quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Evangelização Reformada – devemos forçar uma decisão por Cristo

Quando falamos de tomar uma decisão, em nosso contexto nacional, cunhou-se como exteriorização disso o dizer “aceitar Jesus” diante de um púlpito e receber uma oração para que o “nome seja inscrito no céu”. Embora essa prática seja muito simplória, e hoje está diluída pelas estranhas doutrinas do evangelicalismo brasileiro, ela em si não apresenta heresia. Pela graça de Deus muitas pessoas de fato se tornaram cristãs assim, tantas outras não. Teologicamente é uma expressão imprecisa, assim como existem outras, mas não vejo isso como algo que deveria criar polêmicas - a não ser que deixe o assunto parar aí, sem um discipulado e integração no corpo da Igreja local.

Na ânsia de corrigir isso, os conservadores tradicionais, especialmente os reformados, acabaram indo para outro extremo, quase que não se envolvendo em evangelização significativa. Tanto que percebemos isso no que está sendo produzido no Brasil a respeito de Evangelização de cunho reformado. As Editoras conhecidas como reformadas, não produzem nada de forma significativa na área de evangelismo pessoal ou estratégias. Enquanto a preocupação máxima é produzir uma teologia refinadíssima, em palestras, congressos, encontros, a missão da Igreja está sendo deixada de lado. Pior ainda é quando ouvimos a respeito de evangelização nesses encontros de quem não pratica... Em breve teremos o mesmo destino das regiões do mundo onde a Fé Reformada [e outras tradicionais] se tornou academicista, depois secularizada, não mais evangelística, assistencialista, então liberal, deixou de ser Igreja, hoje é sinagoga de Satanás.


O QUE É FORÇAR UMA DECISÃO?

O que deve ser destacado é o fato de que as pessoas devem submeter suas vidas a Cristo. Na evangelização pessoal, na pregação, na aula de EBD, nos estudos bíblicos, no discipulado, na visita pastoral, isso deve ser enfatizado, sempre. Não é algo opcional, é uma exigência divina que todo joelho se dobre e toda língua confesse que Jesus é Senhor (Fl 2.9-11). A salvação está vinculada em crer e se submeter ao Senhorio de Cristo (Rm 10.9). Na Bíblia Jesus é mais chamado de Senhor do que de Salvador.

Não existe na Bíblia uma praxe evangelística que deixa as pessoas apenas ouvindo, sem um convite emocionado ao confronto, a uma decisão. É um erro achar que você deve apenas pregar, sem levar as pessoas a se converterem. Puxa, isso causa até desespero em alguns reformados, pois dizem assim: “Ninguém se converte, é Deus que converte!” Esse tipo de calvinismo, que rejeita o uso dessa expressão, é um tanto equivocado, pois não molda um linguajar com a Bíblia, mas no geral está mais preocupado com material de autores calvinistas cujo propósito é criticar arminianos – o que temos também do outro lado, arminianos que estão mais preocupados com calvinistas.

Deixo claro em primeiro lugar que na evangelização não se pergunta o que Deus vai fazer ou o que decidiu desde a eternidade em cada indivíduo (Ef 1.1-11), antes, devemos estar preocupados com o que devemos fazer (I Co 9.16). Então, vamos repetir, devemos fazer de tudo para que nossos ouvintes se convertam (I Co 9.19). Algumas passagens bíblicas nos mostram essa advertência para a conversão, arrependimento ou mudança:

“se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.” (II Cr 7.14)

“Agora, pois, ó reis, sede prudente deixai-vos advertir, juízes da terra.” (Sl 2.10)

“Atentai para minha repreensão; eis que derramarei copiosamente para vós outros meu espírito.” (Pv 1.23).

“Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante de meus olhos; cessai de fazer o mal.” (Is 1.16)

“No momento em que eu falar acerca de uma nação ou de um reino para o arrancar, derribar e destruir, se a tal nação se converter da maldade contra qual eu falei, também eu me arrependerei do mal que pensava em fazer-lhe. “ (Jr 18.7,8).

“Mas se avisares o perverso, e ele não se converter da sua maldade e do seu caminho perverso, ele morrerá na sua iniquidade, mas tu salvaste a tua alma.” (Ez 3.19)

“[...] Convertei-vos e desviai-vos de todas as vossas transgressões; e a iniquidade não vos servirá de tropeço.” (Ez 18.30)

“Não voltarão para a terra do Egito, mas o assírio será seu rei, porque recusam converter-se.” (Os 11.5)

“Buscai o bem e não o mal, para que vivais; e assim, o SENHOR, o Deus dos Exércitos, estabelecerá convosco, como dizeis.” (Am 5.14)

“Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento?” (Rm 2.4)

Etc.

