terça-feira, 18 de março de 2014

Apologética Pressuposicionalista e seus críticos

Estudo mais aquilo que pode ser classificado como ‘apologética religiosa’. Isto é, procuro me envolver com a disciplina heresiologia, naquilo que chamamos de apologética cristã – ou defesa da fé.  

Existe a apologética que trabalha numa área mais científica e filosófica, cuja faceta está mais voltada para os incrédulos, propriamente dito. Apologética clássica, ou evidencialista, e a pressuposicionalista (existe nuanças dentro de cada uma, sendo até mesmo classificada como distintas). 

Eu encaro todas as linhas apologéticas como úteis na evangelização de incrédulos. Todas elas possuem sua maior força para certos contextos. Franklin Ferreira informa que “Francis Schaerffer propôs um método hibrifdo, quando mostrou como os elementos evidencialistas e pressuposicionalista podem trabalhar em conjunto na evangelização.”(Teologia Sistemática [Ferreira e Myatt], p. 15).

A apologética pressuposicionalista denuncia a evidencialista como trabalhando em terreno inimigo, caído – a capacidade racional do ímpio. Por sua vez, evidencialistas dizem que o pressuposicionalismo não fala com o mundo.

O teísta evolucionista, [que dizem ser ele ‘calvinista’], Alister McGrath, não deixa por menos ao criticar Van Til dizendo que o pressuposicionalismo não é da tradição reformada mais antiga, está longe dos cânones da velha Princeton e, aqui pesa ainda mais, discorda do próprio Calvino. Segundo esse erudito, na verdade a apologética vantiliana é uma apologética baseada em A. Kuype, e não em bases históricas calvinistas.

Verificando essa observação de McGrath, e se ela for correta, encontro provavelmente no livro de Kuype Calvinismo, p. 66,67 um ‘sêmen’ vantiliano, quando escrevendo sobre o pecador ao ser iluminado pelo Espírito: “Tudo que está nele anseia pelo Pai de todas as Luzes e espíritos. Fora da Escritura ele descobriu somente sombras vagas. Mas agora [depois do testemunho interno do Espírito] ele olhou para cima, através do prisma das Escrituras, e redescobriu seu Pai e seu Deus.”. Agora se esse sistema não é embasado totalmente em Calvino, é algo que os especialistas devem provar a McGrath.

“[...] Calvino não diz em momento algum que esse conhecimento de Deus com base na ordem criada é algo exclusivo e restrito aos fieis cristãos.  É talvez nesse ponto que Karl Barth e Cornélius Van Til se veem impossibilitados de endossar integralmente os pensamentos de Calvino.” -“A posição de Van Til, portanto, é seriamente vulnerável, seja do ponto de vista histórico, seja do teológico.” (Apologética cristã no século XXI, p. 42,51. Da página 46 a 53 deste livro, o erudito McGrath desfere suas críticas ao sistema vantliano.)

Van Til de fato classifica os argumentos de Hodge & CIA como um ‘calvinismo inconsistente’, nas páginas 80-85 do livro Apologética Cristã. A crítica de Van Til a eles é que parece que Hodge olha para a razão como que ficando imune da depravação do pecado. Não sei ao certo se Hodge pensava assim mesmo a respeito da razão. Indiferente se sim ou não, Van Til direciona sua crítica como se esse fosse o caso.

Até mesmo outro pressuposicionalista, Gordon Clark, também critica o evidencialismo clássico, e o presssuposicionalismo de Van Til:

“Charles A. Hodge e Robert C. Sproul , insistem que o melhor caminho, na verdade o único caminho para provar a existência de Deus é estudar o crescimento de uma planta, , a tragetória de um planeta,  e o movimento de uma bola de gude.” “[...] certo cavaleiro [Van Til] nos quarenta anos passados, jamais tentou enunciá-lo [o argumento cosmológico!] de forma apropriada.” (Em defesa da Teologia, p. 31,33).

R. C. Sproul no livro Boa Pergunta! Página 17,18, ancorado em Rm 1, defende um argumento cosmológico para mostrar ‘a qualquer um’ que Deus existe. Na segunda citação acima, é curioso que o que McGrath diz que Van Til não faz, é exatamente o que Clark diz que Van Til afirma!

Além desses, a turma de R. C. Sproul, N. Geisler, W. Craig, encaram o sistema pressuposicionalista de Van Til como mudo, sem comunicação com as exigências lógicas do homem moderno. E embora Clark seja pressuposicionalista, seu sistema está ancorado na ‘lógica’ – visto que até tentou provar “logicamente” que Deus sendo o autor de tudo, até do mal, não faz dele responsável moral por isso (Deus e o Mal, ed. Monergismo). Portanto, ele ganha um respeito maior de alguns filósofos como Ronald Nash.

