segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Fernando Gali – e sua mudança em relação aos adventistas

Fernando Gali do Instituto Apologético Cristo Salva, ativo especialmente no site, além disso ministrando palestras em igrejas, postou ontem um pedido de desculpas aos adventistas por ter tratado eles como seita (http://www.ia-cs.com/2016/01/pedido-de-desculpas-do-iacs-igreja.html). Segundo o irmão Fernando Gali, de agora em diante, para ele, os adventistas serão considerados apenas como um grupo cristão com doutrinas falhas, tal como tantas outras. Gali não apresentou nenhuma base fundamentada para sua decisão, que creio que ele deva ter. Mas na postagem, ele apenas mencionou algumas de suas razões para mudar de opinião. Pretendo avaliar sua decisão com base nessas poucas razões mencionadas.

Antes, porém, é preciso dizer que ele não é o único, nem será o último, de cometer esse equivoco. A decisão de Fernando Gali, tem algo em comum com um caso muito conhecido na história recente da heresiologia nos EUA. Walter Martin e Donald Banhouse defendiam que a IASD era uma seita, e depois de uma entrevista com representantes adventistas, mudaram de opinião. Ambos eram batistas e calvinistas, e trabalhavam com apologética em uma revista americana. O livro adventista Questões Sobre Doutrina, mostra a conclusão dos evangélicos Martin e Banhouse:

“Gostaria de dizer que nos deleitamos em fazer justiça a um grupo muito caluniado de crentes sinceros, e em nossa mente e coração tirá-los do grupo dos que são completamente heréticos, como as testemunhas de Jeová, mórmons e os cientistas cristãos, reconhecendo-os como irmãos redimidos e membros do corpo de Cristo.” (Questões Sobre Doutrina, p. 14).

Segundo consta, a popularidade do trabalho de Martin caiu nos EUA após essa mudança. Muitos assinantes de sua revista cancelaram a assinatura.

O caso de Fernando Gali é semelhante, pois não muito tempo ele fez uma entrevista com o professor Azenilto Brito, também debateu com um pastor adventista no Vejam Só. Gali também é batista e calvinista, apenas para constar. Embora na postagem ele não atribui sua mudança a essa entrevista ou debate, EU CREIO que isso pode ter contribuído. As palavras de Fernando Gali são também semelhantes das de Martin:

“... ensinávamos a todas as Igrejas em que visitávamos a jogar no lixo os hinos adventistas, e também que a Igreja Adventista do Sétimo Dia era uma seita do Diabo, e que os adventistas eram filhos de Satanás. Igualávamos a IASD a seitas como testemunhas-de-jeová, mórmons e seitas espíritas. Fizemos isso por oito anos. Todavia, contrariando a maioria dos nossos respeitáveis apologistas cristãos, a partir de 10.01.2016, com toda humildade reconhecemos nosso erro. A IASD não é uma seita. Trata-se de uma Igreja Cristã com alguns problemas doutrinários, mas são nossos irmãos em Cristo.”

Suas razões:

1) “para nós, os erros deles não os tornam uma seita.”: Gali sabe que os assuntos que tornam qualquer grupo uma seita, são os temas cardeais da fé cristã. Quais são esses? Suficiência e Infabilidade das Escrituras, da doutrina da Trindade (e suas doutrinas correlacionadas), a Salvação pela graça por meio da fé. Esses são assuntos que uso aqui no blog. Vale também destacar que quando a seita invoca um assunto periférico, como norteador para sua salvação, isso faz dela uma seita, mesmo confessando os assuntos principais da fé cristã.

Os adventistas creem nessas doutrinas cristãs? Apesar de dizerem que sim, eles as diluem com afirmações paralelas. Isso, podemos provar abundantemente, mas para essa postagem, apenas algumas citações.

a)                Trindade:  “Os primeiros adventistas rejeitavam corretamente a Trindade dos credos, que apresenta um Deus “sem corpo ou partes” e não distingue claramente as pessoas da Divindade.” (http://setimodia.wordpress.com/2011/11/03/os-pioneiros-adventistas-e-a-trindade/ ).

b)                Inerrância da Escritura: “ 5 — Uma razão final para a rejeição da inerrância absoluta, no caso dos adventistas, são os ensinos de Ellen White, e o exemplo da produção de seus escritos. Ela claramente reconhece o papel humano na produção da Bíblia.” (https://adventismoemfoco.wordpress.com/2009/08/30/resumo-do-artigo-%E2%80%9Cinerrancia-biblica%E2%80%9D-de-dr-samuelle-bacchiocchi/).

“Alguns têm tropeçado no fato de que há imperfeições nos escritos de Ellen White. “Não há acusação que possa ser levantada contra Ellen White, em seu papel profissional como profeta, que não poderia e não tenha sido primeiro levantada contra os escritores da Bíblia...” “Não reivindiquemos mais para a Sra. White do que reivindicaríamos para os escritores bíblicos;...” “Precisamos ser consistentes; precisamos tratar Ellen White exatamente como trataríamos qualquer profeta dos tempos bíblicos. Se não rasgamos de nossa Bíblia os salmos escritos por Davi, as profecias de Jeremias e Jonas e as duas epístolas de Pedro, então não temos direito de lançar fora os escritos de Ellen White.”

c)                 Salvação pela graça - e o sábado no período escatológico: “Desde 22 de outubro de 1844 Jesus, no lugar santíssimo, tem chamado a atenção para o sábado, não simplesmente porque é o sétimo dia, mas porque representa um modo único e cristão de vida, o critério final que separa o bem do mal nos últimos dias.” (História do Adventismo, p. 282).

“Quando, porém, a observância do domingo for imposta por lei, e o mundo for esclarecido relativamente à  obrigação do verdadeiro sábado, quem então transgredir o mandamento de Deus para obedecer a um preceito que não tem maior autoridade que a de Roma, honrará desta maneira ao papado mais do que a Deus. Prestará homenagem a Roma [...] Adorará a Besta e à sua imagem. Ao rejeitarem os homens a instituição que Deus declarou ser o sinal de Sua autoridade [o sábado], e honrarem em seu lugar a que Roma escolheu como sinal de sua supremacia, aceitarão, de fato, o sinal de fidelidade para com Roma -“o sinal da besta”. (O O Grande Conflito, p.449,450).

Gali terá que lidar com essas afirmações, e tantas outras.

2) “Nem mesmo crerem na inspiração dos livros de EGW os tornam uma seita, pois para nós trata-se de imaturidade doutrinária, a mesma por sinal que existe entre milhares de igrejas pentecostais, que afirmam receber inspiração de Deus para entregar profecias com autoridade para uma igreja local; e para nós, é o mesmo erro crer em profecias e revelações extra bíblicas com autoridade para uma pequena igreja local e crer em profecias e revelações extra bíblicas com autoridade para uma denominação toda. E se compararmos a qualidade de muitas profetadas de igrejas evangélicas com os escritos de EGW, no final das contas, ela sai ganhando em muito, por se aproximar da Bíblia mais que os outros pentecostais.”

É muito difícil acreditar que eu li isso de Fernando Gali... Primeiro, que ele erra em diminuir a importância de Ellen White, ao compará-la aos pentecostais da atualidade. Ele deveria comparar a importância de Ellen White com o que os adventistas dizem. Ellen White recebe um artigo de fé nas crenças adventistas, seu nome está lá na crença 18!!! Nem mesmo as Testemunhas de Jeová fizeram isso com seus fundadores. As reuniões da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia já emplacaram declarações de fé na exclusividade da cadeira cativa de Ellen White. Veja uma delas:

Uma Declaração de Fé no Espírito de Profecia - Nós, os delegados reunidos em Utrecht para a 56ª Assembleia da Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia expressamos louvor e gratidão a Deus por Seu dom gracioso do Espírito de Profecia. Em Apocalipse 12, João, o revelador, identifica a Igreja nos últimos dias como os “remanescentes… que guardam os Mandamentos de Deus e têm o Testemunho de Jesus” (verso 17). Cremos que, nesse breve retrato profético, o revelador está descrevendo a Igreja Adventista do Sétimo Dia, que não apenas guarda “os Mandamentos de Deus”, mas que tem o “Testemunho de Jesus”, ou seja, “o Espírito de Profecia” (Apoc. 19:10). Na vida e ministério de Ellen G. White (1827-1915) vemos o cumprimento da promessa de Deus no prover à Igreja remanescente o “Espírito de Profecia”. [...] Consideramos o cânon bíblico encerrado. Contudo, cremos também, como o fizeram os contemporâneos de Ellen G. White, que seus escritos têm a divina autoridade tanto para o viver piedoso quanto para a doutrina. Assim, recomendamos: 1) Que como Igreja busquemos o poder do Espírito Santo para aplicar mais plenamente à  nossa vida o conselho inspirado contido nos escritos de Ellen G. White e 2) Que nos empenhemos mais para publicar e fazer circular esses escritos ao redor do mundo. Esta declaração foi aprovada e votada pela sessão da Conferência Geral em Utrecht, na Holanda em 30 de junho de 1995.” (http://centrowhite.org.br/uma-declaracao-de-fe-no-espirito-de-profecia/).

Tratar os pentecostais com base em seus abusos infantis, enquanto a teologia pentecostal tem dado sinais claros que suas experiências devem ser para orientações da vida dos crentes, não de doutrinas, é nivelar por baixo. Na verdade, Gali diminui para si mesmo a importância de Ellen White, tal como “espírito de profecia” exclusivo e insubstituível, no arraial adventista. O pensamento de Gali não é compartilhado pela IASD!

‘As profetadas de Ellen White são melhores dos as do profetas pentecostais?’ Parece que Gali desconsidera as visões absurdas de Ellen White, suas manifestações místicas, e considera o que ela escreveu apenas. Bom lembrar que Ellen White caia no chão, inventou doutrinas, tinha seus histerismos, etc. Se quando ela escreveu, contou com secretárias, e seus plágios de outros autores, se ela começou a escrever mais do ter visões, é uma outra história. Mas Gali mesmo sabe da visão que Ellen White teve de outros mundos.

3) “A partir da data supracitada, a Igreja Adventista do Sétimo Dia entrará para a categoria de Igrejas Cristãs com problemas doutrinários”: Há uma reducionismo patente nessa declaração de Gali. Sim, a IASD tem problemas doutrinários, e tem também heresias. Será que podemos olhar para a principal doutrina adventista, o Juízo Investigativo de 1844, apenas como um problema doutrinário sem importância? Deixemos um autor adventista nos ajudar a saber se sim ou se não:

“Se a doutrina de 1844 não era bíblica, Ellen White pertencia à mesma classe de Mary Baker Eddy e Joseph Smith.”

“Se o juízo de 1844 não era bíblico, a igreja [adventista] tampouco o era.”

“A lógica me dizia que se a data de 1844 não fosse bíblica, o adventismo não seria nada mais do que uma seita.”

“[...] nunca mais questionei Ellen White como profetisa; em vez disso, minha confiança na verdade de 1844 permitiu-me vê-la como um dos maiores profetas que já existiram!”

“Minha compreensão da verdade a respeito de 1844 deu-me uma nova experiência com Jesus, com os adventistas e com o Espírito de Profecia. Uma vez que entendi quão bíblico era o juízo de 1844, sabia que esta igreja era tudo que dizia ser, e todas as dúvidas sobre lei, o sábado, enfim, todas as minhas indagações foram respondidas.”

“[...] os ensinamentos sobre 1844 provam, além de qualquer dúvida, que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é a igreja remanescente da profecia bíblica, e que essa mensagem é a verdade presente. O juízo investigativo de 1844 – mais que o estado dos mortos, o sábado e a segunda vinda – estabelece a validade do adventismo.”

“Se tivesse enfrentado o tempo de angústia com meu conhecimento superficial acerca da data de 1844, teria sido levado como uma folha num furacão. Não estou falando em salvação pela teologia, ou uma compreensão sobre a mesma, não nos salva. Mas, se 1844 não for uma data bíblica, nossa mensagem é falsa: somos uma igreja falsa ensinando uma falsa mensagem, e levando as pessoas por um caminho enganoso. Ou a data de 1844 é verdadeira e temos a verdade, ou é falsa e nós herdamos uma mentira e a temos propagado.”

“O diabo virá sobre nós de todas as direções, procurando uma brecha, atacando qualquer debilidade; tudo num esforço de nós afastar dessa verdade [...] Se alguém for capaz de abalar a sua fé no juízo investigativo de 1844, você acabará duvidando de toda a mensagem; e se duvidar da mensagem, como poderá permanecer firme?”

“O juízo investigativo de 1844, o pilar teológico de nosso movimento [...] Quão inteligente da parte do diabo ter-nos feito colocar de lado nossa doutrina mais básica. Ele sabe que uma vez que retirar de sob nossos pés, nossa crença desmoronará e se desintegrará. Está apenas esperando pelo momento certo de levar à perdição o máximo de adventistas possível.”

“Os ensinamentos a respeito de 1844 trazem consigo a certeza irrefutável de que o adventismo é a verdade para o tempo presente, razão pela qual o inimigo tem se esforçado tanto para minimizá-la [...]”

(Citações do livro 1844: Uma explicação simples das principais profecias de Daniel, autor C. Goldstein, publicado pela Casa Publicadora Brasileira).

4) “Quanto aos apologistas cristãos, não estamos interessados em dar maiores explicações sobre o assunto.”

Como é Fernando Gali?!?! Nossas igrejas te recebe, os apologistas e pastores recomendam seu site, indicam artigos seus a respeito do Adventismo, eles são compartilhados, e você vira e diz que NÃO ESTÁ INTERESSADO EM DAR MAIS EXPLICAÇÕES? Lamentável... Lamentável meu irmão... 

Oro para que Deus reverta sua decisão meu irmão, pois o proselitismo adventista, covardemente, continuará fazendo suas vítimas dentro das igrejas, e com certeza, sua postura será usada por eles. Que Deus tenha misericórdia de todos nós...

259 comentários:

  1. Boa tarde irmão Luciano Sena, a paz do Senhor!

    Irmão Luciano, me tire uma dúvida por favor:

    O irmão Fernando Gali, deixará de ser chamado de "irmão" por você por causa da mudança de opinião dele?

    Abraços e fiquemos com Deus!

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    1. Ele continua sendo irmão... até o dia que se tornar adventista, caso aconteça.

      Mas mesmo depois (se acontecer), jamais inimigo, nem ódio, assim como não tenho com vc.

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    2. Irmão Luciano Sena, a paz do Senhor!

      Esse posicionamento de NÃO chamar alguém de IRMÃO por que é de DENOMINAÇÃO "A" ou "B" é algo pessoal seu? Quero dizer, você não defende ou defenderia esse posicionamento como se fosse uma DOUTRINA, mas seria apenas algo pessoal seu? Seria mais ou menos assim?

      Abraços e até logo!

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Por que será que a Igreja não achou Ário e Sabélio dois irmãozinhos imaturos? E o que dizer de Paulo, será que para ele Himeneu e Alexandre, eram também imaturos ou hereges?

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    1. Será que uma IASD chama outra IASD de Babilônia?

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  4. Bem lembrado irmão Itard Victor o caso de Himeneu e Alexandre.
    Com relação ao Item 3 A Sra. Ellen G. White deixou claro de que começou-se o trabalho de investigação e de perdão dos pecados ( Ano de 1844 ). A obra de Cristo, nesse período de graça, é de intercessão e não de purificação - Hb.7.25. Podemos perceber que a Sra. Ellen esta só um pouquinho atrasada. Além de Jesus ter feito a purificação dos pecados ( Hb.1.3; Hb.9.23-28 ), ele já entrou no santuário celeste quarenta dias após Sua ressurreição ( At.1.11; 7.55; Ef.4.10 ). A Sua obra foi completa !!!
    Deus nos guarde e ilumune sempre !
    Em Cristo
    Wilton

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  5. Realmente Luciano, é muito triste ter que ler um artigo como esse, depois de ouvi tudo o que o Senhor Leandro quadros com os seus ajudantes propaga na TV, fico apensar, o que aconteceu na mente do Fernando. Triste!

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  6. Realmente Luciano, é muito triste ter que ler um artigo como esse, depois de ouvi tudo o que o Senhor Leandro quadros com os seus ajudantes propaga na TV, fico apensar, o que aconteceu na mente do Fernando. Triste!

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    1. ... triste... um presbítero de minha cidade que ele se comprometeu com um grupo para perder todos os demais...

      Sabe o que vai acontecer? Ele está sendo criticando de todos os lados, vai acabar sendo acolhido pelos adventistas... no Face dele, o pr adventista Patrick, do debate no Vejam Só, já deu uma força moral para ele...

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    2. Eu mesma critiquei o Pr.Fernando Galli por pedir perdão aos adventistas.
      Porem, o Galli já postou outro artigo advertindo os adventistas sobre o fato deles cobrar a fé dos batizandos, na Ellen White como espirito de profecia.

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  7. sò uma duvida entâo queridos, se a iasd nâo e uma seita pois nâo tem erros nas suas doutrinas, entâo os tjs tambem nâo e uma seita pois praticamente as doutrinas se assemelham muito com os tjs exemplo Jesus è arcanjo miguel, doutrina de 1844 0s tjs 1914 defendem o corpo governante os adventistas a sra ellen, sono da alma, nâo existe o tormento eterno, alma morre com o corpo sâo quase iguais e agora luciano sena na verdade o colega ai sr.galli é discipulo de Azenilto brito, mas um batista enganado na historia batista que sina dos batista ...

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  8. sò uma duvida entâo queridos, se a iasd nâo e uma seita pois nâo tem erros nas suas doutrinas, entâo os tjs tambem nâo e uma seita pois praticamente as doutrinas se assemelham muito com os tjs exemplo Jesus è arcanjo miguel, doutrina de 1844 0s tjs 1914 defendem o corpo governante os adventistas a sra ellen, sono da alma, nâo existe o tormento eterno, alma morre com o corpo sâo quase iguais e agora luciano sena na verdade o colega ai sr.galli é discipulo de Azenilto brito, mas um batista enganado na historia batista que sina dos batista ...

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  9. Walter Martin, aceitou as declarações de uma única obra adventista, "Questões de Doutrina", como fundamento para sua avaliação. O livro Questões sobre Doutrina foi publicado pela denominação Adventista, especialmente para o público em geral, com o objetivo de responder às acusações de heresia que tem sido levantadas contra eles.

    Walter Martin, achou errado que outros apologistas baseassem sua avaliação (deles) à respeito do adventismo, na literatura adventista como um todo, argumentando que o livro Questões sobre Doutrinas era a publicação oficial que representava a Crença dos adventistas.

    Martin, também argumentou que os escritos de Ellen White, não eram uma fiel representação do ensinamento adventista.
    Abaixo, está uma declaração do livro de Walter Martin, "O Reino das Seitas":

    "Em 1957, a Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, lançou a primeira explicação definitiva e compreensiva de sua fé, um volume autorizado com o título de Questões sobre Doutrina. Este livro, fielmente, apresenta a teologia e doutrina que os líderes do Adventismo do Sétimo Dia tem sempre mantido......É, portanto, injusto citar qualquer escritor ou grupo de escritores adventistas, como representando "a posição de nossa denominação nas àreas de interpretação profética e doutrina da igreja...." (Kingdom of the Cults, p.369).

    Onde Walter Martin errou?

    1. "Questões de Doutrina", não estava mais sendo publicado no tempo em que Martin fez a declaração acima. Os Adventistas do Sétimo Dia, não devem ter ligado tanto para esta "declaração autorizada de sua doutrina", senão, eles não teriam parado de publicá-la. O escritor e apologista David Cloud, visitou a livraria no Adventist Bible College in Collegedale, Tennessee, em busca deste livro. Foi-lhe dito que o livro estava fora de catalogo e não seria novamente disponibilizado.

    2. Os escritos de Ellen White, são apresentados pelos adventistas, como inspirados. As seguintes declarações são de um curso por correspondencia oferecido em meados dos anos 70, sob o título: "Guia Profético na Igreja Adventista do Sétimo Dia". Dois livros eram dados juntamente com o curso: "Messenger to the Remnant and The Spirit of Prophecy Treasure Chest." Todos estes materiais foram produzidos pelo publicador adventista Review and Herald.

    O curso por correspondência acima mencionado, exalta Ellen White como uma profetisa de Deus, e os escritos dela como revelação inspirada:

    "Estes livros inspirados, tais como O Desejado de todas as Nações, o Grande Conflito, e Patriarcas e Profetas, são divinas revelações da verdade sob os quais nós podemos colocar plena confiança." (Prophetic Guidance in the Seventh-day Adventist Church, p. 20).

    "As mensagens para estes dias serão escritas em livros, e permanecerão imortalizadas." (Prophetic Guidance, p.50).

    "Estas mensagens, nós cremos, deveriam ser fielmente seguidas por cada crente." (Prophetic Guidance, p.60).

    "Nós reconhecemos que os princípios estabelecidos pelos escritos do Espírito de Profecia, não mudam com o passar dos anos.....e são de igual valor para a igreja, em todas as partes."
    (Spirit of Prophecy Treasure Chest, p. 125).

    "As mensagens (escritos de Ellen White) elas mesmas, são dignas de uma apreciação maior do que aquela dada à outros escritos modernos." (Treasure Chest, p.142).

    Os livros de Ellen White são vendidos por livrarias adventistas, colportores, eventos, etc, e anunciados como conselhos inspirados dados por Deus. Sendo que os escritos de Ellen White, são considerados assim pela denominação adventista, porque eles iriam protestar contra a avaliação dos escritos dela como legítimos representantes da doutrina adventista?

    Continua

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  10. 3. Os Adventistas do Sétimo Dia, tem eles mesmos declarado, que suas publicações autorizadas são confiáveis:

    "As produções autorizadas denominacionalmente levam o selo de impressão da organização, e pode-se confiar nelas." (Prophetic Guidance, p.82).

    À luz desta declaração, certamente seria apropriado estudar qualquer das principais publicações adventistas, de maneira a conhecer suas crenças. Eles tem dito que sua literatura é confiável. Nós, não vamos, portanto, ficar confinados somente a uma única publicação oficial da IASD.

    É muito estranho que a IASD publique livros, e então proteste porque nós usamos tais livros para avaliar sua doutrina. Há, nisto, algo que parece muito enganoso.

    Walter Martin, não tratou outros grupos, da mesma forma como tratou os adventistas. Em suas pesquisas de grupos como, os Mormons, Martin não deixou de usar nenhum material autorizado, necessário para tirar uma acurada conclusão, sobre as posições doutrinárias do grupo. Ele não baseou suas pesquisas de outros grupos, estritamente sobre apenas um volume fornecido por tais grupos. Ele foi, desta forma, muito inconsistente em sua avaliação do Adventismo.

    5. Walter Martin, falhou em aplicar seu conhecimento à respeito das artimanhas das seitas, aos Adventistas. Ele conhecia muito bem a natureza camaleônica dos falsos mestres. Frequentemente, em suas críticas em cima das seitas, Walter Martin advertiu que elas, as seitas, não eram muito honestas ao apresentarem a doutrina delas, especialmente em seu material destinado para ser lido pelo público em geral.

    Um capítulo inteiro do livreto de Walter Martin, "Jehovah's Witnesses", lida com esta realidade. O capítulo leva o título de, "A Camaleônica Watchtower." Martin, mostra, como as Testemunhas de Jeová tem um histórico de maquiar a verdadeira natureza herética de seus ensinamentos.

    Não é difícil perceber estas características, no Adventismo do Sétimo Dia. Numa tentativa de parecerem ortodoxos, eles, muitas vezes diluem, e mesmo alteram suas crenças. Algumas vezes, por exemplo, eles orgulhosa e corajosamente, afirmam que os escritos de Ellen White são a inspirada revelação de Deus, e que tais escritos deveriam ser aceitos como fonte de verdade autirizada por todos os cristãos. Eles fazem isto, como no acima mencionado (no outro conentário) Prophetic Guidance in the Adventist Movement. Em outras ocasiões, eles irão negar, que eles reverenciam os escritos de Ellen White, como divina revelação.

    Walter Martin, também admitiu que existe confusão e declarações conflitantes entre as publicações Adventistas:

    "Não pode haver dúvida de que há declarações conflitantes, nas publicações Adventistas, e diversas opiniões sobre certas àreas da teologia e interpretação adventista, algumas das quais são bem opostas as do Cristianismo clássico ortodoxo."
    (Kingdom of the Cults, p.369).

    Continua...




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  11. É muito triste que Walter Martin, não discerniu isto como, um dos enganos da Apostasia. Agora, algumas das contradições entre as declarações de Walter Martin que ele tirou do "Questões sobre (de)Doutrina", e citações de outros livros produzidos pelo mesmo orgão oficial de publicadores Adventistas:

    Walter Martin, disse: "Se os Adventistas do Sétimo Dia, na verdade, reinvindicam para os escritos de Ellen White, inspiração em cada parte deles, então nós poderíamos muito sermos cuidadosos em nos associarmos com eles. No entanto, eles não fazem isto, como eu tenho amplamente demonstrado através de fontes oficiais." (Kingdom of the Cults, p.383).

    Declaração Adventista que contradiz o que Walter Martin afirmou acima:

    "Estes livros inspirados, tais como o Desejado de todas as Nações, O Grande Conflito, e Patriarcas e Profetas, são, de fato, divinas revelações da verdade, sob às quais nós podemos depender inteiramente." (Prophetic Guidance in the Seventh-day Adventist Church, p.20).
    "As mensagens para estes dias, serão escritas em livros, e permanecerão imortalizadas." (Prophetic Guidance, p.50).

    "Consistência requer aceitação do Espírito de Profecia (escritos de Ellen White) como um todo." Não há justificativa para aceitar uma parte e rejeitar outra." (Prophetic Guidance, p.70).

    "As mensagens (escritos de Ellen White) eles mesmos são dignos de uma maior apreciação da que é dada a outros escritos modernos. Elas são mensagens de Deus, e devem sempre ser tratadas como tais." (Treasure chest, p.142).

    Universalidade dos Escritos de Ellen White.

    Walter Martin, disse: "Estes conselhos são primeiramente para as igrejas Adventistas do Sétimo Dia." (Kingdom of the Cults, p.380); "Nós não pensamos que eles (escritos de Ellen White) sejam de aplicação universal, como é a Bíblia....." (Kingdom of the Cults, p.380).

    Declarações Adventistas que contradizem Walter Martin:

    "Ela sempre teve consciência de que ela estava escrevendo para o mundo, bem como para a igreja." (Prophetic Guidance, p.50).

    Continua.....

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    1. Errata:Onde diz..."então nós poderíamos muito sermos cuidadosos em nos associarmos com eles... ler, então nós deveríamos ser muito cuidadosos em nos associarmos com eles."

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  12. O Papel de Ellen White no desenvolvimento da doutrina Adventista.

    Walter Martin, disse: "Se eles interpretassem a Bíblia à luz dos seus (dela, White) escritos, e não o reverso, se eles desejosamente admitissem e assumissem isto como sua posição, então as criticas contra eles estariam justificadas, mas este não é o caso" (Kingdom of the Cults, p.378).

    Declarações Adventistas que contadizem Walter.....

    "Quando em seus estudos, eles chegavam em um ponto, onde eles diziam, "Nós não podemos fazer mais nada", o Espírito do Senhor, vinha à mim, eu seria tomada em visão, e uma clara explicação das passagens que nós estiveramos estudando, seria me dada....Assim, luz nos foi dada, à qual nos ajudou na compreensão das Escrituras....eles aceitaram as revelações, como luz dada dos céu." (Ellen G. White Messenger to the Remnant, pp.34, 38,39).

    É verdade que os líderes adventistas, frequentemente negam que sua doutrina foi desenvolvida, através das visões de Ellen White, mas na declaração acima, Ellen White, ela mesma admite que suas visões tiveram um papel definitivo, em como os primeiros líderes Adventistas compreenderam as Escrituras.

    Um pesquisador de seitas, como Walter Martin, deveria saber que seria impossível, extrair somente da Bíblia, doutrinas tais como, Juízo Investigativo, Satanás como portador de pecados, adoração no Domingo como a marca da Besta, Adventismo do Sétimo Dia como cumprimento de Apocalipse 14:6, Satanás amarrado sobre a terra por mil anos, etc........

    Salvação pela Graça somente.

    Walter Martin, disse: "Literalmente, repetidas vezes, em seu livro Questões sobre Doutrina, e em várias outras publicações, os Adventistas afirmam que a salvação vem somente pela graça de Deus, atrsvés da fé no sacrificío de Jesus Cristo sobre a cruz." (Kingdom of the Cults, p.378).

    Declarações Adventistas que contradizem Walter......

    "De modo que nós temos, claramente delineados, os passos que precisamos tomar, para nos tornarmos cristãos: Crer em Deus, arrependermo-nos e confessar os nossos pecados, sermos batizados, e obedecermos todos os mandamentos do Senhor." (New Life Voice of Prophecy Guide #12); "Cristo diz a todo o homem neste mundo, o que ele disse ao jovem rico: "Se tu queres entrar na vida, guarda os mandamentos".....Em outras palavras, o padrão para entrar no céu, é um caráter desenvolvido segundo as dez especificações, ou mandamentos da lei de Deus" (Charles Everson, Saved by Grace, Review and Herald, publishing, pp.45-46).

    Continua.......

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  13. Estas são citações de duas publicações Adventistas, escritas especialmente para explicar a doutrina (deles) da salvação.

    Walter Martin, citou somente uma oublicação, Questões sobre Doutrina. Por outro lado, os Adventistas afirmam crer em salvação pela Graça somente, sem as obras; Mas, por outro lado, eles "redefinem" a Graça, para incluir as obras e as obras da lei. A New Life curso por correspondência, plenamente declara que para ser salvo, deve-se "crer em Deus, arrepender-se dos pecados, ser batizado, e obedecer a todos os mandamentos do Senhor." Isto é o que toda a seita faz. Eles afirmam que a salvação é pela Graça, mas astuciosamente redefinem o conceito bíblico de Graça, ao incluirem juntamente as obras para a salvação.

    A doutrina do Juízo Investigativo, ensina a heresia do perfeccionismo da obediência ao decálogo, sem à qual não há salvação.

    Continua depois.....

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  14. Falaste com propriedade Irmão Paulo . Ele " redefinem " a Graça. A Graça que eles creem , na realidade não tem nada a haver com a Graça, que nos é concedida pelo Senhor. É obra de engano, assim como dizem crer na Santíssima Trindade. " Redefiniram " o conceito Ortodoxo da Triunidade de Deus, chegando mais próximo do conceito da Tríade. Só Deus para nos ajudar.
    Creio que ainda há tempo de reavaliação, antes que o corpo de Cristo sofra mais.
    Em Cristo
    Wilton

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  15. Os cometários do irmão Paulo Cadi estão tão bons que irei futuramente publicá-los...

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    1. Interessante. Você reclama tanto da prolixidade do Sr. Adventista e se derrete de elogios para as postagens massantes do Paulo Cadi.

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    2. Interessante. Você reclama tanto da prolixidade do Sr. Adventista e se derrete de elogios para as postagens massantes do Paulo Cadi.

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  16. queria perguntar entâo aos irmâos qual foi a vantagem do Fernando galli deixou os tjs virou batista e agora literalmente aderiu as crenças adventistas que vantagem religiosa teve? ou trocou seis por meia-duzia.

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  17. queria perguntar entâo aos irmâos qual foi a vantagem do Fernando galli deixou os tjs virou batista e agora literalmente aderiu as crenças adventistas que vantagem religiosa teve? ou trocou seis por meia-duzia.

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  18. A mudança de opinião, em relação ao adventismo, é fruto de profunda investigação, nos casos que temos registrado.

    Em todos estes, a opinião muda de acordo com a aquisição de maior conhecimento e entendimento sobre o adventismo.

    É uma questão de disposição em mudar de opinião.

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  19. Fernando Gali acha que tomou uma decisão acertada, mas ele está errado. A Igreja Adventista não é apenas uma igreja confusa e contraditória. Acredito que certas igrejas estranhas, como a Congregação Cristã do Brasil e a Igreja Pentecostal Deus é Amor, apesar das aberrações que ensinam, talvez devam ser toleradas como igrejas irmãs. No caso da Igreja Adventista, a coisa é mais complicada. Diferente de muitas igrejas pentecostais, que erram por ignorância teológica (até por serem antiteológicos), os teólogos adventistas ensinam heresias conscientemente, uma vez que muitos são eruditos. Fernando Gali é um homem de Deus e é sincero, mas nessa questão ele está bem errado. Espero que ele pense mais sobre a questão.

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    1. Concordo com voce! Eu sei que o Pr. Fernando Gali é um homem de Deus, no entanto, não entendi sua mudança de opinião sobre os adventistas.
      A igreja adventista não é nem Evangelica, e muito menos Cristocẽntrica, mas sim, Ellencêntrica, sabadocêntrica, e Mosaica.
      O Evangelho de Cristo jamais aceita adendos, por ser excelente, suficiente, eficaz, siperior e eterno.

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  20. Estava assistindo na mira da"verdade" e um pessoa fez uma perguntou.seguinte: se eu não guarda o sábado e comer carne de porco terei parte na salvação, o que ele responde. Resposta dele: bíblia diz que a salvação e pala graça, não é por obras, porém se eu sei que não devo fazer algo e faço o que acontecerá, exemplo dele, quando a Bíblia falo do mentiroso diz que nem um herdará o reino de Deus. Vocês perceberam às sutileza do engano.

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  21. Estava assistindo na mira da"verdade" e um pessoa fez uma perguntou.seguinte: se eu não guarda o sábado e comer carne de porco terei parte na salvação, o que ele responde. Resposta dele: bíblia diz que a salvação e pala graça, não é por obras, porém se eu sei que não devo fazer algo e faço o que acontecerá, exemplo dele, quando a Bíblia falo do mentiroso diz que nem um herdará o reino de Deus. Vocês perceberam às sutileza do engano.

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  22. Foram os Adventistas do Sétimo Dia, que se apartaram e escarneceram das igrejas protestantes. É estranho que agora eles se sintam ofendidos, porque estas mesmas igrejas os considerem heréticos.

    Vejamos as seguintes declarações dos ASD, atacando as doutrinas ortodoxas (Sã Doutrina) da Fé Cristã:

    A doutrina da consciência após a morte, é chamada de "mentira do diabo: "E, hoje, dos púlpitos através da nação, nós ouvimos a grande mentira do diabo, sustentada a cada vez que um ministro nos assegura que a alma do homem vive após a morte...." (These Times, Novembro, 1976, p.5).

    A doutrina do tormento eterno é chamada de "heresia" contra Deus: "Está além do poder da mente humana, estimar o mal que tem sido feita pela heresia do tormento eterno. As terríveis visões que de Deus tem se espalhado pelo mundo, através destes ensinamentos vindos do púlpito, tem produzido milhares, sim, milhões de céticos e infiéis." (Ellen White, The Great Controversy, p.470).

    Adoração no Domingo será a marca da Besta: "Enquanto a observância do falso sábado em cumprimento do quarto mandamento, for uma admissão de fidelidade à um poder que está em oposição a Deus, a observância do verdadeiro sábado, em obediência a lei de Deus, é uma evidência de lealdade ao Criador. Enquanto, uma classe, aceitando o sinal de submissão aos poderes terrenos, recebe a marca da Besta, a outra, escolhendo o sinal de fidelidade a divina autoridade, recebe o sinal de Deus." (Ellen White, The Great Controversy, p.531).