Um dos calvinistas mais equilibrados do nosso tempo elucida a questão sabiamente:

“Evangelizar significa emitir uma convocação para a conversão, bem como para confiar; é a entrega, não só de um convite divino para se receber um Salvador, mas também de uma ordem divina para arrepender-se do pecado. E não haverá evangelização alguma onde não for feito este tipo de aplicação específica [...] o alvo de cada evangelista é converter [...].” (A Evangelização e a Soberania de Deus, p. 35,36).

O Catecismo Maior de Westminster não deixa dúvidas dessa verdade quando diz a respeito de como a pregação deve ser efetuada quando diz que o pregador deve procurar “converter, edificar e salvar as almas.” (Pergunta 159).

CONCLUSÃO


Quando compreendemos que a Evangelização é ao mesmo tempo um convite, apelo e ordem, estaremos engajados nos métodos, que de alguma forma exponha essas realidades. Convidamos as pessoas a aceitarem o convite de Jesus em ir a Ele e receberem perdão. Nesse convite está um forte apelo emocionado, como que Deus e Cristo, em nós pelo Espírito, implorassem que ouçam esse convite. Por último, junto ao convite e apelo, vem uma ordem expressa, que a rejeição terá punições severas, pois foi o Soberano do Universo que está sendo rejeitado – isso que acabei de escrever reflete a parábola da grande ceia em Lucas 14.15-24. Interessante o que o versículo 22 sugere: “Sai pelos caminhos e atalhos e obriga a todos a entrar [...]”.  Temos que insistentemente induzir as pessoas a tomarem uma decisão, a aceitarem o convite do Evangelho e se renderem ao Senhor Jesus. 

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Os Presbiterianos Brasileiros e o desafio Islâmico - o que está sendo feito?

"Nos locais onde há maior concentração de muçulmanos não é incomum encontrar algum trabalho evangelístico de alguma igreja local visando ganhar muçulmanos. Há, inclusive, algumas igrejas evangélicas árabes no Brasil, que visam acolher os muçulmanos dentro de sua própria cultura. Quanto a isso, não me cabe dizer se é ou não uma boa alternativa, mas o fato é que não se vê trabalhos denominacionais que visam ganhar os muçulmanos e inseri-los em nosso meio como irmãos como qualquer outro, pelo menos não no meio presbiteriano.

Isso fica evidente quando observamos a ínfima quantidade de referências que as igrejas presbiterianas (IPB, IPIB e IPRB) fazem aos muçulmanos. Já é muito sabido e evidente que as igrejas estão pouco interessadas em missões, que parece ser muito mais interessante que as igrejas locais possuam templos lindos e confortáveis ao invés de pessoas interessadas em melhorar o mundo à sua volta por meio do Evangelho. Isso pode ser notado usando os portais de cada uma das três principais denominações presbiterianas para averiguarmos o que o presbiterianismo brasileiro tem feito para alcançar os muçulmanos.

No dia 28 de setembro de 2014, fiz uma busca no site oficial de cada uma das três maiores denominações presbiterianas no Brasil. Usando alguns termos de pesquisa no Google, pude descobrir, sem erros, quantas referências cada denominação fez aos muçulmanos. A pesquisa alcançou toda informação online que esteja disponível no site de cada denominação, e os resultados foram lastimáveis e decepcionantes. A pesquisa foi feita da seguinte forma:

•          Usou-se o comando “site” e foi especificado a página da igreja a ser analisada. Em seguida, foram inseridos os termos “islam”, “islamismo”, “muçulmano”, “muçulmanos” e “islã”, sendo separados pelo termo OR, que indica que a busca deve apresentar a ocorrência de qualquer uma dessas palavras no site dado. Na prática, a busca foi feita assim:
•          site: http://www.ipb.org.br/ "islam" OR "islamismo" OR "muçulmano" OR "muçulmanos" OR "islã"
Os resultados foram os seguintes:

1 - Igreja Presbiteriana do Brasil

•          Referências encontradas: 12
Sobre o que eram essas referências?
            a) oração por alguém em campo, fazendo uma leve referência aos termos.
            b) alguma notícia (referência sucinta)
            c) menção de algum dos termos, mas sem que o texto haja alguma relação ao assunto em si.

2 -  Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil

·         Referências encontradas: 4
Sobre o que eram essas referências?
            Todas as 4 referências mencionavam algum dos termos, sem que o texto tratasse do assunto em si.

