quarta-feira, 31 de outubro de 2012

NOS LUGARES CELESTIAIS


O que significa a expressão: “Nos lugares celestiais” (επουρανιος [epouranios]). Significa:  “1) que existe no céu. 1a) coisas que têm lugar no céu. 1b) regiões celestiais. 1b1) o céu em si mesmo, habitação de Deus e dos anjos.1b2) os céus inferiores (referência às estrelas). 1b3) os céus, (referência às nuvens. 1c) o templo celeste ou santuário 2) de origem ou natureza celeste ”


INTRODUÇÃO


Talvez algumas perguntas venham à mente no início dessa exposição são: essa expressão “Nos lugares celestiais” deve ser sempre interpretada da mesma forma? Sempre com o mesmo sentido em todos os textos que ela aparece? Os textos são os seguintes na carta de Paulo aos Efésios: (1.3 ; 1.20 ; 2.6 ; 3.10 e 6.1 2 ). Em todos esses textos eu devo interpretá-la da mesma maneira? Os lugares celestiais de 1.3; 1.20; 2.6 são o mesmo dos 3.10 e dos 6.12 da carta de Paulo aos efésios? Vejamos algumas explicações.


ANÁLISE DO TEMA PROPOSTO


Segundo Hendriksen: "a expressão ‘nas regiões celestiais’ ou, simplesmente ‘nos celestiais’ (usada no sentido de local em 1.20, 2.6, 3.10, e provavelmente também como localidade em 6.12) indica que essas bênçãos espirituais são celestiais em sua origem, e que do céu vieram para os santos e crentes que se acham na terra (cf 4.8 C.N.T. sobre Filipenses 3.20 e sobre Colossenses 3.1) ."


Então lugares celestiais tem o mesmo sentido em todos os textos acima? Talvez a maior dificuldade seja entender como ocorre uma luta nos lugares celestiais onde está Deus e que pela fé também já estamos com Cristo e que de lá provém às bênçãos espiritais dos crentes e ainda há uma luta, como mostrada em Ef. 6.12. Isso pode ser explicado considerando o seguinte: "O termo ‘regiões celestiais’, ainda que signifique em todos os lugares incluindo aqui, referindo ao que se pode chamar, num certo sentido bem amplo, ‘a esfera celestial’, não pode ter precisamente o mesmo significado que em outros lugares. (grifo acrescentado) Enquanto que nas demais passagens de Efésios indica o céu de onde descem as bênçãos (1.3), onde Cristo se acha assentado à destra do Pai (1.20), onde os redimidos estão sentados com Cristo (2.6) e onde os anjos eleitos tem sua habitação (3.10), aqui se refere à região acima da terra, porém abaixo do céu dos redimidos; em outras palavras, aqui se deve indicar o que em 2.2 se denomina ‘o império do ar’. Sendo que a referência é a ‘os governantes dessas trevas’ com quem os crentes devem contender, esta alteração na aplicação do termo não deve trazer nenhum problema.”


Hendriksen comentando Ef. 2.2, lista algumas razões para se entender o texto referido acima. Também diz que de modo algum os espíritos malignos são donos exclusivos da situação. No que se refere ao crente e ao seu conforto as passagens de Ef 1.20-23; Cl 2.15; Rm 16.20; Ap 20.3.10; Gn 3.15 e Jo 12.31,32, devem confortar todos os cristãos em relação a esses espíritos malignos e suas influências. .


"Seguramente nem Satanás e nem seus anjos caídos estão no céu dos redimidos (Jd 6), Se, pois, e de acordo com a doutrina consistente da Escritura, os espíritos devem estar em algum lugar, porém não no céu dos redimidos e se nesta presente era não podem ser restringidos ao inferno, é estranho que Efésios 2.2 fale sobre o ‘príncipe do império do ar’? Não é simplesmente que natural que o príncipe do mal seja capaz, até onde Deus em seu governo providencial o permita de lavar a bom termo sua obra sinistra de enviar suas legiões a nosso globo e sua atmosfera adjacente?" .


É perfeitamente entendido que Satanás exerce algum poder sobre as pessoas inclusive sobre os eleitos (embora ele não possa possuir os seus corpos cf. 1 Co 6.19, 20; 2 Co 6.15; Tg 4.5; Ef 1.13, 14 e muitos outros textos), mas tem algum tipo de ação na vida dos salvos, isso é visto na própria carta aos Efésios no capítulo 6 onde é mandado ao crente se revestir da armadura de Deus para a luta contra os seres malignos.