    As igrejas que observam o Domingo, são parte da Grande Babilônia de Apocalipse 17: "Em assombro, eles ouvem o testemunho de que Babilônia é a igreja caída, por causa de seus êrros e pecados, por causa de sua rejeição a verdade que lhe foi enviada do céu (isto se refere as doutrinas Adventistas, do sábado, sono da alma, Juízo Investigativo, etc). Enquanto o povo se dirige aos seus antigos mestres, ansiosamente perguntando, são estas coisas assim? Os ministros lhes apresentam fábulas, profetizam coisas suaves, para lhes acalmar os temores e aquietar a consciência despertada." (Ellen White, The Great Controversy, pp.531,532).

    Declarações como estas, demonstram que é a própria denominação Adventista do Sétimo Dia, que tem estado à parte das outras igrejas por causa de suas doutrinas heréticas.
    Não é estranho que agora eles querem ser aceitos como, cristãos ortodoxos pelas mesmas igrejas da qual eles saíram, e que agora eles chamam de "Filhas de Babilônia."

    Continua......

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  23. Depois destas declarações feitas pela "pena inspirada", sim, porque ao escrever as linhas acima, Ellen White estava sendo o canal de Deus na terra, para trazer sua mensagem à sua igreja os ASD querem que suas doutrinas sejam respeitadas, e eles aceitos como irmãos em Cristo, sendo que a profetisa deles nos chamou de Babilônia.

    Uma das principais razões porque Walter Martin aceitou os Adventistas como "não heréticos", é porque eles mantem as maiores doutrinas, tais como, a Trindade, a Divindade de Cristo, o Sacrifício de Cristo, a sua Ressurreição.....

    "É difícil para mim compreender, como um estudante de cultos não cristãos, como um grupo pode sustentar as doutrinas acima, em seu próprio contexto bíblico, que o Dr. Hoekema, ainda admita que os Adventistas sejam um culto não cristão.... é suficiente dizer que os Adventistas tem uma ficha limpa de saúde, quando as maiores doutrinas da teologia cristã estão envolvidas." (Kingdom of the Cults, p.370).

    Um êrro aqui, é o uso que Martin faz do termo "culto (seita). Pela maneira de Walter Martin definir o termo "culto", no sentido de seita, o ASD não é uma seita. De acordo com o Dr. Anthony Hoekema, os ASD são uma seita.

    Walter Martin afirmou que os ASD de hoje, são diferentes dos primitivos ASD: "Por mais de um século, os Adventistas tem levado o estigma de serem chamados um sistema de culto não cristão. Se isto foi ou não justificado nos desenvolvimento inicial do Adventismo, eu já discuti extensamente, em meu livro anterior, mas deve ser cuidadosamente lembrado que o Adventismo de 1965, é diferente em muitas partes do Adventismo de 1845, e com essa mudança, a necessidade de uma reavaliação ocorre naturalmente." (Walter Martin, The Kingdom of the Cults).

    Embora possa ter havido mudanças no ASD, desde a sua fundação, se perguntarmos se estas "mudanças" tem afetado as suas (deles) bases doutrinárias, a resposta será, NÃO.

    A profetisa Ellen White, acreditou que o sistema de doutrina Adventista, foi completado nos primeiros dias de seu ministério, e que este sistema doutrinário deveria ser aplicado, desde então, como o teste da verdade para os Adventistas através do mundo. Isto não devia ser mudado.

    Vamos considerar cuidadosamente as palavras de Ellen White, com a possibilidade de futuras mudanças na doutrina Adventista: "Quando o poder de Deus, testifica quanto ao que é a verdade, aquela verdade deve permanecer para sempre como a verdade. Nenhuma conjectura, contrária a luz que Deus tem dado deve ser acariciada..... A verdade para este tempo, Deus tem nos dado, como o fundamento de nossa fé. Ele mesmo tem nos ensinado o que é a verdade. Um surgirá, e ainda outro, com uma nova luz contrária à que Deus tem dado, sob o poder de Seu Espírito Santo. Nós não devemos receber as palavras daqueles, que vem com uma mensagem contrária aos pontos distintivos de nossa fé. Por cerca de cinquenta anos, eles reuniram um volume de Escritura, e as amontoam como prova. E, enquanto as Escrituras são a palavra de Deus, e a aplicação delas deve ser respeitada, se tal aplicação mover um pilar dos fundamentos que Deus tem sustentado nestes cinquenta anos, será um grande engano....." (Ellen White, Letter(carta) 329, 1905, do "Mensageira do Remanescente, p.40).

    A verdade é que o ASD de hoje, não apresenta nenhuma mudança doutrinária significante, do Adventismo dos dias de Ellen White, exceto por apresentar as mesmas doutrinas, de um modo mais sutil. Estamos falando à grosso modo, e sem entrar em certas mudanças ardilosas que tem ocorrido, para mascarar a verdade de que não houve a mudança de conteúdo, mas apenas de forma.

    Se a liderança Adventista, mudasse suas doutrinas cardeais, como estabelecidas por Ellen White, eles estariam minando os pilares de sua fé, e negando as revelações que sua profetisa recebeu.

    Continua......

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  24. A IASD mudou a forma de apresentar suas doutrinas, mas não o conteúdo.

    Eles admitem isto na seguinte declaração:

    "Grandes linhas de verdade foram gradualmente desveladas diante deles (Ellen White e os primeiros líderes Adventistas). Agora chegou o tempo para a covergência destas verdades, em um corpo de doutrina. Isto ocorreu por volta de 1848, através de uma série de conferências sobre o sábado. Cinco ao todo foram sustentadas. No começo destas, as doutrinas foram clarificadas e reunidas como uma unidade de verdade; as últimas conferências foram em grande parte dedicadas ao ensinamento, e a unificação de esforços.

    Um cuidadoso estudo dos documentos da época, revela o que era chamado de "verdade presente", neste período formativo....caracterizado por "essenciais", "pilares", "fundamentos" vitais. Estes podem ser listados como: 1. A segunda vinda de Cristo. 2. Os reclâmes do Sábado do sétimo dia. 3. A mensagem do terceiro anjo em sua plenitude, em relação direta com a primeira e segunda mensagem angélica. 4. O ministério de Cristo no santuário celestial, cujo ministério cessaria não muito antes do segundo advento (com ênfase na obra do décimo dia do sétimo mês, 1844). 5. A não-imortalidade da alma.

    Estas doutrinas estruturais, formaram a 'firme plataforma' que foi descrita por Ellen White, sobre à qual 'quase tudo se firmaria'....Estas foram os marcos enumerados por Ellen White, trinta anos mais tarde.....(Messenger to the Remnant, pp.39,40).

    Desde que Ellen White e a IASD ensinam qye sua plataforma doutrinária, foi finalizada nos primeiros anos do Adventismo (e sendo que a IASD afirma que Ellen White foi uma profetisa inspirada por Deus) não há necessidade de "reavaliação de doutrina", como Walter Martin supôs.

    Um estudo da literatura do Adventismo de hoje, confirmará que eles continuam a ensinar as mesmas heresias promulgadas por Ellen White e os pioneiros líderes Adventistas.

    Como um grupo, os Adventistas do Sétimo Dia, hoje, são os mesmos sectários heréticos que eles tem sido desde sua origem. Para merecer uma reavaliação, eles teriam que dar as costas e denunciar cada uma de suas heresias, incluíndo a HERESIA FUNDAMENTAL DE QUE ELLEN WHITE FOI UMA PROFETISA DE DEUS.......Continua.......

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    1. Como sempre, longos comentários... apenas isso.

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    2. Como sempre, longos comentários... apenas isso.

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  25. É o sr galli desta vez foi longe demais, defender a seita com unhas e dentes, e agora como vai ficar o instituto dele os alunos depois duma furada dessa depois quer ajuda para sustentar suas doidice

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    1. Vão ficar como o restante e que representa a maior parte da comunidade cristã e que não rejeitam a IASD como uma igreja cristã... como o irmão bem sabe.

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  26. Em relação à direção que a Igreja Adventista estava tomando na década de 1970 e 1980, Walter Martin disse:

    "Temo que, se continuar a progredir à este ritmo, que o rótulo de seita não pode, possivelmente, deixar de ser reaplicado ao Adventismo do sétimo dia." Walter Martin, transcript from the John Ankerberg Show, "Who's Telling the Truth About Seventh Day Adventism?," 1985, p. 26. John Ankerberg Show, é um famoso programa cristão de debates sobre heresias, conduzido por John Ankerberg [o programa está no ar até hoje]; Walter Martin era um colaborador deste programa, e muitos Adventistas não conhecem esta declaração de Walter Martin, quando sua esperança de que o Adventismo se tornasse realmente evangélico, estava desaparecendo.

    Após a morte do líder da seita Herbert W. Armstrong, em 1986, sua Igreja Mundial de Deus rotulou os escritos de Armstrong como heréticos,se arrependeu de seus erros e uniram-se à comunhão com as demais igrejas cristãs.

    A Igreja Adventista do Sétimo Dia teve uma oportunidade semelhante na década de 1950. Quando do encontro com Martin, tiveram a chance de jogar limpo e falar ckaro sobre seu anti-trinitarianismo, expiação em duas fases, a identificação do "culto dominical" como a marca da besta, exigência da guarda do sábado, aceitação de Ellen White como profetisa e muitas outras crenças anti-bíblicas. Em vez disso, eles escolheram "reformular" a redação de suas posições para aparecer aceitável aos cristãos evangélicos.

    O Adventismo do sétimo dia tem sido capaz de se infiltrar na comunidade evangélica porque os principais líderes Adventistas apresentaram à Walter Martin um Adventismo evangelical [embora com uma série de ensinamentos e práticas heterodoxas]. Sob esta fachada, no entanto, a igreja Adventista nunca renunciou ou parou de ensinar suas doutrinas fundamentais, incluindo a heresia do Juízo Investigativo......continua....

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  27. Estas são as revelações divinas que Ellen White recebeu, concernente as igrejas protestantes. Lembrem-se, ELA ESTAVA SENDO INSPIRADA POR DEUS, ao escrever estas linhas, era o Espírito Santo operando através do dom profético que estava nela.

    "Declara-se que Babilônia é "mãe das prostitutas". Como suas filhas devem ser simbolizadas AS IGREJAS QUE SE APEGAM À S SUAS DOUTRINAS E TRADIÇÕES, seguindo-lhe o exemplo em sacrificar a verdade e a aprovação de Deus, a fim de estabelecer
    uma aliança ilícita como mundo. A mensagem de Apocalipse 14, anunciando a queda de Babilônia, deve aplicar-se às ORGANIZAÇÕES RELIGIOSAS QUE SE CORROMPERAM. Visto que esta mensagem se segue à advertência acerca do juízo, deve ser proclamada nos últimos dias; portanto, NÃO SE REFERE APENAS A IGREJA DE ROMA, pois que esta igreja tem estado em condição decaída há muitos séculos. Demais, no capítulo 18 do Apocalipse, o povo de Deus é convidado a sair de Babilônia. De acordo com esta passagem, MUITOS DO POVO DE DEUS AINDA DEVEM ESTAR EM BABILÔNIA. E em que CORPORAÇÕES RELIGIOSAS se encontrará hoje a maior parte dos seguidores de Cristo? Sem dúvida, NAS VÁRIAS IGREJAS QUE PROFESSAM A FÉ PROTESTANTE. Ao tempo em que surgiram, assumiram estas uma nobre posição no tocante a Deus e à verdade, e Sua bênção com elas estava......" - O Grande Conflito p.383.

    Aí está o motivo porque os Adventistas "são ensinados" a chamar os protestantes de irmãos; cada protestante que um Adventista encontra, pode ser um, "dos muitos do povo de Deus que se encontram em Babilônia."

    Os Adventistas se dividem em básicamente dois grupos. A ala liberal, ensinando que a Bíblia contém êrros e contradições, onde Deus não conhece o futuro [isto para harmonizar com as declarações de White, de que "o céu todo foi pego de surpresa à respeito da queda do homem"] e é mutável - esta doutrina é conhecida como Teísmo Aberto. O outro grupo é a ala dos conservadores, representados por um número bem menor, e que se apega aos ensinamentos originais de Ellen White.

    Mas também existe uma teceira corrente, que é a mais difundida pelos vários canais de comunicação Adventista, que é um "mix" das duas outras correntes acima mencionadas; este amálgama do liberalismo com o conservadorismo Adventista, resultou naquilo que é chamado de Adventismo evangelical, que nada mais é do que "uma zona de conforto" por onde os teólogos Adventistas podem transitar de um lado a outro, de acordo com as circunstâncias à que são submetidos.

    Ora, eles são um pouquinho "mais White", ora, um pouquinho "menos white."

    Pausa......na sequência, continua........

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    1. Irmão Paulo Cadi, está a inventar desculpas para justificar a opinião de Walter, assim como Luciano está a inventar desculpas para justificar a opinião de Galli.

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  28. Irmãos dos adventistas uma ova ,na minha cidade teve um encontro evangélicos,batistas, assembleianos ,quadrangular presbiteriano e foi convidado um conjunto adventistas no final teve uma ceia do senhor no momento o conjunto que o começo estavam alegres chamando todis de irmãos na hora sumiram , não paarticiparam da ceia com todos foi um horror, achei pouco tenho nojo desse movimento hipocritas mentirosos.

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    1. Isto, irmão odair, mostre os verdadeiros sentimentos que o irmão tem guardado e então diga se é Cristo quem está construindo tais sentimentos dentro do irmão.

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  29. Alguns afirmam que os Adventistas não devem ser considerados uma seita, porque eles sustentam as princípais doutrinas do Cristianismo histórico [é o único que existe, a não ser que haja outro que veio de Marte] tais como, expiação, ressurreição e Trindade.

    Quando um grupo afirma que acredita nestas doutrinas, temos que saber se a expiação, ressurreição e Trindade do tal grupo, em conteúdo E NÃO APENAS NA FORMA, [as mesmas terminologias podem esconder conceitos bem diferentes] está de acordo com o que as Escrituras nos revelam e tem sido crida pelos cristãos de todos os séculos.

    A expiação Adventista não é a mesma ensinada no Novo Testamento, onde Cristo de uma vez por todas levou e cancelou nossos pecados 'pelo sacrifício de si mesmo.'

    Na expiação Adventista Cristo não cancelou os nossos pecados, mas pelo seu sacrifício providenciou que isto ocorresse à partir de 22 de Outubro de 1844.
    Como os pecados dos crentes, desde Adão, que estavam NO corpo do Senhor, não foram cancelados mas foram parar no lugar santíssimo do santuário celestial É OBRIGAÇÃO DOS ADVENTISTAS EXPLICAR.

    Aí está uma prova que os mesmos termos, podem estar escondendo conceitos diferentes.

    Os Adventistas acreditam na ressurreição de Cristo, no entanto, Ellen White afirma que os pecados confessados dos crentes, são 'pela fé colocados sobre Cristo, e transferidos para o lugar santíssimo do santuário celestial, onde Cristo faz expiação diante da arca da aliança contendo os 10 mandamentos em tábuas de pedra.


    Isto não está de acordo com o ensinamento dos apóstolos. Jesus Cristo está em um corpo glorioso, onde estão os novos céus e a nova terra representados; um corpo glorificado não carrega mais pecados. De Cristo, as Escrituras dizem que 'ele morreu para o pecado, mas vive para Deus, descansando.'

    As escrituras não apresentam Cristo ainda levando pecados.

    Mesmos termos usados pelos Adventistas, mas com significados diferentes daqueles apresentados pelas Escrituras.

    A doutrina da Trindade Adventista consiste de dois seres corpóreos, [a exemplo das teofanias do Antigo Testamento, porque João disse que COMO DEUS É MESMO, nunca ninguém viu] e mais um terceiro, incorpóreo, que seria o Espírito Santo.

    Ellen White afirma que viu Deus Pai se levantando do Trono e caminhando, envolto por uma espécie de aura de luz, mas não pode ver o seu rosto senão seria destruída.

    Ela pode ter visto qualquer coisa, menos Deus Pai.

    "......aquele que tem ele só a imortalidade, E QUE HABITA EM UMA LUZ INASCESSÍVEL, A QUEM NENHUM DOS HOMENS TEM VISTO, NEM PODE VER......." 1Tm.6:16

    Está aí, mesma terminologia, mas possuindo conteúdo herético.

    Continua........


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  30. A doutrina-heresia do Juízo Investigativo, produz pérolas como estas:

    "Como antigamente eram os pecados do povo colocados, pela fé, sobre a oferta pelo pecado, e, mediante o sangue desta, transferidos simbolicamente para o santuário terrestre, assim em o novo concerto, OS PECADOS DOS QUE SE ARREPENDEM SÃO, PELA FÉ COLOCADOS SOBRE CRISTO E, DE FATO, TRANSFERIDOS PARA O SANTUÁRIO CELESTE. E como a purificação típica do santuário terrestre se efetuava mediante a remoção dos pecados pelos quais se poluíra, igualmente a purificação real do santuário celeste deve efetuar-se pela remoção....."
    Pag. 421 O Grande Conflito

    A tipologia Adventista está completamente errada. As Escrituras nos informam que Deus Pai foi quem ofereceu e castigou a seu próprio Filho, por causa de nossos pecados.

    Isaías 53:6 "Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; MAS O SENHOR FEZ CAIR SOBRE ELE A INIQÜIDADE DE TODOS NÓS."

    1 Pedro 2:24 "LEVANDO ELE MESMO EM SEU CORPO OS NOSSOS PECADOS SOBRE O MADEIRO para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados."

    Hebreus 8:10 "Porque esta é a aliança que depois daqueles dias farei com a casa de Israel, diz o Senhor; Porei as minhas leis no seu entendimento, E em seu coração as escreverei; E eu lhes serei por Deus, E eles me serão por povo;
    11 E não ensinará cada um a seu próximo, Nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece o Senhor; Porque todos me conhecerão, Desde o menor deles até ao maior.
    12 Porque serei misericordioso para com suas iniqüidades, E DE SEUS PECADOS E DE SUAS PREVARICAÇÕES NÃO ME LEMBRAREI MAIS."

    AÍ está outro exemplo. Os Adventistas afirmam que creem na expiação de Cristo, mas o sangue do Senhor Jesus, não operou a remissão ou apagamento dos nossos pecados na cruz do Calvário. As Escrituras afirmam que sim!


    Hebreus 10:16 "Esta é a aliança que farei com eles Depois daqueles dias, diz o Senhor:Porei as minhas leis em seus corações,E as escreverei em seus entendimentos; acrescenta:
    17 E JAMAIS ME LEMBRAREI DE SEUS PECADOS E DE SUAS INIQUIDADES."
    18 Ora, ONDE HÁ REMISSÃO DESTES, não há mais oblação pelo pecado.

    Ellen White diz em seu livro, O Grande Conflito: "E como a purificação típica do santuário terrestre se efetuava mediante a remoção dos pecados PELOS QUAIS SE POLUÍRA igualmente a purificação real do santuário celeste deve efetuar-se pela remoção, ou apagamento, dos pecados......"
    GC - Pag. 422

    Está é mais uma declaração como resultado da tipologia errônea dos Adventistas, porque Quem ficou "poluído" pelos nossos pecados FOI CRISTO.

    Hebreus 1:3 nos que Cristo "havendo feito por si mesmo a PURIFICAÇÃO DE NOSSOS PECADOS, assentou-se à destra da majestade nas alturas...."

    Em outra declaração herética, Ellen white diz: "A purificação, tanto no serviço típico como no real, deveria executar-se com sangue: no primeiro com sangue de animais,
    no último com o sangue de Cristo. Paulo declara, como razão por que esta purificação deve ser efetuada com sangue, que sem derramamento de sangue não há remissão. REMISSÃO, OU ATO DE LANÇAR FORA O PECADO É A OBRA A EFETUAR-SE."

    Hebreus 10:18, desmente a afirmação de Ellen White, e diz: "Ora, ONDE HÁ REMISSÃO DESTES, não há mais oferta pelo pecado."

    Um sistema que tem como centro de suas doutrinas, uma interpretação tão corrupta das Escrituras, certamente deve estar debaixo do Anátema de Galatas 1:8-9.

    Os Adventistas creem na doutrina da Expiação, mas ela somente começou em 22 de Outubro de 1844.

    Mesma terminologia mas conteúdo herético. Os Adventistas, sob nenhuma hipótese devem ser considerados um grupo cristão, porque sua doutrina-Mestra, fere o cerne do evangelho de Jesus Cristo e tudo o que concerne a sua Expiação....continua..........









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    1. Irmão Paulo Cadi, a doutrina expiatória ensinada por DEUS ao Israel, é esta doutrina que o irmão está a criticar.

      A doutrina do Santuário Celeste é uma mera interpretação do simbolismo do antigo santuário terrestre de Israel.

      Se o irmão considera que tudo foi cumprido no sacrifício de Cristo e que toda a parte que prosseguia após o sacrifício do cordeiro nunca teve nem jamais terá cumprimento ou significado, é um direito do irmão.

      Porém, a dificuldade de aceitação desta doutrina se dá unicamente porque tal interpretação provém do movimento adventista.

      Creio apenas que para ser coerente, não deveriam ter aceito a doutrina que ensina a existência de um santuário celeste, pois tal doutrina surgiu do desapontamento de 1844, em um milharal em uma suposta visão de um adventista.

      E a questão é bem simples irmão Paulo Cadi. Se assumirmos que todo o ritual do cerimonialismo tem que se cumprir, temos aí toda a doutrina do Santuário desenvolvida pela IASD.

      E se assumirmos que inclusive os rituais do dia da expiação tem que se cumprir, temos aí a doutrina do juízo pré advento, aquele que no santuário terrestre simbolizava o juízo do povo de Deus.

      Deus ensinou ao povo de israel que alguém viria como Cordeiro para morrer no lugar da humanidade, que através de Seu sangue seria feito um trabalho expiatório e que por meio deste mesmo sangue, em certa data, seria realizado um juízo de todo o povo.

      Pessoas como o irmão, que não estudam o cerimonialismo a fundo é que desenvolveram estes ensinamentos de que tudo foi cumprido na cruz.

      Porém, o que a Bíblia (especialmente a parte do cerimonialismo) ensina é que o que se cumpriu na cruz foi toda parte necessária do sacrifício. Ali, tudo que era necessário para o perdão dos pecados de TODA a humanidade foi PROVIDO!

      Provido! Não aplicado! Porque segundo Deus ensina no cerimonialismo, o trabalho expiatório é feito dentro do santuário e não fora dele.

      Não é porque Cristo morreu que todos serão salvos! É preciso que cada um aceite o sacrifício e permita que Cristo execute o trabalho de expiação em favor de cada pessoa.

      (...)

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    2. Negar aquilo que era representado no cerimonialismo, significava rejeitar todo o trabalho que Cristo faria no futuro em favor da humanidade.

      Executar os trabalhos expiatórios no antigo Israel, sem executar os trabalhos sacerdotais, sumo-sacerdotais e os trabalhos do dia da expiação, não tinha eficácia salvífica alguma!

      Era necessário cumprir TODOS os rituais do santuário à risca, da exata forma como Deus indicou, sob pena de morte para o sacerdote. Era necessário todos comparecerem no dia da expiação sob pena de morte para quem não comparecesse.

      Agora veja, se o irmão vê incoerência no ensinamento adventista, porque ali é mostrado cristo executando obras no cargo de sacerdote e sumo-sacerdote então está vendo incoerência também naquilo que Deus ensinou a Israel.

      A igreja tem ignorado todo o trabalho que vai desde a entrada do sacerdote no santuário, até a finalização de seus trabalhos, ao término do dia da expiação.

      Ou seja, nega TODA a parte que ocorre dentro do santuário!

      E por que?

      Te respondo irmão Paulo Cadi!

      Porque INFELIZMENTE até meados de 1844, havia ainda entre a igreja a ideia de que o cerimonialismo era uma forma de transmitir a salvação à Israel por meio de obras!

      Depois do segundo grande reavivamento é que a comunidade teológica começou a aplicar parte do cerimonialismo a Cristo e a entender de que se tratava, não de um meio de salvação, mas um meio de representar a salvação futura em Cristo ao povo de Israel.

      E ainda hoje permanece a ideia de que ensinar a o cerimonialismo é ensinar salvação pelas obras.

      Hoje não buscamos mais entender o cerimonialismo, mas o seu cumprimento e isto começou com as cartas do apóstolo Paulo!

      Paulo não ensinou a desprezar o cerimonialismo mas sim a investigá-lo a fim de observar seu cumprimento e Cristo.

      E o conceito fundamental de Paulo é que as coisas passadas eram sombras representativas das coisas futuras.

      Todo o cerimonialismo está se cumprindo e vai se cumprir totalmente, sem deixar passar uma única vírgula, traço ou til!

      E não será por descrermos na obra que Cristo realiza em nosso favor que o impedirá de realizar os trabalhos que precisam ser realizados.

      (...)

      Excluir
    3. Motivos para se descrer no cumprimento de TODO o cerimonialismo:

      Medo de estar buscando salvação pelas obras;
      Medo de isto comprometer a garantia da salvação;
      Medo de aceitar algo que foi descoberto por adventistas;

      Mas as pessoas que sentem medo em imaginar Cristo cumprindo aqueles papéis sacerdotais é porque não conhece, de fato, o Cristo que os salvou. Nem confia nas garantias que Ele deu de que nenhum que permanecer fiel terá seu nome apagado do livro da vida.

      Temem qualquer obra ou qualquer juízo que possa ser colocado diante de si, mesmo sendo unicamente Cristo quem está a realizar todos os trabalhos.

      E a verdade é esta de que aquele que não permanecer fiel não só pode como vai ser privado da salvação em Cristo.

      Mas aquele que permanece fiel, continuará no favor de Deus e jamais poderá ser condenado, porque mesmo sendo povo de dura cerviz, a bíblia registra de que todo o povo de Israel foi salvo, naquele dia de juízo, porque se apresentaram perante Deus, confiando na misericórdia divina.

      O MAIOR MEDO EVANGÉLICO

      * Medo de crer na parte sacerdotal do cerimonialismo (que leva o sangue para dentro do santuário para fazer expiação), por acreditar que isto implicaria na ineficácia do sacrifício.

      Isto porém é um grave erro, porque não era porque o sangue do cordeiro era levado para dentro do santuário que significava que o sacrifício foi ineficaz! Esta é uma conclusão ilógica e digo mais, irracional.

      O sangue era levado para dentro, justamente porque o sacrifício foi eficaz, porque se o cordeiro oferecido não fosse sem manchas ou tivesse algum defeito, morria não só o ofertante mas também o sacerdote, sendo o sacrifício totalmente rejeitado!

      Mas é porque Cristo, puro e sem manchas, morreu e ressuscitou, que temos a garantia de que o sacrifício foi aceito. Todos os requisitos foram cumpridos sendo então hora de cristo APLICAR os benefícios provindos de SEU SACRIFÍCIO, na vida de cada um que o aceita como seu Senhor e Salvador.

      Portanto, a obra que Cristo executa em nosso favor em nada desmerece o sacrifício que Ele mesmo fez.

      Se alguém coloca a obra expiatória de Cristo como incoerente com o seu sacrifício é porque está dando ouvidos à falácia do Diabo, porque a Bíblia nunca colocou as obras expiatórias de Cristo como contrárias à Sua obra de sacrifício.

      É suposição ilógica e irracional.

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  31. Quer porque quer enfiar essa doutrina herética goela a baixo.

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    1. Já está entalada em sua garganta irmão ferro e fogo, a menos que rejeite de que existe um santuário no céu onde Cristo atua como Sumo Sacerdote. Ensinamento surgido da doutrina de 1844 (a do Santuário), no dia posterior ao desapontamento, por meio de uma suposta visão de Hiran Edson, em um milharal.

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  32. Quer porque quer enfiar essa doutrina herética goela a baixo.

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  33. Olá a todos

    Bem, eu até reconheço que os adventistas do sétimo dia são pessoas sinceras e de boa vontade e se empeham em buscar a Deus da melhor maneira possível, e o Sr. Fernando Galli tem todo o direito de achar a Igreja Adventista do Sétimo Dia como cristã assim como outros cristãos tem todo o direito de não aceita-la como um denominação cristã.

    Quando os adventistas do sétimo dia e outros mortalistas negam a santa doutrina da imortalidade da alma alegando que a mesma foi a "1ª mentira de Satánas", negam o inferno eterno, entendem que Jesus é o Miguel Arcanjo e pelo que eu entendi creem que Jesus poderia ter pecado isso evidencia só ai 4 doutrinas antibiblicas e heréticas e por isso prescisam aceitar Jesus sim.Que Deus os ajude.

    Jesus só pregou uma e somente uma Doutrina que é a Sã Doutrina.

    Um grande abraço

    Luiz

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    1. Se formos tomar os ensinos de Oscar Cullman sobre a imortalidade da alma e o tormento eterno, Calvino e Matew Henry sobre Miguel, dentre vários outros, os irmãos é quem não estariam praticando a sã Doutrina.

      Estes poderiam ser vozes isoladas, na história, com suas crenças (heréticas como assim os irmãos consideram) SE...

      Não existisse uma igreja inteira com mais de 18 milhões de membros, bem como vários teólogos de diversas denominações que chegaram e continuam chegando à mesma conclusão destes autores.

      Os adventistas não estão sozinhos nestas conclusões e nunca estiveram.

      Um abraço, querido irmão Luiz.

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  34. Olá a todos

    eu fiz um comentário acima e gostaria só de fazer uma correção.

    Quando eu teclei sobre os outros mortalistas que não são adventistas do sétimo dia deu a impressão que os mortalistas de uma maneira geral também creem que Jesus é o arcanjo Miguel e que também creem Jesus poderia pecar, então na verdade não significa necessariamente e obrigatoriamente que alguém que creia na morte da alma creia também que Jesus é o arcanjo Miguel e nem que Jesus poderia ter pecado. Quanto a questão de ser mortalista e crer num inferno não eterno parece que aí sim todos os mortalistas são aniquilacionistas proporcionalistas ou creem em um aniquilamento instantâneo.

    Luiz

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    1. Sim irmão Luiz, a crença no tormento eterno é sustentada somente pela crença da imortalidade da alma.

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  35. Sr. Adventista, você afirmou, pelo que entendi, que até 22 de Outubro de 1844, Cristo cumpriu o papel de sacerdote, assim como acontecia no santuário terrestre, onde..."entram continuamente na primeira tenda os sacerdotes, celebrando os serviços sagrados...."Hb.9:6.

    Durante todos os dias do ano, os sacerdotes [não o sumo sacerdote], entravam no primeiro compartimento, lugar santo, e aspergiam o sangue da oferta em frente ao véu que separava o santo do santíssimo.

    Explique como é que Cristo cumpriu o papel de sacerdote [não de sumo sacerdote] no lugar santo do santuário celestial até 22 de Outubro de 1844?

    E→Sendo que Cristo "levou nossos pecados sobre o madeiro" [1Pe.2:24] como foram os nossos pecados, que estavam em Jesus, parar no lugar santíssimo do santuário celestial, e lá ficarem registrados, para começar a serem apagados[remissão de pecados] à partir de 22 de Outubro de 1844, com a entrada de Cristo, neste dia, no santíssimo celestial?

    Esperando resposta.

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    1. Olá irmão Paulo Cadi,

      A resposta é que não cumpriu, irmão Paulo Cadi. Os trabalhos sacerdotais continuam sendo cumpridos e terminarão apenas quando Cristo concluir a obra sumo-sacerdotal, porém, nesta segunda fase, a obra intercessora é feita no Santíssimo, junto com a obra de juízo, assim como era feito no santuário terrestre(Levítico 16:3, 11, 14).

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    2. Nosso pecados, que são colocados sobre Jesus, estão registrados no santuário na forma de livros e que contém os pecados de toda a humanidade (Apocalipse 20:12)

      É assim que vão parar dentro do santuário. E no dia da expiação, os que aceitaram a cristo, tem seus livros levados para dentro do santíssimo, e os registros apresentados diante de Deus. Lá tem todo o histórico de nossas vidas e lá consta de que aceitamos a Jesus e mais, que permanecemos fiéis até o fim.

      "Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito." (Romanos 8:1)

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  36. Olá Sr. Adventista

    Boa noite

    Bom, você citou Oscar Cullman que foi um teólogo luterano e sobre Calvino e Matew Henry sobre Miguel, veja a opinião deles não muda a mensagem biblica ou seja o erro interpretativo deles não torna tanto a doutrina de um inferno não eterno quanto sobre o fato de Jesus ser Miguel como verdadeiras ainda que eles nunca tenham sido adventistas do sétimo dia na verdade eles erraram sem dúvida nenhuma. E mesmo que tenham existido muito mais pessoas que cressem assim e eu acredito sim que existiram e existem, teve por exemplo Taciano que cria na morte da alma e outros mesmo assim tais crenças continuam sendo heréticas e anti-bíblicas.

    Eu bem sei que os adventistas do sétimo dia não estão sozinhos, repare que eu mesmo teclei no meu comentário das 17:03 que existem outros mortalistas além dos adventista do sétimo dia, mas veja amado isso não faz de tais crenças, crenças bíblicas repito continuam sendo heresias.

    Um grande abraço

    Luiz

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    1. Sim, irmão Luiz, mas como, sendo também humano falho e pecador, o irmão pode garantir que estes estavam errados e que o irmão está certo?

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  37. TUDO POR JESUS, MAS NADA SEM MARIA! Esta é a bandeira catolica romana.
    TUDO POR JESUS, MAS NADA SEM ELLEN WHITE! Esta é uma bandeira adventista.
    Portanto, quem é a filha da prostituta?
    Quais são as denominações que possuem no fundamento uma mulher, senão as igreja catolica e a adventista, algo que a Biblia proibe?

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    1. Em que livro adventista a irmã leu de que Ellen White é fundamento da igreja?

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  38. Eu fez estas perguntas para o Sr. Adventista, e ele não respondeu o que eu perguntei.

    Até aparecerem os Adventistas, esta doutrina-heresia do Juízo Investigativo, era uma senhora desconhecida de todos os grandes luminares do Cristianismo, através dos tempos.

    Abaixo, as 2 perguntas que eu fiz ao Sr. Adventista, e a resposta dele, ou seja, como era de se esperar não conseguiu resolver o embrólio, resultado de uma aplicação errônea dos tipos e sombras da lei mosaica, por parte de sua profetisa, abelha rainha, e o resto da colméia.

    "Paulo Cadi16 de janeiro de 2016 18:56
    Sr. Adventista, você afirmou, pelo que entendi, que até 22 de Outubro de 1844, Cristo cumpriu o papel de sacerdote, assim como acontecia no santuário terrestre, onde..."entram continuamente na primeira tenda os sacerdotes, celebrando os serviços sagrados...."Hb.9:6.

    Durante todos os dias do ano, os sacerdotes [não o sumo sacerdote], entravam no primeiro compartimento, lugar santo, e aspergiam o sangue da oferta em frente ao véu que separava o santo do santíssimo.

    Explique como é que Cristo cumpriu o papel de sacerdote [não de sumo sacerdote] no lugar santo do santuário celestial até 22 de Outubro de 1844?

    E→Sendo que Cristo "levou nossos pecados sobre o madeiro" [1Pe.2:24] como foram os nossos pecados, que estavam em Jesus, parar no lugar santíssimo do santuário celestial, e lá ficarem registrados, para começar a serem apagados[remissão de pecados] à partir de 22 de Outubro de 1844, com a entrada de Cristo, neste dia, no santíssimo celestial?

    Esperando resposta.

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    Sr. Adventista16 de janeiro de 2016 20:51
    Olá irmão Paulo Cadi,

    A resposta é que não cumpriu, irmão Paulo Cadi. Os trabalhos sacerdotais continuam sendo cumpridos e terminarão apenas quando Cristo concluir a obra sumo-sacerdotal, porém, nesta segunda fase, a obra intercessora é feita no Santíssimo, junto com a obra de juízo, assim como era feito no santuário terrestre(Levítico 16:3, 11, 14)."