3 – Igreja Presbiteriana Independente do Brasil

·         Referências encontradas: 10
            a) houve um texto/artigo específico sobre o desafio islâmico (http://www.ipib.org/o-estandarte-online/244-alvorada-o-desafio-do-islamismo)
            b) houve um pedido de oração específico por Muçulmanos e/ou missões
            c) menção de algum dos termos, mas sem que o texto haja alguma relação ao assunto em si.
            d) oração por alguém em campo (leve menção)

Curiosamente, quando efetuamos a mesma busca, mas trocando os termos para “dinheiro”, “dízimo” ou “oferta”, encontramos 150 referências na IPB, 77 na IPIB e 67 na IPRB.  Se procurarmos por “missões”, encontramos 439 resultados na IPB, 184 na IPIB e 190 na IPRB. Isso pode indicar que as igrejas presbiterianas ainda não consideram o desafio islâmico tão importante quanto falar sobre finança, mas também revelam que, mesmo quando falam de missões, praticamente não falam sobre o islamismo.

*Duas exceções no caso da IPB podem ser mencionadas. Em uma lição de uma revista para Escola Dominical, a Editora Cultura Cristã abordou a questão Islã (AQUI). Além disso, em uma palestra, o Seminário Presbiteriano José Manoel da Conceição proporcionou o tema (AQUI), onde palestrante apresentou informações a respeito. Essas atitudes, apesar de serem louváveis, estão distantes de qualquer envolvimento efetivo.

Considerações importantes sobre Muçulmanos no Brasil e em outros países ocidentais

a) Geralmente, os Muçulmanos deixam seus países de origem em busca de uma melhor qualidade de vida no Ocidente

Isso quer dizer que, como, em via de regra, para muitos, as condições em seus países Muçulmanos não é tão boa, muitos Muçulmanos deixam seus países para migrar para outros países que possibilitem uma melhor qualidade de vida para si e para sua família.
É o mesmo que acontece com brasileiros que migram para os EUA, Canadá, Austrália ou países europeus em busca de melhores trabalhos, salários e qualidade de vida.
Esses Muçulmanos que migram em busca de uma nova vida carregam em sua bagagem sua cultura e teologia. Alguns se esfriam da fé, outros se convertem a uma nova fé e outros se tornam ainda mais devotos de sua fé islâmica.

b) Comumente os Muçulmanos têm muitos filhos

Embora para a grande maioria dos ocidentais seja quase impensável ter 3 ou 4 filhos, para a maioria dos Muçulmanos isso é algo normal e natural. Eles realmente acreditam e entendem que é uma bênção divina ter muitos filhos. As mulheres se sentem, em via de regra, realizadas por serem férteis e gerar uma grande família.

Por outro lado, nós, ocidentais, temos poucos filhos. Se todo casal tiver apenas 1 filho, a população, após alguns anos, se reduziria sobremaneira, afinal, para que uma população cresça é necessário que cada casal (duas pessoas) produza pelo menos outras duas pessoas.

Em curto prazo isso é algo quase irrelevante, porém, em países onde há migração em massa de Muçulmanos os problemas já começam a se apresentar entre as culturas, pois áreas historicamente cristãs ou laicas estão se tornam islâmicas. A reprodução é, querendo ou não, uma forma de crescimento religioso superefetiva.

c) Alguns Muçulmanos se sentem revoltados ao ver a imoralidade de outras culturas
A esse respeito, não me refiro, necessariamente, às imoralidades já bem sabidas da igreja brasileira

O fato é que os Muçulmanos possuem padrões morais diferentes. Além disso, o Islamismo não é apenas uma religião, mas um sistema político. A fé islâmica não só pode, mas deve, necessariamente, comandar a política e os costumes da nação. Já no ocidente, não há imposição religiosa sobre os costumes políticos e sociais.

Quando um Muçulmano se muda para o ocidente, ele provavelmente estranhará as roupas e costumes das mulheres, mas também notará como a cultura, marketing e boa parte do entretenimento está diretamente (ou indiretamente) relacionado ao sexo e à sensualidade. Essas disparidades culturais são marcantes e se tornam motivo de escândalo para o Muçulmano, pois eles acreditam que a liberdade política e cultural que aqui há é resultado direto do Cristianismo. Se no Islamismo não há separação entre o Estado (governo político) e a religião, então eles subentedem que no Cristianismo o Estado também é dirigido pela Igreja, de modo que a imoralidade que os revolta (e que também revolta a nós) é consequência direta dos costumes Cristãos.

d) Muitos Muçulmanos não são tão religiosos quanto supomos (exceto por alguns dissimuladores), sendo que boa parte até recebe muito bem o Evangelho quando o ouvem
Muitas vezes, por os Cristãos acreditarem em estereótipos e imaginarem que todo Muçulmano é terrorista, fanático ou fundamentalista (o que está longe de ser a verdade), acabam deixando de se aproximar e de pregar/testemunhar o Evangelho a essas pessoas.
Quem assim pensa está redondamente enganado: pregue o Evangelho.

e) Alguns Muçulmanos podem, devido a todo esse contexto, se tornar mais hostis e devotos à sua fé original

É claro que se hostil não é próprio dos Muçulmanos. Infelizmente, há muito Cristão intolerante e de caráter tão duro que é melhor se manter à distância. Todavia, é importante haver cuidado para não julgar de forma precipitada a hostilidade de algum Muçulmano diante do Evangelho. Ele pode estar confundindo alguma coisa. Mas, independentemente das razões, devemos ter sempre em mente o Evangelho:

“Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos. Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim?” (Mateus 5:44-47).