Algo que merece um esclarecimento é em relação à diferença de significado das passagens de Ef 3.10 e Ef. 6.12. Por que não se referem aos mesmos anjos? Por que em 3.10 são considerado anjos eleitos e em 6.12 é dito ser os anjos caídos? O motivo é o seguinte:  "[...] é verdade que a expressão ‘principados e autoridades’ é neutra, assim como 'anjos’. Gabriel é um anjo, porém Satanás também o é. Em cada caso o contexto é o que determina se a designação se refere a anjos em geral, como em 1.21, a anjos maus, como em 6.12, ou a anjos bons. Ainda a adição, aqui em 3.10, das palavras ‘nas regiões celestes’ não é decisiva para determinar se a referência é aos anjos bons ou aos demónios, como 6.12 estabelece. Não obstante, ainda não vejo razão para discordar de Calvino, Bavink, Grosheide, Hodge, Lenski e da multidão de eminentes teólogos e comentaristas, que creem que 3.10 se referem aos anjos bons e não aos maus. Minhas razões são as seguintes: (1) Aqui (3.10), não há referência a qualquer conflito entre os crentes e as hostes espirituais da maldade. Em 6.12, a questão é inteiramente outra. (2) Tanto a linguagem quanto os pensamentos contidos são elevados. Bem faremos se levarmos a sério os comentários de Calvino. Diz ele: ‘Alguns preferem considerar que estas palavras se referem aos demónios, porém sem uma justa reflexão... Não pode haver dúvida sobre o fato de que o apóstolo se esforça em exibir na mais plena luz a misericórdia de Deus para com os gentios e o alto valor do evangelho... A intenção de Paulo é: A igreja, constituída de judeus e gentios, é um espelho, no qual os anjos contemplam a admirável sabedoria de Deus manifestada de uma maneira até então desconhecida dos anjos. Eles vêem uma obra que é nova a seus olhos, e a razão pela qual estava escondida em Deus.’. (3) O fato de que a igreja, como obra mestra de Deus por meio da qual são refletidas suas excelências, é um objeto do interesse e escrutínio para os anjos bons, se faz evidente também à luz de outras passagens (Lc 15.10; ICo 11.10; IPe 1.12; Ap 5.11ss). Efésios 3.10 se harmoniza maravilhosamente com tudo isso."


O que deve ser atentado é que na passagem de Ef 6.12 há uma luta entre os crentes e os anjos caídos. Essa luta dá a entender que é os crentes lutam na dependência total de Cristo, é claro, contra esses anjos ditos no texto. Isso não ocorre no texto de Ef 3.10, onde há apenas uma descrição desses principados e potestades e de sua relação com Deus . Esses lugares celestiais do texto de 3.10 são o mesmo de Ef 2.6; 1.3 , que designam o céu, como lugar de habitação de Deus, o que é diferente do céu do texto de Ef 6.12, que é a localidade entre céu dos eleitos e a terra, onde acontece a luta referida no texto de Ef 6.


CONCLUSÃO


Tendo em vista o exposto acima a conclusão que se chega é que nem sempre a designação “nos lugares celestiais” pode ser dita que é o céu que Paulo citou em 2Co 12.2. Pode ser que às vezes a compreensão do texto seja outra, designando ora o céu e ora a região entre o céu dos redimidos e a terra. Como exposto acima cabe ao crente o estudo de cada passagem para uma melhor compreensão do texto bíblico e analisar segundo o contexto próximo e depois pela analogia da fé das Escrituras o melhor sentido para cada passagem. Fica a dica para que a cada dia todos nós nos esmeremos mais no estudo da Palavra de Deus, buscando sempre entender que nem tudo está totalmente claro a homens limitados. Sei que nem todos os pontos foram abordados e talvez ainda haja dúvidas, mas espero que esse breve estudo tenha contribuído para o crescimento de todos nós. Qualquer dúvida ou acréscimo eu estarei a disposição dos irmãos.