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    1. A resposta está lá em cima, e veja:

      É o irmão quem não está a entender estes detalhe da doutrina do santuário! Vários teólogos já leram e entenderam e não têm dúvida acerca do que os adventistas explicam sobre estes detalhes. E muitos que assistem a TV Novo Tempo já possuem um conhecimento muito maior do que o irmão.

      Não há dificuldade em entender uma vez que toda a base está na Bíblia, no cerimonialismo e no dia da expiação e nossos materiais são bem completos!

      Como o irmão pretende entender do assunto, se não se aprofundar no estudo? As mesmas perguntas que o irmão faz, explico a outros e estes entendem. Até mesmo os que não aceitam conseguem entender.

      Suas fontes estão muito precárias, querido irmão, é melhor começar a procurar fontes primárias.

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  39. Sr. Adventista, eu conheço a doutrina Adventista muito bem, mais do que você possa imaginar. Falo livremente, com propriedade. Não preciso ficar ouvindo aquelas abobrinhas da Novo Tempo.

    Os Adventistas se dividem em básicamente dois grupos. A ala liberal, ensinando que a Bíblia contém êrros e contradições, onde Deus não conhece o futuro [isto para harmonizar com as declarações de White, de que "o céu todo foi pego de surpresa à respeito da queda do homem"] e é mutável - esta doutrina é conhecida como Teísmo Aberto. O outro grupo é a ala dos conservadores, representados por um número bem menor, e que se apega aos ensinamentos originais de Ellen White.

    A Novo Tempo é este grupo⇨ "Mas também existe uma teceira corrente, que é a mais difundida pelos vários canais de comunicação Adventista, que é um "mix" das duas outras correntes acima mencionadas; este amálgama do liberalismo com o conservadorismo Adventista, resultou naquilo que é chamado de Adventismo evangelical, que nada mais é do que "uma zona de conforto" por onde os teólogos Adventistas podem transitar de um lado a outro, de acordo com as circunstâncias à que são submetidos.

    Os Adventistas não seguem mais os ensinamentos originais de Ellen White e dos primeiros líderes do movimento Adventista, e posso lhe apresentar as provas através dos próprios escritos de Ellen White.

    Existe um grupo minoritário dentro do Adventismo, que está sabendo de todos os desvios de doutrina que tem ocorrido no movimento, nos últimos 60 anos. Eles sabem muito bem quais eram os ensinamentos originais Adventistas.

    Muitos, estão até se reunindo em grupos fora da denominação Adventista, pois eles demonstram pelos escritos de Ellen White, onde ela profetizou acerca da grande apostasia dentro do Adventismo, e que os fiéis teriam que abandonar esta igreja Adventista à qual você pertence.

    Para os Adventistas bem-informados do que acontece nos bastidores da Conferência Geral, esta IASD que anda por aí na mídia, o último chamado para sair de Babilônia, começou com a saída das igrejas protestantes, e esse último chamado se completa com a saída dos crentes, da IASD atual, que pouca coisa tem a ver com Ellen White.

    Falei isto para você saber que não tenho necessidade nenhuma de me aprofundar na doutrina Adventista, para refutar esta nova doutrina do Juízo Investigativo, sim, porque comparado a 2000 anos de Cristianismo, uma doutrina desconhecida que surgiu a 172 anos atrás, a doutrina do Juízo Investigativo é bem nova.



    Quem apregoa uma doutrina recente como é a do Juízo Investigativo, é que tem de se explicar.

    Você não respondeu as minhas perguntas e vou repetir de novo:

    1 - Como os registros de pecados que estavam no corpo de Cristo, foram parar no lugar santíssimo do santuário celestial, e vou acrescentar que em Hebreus 1:3, diz que Cristo fez 'a purificação dos pecados', e em Hebreus, 10:18, diz que já houve a 'remissão de pecados', e outras várias passagens?

    Esperando resposta.......

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    1. Eu sei que o irmão não assiste a Novo Tempo, nem adquire nossos livros doutrinários, não lê os escritos de Ellen White e mesmo assim se julga apto a falar sobre adventismo.

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  40. Paulo, já falei e repto, tenho aprendido muito com você e com luciano, tenho ensinado a minha mâe e ela tem aos poucos se desvinculado dessas heresias adventista, mediante a biblia sempre percebe as falhas doutrinaria dos adventistas, mas não conhecia a sua historia, então conhece e blog que é uma benção de Deus na minha vida. Fico muito grato a Deus por ter essa oportunidade de estar no meio de voces, gostaria muito de um dia se Deus permitir conhece-los pessoalmente.

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  41. Olá Irmão Matias! As falsas doutrinas são assim; à primeira vista, para muitos, elas podem parecem corretas ou razoáveis, mas em pouco tempo "as engrenagens começam trincar"
    e sob o escrutínio da Palavra, elas vão mostrando o que são na verdade, sua verdadeira face, o que realmente são, heresia!

    Os apóstolos do Senhor Jesus, nossos líderes, deixaram para nós, mandamento pata combater as heresias que desde o princípio é o joio que o diabo tenta infiltrar na Igreja.

    Que Deus continue nos iluminando com a luz de seu Espírito. Se possível, ainda vamos nos conhecer pessoalmente, afinal somos todos irmãos em Cristo, unidos pela mesma causa do evangelho. Amém!

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  42. Eu continuo esperando a explicação do Sr. Adventista, para estas 2 perguntas:

    "Durante todos os dias do ano, os sacerdotes [não o sumo sacerdote], entravam no primeiro compartimento, lugar santo, e aspergiam o sangue da oferta em frente ao véu que separava o santo do santíssimo⇨ hebreus 9:6.

    Explique como é que Cristo cumpriu o papel de sacerdote [não de sumo sacerdote] no lugar santo do santuário celestial até 22 de Outubro de 1844?

    E,sendo que Cristo "levou nossos pecados sobre o madeiro" [1Pe.2:24] como foram os nossos pecados, que estavam em Jesus, parar no lugar santíssimo do santuário celestial, e lá ficarem registrados, para começar a serem apagados[remissão de pecados] à partir de 22 de Outubro de 1844, com a entrada de Cristo, neste dia, no santíssimo celestial?

    Postei um comentário, 17/01/2016, repeti a pergunta, e olhem o que o Sr. Adventista respondeu:

    "Sr. Adventista 17 de janeiro de 2016 08:59
    Eu sei que o irmão não assiste a Novo Tempo, nem adquire nossos livros doutrinários, não lê os escritos de Ellen White e mesmo assim se julga apto a falar sobre adventismo."

    O primeiro livro Adventista que eu li, foi "O Grande Conflito", e então, milhares e milhares de páginas nos anos seguintes...

    Conversei sobre doutrinas Adventistas, em especial, a do Juízo Investigativo, várias vezes com o falecido pastor Siegfried Kümpel (1908-1980) pastor, professor e diretor da Faculdade Adventista de Teologia (FAT).

    Conhecedor das escrituras, e um dos melhores expositores da doutrina do Juízo Investigativo.

    Só que esta doutrina está errada! Não há nada que você possa fazer, a não ser continuar torcendo as Escrituras para que elas se harmonizem com este ensinamento.

    Em termos de Cristianismo, assim como vocês afirmam que o "Dispensacionalismo" é doutrina nova, desconhecida até o tempo de Margaret Macdonald, John Darby etc, e é heresia, a mesma forma, a doutrina do Juízo Investigativo é também nova, e desconhecida antes de William Miller [foi ele o causador de tudo, mas rejeitou, depois, todos os grupos que saíram de seu movimento] Ellen White, Tiago White, Hiram Edson, Joseph Bates, etc, e "também" é heresia.

    É só comparar o livro de hebreus com os capítulos em que Ellen White trata do Juízo Investigativo, fora o resto da literatura dela, que a doutrina do Juízo Investigativo, vai passar pelo Juízo Investigativo da Bíblia, e capuft! desaparece que nem o fantasminha camarada.

    O Sr. Adventista, pode apontar uma escritura onde aparece Cristo passando do lugar Santo para o lugar Santíssimo do santuário celestial?

    Agora eu não vou entrar em detalhes, mas na realidade isto são tudo figuras e representações de realidades espirituais que se tornaram realidade, em Cristo.

    Os tipos e sombras da Antiga Aliança SE TRANSFORMARAM NAQUILO QUE ELES REPRESENTAVAM.

    Estou esperando a resposta às duas perguntas, que estão no início deste texto. E também, se já houve a remissão de pecados de acordo com hebreus 10:18 e outras passagens, cerca do ano 31 AD, como é que Ellen White afirmou que remissão dos pecados se iníciou em 22 de Outubro de 1844? Claro que esta afirmação é resultado da interpretação errada de Daniel 8:14, que se estivesse certa faria o livro de hebreus estar errado.

    Esperando resposta para as perguntas.....continua.....




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    1. http://mcapologetico.blogspot.com/2016/01/fernando-gali-e-sua-mudanca-em-relacao.html?showComment=1452988577109#c1540775871298737216

      Parece que o irmão bem como Odair estão precisando de óculos!

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  43. rapaz sr. Adventista agora complicou, como responder tudo isso usando somente a biblia? o irmâo Paulo cadi colocou você num beco sem saìda. essa pergunta e um tiro certeiro na espinha dorsal do adventismo e agora?

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  44. rapaz sr. Adventista agora complicou, como responder tudo isso usando somente a biblia? o irmâo Paulo cadi colocou você num beco sem saìda. essa pergunta e um tiro certeiro na espinha dorsal do adventismo e agora?

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  45. Olá Sr. Adventista

    Boa tarde

    Pela correta interpretação da Bíblia. A Sã doutrina ensina que a alma é imortal, que o inferno é eterno e que Jesus não é Miguel.Infelizmente nesses assuntos Calvino, Oscar Culman,Matew Henry erraram.

    O questionamento que você fez é interessante só que um jeovista poderia fazer a mesma pergunta para você caso você dissese para ele que Jesus é Deus.

    Agora veja pelo que eu entendi Calvino cria que Jesus era Miguel mas Calvino cria na imortalidade da alma e Oscar Culman cria que Jesus era Miguel?
    Amado só existe uma e somente uma Doutrina.

    Que Deus o ajude e ajude a todos os mortalistas.

    Um grande abraço

    Luiz

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    Respostas
    1. Qual sã doutrina, irmão Luiz?

      A imortalidade da alma não é construída por meio de uma doutrina, mas por meio de uma parábola e as regras de interpretação dizem de que não podemos firmar doutrina em cima de parábolas.

      Um abraço.

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  46. http://www.ia-cs.com

    Apocalipse 12:17

    Apocalipse 19:10

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  47. Abaixo, o que eu postei, e a falta de resposta da parte do Sr. Adventista, que a bem da verdade não soube mostrar⇨ pela bíblia⇐ ONDE⇐ nós encontramos Cristo passando do lugar santo para o lugar santíssimo do santuário celestial.

    Aí está...

    Paulo Cadi17 de janeiro de 2016 10:43
    Eu continuo esperando a explicação do Sr. Adventista, para estas 2 perguntas:

    "Durante todos os dias do ano, os sacerdotes [não o sumo sacerdote], entravam no primeiro compartimento, lugar santo, e aspergiam o sangue da oferta em frente ao véu que separava o santo do santíssimo⇨ hebreus 9:6.

    Explique como é que Cristo cumpriu o papel de sacerdote [não de sumo sacerdote] no lugar santo do santuário celestial até 22 de Outubro de 1844?

    E,sendo que Cristo "levou nossos pecados sobre o madeiro" [1Pe.2:24] como foram os nossos pecados, que estavam em Jesus, parar no lugar santíssimo do santuário celestial, e lá ficarem registrados, para começar a serem apagados[remissão de pecados] à partir de 22 de Outubro de 1844, com a entrada de Cristo, neste dia, no santíssimo celestial?

    Postei um comentário, 17/01/2016, repeti a pergunta, e olhem o que o Sr. Adventista respondeu:

    "Sr. Adventista 17 de janeiro de 2016 08:59
    Eu sei que o irmão não assiste a Novo Tempo, nem adquire nossos livros doutrinários, não lê os escritos de Ellen White e mesmo assim se julga apto a falar sobre adventismo."

    O primeiro livro Adventista que eu li, foi "O Grande Conflito", e então, milhares e milhares de páginas nos anos seguintes...

    Conversei sobre doutrinas Adventistas, em especial, a do Juízo Investigativo, várias vezes com o falecido pastor Siegfried Kümpel (1908-1980) pastor, professor e diretor da Faculdade Adventista de Teologia (FAT).

    Conhecedor das escrituras, e um dos melhores expositores da doutrina do Juízo Investigativo.

    Só que esta doutrina está errada! Não há nada que você possa fazer, a não ser continuar torcendo as Escrituras para que elas se harmonizem com este ensinamento.

    Em termos de Cristianismo, assim como vocês afirmam que o "Dispensacionalismo" é doutrina nova, desconhecida até o tempo de Margaret Macdonald, John Darby etc, e é heresia, a mesma forma, a doutrina do Juízo Investigativo é também nova, e desconhecida antes de William Miller [foi ele o causador de tudo, mas rejeitou, depois, todos os grupos que saíram de seu movimento] Ellen White, Tiago White, Hiram Edson, Joseph Bates, etc, e "também" é heresia.

    É só comparar o livro de hebreus com os capítulos em que Ellen White trata do Juízo Investigativo, fora o resto da literatura dela, que a doutrina do Juízo Investigativo, vai passar pelo Juízo Investigativo da Bíblia, e capuft! desaparece que nem o fantasminha camarada.

    O Sr. Adventista, pode apontar uma escritura onde aparece Cristo passando do lugar Santo para o lugar Santíssimo do santuário celestial?

    Agora eu não vou entrar em detalhes, mas na realidade isto são tudo figuras e representações de realidades espirituais que se tornaram realidade, em Cristo.

    Os tipos e sombras da Antiga Aliança SE TRANSFORMARAM NAQUILO QUE ELES REPRESENTAVAM.

    Estou esperando a resposta às duas perguntas, que estão no início deste texto. E também, se já houve a remissão de pecados de acordo com hebreus 10:18 e outras passagens, cerca do ano 31 AD, como é que Ellen White afirmou que remissão dos pecados se iníciou em 22 de Outubro de 1844? Claro que esta afirmação é resultado da interpretação errada de Daniel 8:14, que se estivesse certa faria o livro de hebreus estar errado.

    Esperando resposta para as perguntas.....continua.....





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    "Sr. Adventista17 de janeiro de 2016 13:48
    http://mcapologetico.blogspot.com/2016/01/fernando-gali-e-sua-mudanca-em-relacao.html?showComment=1452988577109#c1540775871298737216

    Parece que o irmão bem como Odair estão precisando de óculos!"

    Esperando resposta para as perguntas.....

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    1. Viu a resposta agora irmão Paulo Cadi? Viu também, irmão Odair?

      E veja a contradição, o irmão afirmou que conhece a doutrina adventista, que conversou há muito tempo com alguém sobre o santuário, mas não se mostrou capaz de responder à sua própria indagação!

      Lhe revelei de que os pecados são transferidos para dentro do santuário através de registros por meio de livros.

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  48. Estabelecimento do tribunal:

    "Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e milhões de milhões assistiam diante dele; assentou-se o juízo, e abriram-se os livros." (Daniel 7:10)

    Apocalipse:

    "Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo."

    Apóstolo Paulo:

    "Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus?" (1 Pedro 4:17)

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  49. Hebreus 10

    "1.Porque tendo a lei a sombra dos bens futuros, E NÃO A IMAGEM EXATA DAS COISAS, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam.
    2. Doutra maneira, teriam deixado de se oferecer, porque, purificados uma vez os ministrantes, nunca mais teriam consciência de pecado.
    3 Nesses sacrifícios, porém, cada ano se faz comemoração dos pecados,
    4 Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes ⇒TIRE OS PECADOS⇐ Ellen White disse que Cristo começou apagar os pecados em 22 de Outubro de 1844
    5 Por isso, entrando no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste, Mas corpo me preparaste;
    6 Holocaustos e oblações pelo pecado não te agradaram.
    7 Então disse: Eis aqui venho(No princípio do livro está escrito de mim),Para fazer, ó Deus, a tua vontade.
    8 Como acima diz: Sacrifício e oferta, e holocaustos e oblações pelo pecado não quiseste, nem te agradaram (os quais se oferecem segundo a lei).
    9 Então disse: Eis aqui venho, para fazer, ó Deus, a tua vontade. Tira o primeiro, para estabelecer o segundo.
    10 Na qual vontade ⇒temos sido santificados⇐ pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez.
    11 E assim todo o sacerdote aparece cada dia, ministrando e oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios [se Cristo fez o papel de sacerdote até 1844, o que ele ficou fazendo lá, já que os pecados estavam do outro lado do véu, no lugar santíssimo do santuário celestial?] QUE NUNCA PODEM TIRAR PECADOS [porque Cristo faria o papel de um ofício, no caso o de sacerdote, se o ofício de sacerdote não estava relacionado a remissão ou apagamento de pecados, mas somente o sumo sacerdote?]
    12 Mas este, havendo oferecido para sempre um único sacrifício pelos pecados, está ASSENTADO À DESTRA DE DEUS⇨ [Cristo em sua ascenção adentrou os céus assim como o sumo sacerdote entrava no santíssimo onde estava o propiciatório que representava o trono de Deus, e assentou-se como Rei dos Reis e Senhor dos Senhores; ele não ficou em um lugar santo fazendo o papel de sacerdote nenhum até 22 de Outubro de 1844, que por sinal foi um dia como qualquer outro, Cristo não veio]
    13 ⇒Daqui em diante esperando até que os seus inimigos sejam postos por escabelo de seus pés⇐.
    14 Porque com uma só oblação ⇒aperfeiçoou para sempre⇐ [se ele aperfeiçoou os eleitos para sempre, como é que Cristo os está julgando com base nos 10 mandamentos como estão redigidos em Ex.20 onde no quarto mandamento é permitido ter escravos?] os que são santificados.
    15 E também o Espírito Santo no-lo testifica, porque depois de haver dito:
    16 Esta é a aliança que farei com eles Depois daqueles dias, diz o Senhor:Porei as minhas leis em seus corações,E as escreverei em seus entendimentos; acrescenta:
    17 E JAMAIS ME LEMBRAREI DE SEUS PECADOS E DE SUAS INIQUIDADES [como se cumpriu isto, se Ellen White afirmou que Cristo desde 1844 está apagando os pecados?]
    18 Ora, ⇒onde há remissão destes⇐ [em Cristo já houve na cruz o cancelamento de nossos pecados] não há mais oblação pelo pecado."


    Em outra declaração herética, Ellen white diz: "A purificação, tanto no serviço típico como no real, deveria executar-se com sangue: no primeiro com sangue de animais,
    no último com o sangue de Cristo. Paulo declara, como razão por que esta purificação deve ser efetuada com sangue, que sem derramamento de sangue não há remissão. REMISSÃO, OU ATO DE LANÇAR FORA O PECADO É A OBRA A EFETUAR-SE."⇐ hebreus 10:10-18 desmente Ellen White.

    Sr. Adventista, harmonize estas passagens das Escrituras, com o que Ellen White disse.

    Continua....

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    1. Sim, irmão Paulo Cadi, depois que o irmão me explicar o que Pedro disse em 1 Pedro 4:17.

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  50. Olá Sr. Adventista

    A santa doutrina da imortalidade da alma já está em Gênesis 2:7. A Parábola especial do rico e Lázaro é apenas mais uma passagem que corrobora com a santa doutrina.

    Luiz

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    1. "E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente."
      (Gênesis 2:7)

      O fôlego de vida veio de Deus, o corpo veio do pó da terra. Mostre-me neste verso de onde veio a alma.

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    2. Olá Sr. Adventista

      Em Gênesis 2:7 - o pó da terra seria o corpo, o espirito é o fôlego de vida e aí temos a alma vivente sendo a alma como o ser em si com a sua substancialidade e essencialidade.

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    3. Sim, eu entendi irmão Luiz, mas de onde a alma veio?

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  51. Uma das passagens que os Adventistas costuma usar para apoiar a diutrina-heresia do Juízo Investigativo é 1 Pedro 4:17, onde diz: "Pois, já é tempo para que começe o >julgamento< na Casa de Deus, e se ele começa por nós, qual será o fim daqueles que não obedecem ao Evangelho de Deus."

    A palavra >julgamento< neste verso, para os Adventistas, é absuuuurdamente!!!! o Juízo Investigativo que segundo eles, começou em 22 de Outubro de 1844, sendo o verdadeiro dia da Expiação em que todos os nomes dos professos crentes, desde Adão até hoje e adiante, são passados em revista para ver se viveram de acordo aos 10 mandamentos, sendo que nomes são aceitos e nomes apagados.

    O apóstolo Pedro não está referindo ao movimento Milerita de 1844, de onde saiu o grupo de Adventistas do Sétimo Dia, que inventaram esta doutrina-heresia do Juízo Investigativo (nos USA ainda existem outros grupos Aventistas remanescentes daquela época; esses dias, eu até visitei um site de um destes grupos).

    Até pensar uma coisa destas é ridículo!

    Esta expressão 'Casa de Deus', é um hebraísmo, em primeiro lugar, porque o apóstolo está se referindo a iminência da destruição do Templo de Jerusalém, que era assim frequentemente chanado. Jesus, mesmo disse, 'A Casa de meu Pai' será chamada Casa de oração. O templo havia sido construído para adoração e era, durante o ano simbolo da presença divina; e agora, o tempo estava à mão, porque Deus iria começar pelo seu santuário, deixando ele em ruínas, não ficando 'pedra sobre pedra', como o Senhor havia predito.

    Também referia-se aos crentes em Cristo, aqueles que pertencem a família de Deus, e a palavra 'julgamento', no versículo, não significa punição pelo oecado, estritamente falando, porque Cristo sofreu no lugar de sua Igreja, e portanto a justiça de Deus não pode cair sobre eles.

    O apóstolo esta se referindo a perseguições, como correção da parte de Deus, e diferente do julgamento de Deus sobre o mundo..... O apóstolo usa a destruição de Jerusalém como uma advertência para a Igreja, a Csa de Deus, pelo Espírito.

    Não tem nada a ver com o Juízo Investigativo dos Adventistas, que começou a 172 anos atrás.....

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  52. "O apóstolo esta se referindo a perseguições, como correção da parte de Deus," (Paulo Cadi)

    "Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus?" (1 Pedro 4:17)

    Não Paulo Cadi, o verso está se referindo ao que lemos escrito "que comece o julgamento pela casa de Deus". Mostre a escrita original deste verso para mim no grego já que o irmão crê de que não é o sentido que lemos deve ter uma boa razão.

    Você sabe qual é a palavra grega que foi traduzida por "julgamento"? E sabe o que ela significa?

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    1. Vou dar-lhe mais alguns versos para ver se o irmão consegue adequá-los ao que o irmão disse:

      "Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal." (2 Coríntios 5:10)

      "Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo." (Romanos 14:10)

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  53. Sr. Adventista, você nem respondeu o que lhe perguntei lá em cima, nos comentários anteriores.

    Eu não vou comentar os versículos que você pediu,e que, diga-se de passagem, nada tem a ver com 22 de outubro de 1844.

    Agora, um dos versos que você citou e querendo linkar com 22 de Outubro de 1844 é ⇨"Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal." (2 Coríntios 5:10).

    Bem, esta passagem nada tem a ver com o Juízo Investigativo de 1844; a passagem diz que 'todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo.'

    Certamente esta passagem não pode referir-se ao Juízo Investigativo, porque diz ali que, 'todos
    devemos COMPARECER DIANTE DO TRIBUNAL DE CRISTO.'

    A passagem de 2 Corintíos 5:10⇨ " τους γαρ παντας ημας ⇨φανερωθηναι⇐ [esta palavra é "comparecer"→ "fanerotenai", que significa "aparecer, tornar, visível, e é uma das palavras usadas para a vinda de Cristo, onde ele se tornará manifesto, visível]δει εμπροσθεν του βηματος του χριστου ινα κομισηται εκαστος τα δια του σωματος προς α επραξεν ειτε αγαθον ειτε φαυλον."

    Esta passagem não se refere ao tal Juízo Investigativo, porque os mortos que segundo o Adventismo, nem mais existem, não podem comparecer fisícamente, visívelmente, corpóreamente como diz a passagem.


    Quando o Senhor Jesus voltar para o dia do Julgamento, em sua descida, os santos irão recepcioná-lo e antes deles julgarem o mundo com o Senhor, irão estar diante dele para receber os galardões; alguns estarão lá, como se apenas tivessem escapado do fogo de Deus.

    Esta passagem não tem nada a ver com 22 de Outubro de 1844 ou 17 de Janeiro de 2016, dia em que segundo vocês está se cumprindo o verso de 2 Corintíos 5:10.

    Mas toda essa interpretação é falsa, porque está passagem de 1 Corintíos 5:10 se refere ao MESMO julgamento do qual Paulo fala e Romanos 2:16⇨ "...no dia em que Deus, segundo o meu evangelho, há de julgar as coisas ocultas dos homens por Cristo Jesus." E: "Porquanto TEM FIXADO UM DIA [William Miller deveria ter lido isto, iria lhe evitar muita dor de cabeça] em que há de julgar o mundo com justiça, pelo varão que para isso destinou..." Atos 17:31.

    No dia do Juízo, na vinda do Senhor, a Igreja dos salvos será arrebatada para recepcioná-lo.

    No Novo Testamento o "Dia de Cristo" e o "Tribunal de Cristo, são o mesmo evento.

    Texto-prova⇨ "Eu te conjuro, diante de Deus e de Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos NA SUA VINDA E NO SEU REINO, prega a palavra, insta....." 2 Timóteo 4:1.

    Este texto, assim como outros, nada tem a ver com 22 de Outubro de 1844.

    Senhor Adventista, como é que os pecados que estavam no corpo de Cristo, e que hebreus 1:3, diz que ele purificou foram parar nos registros celestiais? Como é que Cristo ainda está apagando pecados QUE JÁ FORAM PURIFICADOS,isto é desapareceram, já que esta é uma expressão soteriologica, tirada do ritual do santuário, porque pecado não pode ser purificado.
    Se, em Jesus, os pecados foram para o mar de esquecimento, como é que Cristo teve de esperar até 22 de Outubro para começar a apagar pecados que já desapareceram? Continua...

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    1. Na falta de argumentos...

      Os verso estão aí:

      "Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus?" (1 Pedro 4:17)

      "Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal." (2 Coríntios 5:10)

      "Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo." (Romanos 14:10)

      "O apóstolo esta se referindo a perseguições, como correção da parte de Deus," (Paulo Cadi)

      Não é isto que o verso parece estar dizendo.

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  54. as condições para a criação da alma imortal vem no fôlego de vida.

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  55. Sr. Adventista, querer identificar esta passagem de 1 Pedro 4:17⇨ "Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus?", com Daniel 8:14, é uma péssima interpretação.

    Esta passagem de 1 Pedro, foi escrita lá pelo ano 68 AD, ou seja, 17 séculos antes de 1844.

    O início do verso já desbanca a tese Julgamento-1844... o verso começa assim⇨ "JÁ É TEMPO que começe o julgamento para a Casa de Deus." Por aí já desqualifica a interpretação, típica de seita mesmo, de que a afirmação de Pedro teria alguma relação com o movimento fomentado por William Miller nos anos 1840-44.

    É patético até pensar em usar as palavras do santo apóstolo para fazer uma ligação delas, com o movimento Milerita.

    Esta passagem é uma analogia que o apóstolo faz com a destruição da Casa de Deus em Jerusalém. Agora, a Casa de Deus é a Igreja, e julgamento caíra sobre ela através de perseguições para seu aperfeiçamento e peneiramento entre o joio e o trigo.

    Agora responda a pergunta⇨ Como é que os pecados que estavam no corpo de Cristo, e que hebreus 1:3, diz que ele purificou foram parar nos registros celestiais? Como é que Cristo ainda está apagando pecados QUE JÁ FORAM PURIFICADOS,isto é desapareceram, já que esta é uma expressão soteriologica, tirada do ritual do santuário, porque pecado não pode ser purificado.
    Se, em Jesus, os pecados foram lavados [gr. katarismos] como é que Cristo teve de esperar até 22 de Outubro para começar a apagar pecados que já desapareceram? Continua...

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    1. Os verso estão aí:

      "Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus?" (1 Pedro 4:17)

      "Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal." (2 Coríntios 5:10)

      "Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo." (Romanos 14:10)

      "O apóstolo esta se referindo a perseguições, como correção da parte de Deus," (Paulo Cadi)

      Não é isto que o verso parece estar dizendo.

      (Leu os dois últimos versos que adicionei?)

      Harmonize-os com sua explicação.

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    2. ⇒Porque já é tempo⇐ que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus?" (1 Pedro 4:17).

      Harmonize a expressão, JÁ É TEMPO, no início do verso, escrita antes do Ano
      70 AD, com 22 de Outubro de 1844.

      Harmonize a expressão do verso acima, onde diz 'E SE PRIMEIRO COMEÇA POR NÓS', com a doutrina do Juízo Investigativo, onde o julgamento começa com Adão.

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    3. Estou esperando o irmão explicar de que modo estes versos propõem a interpretação que o irmão apregoou:

      "Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus?" (1 Pedro 4:17)

      "Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal." (2 Coríntios 5:10)

      "Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo." (Romanos 14:10)

      "O apóstolo esta se referindo a perseguições, como correção da parte de Deus," (Paulo Cadi)

      Não é isto que o verso parece estar dizendo.

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  56. Olá Sr. Adventista

    Existem as condições para a criação da alma imortal.

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    1. Existem condições para a criação da alma imortal?

      Ou...

      Existem condições para a existência da alma irmortal?

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  57. è sr.Adventista tentar apoiar a doutrina de 1844 pela bìblia só nâo da querido nâo adianta fazer malabarismo com os texto, esse ensino dos homens està totalmente fora das escrituras, nâo adianta.

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    1. A doutrina do juízo pré advento também proveio graças aquela mesma visão de Hiran Edson no milharal.

      Os irmãos bem fazem uso da parte onde diz que há um santuário no céu, bem como a parte que diz que há Cristo como sumo-sacerdote. Desfazendo da parte onde Cristo passa do Santo para o Santíssimo.

      Então não vejo razões para os irmãos desmerecerem a doutrina do santuário de 1844.

      Eu apoio a doutrina de 1844, de que há um santuário no céu, onde Cristo atua como sumo-sacerdote, crendo porém, também na parte onde Cristo passa do santo para o santíssimo. Os irmãos não crêem nesta parte mas creem em todo o resto inclusive a explicação de que as coisas do santuário terrestres eram sombras representativas do santuário celestial, conceito através do qual, à partir de 1844 os adventistas construíram toda a doutrina do Santuário.

      Enfim, o irmão também crê, em parte, na doutrina do santuário de 1844! Assim como várias igrejas.

      A "visão" de Edson é a base de toda a doutrina do santuário e do juízo pré-advento, os irmãos porém rejeitam a parte que diz que Cristo passou do santo para o santíssimo.

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  58. è sr.Adventista tentar apoiar a doutrina de 1844 pela bìblia só nâo da querido nâo adianta fazer malabarismo com os texto, esse ensino dos homens està totalmente fora das escrituras, nâo adianta.

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    1. A doutrina do Santuário incluindo o juízo investigativo (simbolizado no dia a espiação) é interpretação corrida da simbologia do santuário terrestre.

      Igreja que não estuda nem interpreta o simbolismo do santuário, não aceitará mesmo a doutrina do juízo, a passos lentos é que estão aceitando a doutrina do Santuário por perceberem que é algo inegável.

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    2. A aplicação que os Adventistas fazem do simbolismo usado no tabernáculo, à obra redentora de Cristo, está errada e é tendenciosa, a fim de apoiar a doutrina-heresia do Juízo Investigativo

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    3. Não há nada de tendencioso irmão Paulo Cadi. Você apenas coloca Cristo no lugar de Sacerdote e Sumo-sacerdote, simples assim, executando todas as tarefas que antes eram simbolizadas no Santuário Terrestre.

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  59. Paulo, ele tá fugindo como o diabo foge da cruz. Estou esperando para ver o que ele responde.

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  60. Irmão Luciano, não estou conseguindo postar na materia abaixo. Nao ta indo mensagem no assunto sobre a Trindade tem como vc ver esta travado

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  61. A Bíblia é clara quando diz que..."Na qual vontade temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez.
    11 E assim todo o sacerdote aparece cada dia, ministrando[no lugar santo] e oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca podem tirar os pecados;
    12 Mas este, havendo oferecido para sempre um único sacrifício pelos pecados, está assentado à destra de Deus [à destra de Deus, no céu, no santuário terrestre era representatado pelo lugar santíssimo, onde ficava o propiciatório, sobre o qual aparecia a luz sagrada, o Shekinah uma vez ao ano no dia da expiação. Assim como o sumo sacerdote nesse dia da expiação atravessava o véu que separava o lugar santo do santíssimo, da mesma maneira, Cristo, pela sua carne que simbolizava o véu que separava o santo do santíssimo, no ano adentrou a presença imediata de Deus e assentou-se regiamente à sua destra, assim como o sumo sacerdote fazia no dia da expiação entrando direto no santíssimo para aspergir o sangue da vitíma sobre o propiciatório, Cristo entrou com [através de seu sangue derramado na cruz, diante do trono de Deus que no santuário terrestre era simbolizado pelo propiciatório que ficava no lugar santíssimo]
    13 Daqui em diante esperando até que os seus inimigos sejam postos por escabelo de seus pés.

    Aos Hebreus 10:10-14

    Sr. Adventista, minha pergunta ainda não foi respondida ⇨Como é que os pecados que estavam no corpo de Cristo, e que hebreus 1:3, diz que ele purificou foram parar nos registros celestiais? Como é que Cristo ainda está apagando pecados QUE JÁ FORAM PURIFICADOS, isto é DESAPARECERAM, já que esta é uma expressão soteriologica, tirada do ritual do santuário, porque pecados não podem ser purificados NO SENTIDO DE CONTINUAR EXISTINDO.
    Se, em Jesus, na pessoa dele, em deu sacrifício vicário, os pecados foram EXTINTOS [gr.Katarismos] como é que Cristo teve de esperar até 22 de Outubro para começar a apagar pecados que já desapareceram? E o que Cristo ficou fazendo até 22 de Outubro de 1844, num suposto lugar santo no céu esperando até esta da data de 1844 para trocar de lugar e começar a apagar os pecados, depois de 18 séculos desde que assentou- à destra de Deus, se Hebreus 1:3;10:18 e outros textos afirmam que isto já ocorreu na cruz.......esperando resposta....continua....

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    1. "Como é que os pecados que estavam no corpo de Cristo, e que hebreus 1:3, diz que ele purificou foram parar nos registros celestiais?" (Paulo Cadi)

      Resposta óbvia, irmão Paulo Cadi: foram escritos. O que foi que eu lhe disse?

      http://mcapologetico.blogspot.com.br/2016/01/fernando-gali-e-sua-mudanca-em-relacao.html?showComment=1452988577109#c1540775871298737216

      Colocarei novamente aqui pela terceira vez, porque parece que o irmão ainda não leu:

      "Nosso pecados, que são colocados sobre Jesus, estão registrados no santuário na forma de livros e que contém os pecados de toda a humanidade (Apocalipse 20:12)

      É assim que vão parar dentro do santuário. E no dia da expiação, os que aceitaram a cristo, tem seus livros levados para dentro do santíssimo, e os registros apresentados diante de Deus. Lá tem todo o histórico de nossas vidas e lá consta de que aceitamos a Jesus e mais, que permanecemos fiéis até o fim."

