segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Aos Pastores Presbiterianos DESOBEDIENTES que ‘falam em línguas’

“RECOMENDAÇÕES AOS CONCÍLIOS E IGREJAS

À luz do exposto acima sobre os dons de línguas e profecia, a Igreja Presbiteriana do Brasil, partindo de uma hermenêutica baseada não na experiência individual, mas nos princípios da sua tradição reformada, e sobretudo no entendimento que as Escrituras dão de si mesmas e na busca da iluminação do Espírito, faz as seguintes recomendações aos seus concílios, pastores, oficiais e membros da Igreja:


1. A doutrina do batismo com o Espírito Santo, como uma "segunda bênção" distinta da conversão, não deve ser ensinada e nem propagada pelos pastores ou membros nas comunidades, por ser biblicamente equivocada.

2. Os concílios e igrejas locais devem tratar com amor e paciência os pastores e membros das igrejas presbiterianas que professam ter sido batizados com o Espírito Santo, numa experiência distinta da conversão, e devem pastoreá-los e instruí-los na Escritura e na doutrina reformada, para que sejam corrigidos quanto a este modo de crer, e para que demonstrem o fruto do Espírito, que é o sinal inequívoco de toda atuação verdadeira do Espírito.

3. Todo ensino sobre as línguas e profecias que entende a prática moderna como uma experiência revelatória, isto é, uma experiência na qual nova revelação é recebida, é contrário ao caráter final da revelação bíblica e à autoridade das Escrituras como única regra de fé e prática.

4. Todo ensino sobre as línguas e profecias que entende estes fenômenos como um sinal do batismo com o Espírito é contrário à Escritura, bem como todo ensino que vê as línguas e profecias como sinal de espiritualidade.

5. Toda prática do fenômeno das línguas e de profecias que cause divisão e dissensão dentro do Corpo de Cristo, e que não resulte em instrução e ensino em língua conhecida, é contrária ao propósito dos dons do Espírito, que é a edificação da Igreja.

6. Toda prática do fenômeno das línguas e de profecias que não siga as orientações de 1 Co 14.27-28, é contrária ao ensino bíblico e deve ser rejeitada, constituindo-se em desobediência à vontade revelada de Deus. Ou seja, que falem somente dois, ou no máximo três, cada um por sua vez, e que haja intérprete (depreende se que Paulo se refere a outra pessoa que não o que falou em línguas).

7. A base para as nossas formulações doutrinárias é a Escritura, e não as experiências individuais — por mais emocionantes e preciosas que elas sejam. Portanto, a Igreja recomenda o estudo sério de todos os fenômenos e experiências, à luz da Palavra da Deus.

8. A Igreja recomenda que os Concílios estudem esta Pastoral e que cultivem o diálogo com a Comissão Permanente de Doutrina.”

SUPREMO CONCÍLIO DA IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL



********************************************************************************

A recomendação é muito clara, e indiscutivelmente bíblica. Pergunto sempre por que muitos pastores presbiterianos que falam em línguas em público,[e sempre ficam falando que ‘a IPB deveria dar mais liberdade para o Espírito’ (eles querem dizer, ‘falar em línguas’) ] Por quê não vão para as igrejas pentecostais?

SERÁ QUE A GARANTIA SALARIAL QUE A IPB DÁ É A REAL CAUSA DE ELES (NÃO TODOS) FICAREM NA IPB CONTRA SUA PRÓPRIA CONSCIÊNCIA??? GARANTIA ESSA QUE AS IGREJAS ‘CHEIAS DO PODER’ NÃO LHES DÃO???

A resposta é obvia: SÃO MERCENÁRIOS!!!

Note bem, existe hoje muitos pentecostais que são calvinistas! Ou seja, é possível ser calvinista e ser pentecostal. Alguns desses são maravilhosos irmãos e com uma doutrina calvinista refinada (como o irmão Clóvis do Blog Cinco Solas e o Marcelo do Olhar Reformado, etc).

Já que a IPB se posicionou oficialmente sobre o assunto, esses pastores não são mais bem vindos entre nós, se não mudarem, ou pelo menos que sejam corrigíveis. Não se confrontará a consciência e o fórum íntimo deles, mas eles não deveriam produzir divisão em igrejas locais sobre um tema que na verdade quem está errado são eles, e não o Supremo Concilio.