Van Til e Romanos 1

Não percebi em momento algum Van Til rejeitando a nossa capacidade lógica de perceber fatos da revelação natural. Até mesmo McGrath alerta dizendo que o sistema de Van Til ‘não é vazio de racionalidade’, como alguns dizem, ‘mas que deve existir um salto do racionalismo secular para o cristão’ (Apologética cristã no século XXI, p.117).

O que percebemos em Van Til é que o problema do pecador é interpretação incorreta e incapacidade volitiva, diante do testemunho da Criação. Devemos lembrar de um fato crucial; a revelação natural foi dada antes da Queda. Romanos 1 não deixa dúvidas que a revelação natural é um atestado da condenação do homem. No entanto, não de sua salvação! Van Til olha um homem, segundo a Escritura, caído em sua totalidade. Qualquer coisa que leve esse homem a Deus é contra sua natureza. Ainda que ele saiba de algo, testemunha algo, um passo adiante será suicídio de sua natureza pecaminosa e abandono das trevas. Van Til diz que isso só pode ser feito pelo Testemunho do Espírito nos pressupostos da Escritura.  

McGrath acha que existe muitos problemas nisso. Mas o que ele não faz é provar na Bíblia que tal perspectiva é errada. Para McGrath é possível chegar uma decisão teísta usando o raciocínio lógico mediante o testemunho da criação. Porém, a totalidade que ele aceita de Romanos 1.19 ele a rejeita de Romanos 1.21. Os mesmos que sabem que existe Deus são os mesmo que suprimem isso na essência da alma - TODOS. Existe exceção? Somente os cristãos!

Ou seja, o problema está na teologia estrita de Van Til, que acaba colocando-o em oposição aos defensores da teologia natural.  Para Van Til, não existe teísta que não seja Cristão. Se não for Cristão, a concepção é um ídolo, e não O Pai de nosso Senhor Jesus Cristo (Apologética Cristã, p. 64). A natureza convenceu alguns que existe um deus, um deus muito poderoso, até mesmo índios sabem disso. Estão eles salvos? Está aqui a diferença da apologética dele.

segunda-feira, 17 de março de 2014

12 falsas profecias da Nossa Senhora Adventista de Todos os Sonhos

"Estimado irmão Ennis Meier

Não há dúvidas de que a lição da Escola Sabatina deste trimestre (jan/fev/mar/2009) tem sido útil em nos incentivar a pesquisar mais a fundo os assuntos por ela abordados. Visitando o próprio site do White State, descobre-se muitas coisas. Uma delas é sobre as profecias de Ellen White que não tiveram cumprimento.

Envio-lhe mais essa pesquisa como contribuição para o seu site.



12  Profecias de Ellen White que não se cumpriram

Para quem está estudando a lição da Escola Sabatina deste trimestre, transparecerá a idéia de que Ellen White fez uma ou duas profecias que não se cumpriram porque eram condicionais. (Observe isso na página 71 da Lição do Professor). A realidade, porém é outra. Foram mais de dez.

Porém, é necessário fazer uma análise mais ampla do que é considerado profecia nos escritos de Ellen White.

Um profeta algumas vezes faz afirmações com relação ao futuro que encontram cumprimento em seu tempo ou após sua morte. Via de regra, esta é uma das principais indicações do caráter divino da obra de um profeta. Também é verdade que existem profecias condicionais. Mas essa análise deve ser feita com sabedoria.

1.  Ellen G. White predisse que a Inglaterra declararia guerra contra os Estados Unidos. Sua profecia com relação a Inglaterra dizia respeito à Guerra Civil americana e não se cumpriu. (Testemunhos para a Igreja, vol. 1, p. 259).

2.  Ellen G. White predisse que Jerusalém jamais seria reconstruída. A cidade de Jerusalém foi reconstruída e Israel voltou a existir como país. (Primeiros Escritos, p. 75).

3.  Ellen G. White, baseando-se equivocadamente em outros autores, predisse que a Turquia deixaria de existir. A Turquia continua a existir e atualmente não parece haver possibilidades de que venha a deixar de ser um país tão cedo. (Ver Josiah Litch, "The Rise and Progress of Adventism," The Advent Shield and Review, maio de 1844, p. 92, citado em Seventh-day Adventist Bible Students' Source Book, p. 513). (Ver The Seventh-day Adventist Encyclopedia , vol. 11, pp. 51 e 52).

