sexta-feira, 14 de março de 2014

Por que o Reverendo Ageu deve ser eleito presidente do SC da IPB?

Deixa eu te dizer uma coisa. Não sou Ministro Ordenado da IPB, nem Presbítero. Portanto, o Rev. Ageu não pode receber um voto meu, nem mesmo eu receber dele qualquer indicação para qualquer 'secretaria', já que não sou oficial. Portanto, não pense que estou fazendo campanha política.

Outrossim, ele não me pediu isso, nem sugeriu – Deus é minha testemunha. O pouco contato pessoal que tive com ele foi – em dois momentos no JMC, onde em 2012 fui com os alunos evangelizar em uma cidade vizinha de São Paulo, que o próprio reverendo Ageu participou evangelizando nas ruas. Naquela ocasião falei de discipulado ali no JMC e ele não pode ficar. A outra ocasião foi em 2013, a polêmica palestra sobre Adventismo, que apenas o cumprimentei, ele perguntou se estava tudo bem e fui para a casa de um aluno e no outro dia dei a palestra, e fui embora. Mediante isso pedi a ele posteriormente a ler o texto do livro que pretendo lançar, A Conspiração Adventista, e ele bondosamente leu e escreveu o prefácio.

Só estou fazendo o que vários pastores fizeram no passado, assinando um apoio ao reverendo Roberto que virou até mesmo um blog “eu apoio o reverendo Roberto” (Nesse link: http://apoioaorobertobrasileiro.blogspot.com/ agora excluído, mas pode ser visto em: http://marcosandremarques.blogspot.com.br/2010/03/carta-de-apoio-ao-rev-roberto.html). 
Os ilustres nomes de nossos mais conhecidos reverendos estão lá, fora do ambiente conciliar! Se aqueles nomes figuraram ali, acredito que não seja um erro Conciliar o que estou fazendo, até porque, nem todos foram representantes de seus respectivos presbitérios.
O que estou fazendo é como membro da IPB manifestando uma opinião a respeito de alguém que tem ganhado simpatia no seio presbiteriano, por sua fidelidade Confessional e coragem, mas não se envolve nos trâmites políticos da IPB.

Vivemos em um período onde a IPB está pluralizada, multifacetada e diluída. É um engano de todos os que dizem, principalmente para o exterior, que a IPB é uma denominação REFORMADA. Gostaria muito de andar com Michael Horton, que andou elogiando o Makenzie, pelos rincões presbiterianos desse Brasil, para ver com ele se encontramos mesmo uma Igreja REFORMADA. Ela o é em seus documentos oficiais, mas a IPB não é Reformada na sua massa, na sua prática, nem na liturgia!!! Já pensou, até mesmo os Vingadores andam sendo conteúdo de sermão por aí...

Eu já identifiquei onde erramos - Na concentração de ensino somente aos Pastores, não estendendo instrução organizada e de qualidade para os demais oficiais e membros comuns, o que o SC já determinou no passado que isso fosse feito.

Pegue por exemplo esse Congresso que teremos - que irmão simples poderá participar disso? Um filho de Deus pobre e membro da IPB não poderá ver “evangelização e avivamento”, se não pagar a inscrição!?

Temos problemas generalizados em nossas fibras, como as tais comunidades  -muitas até dão o nome de Igreja, mas na liturgia são mais Comunidade “da geração que dança”... pentecostalismo, insubmissão Conciliar, falta de zelo missionário por parte dos pastores, já que o sonho de um monte deles é viver em torno da Meca – Makenzie e Jumper – Obs: não sou contra a Instituição, ela tem sido benção teológica para nós, mas a febre academicista concentrada ali é atualmente o maior problema para a vocação missionária e pastoral. Algo deve ser feito para tratar essa doença.

O que fazer diante dessa realidade? A eleição do Supremo Concílio determinará muito nosso futuro. Os delegados precisam orar, pensar, refletir quais desafios temos diante de nós e quem tem o calibre necessário para conduzir o Concílio da IPB a uma reflexão séria a respeito e agir em conformidade.

Ou então rasguemos a Carta Magna – CFW, e sejamos uma Igreja Evangélica, sem problema algum. Pelo menos um pouco de coerência nos deixaria em paz Confessional. Porém, já que temos levantado a bandeira da Fé Reformada, e não apenas “calvinista de cinco pontos”, honremos nossa herança e voltemos a experimentar o que Deus reservou para os fieis.

Pelo que temos percebido, e é o testemunho de muitos, o Reverendo Ageu foi um dos poucos reverendos que em anos recentes em nossa ‘elite teológica’ teve coragem de tratar de assuntos que desafiaram a nação, e até mesmo a IPB. Dando “nomes ao bois” – comunidades, casamento gay de uma cantora, Reverendo falando  o que não deveria diante do desafio gay, etc. Seu calibre teológico é estritamente Confessional e amplo.

Essa é a minha opinião.

Não estou fazendo nenhuma crítica ao reverendo Roberto. Amo esse pastor, tive aula com ele por três anos. Homem simples, sincero, ama a IPB como poucos, que faz questão de não gastar recursos da IPB, ainda que poderia segundo a porção Constitucional. Presenciei ele falando com tesoureiro da IPB, jubiloso, pois não havia gastado o que poderia! Seu escritório no IBEL não tem pompa, já até perguntaram a ele se eles eram Franciscanos! Seu escritório da presidência não passaria de um gabinete pastoral. O reverendo Roberto será sem dúvida alguma um dos maiores nomes da história do SC da IPB. Só acredito que existem (e existirão) desafios que demandam energias que no momento ele já doou e muito. 


Que Deus nos dê intrepidez necessária para manter a bandeira Reformada em nossa nação.

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