembrei da posição de Inácio sobre esse assunto. As citações são do livro “Padres Apostólicos” da Editora Paulus. Veja:

“... pela vontade do Pai e de Jesus Cristo, nosso Deus” (Aos Efésios, Saudação).

“... reanimados pelo sangue de Deus...” (Aos Efésios 1:1-compare com Atos 20.28).

“Existe apenas um médico, carnal e espiritual, gerado e não gerado, Deus feito carne, Filho de Maria e Filho de Deus...” (Aos Efésios 7.:2).

“... o nosso Deus Jesus Cristo...” (Aos Efésios 18:2).

“... quando Deus apareceu em forma humana...” (Aos Efésios 19:3).

“... Jesus Cristo Deus...” (Aos Tralianos 7:1).

“... segundo fé e amor dela por Jesus Cristo, nosso Deus... alegria pura em Jesus Cristo, nosso Deus” (Aos Romanos, Saudação).

“...nosso Deus Jesus Cristo, estando ago com o seu Pai...” (Aos Romanos 3:3).

“Desejo que estejais sempre bem em nosso Deus Jesus Cristo...” (A Policarpo, Saudações finais).

Sem citar as vezes onde ele escreve sobre as economia trinitária. De fato, a equipe do Na Mira da Verdade, precisa mirar mais a verdade.

Barnabé, pelo que nos informam os estudiosos, teria escrito suas cartas entre os anos 100 a 150. Talvez não ajudaria muito, no debate aqui, por falta de uma melhor precisão. Ainda assim, é uma objeção forte ao que Quadros disse. Barnabé errou em interpretações, como todos nós erramos, mas a sua informação é de importância histórica, na ligação do termo ‘dia do Senhor’ com a ressurreição e posteriormente com a palavra domingo.

Depois de apresentar alguns textos a respeito do sábado, com interpretações variadas (escatológicas, etc) ele diz o que os cristãos faziam: “Eis porque celebramos como festa alegre o oitavo dia, no qual Jesus ressuscitou dos mortos e, depois de se manifestar, subiu aos céus.” (Carta de Barnabé, 15:9. Ed Paulus).

Pelo que Barnabé diz, já era uma prática cristã. No mínimo décadas de liturgia ‘dominical’ deixariam essa marca indelével nas comunidades cristãs.

Com esse contexto histórico citamos como definitivo, a prova histórica do Didaquê. Eruditos afirmam que esse documento cristão é um texto muito antigo, talvez entre os anos 80-90 AD! Contemporâneo do próprio Apocalipse e dos escritos do Apóstolo João, com origem provável em Antioquia. O documento diz assim:

“Reúnam-se no dia do Senhor para partir o pão...” (Didaquê, 14.1 – Ed Paulus).

Lembra-nos muito o que Lucas escreveu:
  •  “No primeiro dia da semana, estando reunidos com o fim de partir o pão...” (Atos 20.7).

O Didaquê refere-se, baseado-me nos textos contemporâneos, ao primeiro dia da semana, posteriormente vertido ‘Domingo’. De modo simples as provas históricas são: 1. Primeiro dia da semana, termo usado no NT. 2. Dia do Senhor, no fim do período apostólico. 3. Domingo, expressão usada após o NT para referir-se ao primeiro dia, o dia da ressurreição do Senhor Jesus.

Nenhum pesquisador duvidaria que o Didaquê, Inácio e Barnabé pensam no domingo como substituto do sábado. Acredito que é mais honesto rejeitar o que é dito nesses documentos, acusado-os de relatar uma prática e interpretação errada, do que rejeitá-los como prova histórica. O que para nós, neste caso, confirma a antiguidade da nossa interpretação do Novo Testamento a respeito do dia do Senhor, o primeiro dia da semana, o Domingo.

Leandro Quadros vai viciado, dopado doutrinariamente, para examinar tais informações. O entorpecente dele é o ‘espírito de profecia’, Ellen White. Argumento fracassado!

Continua...

terça-feira, 12 de março de 2013

A religião é a raiz de todos os males... mesmo?!

"Os regimes comunistas da Rússia, da China e da Camboja no século XX rejeitaram toda e qualquer religião e crença em Deus... Essas sociedades eram racionais e laicas, mas todas produziram uma violência maciça contra a população mesmo sem influência da religião. Por que?... quando desaparece a noção de Deus, a sociedade 'transcendentaliza' outra coisa, outro conceito, a fim de parecer moral e espiritualmente superior. Os marxistas transformaram o Estado em um ente absoluto, enquanto os nazistas fizeram o mesmo com a raça e o sangue. Mesmo os ideais de liberdade e igualdade podem ser usados dessa forma para justificar a violência contra os oponentes...