4.  Ellen G. White profetizou que alguns que estavam vivos em 1856 estariam vivos por ocasião do retorno de Cristo. (O Testemunho de Jesus, p. 108). Ela se referia a pessoas que estavam presentes em uma reunião da Igreja Adventista e por já haverem morrido todos, essa profecia também não se cumpriu.

5.  Ellen G. White afirmou em 1850 que Cristo retornaria em poucos meses. (Primeiros Escritos 58, 64, 67).

6.  Ellen G. White afirmou que a Guerra Civil Americana era um sinal de que Cristo iria logo retornar. (Testimonies For The Church, T.1:260). A Guerra Civil americana terminou em 1865.

7.  Ellen G. White profetizou que Cristo voltaria antes da escravidão ser abolida. (Early Writings, pp 35).

8.  Ellen G. White profetizou que a escravidão seria restabelecida nos estados do sul dos Estados Unidos. (Spalding, Magan Collection, page 21 et 2 MR #153, page 300). O contexto da sua declaração era também por ocasião da Guerra civil Americana e essa profecia não se cumpriu. Talvez possa se cumprir no futuro.

9.  Ellen G. White profetizou que a “Terra será logo despovoada" se Jesus demorar a voltar. (Testimony" #8, p.94, in Spiritual Gifts III-IV - Battle Creek: Steam Press, 1864). A despeito de tantas guerras, fomes e epidemias, o que vemos é que a Terra está cada vez mais povoada a medida que o tempo passa.

10.  Ellen White predisse que os senhores dos escravos dos seus dias experimentariam as sete últimas pragas descritas no livro do Apocalipse. (Early Writings, p. 276). Todos os senhores dos escravos de seu tempo já estão mortos.

11.  Ellen G. White profetizou que estaria viva quando Jesus regressasse. (Early Writings, pp. 15-16).
Às vezes Sra. White fazia predições específicas que envolviam certas pessoas. Uma delas foi o pioneiro adventista Moses Hull. Em 1862 Hull estava no processo de perder sua fé no adventismo. Parece que o casal White desistiu de argumentar com ele e agora Ellen G. White recorre ao apelo de profetizar sobre o terrível futuro que o aguardava se ele saísse do povo do advento: “Se você procede do modo que você começou, miséria e aflição estão diante de você. A mão de Deus o prenderá até o ponto em que você não poderá vestir-se. A ira dele não dormirá. Testemunhos, Vol. 1, pp. 430-431. Isto nunca aconteceu. Apesar das advertências da sra. White, ele abandonou o adventismo e procedeu “como ele tinha começado”. E é um fato que o "sr. Hull se manteve bem por muitos longos anos até uma idade avançada e nada do que foi predito aconteceu". (D.M. Canright, Life of E.G. White, cap. 15).

12.  Ellen G. White afirmou que a “a enfermidade” do irmão C. Carlstedt “não era para morte, mas para a glória de Deus”. (C. Carlstedt estava gravemente enfermo de febre tifóide e parecia que não viveria muito tempo mais). Ele morreu dois dias depois. (Charles Lee, Three Important Questions for Seventh-Day Adventists to Consider).

13.  Embora tenha predito a destruição de São Francisco, ela não fez nenhuma menção de terremoto e incêndio como possíveis causas. Na mesma profecia ela incluiu a cidade de Oakland que praticamente não foi atingida. (Ms 30, 1903). Mais tarde ela escreveu sobre Oakland: “São Francisco foi visitada com duros juizos, mas Oakland foi misericordiosamente preservada.” (Manuscrito 25; Ev. 296).

No site do White State (ellengwhite.org), bem como no do Centro White do Brasil (centrowhite.org.br) há uma tentativa de explicar porque algumas destas profecias não se cumpriram.

Irmão John Clophas - SC - Brasil"


Fonte: http://www.adventistas.ws/profecias8.htm

terça-feira, 11 de março de 2014

Como Evangelizar corretamente?

1. Ao evangelizar você deve levar uma pessoa a saber que Deus é Soberano – deve ser obedecido . É Criador - deve ser louvado e  adorado (Sl 96). É Santo – devemos refletir seu caráter e pureza. Sendo assim, nosso estado lhe causa desonra (Is 6.5).

2. Ele precisa ter a consciência de que apesar de Deus o amá-lo, por causa de seu estado pecaminoso ele está sob a ira de Deus (Jo 3.16;36).