      "Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito." (Romanos 8:1)

      Quando estes registros começaram a serem confeccionados? Desde que Adão e Eva pecaram. Ali no Santuário Celestial tem o registro de todos os pecados que foram lançados sobre Cristo e através de Seu sangue, estes pecados são cancelados.

      O cancelamento, porém, é uma obra de expiação e ocorre dentro do Santuário e não fora dele. O que Cristo fez foi prover o sangue necessário para o cancelamento destes pecados.

      O que Cristo fez então todo este tempo dentro do Santo? O cancelamento de todos os nossos pecados, assim como era simbolizado nos rituais do santuário terrestre, riscando cada pecado de nossos registros, a fim de no dia do Juízo apresentar perante Deus o registro de nossos pecados todos cancelados.

      Podemos então dizer que os pecados são "riscados" nos registros com o sangue de Cristo.

      Quando uma pessoa se arrepende e aceita a Cristo, todos os pecados que ele tinha até então são imediatamente riscados.

      Após a conversão de cada pessoa, Cristo continua executando o trabalho intercessor, perdoando os pecados e riscando-os do registro.

      "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça." (1 João 1:9)

      Entendeu agora irmão Paulo Cadi? Quais pecados eram aqueles jogados sobre Cristo? Eram todos os pecados da humanidade, que estão registrados no Santuário e que são levados para dentro do santíssimo por ocasião do Dia Expiação, para eliminação de todos os registros!

      Toda pessoa que nasce, tem suas obras registradas, quer sejam boas, quer sejam más.

      "Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau." (Eclesiastes 12:14)

      A eliminação destes registros segue todo aquele processo demonstrado no simbolismo do Santuário Terrestre.

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    2. Leia Hebreus Capítulo 10 quantas vezes precisar. Hebreus 10:18 diz que já houve a remissão de pecados.

      No dia da Expiação, quando o sumo sacerdote matava sobre o altar o primeiro bode, que representava Cristo na cruz, ao escorrer o sangue da vitíma ali já estava ocorrendo a remissão de pecados. Por isso diz em Hebreus 1:3, que Cristo já efetuou a remoção, a purificação de nossos pecados, em si mesmo.

      O dia da expiação, era o dia do Perdão.

      Paulo quando diz que Deus já nos perdoou em Cristo, estava fazendo alusão ao yom kippur, o dia do perdão.

      Quando o crente peca, ele em um ato de arrependimento e fé, se apropria do perdão que foi dado na cruz.

      Cristo não fica perdoando os crentes milhões de vezes, e escrevendo perdão ao lado de registros. O perdão já foi dado na cruz.

      O sangue de Cristo derramado na cruz, em sua eficácia, está sempre atualizando a remissão, a purificação que ocorreu na cruz.

      O ensinamento de que o tabernáculo, ficava contaminado com o pecado dos crentes, na antiga aliança, e precisava ser purificado por causa da transferência dos pecados do povo durante o ano, não tem base na Torah.

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    3. Não Paulo Cadi, esta conclusão é extremamente falha. A Bíblia não presume de que a expiação se consista apenas na parte do perdão. Existe também a justificação, que é feita dentro do santuário, por meio dor processo chamado de purificação.

      Nossos pecados são redimidos (perdoado) e então expiados (purificados).

      "E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão." (Hebreus 9:22)

      O perdão é apenas o riscar de nossas falhas no registro e a purificação o processo de completa eliminação de nossos registros.

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    4. Hebreus 1:3, diz que Cristo já efetuou a purificação de pecados. Hebreus 10:18, afirma que já houve a remissão de pecados; o ritual do santuário, sua tipologia mostrava o sumo sacerdote, no papel de Cristo, que após sua ascenção adentrou o véu interior representado pela sua carne, e assentou-se à destra de Deus, que no santuário terrestre era representado pelo propiciatório, no lugar santissímo.

      Sua compreensão está distorcida.

      O que é que Cristo ficou fazendo em um suposto lugar santo, até 22 de Outubro de 1844, após ter realizado a purificação dos pecados? Quando o véu do santuário foi rasgado de alto a baixo, foi mostrado que dali em diante não haveria mais divisão, mas o pecador teria acesso, por Cristo, a Deus.

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    5. Sim Paulo Cadi, mas a pergunta é quais pecados Cristo purificou?

      "Onde essas coisas foram perdoadas, não há mais necessidade de sacrifício pelo pecado. Portanto, irmãos, temos plena confiança para entrar no Santo dos Santos pelo sangue de Jesus, por um novo e vivo caminho que ele nos abriu por meio do véu, isto é, do seu corpo." (Hebreus 10:18-20)

      Os pecados purificados eram aqueles simbolizados pelo sangue acumulado na cortina que separava o santo dos santos e que representava a dívida original, que trouxe condenação para toda a humanidade, bem como os pecados da humanidade desde então e que impedia o acesos da humanidade ao santo-dos-santos e ao trono de Deus (Salmos 51:5).

      Esta dívida foi rasgada de cima abaixo! De modo que por meio de Cristo a humanidade obteve o privilégio de reconciliar-se com Deus tendo Cristo, então, como nosso representante, adentrando ao santo-dos-santos.

      A simbologia do santuário por meio do sangue, era a representação do acúmulo de nossas transgressões, porque no dia da Expiação não se julgava individualmente cada pessoa, mas sim TODO o povo.

      (a purificação do santuário é o retirar da cortina que contém os pecados da humanidade acumulados, esta é a purificação que o irmão está tratando e que nos garante acesso ao santo-dos-santos)

      O avanço do sangue pelo santuário nos apresenta o caminho da graça e perdão de toda a humanidade!

      Tendo sido alcançado este perdão, nossos registros agora, no tempo aprazado, poderão ser levados para dentro do Santo-dos-santos a fim de tomarmos posse da eterna redenção feita por Cristo.

      E o caminho é este: Nossos pecados estão registrados em livros no compartimento do Santo. Estes pecados foram jogados sobre Jesus, cujo sangue fornece o perdão para os pecados de toda a humanidade. Este sangue então que representam o sangue de toda a humanidade, perdoados, são transferidos para dentro do santuário. Estes pecados perdoados vão parar na cortina que dá acesso ao santo-dos-santos. Tendo sido a oferta aceita, o véu se rasga de cima abaixo, abrindo caminho para o santo dos santos.

      Cristo então se assenta à Destra de Deus, empossado como Sumo-sacerdote e o juiz que há de julgar toda a terra.

      Tendo sido o caminho aberto com livre acesso ao santo-dos-santos, e inaugurado o Santuário assim como uma vez Arão fizera, cristo volta à terra trazendo as boas novas.

      Depois de sua ascensão, Cristo então adentra novamente o Santuário e inicia ali sua obra intercessora, iniciando a purificação dos pecados individuais contidos nos registros e que representam os santos que aceitaram a Cristo. (esta é a diferença: a primeira purificação é a incondicional, feita sobre toda a humanidade, pobres e ricos, bons ou maus e que garante a cada um ter o direito de fazer uso benefício da salvação em cristo)

      (a segunda purificação é aplicação deste benefício na vida dos salvos que de fato aceitaram a jesus e tomaram posse deste benefício mediante a fé [a fé é o meio pelo qual nos apropriamos deste benefício])

      (portanto o beneficio feito sobre TODA A HUMANIDADE ainda não garante a salvação de ninguém, senão também os ímpios haveriam de se salvar, ele porém ABRE caminho para a salvação daqueles que porventura vierem a aceitar a Jesus ou que já O aceitaram por meio da expressão da fé no sacrifício do cordeirinho no cerimonialismo, antes da morte de Cristo)


      E mesmo tendo livre acesso ao Santo-dos-santos, Cristo executa sua obra unicamente no compartimento Santo em favor dos que O aceitaram, até a chegada do dia da expiação, quando então Cristo continua a executar sua obra intercessora agora no compartimento do santos-dos-santos. Onde inicia, também, uma obra de juízo, levando os registros de todos os salvos, para dentro do Santíssimo para serem avaliados e conferindo se realmente aceitaram a Cristo (tendo direito ao benefício da salvação por meio dos méritos de Cristo) e se permaneceram fiéis ou desistiram do caminho.

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    6. Que explicação mais confusa e cheia de equívocos!!!! É melhor admitir que a doutrina do Juízo Investigativo está errada....os argumentos que você usou aí, nem o "Na Mira da Verdade" teria coragem de usar, de tão ruins... Depois,vou mostrar mais uma contradição aberrante entre o que Ellen White diz e o que se encontra na Bíblia.

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    7. Boa parte do que lhe expliquei constitui-se na doutrina da salvação, presente nas várias denominações. Se o irmão não entendeu, é porque não teve contato direto ainda com esta doutrina.

      Apenas expliquei os conceitos desta doutrina aplicada ao Santuário Celestial e ao Juízo Investigativo.

      Então são quatro coisa necessárias para que o irmão possa entender bem esta explicação.

      Primeiro adquirir algum livro teológico, não importa a denominação, pode ser até da católica, acerca da doutrina da salvação.

      Depois ler um material sobre os simbolismos do santuário terrestre, também presente em obras de teólogos de várias denominações.

      E então estudar a perspectiva do Santuário Celestial, em fontes adventistas.

      Por fim o juízo investigativo, também em fontes adventistas.

      A doutrina do santuário é ampla, e representa a maior doutrina bíblica, em volume e complexidade.

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  62. Olá Sr. Adventista

    Bom dia

    Para a criação. De acordo com a crença mortalista o fôlego de vida contém a vida em si i.e. o próprio fôlego de
    vida é a vida, porém o fôlego de vida não é uma entidade consciente e considerando que o corpo sozinho também não é algo consciente então falta realmente a substancialidade que está na alma imortal.

    De uma certa forma até os fôlego de vida tem os ingredientes para formar a alma vivente, mas a visão mortalsita erra por não ter a essencialidade.

    Um grande abraço

    Luiz

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    1. Não consegui interpretar o que o irmão disse.

      Vou fazer outra pergunta:

      Segundo aquele verso da Bíblia, o homem passou a TER uma alma vivente?

      Ou será que passou a SER uma alma vivente?

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    2. A paz do Senhor irmão Luiz.

      O irmão esta tentando explicar o NOSSO entendimento doutrinário da MORTE com base na sua perspectiva doutrinária da MORTE.

      O irmão disse: "De acordo com a crença mortalista o fôlego de vida contém a vida em si i.e. o próprio fôlego de
      vida é a vida".

      Como o irmão AFIRMOU que esse pensamento é NOSSO. De onde o irmão retirou essa FRASE "ipsis litteris"?

      Irmão Luiz, me perdoe, mas essa FRASE não existe!

      PÓ + FÔLEGO de VIDA = e o homem passou a SER (não a TER) alma vivente.(Gn 2:7).

      Quando o irmão AFIRMOU na frase acima de que NÓS creríamos nisso. Não procede. Pelo contrário, é o irmão que CRÊ que o HOMEM não passou a SER alma vivente, mas a TER uma "alma imortal" e "racional" independente do PÓ associado ao FÔLEGO de VIDA.

      Irmão Luiz, vejo em você uma pessoa CULTA e EDUCADA. Me tire uma dúvida por favor:

      Em relação ao conhecimento que você tem da palavra de DEUS. No seu COMENTÁRIO BÍBLICO, TRADUÇÃO LINEAR e etc.

      Em Gênesis 2:7 ADÃO passa a existir com a SOMA do PÓ + FÔLEGO de VIDA?

      O HOMEM passa a "SER" ou a "TER" vida após essa SOMA?

      O que diz o seu HEBRAICO ANTIGO?

      Obrigado e fiquemos com Deus!

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  63. Paulo, ele prefere endurer a serviz, a Bíblia é muito clara em relação o sacrifício de Cristo. Paulo posso usar essa pergunta lá no na mira da "verdade"?

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  64. Irmão Matias, as Escrituras falam por si mesmas. Duvido que o Sr. Adventista já não viu que tem algo muito errado com doutrina do Juízo Investigativo! Mas vai da sinceridade de outra pessoa.

    Certa vez eu estava assistindo a um debate no Youtube, entre um Batista e um Testemunha de Jeová....o debate ainda não havia chegado ao fim, quando o Testemunha admitiu o êrro em que estava, apertou a mão do pastor e abandonou a organização Torre de Vigia....já faz tempo que assisti a este debate.

    Vai da sinceridade de cada pessoa!

    Sim, pode usar as perguntas. Amém!

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    1. Sim irmão Paulo Cadi, as escrituras falam por si mesmas porém, quando se permite a toda ela, falar.

      A doutrina do juízo investigativo se resume em apenas um conceito:

      Há um juízo e que começa pela casa de Deus. O juízo investigativo trata deste juízo que é sobre a casa de Deus e que ocorre no tribunal de Cristo e que foi pré figurado no dia da expiação.

      Ou seja, o dia da expiação era a sombra e representação deste juízo da Casa de Deus.

      E o cerimonialismo está aí para que possamos estudar e entender de que forma ocorre este juízo.

      Por compreender o cerimonialismo é que Pedro pôde construir uma compreensão de que a casa de Deus passará por um julgamento, onde Paulo também construiu a compreensão de que todos teremos que comparecer diante do tribunal de Cristo.

      Como o irmão disse, vai da sinceridade de cada pessoa!

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    2. Sr. Adventista, disse 'Há um juízo e que começa pela casa de Deus. O juízo investigativo trata deste juízo que é sobre a casa de Deus e que ocorre no tribunal de Cristo e que foi pré figurado no dia da expiação.'

      O texto de 1 Pedro 4:17, não trata do Juízo Forense de Deus, mas de um Juízo disciplinar, pois o Juízo de Deus não pode atingir os crentes, porque Cristo já foi julgado no lugar deles, e eles e a vida deles está escondida em Cristo Jesus. O verso de 1 Pedro 4:17, não tem relação direta com o verso de 2 Co.5:10 onde fala do tribunal de Cristo. Prossegue....

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    3. Cristo foi julgado no lugar deles, ou foi condenado no lugar deles?.

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    4. Isto é jogo de palavras, Cristo foi feito maldição em nosso lugar.

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    5. Paulo Cadi, Cristo foi julgado em nosso lugar ou foi condenado em nosso lugar?

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  65. Olá Sr. Adventista

    O ser humano passou a ser uma alma vivente, sendo que aí está o grande detalhe que a crença mortalista não percebe e nem explica que ser alma vivente significa ser um ser com uma substancialidade ou seja ter uma alma dentro do corpo e aí ocorre a complexa interação formando o ser integral pela coesão profunda das partes. Vocês mortalistas partem de um raciocínio errado que se homem=alma vivente logo não existe alma imortal na verdade é justamente ao contrário.

    Luiz

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  66. Olá Alexandre Dietrich

    Boa noite

    Tudo bom?

    Bom, se de acordo com a crença mortalista fõlego de vida + corpo = alma vivente e o corpo não tem vida logo a vida está no folego de vida e quando entra no corpo gera alma vivente pois se o fôlego de vida não tivesse a vida em si ao entrar em contato com o o corpo nada aconteceria.

    Gênesis 2:7 é uma pasagem muti utilizda na defesa da crença mortalista, porém os amados não compreendem o que realmente significa a expressão "alma vivente". Alam vivente signfica oser em si que interage com o corpo de forma complexa então a expressão alma vivente tem um significado muito mais profundo do que ser apenas um encontro de fôlego e corpo mais além disso cria o ser em si.

    Veja: o fôlego de vida tem que trazer a vida senão é como eu teclei nada aconteceria ou seja o fôlego traz a vida e gera uma alma que passa a ter vida oriunda do fôlego.

    é um equivoco a crença imortalsita afirmar que o ser tem uma alma dentro dele sem explicar que é o corpo que tem uma alma pois se eu creio que o ser tem uma alma imortal dento de si sem explicar que é o corpo que tem a mesma dentro de si isso seria dizer que tem uma alma dentro de outra alma, agora se eu digo que o corpo tem uma alma ai já é diferente.

    Em relação a associação com o fôlego de vida a própria crença mortalsita cre assim pois o fôlego traz a vida para formar uma alma viva.

    Em Gênesis 2:7 o ser passou a ter uma alma dentro do corpo e passou a ser uma alma vivente e isso proporcionou uma complexa interação das partes. Agora uma observação muito importante quando eu teclei que o "ser passou" o ser aí não é só alma mas o ser como um todo pois o corpo daquele ser também representa o mesmo e então o ser é o ser com a complexa coesão das partes ou seja primeiro eu identifiquei o ser para depois estabelecer a coesão das partes envolvidas no processo.

    Repare que eu identifiquei inicialmente o ser como um todo, mas nesse processo com uma integralidade estabelecida pela coesão das partes com a sua substancialidade intrínseca sem a qual não existiria o ser.

    O ser integral mortalista carece da substancialidade quando se diz na visão mortalista que o ser passou a ser uma alma vivente, onde alma vivente = ser a palavra ser aí seria o futuro ser, senão daria a idéia de uma alma vivente que vai se tornar uma alma vivente então tanto nas visão mortalista quanto na visão imortalista é necessário se utilizar da palavra "ser" para se estabelecer um raciocínio de um processo que vai formar a alma vivente só que na visão mortalista falta o ser em si ou seja a substancialidade.

    Um grande abraço

    Luiz

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  67. Estudar os escritos PAGÃOS e APÓCRIFOS é e fundamentalmente importância, pois serve para estabelecer uma base para aquilo que deveríamos encontrar caso os PAIS da IGREJA também cressem na IMORTALIDADE da ALMA, assim como os PLATÔNICOS e GNÓSTICOS criam.

    Quando analisamos estes outros escritos, vemos IMORTALIDADE da ALMA por todos os lados, explícita e declaradamente. É quase impossível virar a página de um livro GNÓSTICO sem ver alguma menção de “ALMA IMORTAL” ou de vida consciente nos “ÉONS”. Quem cria na IMORTALIDADE da ALMA nunca a “ESCONDIA”. Eles a afirmavam com coragem e sem restrições, repetidas e repetidas vezes, sem dar nenhuma margem para duplas interpretações.
    Por exemplo, no apócrifo chamado “APOCALIPSE de PEDRO”, lemos o seguinte:

    “Mas as ALMAS IMORTAIS não se assemelham a estas, ó Pedro. E quando ainda não é chegada a hora da morte, acontecerá que a ALMA IMORTAL se parecerá com uma MORTAL. Mas ela não revelará a sua natureza, que é somente IMORTAL, mas pensa na IMORTALIDADE. Tenha fé e deseja abandonar a estas coisas”

    “Mas esta, a ALMA IMORTAL, que chega a ser no Eterno, se encontra na Vida, e na IMORTALIDADE da vida, a qual se assemelha. Portanto, tudo o que existe não se dissolverá no que não existe. A surdez e cegueira se unem somente com os seus semelhantes”

    “Alguns que não entendem os mistérios, falam de coisas que não entendem. Gabam-se de ser os únicos que conhecem o mistério da Verdade, e, cheios de orgulhos, agarram-se à insolência, invejando a ALMA IMORTAL, que se tornou entretanto uma garantia”

    “Porque quando a ALMA IMORTAL se fortalece com o poder de um espírito intelectual (um gnóstico), eles (as potestades/forças), imediatamente, fazem com que a ALMA IMORTAL torne-se semelhante a um dos extraviados (da doutrina gnóstica)”

    “Eles fazem negócio com a minha palavra, e anunciam um duro Destino: a raça das ALMAS IMORTAIS caminhão em vão, até a minha parusia . Por conseguinte, do meio deles sairão (pessoas que não seguem a minha palavra)”

    “Porque um dom deste gênero não é dado a homens que não sejam IMORTAIS; mas tão somente naqueles que foram escolhidos em virtude de sua natureza IMORTAL, naqueles que demonstraram ser capazes de acolhê-lo: este espírito dar-lhes-á a própria plenitude”

    Perceba como o autor GNÓSTICO deste livro APÓCRIFO acentuava repetidamente que a ALMA é IMORTAL, sem meios termos ou meias palavras. A linguagem de um IMORTALISTA era bem clara, direta, certeira, no alvo.

    Se os ESCRITORES BÍBLICOS ou os primeiros PAIS da IGREJA cressem também que a ALMA é IMORTAL, esperaríamos que eles a afirmassem com essa mesma assertividade, ainda mais levando-se em conta que tanto a BÍBLIA quanto a PATRÍSTICA são infinitamente maiores em tamanho do que a obra do “APOCALIPSE de PEDRO”. No entanto, embora a palavra “ALMA” ( nephesh ou psiquê ) apareça mais de 1.600 vezes na Bíblia, ela nunca é precedida ou sucedida pelas expressões “ETERNA” ( aionios ) ou “IMORTAL” ( athanatos ).

    Sempre quando as palavras “IMORTAL” ou “IMORTALIDADE” aparecem na Bíblia, é ou para dizer que DEUS é o único que POSSUI a IMORTALIDADE (1Tm.6:16), ou que os homens POSSUIRÃO a IMORTALIDAE no futuro, quando RESSUSCITAREM dos mortos (1Co.15:53-54; Rm.2:7). Ela NUNCA , em circunstância NENHUMA, aparece associada à ALMA, em nossa condição presente. Para piorar ainda mais as coisas, a Bíblia fala explicitamente da MORTE e DESTRUIÇÃO da ALMA centenas de vezes, transliterada do HEBRAICO do AT e do GREGO do NT. Claramente, a crença dos ESCRITORES BÍBLICOS não podia ser a mesma dos escritores PAGÃOS, no que concerne à IMORTALIDADE da ALMA.

    Continua em 2...

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  68. Olá Alexandre Dietrich

    Bom dia

    Muito obrigado pelos comentários.

    Eu só me basei na Bíblia para explicar a santa doutrina da imortalidade da alma, repare que eu me concentrei apenas em Gênesis 2:7 sem recorrer a escritos pagãos e apócrifos idéias ou crenças platõncios ou agnósticas. Achei interessante você recorrer aos Pais da Igreja lembrou um pouco os católicos romanos mas tudo bem.

    Eu realmente nunca li a “Apocalipse de Pedro” mas se a menção da alma imortal é explicítia isso não significa que na Bíblia tal conceito não exista. A Bíblia é antes de tudo uma mensagem espiritual embora sem dúvida tenha elementos materiais como o material do papel ou do papiro em determinada época a tinta, mas a mensagem é espiritual e logo deve ter um entendimento sob uma direção espiritual i.e. Suprema, logo a mensagem é mais profunda e perceber a santa doutrina da imortalidade da alma mesmo não aparecendo a palavra de forma explícita é algo que a interpretação exige.



    A correta compreensão do que realmente significa a palavra alma deve estar sob a direção do Espírito Santo. O fato de palavra como você bem colocou alma nunca estar acompanhada da expressão imortal ou eterno aponta para um detalhe importante que o entendimento que a alma é imortal está nela mesma e , de maneira intrínseca demonstrando assim a substancialidade na mesma exemplo Atos 17:16 veja Jesus nunca é chamado de Deus-Filho.

    Muito boa sua explicação, e você no final do comentário citou uma passagem muito importante 1 Timóteo 6:16, agora repare nessa passagem diz que só Deus possui a imortalidade mas e o Santo Deus Jesus é o Santo Deus Espirito Santo? Eles não possuem? O texto diz que Deus “ SÓ ELE” então o entendimento mais profundo isto é o correto entendimento requer ver com uma percepção espiritual o que realmente a Bíblia quer dizer. Um unitarista pode usar 1 Timóteo 6:16 para dizer por exemplo que Jesus não é Deus. A visão mortalista limita a compreensão da Bíblia e mais só existe ressurreição pois existe alma imortal.

    Um abraço e felicidades

    Luiz

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    1. Bom dia irmão Luiz, tudo bem?

      A paz do Senhor!

      Meu último comentário, não tem relação com GÊNESIS 2:7.

      Tanto que após sua resposta sobre Gênesis 2:7 eu apenas lhe mandei um "ABRAÇO".

      Esse meu último comentário não tem relação com o que DIALOGAMOS sobre Gênesis 2:7.

      Estou apenas expondo no que acredito e o texto não é meu!

      No final darei os devido CRÉDITOS ao AUTOR!

      Um grande abraço e tenha uma ótima semana!

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  69. Entendendo o santuário que ensina todo o plano da salvação nas Antigas e Novas Escrituras:

    http://novamenteadventistas.blogspot.com.br/2014/07/toda-biblia-como-uma-sombra.html?showComment=1453432573622#c4639720992849952370

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  70. Continuando em (2)...

    Em contraste a estas citações apócrifas onde os escritores pagãos entendiam a ressurreição como sendo uma religação entre o corpo e a alma, este nunca foi o conceito apresentado nas Escrituras. Sempre quando a Bíblia menciona a ressurreição, ela diz apenas que na volta de Jesus “os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois disso, os que estivermos vivos seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre” (1Ts.4:16-17).

    Quando Paulo diz que “todos seremos transformados” (1Co.15:51), ele não diz que isso acontecerá quando a alma se religar ao corpo, mas quando “o mortal se revestir de imortalidade” (1Co.15:53), isto é, quando a própria natureza humana for tornada imortal na volta de Jesus para poder desfrutar da presença eterna de Deus. O conceito de religação entre alma e corpo por ocasião da ressurreição é um conceito pagão sem nenhuma base bíblica, mas é o que deveríamos esperar encontrar na Bíblia caso ela ensinasse o mesmo que os pagãos afirmam.

    Continuando a análise dos escritos apócrifos imortalistas, temos o “Evangelho de Judas”, que diz:

    “Quando estas pessoas completarem o tempo do reino e o espírito as deixar, seus corpos morrerão, mas suas almas estarão vivas, e eles serão levados”

    Ao contrário do Credo Apostólico, que simplesmente descreve que Jesus “desceu ao Hades” (i.e, a sepultura comum da humanidade), o apócrifo chamado “A Vingança do Salvador” faz essa descrição fantástica:

    “Sem dúvida alguma morreu; foi dependurado numa cruz e depois de morto dependurado dela; esteve três dias no sepulcro; depois ressuscitou de entre os mortos e baixou aos infernos, onde libertou os patriarcas, profetas e a todo humano com descendência; depois apareceu aos seus discípulos e partilhou a refeição com eles; e, finalmente, viram-no subir ao céu”

    O evangelho do herege Valentino, por sua vez, não deixa também de descrever a partida da alma do corpo para um lugar onde estarão conscientes no pós morte:

    “E no lugar de um arconte incumbido de recebê-los, encontrei a alma do profeta Elias na esfera dos éons e recebi sua alma, e levei-a à Virgem, filha da luz, e ela deu-a aos Seus herdeiros, que a levaram ao seio de Isabel”

    “E se não fizerem penitência, cairão em poder deste arconte antes que suas almas deixem seus corpos. E as almas que este arconte possuir serão entregues aos suplícios durante cinquenta anos e oito meses e sofrerão sumamente ao ardor de suas chamas”

    Ele até chega a descrever como que essa tal alma imortal deixa o corpo na morte, que é subindo até a garganta do indivíduo antes dele morrer:

    “Eu coloquei minha mão sobre seu peito e notei que sua alma já havia subido até a sua garganta para deixar seu corpo. Mas ainda não havia chegado o momento supremo da morte, caso contrário, não teria podido aguentar mais”

    Já o evangelho apócrifo de João descreve a alma saindo da carne em direção aos “éons” (uma espécie de “céu” dos gnósticos):

    “E eu disse, ‘Senhor, aonde irão as almas destes quando eles tiverem saído da carne?’ E ele sorriu e me disse, ‘A alma na qual o poder se tornar maior do que o espírito falsificado, é forte e ela escapa do mal, e através da intervenção do incorruptível, ela é salva, e é levada para cima, para o repouso dos éons’”

    É claro que nenhum destes livros foram realmente escritos pelo João, Tomé, Judas ou Abraão da Bíblia. Os estudiosos concordam que se tratam de falsificações posteriores feitas em nome destes personagens bíblicos. No entanto, estas obras falsas (que é de onde vem o termo “apócrifo”) mostram a crença daqueles que as escreveram. A maioria das obras citadas foram escritas por gnósticos “cristãos” a partir do século II e III, e elas foram escritas precisamente na intenção de refutar as crenças ortodoxas cristãs da época, que remetiam aos verdadeiros apóstolos.

    Continua em (3)...

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  71. Continua em (3)...

    Em outras palavras, como os cristãos tinham os evangelhos e as cartas que refutavam as doutrinas gnósticas (entre elas a de imortalidade da alma), os gnósticos se viam na obrigação de falsificar documentos colocando-os em nome de algum apóstolo, na tentativa de dizer que os apóstolos sustentavam as doutrinas deles. E se algo foi violentamente deturpado nestes escritos apócrifos, sem dúvida nenhuma foi a inclusão grosseira de imortalidade da alma colocada na boca de algum apóstolo que já tinha morrido há séculos.

    Se por um lado estes textos mostram que a crença gnóstica era claramente a favor da imortalidade da alma, por outro lado eles nos ajudam a mostrar como os apóstolos verdadeiros teriam escrito caso eles também fossem imortalistas, assim como os gnósticos eram. O que esperariamos era ver citações abundantes, diretas e bastante explícitas sobre a existência de uma “alma imortal”, sobre sua saída do corpo em direção ao Céu, sobre a religação entre corpo e a alma por ocasião da ressurreição e sobre vida consciente e ativa em um “estado intermediário”.

    No entanto, basta uma lida simples no Antigo e no Novo Testamento para vermos que nenhum escritor sacro jamais escreveu nada disso. Só o fato de os imortalistas terem que apelar para a literalização de textos parabólicos (Lc.16:19-31) e de simbologias apocalípticas (Ap.6:9-11) para “provar” sua crença em uma Bíblia gigante composta por 66 livros já é o bastante para provar que eles realmente não tem base nenhuma, e que a imortalidade da alma não passa de uma doutrina pagã da qual os apóstolos passaram muito longe de ensinar. Quando os meios de uma parábola são a prova mais forte de uma doutrina em toda a Bíblia, suspeite bastante, pois a coisa deve estar feia para o lado de quem argumenta isso.

    Não há qualquer motivo para pensarmos que se os apóstolos também fossem imortalistas eles teriam menos razão para defender esta doutrina de forma tão clara, direta e explícita quanto era feito pelos gnósticos, pelos judeus do período intertestamentário e pelos demais grupos imortalistas, que sempre declaravam sua crença da forma mais aberta e conclusiva possível.

    Tente encontrar nestes escritos apócrifos pagãos alguma coisa parecida com as citações da BÍBLIA abaixo, e você me converterá ao IMORTALISMO:

    Continua em (4)...

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  72. CONTINUANDO em (4)...

    *“Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais, e lhes sucede a mesma coisa; como morre um, assim morre o outro; e todos têm o mesmo espírito, e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade. Todos vão para o mesmo lugar; todos foram feitos do pó, e todos voltarão ao pó” (Eclesiastes 3:19-20)

    • “Quando o espírito deles se vai, eles voltam ao pó, e naquele dia perecem os seus pensamentos” (Salmos 146:4)

    • “Sua alma aproxima-se da cova, e sua vida, dos mensageiros da morte” (Jó 33:22)

    • “Se o Senhor não fora em meu auxílio, já a minha alma habitaria no lugar do silêncio” (Salmos 94:17)

    • “Ele resgatou a minha alma, impedindo-a de descer para a cova, e viverei para desfrutar a luz” (Jó 33:28)

    • “Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18:4)

    • “Naquele dia tomou Maquedá. Atacou a cidade e matou o rei a espada e exterminou toda a alma que nela vivia, sem deixar sobreviventes. E fez com o rei de Maquedá o que tinha feito com o rei de Jericó” (Josué 10:28)

    • “Pois não pode louvar-te o Sheol, nem a morte cantar-te os louvores; os que descem para a cova não podem esperar na tua fidelidade. Os vivos, somente os vivos, esses te louvam como hoje eu o faço; o pai fará notória aos filhos a tua fidelidade” (Isaías 38:18-19)

    • “Na morte não há lembrança de ti. E no Sheol, quem te louvará?” (Salmos 6:5)

    • “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, para eles não há mais recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento. Também o seu amor, o seu ódio, e a sua inveja já pereceram, e já não têm parte alguma para sempre, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol” (Eclesiastes 9:5-6)

    • “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” (Eclesiastes 9:10)

    • “Os mortos não louvam o Senhor, nem os que descem à região do silêncio” (Salmos 115:17)

    • “Porque Davi não subiu aos céus, mas ele mesmo declara: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita” (Atos 2:34)

    • “Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa, por haver Deus provido coisa superior a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados” (Hebreus 11:39-40)

    • “O único que possui, ele só, a imortalidade; que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A ele honra e poder eterno. Amém” (1ª Timóteo 6:16)
    Por mais que os imortalistas tenham os seus malabarismos “exegéticos”, cambalhotas interpretativas e piruetas de circo para tentar negar o óbvio nestes textos , o fato é que você nunca verá em nenhuma obra apócrifa de linha imortalista qualquer texto parecido com estes. Não chegará nem perto. Nenhum imortalista em sã consciência escreve coisas como essas (por exemplo, preferindo dizer que os mortos não louvam a Deus ao invés de dizer que eles louvam), e é essa a razão pela qual ninguém na igreja deles repete as coisas que são descritas nestes versos.

    Em uma obra de linha mortalista você poderá encontrar facilmente coisas como parábolas em que figurativamente há “vida após a morte”, ou simbologias e metáforas em que mortos se expressam (da mesma forma que neste sentido até as árvores falam – veja 2Rs.4:9; Jz.9:8-15; Is.14:8) e tudo aquilo mais que os imortalistas tomam como pretexto para sua crença na Bíblia, mas você não encontrará nada parecido com os textos supracitados em qualquer obra de linha imortalista. Se precisamos estabelecer o parâmetro, todos devem concordar que é muito mais fácil um escritor imortalista externar sua crença de forma mais direta do que um mortalista fazer o mesmo com sua própria crença, e os textos apócrifos passados são uma prova disso.

    CONTINUA EM (5)...

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  73. CONTINUANDO EM (5)...

    Por exemplo, se você for um imortalista e estiver comentando de passagem sobre alguém que já morreu, qual é a forma natural que você descreve? Você dirá que Fulano de Tal “está na glória”, que é exatamente como os pastores e padres de hoje ensinam. Mas se você for um mortalista e estiver comentando de passagem sobre a mesma coisa, qual é a forma natural que você descreverá? Você dirá simplesmente que Fulano de Tal “morreu”, que ele “dorme” ou que “espera a ressurreição”.

    Há duas diferenças entre ambas as sentenças. Em primeiro lugar, a sentença dita pelo imortalista não encontra paralelo na Bíblia, e a do mortalista sim, e amplamente. Em segundo, a sentença do mortalista pode ser interpretada de forma imortalista, mas a sentença do imortalista não pode ser interpretada de forma mortalista. Isso significa que há várias formas diretas e conclusivas para um escritor imortalista externar sua creça imortalista, mas muito menos formas diretas e conclusivas para um escritor mortalista externar sua crença mortalista. Dito em termos simples, se os escritos bíblicos ou patrísticos fossem imortalistas, deveríamos esperar encontrar isso de forma explícita nestes escritos (e é por isso que a alma imortal está tão explícita nos escritos apócrifos, porque eles são imortalistas), mas se eles fossem mortalistas, deveríamos encontrar apenas “pistas” que sugestionam isso, além, é claro, da ausência de uma declaração explicitamente imortalista.