Cristiano Melo

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Strong, J. (2002; 2005). Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong (H8679). Sociedade Bíblica do Brasil.
Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, 20 o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direitac nos lugares celestiais 6 e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus;para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais, porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.
HENDRIKSEN, Willian. Comentário do Novo Testamento: Efésios e Filipenses. Trad. Valter Graciano Martins. 2ª ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2005. p.89.
HENDRIKSEN, Willian. Comentário do Novo Testamento: Efésios e Filipenses. Trad. Valter Graciano Martins. 2ª ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2005. p.323.
Idem., Cf.p.136.
Idem., p.135.
HENDRIKSEN, Willian. Comentário do Novo Testamento: Efésios e Filipenses. Trad. Valter Graciano Martins. 2ª ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2005. p.189,190.
STOTT, John. A Mensagem de Efésios: a nova sociedade de Deus. São Paulo: ABU, 2007. Cf. p. 86,87.
HENDRIKSEN, Willian. Comentário do Novo Testamento: Efésios e Filipenses. Trad. Valter Graciano Martins. 2ª ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2005. p.141.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Os Mórmons: filhos do engano – Parte 2

Segundo o Livro de Mórmon, a confissão da exclusividade da Bíblia como suficiente Palavra de Deus não é verdade:


“Portanto porque tendes uma Bíblia não deveis supor que ela contenha todas as palavras minhas; nem deveis supor que eu não fiz com que se escrevesse mais.” (II Néfi 29:10).


Além disso, dizem, a Bíblia foi mutilada pela Igreja Católica, perdendo assim importântes partes do Evangelho:


"E depois de transmitidas dos judeus aos gentios pela mão dos doze apóstolos do Cordeiro, vês a formação daquela grande e abominável igreja que é mais abominável que todas as outras igrejas; pois eis que tiraram do evangelho do Cordeiro muitas partes que são claras e sumamente preciosas; e também muitos convênios do Senhor foram tirados." (I Néfi 13.26).


Pense, o que esse ‘deus’ (imaginação de J. Smith) pretendeu dizer? As palavras são intermináveis mesmo...! Na verdade, o que tal deus está querendo dizer é a respeito de palavras necessárias para a salvação. Uma pergunta simples com base nesse texto do Livro Mórmon:

Por que eu deveria supor que não contenha todas as palavras de Deus para minha salvação na Bíblia? Você já leu o que a Bíblia diz sobre a sua própria suficiência e preservação? Segundo foi dito "... os élderes, sacerdotes e mestres desta igreja ensinarão os princípios de meu evangelho que estão na Bíblia e no Livro de Mórmon, no qual se acha a plenitude do evangelho." (Doutrinas & Convênios 42.12). Será que os princípios do evangelho, não são também a Palavra do Evangelho, onde constam tais princípios?

Alguns textos que os mórmons poderiam nos explicar:
"Lembrai-vos perpetuamente da Sua aliança e da palavra que prescreveu para mil gerações;" (1Cr 16.15)

"As palavras do SENHOR são palavras puras, como prata refinada em fornalha de barro, purificada sete vezes. Tu as guardarás, SENHOR; desta geração as livrarás para sempre." (Sl 12.6-7)

"Para sempre, ó SENHOR, a Tua palavra permanece no céu." (Sl 119.89)

"Acerca dos teus testemunhos soube, desde a antiguidade, que Tu os fundaste para sempre." (Sl 119.152)

"A tua palavra é a verdade desde o princípio, e cada um dos teus juízos dura para sempre." (Sl 119.160)

"Inclinar-me-ei para o Teu santo templo, e louvarei o Teu nome pela Tua benignidade, e pela Tua verdade; pois engrandeceste a Tua palavra acima de todo o Teu nome." (Sl 138.2)

"Seca-se a erva, e cai a flor, porém a palavra de nosso Deus subsiste eternamente." (Is 40.8)

"O céu e a terra passarão, mas as Minhas palavras não hão de passar." (Mt 24.35)

"... (e a Escritura não pode ser anulada), "(Jo 10:35b)

"Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre." (1Pe 1.23)

"Mas a palavra do Senhor permanece para sempre." (1Pe 1.25)

"Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro." (Ap 22.18-19).


Segundo a crença mórmon, a Bíblia é a Palavra de Deus, se a tradução estiver correta: “Cremos ser a Bíblia a palavra de Deus, desde que esteja traduzida corretamente; também cremos ser o Livro de Mórmon a palavra de Deus.” (Regras de Fé 1:8). Pergunte ao Mórmon: Onde nesses textos acima existem erros de tradução? Você tem o conhecimento dos originais? Obviamente ele negará que tais trechos estão traduzidos errôneamente. Então pergunte: Estas, então, são A Palavra de Deus? Qual é o ensino de tais textos?