O que nos falta?

Aos presbiterianos, falta um projeto focado exclusivamente no evangelismo de muçulmanos, providenciando treinamento e experiências adequados, interessado em monitorar o crescimento do islamismo e em suas atividades missionárias, deixando de lado os métodos mais populares para inflar igrejas e se apegando firmemente à novidade de vida em Jesus, à liberdade que se deve ter com o Senhor, aos símbolos tão defendidos pelas confissões de fé reformadas. O Brasil tem, sim, uma grande maioria cristã, mas essa grande maioria é uma massa sem cor e sem forma, totalmente bagunçada e sem identidade.

O foco não pode ser, JAMAIS, a conversão simplesmente para dizer que somos maioria, mas sim a conversão real, que produz frutos e que não pode ser condenada por ninguém. Evangelizar um muçulmano para que esse, após sua “conversão”, se torne ainda mais cego em meio a tantas heresias e modismos evangélicos é tirar a fogueira de um lugar e levá-la para outro. Os presbiterianianos, se realmente têm algo melhor a oferecer, devem fazê-lo com esmero e sabedoria. Não podemos ignorar que o islamismo é a segunda maior religião do mundo e que há mais muçulmanos no mundo do que cristãos genuínos.

O desafio islâmico não é um desafio do diabo. Pelo contrário, é mais uma oportunidade do que um desafio. Hoje, infelizmente, é muito difícil entrar em um país islâmico para evangelizar alguns, porém, é extremamente fácil alcançar muçulmanos que moram em nossa cidade. Já dizia o provérbio que se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé; então, adaptemos e entendamos melhor as oportunidades que Deus nos dá e vejamos que se a Igreja não leva Jesus ao mundo, o mundo vem para próximo de Jesus, pois Jesus a tudo atrai. Cabe a nós, agora, tirarmos todos os enfeites que são colocados em Jesus dentro do islamismo, que tanto o maqueia, e retirarmos os ventos de doutrina que certos segmentos evangélicos divulgam, e apresentarmos o Evangelho puro e simples aos adeptos dessa religião que tanto carece de conhecer a Verdade que liberta."


Autor: Wesley Nazeazeno, colaborador do Blog MCA.

sábado, 11 de outubro de 2014

Ellen White e os Apócrifos – o mistério das alucinações!

A crença em Ellen White, como sendo o “espírito de profecia” é uma crença exótica. As visões de Ellen White possuem elementos estranhos, e ensinos que não encontramos na Bíblia – também com cerca de 2.000 visões, não seria de esperar outra coisa, além de seu possível problema mental.

Recentemente li algo que ela disse de um livro “escondido”. E curioso que ela depois identificou qual seria esse tal livro escondido:

Eu vi que os Apócrifos são o livro escondido, e que os sábios destes últimos dias devem entendê-lo. Vi que a Bíblia é o livro padrão, que nos julgará no último dia.”Manuscript 4, 1850, (A copy of E. G. White’s vision which she had at Oswego, N.Y.).

Os defensores intelectuais dela dão a seguinte explicação – coloquei uma nota para cada afirmativa ou defesa: 

“Se o que temos é uma cópia fiel do que ela escreveuA, o sentido e o significado desta declaração é obscuroB. Em nenhum período subseqüente  Ellen White fez referência aos apócrifos, apelou para os adventistas os estudarem, ou estimulou sua leitura. Nem tampouco incluiu ela tal declaração em qualquer de suas publicaçõesC. O que quer que se faça com essa declaraçãoD, deve ser observado que os apócrifos não são descritos como sendo inspirados, mas são contrastados com as Escrituras, que são chamadas de o “Livro padrão, que nos julgará no último dia.E (AQUI)

A)    Parece que mencionar uma inócua inexatidão do documento, ou apresentar um "SE", pode ajudar a criar uma possibilidade de fraude? Erro? Porém, não se apresenta uma prova para essa suspeita.

B)    Obscuro? Qualquer leitor ignorante saberia o que ela quer dizer – que os Adventistas, os tais “santos”, devem entender os apócrifos no tempo que vivemos.

C)     E qual a diferença? Se o que ela escreveu aí foi recebida em visão, precisaria mais alguma coisa? Ela disse: “Vi”!