3. Ele também precisa em sua vida diária aceitar, entender e descanar na Pessoa que encarnou a obra da Salvação, Jesus Cristo. Viver com Ele e por Ele (Mt 11.28-30).

4. Hábitos mundanos devem ser abandonados. A exposição de princípios bíblicos por meio de um discipulado, ou outro meio, deve  ser realizado (Gl 5.19-24).

5. O novo crente deve ingressar em um grupo de cristãos para exercer a vida cristã em comunidade e individualmente, receber os sacramentos, ouvir a Palavra e anunciar o evangelho a outros (Ef 4.11,12).

Esses são passos comuns que não raro um cristão deve ajudar seu próximo a dar para que, pela graça de Deus, ele seja salvo (Pv 24.11,12). O esforço de todo cristão é levar a Cristo todas as pessoas que estão ao seu redor, por meio da comunicação do Evangelho (II Co 10.4-6). Sabendo que esta é a parte que nos cabe, sendo o Espírito Santo o agente que de fato fará com que esse trabalho tenha êxito (Jo 16.8-14; I Co 12.3).



sexta-feira, 7 de março de 2014

Imortalidade da Alma e Ressurreição – como conciliar tais doutrinas?

Existe quem pensa que ensinar um estado intermediário é contraditório ao ensino da ressurreição. Além disso, argumentam eles, ‘se já existe após a morte, paraíso e tormento, por qual motivo haveria juízo final’?

Temos que começar nossa resposta mostrando que apesar da insatisfação de alguns, não existe tensão entre esses ensinos, de maneira alguma. No estado intermediário temos um prévia demonstração ao espírito/alma, do que ele receberá após a ressurreição juntamente com o corpo. Em nenhum caso é a retribuição plena do que foi estabelecido para ele, mediante sua fé ou não no Evangelho, segundo a graça de Deus (Lc 23.43; 16.19-31). É um estado de espera (Hb 12.23; Ap 6.9,10).

Em segundo lugar, devemos destacar que o estado intermediário não é apresentado como esperança escatológica na Bíblia. Tal como a morte não era do plano de Deus, em sua proposta no pacto de obras com Adão, o estado intermediário é um esquema temporário a isso que surgiu por causa da morte (Gn 3.19; Ec 12.7 [veja Mt 25.41]).

Em terceiro, destaco que é impossível uma alma sem corpo desfrutar do Novo Céu e da Nova Terra, sem ter seu corpo glorificado. Somos pessoas com alma/espírito e corpo. Um todo, e não apenas partes, é a imagem de Deus. De igual maneira, é impossível uma punição aos ímpios plena, sem deflagrar também contra o instrumento da alma – o corpo (Mt 10.28; I Co 6.13). Só não temos muitas evidências bíblicas de como serão os corpos do ímpios, mas Cristo prometeu que os ímpios ressuscitarão (Lc 11.29-32).

Portanto, a promessa escatológica só pode ser desfrutada após o retorno do Senhor, quando Ele glorificar os santos – dando-lhes um corpo glorificado- unindo a alma e o corpo (I Ts 4.16-18). Então, ele será capaz de desfrutar da presença de Deus de uma maneira que sua alma não podia. Afinal, agora ele está com um corpo semelhante ao que o Senhor Jesus tem! (I Jo 3.2).

Já que o céu é chamado de paraíso na Bíblia (Lc 23.43; II Co 12.4; Ap 2.7) é correto dizer que quando um cristão morre ele vai para o paraíso. Ou mesmo dizer “estar com Cristo”, é aceitável nos dizeres bíblicos (Fl 1.23). Os termos “descanso” ou “sonos dos justos” (I Ts 4.13), são linguagens figuradas que representam o descanso que nosso corpo recebe em relação aos trabalhos e sofrimentos no estado atual [nesse caso, até mesmo o ímpio], e a completa inconsciência de nossa alma para com as tribulações desse mundo (Ec 9.4-6,10).


Esse é o testemunho bíblico. 

O interesse pelo Calvinismo no Brasil

Nos últimos anos, temos percebido um interesse ardente pelo calvinismo no Brasil. Isso deve-se em primeiro lugar ao trabalho maciço que calvinistas tem desempenhado na internet. Nomes de autores e pregadores calvinistas, tem passado as fronteiras denominacionais. Seguimentos que não possuem nenhuma ligação com as doutrinas calvinistas, como é o caso dos Pentecostais Brasileiros,  tem percebido em suas fileiras uma nova onda em muitos locais e indivíduos.  Até mesmo a editoras pentecostais/arminianas tem lançado obras de reconhecidos calvinistas internacionais – sem necessariamente abordar o tema propriamente dito.