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A razão e a limitação apologética


A razão foi afetada em seu relacionamento com Deus, sendo que agora é necessário, uma iluminação exterior, e uma regeneração interior no homem para que a sua razão seja orientada e motivada corretamente (Rm 8).


As verdades do Evangelho visam a comunhão reconciliar com Deus. E é aqui que a razão humana não é capaz de atinar, nem a pode receber. O "não há quem entenda" (Rm 3.11) não é a respeito da informação pura e simples, como que se o homem não pudesse entender as palavras e a ordem ‘não roubarás’, mas é o entender prático ou a resposta daquilo que o Evangelho exige; arrependimento, conversão e submissão da vontade ao Senhor Jesus.


Ocorre que com o passar do tempo, com a influência e propaganda constante do mundo, da cultura, as que são instrumentos de Satanás, dentro de suas limitações, a razão já maculada pelo pecado original, piora. Seus padrões de julgamento tendem, em vários casos, a se tornarem nulos, vazios de princípios morais e religiosos, que em dado momento até mesmo a simples informação da Palavra de Deus lhe será ‘inteligível’.


A apologética pode argumentar algumas coisas com os incrédulos. 'A realidade será interpretada? Ou apenas contemplaremos a existência sem indagar sobre suas origens? Se sim, qual o resultado da leitura que faremos do mundo? Qual cosmovisão dará sentido salutar e lógico? Para saber isso, posso perguntar: Qual visão de mundo suporta aos três testes básicos: experiência, razão e sentimentos?'


Porém, todos esses ‘fóruns’ estão corrompidos inerentemente, e em alguns mais do que em outros. Não é possível canonizar uma linha apologética como sendo superior. Pressuposicionalistas, Clássicos, etc. tem suas virtudes e limitações. O apologista deverá antes de tudo, diagnosticar o problema do que está sendo evangelizado e construir daí seus argumentos. Depois de saber a intensidade do problema é que se aplica o remédio. Uma doença pode estar em diferentes estágios e assim exigir diferentes tratamentos e remédios. Note bem, não é se submeter ao padrão caído, mas erguer a pessoa. Pode ser que um incrédulo peça provas da existência de Deus, quando na verdade ele nem está interessado se elas existem, ou não, o que ele está fazendo na verdade é fugir da autoridade de Deus sobre a vida dele. Porém, pode acontecer que ele esteja sendo bombardeado por outros fatores e a tal ‘prova’ da existência de Deus seja uma reclamação honesta da sua atual condição.


Sempre e unicamente devemos apresentar o Deus da Bíblia, que é o Criador e enviou Jesus Cristo (Atos 7. 1-52; 17.16-33). Mas lembre-se, Deus representa um grande número de implicações: morais, lógicas, sociais, pessoais, religiosas, familiares e sentimentais. Pode ser que tenha que atentar a uma dessas facetas na sua evangelização apologética bíblica.

sábado, 20 de outubro de 2012

Ao evangelizar um Espírita Kardecista: use apenas os evangelhos


1) A Gênese, IV, 6,7,8,11 página 267 afirma que existem erros na Bíblia e que o espiritismo os corrigiria. Os erros são de natureza doutrinária. León Denis, uma liderança espírita disse no livro Cristianismo e Espiritismo (FEB, 7ª Ed, p. 267):

“[...] não poderia a Bíblia ser considerada a “palavra de Deus” nem uma revelação sobrenatural. O que se deve nela ver é uma compilação de narrativas históricas ou legendárias, de ensinamentos sublimes, de par com pormenores às vezes triviais.”

“Do Velho Testamento já nos é recomendado somente o Decálogo, e do Novo Testamento apenas a moral de Jesus; já consideramos de valor secundário, ou revogado e sem valor algum, mais de 90% do texto da Bíblia.” (Reformador, janeiro de 1953, p. 23).

Compare: Jesus disse: “A tua Palavra é a verdade” (João 17.17). Jesus usou a própria Escritura do Velho Testamento (Lc 4.1-12; Mt 4.1-12) e disse que ela é infalível (Mt 5.18). E usou todo o Velho Testamento (Lc 24.27).