Mas na verdade, e infelizmente, o que está em jogo, no caso de muitos desses, é o dinheiro e não a consciência.

MAS EU SEMPRE FUI PRESBITERIANO E AMO A FÉ REFORMADA E A IPB! MAS EM UM ‘ENCONTRO/CONGRESSO/ACAMPAMENTO/ETC’ PASSEI A FALAR EM LÍNGUAS? O QUE FAÇO? ... ou.... EU ERA PENTECOSTAL E HOJE SOU PRESBITERIANO, O QUE FAÇO?

É simples. Leia 1 Co 14.27,28.

1º) Seja bem meticuloso em analisar sua experiência. Não exagere, nem acrescente. Leve em conta o que realmente te levou, ou leva, a falar em línguas.

2º) Sendo confirmado que a experiência é ‘real’, mesmo sendo uma sobrecarga emocional religiosa, reserve essa experiência para o seu particular, e se, ou quando, receber alguma interpretação comprovada, transmita ao que julgar ser útil.


 'O QUE TEM GENEBRA COM A RUA AZUSA???
GENEBRA NÃO PRECISA DA RUA AZUSA...'

21 comentários:

  1. Concordo com a postagem. Já fui pastor de uma igreja batista de orientação pentecostal. Mas, abandonei toda prática e teologia pentecostal. Sou reformado e membro da IPB. Não concordo com pastores reformados com práticas pentecostais.

    ResponderExcluir
  2. Meu querido irmão, poderia nos relatar essa 'reforma teológica' que passou?

    Me envie para o e-mail:

    blogapologetico@gmail.com

    que quero postar sua experiência.

    Abraçps

    ResponderExcluir
  3. Apesar de concorda com o conteúdo do post, achei o tom do texto agressivo e destoante da linguagem da carta pastoral que diz q os pastores e membros q sustem doutrinas distintamente pentecostais devem tratados com amor e paciência.
    A Carta pastoral não agrada muita gente, por isso é pouco citada na integra, lembro d muitos amigos meus q ficaram revoltados por ela não afirmar o cessacionismo completo.
    Talvez um titulo melhor para a postagem fosse: "Aos Pastores Presbiterianos DESOBEDIENTES que ‘falam em línguas’ no culto publico sem interpretação".

    ResponderExcluir
  4. Certo, escrevi com força as observações.

    Mas não longe da realidade proposta da carta. Note que no ponto 2 está cklara a advertência de 'correção'. Em amor é claro.

    Meu irmão, quanto a sugestão de incluir 'interpretação' no tema da postagem, naquilo que vemos hoje no universo pentecostal, é pedir demais! Não existe na prática pentecostal nada, nada, nada, que se assemelhe com 1 Co 14.27,28.

    Visto que por mais de 100 anos essa confusão nortea as igrejas pentecostais, pra que esperar isso agora?
    Mas aceitei a possibilidade de estar errado, por isso coloquei as duas sugestões finais.

    abraços

    ResponderExcluir
  5. Bem,
    Chamar os caras de mercenários e sugerir que migrem para igrejas pentecostais, não é o que entendo por tratar com amor e “PACIÊNCIA”.
    Na verdade, não são apenas os presbiterianos, mas todos os cristãos (pentecostais ou não) que devem ser exortados a conformarem suas experiências com o ensino claro das Escrituras. 1 Co 14 é para todos.

    ResponderExcluir
  6. Irmão Vandim, é verdade fui muito duro, mas é verdade.

    Olha, embora eu destaquei que são >muitos< desses que são mercanários, eu não disse que sejam >>todos<<, ainda assim eu mantenho isso.

    Vários desses só estão na IPB por causa dos salários, que são altos na maioria dos casos.

    Conheci pessoalemtne alguns... (tem um safado desses que eu conheci, que gosta muito dos gideões de camburiú.E como ele sabe quem sou eu, se ele ler essa postagem, sabe que é para ele que tb escrevi...).

    Abraços

    ResponderExcluir
  7. Blz,
    Só mais uma questão, a carta pastora diz:

    14. A soberania e a contemporaneidade do Doador dos dons, o Espírito Santo12, acarretam necessariamente a possibilidade de que os dons mencionados no Antigo e no Novo Testamentos sejam concedidos conforme e quando ditados pela sabedoria do mesmo Espírito.
    32. A Escritura ensina e a Igreja crê que, em Sua soberania, Deus pode conceder o dom de línguas à Igreja quando Lhe aprouver, em qualquer período da História.