O Calvinismo não é denominacional, com certeza é  um movimento bíblico, de interesse doutrinário. No passado, Calvinismo era sinônimo de uma doutrina distante, que um tal João Calvino apregoou em Genebra.

Hoje, percebe-se que tal não é mais a verdadeira percepção do que é Calvinismo. Ele está aqui, ali, em muitos lugares (Pregadores, teólogos e escritores internacionais figuram nessa demanda, mas quero enfatizar apenas o que acontece em nosso país pelos próprios brasileiros). Nomes de pregadores fieis da tradição evangélica Brasileira viram nomes como Hernandes  Dias Lopes, Augustus Nicoemus, Renato Vargens, etc., incluídos em seus encontros  e congressos. A VINACC esse ano foi um exemplo disso.

Muitas igrejas calvinistas no Brasil que no passado estavam tímidas em sua exposição calvinista, hoje voltam aos seus padrões originais. A IPB, uma das poucas denominações oficialmente calvinista, recebe boa aceitação e respeito, não apenas por sua fidelidade aos postulados protestantes (cinco solas) e seriedade histórica, mas também por que possui em sua teologia oficial o calvinismo. Muitos Batistas começam a voltar a ter o perfume da Tulipa, o que nunca deveriam ter deixado.

Obviamente, a Igreja Pentecostal ainda é a maior força ortodoxa de nosso país, e dificilmente será ultrapassada por qualquer outro movimento. 

Por outro lado, o Calvinismo em sua pureza devocional e influencia cultural, é ainda imperceptível. Lamento profundamento que o Calvinismo brasileiro não se tornou uma força educacional a todos o calvinistas. Muitos Calvinistas tem deixado uma ampla marca em todas as áreas da Teologia cristã brasileira, como é o caso do Dr. Nicodemus, e não se concentrando apenas com debates contra arminianos.

  • Vai mais uma vez aqui meu apelo ao Reverendo Augustus Nicodemus - o senhor precisa pensar em deixar um legado literário mais amplo. Sei que o tempo é curto, mas uma Teologia Sistemática escrita por um Presbiteriano Brasileiro seria algo que os Calvinistas da sua denominação teriam prazer em receber.


Quem é membro da IPB sabe muito bem que o cheiro do puritanismo – a melhor representação do calvinismo de todos os tempos – é uma história passada. Creio que em breve o Calvinismo ainda mostrará a sua força nessas outras áreas também.

Enquanto Deus for glorificado, e o Calvinismo possui amplo espaço para isso em sua teologia centrada em Deus; que a Igreja Brasileira conheça uma das forças motriz da Reforma Protestante, o irresistível Calvinismo.


quinta-feira, 6 de março de 2014

Definições – o que é ser Cristão, Protestante, Reformado e Calvinista?

De maneira objetiva, podemos definir assim:

Cristão é aquele que segue a Jesus Cristo, segundo o Evangelho, e define a Sua pessoa em conformidade com a revelação bíblica. De uma maneira didática, suas crenças devem ser norteadas pelos credos históricos como o Credo Apostólico, Niceno, Atanasiano e de Calcedônia, se não quiser cair em erros doutrinários a respeito da divindade e se perder eternamente.

Protestante é aquele cristão que está convencido dos Cinco Solas (Somente) – Somente a Escritura, Somente Cristo, Somente a Fé, Somente a Graça e a Glória Somente a Deus. Ele não compactua com nada que dilua esses postulados.

Reformado é o cristão protestante que subscreve toda teologia de alguma Confissão de Fé Reformada, que obviamente inclui os Cinco Pontos do Calvinismo, a “Tulip”. A Teologia Reformada é norteada pela doutrina da Aliança.

Calvinista é o qualquer cristão que adere aos Cinco Pontos do Calvinismo, codificados explicitamente pelo Sínodo de Dort, onde defende a Depravação Total, a Eleição Incondicional, a Expiação Limita, a Graça Irresistível e a Perseverança dos Santos. O calvinista (e o reformado) não olha aos seus intuitos lógicos, mas primeiro para a Escritura.


Obviamente, o cristianismo verdadeiro só pode ser visto no Protestantismo Fiel e Ortodoxo. Portanto, nem Catolicismo, nem Adventismo, nem Jeovismo, nem Mormonismo, nem Espiritismo, nem Unicismo, nem Teologia Liberal, nem Universal ou Mundial, são igrejas de Deus. 

segunda-feira, 3 de março de 2014

Alberto R. Timm – Por que os calvinistas consideram a IASD uma seita?