As sociedades que se despojaram de todo tipo de religião foram tão opressoras quanto as que se embeberam dela. Só nos resta concluir que existe um impulso violento tão profundamente enraizado no coração humano que ele se expressa independentemente das crenças presentes em qualquer sociedade, seja ela socialista ou capitalista, religiosa ou laica, individualista ou hierárquica. No final das contas, a existência de violência e espírito belicoso em uma sociedade não refuta, obrigatoriamente, as crenças prevalentes em tal sociedade."


Por Tim Keller


Fonte: Bereianos



sábado, 9 de março de 2013

Motivo do fracasso das mensagens da cruz

"Homens e mulheres que não foram crucificados não podem proclamar a palavra da cruz e são indignos de fazê-lo. A cruz que pregamos aos outros deve, primeiro, crucificar-nos. A palavra que pregamos deve, primeiro, queimar-se profundamente em nossa vida de modo que nossa vida seja uma mensagem viva. A cruz que proclamamos não deve ser simplesmente uma mensagem. Devemos permitir que a cruz seja nossa vida diária. Então o que pregamos será mais do que uma simples mensagem: será uma espécie de vida que exibimos diariamente. Então poderemos conceder essa vida a outros enquanto pregamos.

  • "Pois a minha carne é verdadeira comida, e meu sangue é verdadeira bebida" (João 6:55).


Quando exercitamos fé a fim de nos nutrirmos da cruz do Senhor Jesus, é como se comêssemos da sua carne e bebêssemos do seu sangue. Em tal exercício espiritual, comer e beber não são meras palavras. Como no reino natural, depois de comermos e bebermos, digerimos o que comemos, de forma que isso se torna parte de nós — isto é, torna-se nossa vida. Nosso fracasso repousa no fato de que demasiadas vezes usamos somente nosso intelecto para examinar Palavra de Deus e somente tomamos com nossa mensagem o que lemos em livros e ouvimos dos pregadores e amigos, e então usamos nossa mente a fim de organizar esse material. Embora tenhamos excelentes pensamentos e tópicos, embora nosso auditório ouça com muita atenção e interesse, nossa obra termina aí, pois somos incapazes de conceder a vida de Deus a eles. A palavra que pregamos é, deveras, a cruz, mas não podemos partilhar a vida da cruz com eles. Tudo o que fizemos foi comunicar-lhes alguns pensamentos e idéias. Não sabemos nós que a necessidade das pessoas não são pensamentos, mas vida?


Vida -  Não podemos dar o que não possuímos. Se tudo o que possuímos é pensamento, só podemos dar pensamentos. Se em nossa vida não possuirmos a experiência da co-morte com Cristo a fim de vencer o pecado e o ego, nem a experiência de tomar a cruz e seguir o Senhor e com ele sofrer; se nosso conhecimento da palavra da cruz é conseguido de livros e das pessoas, conhecimento que nós mesmos não experimentamos, então é certo que não podemos conceder vida; tudo o que podemos fazer é instilar a idéia da vida de cruz na mente das pessoas. Somente quando nós mesmos somos transformados pela cruz e recebemos seu espírito como também sua vida somos capazes de conceder a cruz às outras pessoas.


A cruz deve fazer sua obra mais profunda em nossa vida diária para que possamos ter experiências reais de vitória e também de sofrimentos da cruz. Então, ao proclamarmos a mensagem nossa vida propagar-se-á em nossas palavras, e o Espírito Santo pode fazer fluir sua vida através de nossa vida a fim de saciar a aridez das vidas dos que nos ouvem. Pensamento, palavra, eloqüência e argumento humanos só estimulam a alma humana, pois estes só alcançam o intelecto. Meramente excitam a emoção, a mente e a vontade do homem. A vida, entretanto, pode alcançar o espírito do homem; todas as obras do Espírito Santo são realizadas em nosso espírito — isto é, em nosso homem interior (veja Romanos 8:16; Efésios 3:16). À medida que nós, em nossa experiência espiritual, deixarmos fluir nossa vida no espírito, o Espírito Santo enviará sua vida aos espíritos dos outros e fará com que recebam a vida regenerada, a vida mais abundante.