D)    ‘O quer que se faça’? O Centro White parece que não entendeu o que ‘o deus’ de Ellen White mostrou... deixa eu explicar mais uma vez: Que os Adventistas entendam o livro ‘escondido’. Evidentemente, algumas visões de Ellen White poderiam, e podem, ser beneficiadas com o conteúdo de alguns apócrifos*.

E)     Essa declaração é clara, sim, tanto quanto a anterior!!!

(*A página na internet (http://www.adventistas.com) demonstra pontos das visões de White relacionados com alguns livros apócrifos, como II Esdras.)


Na verdade, como escreveram Franklin Ferreira e Alan Myatt, na Teologia Sistemática, Ellen White ao invés de ser uma constante fonte de verdade, como afirma a crença fundamental 18, ‘se tornou uma constante fonte de problemas’.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Apologética Reformada e a Heresiologia – qual a vantagem?

A defesa da fé no arraial Reformado está voltada para duas áreas mais especificas. No debate doutrinário com arminianos. A natureza da eleição, depravação total, etc, faz com que os que defendem o sistema Reformado se envolvam muito nesse debate. Depois o Reformado discute no campo filosófico, aí voltado mais para o ateísmo, gira em torno se é de fato verdadeira a negação de Deus por parte dos ateus. No mais, especialmente no Brasil – os Reformados não se preocuparam muito com as seitas e falsas religiões no decurso dos anos. Com a raríssima exceção de trabalhar contra as práticas sincretistas do neopentecostalismo, os Reformados no Brasil dependem muito do trabalho de apologistas de outros seguimentos evangélicos. Os pentecostais tradicionais produziram farto material a respeito das seitas, e institutos para-eclesiásticos quase que assumiram essa guerra nas últimas décadas.


Apesar de que desde o advento da internet muitos Reformados tenham trabalhado bem com a defesa da fé, vez por outra confrontando os movimentos heréticos tradicionais, ainda notamos que o material é dependente de pesquisas de outros, ou mesmo o conteúdo não reflete tanta pesquisa quando comparado com a defesa dos cinco pontos do calvinismo.

A Teologia Sistemática de Franklin Ferreira e Alan Myatt é uma raridade que deve ser apreciada. Em quase todos os capítulos, os autores (parece que Myatt seja o autor especifico dessas partes) interage o foco doutrinário com o que as seitas e falsas religiões ensinam a respeito. Não é incomum a citação das principais seitas, como Adventismo, Jeovismo, Mormonismo e Espiritismo (e também suas versões afros), receberem atenção específica. Além de religiões animistas, orientais, bem como o Catolicismo e o Islamismo. Fora essa obra erudita, percebemos que o material a respeito de como trabalhar com as seitas, tendo uma perspectiva Reformada, é algo escasso em nosso território nacional.

QUAL A DIFERENÇA?

Visto que os problemas com as seitas são no campo ortodoxo histórico - em contrapartida com todas as denominações cristãs, que diferença há entre ser munido de uma apologética Reformada? Existe uma vantagem significativa, não necessariamente no esquema geral, mas nas bases, os pressupostos, que levam a formar o conteúdo, a sua eficácia e qualidade. Vou citar alguns exemplos para que você entenda o que estou querendo dizer, usando assuntos selecionados.

1º Profetismo/Apostolado/Papismo: O Apologista Reformado leva o “somente a Escritura” até as suas últimas consequências, quer essas sejam latentes ou patentes. Com base na Bíblia (II Tm 3.15-17), sabemos que ‘cessaram aqueles antigos modos de Deus revelar a sua vontade’(CFW cap. I). Portanto, nosso debate com os Mórmons, Adventistas, Católicos, Tabernáculo da Fé, é na base fundamental da heresia, não em seus efeitos ou evidências. Um apologista pentecostal precisará, evidentemente, sofrer com decepções proféticas dentro de seu movimento, pois existe em ambos os sistemas falsas profecias e acertos. Depois ele ainda terá que perceber que seus argumentos serão semelhantes a respeito do chamado ‘graus de inspiração’ – que algumas seitas usam também, onde diz que a inspiração atual é menor que a Bíblia! Para o Apologista Reformado, se certa profecia de um líder herético deu certo ou não, não resolverá finalmente a questão, já que para ele, não é isso que está em jogo, mas sim a suficiência da Escritura.