    Curiosamente, é precisamente isso o que encontramos quando lemos a Bíblia e os escritos dos primeiros Pais da Igreja. Não apenas não há qualquer declaração explícita de imortalidade da alma, como também há muitas e muitas sugestões de mortalidade. Se a Bíblia ou os primeiros Pais fossem imortalistas, isso sequer seria alvo de debate hoje em dia, da mesma forma que ninguém discute hoje se os gnósticos eram imortalistas, ou se Platão cria em imortalidade da alma. As descrições deles sobre a alma ser imortal eram tão claras e categóricas que dispensam qualquer discussão. Mas a Bíblia, mesmo sendo tão mais volumosa do que qualquer escrito platônico ou gnóstico, não possui qualquer tipo de declaração explícita de imortalidade da alma – que é exatamente aquilo que deveríamos esperar caso eles fossem mortalistas.

    Essa ausência de evidências é tão patente e notória que muitos imortalistas chegam a reconhecer isso. Não refutarei mais uma vez cada uma das interpretações distorcidas dos textos isolados pessimamente usados por eles, porque seria desnecessário. Em vez disso, basta mostrar que nem mesmo os imortalistas mais sérios concordam com cada afirmação ou texto-base utilizado por eles. Por exemplo, o bispo Walter McAlister refutou a má interpretação dos imortalistas em cima do texto de 1ª Pedro 3:19, usado por eles para dizer que Jesus “pregou no inferno”1. Lembrando: McAlister é imortalista.

    Já o famoso teólogo imortalista Norman Geisler não crê na crença popular imortalista no que os justos da época do Antigo Testamento iam para o Sheol/Hades na morte (contrariando quase todo mundo, ele crê que eles já iam direto pro Céu!). Ele inclusive fez uma refutação àqueles imortalistas que distorcem o texto que diz que Jesus “levou cativo o cativeiro” (Ef.4:8) para afirmarem que Jesus “transportou” os salvos do seio de Abraão para o Paraíso na sua ressurreição2. Lembrando: Geisler é imortalista.

    CONTINUA EM (6)...

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  74. CONTINUANDO EM (7)...

    Uma das passagens mais (mal) utilizada pelos imortalistas, aquela do Apocalipse que diz que as “almas” gritavam por vingança debaixo de um altar (Ap.6:9-11), é uma das mais absurdas se tomada literalmente, não apenas porque o Céu seria um lugar de paz, mas também porque o Apocalipse apresenta as coisas de forma alegórica ou simbólica, e não literalmente. Muitos imortalistas tem reconhecido isso, especialmente aqueles que interpretam de forma figurada todo o resto do Apocalipse e sentem vergonha de serem tão descarados ao ponto de tomarem como literal só o que lhes convém (como alguns fazem), inclusive meu próprio professor (imortalista) de exegese no mestrado em teologia, que usou este texto como um dos exemplos de alegoria apocalíptica.

    Outro texto frequentemente mal compreendido pelos imortalistas é o de Lucas 23:43 (a famosa passagem do ladrão da cruz), na qual todos os estudiosos concordam que no grego bíblico não havia pontuação, de forma que uma leitura alternativa do texto seria “em verdade te digo hoje, estarás comigo no Paraíso”, fazendo assim com que o texto não seja nenhuma prova conclusiva de imortalidade da alma3. Há inclusive muitas versões escritas por imortalistas que pontuam depois do “hoje”, como é o caso do famoso Códice Vaticano (do século IV, época em que os cristãos já criam em imortalidade da alma), dos Manuscritos Bc e Sy-C, Antigo Siríaco, do Siríaco Curetoniano e outros manuscritos antigos, além de escritores eclesiásticos como Teofilacto e Hesichius de Jerusalém.

    Ainda hoje há traduções de linha imortalista que pontuam a vírgula depois do “hoje”, como a versão impressa “Reina Valera” (2000), a “Trinitarian Bible Society” (1883), o “Emphasized New Testament” de Joseph B. Rotherham (1903), o “The New Testament” de George M. Lamsa, a Concordant Version, o comentário da Oxford Companion Bible, dentre outros. Todos imortalistas. O mesmo poderíamos argumentar em torno de cada passagem usada pelos imortalistas, que são evidências tão fracas e subjetivas que não convence nem sequer a totalidade dos próprios imortalistas, que dirá dos mortalistas.

    Em um livro tão grande como a Bíblia, onde deveríamos esperar uma enxurrada de textos explícitos, claros, diretos e conclusivos sobre a existência de uma “alma imortal”, o que vemos é apenas um bando de textos soltos, isolados, mal interpretados, deturpados, distorcidos, analisados subjetivamente e superficialmente, sem absolutamente nenhuma prova conclusiva para convencer nem a si próprios. Se você comparar a Bíblia com os escritos realmente imortalistas, o contraste será tão intenso e gritante que será difícil continuar sustentando uma lenda. O que nos resta é ver se o mesmo contraste é visível nos primeiros escritos patrísticos, ou se os sucessores dos apóstolos abandonaram o ensinos dos mesmos e passaram a ensinar abertamente a existência de uma “alma imortal”.

    1 Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=y3sLylFNpWI
    2 GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual popular de dúvidas, enigmas e 'contradições' da Bíblia. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 1999.
    3 Veja mais sobre isso em meu livro “A Lenda da Imortalidade da Alma”,
    ou então nos seguintes artigos:
    1) http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/07/estudo-completo-sobre-lucas-2343hoje.html
    2) http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/05/desmascarando-itard-e-sua-ridicula.html
    3) http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/06/comentando-o-debate-sobre-lucas-2343e.html

    CONTINUA EM (7)

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  75. CONTINUANDO EM (8)...

    UMA INTRODUÇÃO AOS ESCRITOS PATRÍSTICOS

    Neste livro, analisarei a crença dos escritores eclesiásticos que viveram no primeiro e no segundo século da era cristã. Infelizmente, como todos sabem, com o passar do tempo a tendência natural das coisas é que o conteúdo original da mensagem se deteriore, de modo que, em tese, quanto mais antigo é um escritor, mais confiável ele é, pela sua maior aproximação com os apóstolos. Alguém como Inácio de Antioquia, que conviveu de perto com os apóstolos, é de mais confiança do que, por exemplo, alguém como Jerônimo, que viveu entre o quarto e o quinto século depois de Cristo. Semelhantemente, alguém como Clemente, que foi até citado por Paulo em uma epístola (Fp.4:3), é mais seguro do que alguém como Cipriano, que viveu aproximadamente três gerações adiante.

    Isso não tem a ver com questão de honestidade ou importância, mas com testemunha. Quanto mais próximo algum escritor cristão foi dos apóstolos, maior é a chance dele registrar alguma doutrina apostólica, seja por ter ouvido a doutrina direto pela boca de um apóstolo, seja por tê-la ouvido direto pela boca de um sucessor de apóstolo. Mas quanto mais distante um escritor é dos apóstolos, maior é a chance teórica de ele estar retratando mais uma crença pessoal dele (sobre como ele interpreta as Escrituras) do que apenas registrando aquilo que ouviu de uma fonte primária. Isso não é um conceito arbitrário, ao contrário: em nosso dia a dia, nós costumamos dar mais valor a um testemunho de uma fonte primária do que um extraído de fontes secundárias.

    Suponhamos que alguma citação deste livro não seja uma citação direta de algum livro escrito por Inácio de Antioquia, mas sim um apud, isto é, uma citação de citação, e que ao invés de a referência ser “Inácio aos Efésios, c. 3”, seja “citado por Hans von Campenhausen em...”. Por mais confiável que Campenhausen seja, qualquer pessoa daria preferência à citação direta do que à citação de citação. Mas suponhamos que o próprio Campenhausen não tenha citado de uma obra primária, mas novamente de outra citação. Assim teremos uma citação de citação de citação. Isso não significa necessariamente que a citação seja falsa, mas significa que ela é bem menos segura e confiável do que se tivéssemos citado direto da fonte primária.

    Em nosso dia a dia, também costumamos dar mais valor aos testemunhos oculares do que aos testemunhos de testemunhos. Se eu te dissesse que estive na cena de um crime e vi o assassino de algum caso investigado pela polícia e que este assassino é o Alberto, isso teria muito mais crédito do que se eu dissesse que o Marcos contou para o Rafael que contou para o Reginaldo que contou para o Matheus que contou para o Fábio que contou para mim que o Alberto é o assassino. Pode até ser que o Alberto fosse mesmo o assassino, mas o testemunho não tem o mesmo peso nos dois casos. Isso porque qualquer pessoa séria sabe que quanto mais distante alguém for da testemunha original, maior também é a chance de ter pervertido, intencionalmente ou não, o conteúdo primordial, seja por invenção, acréscimo ou subtração da mensagem primária.

    Da mesma forma, quando falamos da doutrina dos Pais da Igreja, os Pais que devem ser considerados testemunhas (e não apenas professores ou mestres de teologia) são apenas os Pais do primeiro e do segundo século, com destaque bem maior para os do primeiro. Os Pais que escreveram a partir do terceiro século não devem ser completamente ignorados, mas o que eles escreveram não deve ser tomado como se fosse uma testemunha em um tribunal, porque eles apenas ouviram de terceiros aquilo que os apóstolos teriam pregado. Eles são a citação da citação da citação da citação. Seus escritos são muito mais interpretações da Escritura do que algum tipo de preservação de conteúdo oral. Não significa que não sejam úteis, mas sim que eles e nós estamos na mesma qualidade de intérpretes, e não mais de testemunhas.

    CONTINUANDO EM (9)...

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  76. CONTINUANDO EM (9)...

    Como este livro não é uma “história da interpretação” sobre o tema da imortalidade da alma nestes vinte séculos, abordarei apenas os escritos patrísticos que sirvam de testemunha em primeiro ou segundo grau, onde é possível traçar alguma proximidade com os apóstolos, de modo que possamos saber o quão historicamente provável é que os apóstolos tenham ensinado a imortalidade ou a mortalidade da alma. Para tanto, os seguintes escritores serão abordados:

    Pais Apostólicos (Século I)

    Inácio de Antioquia (35-107)
    Policarpo (69-155)
    Clemente de Roma (35-97)
    Papias de Hierápolis (70-155)
    Didaquê (60-90)
    Hermas (70-155)

    Pais Apologistas (Século II)

    Aristides de Atenas (75-134)
    Barnabé de Alexandria (80-150)
    Justino Mártir (100-165)
    Teófilo de Antioquia (120-186)
    Taciano, o Sírio (120-180)
    Melito de Sardes (120-180)
    Polícrates de Éfeso (125-196)
    Irineu de Lyon (130-202)
    Orígenes (185-253)
    Atenágoras de Atenas (133-190)
    Mathetes (150-220)

    Pais Pré-Nicenos (Século II/III)

    Tertuliano (160-220) Clemente Alexandrino (150257)

    *Nota: Algumas destas datas são estimadas, e outras são aproximadas.

    Nem todos os mencionados são especificamente “Pais”; alguns são considerados apenas “escritores eclesiásticos”4. No entanto, os Pais e os escritores eclesiásticos serão analisados em conjunto, um vez que o nosso propósito não é de diferenciar os mais importantes e os menos importantes, mas é apenas uma pesquisa histórica que busca rastrear as doutrinas dos escritores cristãos até chegar aos apóstolos, e, portanto, cada escritor cristão é igualmente relevante para fazermos esta reconstrução. Uma breve biografia de cada um deles estará presente no capítulo respectivo dedicado a cada um.


    4 Os critérios utilizados para considerar um escritor cristão como um “Pai da Igreja” envolvem: (a) ter pregado uma doutrina ortodoxa; (b) ter tido uma vida santificada; (c) ter tido o reconhecimento da Igreja; (d) ter sido discipulado por um apóstolo ou por um sucessor de um apóstolo (FLUCK, Marlon Ronald. Teologia dos Pais da Igreja. Cia. De Escritores: 2012, p. 11).

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  77. CONTINUANDO EM (10)...

    UMA INTRODUÇÃO À CRENÇA MORTALISTA

    • Entendendo os conceitos

    Para os mortalistas, a alma não é algum elemento que o homem possui, como aquele fantasminha incorpóreo que estamos acostumados a ver nos filmes de Hollywood e nos livros de Alan Kardec. Ao contrário, a descrição bíblica pressupõe que a alma é algo que o ser humano se tornou, e não algo que ele obteve de Deus:

    “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente” (Gênesis 2:7)

    Se Deus tivesse colocado uma alma no homem, o homem teria uma alma. Mas Deus não colocou alma nenhuma dentro do corpo: a Bíblia apenas diz que o ser humano se tornou uma “alma vivente” depois que Deus soprou o fôlego de vida em nossas narinas. Em outras palavras, a alma no conceito bíblico é o ser humano como um todo, é a junção do corpo com o fôlego de vida. O corpo, por si só, é apenas uma massa corpórea feita do pó da terra e sem vida. Ele precisa ser animado pelo fôlego de vida (espírito ou respiração, que vem da mesma palavra ruach no hebraico) para ganhar vida, e desta forma somos uma “alma vivente”, ou simplesmente um “ser vivo”.

    Quando o homem morre, a Bíblia diz que o corpo volta para o pó (de onde foi feito) e o espírito (princípio vital de vida) volta para Deus, de onde veio:

    “E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu” (Eclesiastes 12:7)
    Se quando o corpo é animado pelo fôlego de vida somos uma alma vivente, quando ele morre e o fôlego volta para Deus somos uma alma morta. É por isso que a Bíblia fala explicitamente centenas e centenas de vezes que a alma morre, como vimos no livro anterior5. Mas nós não ficaremos mortos para sempre. Há uma esperança futura, e essa esperança se chama ressurreição dos mortos. Se essa ressurreição não existisse, ficaríamos no estado de morte (sem vida) por todo o sempre, e é por isso que Paulo disse:

    “Se os mortos não ressuscitam, ‘comamos e bebamos, porque amanhã morreremos’” (1ª Coríntios 15:32)

    Por que ele sugere levar uma vida hedonista, “comer, beber e depois morrer”, se não houvesse ressurreição? Porque sem ressurreição não haveria nada após a morte. Não existiria vida póstuma (1Co.15:18-19), e consequentemente qualquer coisa que fizéssemos em vida seria irracional, sem sentido objetivo. Paulo jamais teria dito isso caso ele pensasse que sem a ressurreição nós estaríamos vivos para sempre do mesmo jeito no Céu, só que desencarnados, em forma de alma incorpórea e imortal.

    É óbvio que, para Paulo, a esperança de obter uma vida póstuma no futuro se dava na ressurreição. Se ela existe, vale a pena viver intensamente na terra e lutar pela fé. Se ela não existe, então “comamos e bebamos, porque amanhã morreremos”. A esperança quanto à realidade de uma vida póstuma não consiste na suposta possessão de uma alma imortal dentro do corpo, mas em ressuscitar dos mortos no último dia (Rm.8:23-24; At.26:6-8; 24:15; 23:6).

    Na concepção de Paulo, o sistema era o seguinte:

    1) Estado Presente = Vida Terrena
    2) Estado Pós-Morte = Condição sem vida
    3) Estado Eterno = Ressurreição (volta à existência)

    CONTINUANDO EM (11)...

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  78. CONTINUANDO EM (11)...

    É por isso que se você tira o terceiro quadro (a ressurreição) o que ocorreria seria a perpetuação do segundo (estado pós-morte). Como Paulo entendia que este estado entre a morte e a ressurreição era um estado sem vida consciente, então a perpetuação deste estado significaria a cessação de existência para sempre, e neste caso “os que dormiram em Cristo já pereceram” (1Co.15:18), e ele teria lutado com “feras” em Éfeso à toa, sem razão (1Co.15:32).

    Os imortalistas, em contrário, creem que este estado intermediário já é o próprio estado futuro, ou seja, que os que morrem já alcançam uma vida em um outro mundo antes mesmo da ressurreição. Este outro mundo com vida consciente seria o Céu (para os salvos) e o inferno (para os condenados). A ressurreição, neste caso, seria desnecessária e pouco útil, uma vez que ambos os destinos já estariam selados, e que sem ela ambos continuariam eternamente no mesmo lugar do mesmo jeito, seja no Céu, seja no inferno. A ressurreição se limitaria a ser meramente o acréscimo de um corpo (pedaço de carne), o que é também bastante estranho, visto que a alma já estaria “livre” dele, e uma vez que ela conseguiria viver perfeitamente bem sem ele.

    Assim sendo, a vida eterna para os imortalistas se dá imediatamente após a morte, antes mesmo da ressurreição. Semelhantemente, o inferno para os imortalistas já existe (ele não é um lugar “preparado” para os ímpios, que ainda está para ser inaugurado no futuro). Isso contrasta com a crença mortalista, que entende que os salvos só desfrutarão da eternidade e só entrarão no Reino por ocasião da ressurreição (Mt.25:34), e, por isso, é neste momento em que se dá o reencontro entre nós e as outras pessoas que já morreram (e também com os vivos que serão arrebatados quando Jesus voltar, ao mesmo tempo em que os mortos ressuscitarão – cf. 1Ts.4:13-17).

    Mas o que ocorre na ressurreição?

    Já vimos que, na montagem do homem (criação), Deus sopra o espírito em nosso corpo, tornando-nos almas viventes, e que na desmontagem (morte) este espírito volta a Deus, o corpo retorna ao pó e voltamos a ser almas mortas. Portanto, na remontagem (ressurreição) o que ocorre é que Deus sopra novamente o espírito em nossa carne ressurreta, e, assim, tornamo-nos novamente “almas viventes”. Este é o conceito de ressurreição que aparece ao longo de toda a Bíblia, e que confronta fortemente a ilusão imortalista de que a ressurreição seja a religação entre corpo e alma.

    Resumindo mais uma vez:

    a) Na “montagem” (Criação)

    1) Nos tornamos almas viventes
    2) Deus sopra um fôlego de vida (espírito) sobre o corpo
    3) Deus forma um corpo do pó da terra


    b) Na “desmontagem” (Morte)

    1) Nos tornamos almas mortas
    2) O fôlego de vida retorna a Deus
    3) O corpo volta ao pó da terra


    c) Na “remontagem” (Ressurreição)

    1) Deus ressuscita o corpo do pó da terra
    2) Deus sopra novamente o espírito sobre o corpo
    3) Voltamos a ser almas viventes

    CONTINUA EM (12)...

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  79. (12)...

    Na ressurreição, apenas os salvos obtém a imortalidade (vida eterna), enquanto os ímpios serão castigados pelo tempo respectivo aos seus pecados e então deixarão de existir para sempre (morte eterna). Por isso, na visão mortalista, a imortalidade é condicional . Isso significa dizer que as pessoas não serão imortais independentemente do que elas fizerem, pois elas não possuem um elemento imortal em sua natureza (a “alma” no conceito platônico) que garanta isso. Ao contrário: a imortalidade está condicionada à obediência a Deus – razão pela qual Paulo nos incita a buscar a imortalidade (Rm.2:7), diz que a imortalidade só é obtida por meio do evangelho (2Tm.1:10) e que só Deus possui a imortalidade incondicional (1Tm.6:16).

    Para ilustrar a relação entre corpo, alma e espírito, pense no notebook. Não o seu notebook do ano, mas este meu notebook velho e com bateria viciada, que não funciona nem meio segundo sem o cabo de energia. Se eu tirar agora o cabo, ou se ele ocasionalmente se desconectar do notebook, o notebook desliga na mesma hora, e ele só volta a ligar quando eu recolocar o cabo. É só com o cabo conectado ao notebook que eu consigo acessar os arquivos que estão nele – inclusive este livro que agora escrevo.

    Este cabo que tem como função alimentar o notebook e torná-lo ativo é como o espírito, que tem como função tornar o corpo vivo, consciente. Quando eu tiro o cabo da tomada, não há mais nada ligado. O cabo sozinho não tem os programas do computador (se tivesse, o computador não seria nem necessário!). Da mesma forma, quando o espírito se separa do corpo, não há mais vida. O espírito não é o seu verdadeiro “eu”, mas é como o cabo, que ao ser desconectado do notebook não leva informações sozinho. A informação só existe quando há a interação entre o cabo e o notebook, ou entre o espírito e o corpo.

    O notebook é como o corpo. Enquanto o notebook está alimentado pelo cabo de energia, ele está ligado. Mas se o cabo for desconectado, o notebook desliga e passa a ser somente um pedaço de metal. Da mesma forma, quando o espírito deixa o corpo na morte, o corpo continua sendo corpo, mas inativo (sem vida). A alma, por sua vez, é como os programas e as informações que estão no notebook. As informações estão ali se você tiver unido o cabo ao notebook. Senão, o computador desliga e as informações só são recuperadas quando alguém voltar a ligar o cabo ao notebook. Da mesma forma, a alma só volta a viver quando Deus soprar novamente o fôlego de vida em nosso corpo, nos ressuscitando.

    O meu cabo de energia não é emprestado, mas suponhamos que seja, para o bem da analogia. O espírito que nós temos não é “nosso” propriamente dito, mas vem de Deus – é “o sopro do Todo-poderoso, que me concede vida” (Jó 33:4). Ele está conosco como um “empréstimo”, mas veio de Deus e voltará para Deus (Ec.12:7). A vida consciente só existe quando há a junção de corpo e espírito (que é igual a uma “alma vivente”), assim como meu notebook só liga se houver a conexão entre o cabo e a entrada do computador.

    Se eu só tiver o notebook (corpo), não consigo acessar os arquivos (alma). Se eu só tiver o cabo (espírito), também não consigo. Só há alma viva quando há a junção de espírito e corpo. Sem essa junção, há apenas morte – o inverso de vida. Quando o cabo (espírito) volta ao seu dono original (Deus), meu notebook (corpo) desliga (morre), e junto com ele todas as suas informações (alma), até que novamente o cabo seja religado ao computador (ressurreição).
    Sendo assim, afirmar que a alma permanece viva depois da morte e que leva consigo consciência e personalidade para a vida no além, é simplesmente tão absurdo e disparate quanto seria se alguém dissesse que um notebook não precisa de bateria para funcionar, ou que o cabo de energia sozinho já seja suficiente para acessar os arquivos sem o computador, ou então que quando o notebook quebra não é preciso consertá-lo para acessar os arquivos que estão nele, porque você não precisa de um computador para acessar aquilo que está dentro do computador!

    (13)...

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  80. CONTINUANDO EM (13)...

    O que você pensaria de alguém que dissesse que quando um computador quebra não é preciso religá-lo para acessar os arquivos, mas que os arquivos automaticamente deixam o computador e aparecem na sua frente em perfeitas condições, como se você nem precisasse do notebook para acessar os arquivos? É deste jeito que a Bíblia considera absurdo pensar que a alma possa sobreviver conscientemente à parte do corpo, tornando inútil a ressurreição.
    É por isso que é tão inconcebível a vida fora do corpo, assim como é inconcebível que se acesse um arquivo do computador enquanto o computador está desligado. É por isso que “ligar o computador” (ressuscitar dos mortos) é tão fundamentalmente importante – porque, sem isso, ele ficaria desligado para sempre. Os arquivos podem ser guardados em um pendrive, mas não podem ser acessados até que alguém coloque o pendrive em um computador. Deus tem um “pendrive” com o “backup” de toda a nossa memória, caráter, personalidade e de tudo aquilo que faz você ser você, e haverá um dia em que

    Ele colocará esse pendrive em um notebook novo, sem defeito, consertado e reformado, tornando novamente acessíveis os arquivos do computador.

    Este é o dia em que ele ressuscitará nosso corpo mortal, tornando-o imortal, incorruptível e glorioso, momento no qual voltaremos à vida e à existência que antes tínhamos perdido. A ressurreição só existe porque a vida fora do corpo é impossível. Se fosse possível, a ressurreição não apenas seria desnecessária, mas também perderia o sentido. É porque a vida precisa de um corpo que vivemos em um corpo e ressuscitaremos em um corpo.

    Mas o famoso filósofo grego Platão (428-348 a.C) contestava isso. Embora a imortalidade da alma já tivesse sido inventada duzentos anos antes pelos órficos6, foi Platão que a popularizou entre os gregos. Para ele, a natureza humana não era um todo indivisível onde a vida só é possível com a ligação entre todas as partes, mas sim um ser composto de corpo material e mortal, e de alma imaterial e imortal. É a partir daí que surge o contraste entre corpo e alma, também chamado de dualismo. O corpo passou a ser visto como uma prisão da alma, que a impede de ser “livre”. Mas a morte era a sua libertadora, que a levava ao Céu – que Platão chamava de “o mundo das ideias”.

    Desde então, o mundo tem interpretado corpo e alma mais da maneira dualista grega, do que da forma holista bíblica. Ao invés do corpo ser visto como necessário para a existência do “eu” e também como a razão pela qual a ressurreição é necessária, ele é visto mais como um pedaço de carne que impede nossa “alma imortal” de ser livre e feliz. Essa concepção errônea sobre a natureza humana tem consequencias práticas ainda nesta vida, pois se o dualismo é bíblico, então a alma importa bem mais do que o corpo. O Dr. Samuele Bacchiocchi comentou:
    “Eu testemunhei essa mentalidade dualística durante os cinco anos que passei na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, Itália. Muitas vezes vi alguns de meus colegas de classe, a maioria deles monges e sacerdotes católicos de todo o mundo, primeiro indo para a capela para cultivarem sua alma mediante oração e meditação, e daí indo até o bar ao final do corredor para intoxicar seus corpos tomando bebidas alcoólicas e fumando. Eles não viam conflito entre as duas atividades, porque, segundo sua mentalidade dualística, o que faziam com seus corpos não afetava a salvação de suas almas”7

    Quem compreende o holismo bíblico sabe que preservar o corpo é tão importante quanto preservar a alma e o espírito (1Ts.5:23), porque o corpo é a alma visível. Mas quem tem a mente dualista grega tende a pensar que a salvação é a salvação “somente da alma” e que qualquer coisa que faz ou que deixa de fazer com o corpo realmente não importa. É daí que surgem concepções mundanas seculares com lemas como: “O corpo é meu e eu faço o que eu quero” – quase sempre implicando em algo como aborto, prostituição, drogas, etc.

    CONTINUA EM (14)...

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  81. CONTINUANDO EM (14)...

    No dualismo, o corpo é na prática desconectado do conceito de “evangelho”. O que importa é a alma. Bacchiocchi contou que quando tentava discutir sobre questões de estilo de vida entre grupos cristãos de estudo bíblico, o que recebia como resposta era isso:
    “Está dando muita importância a coisas de menor valor! Isso não é o evangelho. A salvação trata com aceitar e professar a Cristo como nosso Salvador pessoal, e não com questões de estilo de vida”8
    E ele comenta:

    “Tais comentários refletem uma mentalidade dualística: Na medida em que as pessoas aceitam a Cristo com a mente, o que fazemos com nossos corpos de fato não importa”9
    Em suma, o dualismo implica em desvalorização do corpo, desnecessidade de ressurreição, divinização da alma, ignorância quanto ao teor bíblico sobre a natureza humana e incompreensão total quanto à relação entre corpo, alma e espírito no que se refere a vida e morte. Ao invés do homem ser visto como um ser humano integral e indivisível, é como se ele possuísse um “ser dentro do ser”, isto é, uma alma imortal dentro de uma carcaça mortal.
    Este conceito não apenas é gritantemente pagão e antibíblico, mas tem levado também a enormes distorções doutrinárias e a heresias que tem como única base a crença na sobrevivência da alma – entre elas o espiritismo, a reencarnação, a consulta aos mortos, a transmigração das almas, a intercessão dos “santos”, o culto às imagens, a missa de sétimo dia, o purgatório, o limbo, a invocação de defuntos, a adoração a quem já morreu e tantas outras inovações doutrinárias que não existiriam caso houvesse uma correta compreensão quanto à natureza humana sob uma perspectiva cristã e bíblica.

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  82. CONTINUANDO EM (15)...

    • Últimas Considerações

    Estando claro ambos os conceitos, passemos agora a estudar o que os Pais nos disseram a este respeito. Se eles eram MORTALISTAS, o que devemos esperar é que eles dissessem:

    • Que entraremos na vida eterna por ocasião da ressurreição.
    • Que reencontraremos novamente as pessoas que gostamos por ocasião da ressurreição.
    • Que a imortalidade não é uma possessão natural presente, mas algo a ser buscado e que precisa ser adquirido.
    • Que a imortalidade só é alcançada por alguns meios (i.e, estando na fé).
    • Que o destino final dos ímpios é a morte, destruição, eliminação, a cessação da existência.
    • Que nós só veremos a Deus depois de ressuscitar.
    • Que nós não possuímos a imortalidade no presente momento (i.e, na forma de uma “alma imortal”), mas que a possuiremos somente no futuro (se estivermos entre os salvos).
    • Que os que morreram esperam o momento da ressurreição dos mortos para serem recompensados ou condenados.

    Por outro lado, se os Pais eram IMORTALISTAS, o que devemos esperar é que eles dissessem:

    • Que entraremos na vida eterna logo após a morte (i.e, antes da ressurreição).
    • Que reencontraremos novamente as pessoas que gostamos por ocasião da morte.
    • Que a imortalidade é uma possessão presente, que todos possuem por meio de uma alma imortal presa dentro do corpo.
    • Que a imortalidade não precisa ser alcançada, pois todos a tem naturalmente.
    • Que o destino final dos ímpios é o tormento eterno, para sofrerem eternamente.
    • Que nós veremos a Deus logo após a morte, antes mesmo da ressurreição.
    • Que nós possuímos a imortalidade no presente momento, e não apenas nós, mas os ímpios também.
    • Que os que morreram já foram julgados e já estão desfrutando da recompensa na glória celestial, e que os ímpios já estão neste presente momento queimando no fogo do inferno.

    Em linhas gerais, a função do IMORTALISTA é encontrar textos nos Pais que provavelmente não seriam ditos por um MORTALISTA, e, da mesma forma, a função do MORTALISTA é encontrar textos nos Pais que provavelmente não seriam ditos por um IMORTALISTA. A seguir, começarei a analisar os textos citados pelos IMORTALISTAS em conjunto com aquilo que os Pais realmente disseram sobre o tema.



    5 Você pode conferir estas citações em: 1) http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/12/a-morte-da-alma-imortal.html 2) http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2013/04/a-morte-da-alma-imortal-parte-2.html
    6 W. Jaeger. Paidéia: A Formação do Homem Grego. São Paulo: Martins Fontes, 1995.
    7 Samuele Bacchiocchi. Imortalidade ou Ressurreição: Uma abordagem bíblica sobre a natureza e o destino eterno. Unaspress, 1ª edição, 2007.
    8 ibid.
    9 ibid.

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  83. CONTINUANDO EM (16)...

    INÁCIO DE ANTIOQUIA

    • Inácio cria no estado intermediário?

    Inácio (35-107) foi bispo de Antioquia entre os anos 68-107 d.C. Ele foi discipulo do apóstolo João, conheceu Paulo pessoalmente e sucedeu Pedro no episcopado de Antioquia. O que Inácio disse sobre a vida após a morte é, portanto, fundamentalmente importante neste estudo, visto que ele recebeu a doutrina direto dos apóstolos, ao invés de ter sido doutrinado por gerações posteriores de discípulos. Para “provar” que Inácio era imortalista, eles fazem uso de uma passagem (dentre sete cartas inteiras escritas por ele!), que supostamente “prova” que Inácio cria num suposto estado intermediário inventado pelos imortalistas:

    “MEU ESPÍRITO POR VÓS SE EMPENHA, NÃO APENAS AGORA, TAMBÉM QUANDO COM DEUS ME “ENCONTRAR””10

    Para os IMORTALISTAS, este momento em que Inácio fala que se ENCONTRARIA com Deus e se empenharia pelos tralianos era no tal do ESTADO INTERMEDIÁRIO, quando a alma de Inácio sairia do corpo e iria em direção ao Céu. Quais evidências eles usam para fortalecer essa posição?

    NENHUMA!

    Qualquer um que estude os escritos de Inácio como um todo, ao invés de se prender a UM ÚNICO TRECHO isolado de UMA ÚNICA CARTA, percebe o fato óbvio de que Inácio esperava ENCONTRAR com Deus e com seus irmãos na fé quando RESSUSCITASSE, e não antes disso (no “estado intermediário”). Vemos isso por toda parte nos escritos de Inácio. Por exemplo, quando ele escreve a seu companheiro Policarpo (80-155) sobre o momento em que se ENCONTRARIA novamente com ele (usando a mesma palavra “ENCONTRAR” que ele usa na carta aos tralianos), ele diz claramente que este encontro ocorreria na RESSURREIÇÃO dos MORTOS, e não no ESTADO INTERMEDIÁRIO:

    ”Uma vez que a Igreja de Antioquia da Síria está em paz, como fui informado, graças à vossa oração, fiquei mais confiante na serenidade de Deus, se com o sofrimento eu o alcançar, para ser ENCONTRADO na RESSURREIÇÃO como vosso discípulo”11

    Inácio, que já estava próximo da morte, escreve ao seu velho amigo Policarpo e mostra a sua esperança de que seria considerado como “VOSSO DISCÍPUO” na RESSURREIÇÃO, porque é lógico que é na RESSURREIÇÃO que ambos se veriam novamente.

    Isso é o mesmo pensamento que Paulo expressa aos tessalonicenses:

    “Pois quem é a nossa esperança, alegria ou coroa em que nos gloriamos perante o Senhor Jesus na sua vinda? Não são vocês?” (1ª Tessalonicenses 2:19)

    E também aos coríntios:

    “Porque sabemos que aquele que RESSUSCITOU o Senhor Jesus dentre os mortos, também nos RESSUSCITARÁ com Jesus e nos apresentará com vocês” (2ª Coríntios 4:14)

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  84. CONTINUANDO EM (16)...

    Por que o momento em que Paulo se alegraria do trabalho realizado em favor dos tessalonicenses seria somente na vinda de Jesus?

    Porque é na volta de Jesus que os mortos são RESSUSCITADOSV e apresentados diante do Senhor (1Ts.4:13-18).

    Por que Paulo disse que seria APRESENTADO aos coríntios somente na RESSURREIÇÃO?

    Porque é na RESSURREIÇÃO que todos voltam à existência e são apresentados uns aos outros.

    O pensamento bíblico é claro: os mortos permanecem mortos até que Jesus os RESSUSCITE na Sua vinda, e então nos veremos novamente. Era nisso que INÁCIO cria, e isso que ele expressou a Policarpo. Isso também foi o mesmo que ele disse aos efésios:

    ”Fora dele [Jesus], nada tenha valor para vós. Eu carrego as correntes por causa dele. São as pérolas espirituais com as quais eu gostaria que me fosse dado RESSUSCITAR, graças à vossa oração. Desta desejo sempre participar para me encontrar na herança dos cristãos de Éfeso, que estão sempre unidos aos apóstolos pela força de Jesus Cristo”12

    Mais uma vez, a linguagem é clara, e o desejo manifesto é de RESSUSCITAR para que então se ENCONTRE na herança com os cristãos de Éfeso. INÁCIO não esperava se ENCONTRAR com os efésios em um ESTADO INTERMEDIÁRIO antes da RESSURREIÇÃO, mas somente na RESSURREIÇÃO.

    Diante de tudo isso, como devemos interpretar o verso em que Inácio diz que se empenhava pelos tralianos não somente “AGORA”, mas também “quando ENCONTRAR a Deus”?

    Como sendo uma referência a um ESTADO INTERMEDIÁRIO onde Inácio já estaria na sua herança com Deus antes mesmo da RESSURREIÇÃO?

    É claro que NÃO!

    Diante das evidências, este encontro com Deus se daria obviamente na RESSURREIÇÃO, e é este o momento em que Inácio se encontraria novamente com os tralianos, demonstrando o mesmo empenho e fervor por eles que demonstrou enquanto vivo. O texto usado pelos IMORTALISTAS é a mais clara prova de que “texto fora de contexto vira pretexto para heresia”.