É vão tentarmos salvar pecadores ou edificarmos os santos usando psicologia, eloqüência e teoria. Embora a aparência exterior do que dizemos possa ser bem atraente, sabemos que o Espírito Santo não opera conosco. Se o Espírito Santo não emprestar sua autoridade e poder às nossas palavras, os ouvintes não sofrerão mudança alguma em suas vidas. Embora possam, às vezes, tomar uma decisão ou mudar sua vontade, tudo não passa de mera excitação da alma. Por não existir vida em nossas palavras, não há poder a fim de fazer com que os outros recebam o que não possuímos. Ter vida é ter poder. A menos que permitamos que o Espírito Santo emane de nossa vida a fim de alcançar o espírito do homem, as pessoas não podem receber a vida do Espírito Santo e não têm poder algum para pôr em prática o que pregamos. O que buscamos, portanto, não é persuasão por meio de palavras, mas a vida e o poder do Espírito Santo.


A vida que mencionamos aqui refere-se à Palavra de Deus que experimentamos em nossa caminhada ou à mensagem que experimentamos antes de proclamá-la. A vida de cruz é a vida do Senhor Jesus. Devemos conhecer nossa mensagem pela experiência. O ensino que conhecemos é somente ensino até que permitamos que opere em nossa vida de modo que o ensino que conhecemos se torne parte de nossa experiência e elemento integral de nossa caminhada diária. Então o ensino já não é meramente ensino mas a própria essência de nossa vida — assim como o elemento que comemos tornou-se carne de nossa carne e osso de nossos ossos. Tornamo-nos o ensinamento vivo e a palavra viva; e o que pregamos não é mais simplesmente uma idéia, mas nossa vida real. Este é o significado de "praticantes da palavra" no sentido bíblico."



W. Nee: O Mensageiro da Cruz

quarta-feira, 6 de março de 2013

O argumento fracassado de Leandro Quadros contra o DOMINGO – Parte 1


O apologista Leandro Quadros criticou o domingo em uma ‘antiga’ postagem (AQUI). Quero fazer uma avaliação de seu argumento, visto que ele disse que os que defendem o domingo possuem um ‘argumento fracassado’.


1. “Eles pecam em duas coisas: 1) Em usar a autoridade dos pais da igreja no lugar da autoridade da Bíblia (Jo 17:17);” Depois ele cita os erros teológicos de vários pais da igreja que defendiam o domingo.


Respondo: Os Cristãos Reformados não fazem isso. A referência é de caráter histórico, e não de autoridade doutrinária. Seria contra a própria fé protestante- Somente a Bíblia. O que fica provado é que tal doutrina é bem mais cedo do que Ellen White acreditava. E isso deve doer nos cegos seguidores de Ellen White... (Ou não, é só fazer o que o Leandro Quadros faz 'O autores inspirados erraram!')


Leandro Quadros depois de relatar os problemas teológicos dos pais, diz: ‘pasmem que esses são as fontes dos guardadores do domingo!’


Na verdade ele tira as citações dos cristãos, a respeito dos pais, de seu verdadeiro foco. Quando buscamos no NT e encontramos logo após dos dias apostólicos referências históricas, ainda que tenham fundo doutrinário, fica claro que aquilo que é entendido sobre esse assunto no Novo Testamento continuou a ser praticado na geração posterior.

O fato de errarem em vários assuntos, não significa que erraram em todos. Por isso o 'Titã' Leandro Quadros deu as regras do jogo dizendo ‘eles não são 100% confiáveis’.


Eles não são autoridades espirituais, tal como foram os PIONEIROS ADVENTISTAS ANTI-TRINITARIANOS. Aqui mora a incoerência do senhor Quadros. Fiam-se em vários anti-trinitarianos como restauradores espirituais da verdade.


Preste atenção, Maiara Costa, da equipe do Na Mira da Verdade, respondeu um comentário de um internauta dizendo o seguinte: “Quando os pais da igreja mencionaram isto, viviam em uma época de apostasia, contrariando várias doutrinas da Bíblia, inclusive a Divindade de Jesus.” (Comnetário desta página AQUI)


O que dizer do tempo dos pioneiros adventista!? Quando abandonaram a fé Trinitária, um ‘abismo chamou outro abismo’. Argumento fracassado!

Continua...


'Leilão' realizado pelo Pr. Marco Feliciano

É algo que não tem nem o que  escrever... muito triste... nojento... infeliz!

Espero que Deus tenha misericódia de mim... tive muita raiva de assistir esse vídeo.