Quando somos confrontados com alguma passagem da Escritura que não entendemos, que seja estranha ao que estamos acostumados, e mesmo depois de um estudo sério e ponderado do assunto, devemos nos lembrar que a dificuldade está em nós entendermos. Talvez, faltam informações que no momento não temos. Ou mesmo, reconhecer que alguns assuntos da Escritura não entenderemos em nossa vida. Mas os assuntos concernentes ao comportamento, aquilo que devemos crer a respeito de Deus, e como obtermos a salvação, são facilmente percebidos na Bíblia (Jo 14.6).

Em Obras póstumas, (FEB, 1973 13º Ed, p.308) Kardec diz: “Aproxima-se a hora em que te será necessário apresentar o Espiritismo qual ele é, mostrando a todos onde se encontra a verdadeira doutrina ensinada pelo Cristo. Aproxima-se a hora em que, à face do céu e da Terra, terás de proclamar que o Espiritismo é a única tradição verdadeiramente cristã e única instituição verdadeiramente divina e humana.”(gripo nosso)

Eles são exclusivistas. E estão certos na abordagem pretendida. Em última instância; ou apenas o Espiritismo está certo, ou apenas o Protestantismo Cristão o está. Ou um, ou outro, deve representar verdadeiramente a doutrina de Cristo Jesus.

2) O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. I, 10 diz: “Um dia, Deus, na sua caridade inesgotável, permitiu ao homem ver a verdade dissipar as trevas; esse dia foi o advento de Cristo.”

Compare: Essa afirmação de Kardec, está de acordo com vários textos bíblicos (Jo 1.17; 8.12). Cabe a nós agora fazer algumas perguntas pertinentes.

A) De onde o espiritismo kardecista colheu suas informações sobre a moral de Cristo?

B) Em qual parte dos evangelhos Jesus ensinou o aperfeiçoamento da alma pela reencarnação?

C) Jesus ensinou o inferno (Geena) eterno nos evangelhos (Mt 5.29,30; 8.12; 13.42). O Espiritismo rejeita.

D) Jesus ensinou que morreria como sacrifício em nosso lugar (Mt 20.28). O Espiritismo rejeita.

E) Jesus disse que deveríamos praticar a ceia e o batismo (Lc 22.19). O Espiritismo rejeita.

F) Como pode você confiar na narração moral de Cristo, por parte dos Apóstolos, e não confiar no que eles disseram em outras partes?

  • Existe contradição entre os ensinos de Cristo e Kardec. 'De qual lado você ficará? Do lado da "Luz que dissipa as trevas"?'
Ao conservar com Espíritas Kardecistas, insista no uso dos Evangelhos e das palavras do Senhor Jesus. A experiência pode ser surpreendente!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O Titã Leandro Quadros afirma: ‘Os autores INSPIRADOS erraram’!

A doutrina da inerrância da Escritura, é algo inerente ao ensino da infabilidade (Jo17.17). O entendimento atual é que as cópias possuem erros (ortográficos, inexatidões numéricas, etc). Mas não que os originais tivessem. Este último ponto, para os crentes fieis do Espírito Santo,  é um fato que nem se discute. Porém, como tratado em algumas postagens, o Adventismo nega a inerrância da Escritura.

Leandro Quadros afirma, como o fez Samuelle Bacchiocchi, que OS AUTORES INSPIRADOS, registraram erros. Em uma postagem em seu site , Leandro Quadros, perigosamente leva os adventistas apaixonados, ao esgoto diabólico do liberalismo teológico. Aquilo que o diabo vomitou contra Bíblia nos corredores da teologia liberal, agora é cardápio de Leandro Quadros e seus leitores.

Tentando resolver uma diferença numérica em dois relatos bíblicos, ele escreveu:

Não fica difícil concluirmos que a informação do texto de 2 Crônicas 22:2, que afirma ter Acazias a idade de 42 anos no começo do seu reinado, foi um lapso de memória do autor do livro, ou um erro do copista enquanto copiava o texto original . http://novotempo.com/namiradaverdade/2012/10/10/como-harmonizar-2-reis-826-com-2-cronicas-222/


Ele tenta salvar o conceito de inerrância bíblica dizendo que esse ‘fato’ não desabona a Bíblia de ser a Palavra de Deus – verdade autêntica, apesar de erros.