    Que a RESSURREIÇÃO era o clímax do mundo vindouro na visão de Inácio, isso ele demonstra em outras diversas ocasiões. Escrevendo aos tralianos, ele diz:

    “Inácio, também chamado Teóforo, àquela que é amada de Deus, o Pai de Jesus Cristo, à Igreja santa que está em Trália, na Ásia, eleita e digna de Deus, vivendo física e espiritualmente na paz, por meio da paixão de Jesus Cristo, nossa esperança de RESSUSCITAR para ele. Eu a saúdo, em toda a plenitude, à maneira dos apóstolos, e lhe desejo a maior alegria”13

    Escrevendo aos erminiotas, ele afirma:

    “De fato, o que adianta alguém me louvar, se ele blasfema contra o meu Senhor, confessando que ele não se encarnou? Aquele que assim diz, o renega completamente, tornando-se portador de morte. Não me dignei escrever o nome deles, pois são infiéis. Não os recordarei, enquanto não se CONVERTEREM à paixão, que é a nossa RESSURREIÇÃO”14

    CONTINUA EM (17)...

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  85. CONTINUANDO EM (17)...

    E ao escrever aos romanos, ele declara:

    “Não vos dou ORDENS como Pedro e Paulo; eles eram apóstolos, eu sou um condenado. Eles eram livres, e eu até agora sou um escravo. Contudo, se eu sofro, serei um liberto de Jesus Cristo, e RESSURGIREI nele como pessoa livre. Acorrentado, aprendo agora a não desejar nada”15

    Nitidamente, o momento em que Inácio esperava encontrar a condição de “LIVRE” não era quando sua ALMA voasse para o Céu após a morte, mas quando ele “RESSURGISSE”, ou seja, quando Cristo o RESSUSCITASSE. Este é um gritante CONTRASTE com o DUALISMO GREGO, onde a liberdade era justamente a partida da alma após a morte, quando era liberta da prisão do corpo.

    Para Inácio, o propósito da fé é justamente a RESSURREIÇÃO:

    “Desse modo, aqueles que recusam o dom de Deus, morrem nas suas disputas. Seria melhor para eles praticarem o amor, a fim de RESSUSCITAREM também. Convém para vós manter-se distantes dessas pessoas e não falar com elas, seja em particular, seja em público, e seguir os profetas, especialmente o evangelho, onde a paixão nos é mostrada e a RESSURREIÇÃO REALIZADA”16

    Note que ele não diz que seria melhor eles praticarem o amor para que “SUA ALMA VÁ PARA O CÉU”, mas sim para que RESSURREIÇÃO. É a RESSURREIÇÃO, e não a MORTE, que RECOMPENSA o cristão.

    • INÁCIO CRIA NO TORMENTO ETERNO?

    Para defender que Inácio cria no tormento eterno, os IMORTALISTAS tem uma única passagem em seus escritos, onde ele fala sobre o “FOGO INEXTINGUIVEL”. Vejamos:

    “Não vos iludais, meus irmãos, os corruptores da família não herdarão o Reino de Deus. Pois, se pereceram os que praticavam tais coisas segundo a carne, quanto mais os que perverterem a fé em Deus, ensinando doutrina má, fé pela qual Jesus Cristo foi crucificado? Um tal, tornando-se impuro, marchará para o FOGO INEXTINGUIVEL, como também marchará aquele que o escuta. Por isso, recebeu o Senhor unção sobre a cabeça para exalar em favor da Igreja o perfume da incorrupção. Não vos deixeis ungir pelo mau odor da doutrina do príncipe deste mundo, de forma que vos leve cativos para longe da vida que vos espera. Por que não nos tornamos prudentes, aceitando o conhecimento de Deus, isto é, Jesus Cristo? Por que morrermos tolamente, desconhecendo o dom que o Senhor nos enviou de verdade?”17

    Para eles, a expressão “FOGO INEXTINGUIVEL” é, por si só, suficiente para provar que Inácio cria no “TORMENTO ETERNO”. No entanto, nos círculos MORTALISTAS também se usa as expressões “FOGO ETERNO”, “FOGO INEXTINGUIVEL” ou “QUE NÃO SE APAGA”, sem absolutamente nenhuma conotação de “TORMENTO ETERNO”. A razão pela qual isso é perfeitamente possível é porque a Bíblia está cheia de exemplos onde a mesma linguagem referente a um “FOGO ETERNO” ou “INEXTINGUIVEL” diz respeito aos efeitos causados pelo fogo, e não ao processo de duração do fogo em si. Por exemplo, em Isaías 34:9-10, nós lemos:
    “Os ribeiros de Edom se transformarão em piche, e o seu pó, em enxofre; a sua terra se tornará em piche ardente. Nem de noite nem de dia se apagará; subirá para sempre a sua fumaça; de geração em geração será assolada, e para todo o sempre ninguém passará por ela” (Isaías 34:9-10)

    CONTINUA EM (18)...

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  86. CONTINUANDO EM (18)...

    Onde é que estão os edomitas? Já desapareceram há muitíssimo tempo e na sua terra o fumo não está subindo nem queimando e muito menos o piche está ardendo até hoje. Mas seria de se esperar que víssemos um fogo literalmente queimando até os dias de hoje como em um processo sem fim na terra de Edom, no caso da linguagem de “FOGO ETERNO” (“nem de noite nem de dia se a p a g a r á... s u b ir á p a r a s e m p r e a s u a f u m a ç a... d e g e r a ç ã o e m g e r a ç ã o s e r á assolada”) implicasse naquilo que os IMORTALISTAS afirmam que implica.

    Semelhantemente, em Jeremias 17:27 nós lemos:

    “Mas, se não me ouvirdes, e, por isso, não santificardes o dia de sábado, e carregardes alguma carga, quando entrardes pelas portas de Jerusalém no dia de sábado, então, acenderei fogo nas suas portas, o qual consumirá os palácios de Jerusalém e NÃO SE APAGARÁ” (Jeremias 17:27)

    Aqui vemos que Deus disse que, se o povo israelita deixasse de guardar o sábado, ele iria acender fogo nas portas da cidade que “NÃO SE APAGARÁ”.

    Lemos em 2ª Crônicas 36:19-21 que esta profecia se cumpriu!

    A cidade está queimando até hoje?

    É claro que não!

    O fogo já se apagou e os palácios antigos da cidade nem existem mais, muito menos estão queimando até hoje.

    Deus também disse sobre a floresta do Neguebe:

    “Diga à floresta do Neguebe: Ouça palavra do Senhor. Assim diz o Soberano, o Senhor: Estou a ponto de incendiá-la, consumindo assim todas as suas árvores, tanto as verdes quanto as secas. A chama abrasadora NÃO SE APAGARÁ, e todos os rostos, do Neguebe até o norte, serão ressecados por ela. Todos verão que eu, o Senhor, acendi, e NÃO SERÁ APAGADA” (Ezequiel 20:47-48)

    Cadê o fogo queimando a floresta do Neguebe até hoje?

    Não existe.

    O fogo apagou?

    Sim!

    O caso mais interessante se encontra em Judas 7, que diz:

    “De modo semelhante a estes, Sodoma e Gomorra e as cidades ao redor se entregaram a imoralidade e a relações sexuais antinaturais, foram postas como exemplo, sofrendo a pena do FOGO ETERNO” (Judas 7)

    Judas relembra o episódio em que as cidades de Sodoma e Gomorra foram destruídas pelo fogo divino enviado dos céus, e diz que estas cidades sofreram a pena do “FOGO ETERNO”.

    Desnecessário seria dizer que o fogo que caiu nestas cidades não está lá até hoje (na região atualmente encontra-se o mar morto!).

    Em todos estes casos, embora o fogo ou a fumaça “NÃO SE APAGARIA”, seria “ETERN” ou “INEXTINGUIVEL”, houve obviamente um fim temporal à duração do fogo. Mesmo assim ele é chamado de “ETERNO” ou “INEXTINGUIVEL”.

    Por quê?

    Erro bíblico?

    Não, mas porque o fogo é “ETERNO” pelos efeitos irreversíveis causados por ele.

    Em outras palavras, o fogo que caiu consumiu tudo (destruição total), e essa destruição é para sempre . É neste sentido que o fogo é “ETERNO”.

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  87. CONTINUANDO EM (19)...

    Ao invés de ser uma evidência de TORMENTO ETERNO em meio ao fogo, é uma evidência de ANIQUILACIONISMO completo, com efeitos ETERNOS (irreversíveis). Essa é a razão pela qual os círculos MORTALISTAS ainda hoje não têm qualquer problema em usar a expressão “FOGO ETERNO/INEXTINGUIVEL”, e muito menos os primeiros PAIS da IGREJA, que viviam numa época em que cristão nenhum da face da terra usava a expressão “FOGO ETERNO” no sentido de “TORMENTO ETERNO”. Inácio não era uma exceção à regra, pois ele também não fala de tormento eterno em absolutamente lugar nenhum de suas epístolas. No lugar disso, o que vemos são vários indícios de ANIQUILACIONISMO.

    Para Inácio, a incorruptibilidade era um prêmio que só é concedido aos justos:

    “Sê sóbrio como atleta de Deus. O preço é a incorruptibilidade e a vida eterna, da qual também estás convencido. Em tudo sou um resgate para ti, eu e minhas cadeias, que amas”18

    Compare isso com a visão IMORTALISTA de Tertuliano e Agostinho, que afirmavam expressamente que os ímpios serão incorruptíveis no inferno, para poderem queimar por todo o sempre! Inácio, ao contrário, assumia que “o evangelho é a consumação da incorruptibilidade”19, dando a entender que aqueles que estiverem fora do evangelho não desfrutarão de incorruptibilidade. Isso é o mesmo que Paulo disse a Timóteo:

    “Sendo agora revelada pela manifestação de nosso Salvador, Cristo Jesus. Ele tornou inoperante a morte e trouxe à luz a vida e a incorruptibilidade por meio do evangelho” (2ª Timóteo 1:10)

    Inácio nunca, jamais e em momento algum falou em “TORMENTO ETERNO”. No lugar disso, o contraste era sempre entre “VIDA” e “MORTE”:

    “As coisas têm fim, e duas coisas estão diante de nós: a morte e a vida, e cada um irá para o seu próprio lugar”20

    Uma das provas mais claras de que Inácio não cria que os ímpios terão imortalidade é que, para ele, Jesus terá que soprar imortalidade sobre a Igreja, para que os salvos sejam imortais.

    Esta linguagem é totalmente incompatível com uma imortalidade natural ou incondicional, onde tanto justos quanto ímpios já possuem uma alma imortal e viverão para sempre em algum lugar:

    “Por isso, o Senhor recebeu unguento sobre a cabeça, a fim de soprar a imortalidade para a sua Igreja. Portanto, não vos deixeis ungir com o mau odor do príncipe deste mundo, para que não os leve prisioneiros, longe da vida que vos espera”21

    Os não-salvos, por conseguinte, não terão esse “sopro” para serem imortais por toda a eternidade.

    CONTINUA EM (20)...

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  88. CONTINUANDO EM (200)...

    Que Inácio não via a imortalidade como uma possessão natural do ser humano, isso também é evidente a partir de sua declaração sobre a eucaristia ser “remédio da imortalidade” para “viver para sempre”, novamente sugerindo que aqueles que não participam da Ceia do Senhor não possuirão a imortalidade, pois não terão esse remédio que os poderia tornar imortais na ressurreição:

    “Sobretudo se o Senhor me revelar que cada um e todos em conjunto, na graça que provém do seu nome, vos reunireis na mesma fé em Jesus Cristo da descendência de Davi segundo a carne, filho de homem e filho de Deus, para obedecer ao bispo e ao presbítero, em concórdia estável, partindo o mesmo pão, que é remédio de imortalidade, antídoto para não morrer, mas para viver em Jesus Cristo para sempre”22

    Inácio dizia ainda que se Deus nos recompensasse de acordo com nossas obras nosso fim seria deixar de existir ( ouketi esmen ):

    “Portanto, não sejamos insensíveis à sua bondade. Se ele nos recompensasse de acordo com nossas obras, deixaríamos de existir. Contudo, tornando-nos seus discípulos, abraçamos a vida segundo o Cristianismo”23

    O problema para os imortalistas é que de fato os ímpios serão recompensados
    s e g u n d o a s s u a s o b r a s (cf. Rm.2:6), isto é, não terão os méritos de Cristo imputados a eles. Logo, ouketi esmen – deixarão de existir. A lógica de Inácio dispensa completamente a possibilidade de que a retribuição natural aos ímpios pelas suas obras fosse um “tormento eterno”, ao invés de uma inexistência eterna.

    Em seus escritos, Inácio fala ainda que aqueles que comerem do fruto dos falsos profetas terão uma “morte repentina”:

    “Fugi, portanto, dessas más plantas parasitas. Elas produzem fruto mortal, e quem o experimenta, morre repentinamente”24

    Além de tudo isso, nos faltaria escopo neste livro para tratar adequadamente todas as várias ocasiões em que Inácio afirma reiteradamente que o destino final dos ímpios será perecer, ser destruído ou morrer. Ele dizia que aqueles que praticam as coisas indignas de Deus serão “destruídos”25, e cita Provérbios 11:3, texto que diz que “a perversidade dos transgressores os destruirá”. Ele alerta que fiquemos longe dos homens falsos, para que não pereçamos junto com eles26, e diz também que quem desobedecer Jesus será destruído 27 . Se isso for colocado lado a lado com o fato de Inácio não falar nunca sobre um tormento eterno, temos dezenas de textos contra zero que sugira que essa destruição não seja literal.

    Portanto, é razoável dizer que Inácio cria no tormento eterno? Mil vezes não!

    10 Inácio aos Tralianos, XIII.
    11 Carta de Inácio a Policarpo, 7:1.
    12 Inácio aos Efésios, 11:2.
    13 Inácio aos Tralianos, Saudações.
    14 Inácio aos Erminiotas, 5:2-3.
    15 Inácio aos Romanos, 4:3.
    16 Inácio aos Erminiotas, 7:1-2.
    17 Carta aos Efésios, c. 16-17.
    18 Inácio a Policarpo, 2:2.
    19 Inácio aos Filadelfienses, 9:2.
    20 Inácio aos Filadelfienses, 5:1.
    21 Inácio aos Efésios, 17:1.
    22 Inácio aos Efésios, 20:2.
    23 Inácio aos Magnésios, 10:1.
    24 Inácio aos Tralianos, 11:1.
    25 Inácio aos Efésios, 7:1.
    26 Inácio aos Filadelfienses, c. 3.
    27 Inácio aos Filadelfienses, 8:6.

    CONTINUA EM (21)...

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  89. Olá Alexandre Dietrich

    Boa noite

    Os mortalistas costumam entender que se há ressurreição logo a imortalidade da alma deve ser negada como se fossem duas coisas diametralmente opostas porém na verdade é justamente ao contrário só há ressurreição porque há alma imortal pois de acordo com a crença mortalista quando o fôlego de vida sai do corpo a alma morre porém tanto o fôlego de vida quanto o corpo continua existindo são reais e para que haja efetivamente a ressurreição é necessário um elemento de existência para harmonizar o entendimento de existência real e tal elemento é a alma imortal que existe e é real. Na visão mortalista quando o ser humano morre o mesmo“ deixa de existir” e tal compreensão quebra a harmonia da existência real pois tanto do fôlego de vida quanto o corpo continuam existindo e se a alma morre e “deixa de existir” isso desarmoniza o entendimento. Até que para que existe a ressurreição é necessário que o fôlego de vida e o corpo sejam reais senão não haveria ressurreição e isso é na visão mortalista então deve existir um elemento que exista e seja real para a coesão das partes i.e a ressurreição pois a mesma existe e é real.

    Em 1 Cor 15:51-53 o mortal aí é o corpo que está morto e lembrando que o corpo não sumiu ou desapareceu no nada o mesmo existe e é real igualmente o fôlego de vida que é real e existe vejam ambos não sumiram no nada então ser oser humano na morte “deixa de existir” então o fôlego de vida e o corpo deveriam deixar de existir também. O “mortal se revestir de imortalidade” significa a união das partes pois só assim o corpo se reveste de imortalidade. Reparem que o entendimento cristão é a ressurreição do corpo e nunca a ressurreição da alma.

    Em relação aos livros apócrifos embora os mesmos falem da alma eles não transmitem o que a Bíblia quer realmente nos informar pois como a Bíblia é o Livro com um entendimento sobretudo espiriual a mesma deve ser interpretada sob a luz do Espírito Santo e Ele faz o ser humano perceber o que realmente Deus quer dizer. A Bíblia é a mensagem espiritual por excelência, logo nos leva a entender que foi de inspiração Divina e então as palavras que Deus colocou nela nos levam sob a ação do Santo Espírito a entender que a alma é imortal na verdade não é ir além do que está escrito e ver o que não tem mas é precisamente entender o que a Bíblia realmente quer dizer. A santa doutrina da imortalidade da alma é tão bíblica que não é presciso a mesma estar de forma explicita e isso é para que o Espirito Santo de Deus atua no crente e faça o mesmo entender o que a Bíblia quer dizer mesmo sem ter a expressão e isso é uma prova da ação espiritual ou seja ler o que está escrito e verdadeiramente entender o que realmente a Bíblia quer dizer.

    A Bíblia nunca usa a expressão Santíssima Trindade ou então Deus Filho.

    Um grande abraço

    Luiz

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    Respostas
    1. Bom dia querido irmão Luiz.

      Se a ALMA é IMORTAL ela não precisa de RESSURREIÇÃO!

      Um grande abraço e tenha uma ótima semana!

      Excluir
    2. Olá Alexandre Dietrich

      Boa tarde

      Só existe ressurreição porque existe a alma imortal pois se o fôlego existe e corpo como pó existe logo obrigatoriamente tem que ter um elemento que exista efetivamente. Se o amado observar na crença da morte da alma a base do raciocínio é a não existência e tal entendimento quebra a harmonia contextual. Que Deus te abençoes muito e te de paz e faça resplandecer sobre a sua vida de todos os adventistas do sétimo dia, que Deus os ilumine.

      Um grande abraço

      Luiz

      Excluir
  90. Olá Alexandre Dietrich

    Bom continuando:

    Mesmo que os gnósticos cressem na imortalidade da alma, existe uma diferença entre a santa doutrina bíblica da imortalidade da alma, essa santa doutrina é percebida na Bíblia mesmo sem estar escrito de forma explícita mas na correta compreensão entendimento sob a ação do Espírito Santo ao contrário dos outros escritos e tal ação do Espírito Santo nos leva a entender o porque a Bíblia. Obviamente os gnósticos embora cressem na imortalidade da alma mas não eram cristãos logo existem diferenças inclusive na questão da imortalidade da alma. O entendimento correto da imortalidade da alma deve já ser entendido em Gênesis 2:7. A santa doutrina da imortalidade da alma diz que o ser humano é dotado de uma essência que é o ser em si e que deve viver uma vida em Deus e depois há a ressurreição dos corpos mas tudo isso com uma compreensão bíblica quando se sai dessa harmonia de entendimento mesmo se falando da alma imortal ainda assim está fora da doutrina.



    Existem sim textos na Bíblia que fala da imortalidade da alma por exemplo: Gênesis 2:7, Lucas 16:19-31, atos 17:16 e outros na verdade o que falta para os mortalistas é uma compreensão mais profunda quando lêem a Bíblia, lembrando que uma coisa é o que está escrito outra é o que a Bíblia quer dizer. As citações sobre a santa doutrina da imortalidade da alma são suficientes. Agora reparem uma coisa: A Bíblia não usa de forma explicita a expressão “imortalidade da alma’”e os escritos apócrifos usam, porém esses escritos não foram considerados inspirados não foram postos no Cânon e isso foi pela ação do Espirito Santo o mesmo Espirito Santo que faz os crentes verem na Bíblia a santa doutrina da imortalidade da alma. Então não é o fato de se usar ou não a expressão a expressão mas o que interessa é o a ação do Espírito Santo nos crentes fazendo os mesmo s a entender o que a Bíblia realmente quer dizer. Nos escritos não cristãos está escrito mas não era isso que a Bíblia queria dizer pois levaria a uma compressão errônea pois é preciso ver em tais escritos todo o contexto e ver também se se harmoniza com o contexto bíblico culminando na ressurreição bíblica.
    Lucas 16:19-31 fala sim da imortalidade da alma é só compreender tal passagem á luz do Espírito Santo, se todos ou os principais elementos da referida parábola especial tem um significado então como a crença mortalista explica o que significa o “lugar de tormento”? A visão imortalista é a única que explica de forma satisfatória o que significa o “lugar de tormento” do versículo . A prova mais forte a favor da santa doutrina da imortalidade da alma é o contexto bíblico a ação do Espírito Santo no crente pois mesmo não estando a expressão “imortalidade da alma” a mesma é ensinada na essência da mensagem. Repare que a passagem tem em si uma mensagem e que tal mensagem tem uma essência que é a base ou estrutura para a compreensão correta da mesma . Por exemplo em Lucas 16:19-31 a base é a vida após a morte e é obvio que assim sendo a santa doutrina da imortalidade da alma é citada e sefaz presente e Jesus a partir daí conduz a parábola especial.

    Os apóstolos seguriam o padrão bíblico de revelação da santa doutrina da imortalidade da alma, e eles combatiam sim a errônea compreensão da imortalidade da alma é necessário se ver o contexto dos escritos dos gnósticos para ver como se encaixa a compreensão da imortalidade da alma em tal crença assim com se faz com a Bíblia onde se recorre ao contexto bíblico para aí sim se ver se no final das contas são realmente a mesma coisa.

    Quem converte e convence e o Espírito Santo o mesmo que capacita o crente a compreender o que relamente a Bíblia quer ensinar tendo por base o que está escrito. Um unitarista vai pedir uma passagem bíblica que diga de forma explícita que Jesus é Deus ou então a expressão Santíssima Trindade ou até mesmo Trindade.

    Luiz

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    Respostas
    1. Bom dia irmão Luiz, a paz do Senhor!

      Claro irmão, em sua opinião a bíblia é 100% espiritual.

      Ou seja, a ALMA é IMORTAL, logo a mesma não MORRE e também NÃO PECA!

      Ou ou a ALMA IMORTAL peca mais não MORRE?

      Se não MORRE, JESUS morreu em VÃO e a RESSURREIÇÃO não serve PRA nada!

      No mínimo estranho!

      Irmão LUIZ, quem PECA e quem MORRE?

      A ALMA IMORTAL ou o CORPO?

      Ou seja, quem PECA e tem que MORRER?

      A ALMA IMORTAL que é RACIONAL?

      Ou o CORPO que é apenas uma ROUPA para a ALMA IMORTAL? Pois se o CORPO é uma ROUPA para a ALMA IMORTAL, logo, esse CORPO não RACIOCINARIA para PECAR e consequentemente MORRER.

      Como seria?

      Abraços.

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  91. CONTINUANDO EM (1)...


    CLEMENTE DE ROMA

    Clemente (35-97) foi bispo de Roma entre 88-97 d.C. Reza a tradição que ele é o mesmo Clemente que Paulo menciona em Filipenses 4:3, quando o apóstolo Paulo, escrevendo de Roma, diz que Clemente era um dos que estavam com ele como cooperador, lutando ao seu lado na causa do evangelho. Clemente escreveu apenas uma carta legítima, que é destinada à igreja de Corinto. Além desta, há também uma segunda carta aos coríntios, mas essa é considerada ESPÚRIA (apócrifa), sendo escrita em data posterior. Mesmo assim, o que Clemente escreve em sua única epístola já é mais que o suficiente para rejeitar a noção de que ele fosse IMORTALISTA. Ele expressamente diz que os ímpios serão exterminados e que não mais existirão, usando a linguagem máxima para denotar ANIQUILACIONISMO:

    “Sejamos bons uns para com os outros, conforme a compaixão e a doçura daquele que nos fez. Está escrito: ‘Os bons habitarão a terra e os inocentes serão deixados sobre ela, mas os pecadores serão EXTERMINADOS dela’. E diz ainda: ‘Vi o ímpio exaltado, elevado como os cedros do Líbano; passei, e não EXISTIA mais; procurei o lugar em que estava, e não o encontrei. Guarda a inocência e observa a retidão, porque existe uma posteridade para o homem pacífico’”28

    Clemente também cita um texto de Provérbios (Pv.1:26) que fala claramente que os ímpios serão EXTERMINADOS:

    “Eu vos chamei, e não obedecestes; prolonguei meus discursos, e não prestastes atenção. Ao contrário, tornastes inúteis os meus conselhos e rejeitastes minhas admoestações. Por isso, eu também rirei da vossa ruína, e me alegrarei quando alastrar sobre vós o EXTERMÍNIO”29

    É interessante observar que sempre quando Clemente fala sobre o DESTINO FINAL dos ímpios ele faz questão de usar os versículos que falam explicitamente em EXTERMÍNIO ou em deixar de EXISTIR, e nunca diz que eles serão ATORMENTADOS para SEMPRE, nem tampouco faz uso LITERAL de um texto APOCALIPTICO que diz isso hiperbolicamente (Ap.20:10). Clemente poderia ter tomado em sentido literal o texto do Apocalipse que fala em “TORMENTO ETERNO”, e o aplicado aos ímpios (como os imortalistas sempre fazem). Em vez disso, ele se limitava apenas a passar todos aqueles versos bíblicos claramente ANIQUILACIONISTAS, para não deixar dúvidas quanto à sorte final dos pecadores impenitentes.

    Para Clemente, a “VIDA na IMORTALIDADE” era algo que somente os justos herdariam:

    “Caríssimos, como são felizes e admiráveis os dons de Deus! A vida na IMORTALIDADE, o esplendor na justiça, a verdade na franqueza, a fé na confiança, o domínio de si na santidade: todas essas coisas são acessíveis à nossa inteligência”30

    Em outro momento, Clemente volta a ressaltar que a IMORTALIDADE será obtida apenas “por meio dEle” (i.e, de Jesus):

    “Por meio dele, fixamos nosso olhar nas alturas dos céus; por meio dele, contemplamos, como em espelho, sua face imaculada e incomparável; por meio dele, abriram-se os olhos do nosso coração; por meio dele, nossa mente obtusa e obscura refloresce para a luz; por meio dele, o Senhor quis fazer-nos experimentar o conhecimento IMORTAL”31

    CONTINUANDO EM (20)...

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  92. CONTINUANDO EM (2)...

    Ele também mostrava sempre que sua esperança não residia de forma alguma em sua ALMA DEIXANDO o CORPO após a MORTE, mas sim em seu CORPO RESSUSCITAR e alcançar a Deus por este meio:

    “Portanto, será que vamos julgar coisa grande e extraordinária que o Criador do universo RESSUSCITE aqueles que o serviram santamente na confiança da fé sincera, se mediante um pássaro ele nos mostra a grandeza do que anunciou? De fato, em algum lugar se diz: ‘Tu me RESSUSCITARÁS, e eu cantarei teus louvores’. E mais: ‘Deitei e adormeci; acordei, porque estavas comigo’. E Jó diz ainda: ‘Tu RESSUSCITARÁ minha carne, que suportou todas essas coisas’. Nessa esperança, nossas ALMAS se juntam àquele que é fiel nas promessas e justo nos julgamentos”32

    Note que primeiro há a RSSURREIÇÃO, para só depois “CANTAR LOUVORES” na presença de Deus. Mas a evidência mais clara de que Clemente definitivamente não cria que os que morreram já estão na presença de Deus é que, para ele, os mortos “O ESPERAM”, o que é uma linguagem bastante inapropriada para alguém que cresse que eles já estão com Deus:

    “Quais são as coisas preparadas para aqueles que a esperam? O Criador e Pai dos séculos, o Santíssimo, conhece a quantidade e a beleza delas. Nós, portanto, lutamos para sermos encontrados no número dos que o esperam, a fim de participarmos dos dons prometidos”33

    Não faz sentido eu dizer que estou ESPERANDO Fulano, se Fulano já está JUNTO comigo, na minha presença. Faz sentido somente se, de fato, Fulano ainda não está comigo neste presente momento, mas estará .

    Outro texto onde Clemente deixa claro que a manifestação dos justos na glória é apenas depois da RESSURREIÇÃO é quando ele diz:

    “Muitas gerações passaram, desde Adão até hoje; mas, aqueles que, pela graça de Deus, se tornaram perfeitos no amor, agora possuem um lugar entre os piedosos. Esses hão de tornar-se manifestos, quando aparecer o Reino de Cristo. Com efeito, está escrito: ‘Entrai um pouco em vossos quartos, até que passem a minha ira e o meu furor. Então, eu me lembrarei do dia ótimo, e vos RESSUSCITAREI dos vossos SEPULCROS’”34

    Clemente afirma que os que viveram retamente agora possuem um lugar entre os piedosos, ou seja, que já tem garantida as suas moradas celestiais, como Jesus disse em João 14:2-3:
    “Na casa de meu Pai há muitos aposentos; se não fosse assim, eu lhes teria dito. Vou preparar-lhes lugar. E se eu for e lhes preparar lugar, voltarei e os levarei para mim, para que vocês estejam onde eu estiver” (João 14:2-3)

    Mas quando é que de fato entraremos nessas moradas celestiais?

    Jesus diz que é quando ele voltar e nos tomar consigo, e Clemente, seguindo a mesma linha condicionalista, declara que os mortos só se tornarão manifestos quando aparecer o Reino de Cristo. Para confirmar sem mais absolutamente nenhuma dúvida de que isso era uma menção ao momento da RESSURREIÇÃO dos MORTOS, Clemente prossegue dizendo que nós “entraremos em nossos quartos” (figura da sepultura) até que Deus nos RESSUSCITE de nossos SEPULCROS.

    CONTINUA EM (3)...

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  93. CONTINUANDO EM (3)...

    Clemente ainda faz menção a este estado entre a MORTE e a RESSURREIÇÃO de uma forma bastante condicionalista:

    “Nossos apóstolos conheciam, da parte do Senhor Jesus Cristo, que haveria disputas por causa da função episcopal. Por esse motivo, prevendo exatamente o futuro, instituíram aqueles de quem falávamos antes, e ordenaram que, após o SONO deles, outros homens provados lhes sucedessem no ministério”35

    Contra tudo isso, os IMORTALISTAS citam uma única passagem de Clemente, que é quando ele diz sobre Paulo:

    “Depois de ter ensinado a justiça ao mundo inteiro e alcançado os limites do Ocidente, ele deu testemunho diante das autoridades, DEIXOU o MUNDO e se foi para o LUGAR SANTO, tornando-se o maior modelo de perseverança”36

    No entanto, que Paulo “DEIXOU o MUNDO” (MORREU) e “SE FOI PARA O LUGAR SANTO”, isso nenhum MORTALISTA discorda. É óbvio que todos os que partem desta vida, partem em direção a um lugar (seja a glória, seja a condenação). Paulo, certamente, partiu para o “LUGAR SANTO”. Isso de modo nenhum indica que ele já esteja lá. Se eu digo que uma missão espacial “partiu para Marte”, isso não significa necessariamente que eles já estejam em Marte agora, significa apenas que eles deram início a este processo. Diante de tudo aquilo que vimos até aqui, o parecer de Clemente era declaradamente de obter a vida PÓSTUMA através da RESSURREIÇÃO, e não antes dela. Sendo assim, embora Paulo já tenha realmente “PARTIDO” em direção à glória (por já ter MORRIDO), a sua “CHEGADA” de fato se dá na RESSURREIÇÃO, que para nós pode ser algo demorado, mas para quem MORREU acontece em apenas um PISCAR de OLHOS.

    Não é necessário me alongar mais nesta questão porque já a abordei amplamente em meu livro anterior, onde comento sobre o “partir e estar com Cristo”, de Filipenses 1:23. Caso o leitor ainda não tenha lido meu livro anterior, pode acessar a refutação diretamente pela página do meu blog, indicada na nota de rodapé deste livro37.

    Em suma, à luz do conteúdo geral de Clemente, a evidência como um todo pesa fortemente em favor da tese de que Clemente era um condicionalista, que cria que a vida póstuma se dá através da RESSURREIÇÃO e que o destino final dos ímpios é o EXTERMÍNIO, ao invés de um TORMENTO ETERNO.

    28 Clemente aos Coríntios, 14:3-4.
    29 Clemente aos Coríntios, 57:4.
    30 Clemente aos Coríntios, 35:1-4.
    31 Clemente aos Coríntios, 36:2.
    32 Clemente aos Coríntios, c. 26-27.
    33 Clemente aos Coríntios, 35:1-4.
    34 Clemente aos Coríntios, 50:3-4.
    35 Clemente aos Coríntios, 44:1-2.
    36 Clemente aos Coríntios, 5:7.
    37 Disponível em: http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/08/partir-e-estar-comcristo.html

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  94. CONTINUANDO EM (1)

    BARNABÉ

    A epístola de Barnabé é um dos escritos primitivos mais importantes e valiosos do TESOURO PATRÍSTICO. Isso porque ela foi considerada canônica por algumas comunidades cristãs do primeiro século, e consta no importantíssimo CODEX SINAITICUS, do século IV d.C, na parte final do Novo Testamento. Os estudiosos se dividem quanto à identidade do Barnabé que escreveu esta carta. Alguns afirmam se tratar do mesmo Barnabé citado em Atos dos Apóstolos como o companheiro de Paulo, enquanto outros dizem se tratar de um Pai apostólico conhecido como Barnabé de Alexandria. De um modo ou de outro, a carta é datada entre os anos 70-131 d.C, sendo, portanto, de origem bastante antiga, e possivelmente a primeira obra cristã fora do Novo Testamento.

    A carta de Barnabé é também uma das mais fortes evidências de que a IMORTALIDADE da ALMA estava das portas para fora da igreja dos séculos I e II d.C. Barnabé não fala absolutamente NADA sobre a ALMA ser IMORTAL, sobre ela sobreviver à MORTE ou sobre um SOFRIMENTO ETERNO no inferno. Em vez disso, há muitos indícios notáveis de uma teologia expressamente CONDICIONALISTA. Para Barnabé, a “DESTRUIÇÃO da MORTE” não era a “LIBERTAÇÃO da ALMA”, mas a RESSURREIÇÃO dos MORTOS:

    “Os profetas, que tinham a graça dele, profetizaram a seu respeito. E ele a fim de DESTRUIR a MORTE e mostrar a RESSURREIÇÃO dos MORTOS, teve que se encarnar e sofrer, afim de cumprir a promessa feita aos pais e preparar para si o povo novo e demonstrar, durante sua estada na terra, que era ele mesmo que julgaria, depois de ter realizado a RESSURREIÇÃO”38

    Note também que Barnabé diz que JESUS só JULGARÁ depois de realizar a RESSURREIÇÃO, ou seja, que os MORTOS não foram JULGADOS ainda. Isso está em direto contraste com a teologia IMORTALISTA, que assegura que os que morreram já passaram por um JULGAMENTO INDIVIDUAL para tomar posição no CÉU ou no INFERNO. O interessante é que Barnabé cria também que nós só nos “ENCONTRAREMOS” no dia do JULGAMENTO, que, como vimos, ele considerava um evento posterior à RESSURREIÇÃO:

    “Deixai-vos instruir por Deus, procurando o que o Senhor quer de vós, e praticai-o, para que vos encontreis no dia do julgamento”39

    Barnabé deixa transparecer ainda que a glorificação no Reino de Deus e a retribuição ocorrem depois da RESSURREIÇÃO, e não antes:

    “É bom, portanto, aprender as sentenças do Senhor, que estão escritas, e a elas conformar o comportamento. Com efeito, aquele que as pratica será glorificado no Reino de Deus, mas aquele que escolher o outro (caminho) PERECERÁ com suas obras. Por isso, existe RESSURREIÇÃO, e por isso existe RETRIBUIÇÃO”40

    A RESSURREIÇÃO existe justamente para que aquele que pratica boas obras seja glorificado no Reino de Deus, o que deixa implícito que antes da RESSURREIÇÃO não há ninguém glorificado no Reino. Como também vemos, Barnabé afirmava que o ímpio “PERECERÁ” com suas obras, ao invés de ele dizer que será ATORMENTADO para SEMPRE. Para ele, “VIVER para SEMPRE” era um privilégio e uma honra concedida apenas e exclusivamente aos que creem em Cristo:

    CONTINUANDO EM (2)...