2º Salvação/Méritos/Sacramentos: nesse caso, o Apologista Reformado está em evidente segurança, pois não há nada, na construção confessional Reformada, que dependa de alguma ação humana para ser salvo – nem mesmo o sim do pecador ou a sua perseverança, que infelizmente, acaba desbocando em alguma impressão de virtude no indivíduo. Nem mesmo o fato de estar em uma Igreja Reformada, determina ao Apologeta Reformada se certo individuo está ou não salvo. O salvo deve estar em Cristo, e o que assegura isso é a eleição, não a decisão humana, méritos, decisões, etc (Rm 11.6). Assim, quando um Mórmon diz para um reformado que ele deve receber o batismo para ser salvo, essa afirmação está inócua e prejudicada, pois a Bíblia ensina outra coisa - anteriormente, no tempo e no espaço quem decidiu a salvação ou não dos que seriam batizados, se eles estão em Cristo é por decisão soberana* (Ef 1.1-11).
Isso eleva a questão da Igreja Invisível a um patamar real e verdadeiro. ‘Deus sabe os que lhe pertence’, pois os introduziu em Cristo. Insistir com um Reformado a respeito de uma igreja verdadeira visível, é chover no molhado, visto que o Reformado sabe que a Igreja verdadeira é algo invisível, e está no rol de membros do céu, os tais foram lavados por Cristo de fato e de verdade. O que piora o discurso herético, é que a fé Reformada reconhece que todas as igrejas fieis possuem erros, mas esses erros não podem ser de caráter essencial, pois assim, deixam de ser ‘igrejas verdadeiras’ e passam a ser seitas, sinagogas de Satanás.

[*As seitas são racionalistas, em sua maioria esmagadora. E como tal, não raro, preferem caminhar com o livre-arbítrio como pressuposto. Na verdade nem todas podem ser classificadas como “arminianas clássicas”, flertam mais com o semi-pelagianismo do que com o arminianismo. E não é incomum rejeitarem a doutrina da imputação da Queda.]

3º Deus/Atributos: O Deus Bíblico é Trino, e ninguém mais que os Reformados preservam a doutrina da Trindade, conforme delineada nos credos históricos, como o Reformado. Outros podem até ser semelhantes, mas melhor compreensão da Trindade não existe:

“Pergunta 8: “Há mais de um Deus? Resposta: Há um só Deus, o Deus vivo e verdadeiro (Dt. 6. 4; Jr 10. 10; I Co8. 4).” “Pergunta 9: “Quantas pessoas há na divindade? Resposta: Há três pessoas na divindade: O Pai, o Filho e o Espírito Santo; estas três pessoas são um só Deus verdadeiro e eterno, da mesma substância, iguais em poder e glória, embora distintas pelas suas propriedades pessoais”(Mt 3. 16-17; Mt 28.19; II Co 13. 13; Jo 10. 30).” (Catecismo Maior de Westminster) Percebemos que o modelo reformado reflete os Credos Históricos da Trindade.

Com isso, o Apologeta Reformado já sabe que os Mórmons, Testemunhas de Jeová, etc, não falam com o mesmo Deus em mente, causando assim um descompasso total na avaliação de quem É Deus e de tudo que revelou de Si na Escritura. O Reformado sabe que os tais oferecem um falso deus. Além disso, com a perspectiva correta da doutrina da trindade, o Apologeta Reformada vai rapidamente identificar caricaturas, e não uma definição exata.

O Deus Bíblico - da Fé Reformada também é um ser ilimitado no conhecimento, no domínio no tempo e no espaço, e mesmo assim a Fé Reformada diz que Deus é “simples” e pessoal. Neste ponto, as seitas deixam de lograr disputa. Um deus que não sabe de tudo, como é dos Testemunhas de Jeová; um deus complexo como o é dos Espíritas; três espíritos corporalmente distintos sendo Deus como ensina o Adventismo; três deuses sendo que dois tendo corpo e um não como ensinam os Mórmons não pode ser o Deus da Escritura. A Fé Reformada ensina como diz a Bíblia:

“Pergunta 07: “Quem é Deus? Resposta: Deus é Espírito (4.24), em si e por si infinito em seu ser (I Rs 8. 27), glória, bem-aventurança e perfeição (Ex 3. 14); todo-suficiente (At 17. 24, 25), eterno (Sl 90. 2), imutável (Ml 3. 6), insondável (Rm 11. 33), onipresente (Jr 23. 24), onipresente (Ap 4. 8), infinito em poder,(Hb 4. 13), sabedoria (Rm 16. 27), santidade( Is 6. 3), justiça( Dt 32. 4), misericórdia e clemência, longânimo e cheio de bondade e verdade”( Ex. 34. 6).” (Catecismo Maior de Westminster).