Alberto Timm é destacado líder adventista no Brasil. Já faz algum tempo que ele deu um parecer sobre a opinião de muitos que retratam a Igreja Adventista como uma seita. Sua resposta pode ser vista AQUI. Fiz algumas considerações de algumas partes:
A. Timm: “... evangélicos brasileiros de tendência fundamentalista continuam insistindo que os adventistas devem ser considerados uma “seita” herética e não cristã.”
O Dr. Timm, segundo percebemos, considera fundamentalista qualquer que considera o Adventismo como uma seita. Embora logo em seguida, faz uma avaliação do caráter pejorativo do termo seita, ele também usa o termo ‘fundamentalista’ para marginalizar a opinião majoritária. Sobre qual fundamento os tais olham a IASD como uma seita?
Ele diz que a opinião dos fundamentalistas é pautada em:
“Uma das mais comuns é a alegação de que os adventistas advogam algumas doutrinas distintivas (como a observância do sábado, a inconsciência dos mortos, a destruição final dos ímpios, o juízo investigativo pré-advento) não compartilhadas pela maioria dos cristãos.”
A minimização é notória. O Dr. Timm não sabe, mas o fato não é a guarda do sábado que faz da IASD uma seita, mas sua posição  em relação a essa guarda, qual selo salvifico, quer agora,(nem sempre admitido) mas especialmente no tempo do fim. Não é a desconsideração pelo testemunho neotestamentário e da maioria esmagadora da Igreja Cristã a respeito da imortalidade da alma e tormento eterno, mas a degradação que Ellen White fez dessa doutrina bíblica dizendo que foi o primeiro sermão do diabo! E sobre o juízo pré-advento, como que se fosse ‘só isso’, preferimos o testemunho bíblico de que Jesus começou seu serviço único - nada de bifásico - desde de sua ascensão ao céus, e não depois de 22 de outubro de 1844, um jeitinho ao desapontamento!
Depois de dizer que a opinião da maioria não deve pesar, ele afirma: “Mais importante do que um mero consenso doutrinário é certificarmo-nos de que as doutrinas que advogamos são realmente bíblicas.”
Engraçado... já provamos que as doutrinas Adventistas não são bíblicas!!!
CALVINISTAS E O ADVENTISMO
Agora leia o que ele escreveu:
“Outra justificativa para considerar os adventistas como sectários, usada especialmente pelos evangélicos calvinistas, é o fato de os adventistas aceitarem uma manifestação moderna do dom profético na vida e obra de Ellen G. White. Os evangélicos calvinistas acreditam que o dom profético se extinguiu com a morte do apóstolo João, o último dos apóstolos. Por sua vez, os adventistas crêem que o dom profético foi concedido pelo Espírito Santo à igreja cristã, e não apenas aos apóstolos (ver Romanos 12:6; 1 Coríntios 12:10, 28; Efésios 4:11-14). O próprio apóstolo João orientou os cristãos a testarem os pretensos profetas, e não simplesmente rejeitá-los como se todos os demais fossem falsos (ver 1 João 4:1). Assim, os adventistas aceitam Ellen White como uma profetisa verdadeira, embora não canônica.”
Os enganos nessa afirmação do Dr. Timm são flagrantes, mas apenas notados por quem não é Adventista.
1.      Os calvinistas não consideram as igrejas continuístas/pentecostais uma seita. Aliás, a IPB que é a maior denominação Calvinista do Brasil, recebe sem rebatismo pessoas vindas de igrejas pentecostais.  Mas é consenso batizar quem vem da IASD.
2.      Não é o Dom de Profecia que indicamos como sectário, mas a exclusividade desse Dom APENAS em Ellen White, fazendo dela mais que um Papa. Aliás, se a IASD crê na continuidade do Dom Profético na Igreja Remanescente como sinal de sua veracidade, então isso só poderia ser aplicado a eles até 1915 quando a exclusiva profetisa morreu! Ninguém substituiu a cátedra cativa de Ellen White.
3.     Até mesmo igrejas pentecostais (as ortodoxas) consideram a IASD uma seita, a despeito dessa falsificada defesa de ‘presença do dom profético’, em Ellen White.
Em breve, pela graça de Deus, mostrarei mais detalhes do exclusivismo profético de Ellen White quando lançar o livro A Conspiração Adventista.