“a Bíblia tem dupla autoria: divina e humana. Por isso, é mais que natural existir nas Escrituras erros ortográficos, divergências numéricas, entre outras coisas, que em nada afetam a mensagem...” escreve o Titã Adventista.

Aos 8 minutos e 4 segundos de um vídeo ele afirma: “Mesmo Deus guiando mente do profeta para não errar, no aspecto doutrinário e moral, em aspectos ortográficos e lapsos de memória, é claro que o profeta errou.”   Diz que a Palavra de Deus é perfeita em seu contexto moral, ético e doutrinário. E afirma que não descarta a possibilidade do próprio autor ter errado no caso em mira! (veja aos 11 minutos e 32 segundos do vídeo).

O motivo dos adventistas ensinarem isso está nas palavras do Dr Samuelle Bacchiocchi:

“ 5 — Uma razão final para a rejeição da inerrância absoluta, no caso dos adventistas, são os ensinos de Ellen White, e o exemplo da produção de seus escritos. Ela claramente reconhece o papel humano na produção da Bíblia.” (http://adventismoemfoco.wordpress.com/2009/08/30/resumo-do-artigo-%E2%80%9Cinerrancia-biblica%E2%80%9D-de-dr-samuelle-bacchiocchi/) Já tratei disso aqui no Blog.


Ou seja, o Adventismo, para defender a lenda, o mito, chamado Ellen White, nega a inerrância bíblica defendida pelo protestantismo fiel, cristão e bíblico.

Afirmar que existem erros na Bíblia, por parte do autor inspirado, não afetaria a mensagem? Primeiro que limitações ortográficas, jamais alterariam uma mensagem. Porém, dependendo dos erros ortográficos, a mensagem pode ser alterada. Nenhuma doutrina é afeta em aceitar esse absurdo? Claro que é! A doutrina da inspiração. Se Deus preservou apenas as mensagens doutrinárias, por qual motivo não preservaria as demais informações? Sendo que essas mesmas informações Deus inspirou e ordenou que se registrassem como Sua Palavra?


Os autores do NT não tinham esse conceito diabólico que tem os Adventistas do Sétimo Dia (pelo menos os que pensam assim), E QUEM QUER QUE SEJA. Lembrando que em boa parte do início da Igreja a voz de Deus era as letras das Escrituras do Velho Testamento. Veja:

  • Exodo 9.13-15: Disse o SENHOR a Moisés: “Levante-se logo cedo, apresente-se ao faraó e diga-lhe que assim diz o SENHOR, o Deus dos hebreus: Deixe o meu povo ir para que me preste culto. Caso contrário, mandarei desta vez todas as minhas pragas contra você, contra os seus conselheiros e contra o seu povo, para que você saiba que em toda a terra não há ninguém como eu. Porque eu já poderia ter estendido a mão, ferindo você e o seu povo com uma praga que teria eliminado você da terra. Mas eu o mantive em pé exatamente com este propósito: mostrar-lhe o meu poder e fazer que o meu nome seja proclamado em toda a terra.

  • Romanos 9.17: Pois a Escritura diz ao faraó: “Eu o levantei exatamente com este propósito: mostrar em você o meu poder, e para que o meu nome seja proclamado em toda a terra”

Só por aí, já vemos um descompasso entre o conceito Apostólico sobre o VT e o que Leandro Quadros e a sua turma tem. Teria os apóstolos pelo menos esse conceito deturpador? O NT testemunha ao contrário. Jesus Cristo (não o Miguel Adventista que entrou num santíssimo em 22 de outubro de 1844), demonstra que as letras possuem autoridade das palavras, são virtualmente mesma coisa (Mt 4.4; 5.18).


Sobre os erros ‘inocentes’ que Leandro Quadros diz que existem, ele deixa de refletir de maneira cristã o seguinte:

1. A genealogia era garantia da semente messiânica.

2. Os números fazem parte da constituição nacional de Israel, em suas diversas áreas, que Deus abençoava.

3. Referências históricas, são o campo onde Deus agia em Israel.


Embora Leandro Quadros leu O Salmo 19.7, parecendo indicar que a perfeição é na Lei e não necessariamente na palavra escrita em forma humana, podemos rejeitar tranquilamente tal absurdo por saber que "Para sempre ó SENHOR, está firmada a tua palavra no céu." Salmo 119.90. Visto que sendo a Palavra de Deus "A Escritura não pode falhar" disso a Palavra Encarnada (Jo 10.35).