4º Vida Cristã: em um quarto campo está o debate a respeito de como a vida cristã é exercida. Mais uma vez o Apologeta Reformado tem uma vantagem. Quando dizemos o lema protestante que “A Bíblia é a nossa única regra de fé e prática” isso é verdadeiro em nosso caso. A Bíblia inteira e não o apenas o Novo Testamento! Claro, é o Novo que interpretou e cumpriu o Velho, mas não estamos reféns como estão os dispensacionalistas, e cedem campo considerável para algumas seitas, especialmente os Adventistas criticarem virtualmente essa posição. O Novo Testamento usou os Dez Mandamentos, expandindo, melhorando, substituindo, mas nunca rejeitando. O Espírito Santo demonstrou isso quando várias vezes usou o decálogo e/ou o VT, como fonte de instrução para a Igreja na Nova Aliança (Ef 6.1,2,3). Com a mesma certeza, para o Apologeta Reformado o Novo Testamento revelou luz maior - notamos que o Senhor Jesus substituiu Moisés e Arão, os Apóstolos substituíram os Profetas, A Igreja substituiu Israel, o Batismo substituiu Circuncisão, a Santa Ceia substituiu a Páscoa e o Domingo substituiu o sábado, o culto simples substituiu as cerimonias do VT. Nesse sentido, não abandonamos o Velho Testamento, e podemos dizer que a Bíblia é a nossa regra em seus 66 livros, enquanto interpretados pela Nova Aliança.

CONCLUSÃO


A melhor apologética contra as heresias, é um bom domínio da Dogmática Reformada, isso sem vias de dúvidas. Nossos irmãos de outras tradições cristãs, embora tenham feito bom trabalho, ainda sim podem estar labutando em pontos prejudicados por causa de alguns pressupostos. A cadeia de doutrinas defendida pela fé Reformada, como aponta Van Til, serve como um diagnóstico e execução (AQUI), para identifica uma seita e destruir sofismas, pois nossas armas não são carnais mas poderosas em Deus (II co 10.5).

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Jesus não sabia o dia do seu retorno - isso prova que ele não era Deus?

Introdução

Infelizmente, muitas pessoas rejeitam a principal doutrina cristã, a doutrina da Trindade. A doutrina da Trindade exige reconhecer que Jesus é Deus, em gênero, número e grau com o Pai e com o Espírito Santo. E por Deus entendemos ter alguns atributos essenciais, próprios de seu ser, ou seja, para ser Deus. Eternidade, Onipresença, Onipotência e Onisciência, entre outros, são atributos primários e incomunicáveis. 

A crença cristã, extraída da Bíblia, ensina que o Filho, a segunda pessoa da divindade, tornou-se homem (Jo 1.14; Rm 9.5), assim como nós, porém santo – não por concepção natural, mas sobrenatural. Não obstante, não era um super-homem. Ele viveu sem pecado ou tendências pecaminosas, mas punido pelo Pai, na vida e na morte, como fosse pecador. Nesse estado, de humilhação, em seu ofício messiânico, ele passou por coisas que não seriam próprias de Deus. Fome, sono, tristeza, medo, cansaço, mudanças, decepções, descobertas, desenvolvimento. Tudo que passamos na nossa esfera humana, debaixo da Providência, Jesus provou.

Como ele poderia ser Deus ao mesmo tempo que estava voluntariamente sujeito a todas as situações comuns? A resposta bíblica é simples, e nos pressiona contra especulações vazias em pontos onde Deus não nos revelou. Primeiro que a Bíblia chama isso de um mistério grande, quando diz:

“Sem dúvida, grande é esse mistério da fé: Deus foi manifestado em carne, foi justificado no Espírito, contemplado pelos anjos, pregado entre as nações, crido no mundo e recebido acima na glória.” (I Tm 3.16). Versão King James Atualizada

Portanto, estamos diante de um assunto grandioso, para acharmos que não teríamos dificuldades de conciliação em nossas mentes finitas. Eu disse conciliação em nossas mentes finitas, não problemas com a revelação disso. Não existe nada de nebuloso na informação que o Verbo/Deus, se fez carne. Isso é claro.

I. O PROBLEMA – A DATA

Além dos problemas já mencionados, um texto bíblico chama a atenção. Mateus 24.36 Jesus nos diz:

“Entretanto, a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão exclusivamente o Pai.” (Versão King James).

Alguns, diante desse texto, afirmam categoricamente que Jesus não pode ser Deus, já que Deus sabe de todas as coisas (– quando essa objeção vem de Testemunhas de Jeová é uma objeção dissimulada, pois para a Teologia das Testemunhas de Jeová, Deus não sabe de todas as coisas!). Para aumentar a argumentação, ainda acrescentam que o fato de somente o Pai saber, mostra que não há como manter uma ligação ontológica entre eles, pois ‘irresistivelmente’ um saberia o que o outro sabe. Por fim, o Espírito Santo também não foi mencionado, saber o último dia.