    Considerando estas declarações, vc acha que os caras que são “cessacionistas plenos” também não são bem vindos na IPB?

    ResponderExcluir
  8. Precisamos provar que o cessacionista não aceita a exeção estabelecida. Eu conheço alguns e eles nunca disseram que Deus não opera mais quando quiser. Mas isso é em "MOMENTOS" 'extraordinários', não mais ordinários, com a constância que de defende pelo movimento pentecostal.

    ResponderExcluir
  9. Nasci e cresci na IPB, hoje estou congregando na Assembleia, pois, resido em um local onde nao encontrei Igreja presbiteriana em lingua portuguesa.
    Na minha igreja tambem falam em linguas esporadicamente, e eu me sinto levemente incomodado, porem, as pessoas que falam, sao pessoas que tem uma vida completamente voltada a obra do Senhor, sao pessoas que eu convivo e vejo o dia a dia de trabalho incessante na edificacao da obra de Deus.
    Ai vem a duvida: Essas pessoas desgradam a Deus com isso? Elas estao pecando? Isso tira o "merito" de ser um cristao exemplar?

    Uma grande abraco e que Deus o abencoe!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Luigi,
      Temos que confessar não agradamos a Deus na evangelização como s pentecostais, por isso tem uma assembleia ai e não uma presbi, mas o culto que agrada a Deus é o q ele requer em sua palavra. Seja por ignorância (fala de conhecimento) ou rebeldia, estes irmãos estão desagradando a Deus neste ponto.

      Excluir
  10. Irmão, obviamente não, em ser cristão.
    Mas os pentecostais desconsideram a Palavra de Deus (em 1 Co 14) quando essa diz que deve falar línguas no máximo três e deve ser interpretada.
    abraços

    ResponderExcluir
  11. Enquanto a questão cessacionista-continuacionista é bem complicada, está entre as coisas difíceis de entender, a questão de “ordem no culto público” é simples e está entre as coisas fáceis de entender na palavra, bastar ler 1Coríntios 14.

    ResponderExcluir
  12. Pessoal, estou postando em todo artigo que houve comentários, então...
    http://mcapologetico.blogspot.com/2012/03/como-fazer-um-bom-debate.html

    São as novas regras de debate do MCA para melhorar as discussões.

    ResponderExcluir
  13. 1 - Um pastor da Igreja Presbiteriana que acredita nos dons terá q portanto abandonar a Igreja Presbiteriana para poder ensinar os dons? Terá q abandonar a Igreja para até msm usar os dons? Não existe outro meio? Ele não pode fazer isso em situação qualquer?

    2 - Uma outra pergunta é um pastor que discorda de um ponto da IPB, para ele ser coerente e do ponto de vista Bíblico se a IPB esta errada ele deve abandonar a igreja por causa deste um ponto q ele discorda da igreja?

    ResponderExcluir
  14. Acho que respondi isso na postagem:

    "MAS EU SEMPRE FUI PRESBITERIANO E AMO A FÉ REFORMADA E A IPB! MAS EM UM ‘ENCONTRO/CONGRESSO/ACAMPAMENTO/ETC’ PASSEI A FALAR EM LÍNGUAS? O QUE FAÇO? ... ou.... EU ERA PENTECOSTAL E HOJE SOU PRESBITERIANO, O QUE FAÇO?

    É simples. Leia 1 Co 14.27,28.

    1º) Seja bem meticuloso em analisar sua experiência. Não exagere, nem acrescente. Leve em conta o que realmente te levou, ou leva, a falar em línguas.

    2º) Sendo confirmado que a experiência é ‘real’, mesmo sendo uma sobrecarga emocional religiosa, reserve essa experiência para o seu particular, e se, ou quando, receber alguma interpretação comprovada, transmita ao que julgar ser útil."

    A postagem seve para os que estão entre os presbiterianos e insatisfeitos com a fé e liturgia da mesma.

    Não trato nesta postagem com os que, apesar de terem essa convicção, estão entre nós e respeita ao mesmo tempo a IPB e sua visão bíblica.

    ResponderExcluir
  15. Irmão Luciano, A paz de Cristo.