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  95. CONTINUANDO EM (2)...

    “E o profeta continua, uma vez que ele foi colocado como sólida pedra para esmagar: ‘Eis que colocarei nos alicerces de Sião uma pedra de grande valor, escolhida, angular e preciosa’. O que diz em seguida? ‘Aquele que nela crer, viverá para sempre’”41

    “’Quem comer deles viverá eternamente’, quer dizer: quem escutar, quando tais palavras são ditas, e crer nelas, viverá eternamente”42

    No dia do julgamento, todas as coisas “PERECERÃO” com o maligno, e a “RETRIBUIÇÃO” só será dada quando Jesus voltar:

    “Está próximo o dia, no qual todas as coisas PERECERÃO com o Maligno. Está próximo o Senhor, justo com a sua RETRIBUIÇÃO”43

    Ele também diz claramente que nesse momento futuro a maldade não mais existirá, o que implica logicamente que não haverá ímpios vivos (que é de onde provém a maldade):

    “Nós mesmos, tendo recebido a promessa, com a maldade não mais existindo, e tendo todas as coisas sido feitas novas pelo Senhor, seremos capazes de administrar a justiça”44

    Por fim, Barnabé fala também sobre a MORTE ETERNA (ao invés de “TORMENTO ETERNO”), a qual sucede uma punição:

    “O caminho do sombrio (ou seja, o diabo) é torto e cheio de maldição, pois é o caminho da MORTE ETERNA com punição, e nele estão as coisas que DESTROEM sua ALMA: idolatria, perversidades, arrogância do poder, hipocrisia, coração hipócrita, adultério, assassinato, roubo, orgulho, transgressão, fraude, malícia, autossuficiência, encantamentos, magia, avareza, falta de temor a Deus”45

    A expressão “MORTE ETERNA com PUNIÇÃO” é tão naturalmente CONDICIONALISTA que certo site católico famoso no Brasil teve que adulterar a tradução, preferindo verter por “MORTE ETERNA nos TORMENTOS”, para que se adequasse à visão IMORTALISTA sobre o inferno!

    Claramente, Barnabé não cria em nenhum TORMENTO ETERNO, mas sim em uma MORTE ETERNA, que sucedia uma punição no GEENA (este conceito já foi amplamente abordado em meu livro “A Verdade sobre o Inferno”, onde abordo a questão do aniquilacionismo posterior ao castigo).

    À luz de tudo isso, contra ZERO evidência de que Barnabé tenha ensinado a IMORTALIDADE da ALMA seja direta ou indiretamente, é óbvio que Barnabé deve ser incluído no grupo dos Pais CONDICIONALISTAS.

    38 Epístola de Barnabé, c. 5.
    39 Epístola de Barnabé, c. 21.
    40 Epístola de Barnabé, c. 21.
    41 Epístola de Barnabé, c. 6.
    42 Epístola de Barnabé, c. 11.
    43 Epístola de Barnabé, c. 21.
    44 Epístola de Barnabé, c. 15.
    45 Epístola de Barnabé, c. 20:1

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  96. Olá Alexandre Dietrich

    Bom dia


    A mensagem bíblica é essencialmente espiritual depende da ação do Espírito Santo para que o crente entenda, só ler a Bíblia não é suficiente é presciso entender e aí o agir de Deus é essencial para a correta compreensão.


    A alma peca, a idéia que alma morre não é compreendida pelos mortalistas, por isso a importância da ação do Espírito Santo. Morte é separação , na verdade todos nós pecamos e se for assim quando pecamos deveríamos morrer mas não é assim. Quando o ser humano passa a amar o pecado i.e. gradativamente vai se acostumando a pecar e não se arrepende aí embora vivo esta morto espiritualmente e o corpo interage com a alma ambos pecam.

    A natureza da alma é imortal e a ressurreição depende fundamentalmente da alma imortal, o que é eestranho é não ter um elemento que estabeleça a continuidade depois da morte como faz a crença mortalista.

    Veja na ressurreição o corpo e a alma estão juntos e ai ambos vão para a Geena Espiritual ambos estão para sempre separados de Deus ou seja mortos.


    Existe uma complexa interação entre corpo e alma o corpo responde a ação da alma pois o corpo é todo preparado para receber tal informação. O corpo não é uma roupa mas templo do Espírito Santo, foi criado com uma estrutura preparado para interagir com a alma.A noção bíblia não é que a alma ao sair do corpo vai para outros corpos mas o corpo identifica o ser tanto é que que na ressurreição é o corpo do indivíduo que ressuscita e não outro mostrando assim a individualidade e isso nos remete a alma com sua essencialidade que identifica o ser em si.
    O corpo assim como a alma tem características, o corpo raciocina pois tem componentes materiais para isso pois o mesmo participa com alma o tempo todo.

    um grande abraço

    Luiz


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  97. Bom dia irmão Luiz, a paz do Senhor!

    Você disse:

    "O CORPO assim como a ALMA tem características, o CORPO RACIOCINA pois tem componentes materiais para isso pois o mesmo participa com alma o tempo todo".

    Bom, segundo sua resposta...

    A ALMA como o CORPO pecam certo?!

    Irmão LUIZ, onde encontramos na BÍBLIA essa distinção de quem PECARIA e quem deveria MORRER?

    Se ambos PECAM, qual a prova escriturística e não filosófica, para a ALMA pecar e não MORRER e o CORPO pecar e MORRER? Qual a base bíblica para sua tese e não filosófica?

    Abraços.

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  98. Irmão Luiz, a ALMA morre ou não?

    Veja abaixo o que a BÍBLIA diz e não FILOSOFIA!

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  99. COMEÇA EM (1)...

    SERÁ QUE a ALMA MORRE?

    UMA VISÃO BÍBLIA e não FILOSÓFICA!

    No Antigo Testamento – A Bíblia relata a MORTE da ALMA tantas inúmeras vezes que eu tive que resumir citações condensadas aqui ao invés de passar uma a uma. O arsenal bíblico da MORTE da ALMA é tão significativo ao ponto de nenhum exegeta sério poder contestar que este é um fato. Ela não sobrevive a parte do corpo, mas, pelo contrário, MORRE com ele, pelo que não existe “ALMA VIVENTE” sem o corpo com o FÔLEGO de vida. Quando o FÔLEGO de VIDA [espírito] é retirado, nós que somos ALMAS VIVENTES nos tornamos ALMAS MORTAS. É por isso que a Bíblia fala tão frequentemente na MORTE da ALMA também.

    No Antigo Testamento, os escritores bíblicos quase cansaram de FALAR que a ALMA MORRE. No texto original hebraico, a ALMA MORRIA, era TRANSPASSADA, podia ser MORTA, MORRIA para esta VIDA e MORRIA para a PRÓXIMA, a ALMA MORRIA a toda hora. Josué conseguiu o “FEITO” de EXTERMINAR muitas ALMAS...

    (ver Josué 10:28 no original hebraico:

    “Ve'eth-maqqêdhâh lâkhadh yehoshua` bayyom hahu' vayyakkehâlephiy-cherebh ve'eth-malkâh hecherim 'othâm ve'eth-kâl-hannephesh 'asher-bâh lo' hish'iyr sâriydh vayya`as lemelekh maqqêdhâh ka'asher `âsâhlemelekh yeriycho”).

    A tradução literal ficaria assim:

    “Naquele dia tomou Maquedá. Atacou a cidade e MATOU o rei a espada e EXTERMINOU toda a ALMA que nela [cidade] VIVIA, sem deixar SOBREVIVENTES [mas alma sobrevive?]. E fez com o rei de Maquedá o que tinha feito com o rei de Jericó”.

    E não foi só essa vez que Josué conseguiu o feito extraordinário de MATAR não só o CORPO, mas a ALMA também: em Josué 10:30, 31, 34, 36 e 38, a ALMA costumava morrer sempre. Por que será que hoje a ALMA se tornou tão teimosa e além de não querer MORRER mais, se tornou IMORTAL? Estranho não?

    No original hebraico, Josué “MATOU a espada TODAS as ALMAS” (cf. Js.10:30), e “exterminou TODA a ALMA” (cf. Js.10:28). Será que as ALMAS hoje se tornaram verdadeiras GLADIADORAS e não perdem nenhuma BATALHA? Só se for...

    Definitivamente, se existia uma IMORTALIDADE da ALMA, então Josué deveria ganhar uma medalha de honra ao mérito por tais feitos.

    Se alguém “MATAVA uma ALMA ACIDENTALMENTE”, podia fugir para uma cidade de refúgio (cf. Js.20:3). Era possível ANIQUILAR uma ALMA sem INTENÇÃO (cf. Js.20:9). A ALMA MORRIAa tantas vezes, que uma referência completa a todas as passagens nos faria superar os limites de escopo deste livro. É claro que a maioria das versões bíblicas a nossa disposição simplesmente não traduzem a palavra “ALMA” como colocada no original hebraico [NEPHESH] pelo simples fato de que isso seria uma afronta à teoria IMORTALISTA de que é só o CORPO que MORRE e a ALMA não. Os personagens bíblicos não acreditavam que seria apenas o CORPO que MORRIA, pois eles categoricamente afirmam:

    “Quem contará o pó de Jacó e o número da quarta parte de Israel? Que a minha ALMA MORRA da MORTE dos justos, e seja o meu fim como o seu” (cf. Nm.23:10).

    CONTINUA EM (2)...

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  100. CONTINUANDO EM (2)...

    Veja que ele não diz:

    “que meu CORPO MORRA a MORTE justos”, o que presumivelmente seria a única coisa que os defensores da IMORTALIDADE da ALMA afirmariam. A própria ALMA não escaparia da MORTE, e essa era a tão forte convicção de toda a Bíblia. A esperança deles não era que as suas ALMAS fossem IMORTAIS, mas sim que elas MORRESSEM as MORTES dignas dos JUSTOS, isto é, com honra. Este seria o FIM deles, e não um INÍCIO de uma nova existência!

    Tal convicção de que a ALMA também não escapa da MORTE pode ser encontrada mais inúmeras vezes:

    “Dai-me um sinal seguro de que salvareis meu pai, minha mãe, meus irmãos, minhas irmãs e todos os que lhe pertencem e livrareis as nossas VIDAS da MORTE” (cf. Js.2:13).

    Caso os israelitas atacassem Jericó, as “VIDAS” da família de Raabe seriam MORTAS. Poucos sabem, contudo, que o original hebraico verte novamente a MORTE da ALMA (nephesh) ao invés de “VIDA” como é traduzido por muitas versões.

    A Versão King James é uma das versões que traduzem nesta passagem corretamente a MORTE da ALMA, como sendo o próprio término da VIDA, a cessação da existência.

    Em Deuteronômio 19:11, a tradução em português assim reza:

    “Mas, se alguém odiar o seu próximo, ficar à espreita dele, atacá-lo e MATÁ-LO, e fugir para uma dessas cidades...”.

    Contudo, o original hebraico traz novamente a MORTE da ALMA:

    “Vekhiy-yihyeh 'iysh sonê'lerê`êhu ve'ârabh lo veqâm `âlâyv vehikkâhu nephesh vâmêth venâs'el-'achath he`âriym hâ'êl”.

    “MATÁ-LO” aqui é a tradução do original hebraico que traz NEPESH: MATAR a ALMA!

    Em Jó 27:8, quando lemos que Deus eliminaria os ímpios, tirando a sua VIDA, o original traduz por “TIRAR a ALMA” [NEPESH]: “Pois, qual é a esperança do ímpio, quando é eliminado, quando Deus lhe TIRA a ALMA [NEPESH]”? O fato bíblico é que “a ALMA que PECAR, essa MORRERÁ” (cf. Ez.18:4; Ez.18:21).

    Se Deus tivesse feito a ALMA IMORTAL, teria dito a Ezequiel que “a ALMA que PECAR viverá ETERNAMENTE em estado DESENCARNADO”; ou, então, diria que “a ALMA que PECAR nunca MORRERÁ”! Contudo, vemos que nem mesmo a ALMA está isenta da MORTE.

    Os autores bíblicos usavam e abusavam da MORTE da ALMA. Outro fato interessante encontra-se no Salmo 49:8,9, que diz:

    “Pois o resgate da ALMA deles é caríssima, e cessará a tentativa para sempre, para que viva para sempre e não sofra DECOMPOSIÇÃO” (cf. Sl.49:8,9).

    Se a ALMA fosse algo à parte do CORPO que se DESLIGA deste por ocasião da MORTE, então ela jamais poderia em circunstância alguma sofrer DECOMPOSIÇÃO. O que deveria sofrer decomposição seria o CORPO, somente, e não a ALMA. Contudo, o verso 8 faz menção a NEPESH – ALMA.

    CONTINUA EM (3)...

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  101. CONTINUANDO EM (3)...

    A verdade é que no original hebraico a ALMA é explicitamente MORTA:

    “Para que nelas se acolha aquele que MATAR alguém [NEPESH] involuntariamente” (cf. Nm.35:15).

    Evidentemente o hebraico NEPESH [ALMA] nunca é traduzido na maior parte das versões pelo simples fato de que isso iria suscitar o questionamento de que a ALMA claramente MORRE com a MORTE do CORPO. Por isso, traduzem até o “MATAR ALGUÉM”... e daí pulam imediatamente para o: “...INVOLUNTARIAMENTE”.

    Não traduzem por “MATAR alguma ALMA”, pois desta forma é muito mais fácil enganar os leitores que não tem como descobrir usando apenas a linguagem disponível no texto em português se o verso verte a MORTE apenas do CORPO ou também da ALMA. O que bem podemos observar, ao longo de toda a Bíblia, é que a ALMA MORRE tanto quanto o CORPO (ou até mais), mas isso é escondido dos leitores pela maioria das traduções. Tais casos semelhantes ocorrem inúmeras vezes nas Escrituras.

    Alguns, na tentativa de provar que a ALMA é IMORTAL, argumentam usando o texto de 1ª Reis 17:21-22, que assim diz:

    “E estendendo-se três vezes sobre o menino, clamou ao Senhor, e disse: Ó Senhor meu Deus, rogo-Te que faças a ALMA deste menino TORNAR a ENTRAR nele. E o Senhor atendeu à voz de Elias; e a ALMA do menino TORNOU a ENTRAR nele, e REVIVEU” (cf. 1Rs.17:20-22).

    Mas, na realidade, tudo o que este texto nos mostra é que a ALMA do menino, que estava MORTA, voltou a ter VIDA – ele tornou-se novamente um SER VIVENTE, uma ALMA VIVENTE.

    Corrobora com isso a variante linguística do texto, como observa o Dr. Samuelle Bacchiocchi:

    “Esta leitura, que se acha à margem da versão AV, apresenta uma construção linguística diferente. O que retorna às partes interiores é a RESPIRAÇÃO. A ALMA como tal nunca se LIGA a algum órgão ‘INTERIOR’ do corpo. O retorno da RESPIRAÇÃO às partes interiores resulta no REAVIVAMENTO do CORPO, ou, poderíamos dizer, faz com que se torne uma vez mais uma ALMA VIVENTE”68

    Concorda com isso também o significado secundário de ALMA como sendo "VIDA". Cristo disse que aquele que queria segui-lo teria que odiar a sua ALMA-PSIQUÊ (cf. Jo.12:25). Odiar a "SI MESMO (69) ou a um elemento IMORTAL que o próprio Deus tenha implantado no homem, como creem os IMORTALISTAS, não faz qualquer sentido, razão pela qual a maioria das traduções bíblicas tem vertido a passagem por "VIDA" (70).

    Isso é o mesmo que ocorre em 1ª Reis 17:22, onde ALMA aparece no sentido de VIDA.

    A "VIDA" voltou ao menino, como diz a NVI:

    "O Senhor ouviu o clamor de Elias, e a VIDA voltou ao menino, e ele VIVEU" (cf. 1Rs.17:22), e desta forma ele passou a ser uma ALMA VIVENTE novamente, não mais uma ALMA MORTA (71).

    CONTINUA EM (4)...

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  102. CONTINUANDO EM (4)...

    Sobre isso, Bacchiocchi acrescenta:

    “Até mesmo o Interpreter’s Dictionary of the Bible [Dicionário bíblico do intérprete], de concepção liberal, em seu verbete sobre a MORTE declara explicitamente: ‘A partida do NEPESH [ALMA] deve ser vista como uma figura de linguagem, pois não continua a existir independentemente do corpo, mas morre com ele (Núm. 31:19; Juí. 16:30; Eze. 13:19).

    Nenhum texto bíblico autoriza a declaração de que a ‘ALMA’ é separada do CORPO no momento da MORTE. O RUACH, ‘ESPÍRITO’, que faz do homem um SER VIVENTE (cf. Gên. 2:7), e que ele perde por ocasião da MORTE, não é, falando-se apropriadamente, uma realidade antropológica, mas um dom de Deus que retorna a Ele ao tempo da MORTE. (Ecl. 12:7)’”(72)

    Além disso, aquele que MATASSE alguma ALMA deveria ficar SETE dias fora do arraial:

    “Acampai-vos por sete dias fora do arraial; todos vós, tanto o que tiver MATADO alguma ALMA [NEPESH], como o que tiver tocado algum MORTO” (cf. Nm.31:9).

    Se tais “EXTERMINADORES de ALMA” vivessem no século presente e vissem o que o conceito de “ALMA” se tornou após a adoção universal do conceito PLATÔNICO para este termo, iriam ficar realmente ASSOMBRADOS em descobrir que MATARAM ALMAS IMORTAIS!

    A MORTE do CORPO está sempre ligada à MORTE da ALMA porque o CORPO é a forma visível da ALMA. Nós não temos uma ALMA presa dentro de nós que é liberta por ocasião da morte; nós somos essa “PESSOA” que MORRE e que REVIVE por ocasião da RESSURREIÇÃO (cf. Ap.20:4)! É por isso que, quando Josué conquistou as várias cidades além do Jordão, a Bíblia nos diz repetidas vezes que “ele DESTRUIU totalmente TODA ALMA [NEPESH]” (cf. Js.10:28, 30, 31, 34, 36, 38). Definitivamente não haviam avisado Josué que no máximo o que ele matou foi somente um corpo!

    Em Deuteronômio 11:9, lemos que “havendo alguém que aborrece o seu próximo, e lhe arma ciladas, e se levanta contra ele, e o fere de golpe MORTAL, e se acolhe a uma destas cidades...”. A frase “o fere de GOLPE MORTAL” é uma INFELIZ tradução do original hebraico que diz “FERE a ALMA-NEPESH MORTAMENTE”. Jamais poderíamos imaginar que um cidadão iria com a sua espada transpassar tanto um indivíduo num combate ao ponto de MATAR até a ALMA “IMORTAL” e imaterial que essa pessoa possui dentro dela! É nítido que a ALMA não era crido como sendo algo IMATERIAL com IMORTALIDADE preso dentro de nós, o que também fica claro em Jeremias:

    “Então disse eu: Ah, Senhor Deus! Verdadeiramente enganaste grandemente a este povo e a Jerusalém, dizendo: Tereis paz; pois a ESPADA penetra-lhe até à ALMA” (cf. Jr.4:10). Se a ALMA fosse algo IMATERIAL, não poderia ser atingida por objeto algum MATERIAL e nem ser PENETRADA! Uma entidade IMORTAL e IMATERIAL não pode ser FERIDA com ESPADA ou algum outro instrumento; contudo, lemos que “vos estejam à mão cidades que vos sirvam de cidades de refúgio, para que ali se acolha o HOMICIDA que ferir a alguma ALMA [NEPESH] por engano” (cf. Nm.35:11).

    Aqui o “FERIR” é propriamente a MORTE, porque o que a atinge é um HOMICIDA. Obviamente a MORTE do CORPO é a MORTE da ALMA, pelo fato de que a ALMA não é um segmento IMATERIAL que não pode ser ATINGIDO e nem DESTRUÍDO. Nenhum autor bíblico acreditava que existia uma ALMA IMORTAL e imaterial presa dentro do nosso corpo, pois, se assim fosse, então a ALMA jamais e em circunstância alguma poderia ser MORTA e nem DESTRUÍDA em hipótese nenhuma!

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  103. CONTINUANDO EM (5)...

    Isaías fala a respeito de Jesus nessas palavras:

    “Por isso lhe darei a sua parte com os grandes, e com os fortes ele partilhará os despojos; porque derramou a sua ALMA até a MORTE, e foi contado com os transgressores. Contudo levou sobre si os pecados de muitos, e intercedeu pelos transgressores” (cf. Is.53:12).

    Comentando essa passagem, o Dr. Samuelle Bacchiocchi afirma:

    “’ELE DERRAMOU’ é versão do hebraico ARAH que significa ‘ESVAZIAR, DESNUDAR, ou deixar a ESCOBERTO’. Isso significa que o Servo Sofredor esvaziou-Se de toda a vitalidade e força da ALMA. Na MORTE, a ALMA não mais funciona como o princípio animador da VIDA, mas descansa na SEPULTURA”73

    De qualquer forma, eles não insistiriam tanto na MORTE da ALMA, com os tradutores bíblicos na grande maioria dos casos traduzindo por “PESSOA” ao invés de “ALMA-NEPESH”, como deve ser traduzido, presumivelmente por causa de crerem que a ALMA é IMORTAL e não pode ser MORTA, contrariando a Bíblia toda (cf. Nm.31:19; 35:15,30; Js.20:3, 9; Gn.37:21; Dt.19:6, 11; Jr.40:14, 15; Jz.16:30; Nm.23:10; Ez.18:4; Ez.18:21).

    Em Números 31:19, lemos que a MORTE do CORPO é a MORTE da ALMA:

    “Acampai-vos sete dias fora do arraial; qualquer de vós que tiver MATADO “ALGUMA PESSOA [NEPHESH] e qualquer que tiver tocado em algum MORTO, ao terceiro dia e ao sétimo dia, vos purificareis, tanto vós como os vossos cativos” (cf. Nm.31:19).

    O original novamente traz a MORTE da ALMA:

    “Ve'attem chanu michutslammachaneh shibh`ath yâmiym kol horêgh nephesh vekhol noghêa` bechâlâltithchathe'u bayyom hasheliyshiy ubhayyom hashebhiy`iy 'attem ushebhiykhem”.

    Qualquer erudito familiarizado com as Escrituras também irá se deparar repetidamente com a forte convicção bíblica de que, caso as pessoas MORRESSEM, as suas ALMAS não escapariam da MORTE. Isso explica o porquê que, em tantos casos, vemos os salmistas agradecendo a Deus por ter livrado a ALMA deles da MORTE, prolongando os dias de vida deles, ou, então, dizendo que a sua ALMA MORRERIA a MORTE dos JUSTOS:

    “Porque tu livraste a minha ALMA da MORTE, os meus olhos das lágrimas, e os meus pés da queda” (cf. Sl.116:8).

    “Para lhes livrar as ALMAS da MORTE, e para os conservar VIVOS da FOME” (cf. Sl.39:19)

    “Pois tu livraste a minha ALMA da MORTE; não livrarás os meus pés da queda, para andar diante de Deus na luz dos VIVENTES?” (cf. Sl.56:13)

    “Quem contará o pó de Jacó e o número da quarta parte de Israel? Que a minha ALMA MORRA da morte dos justos, e seja o meu fim como o seu” (cf. Nm.23:10)

    “E a sua ALMA se vai chegando à COVA, e a sua VIDA aos que trazem a MORTE” (cf. Jó 33:22)

    “Portanto guardareis o sábado, porque santo é para vós; aquele que o profanar certamente MORRERÁ; porque qualquer que nele fizer alguma obra, aquela ALMA será eliminada do meio do seu povo” (cf. Êx.31:14)

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  104. CONTINUANDO EM (6)...

    “Preparou caminho à sua ira; não poupou as suas ALMAS da MORTE, mas entregou à pestilência as suasVIDAS” (cf. Sl.78:50)

    “E sucedeu que, importunando-o ela todos os dias com as suas palavras, e molestando-o, a sua ALMA se angustiou até a MORTE” (cf. Jz.16:16)

    “Conspiração dos seus profetas há no meio dela, como um leão que ruge, que arrebata a presa; eles devoram as ALMAS; tomam tesouros e coisas preciosas, multiplicam as suas viúvas no meio dela” (cf. Ez.22:25)

    “E naquele mesmo dia tomou Josué a Maquedá, feriu-a a fio de espada, e destruiu o seu rei, a eles, e a TODA a ALMA que nela havia; nada deixou de resto: e fez ao rei de Maquedá como fizera ao rei de Jericó” (cf. Js.10:28)

    “Os seus príncipes no meio dela são como lobos que arrebatam a presa, para derramarem sangue, para destruírem as ALMAS, para seguirem a avareza” (cf. Ez.22:27)

    Estes são alguns exemplos de passagens nas quais não precisamos ir até o original hebraico para revelarmos que o original traz a palavra “ALMA”, pois as próprias versões em português (ou a maioria delas) já traduzem por “ALMA” nestes versos, traduzindo NEPHESH por ALMA como realmente deve ser, em um contexto onde ela é MORTA, ou DESTRUÍDA, ou ELIMINADA, ou DEVORADA! Vale lembrar sempre que existe uma outra grande maioria de passagens bíblicas relatando a MORTE e EXTERMÍNIO da ALMA, em que NEPHESH não foi traduzido por “ALMA” como corretamente deveria ser, mas o que restou a nós já é mais do que o suficiente para imputarmos a doutrina de que a ALMA não MORRE como algo completamente antibíblico.

    Os escritores bíblicos jamais disseram que a ALMA é um elemento IMATERIAL e IMORTAL, mas sim algo bem MATERIAL e que MORRE. Por tudo isso, não existe ALMA IMORTAL; o fato de a ALMA MORRER tanto provém de que uma “ALMA VIVENTE” não significa uma “ALMA IMORTALl”, mas simplesmente um “SER VIVO”, sujeito a MORTE:

    “Eis que todas as ALMAS são minhas; como a ALMA do pai, também a ALMA do filho é minha; a ALMA que pecar, essa MORRERÁ” (cf. Ez.18:4).

    O Dr. Bacchiocchi ainda acrescenta:

    “As pessoas tinham grande temor por suas ALMAS [NEPHESH] (Jos. 9:24) quando outros estavam buscando suas ALMAS [NEPHESH] (Êxo. 4:19; 1 Sam. 23:15). Eles tiveram que fugir por suas ALMAS [NEPHESH] (2 Reis 7:7) ou defender suas ALMAS [NEPHESH] (Est. 8:11); se não o fizessem, suas ALMAS [NEPHESH] seriam totalmente DESTRUÍDAS (Jos. 10:28, 30, 32, 35, 37, 39). “A ALMA que PECAR, essa MORRERÁ” (Eze. 18:4, 20). Raabe pediu aos dois espias israelitas que salvassem sua família falando em termos de “livrareis as nossas VIDAS [almasVKJ] da MORTE” (Jos. 2:13)”74

    Sumariando, vemos que, biblicamente, a ALMA MORRE (cf. Ez.18:4), PERECE (cf. Mt.10:28), é DESTRUÍDA (cf. Ez.22:27), não é poupada da MORTE (cf. Sl.78:50), é completamente ELIMINADA (cf. Êx.31:14), desce à COVA na MORTE (cf. Jó 33:22), REVIVE na RESSURREIÇÃO [porque estava morta antes disso] (cf. Ap.20:4), é totalmente DESTRUÍDA (cf. Js.10:28), é DERRAMADA na MORTE (Is.53:12), é PENETRADA pelo fio da ESPADA (cf. Jr.4:10), é passível de sofrer DECOMPOSIÇÃO [na sepultura] (cf. Sl.49:8,9), “REPOUSA” na MORTE (cf. Sl.25:13), é SUFOCADA (cf. Jó 31:39,40), é DEVORADA (cf. Ez.22:25), pode ser ASSASSINADA (cf. Nm.35:11) e EXTERMINADA (cf. At.3:23).

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  105. CONTINUANDO EM (7)...

    Que a ALMA não é e nem nunca foi IMORTAL, isso também fica evidente pelo fato de que, em mais de 1600 citações em que aparece “ALMA” na Bíblia, em nenhuma delas é seguida do termo “ETERNO” [aionios] ou “IMORTAL” [athanatos], o que obviamente seria feito caso a ALMA fosse ETERNA ou IMORTAL. Porém, isso nunca ocorre nas Escrituras, que preferem insistir constantemente em dizer que a ALMA MORRE, é DESTRUÍDA, EXTERMINADA e ANIQUILADA (cf. Nm.31:19; 35:15,30; 23:10; Js.20:3,9; Js.20:3,28; Gn.37:21; Dt.19:6, 11; Jr.40:14,15; Jz.16:30; 16:30; Ez.18:4,21; 22:25,27; Jó 11:20; At.3:23; Tg.5:20, etc).

    A Bíblia usa e abusa de todos os termos genéricos para a MORTE da ALMA. Junte isso ao fato que vimos acima, de que nunca algum escritor bíblico fez qualquer questão de dizer que a ALMA seria ‘ETERNA’ ou ‘IMORTAL’ (em mais de 1600 citações), porque eles sabiam bem que a ALMA MORRE com a MORTE do CORPO. Ou seja: temos centenas de centenas de citações mostrando explicitamente e expressamente a MORTE da ALMA, mas nenhuma que de forma direta afirme que a ALMA é “IMORTAL” (athanatos) ou “ETERNA” (aionios)! Isso vai frontalmente contra o DUALISMO GREGO que divulgava a IMORTALIDADE da ALMA amplamente e nunca ousava dizer que a ALMA podia ser mMORTA, o que seria uma completa
    afronta para os GREGOS DUALISTAS, um verdadeiro escândalo para eles.

    Se a ALMA de fato fosse IMORTAL, o que deveríamos esperar seria uma “ENCHENTE” de citações bíblicas falando sobre a “ALMA ETERNA”, a “ALMA IMORTAL”, a “IMORTALIDADE da ALMA”, etc. O próprio fato de a Bíblia insistir tanto na MORTE da ALMA ao invés de promover a IMORTALIDADE desta é suficientemente incontestável a fim de desqualificarmos inteiramente esta doutrina por não possuir um mínimo de respaldo teológico sério. Crer que a ALMA é IMORTAL é estar com os olhos “VENDADOS” (cf. 2Co.4:4) a luz de todas as evidências.

    NO NOVO TESTAMENTO

    O Novo Testamento confirma, mantém e amplia a crença bíblica de que a ALMA MORRE. Jesus nos contou sobre aquele que pode destruir o CORPO e a ALMA (cf. Mt.10:28), Tiago nos diz que a ALMA está sujeita à MORTE (cf. Tg.5:20) e Pedro declara que ela pode ser EXTERMINADA:

    “E acontecerá que toda a ALMA que não escutar esse profeta será EXTERMINADA dentre o povo” (cf. Atos 3:23)

    Neste texto a palavra usada para o EXTERMÍNIO da ALMA é EXOLOTHREUO, que, de acordo com o léxico de Strong, significa “derrubar do seu lugar, destruir completamente, extirpar”75.

    Não tem qualquer relação com um prosseguimento eterno e ininterrupto de vida consciente, mas diz respeito a um extermínio, uma completa cessação de existência. A palavra grega EXOLOTHREUO denota o completo extermínio da ALMA. Embora os escritores bíblicos tivessem a completa decisão de escolha entre respaldar a MORTE do “CORPO” ou da “PESSOA”, duas palavras disponíveis tanto no GREGO como no HEBRAICO, eles insistem na MORTE e EXTERMÍNIO da ALMA [NEPHESH/hebraico – PSUCHÊ/grego].

    Paulo também afirma, no auge da tempestade de Atos 27, que “nenhuma VIDA se perderá” (cf. At.27:22). O “PERDER-SE” aqui referido é claramente relacionado com a cessação de vida, a morte na qual passaria aquelas pessoas em caso que o navio se afundasse. Poucas pessoas sabem, contudo, que o original grego traz “ALMA-PSIQUÊ” novamente:

    “kai abs=ta abs=nun t=tanun parainô umas euthumein apobolê gar psuchês oudemia estai ex umôn plên tou ploiou”. Em outras palavras, eles teriam as suas próprias ALMAS MORTAS.

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  106. CONTINUANDO EM (8)...

    O apóstolo Paulo usou a palavra para ALMA-PSIQUÊ apenas TREZE VEZES em seus escritos (de 1600 em que aparece na Bíblia). A razão mais razoável para isso é que ele não queria dar entender aos seus leitores um sentido equívoco daquilo que seria a “ALMA”, em direto contraste com o pensamento PLATÔNICO que a divulgava amplamente. Por isso mesmo, ele jamais se utilizou do termo “ALMA-PSUCHÊ” para denotar a vida que sobrevive à morte. Pelo contrário, relata que “é semeado um CORPO natural [PSYCCHIKON] e RESSUSCITA um CORPO espiritual. Se há CORPO natural [psychikon], há também corpo espiritual” (cf. 1Co.15:44).

    Aqui ele se utiliza de um derivado de ALMA-PSYCHE a fim de denotar a natureza do corpo natural que está sujeito à morte [e consequente ressurreição], e não a algum elemento IMATERIAL ou IMORTAL. “CORPO NATURAL” aqui é a tradução do grego que diz:

    “soma psuchikos”, que literalmente significa: “CORPO PSÍQUICO” (psiquê significa alma). Alma-psiquê, portanto, está relacionada a um CORPO NATURAL que MORRE e que RESSUSCITA, e não a um elemento IMATERIAL, INTANGÍVEL e IMORTAL desassociado do corpo natural e mortal.

    Os manuscritos originais da Bíblia (AT/hebraico; NT/grego) sempre insistem que a ALMA não é uma parte DIVISÍVEL do CORPO ou algum POTENCIAL IMATERIAL presente na natureza humana trazendo consigo IMORTALIDADE, mas sim a própria pessoa como um ser vivo, como uma ALMA VIVENTE.

    Paulo e Barnabé eram “homens que têm arriscado a VIDA [psiquê] pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo” (cf. At.15:26), porque a ALMA-psiquê também morre. Por isso, ela também é colocada em risco de acordo com os perigos em determinada localidade. Eles colocaram a própria ALMA em risco por amor a Cristo, porque a ALMA também pode ser MORTA. Se assim não fosse, eles estariam arriscando apenas o CORPO MORTAL, e não a ALMA, pois esta supostamente seria IMORTAL e INATINGÍVEL a qualquer perigo de VIDA.

    Em Mateus 2:20, é nos dito que já MORRERAM os que buscavam a ALMA-psiquê do menino Jesus:

    “Levanta-te, toma a criancinha e sua mãe, e vai para a terra de Israel, porque já MORRERAM os que buscavam a ALMA da criancinha” (cf. Mateus 2:20)

    No grego:

    “legôn egertheis paralabe to paidion kai tên mêtera autou kai poreuou eis gên israêl tethnêkasin gar oi zêtountes tên psuchên tou paidiou”

    O termo “BUSCAR a ALMA”, diante do contexto, tem clara ligação com buscar a MORTE daquela criança, que era o objetivo de Herodes: MATAR o menino Jesus. Ocorre que o evangelista Mateus, ao invés de dizer que eles matariam apenas o CORPO, emprega novamente o termo “ALMA-PSIQUÊ”, pois a morte seria total: CORPO e ALMA.