II. RESPOSTA BÍBLICA

As objeções logram êxito quando o conhecimento da doutrina da Trindade não encontra guarida, ou é limitado, no cristão que está sendo questionado (alguns esclarecimentos a respeito da Trindade podem ser visto AQUI). Como dito, o fato de se tornar homem, levou o Filho a ter limitações - naturais, impostas e assumidas. Essas limitações não estão em sua divindade, mas em como ELE agiu ou não em certa circunstância por causa de sua missão. Tome por exemplo João 10.17, 18:

“[...] eu dou a minha vida para retomá-la. Ninguém a tira de mim, mas eu a dou por minha espontânea vontade. Tenho autoridade para dá-la e para retomá-la. Esta ordem recebi de meu Pai.NVI.

O Filho, como pessoa única, possuía duas naturezas, e agia e falava em conformidade com essas naturezas distintas, mas não necessariamente agia ativamente à partir das duas ao mesmo tempo. Essa minha afirmação não quer dizer que Jesus era hora Deus e outra hora Homem, - ele era, e é, ao mesmo tempo Deus e Homem. O que a Bíblia nos mostra, é que ele agia levando em conta as propriedades de cada uma das naturezas segundo a missão do Pai. A atitude consciente do Filho em cada palavra e ação mostra que ele estava sendo obediente.

Diferente do que pensamos, não existiu uma comunicação automática do conhecimento da divindade à humanidade, por dois motivos: 1. Não era possível. 2. Não era necessário dentro, dentro certo tempo ou não, saber algumas coisas. Ou seja, a Pessoa do Filho agia livremente por meio dessas naturezas – ao mesmo tempo, ou não, o que a missão e/ou ocasião exigia. Outro exemplo Bíblico pode nos ajudar aqui:

“Jesus disse: - Quem tocou em mim? [...] Alguém tocou em mim, pois eu senti que de mim saiu poder.” (Lc 8.45,46 [Novo Testamento Fácil de Ler]).

O texto acima é um exemplo claro de que O Verbo Divino agia em conformidade com a sua natureza humana, e podia não comunicar a ela informações até certo momento. O poder de cura que saiu dele, não era algo ele não tinha controle. Estamos diante da realidade misteriosa da Encarnação. Por outro lado, encontramos uma ‘onisciência’ comunicada em outra passagem da Escritura:

“Jesus, vendo a Natanael aproximar-se, disse a ele: Eis um verdadeiro israelita, em quem não há dolo! Perguntou-lhe Natananel: Donde me conheces? Respondeu Jesus: Antes de Filipe chamar-te, eu te vi, quando estavas debaixo da figueira.”(Jo 1.47, 48).

Outro fator a considerar, de extrema importância, é em qual sentido bíblico ele é chamado de “Filho”. O que estaria incluído o sentido atribuído a si mesmo quando ele mencionou as palavras de Mt 24.36? Pelo menos, três sentidos básicos podem ser localizados na Escritura. 1º Relacionamento da primeira pessoa da divindade com a segunda, como pai e filho. Portanto, essa é a geração eterna, desde sempre e para sempre, a segunda pessoa deriva da primeira a sua distinção por esse relacionamento. 2º Nascimento humano, ou seja, natalício. Jesus não teve pai humano, mas seu Pai é Deus, nesse sentido, ele é o Filho de Deus. 3º Como herdeiro de todas as coisas, visto que a figura do filho na Bíblia é o que possui todas as coisas do pai. Neste ultimo ponto, entra o seu papel messiânico propriamente dito. Pois ao Messias/Cristo, Deus Pai disse em um dos principais salmos messiânicos:

“Basta você me pedir e lhe darei todas as nações da terra como herança e o mundo inteiro como sua propriedade.”(Salmo 2.8 Bíblia Viva).

CONCLUSÃO

Diante disso, podemos mesmo dizer que Mateus 24.36 [Marcos 13.32] prova que Jesus não é Deus? Não, definitivamente, não prova isso. Prova que ele tem natureza humana, e que como tal, a Pessoa que detém a natureza não agiu e falou com essa informação. Portanto, esse texto não prova nada contra a divindade absoluta de Cristo. Por causa das duas naturezas afirmamos que a Pessoa do Filho não sabia o dia de seu retorno, bem como também afirmamos que a Pessoa do Filho sabia todas as coisas. Suas ações por meio de qualquer uma das duas naturezas (ou ambas) podem ser atribuídas à Pessoa, como é o uso da Escritura Sagrada.

Muitos cristãos, e outros religiosos de linha herética, dizem que Jesus glorificado hoje sabe o dia. Essa é uma conjectura curiosa e uma especulação vazia. Da mesma forma que enquanto ele estava na Terra ele não sabia, nada na Palavra afirma que seria informado – nem que sim, nem que não. Tal preocupação não deve ocupar a mente dos que possuem seus intelectos sujeitos às Escrituras e não vão além do que ela nos revela. O que tem revelado a nós é – O Filho disse que não sabia o dia e nem a hora, - e até hoje ele não nos disse que isso mudou, ou não! Fiquemos com Mateus 24.36 - e deixemos as curiosidades.