    1 - A resposta parece um pouco imcompleta, pois queria saber como o pastor presbiteriano reagiria não somente caso ter algum dos dons, mas como ele deveria reagir em relação a pregar aquilo que ele tem convicção ser verdade. Isso é, sabemos que pregar sobre dons espirituais seria bem menos do que o evangelho da Graça e portanto não tomaria mt lugar no culto, porém ele como uma pessoa que acredita fielmente na veracidade dos dons, não seria necessário que ele pregasse a tal doutrina para seus membros? O pregador não estaria pecando em não ensina-la?
    2 - Como reagiria a IPB diante desta atitude do pastor?
    Todos nós sabemos que mostrar uma doutrina dentro da Bìblia para um cristão é uma prova da veracidade de tal doutrina, porém até mesmo diante do júri do mundo o testemunho também tem seu valor dentro de um tribunal, sendo assim, não seria mais apropriado primeiramente verificar se tais profecias que estão acontecendo dentro de uma congregação Presbiteriana seja ou não verífica?

    Creio que a número 2 da primeira postagem minha também não foi respondida de forma absolutamente clara.

    Abraço, em aguardo.

    ResponderExcluir
  16. Irmão Luciano,

    se lhe parece repetitiva a minha postagem e vc acredita que já respondeu mesmo a minha numero um acima, então sinal de que não entendi a sua resposta de forma correta. Quando vc diz "interpretação comprovada" vc está se referindo a interpretação da Bíblia ou a interpretação do dom que a pessoa tem ser ou não ser verífica?

    Se a profecia que o pastor recebeu deve ser feita pra outra pessoa o pastor não poderá guardar a profecia para si e se essa profecia é de Deus realmente e ele está sendo proibido de fazer tal coisa, vai se tornar terrível o pecado da própria Igreja Presbiteriana em proibir tal profecia, isso é seríssimo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pois é meu irmão, a questão está nesse eixo:

      Os dons revelacionais existem?

      A posição oficial da IPB é "não" na prática, e "dúvida" na teoria. Ou seja, desde que entendemos que a Bíblia é o texto profético e revelacional, cabe os presbiterianos consultá-lo sempre, já que as tais manifestações estão sendo advogadas, testamos se elas tem conformidade com o padrão bíblico.

      Por último, necessitaria de uma reflexão mais ponderada para te dar respostas concretas, pois trata-se de experiências subjetivas.

      A intensão do Doc da IPB é estabelecer um padrão geral, e ele mesmo diz 'cabe aos que dizem receber tais dons, provar se de fato é assim'.

      Sinceramente, tenho medo de entrar no julgamento pessoal de cada crente, só clamei por uma conformidade com os postulados gerais da IPB.

      Conheço pastores presbiterianos que falam em línguas, e nunca trataram a IPB como uma extensão de sua vontade pentecostal... outros, infelizmente, não agem assim.

      Excluir
    2. Irmão Luciano, preciso de uma resposta mais clara sobre a minha ultima questão 1 e 2 e uma ultima questão. Vc sabe das respostas? As respostas dessas perguntas podem mudar caminhos que vou traçar. Vou repeti-las abaixo:

      1 - A resposta parece um pouco imcompleta, pois queria saber como o pastor presbiteriano reagiria não somente caso ter algum dos dons, mas como ele deveria reagir em relação a pregar aquilo que ele tem convicção ser verdade. Isso é, sabemos que pregar sobre dons espirituais seria bem menos do que o evangelho da Graça e portanto não tomaria mt lugar no culto, porém ele como uma pessoa que acredita fielmente na veracidade dos dons, não seria necessário que ele pregasse a tal doutrina para seus membros? O pregador não estaria pecando em não ensina-la?
      2 - Como reagiria a IPB diante desta atitude do pastor?
      Todos nós sabemos que mostrar uma doutrina dentro da Bìblia para um cristão é uma prova da veracidade de tal doutrina, porém até mesmo diante do júri do mundo o testemunho também tem seu valor dentro de um tribunal, sendo assim, não seria mais apropriado primeiramente verificar se tais profecias que estão acontecendo dentro de uma congregação Presbiteriana seja ou não verífica?

      3 - Uma outra pergunta é um pastor que discorda de um ponto da IPB, para ele ser coerente e do ponto de vista Bíblico se a IPB esta errada ele deve abandonar a igreja por causa deste um ponto q ele discorda da igreja?

      Excluir
    3. Este comentário foi removido pelo autor.

      Excluir