    Jesus disse em Mateus 16:25 que “todo aquele que quiser salvar a sua ALMA [psiquê], perdê-la-á; mas todo aquele que perder a sua ALMA [psiquê] por minha causa, achá-la-á”.

    O termo “PERDER a ALMA” aqui diz respeito ao martírio que todos os discípulos de Cristo passaram. Eles “PERDERAM a ALMA”, isto é, tiveram um fim nesta vida pelas mãos de homens cruéis, visando “GANHÁ-LA” num momento futuro, na RESSURREIÇÃO dos MORTOS. Mais uma vez, a morte não está relacionada ao CORPO de modo estrito, mas também à PSIQUÊ-ALMA!

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  107. CONTINUANDO EM (9)...

    Outra clara referência neotestamentária sobre a MORTE da ALMA está em Marcos 3:4, quando Cristo diz:

    “A seguir, disse-lhes: ‘É lícito, no sábado, fazer uma boa ação ou fazer uma má ação, salvar ou matar uma ALMA?” (cf. Marcos 3:4)

    No grego:

    “kai legei autois exestin tois sabbasin a=agathon a=poiêsai tsb=agathopoiêsai ê kakopoiêsai psuchên sôsai ê apokteinai oi de esiôpôn”

    De acordo com a Concordância de Strong, a palavra grega APOKTEINO significa:

    615 αποκτεινω apokteino de 575 e kteino (matar); v 1) matar o que seja de toda e qualquer maneira. 1a) destruir, deixar perecer.

    Portanto, APOKTEINO psiquê denota a morte completa da ALMA, e não uma “IMORTALIDADE NATURAL” dela.

    Pedro, ao dizer que morreria por Cristo, chegou a dizer:

    “Senhor, por que é que não te posso seguir atualmente? Entregarei a minha ALMA em benefício de ti!” (cf. João 13:37)

    No grego:

    “legei autô ats=o petros kurie ab=dia ab=ti ts=diati ou dunamai soi akolouthêsai arti tên psuchên mou uper sou thêsô”

    Pedro estava simplesmente dizendo que estava disposto a MORRER por Cristo, e para isso diz que entregaria a sua PSIQUÊ por amor do Mestre, isto é, estaria disposto a entregar a sua própria ALMA à MORTE em benefício de Cristo. Ele não cria que no máximo entregaria um CORPO para morrer, mas a ALMA. Ele não via a alma como um elemento imaterial e imortal, mas como algo tão fadado à morte quanto o próprio corpo. E o mesmo pode ser dito com relação ao Filho do homem, que daria a sua ALMA-psiquê como resgate em troca de muitos:

    “Assim como o Filho do homem não veio para que se lhe ministrasse, mas para ministrar e dar a sua ALMA como resgate em troca de muitos” (cf. Mateus 20:28)

    No grego:

    “ôsper o uios tou anthrôpou ouk êlthen diakonêthênai alla diakonêsai kai dounai tên psuchên autou lutron anti pollôn”

    “Eu sou o pastor excelente; o pastor excelente entrega a sua ALMA em benefício das ovelhas” (cf. João 10:11)

    No grego:

    “egô eimi o poimên o kalos o poimên o kalos tên psuchên autou tithêsin uper tôn probatôn”

    “Ninguém tem maior amor do que este, que alguém entregue a sua ALMA a favor de seus amigos” (cf. João 15:13)

    No grego:

    “meizona tautês agapên oudeis echei ina tis tên psuchên autou thê uper tôn philôn autou”

    “Dar a sua ALMA” nada mais é do que entregar a sua própria vida à morte, em favor da humanidade. Psiquê mais uma vez não é vista como algo imortal, mas algo sujeito à morte, como o corpo. Finalmente, em Apocalipse 20:4 é nos dito que as almas dos que foram degolados por causa do testemunho de Jesus reviveram. Se elas “REVIVERAM”, é porque estavam MORTAS antes disso:

    “E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as ALMAS daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e REVIVERAM, e reinaram com Cristo durante mil anos” (cf. Apocalipse 20:4)

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  108. CONTINUANDO EM (10)...

    Neste contexto em que as ALMAS REVIVEM, não aparece CORPO-SOMA na passagem, mas apenas a referência às ALMAS-PSIQUÊ que João viu em sua visão ganharem vida novamente no ato da RESSURREIÇÃO. Dizer que aquilo que REVIVEU foi somente o CORPO é entrar em gritante contradição com o texto bíblico, que em momento nenhum fala de CORPOS. O texto não diz: “as ALMAS daqueles CORPOS que foram degolados”, mas sim “as ALMAS daqueles que foram degolados”. Foram “as ALMAS daqueles que foram degolados” que reviveram, e não “os CORPOS daqueles que foram degolados”.

    Dizer que o “DAQUELES” está associado ao corpo (que nem sequer aparece no texto) e não ao referencial direto (“ALMAS”) é no mínimo querer ferir a exegese e amputar as regras de interpretação textual. “DAQUELES” é uma referência clara ao referencial mais direto, ou seja, “as ALMAS”.

    Um exemplo prático para elucidar a questão: se eu dissesse que “a gasolina daqueles carros que pararam de funcionar foi recolocada”, o que é que foi recolocado? A gasolina ou os carros? Óbvio: a gasolina. É a gasolina daqueles carros, e não os próprios carros. Em Apocalipse 20:4 é exatamente a mesma estrutura textual que aparece. Vemos que as ALMAS daqueles mártires REVIVERAM. O que REVIVEU? A resposta também é óbvia: as ALMAS daqueles que foram degolados!

    Além disso, o original grego traz o artigo definido, que no grego é "των" (ho), e que é traduzido na maioria das versões por “daqueles”:

    “kai eidon thronous kai ekathisan ep autous kai krima edothê autois kai tas psuchas tôn pepelekismenôn dia tên marturian iêsou kai dia ton logon tou theou kai oitines ou
    prosekunêsan a=to tsb=tô a=thêrion tsb=thêriô a=oude tsb=oute tên eikona autou kai ouk”

    De acordo com o léxico da Concordância de Strong, significa:

    3588 ο ho que inclui o feminino η he, e o neutro το to em todos as suas inflexões, o artigo definido; artigo 1) este, aquela, estes, etc. Exceto “o” ou “a”, apenas casos especiais são levados em consideração.

    Este artigo inclui o feminino e também o neutro, o que mostra que está apenas reiterando que o sujeito é mesmo as ALMAS, e não algum outro. “CORPO-soma” é masculino, e não feminino; ademais, nunca que o artigo definido ho toma o lugar de sujeito da frase, ele apenas é um artigo definido que confirma o sujeito da frase, não é utilizado para fazer uma distinção das “ALMAS”, mas é um prosseguimento do relato delas, ainda com elas (as almas) sendo o sujeito único da frase. Portanto, em momento nenhum a referência e o sujeito da frase deixa de ser “as ALMAS”, o que nos mostra que:

    • Almas são decapitadas (morrem)
    • Almas revivem na ressurreição

    Por tudo isso, vemos que o Catecismo Católico que afirma que “a ALMA não perece com a morte do CORPO”(76) mostra uma total carência de conhecimento e discernimento bíblico. Isso explica o porquê do “problema da Bíblia” como já foi aqui exposto; e, de fato, até hoje a grande maioria das traduções continuam omitindo dos seus leitores a morte da alma com a morte do corpo. Mas, fazer o que: essa é a única maneira de “SALVAR” a doutrina de que a alma não morre e está viva em algum lugar, escondendo e omitindo dos seus leitores a verdade bíblica da morte da ALMA, o que exterminaria com um império de cegueira espiritual que tenta monopolizar a opinião escondendo a verdade dos olhos do povo, perpetuando estes enganos através das tradições humanas.

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  109. CONTINUANDO EM (11)...

    Citações explícitas da MORTE da ALMA nos originais

    Como foi dito, as versões vernáculas à nossa disposição na grande maioria das vezes omitem as menções à MORTE da ALMA quando ela aparece, e para que isso seja verificável de forma mais clara e próxima dos leitores segue abaixo uma lista completa com 58 citações explícitas da MORTE da ALMA, afora aquelas onde a MORTE da ALMA vem implicitamente no texto e outras várias menções ao longo de toda a Escritura.

    No PENTATEUCO:

    (Gênesis 19:19-20) - Ora, por favor, teu servo achou favor aos teus olhos, de modo que estás magnificando a tua benevolência de que usas para comigo, para preservar VIVA a minha ALMA, mas eu — eu não posso escapar para a região montanhosa, para que não se apegue a mim a calamidade e eu certamente MORRA. Ora, por favor, esta cidade está perto para se fugir para lá... e minha ALMA VIVERÁ.

    (No Hebraico) - hinnêh-nâ' mâtsâ' `abhdekha chên be`êyneykha vattaghdêlchasdekha 'asher `âsiythâ `immâdhiy lehachayoth 'eth-naphshiy ve'ânokhiy lo''ukhal lehimmâlêth hâhârâh pen-tidhbâqaniy hârâ`âh vâmattiy hinnêh-nâ' hâ`iyr hazzo'th qerobhâh lânus shâmmâh vehiy' mits`âr'immâlthâh nâ' shâmmâh halo' mits`âr hiv' uthechiy naphshiy.

    (Gênesis 37:21) - Ouvindo isso Rubem, tentou livrá-lo da mão deles. De modo que disse: Não golpeemos FATALMENTE a sua ALMA.

    (No Hebraico) - vayya`as gam-hu' math`ammiym vayyâbhê' le'âbhiyvvayyo'mer le'âbhiyv yâqum 'âbhiy veyo'khal mitsêydh benoba`abhurtebhârakhanniy naphshekha.

    (Êxodo 31:14) - E tendes de guardar o sábado, pois é algo santo para vós. O profanador dele será positivamente MORTO. Caso haja alguém fazendo nele alguma obra, então essa ALMA tem de ser DECEPADA do meio do seu povo.

    (No Hebraico) - ushemartem 'eth-hashabbâthkiy qodhesh hiv' lâkhem mechaleleyhâ moth yumâth kiy kol-hâ`osehbhâh melâ'khâh venikhrethâh hannephesh hahiv' miqqerebh `ammeyhâ.

    (Levítico 19:28) - E não vos deveis fazer cortes na carne em prol duma ALMA FALECIDA e não deveis fazer tatuagem em vós.

    (No Hebraico) - vesereth lânephesh lo' thittenu bibhsarkhem ukhethobheth qa`aqa`lo' thittenu bâkhem 'aniy Adonay.

    (Levítico 21:1, 11) - Ninguém se pode aviltar entre o seu povo por uma ALMA FALECIDA. E não se deve chegar a uma ALMA MORTA. Não se pode aviltar por seu pai e por sua mãe.

    (No Hebraico) - vayyo'mer Adonay 'el-mosheh 'emor 'el-hakkohaniym benêy 'aharon ve'âmartâ 'alêhemlenephesh lo'-yithammâ' be`ammâyv ve`al kol-naphshoth mêth lo' yâbho'le'âbhiyv ule'immo lo' yithammâ'.

    (Levítico 23:30) - Quanto a qualquer ALMA que fizer qualquer sorte de obra neste mesmo dia, terei de DESTRUIR esta ALMA dentre o seu povo.

    (No Hebraico) - vekhol-hannephesh 'asher ta`aseh kol-melâ'khâh be`etsem hayyom hazzeh veha'abhadhtiy 'eth-hannepheshhahiv' miqqerebh `ammâh.

    CONTINUA EM (12)...

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  110. CONTINUANDO EM (12)...

    (Levítico 24:17) - E caso um homem golpeie FATALMENTE qualquer ALMA do gênero humano, sem falta deve ser MORTO.

    (No Hebraico) - ve'iysh kiy yakkeh kol-nephesh 'âdhâm moth yumâth.

    (Números 19:13) - Todo aquele que tocar num cadáver, a ALMA de qualquer homem que tenha MORRIDO, e não se purificar, profanou o tabernáculo de Jeová, e essa ALMA terá de ser DECEPADA de Israel.

    (No Hebraico) - kol-hannoghêa` bemêth benephesh hâ'âdhâm 'asher-yâmuth velo'yithchathâ' 'eth-mishkan Adonay thimmê' venikhrethâh hannephesh hahiv'miyyisrâ'êl kiy mêy niddâh lo'-zoraq `âlâyv thâmê' yihyeh `odhthum'âtho bho.

    (Números 23:10) - Quem contará o pó de Jacó e o número da quarta parte de Israel? Que a minha ALMA MORRA da morte dos justos, e seja o meu fim como o seu.

    (No Hebraico) - miy mânâh `apharya`aqobh umispâr 'eth-robha` yisrâ'êl tâmoth naphshiy moth yeshâriymuthehiy 'achariythiy kâmohu.

    (Números 31:19) - Quanto a vós mesmos, acampai sete dias fora do acampamento. Todo aquele que tiver MATADO uma ALMA e todo aquele que tiver tocado em alguém que foi morto — deveis purificar-vos no terceiro dia e no sétimo dia.

    (No Hebraico) - ve'attem chanu michutslammachaneh shibh`ath yâmiym kol horêgh nephesh vekhol noghêa` bechâlâltithchathe'u bayyom hasheliyshiy ubhayyom hashebhiy`iy 'attem ushebhiykhem.

    (Números 35:11) - E tendes de escolher cidades convenientes para vós. Servirão para vós de cidades de refúgio, e para lá terá de fugir o HOMICIDA que sem querer golpear FATALMENTE uma ALMA.

    (No Hebraico) - vehiqriythem lâkhem `âriym `ârêy miqlâthtihyeynâh lâkhem venâs shâmmâh rotsêach makkêh-nephesh bishghâghâh.

    (Números 35:30) - Todo aquele que golpear FATALMENTE uma ALMA deve ser morto como assassino, pela boca de testemunhas, e uma só testemunha não pode testificar contra uma ALMA para ela MORRER.

    (No Hebraico) - kol-makkêh-nephesh lephiy `êdhiym yirtsach 'eth-hârotsêach ve`êdh 'echâdhlo'-ya`aneh bhenephesh lâmuth.

    (Deuteronômio 19:11) - Porém, caso haja um homem que odeie seu próximo, e ele se tenha posto de emboscada contra este e se tenha levantado contra ele e golpeado FATALMENTE a sua ALMA, e ele tenha MORRIDO, e o homem tenha fugido para uma destas cidades.

    (No Hebraico) - vekhiy-yihyeh 'iysh sonê'lerê`êhu ve'ârabh lo veqâm `âlâyv vehikkâhu nepheshvâmêth venâs'el-'achath he`âriym hâ'êl.

    (Deuteronômio 22:26) - E não deves fazer nada à moça. A moça não tem pecado que mereça a morte, pois, assim como um homem se levanta contra seu próximo e deveras o assassina, sim, uma ALMA, assim é neste caso.
    (No Hebraico) - velanna`ar [v][la][na`arâh] lo'-tha`aseh dhâbhâr 'êynlanna`ar [la][na`arâh] chêthe' mâveth kiy ka'asher yâqum 'iysh `al-rê`êhuuretsâcho nephesh kên haddâbhâr hazzeh.

    CONTINUA EM (13)...

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  111. CONTINUANDO EM (13)...

    Nos HISTÓRICOS:

    (Josué 2:13-14) - E tereis de preservar vivos meu pai e minha mãe, e meus irmãos, e minhas irmãs, e todos os que lhes pertencem, e tereis de livrar as nossas ALMAS da MORTE. A isto lhe disseram os homens: “Nossas ALMAS hão de MORRER em vosso lugar”!

    (No Hebraico) - vehachayithem 'eth-'âbhiy ve'eth-'immiy ve'eth-'achayve'eth-'achothay ['achyothay] ve'êth kol-'asher lâhem vehitsaltem 'eth-naphshothêynu mimmâveth vayyo'mru lâh hâ'anâshiym naphshênuthachtêykhem lâmuth 'im lo' thaggiydhu 'ethdebhârênu zeh vehâyâh bethêth-Adonay lânu 'eth-hâ'ârets ve`âsiynu `immâkh chesedh ve'emeth.

    (Josué 10:28, 35) - E naquele dia Josué capturou Maquedá e passou a golpeá-la com o fio da espada. Quanto ao seu rei,devotou à destruição tanto a ele como a toda ALMA que havia nela. Não deixou restar sobrevivente. E foram capturá-la naquele dia e começaram a golpeá-la com o fio da espada, e naquele dia devotaram à destruição toda ALMA que nela VIVIA, segundo tudo o que tinham feito a Laquis.

    (No Hebraico) - ve'eth-maqqêdhâh lâkhadh yehoshua` bayyom hahu' vayyakkehâlephiycherebh ve'eth-malkâh hecherim 'othâm ve'eth-kâl-hannephesh 'asher-bâh lo' hish'iyr sâriydh vayya`as lemelekh maqqêdhâh ka'asher `âsâhlemelekh yeriycho vayyilkedhuhâ bayyom hahu' vayyakkuhâ.lephiy-cherebh ve'êth kol-hannephesh 'asher-bâh bayyom hahu' hecheriymkekhol 'asher-`âsâh lelâkhiysh ph.

    (Josué 11:10-11) - E foram golpear toda ALMA que havia nela com o fio da espada, devotando-as à destruição. Não sobrou absolutamente nada que RESPIRASSE, e ele queimou Hazor com fogo.

    (No Hebraico) - vayyâshâbhyehoshua` bâ`êth hahiy' vayyilkodh 'eth-châtsor ve'ethmalkâh hikkâhbhechârebh kiy-châtsor lephâniym hiy' ro'sh kol-hammamlâkhoth hâ'êlleh vayyakku 'eth-kâl-hannephesh 'asher-bâh lephiy-cherebh hacharêm lo'nothar kolneshâmâh ve'eth-châtsor sâraph bâ'êsh.

    (Juízes 16:16) - E sucedeu que, importunando-o ela todos os dias com as suas palavras, e molestando-o, a sua ALMA se angustiou até a MORTE.

    (No Hebraico) - vayhiy kiy-hêtsiyqâh lo bhidhbhâreyhâ kol-hayyâmiymvatte'alatsêhu vattiqtsar naphsho lâmuth.

    (Juízes 16:30) - E Sansão passou a dizer: “Morra a minha ALMA com os filisteus” Então se encurvou com poder e a casa foi cair sobre os senhores do eixo e sobre todo o povo que havia nela, de modo que os mortos, que entregou à morte ao ele mesmo morrer, vieram a ser mais do que os que entregara à morte durante a sua vida.

    (No Hebraico) - vayyo'mer shimshon tâmoth naphshiy `im-pelishtiym vayyêthbekhoach vayyippol habbayith `al-hasserâniym ve`al-kâl-hâ`âm 'asher-bo vayyihyu hammêthiym 'asher hêmiyth bemotho rabbiym mê'asherhêmiyth bechayyâyv.

    (1 Reis 19:4) - E ele mesmo entrou no ermo, sentou-se debaixo de certo zimbro. E começou a pedir que a sua ALMA MORRESSE a dizer: “Já basta, Senhor, agora tira a minha ALMA, pois não sou melhor que os meus pais”.
    (No Hebraico) - vehu'-hâlakh bammidhbâr derekh yom vayyâbho' vayyêshebh tachath rothem'echâth ['echâdh] vayyish'al 'eth-naphsho lâmuth vayyo'mer rabh `attâhAdonay qach naphshiy kiy-lo'-thobh 'ânokhiy mê'abhothây.

    CONTINUA EM (14)...

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  112. Eclesiastes 3:19-20 e o Salmo 146:4 não negam a santa doutrina da imortalidade da alma, pois aí fala do fôlego de vida, reparem que na verdade uma análise mais profunda dessa passagem vai contra a mortalidade da alma que crê que o ser humano ao morrer ‘ deixa de existir” e a Bíblia diz que o fôlego de vida volta para Deus logo é algo existente e real e o corpo volta ao pó, ora se o corpo volta ao pó logo o corpo continua existindo e é real até mesmo na visão mortalista é obrigatório que tais elementos existam e sejam de fato reais para que ocorra a ressurreição e se fosse uma não existência mesmo nem o fôlego e nem o corpo poderiam continuar existindo e serem reais. Como a alam continua isso se harmoniza com a questão da existência e realidade dos elementos e não como faz a visão mortalista que quebra o processo deixando uma lacuna e desarmonizando texto.

    Em Jó 33: 22 mas uma vez a visão mortalista é limitada, no contexto Eliú está se referendo ao sofrimento de Jó e isto é algo muito forte e profundo na vida de Jó tanto é que no verso 21 fala da carne e ossos de Jó e no verso 22 cita alma de Jó pois a dor e o sofrimento de Jó vão no âmago dele com muita intensidade devido a interação entre copo e alma e por ser algo tão profundo a palavra alma é citada e nefesh tem o sentido de ser Jó enquanto um ser que vive representado pelo corpo que interage com a alma isto é caso o corpo de Jó morresse o corpo iria para o Sheol repare que no mesmo versículo a aparece a palavra vida sem ser nefesh reforçando assim a idéia de que era a vida terrena e isso aponta para o corpo. Reparem que de acordo coma visão mortalista , Jó = alma vivente agora vamos para a passagem que começa assim na ARA :” A sua alma...” ou seja Eliú está se dirigindo a Jó onde Jó=alma vivente para dizer que a alma dele então ficaria uma compreensão assim uma alma vivente que seria Jó tem em si uma alma vivente e isso ficaria sem sentido. Isso na verdade é para indicar a profundidade da passagem na vida de Jó e Jó como um todo onde as partes interagem.

    No Salmo 94:17 fala de um momento de muita ângustia e o verso 16 fala dos “malfeitores” que praticam o mal e da a entender que aqueles ímpios poderiam mata-lo e matariam o corpo e assim sendo corpo iria para o sheol a palavra alma aí registra um temor muito profunda por isso se utilizou a palavra nefesh mostrando a interação entre alma e corpo e veja mais uma vez a Bíblia mostra a relação entre a alma e o corpo. Se Deus não fosse em auxílio dele, ele perderia a vida terrena dele e aquele corpo dele que era só dele morreria. A palavra nefesh nessa passagem significa ele enquanto um ser que vive e que corria o risco de perder a vida e a complexa interação entre alma e corpo.

    continua...

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    1. Irmão Luiz, como o respeito...

      Sua visão GREGA da FILOSOFIA PLATÔNICA!

      Enquanto o irmão não separar as coisas, ou seja, ensino BÍBLICO e PLATÔNICO. Você continuará achando que nós RELES seres CRIADOS, somos IMORTAIS como o CRIADOR!

      Um grande abraço!

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  113. continuando

    Nos dois casos o sofrimento foi tão grande que eles sabiam que o corpo deles iria para o sheol e que a vida terrena deles chegaria ao fim pois o corpo se separaria da alma e do fôlego pois isso é a morte, morte é a separação. E que o corpo identifica eles então a palavra nefesh indica essa profundidade do sofrimento e angústia em todo o ser e a interação entre corpo e alma.

    Em Jó 33:28 significa que Deus resgatou a vida de um ser que vive com um corpo, alma e espírito a profundidade do agradecimento está no âmago do ser isso é na alma e reflete no corpo.
    Em todas as passagens acima se fosse usada a palavra corpo não refleteria a profundidade da mensagem.

    Em Ezequiel 18:4 o texto diz que a alma que pecar e amar o pecado, pois na verdade todos pecam, vai ficar eternamente separada por Deus no inferno e mesmo estando viva está morta espiritualmente.


    Em Josué 10:28 tem algo interessante diz que “ exterminou toda a alma”, mas como isso aconteceu? Reparem que é citada a palavra “espada” que atingiu o corpo, ou seja um objeto material atinge um outro objeto material e os corpos não sumiram no nada, então a palavra “exterminou” ai não significa ir para uma “ não existência” ou seja os corpos ficaram ali. Alma aí são os seres viventes que eram contra Josúe indica uma ação forte de Deus através de Josúe então nefesh aí nos leva a refletir sobre a intensidade da ação de Deus naquelas pessoas e indicar o que aquelas pessoas em seus corações de uma maneira bem profunda mesmo fizerem para desagradar a Deus.

    em Isaías 38:18-19 indica que só os vivos na terra podem louvar mas os corpos que estão na sepultura nada podem. Lembrando sempre que o corpo também identifica cada ser humano. Tanto isso é verdade que o Cristianismo crê na ressurreição dos corpos. No verso 19 ele remete para a vida terrena. No verso 18 a palavra cova não é Sheol reforçando a ideia de algo material remetendo a uma compreensão que é o corpo.

    Salmo 6:5 , nos versos 3 e 4 fala da alma indicando um pedido profundo que sai do âmago ou do mais profundo do ser que e á alma e aí segue para o verso 5 onde fala do Sheol enquanto sepultura universal do corpo. Tanto indica o corpo que nos verso 2 fala de ossos abalados na ARA indicando algo de uma dor profunda. Agora vejam no verso 3 fala: que a alma de Davi ou seja se Davi=alma vivente então tem uma alma dentro da alma vivente dele? Davi está indicando o mais profundo do ser dele que interage com o corpo e aí temos o ser integral estabelecido pela coesão das partes e isso acontece na vida terrena logo o verso 5 fala da vida terrena que é um aspecto material indicando o corpo.

    continua...

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    1. Irmão Luiz, como todo o respeito...

      Sua visão é GREGA da FILOSOFIA PLATÔNICA!

      Enquanto o irmão não separar as coisas, ou seja, ensino BÍBLICO e PLATÔNICO. Você continuará achando que nós RELES seres CRIADOS, somos IMORTAIS como o CRIADOR!

      Um grande abraço!

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  114. continuando

    Eclesiastes 9:5-6 os vivos sabem pela interação do corpo e da alma, os corpos mortos nada sabem, nada podem pois falta-lhes os elementos espirituais. Devemos sempre lembrar da complexa interação ente corpo e alma e que a memória do corpo sem isso nada faz o corpo realmente fica entregue ao esquecimento no Sheol e repare a expressão “ debaixo do Sol” indicando o aspecto material da mensagem. Amor, ódio e inveja no corpo perecem pois falta a alma. Agora uma questão observe a expressão “ já não tem parte alguma para sempre” mas na ressurreição isso volta, então tal expressão significa que a vida terrena já passou.

    Eclesiastes 9;10 reparem a expressão “ tudo quanto te vier a mão para fazer” observem que a palavra mão foi colocada indicando o corpo e o corpo age motivado pela ação da alma intelectiva por isso a expressão “ tudo quanto te vier a mão para fazer” ou seja veio da alma aí fala do Sheol como sepultura universal dos corpos pois é algo universal que acontece com todos os homens. A ação do corpo está interligado com a alma e então as obras, projetos e conhecimento que o corpo implementa estão interligados com a alma. Até mesmo na visão mortalista o corpo age pelo ação do fôlego de vida nele ou seja o corpo responde tal ação porém falta justamente a essência.

    O Salmo 115 :17 está informado algo interessante i.e. que os mortos não louvam Deus e quem são os mortos na visão mortalista ? São os corpos sem o fôlego aí o verso continua informando que “nem os que descem à região do silêncio “ ora quem são os que descem a tal região? De acordo com a crença mortalista são os corpos sem o folêgo então vejam que o entendimento se concentra no corpo até mesmo na visão mortalista reparem que não foi usada a palavra nefesh pois o capítulo se concentrou em contrastes como o povo de Deus vivo na terra e os povos que criam em deuses, fala do povo de Deus confiando nEle e Deus lembrando e abençoando e isso tudo na terra ao contrário dos outros povos que é como estivessem mortos ( verso 8) Os contrastes se concentram em aspectos materiais como por exemplo do verso 4 até o verso 7 fala de ídolos que são aspectos materiais, no verso 16 fala da terra no verso 18 fala que os servos de Deus “desde agora” ou seja na vida terrena , no verso 14 fala sobre bênçãos na terra, no verso 15 fala da criação material tudo remete a aspectos materias e o aspecto material do ser humano é o corpo.

    Em atos 2:34 no verso 29 fala que Davi morreu e foi sepultado o túmulo em grego ( mnema) dele permanecia entre eles e ai continua no verso 32 falando da ressurreição de Jesus e o Cristiansimo cre na ressurreição do corpo e a Bíblia nunca fala de ressurreição de uma alma morta mas sempre do corpo e lembrando que o corpo indetifica um ser humano então no verso 32 só pode estar falando do corpo. Mas ai os mortalsitas vão argumentar que é o corpo que ressuscita pois o fôlego virá no futuro ressuscita-lo, ora a harmonia dos versos 29,31 e 32 apontam para o corpo e ressurreição que é do corpo e veja que no verso 34 quando fala de Davi se refere ao corpo por isso o corpo também pode identificar o ser. No verso 31 fala que o CORPO de Jesus não viu a corruptiblidade.

    1º Timóteo 6:16 diz que só Deus , só Ele possui a imortalidade, aí eu pergunto? E o Espirito Santo e Jesus não possuem?? O texto fala só de Deus, então o texto requer uma compreensão mais profunda que os mortalistas não conseguem explicar.
    As obras apócrifas é presciso ver o contexto delas para ver se realmente a mensagem se coaduna com a santa doutrina da imortalidade da alma bíblica. Textos isoladas até podem num primeiro momento impressionar porém o contexto é essencial para se identificar o que se quer passar.


    Luiz

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    1. Irmão Luiz, como todo o respeito...

      Sua visão é GREGA da FILOSOFIA PLATÔNICA!

      Enquanto o irmão não separar as coisas, ou seja, ensino BÍBLICO e PLATÔNICO. Você continuará achando que nós RELES seres CRIADOS, somos IMORTAIS como o CRIADOR!

      Um grande abraço!

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  115. Olá Alexandre Dietrich

    Boa noite

    Se alma vivente = corpo + fôlego de vida então ambos deveriam pecar.

    Se o fôlego não peca então só o corpo peca e então alma vivente não peca pois alma = corpo + fõlego e se alma não peca logo ela não poderia morrer.

    Luiz

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    1. Bom dia irmão Luiz, a paz do Senhor!

      Irmão Luiz, não confunda as coisas!

      Somente perguntei para o irmão se quem PECARIA seria a ALMA ou o CORPO. Pois você é quem diz que a ALMA é IMORTAL, certo!

      Se sua ALMA é IMORTAL como VOCÊ crê e ensina baseado na FILOSOFIA GREGA PLATÔNICA.

      Pois como já comentei anteriormente. A palavra ALMA na BÍBLIA nunca e jamais é seguida das palavras ETERNA (aionios) ou IMORTAL (athanatos) uma única vez sequer.

      Já os ESCRITOS PLATÔNICOS e GNÓSTICOS são uma ENXURRADA da palavra ALMA seguida de AIONIOS e ATHANATOS! Interessante não?

      Nem os primeiros PAIS da IGREJA escreveram como os PLATÔNICOS e GNÓSTICOS.

      O engraçado é que o IRMÃO cita os escritos BÍBLICOS, mas os explica com a DOUTRINA PLATÔNICA. No mínimo estranho.

      Entendeu a pergunta irmão Luiz?

      ALMA ou ALMA VIVENTE nada mais é do que um SER VIVO!

      Quem PECA?

      O ser HUMANO VIVO!

      Não existe esta questão de:

      Quem PECA?

      NÃO é o CORPO!
      NÃO é o FÔLEGO de VIDA!
      NÃO é a ALMA (etéria e imaterial)

      Tudo isso é balela.

      Quem PECA somos eu e você, ALMA VIVENTE = PESSOA! Simples assim como Gênesis 2:7, mas como sempre o irmão cita a BÍBLIA a explicando através de PLATÃO.

      O irmão gosta de usar o seguinte termo:

      "A SANTA DOUTRINA da IMORTALIDADE da ALMA"

      Irmão LUIZ, cite apenas um ÚNICO TEXTO onde encontramos a a FAMIGERADA "ALMA" dos "IMORTALISTAS" na BÍBLIA seguida das palavras AIONIOS e ATHANATOS para confirmar a sua frase acima?

      Ficarei aguardando.

      Abraços irmão Luiz, e liberte-se do PLATONISMO.

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  116. Vocês adventistas são epicuristas, e vem nos acusar de acreditar como um pensamento grego filosófico. Por fovor!!!

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    1. Irmão MATIAS, cite apenas um ÚNICO TEXTO onde encontramos a a FAMIGERADA "ALMA" dos "IMORTALISTAS" na BÍBLIA seguida das palavras AIONIOS e ATHANATOS para confirmar a sua frase acima?

      Ficarei aguardando.

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  117. Vocês adventistas são epicuristas, e vem nos acusar de acreditar como um pensamento grego filosófico. Por fovor!!!

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  118. Olá Alexandre Dietrich

    Bom dia


    A Bíblia em sua verdadeira compreensão, profunda e verdadeira ensina que a alma é imortal. Ve-se isso no contexto e na análise das passagens e é a ação do Espírito Santo que faz o crente no Senhor entender assim.

    Eu não me baseia no Platonismo. Quais são as Escrituras Filosóficas platõnicas ?Eu nunca li. Eu achei na Bíblia a alma imortal sob direção do Espírito Santo agora escritos platônicos nunca li não.

    Embora a palavra alma não esteja seguida assim, uma compreensão mais profunda nos leva a entender assim. Não existe a expressão Santisima Trindade, e nem Deus Filho.

    Sim interessante, só que eu nunca li esse textos e achei a santa doutrina da imortalidade da alma justamente na Bíblia. Além do mais é necessário ler os escritos platõnicos e gnósticos em seu contexto para ver se realmente a crença da alma deles se encaixa no padrão biblico da santa doutrina da imortalidade da alma.

    Os Pais da Igreja que foram a favor da morte da alma se enganaram.

    Explico a luz do Espirito Santo, tal entendimento vem de Deus. Existe uma Filosofia Cristã.

    O ser humano peca, então o fôlego de vida peca? Se o fôlego não peca logo só corpo peca e se só o corpo peca então a alma vivente não peca.

    Mas se eu sou uma alma vivente e o fôlego não peca então só o meu corpo peca. Então a Bíblia tá errada pois deveria citar que o corpo que pecar esse morrerá.


    A Santa doutrina da imortalidade da alma é diferente da doutrina da imortalidade da alma de outras crenças filosoficas ou religiosas por isso também é correto citar a Santíssima Trindade.

    Ler a Bíblia não é suficiente é presciso entender, o que importa é a compreensão em um sentido mais profundo. Não está escrito de forma explícita mais está na essência da mensagem, está dentro da mensagem é só percebemos isso pela ação do Espírito Santo. Amado e por falar em essência isso lembra a alma imortal sem a qual o ser não é o que é.

    O seu empenho e entusiasmo em defender a crença da morte da alma é algo que eu até admiro mas isso não torna a mesma bíblica.Que Deus o ajude.

    Um grande abraço

    Luiz




    Abraços irmão Luiz, e liberte-se do PLATONISMO.

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    1. Obrigado por responder irmão Luiz.

      Exatamente, não existe do Gênesis ao Apocalipse a palavra ALMA seguida de AIONIOS ou ATHANATOS!

      Sendo assim, qual mesmo a citação PLATÔNICA para confirmação da ALMA IMORTAL?

      Abraços!

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  119. Olá Luciano e Alexandre

    Desculpem eu esqueci de apagar o último comentário do dia 27 de janeiro de 2016 13:11 do Alexandre Dietrich.

    Luiz

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  120. Creio que postaram um livro ao invés de escreverem e comentarem suas idéias e conhecimento, Acaba ficando desgastante para leitura. O tempo é nos é pouco par a leitura e análise de todo conteúdo.
    Paz
    Wilton

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  121. tranquilo irmâo wilton jà estamos acostumados com os plagios dos adventistas, isso vem desde a profetisa ellen

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  122. tranquilo irmâo wilton jà estamos acostumados com os plagios dos adventistas, isso vem desde a profetisa ellen

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