Para uma defensa da Escritura veja o que um crente salvo em Cristo escreveu AQUI . Quanto ao problema da diferença dos dois textos, foi um erro de transmissão. Veja a Declaração de Chicago http://www.monergismo.com/textos/credos/declaracao_chicago.htm

domingo, 14 de outubro de 2012

Os Mórmons: filhos do engano - Parte 1


Deus ama todo tipo de pessoas. Ele não ama um por causa disso ou daquilo na pessoa, mas por amá-la livremente, isto é; por Sua vontade. Deus não se apaixona, ele decide amar. Ele também se ira contra todo tipo de homem, por que esses fazem o que lhe desagrada.


A ira de Deus contra os homens não é apenas por práticas pecaminosas, que conhecemos como atitudes perversas, Deus também se ira por aquilo que as pessoas creem e ensinam sobre Ele, quando isso não é verdade. A heresia é uma representação errônea/mentirosa do caráter e natureza de Deus, da sua vontade e da sua salvação.


Os mórmons são pessoas simpáticas, honestas e decentes, mas não muda o fato de estarem seguramente indo de passos largos para o inferno. Desonram a Deus pelas suas crenças. O que dizem da Bíblia não é algo cristão. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias reconhece os seguintes livros como ESCRITURA SAGRADA: A Bíblia, O Livro de Mórmon, Doutrinas e Convênios e A Pérola de Grande Valor. Isto é, além da Bíblia existem outros documentos sagrados, considerados como revelação divina. Isso sem contar ainda o profeta vivo:


"Joseph Smith foi o primeiro profeta chamado na atual dispensação, ou geração, da Igreja, e tem havido profetas na Terra desde essa época. O homem chamado para falar em nome de Deus e liderar Sua Igreja hoje se chama Thomas S. Monson. Ao pedir-nos que sigamos os profetas, Deus está realmente pedindo que nos aproximemos Dele, da mesma forma que Ele nos pede que oremos sempre e leiamos as escrituras. Ouvir os profetas nos ajuda a aprender ou reaprender o que precisamos fazer para aceitar a Expiação de Jesus Cristo e tornar-nos dignos de todas as bênçãos que Deus quer nos dar. Deus promete, que aqueles que seguem os profetas, “[são] os herdeiros do reino de Deus” (Mosiah 15:11)." (http://mormon.org/por/mandamentos)


Seria bom perguntar aos mórmons: A Bíblia é um livro suficiente?


Veja: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra." (NVI) II Tm 3.16


Faltava-lhes alguma coisa?

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Pronunciamento do presidente do SC da IPB sobre o Rev. Marcos Amaral


"Amados irmãos,


Nesses dias irromperam em nosso meio comentários a respeito da participação e da fala do Rev. Marcos Amaral, Presidente do Sínodo da Guanabara, Rio de Janeiro, no programa de televisão da Rede Globo “Amor & Sexo”.


Comunico à Igreja Presbiteriana do Brasil, e ao público em geral, como Presidente do Supremo Concílio da IPB, que a fala do referido irmão não é a posição oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil. Esta, por documentos oficiais, tem deixado bem claro que não aprova e nem aceita, por ser pecado, qualquer prática contrária à formação da família que não esteja em conformidade com a Palavra de Deus. A fala do referido pastor é pessoal, e cabe ao seu Presbitério tratar da questão em conformidade com a Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil.


Na busca da paz da Igreja, comunico que o Presidente do Supremo Concílio responde pela IPB civilmente conforme seus Estatutos. Informo também que a Igreja Presbiteriana do Brasil, através de seu Supremo Concílio, tem tomado posições coerentes e firmes, fundamentadas na Bíblia Sagrada, nesta e em outras matérias.

Do servo,

Rev. Roberto Brasileiro Silva

Presidente do Supremo Concílio

Igreja Presbiteriana do Brasil

Fonte:http://www.ipb.org.br/portal/noticias/1069-pronunciamento-do-rev-roberto-brasileiro


NOTA: Postei também uma crítica ao referido pastor no dia 5 de outubro:
http://mcapologetico.blogspot.com.br/2012/10/ao-rev-marco-amaral.html